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Exame Otorrinolaringológico: Passo a Passo

O documento descreve os procedimentos de semiologia otorrinolaringológica, incluindo a inspeção da orelha externa, otoscopia, rinosscopia e oroscopia, detalhando os materiais necessários e as etapas de cada exame. Também aborda a avaliação da hipoacusia através dos testes de Weber e Rinne, além da palpação cervical para linfonodos. O objetivo é fornecer um guia prático para a realização de exames otorrinolaringológicos completos.
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Exame Otorrinolaringológico: Passo a Passo

O documento descreve os procedimentos de semiologia otorrinolaringológica, incluindo a inspeção da orelha externa, otoscopia, rinosscopia e oroscopia, detalhando os materiais necessários e as etapas de cada exame. Também aborda a avaliação da hipoacusia através dos testes de Weber e Rinne, além da palpação cervical para linfonodos. O objetivo é fornecer um guia prático para a realização de exames otorrinolaringológicos completos.
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LINE 6: LARI, DANI, MARI, MANDY, GATO E CAMIS- T10

SEMIOLOGIA OTORRINOLARINGOLÓGICA

MATERIAL NECESSÁRIO

• Otoscópio e otocones
• Diapasão
• Espéculo nasal
• Fotóforo
• Abaixador de língua

PASSO 1- OTOSCOPIA
INSPEÇÃO DA ORELHA EXTERNA:
• Buscar inflamações do pavilhão auricular,
bem como as malformações congênitas, a
presença de cistos, fístulas congênitas,
coloboma, corpos estranhos, rolhas de cera • Segurar o otoscópio através de seu cabo,
epólipos no meato acústico externo. Limite entre o polegar e os demais dedos do
da orelha externa: membrana timpânica. examinador, de forma semelhante a
uma caneta ou reto.
• A inserção do espéculo deve ser lenta,
delicada e direcionada para baixo e para
frente, permitindo a visualização da
membrana timpânica.
Esquerda

OTOSCOPIA: Direita
• Sempre iniciar pelo lado contralateral a
queixa!
• O examinador deve solicitar que o paciente
incline a cabeça para o lado contralateral ao
examinado. Para facilitar a introdução do
otoscópio, devemos realizar a retificação do
meato acústico
o Adultos: tração do pavilhão auricular
superior e posterior
o Crianças: Tração inferior e posterior

• Descrever a membrana quanto:


1. Integridade
2. Transparência (na verdade, é
semitransparente)
3. Coloração (âmbar- neutra)
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4. Posição (levemente côncava com ponto


de depressão máximo no umbigo do
martelo)
Ex: Membrana timpânica íntegra, translúcida, • Tímpano perfurado totalmente
com triângulo luminoso presente, com/sem
presença de cerume em tal quadrante.
• Descrever a alteração em seu quadrante
correspondente

• Tímpano perfurado parcialmente

ALTERAÇÕES:
• Tampão de cerúmen:

• Colesteatoma

• Cerúmen em quadrante superior

• Otite média aguda


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HIPOACUSIA:

• Weber: vibra-se o diapasão e coloca qualquer


ponto ósseo da linha média. Podes ser na
fronte, queixo, incisivo centrais. O paciente
tem que perceber a vibração igual nos dois
ouvidos. Se o paciente observa uma diferença
e essa diferença é do mesmo lado da queixa
dele de hipoacusia, sugere que ele tem uma
perda auditiva condutiva. Se for
contralateral, sugere que ele tem uma perda
do tipo neurossensorial
• Rine: vibra-se o diapasão e coloca na região
na ponta da mastoide. Na ponta da mastoide
o som não está sendo conduzido pela orelha
média, ele passa direto para a orelha interna.
E qual a função da orelha média? Amplificar
o som. O normal é depois que você deixa de
ouvir na ponta da mastoide e coloca o
diapasão perto do orifício externo do
conduto auditivo, normal é que você
continue ouvindo. Se não escuta, sugere que
a orelha média não está funcionando, seria
uma perda auditiva condutiva. Na perda
sensorial, o Rine está normal ou encurtado.
• Os cornetos estão “grudados” no septo;
buchinho do corneto para esquerda->
rinoscopia direta e vice-versa
• Não fechar o espéculo totalmente na retirada
para não puxar os pelos

PASSO 3- OROSCOPIA

• Ver toda cavidade oral e orofaringe


• Ver face interna da bochecha
• Inspecionar a língua, palato duro e palato
mole.
• Lembrar de tirar prótese, se for o caso
• Empurra a língua para baixo com os palitos,
língua para dentro, pode falar A, para elevar
PASSO 2- RINOSCOPIA palato mole.
• Descrever: cor da mucosa e das tonsilas, se há
INSPEÇÃO hipertrofia/hiperemia das tonsilas (usar
escala de graduação) e mallampati
• Avaliar se septo centrado

RINOSCOPIA

• Colocar o fotóforo
• Paciente sentado com cabeça em leve
extensão
• Introduzir o espéculo
lateralizado/horizontalizado e FECHADO
• Abre dentro do nariz
• Descrever: cor da mucosa, se há secreção e
cornetos (normo/hipo/hipertróficos)
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PASSO 4: PALPAÇÃO CERVICAL

• Paciente sentado, e o examinador atrás,


começa palpando linfonodos com mão em
pinça de forma UNILATERAL (nunca palpar os
dois lados ao mesmo tempo-> reflexo vago-
vagal)
• Descrever linfodos quanto:
ausência/presença; dor, mobilidade,
consistência e sinais flogisticos

I. Submentonianos e submandibulares
II. Jugular interna (até osso hióide)
III. Jugular interna (hióide até cartilagem
cricóide)
IV. Jugular interna (hióide até clavícula)
V. Cervical POSTERIOR

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