Guia Completo sobre Simples Nacional
Guia Completo sobre Simples Nacional
- 15 anos + de experiência em consultoria tributária (IRPJ, CSLL, Pis, Cofins, ICMS, IPI,
Contábil, Societário e IRPF;
- Expert em SPED´s e Excel;
- Vivência em escritórios de contabilidade e advocacia;
- Idealizadora do MET RCT 5.0;
- CEO da RCT Brasil.
2º No cartão do CNPJ você consegue visualizar as atividades pelo CNAE (Classificação Nacional de Atividades
Econômicas);
3º Verificar se atividade consta na Lista de Atividades Impedidas ao Simples Nacional, listadas no Anexo VI da
Resolução CGSN 140/2018;
4º Verificar se atividade consta na Lista de Atividades Concomitantes ao Simples Nacional, listadas no Anexo VII da
Resolução CGSN 140/2018.
6º Consultar o enquadramento na Lei Complementar nº 123/2006, art. 18 ou em consultorias (ex. Econet Editora/
IOB/ Cenofisco, etc...);
7º No Portal do Simples Nacional é possível consultar "evolução histórica de atividades por Anexo", que pode ser
útil para o enquadramento.
1º Alíquota nominal: é a alíquota que será utilizada para calcular a alíquota efetiva, que consta nos Anexos de
enquadramento;
2º Parcela a deduzir: é um valor que consta nos Anexos e é utilizado na fórmula para o cálculo da alíquota
efetiva;
5º RBT12: é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre pelo
regime de competência);
6º FS12: é a folha de salários acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre
pelo regime de competência);
7º Folha de Salários: corresponde aos salários dos empregados, pró-labore, autônomos e seus respectivos
encargos (CPP, FGTS);
10º Regime de competência: serve para determinar a RBT12 e para as empresas que optam por tributar suas
receitas mesmo sem recebê-las;
11º Regime de caixa: Serve para calcular o DAS sobre as receitas recebidas, para aquelas empresas que
optaram por esse regime.
A alíquota efetiva é aquela que será aplicada sobre o valor da receita bruta.
A alíquota efetiva total é composta por todos os tributos incidentes sobre a receita: IRPJ, CSLL, Pis, Cofins,
ICMS, IPI, ISS e CPP.
Para se encontrar a alíquota efetiva deve-se utilizar a seguinte fórmula:
RBT12: é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre pelo
regime de competência);
Alíquota nominal: é a alíquota que será utilizada para calcular a alíquota efetiva, que consta nos Anexos de
enquadramento;
Parcela a deduzir: é um valor que consta nos Anexos e é utilizado na fórmula para o cálculo da alíquota
efetiva.
Jorgevan Rodrigues De Jesus - j_rodrigues016@[Link] - CPF: 035.714.625-56
EMPRESAS EM INÍCIO DE ATIVIDADES – PRIMEIRO MÊS
No primeiro mês o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses (RBT12) é
proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula:
Receita do 1º mês x 12
EXEMPLO:
Competência do cálculo: 08/2023
Data constituição: 10/08/2023
Receita Bruta em 08/2023: R$100.000,00
RBT12 1º mês: R$1.200.000,00
Nos 11 meses seguintes o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses
(RBT12) é proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula:
EXEMPLO:
Competência do cálculo: 10/2023
Data constituição: 10/08/2023
Receita Bruta em 08/2023: R$100.000,00
Receita Bruta em 09/2023: R$300.000,00
RBT12 3º mês: ((R$100.000,00 + R$300.000,00)/2) x 12 = R$2.400.000,00.
Se a empresa aufere receitas no mercado interno e também efetua exportações (mercadorias ou serviços)
terá que apurar:
Segregar as receitas no PGDAS-D para que o cálculo seja realizado separadamente e, ao gerar o DAS, os
valores por tributo serão unificados.
Quando a empresa possui diversas receitas tributas por Anexos diferentes, as mesmas devem ser segregadas
para serem tributadas de acordo com cada Anexo de tributação.
Inclusive quando há devolução a mesma deve ser segregada, de acordo com a natureza da venda.
O ICMS retido por Substituição Tributária é uma modalidade de antecipação do imposto devido na cadeia
seguinte. É devido pelo SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO e constitui-se como regime de tributação que assegura
arrecadação mais eficiente e possibilita racionalizar a fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias
pelos contribuintes.
OBS: As empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL também estão sujeitas ao recolhimento do ICMS ST,
quando aplicável.
O Substituto Tributário é o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS que seria devido na cadeia
seguinte pelo Substituído Tributário.
O Substituído Tributário é o contribuinte que recebe a mercadoria objeto de substituição tributária com o
respectivo ICMS já recolhido por antecipação. Em regras gerais, na saída (venda da mercadoria), não
recolherá ICMS novamente, uma vez que já foi recolhido anteriormente.
De acordo com o §8º do art. 25 da Resolução CGSN nº 140/2018 dispõe que em relação ao ICMS:
I - o substituído tributário, assim entendido o contribuinte que teve o imposto retido, e o contribuinte
obrigado à antecipação com encerramento de tributação deverão segregar a receita correspondente como
"sujeita à substituição tributária ou ao recolhimento antecipado do ICMS", quando então será
desconsiderado, no cálculo do valor devido no âmbito do Simples Nacional, o percentual do ICMS;
A venda de produtos monofásicos por pessoa jurídica optante do Simples Nacional na condição de indústria/
importador sujeita a empresa ao recolhimento das contribuições sociais conforme às alíquotas próprias desses
regimes de tributação, aplicáveis às demais empresas.
OBS (01.01.2009): Na condição de comércio as vendas ficam reduzidas a alíquota zero de PIS e COFINS
(devem ser segregadas as receitas para a exclusão desses percentuais no cálculo do Simples Nacional).
Não serão consideradas quaisquer alterações em bases de cálculo, alíquotas e percentuais ou outros fatores
que alterem o valor de imposto ou contribuição apurado na forma do Simples Nacional, estabelecidas pela
União, Estado, Distrito Federal ou Município, exceto as previstas ou autorizadas nesta Lei Complementar.
A União, os Estados e o Distrito Federal poderão, em lei específica destinada à ME ou EPP optante pelo
Simples Nacional, estabelecer isenção ou redução de COFINS, Contribuição para o PIS/PASEP e ICMS para
produtos da cesta básica, discriminando a abrangência da sua concessão.
OBS: Ainda não há previsão legal para a isenção, alíquota zero ou redução de PIS e COFINS para empresas
optantes pelo SIMPLES NACIONAL, exceto para vendas com incidência monofásica.
DEFINIÇÕES
NOTA FISCAL
FIM PRAZO
CANCELAMENTO
CANCELAMENTO DEVOLUÇÃO
Na hipótese de CANCELAMENTO de documento fiscal, nas situações autorizadas pelo respectivo ente
federado, o valor do documento cancelado deverá ser deduzido no período de apuração no qual tenha
havido a tributação originária, quando o cancelamento se der em período posterior.
1. Para a optante pelo Simples Nacional tributada com base no critério de apuração de receitas pelo Regime
de Caixa, o valor a ser deduzido limita-se ao valor efetivamente devolvido ao adquirente ou tomador.
Na hipótese de DEVOLUÇÃO de mercadoria vendida por ME ou EPP optante pelo Simples Nacional, em
período de apuração posterior ao da venda, deverá ser observado o seguinte:
I - o valor da mercadoria devolvida deve ser deduzido da receita bruta total, no período de apuração do mês
da devolução, segregada pelas regras vigentes no Simples Nacional nesse mês;
II - caso o valor da mercadoria devolvida seja superior ao da receita bruta total ou das receitas segregadas
relativas ao mês da devolução, o saldo remanescente deverá ser deduzido nos meses subsequentes, até ser
integralmente deduzido.
As empresas optantes pelo Simples Nacional são obrigadas a emitir notas fiscais, independentemente do
cliente.
Venda de mercadorias: NF-e modelo 55, NFC-e modelo 65, Cupom Fiscal;
Prestação de serviços: NFS-e, Bilhete de passagem, Nota Fiscal de telecomunicação, dentre outras.
O Documento de Arrecadação do Simples Nacional, mais conhecido como DAS, é o documento que serve
para arrecadação dos tributos devidos pelas empresas optantes pelo Regime.
I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF);
II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (II);
III - Imposto sobre Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (IE);
IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR);
Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito das respectivas competências, poderão estabelecer,
na forma definida pelo Comitê Gestor, independentemente da receita bruta recebida no mês pelo
contribuinte, valores fixos mensais para o recolhimento do ICMS e do ISS devido por microempresa que aufira
receita bruta, no ano-calendário anterior, de até o limite máximo de R$360.000,00, ficando a microempresa
sujeita a esses valores durante todo o ano-calendário.
OBS: Quando a ME ultrapassar esse valor, o ISS ou ICMS passar a ser tributados pela regra geral do SIMPLES
NACIONAL.
As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam dispensadas do
pagamento das demais contribuições instituídas pela União, inclusive as contribuições para as entidades
privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de que trata o art. 240
da Constituição Federal, e demais entidades de serviço social autônomo.
Contribuições a terceiros (SESI, SENAI, SESC, SENAT, SENAR, SENAC, INCRA, dentre outros..).
Segregação no PGDAS-D:
R$14.000,00
R$86.000,00
ECF Cupom fiscal: comum para períodos mais antigos, onde o Estado não obrigava a emissão de CF-e;
(Sintegra e relatórios do sistema)
- NF-e (modelo 55): emitido em vendas interestaduais; de Pessoa Jurídica para outra Pessoa Jurídica; e nos
casos permitidos ou obrigados pela legislação, a empresa deverá ou poderá emitir para consumidor Pessoa
Física dentro da UF; (arquivo XML)
Com a chave da NF-e, é possível consultar através do Portal da NF-e (a consulta não mostra todos os dados):
[Link]
Vw2g=
- NFC-e (modelo 65): emitido nas vendas presenciais ao consumidor final; (arquivo XML)
Com a chave da NFC-e, é possível consultar através da Sefaz de cada UF, diferentemente da NF-e (a consulta
não mostra todos os dados):
Consulta UF SP:
[Link]
1) Solicitando ao cliente;
2) Solicitando para a Sefaz (mas geralmente o processo é dificultado e nem sempre é possível recuperar todo
esse período);
3) Por meio de sistemas de recuperação de NF (todavia esses sistemas recuperam apenas a NF-e modelo 55);
Sieg; Arquivei; Sysconv; Conexão NFE; etc...
4) Capturando em pastas do cliente através de robôs desses sistemas (o cliente dá o aceite).
XML é o arquivo eletrônico da nota fiscal, é no XML que você vai encontrar todas as informações da nota,
tais como:
O XML é gerado no momento em que a Nota Fiscal está sendo transmitida para a SEFAZ, e é assinado
eletronicamente.
De acordo com o art. 195 do CTN, o XML deve ser arquivado até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários vinculados, ou seja, de no mínimo 5 anos c/c o art. 66 da Resolução CGSN 140/2018.
Não manter a guarda é crime contra a ordem tributária, podendo gerar de 2 a 5 anos de prisão e multa (Lei
8.137/1990, art. 1º).
O fato é que na prática muitas vezes não conseguimos tão facilmente essa documentação.
Na aula anterior eu falei sobre alguns sistemas que podem te ajudar nesse momento.
Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):
Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):
Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):
Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):
Outros:
OBS: Assim como os arquivos dos documentos fiscais, os livros devem ser guardados pelo prazo
prescricional.
Alguns Estados permitem que empresas optantes pelo Simples Nacional efetuem a apresentação do SPED
Fiscal ICMS/IPI, de forma opcional.
De acordo com a LC 123/2006 e Resolução CGSN 140/2018, os Estados não podem exigir esta obrigação,
exceto se a empresa tiver ultrapassado o sublimite estadual (atualmente de 3.6mi):
Além do restabelecimento do débito com multa e juros de mora, o contribuinte estará sujeito às seguintes
penalidades por lançamento de ofício, quando o fisco determina um passivo tributário (Resolução CGSN
140/2018, art. 96):
SONEGAÇÃO: ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento
por parte da autoridade fazendária:
I - da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais;
II - das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito
tributário correspondente.
Na RCT não devemos focar apenas no crédito, fechando os olhos para os erros (dolosos ou não) que você sabe
que o cliente está cometendo, tais como: não emitir nota fiscal, não receber suas receitas na conta da Pessoa
Jurídica, emitindo notas frias, dentre outras.
Para resolver isso, elabore uma cláusula específica sobre isso em seu contrato de prestação de serviços, e
sempre mantenha uma comunicação muito clara com o cliente caso você encontre contingências/riscos
tributários.
FRAUDE: é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência
do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais,
de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento.
Aqui entra a tal da reclassificação de NCM, que provoca a redução da tributação de forma indevida, muito
cuidado com isso! Falaremos melhor sobre esse tema nas aulas práticas.
CONLUIO: é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos
referidos nos arts. 71 e 72.
Exemplo clássico de quando o "tributarista" e o cliente combinam fraudar ou sonegar, provocando o aumento
do valor a restituir de forma indevida! Além das multas, existem implicadores penais.
Simplesmente porque ele tem o maior sistema de auditoria do mundo! Inclusive o Brasil é copiado por
outros países quando o assunto é fiscalização.
Exemplos de cruzamentos para empresas do Simples Nacional:
PORTANTO:
Além de buscar o crédito, esteja atento às inconsistências, efetue os cruzamentos acima e nunca deixe de
falar para o seu cliente dos riscos envolvidos.
Além de todas as cláusulas do contrato que trarão um respaldo legal, você demonstrará que não estará em
conluio com o cliente.
I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para
eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na
qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;
III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela
dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;
IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto
liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;
V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação
tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
"Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os crimes definidos
nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade."
Significado de Concorre. Concorre vem do verbo concorrer. O mesmo que: aflui, compete, contribui,
converge, coopera, disputa, pleiteia, rivaliza.
A responsabilidade civil ocorre quando o seu cliente executa o contrato alegando que o serviço não foi
prestado da forma estabelecida no mesmo, conforme prevê o art. 20 do CDC.
Portanto, estabelecer responsabilidades das partes, como o serviço será executado, se haverá garantia,
prazos, limitações, etc, são elementos indispensáveis em um contrato.
O cliente tem que estar ciente da classificação de risco dos créditos apresentados, e além disso, tomar a
decisão final sobre o uso ou não desses créditos, assumindo qualquer responsabilidade em caso de glosa ou
fiscalização, afinal de contas, nós apenas apresentamos o crédito (líquido e certo e aquele que por ventura
possa ser discutido pelo fisco).
As informações do PGDAS-D têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e
suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos, e deverão ser
fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos
devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior.
O PGDAS-D está disponível no portal do Simples Nacional na internet, não necessitando ser instalado ou
atualizado no computador do usuário.
A ME ou EPP que deixar de prestar mensalmente à RFB as informações no PGDAS-D, no prazo previsto na
legislação, ou que as prestar com incorreções ou omissões, estará sujeita às seguintes multas, para cada mês
de referência:
➢ 2% ao mês-calendário ou fração, a partir do primeiro dia do quarto mês do ano seguinte à ocorrência dos
fatos geradores, incidentes sobre o montante dos impostos e contribuições decorrentes das informações
prestadas no PGDAS-D, ainda que integralmente pago, no caso de ausência de prestação de informações ou
sua efetuação após o prazo, limitada a 20%, observada a multa mínima de R$ 50,00 para cada mês de
referência;
➢ R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.
OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e podem existir UF´s que concedem isenção para ME´s
(faturamento até 360mil) ou reduções para EPP´s (faturam acima de 360 até 4.8mi).
Na Substituição Tributária o esquema se inverte, pois a indústria ou importador recolhe pelo restante da
cadeia, cobrando esse ICMS no valor total da NF.
➢ Transferências entre estabelecimentos da mesma empresa: inclusive interestadual, desde que não seja
varejista;
➢ Venda para industrialização: adquirente vai utilizar em seu processo produtivo;
➢ O destinatário possui regime para recolher o ICMS ST na entrada;
➢ Venda interestadual para substituto da mesma mercadoria.
Mapa do ICMS ST
Existe um Convênio geral, que determina quais são as mercadorias que os Estados podem tratar como
Substituição Tributária.
Qualquer mercadoria fora desse Convênio, não deve estar na lista de ST do Estado.
Assim como o ICMS, são contribuições plurifásicas, ou seja, incide sobre cada etapa da cadeia comercial.
OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e diferentemente do ICMS não existe isenção ou redução
concedida pela LC 123/2006.
A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:
LC 128/2008
"Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples
Nacional será determinado mediante aplicação das alíquotas efetivas, calculadas a partir das alíquotas
nominais constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a base de cálculo de que
trata o §3º deste artigo, observado o disposto no §1 5º do art. 3º.
(...)
§4º O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento, as receitas decorrentes da:
IV – as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária e tributação
concentrada em uma única etapa (monofásica), bem como, em relação ao ICMS, antecipação tributária com
encerramento de tributação;"
A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:
A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:
➢ Extrato do PGDAS-D;
➢ XML (NF modelo 55 ou NFC-e modelo 65);
➢ Sintegra: Registros 54 e 75 (Cupom fiscal não eletrônico).
A retificação do PGDAS-D é necessária para praticamente qualquer RCT, exceto para aquelas que visam
recuperar tributos arrecadados fora do DAS, pagos indevidamente ou a maior.
No manual do PGDAS-D que está disponível nesta aula, você encontra várias orientações sobre a retificação.
Agora que você já sabe quais são os pontos mais importantes que determinam a aceitação ou não da
retificação, vamos retificar o nosso caso prático?
2) Retificar o PGDAS-D;
Certos produtos não estão no campo de incidência do IPI, portanto, não são considerados produtos
industrializados de fato.
Empresas que vendem esses produtos podem estar tributando erroneamente o IPI, cabendo a RCT.
Nesse caso você deverá levantar os valores recolhidos no DAS, apresentar o PGDAS-D retificador e solicitar a
restituição.
Se a empresa industrializa outros produtos tributados pelo IPI, esse crédito poderá ser utilizado para a
compensação.
OBS: Ao retificar o PGDAS-D segregando as receitas no Anexo I, pode haver diferença dos outros tributos a
recolher.
Várias atividades possuem particularidades em sua tributação ou determinação da receita bruta, portanto,
podem estar recolhendo tributos de forma indevida.
Nesse caso cabe a retificação do PGDAS-D e solicitação da restituição ou compensação, conforme o caso.
O CNAE 6821-8/02 - CORRETAGEM NO ALUGUEL DE IMÓVEIS, é tributada no Anexo III, desde 01.01.2015.
Essa atividade compreende: a atividade de intermediação no aluguel de imóveis de terceiros
e os serviços de assessoramento em questões relativas a aluguel de imóveis de terceiros.
Neste anexo a CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) é recolhida em separado, ou seja, não estará
incluída no DAS, conforme prevê a Lei Complementar nº 123/2006, art. 13, VI.
Para que o serviço seja tributado pelo Anexo IV, precisa estar amparado por um contrato de construção civil,
seja na forma total ou de subempreitada.
Alguns serviços auxiliares, quando prestados isoladamente, serão tributados pelo Anexo III, porém, se forem
integrantes de um contrato de construção civil, deverão ser tributados juntamente com a obra (Anexo IV), é o
que dispõe o ADI nº 8/2013:
ADI nº 8/2013
“Art. 1º Os serviços de pintura predial, instalação, manutenção e reparação hidráulica, elétrica, sanitária, de
gás, de sistemas contra incêndio, de elevadores, de escadas e esteiras rolantes exercidos por microempresa
(ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) optante pelo Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar nº
123, de 14 de dezembro de 2006, são tributados pelo Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006, e não
estão sujeitos à retenção da contribuição previdenciária prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.
Parágrafo único. Caso a ME ou EPP seja contratada para construir imóvel ou executar obra de engenharia
em que os serviços de pintura predial e instalação hidráulica, elétrica, sanitária, de gás, de sistemas contra
incêndio, de elevadores, de escadas e esteiras rolantes façam parte do respectivo contrato, sua tributação
ocorrerá juntamente com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006.”
Quando a atividade de construção era impeditiva ao Simples Nacional, a COSIT emitiu um ADN para dispor
sobre os serviços auxiliares da construção vedados á opção pelo Simples Nacional:
Atualmente, estas atividades não são impedidas, porém, há de se observar que quando essas atividades
forem integrantes de um contrato de construção civil deverão ser tributadas pelo Anexo IV do Simples
Nacional.
Nos serviços listados nos códigos 7.02 e 7.05 da LC 116/2003 é permitida da dedução da Base de Cálculo do
ISS o valor dos materiais fornecidos pelo prestador do serviço.
No caso dos materiais produzidos pelo prestador dos serviços no local da prestação de serviços será
tributado de acordo com o Anexo III ou Anexo IV, conforme o caso.
No caso das mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços fora do local da prestação dos serviços será
tributado de acordo com o Anexo II.
Pragas agrícolas - O serviço de controle de pragas agrícolas, objeto do CNAE 0161-0/01 consiste propriamente
no serviço de controle de pragas e não no serviço de dedetização, desratização, descupinização e similares,
portanto a tributação ocorrerá no Anexo III, conforme prevê o art. 18, §5º-F da Lei Complementar nº
123/2006.
Este CNAE compreende também o serviço de pulverização aérea sob contrato, onde neste caso é necessário
que a atividade seja exercida por três categorias profissionais regulamentadas, ensejando a tributação pelo
Anexo V.
Pragas urbanas – O serviço de controle de pragas urbanas, objeto do CNAE 8122-2/00, está diretamente
ligado com serviço de limpeza, conforme disposto nas Soluções de Consulta COSIT nº 186 e 275 de 2014, além
da Solução de Consulta Interna COSIT nº 13/2012, portanto a tributação ocorrerá no Anexo IV, conforme prevê
o art. 18, §5º-C, VI da Lei Complementar nº 123/2006.
A atividade de locação de bens móveis, serão tributadas na forma prevista no Anexo III, deduzida a parcela
correspondente ao ISS (LC 123/2006, art. 18, §4º, V);
A atividade com incidência simultânea de IPI e de ISS, será tributada na forma prevista no Anexo II, deduzida
a parcela correspondente ao ICMS e acrescida a parcela correspondente ao ISS prevista no Anexo III (LC
123/2006, art. 18, §4º, VI);
A receita auferida por agência de viagem e turismo: (CGSN 140/2018, art. 25, §15)
É o caso onde a agência faz todas as reservas em nome do cliente e apenas recebe uma comissão para isso.
É o caso da venda de pacotes fechados, onde a agência que determina os valores e serem cobrados pela
estadia, passagens, etc... Ela pode aproveitar para comprar na baixa temporada e vender mais caro ao cliente
final.
A receita auferida na venda de veículos em consignação: (CGSN 140/2018, art. 25, §16)
I - mediante contrato de comissão previsto nos arts. 693 a 709 do Código Civil corresponderá à comissão e
será tributada na forma prevista no Anexo III;
II – compra e venda mediante contrato estimatório previsto nos arts. 534 a 537 do Código Civil corresponderá
ao produto da venda e será tributada na forma prevista no Anexo I;
III - prestação de serviços de intermediação na compra e venda de veículos usados, corresponderá à comissão
e será tributada na forma prevista no Anexo V.
Na comercialização de medicamentos e produtos magistrais produzidos por fórmulas, observar-se-á (art. 25,
§2º, I e II da Resolução CGSN nº 140/2018):
Produzidos por encomenda mediante prescrição – Anexo III: quando o cliente solicita a manipulação de uma
fórmula prescrita por um médico/especialista;
Demais casos (comércio) – Anexo I: produtos que a própria farmácia revende ou manipula, sem solicitação
prévia por parte do cliente.
Tributadas pelo Anexo III, as atividades de: reparação e manutenção de computadores e equipamentos
periféricos.
Tributadas pelo Anexo III (sujeitas ao fator r), as atividades de: desenvolvimento e licenciamento de
programas de computador, serviços de hospedagem na internet, planejamento, confecção, manutenção e
atualização de páginas eletrônicas.
Eram vedadas até 31 de dezembro de 2014, mas a partir de 1º de janeiro de 2015 não constituem vedação aos
optantes pelo Simples Nacional e são tributadas pelo Anexo V (sujeitas ao fator r), as atividades de: suporte
técnico em informática, manutenção em tecnologia da informação, tratamento de dados e provedores de
serviços de aplicação.
A receita obtida pelo salão-parceiro e pelo profissional-parceiro de que trata a Lei n° 12.592/2012, deverá ser
tributada:
Cada parceiro tributa sua receita, ou seja, o salão pode descontar da base de cálculo tributável os valores
repassados ao profissional parceiro.
O profissional parceiro não deve ser CLT. Para maiores detalhes sobre o contrato de parceria vide a Lei acima e
a Resolução CGSN 140/2018.
Receita bruta (RB) é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos
serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os
descontos incondicionais concedidos.
De acordo com o art. 2º, §4º da Resolução CGSN 140/2018, integram o valor da receita bruta:
➢ Valor Presente que compreende o custo do financiamento nas vendas a prazo, contido no valor dos bens ou
serviços ou destacado no documento fiscal;
➢ Gorjetas, sejam elas compulsórias ou não;
➢ Royalties, aluguéis e demais receitas decorrentes de cessão de direito de uso ou gozo;
➢ Verbas de patrocínio.
I - que sejam disponibilizados para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, ou para locação
por outros, para investimento, ou para fins administrativos; e
II - cuja desincorporação ocorra a partir do décimo terceiro mês contado da respectiva entrada.
As empresas tributadas pelo Anexo V estão sujeitas ao fator "r", que é a relação da folha de salários x receita
bruta dos últimos 12 meses.
Considera-se a folha por regime de caixa (ou seja, valores pagos, incluídos os encargos).
Cabe aqui uma revisão dos últimos 5 anos e um planejamento de folha para o futuro, caso a empresa tenha
um fator "r" inferior a 28%.
Essa RCT é realizada mediante retificação do PGDAS-D e posteriormente pelo Pedido de Restituição ou
Compensação no próprio portal do Simples Nacional.
Para fins de determinação do fator “r”, folha de salários corresponde ao montante pago, incluídos encargos,
nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração, a título de remunerações a pessoas físicas
decorrentes do trabalho, incluídas retiradas de pró-labore, acrescidos do montante efetivamente recolhido a
título de contribuição patronal previdenciária e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
OBS 2: Não devem ser considerados os valores pagos a título de aluguéis e de distribuição de lucros.
No caso de parcelamento da contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social (CPP), esta
somente será considerada no cálculo do Fator "r" à medida em que as parcelas forem recolhidas.
LEGISLAÇÃO
Consideram-se salários o valor da base de cálculo da contribuição prevista nos incisos I e III do art. 22 da Lei
nº 8.212/1991, agregando-se o valor do décimo terceiro salário na competência da incidência da referida
contribuição, na forma do caput e dos §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei nº 8.620/1993.
"Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, o valor da compensação pecuniária a ser paga
no âmbito do Programa de Proteção ao Emprego - PPE, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à
disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção
ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
(...)
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês,
aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços;
Portanto, além do valor pago aos funcionários e retiradas de pró-labore, integra o cômputo da folha de
salários os valores pagos a autônomos, tendo em vista o dispositivo acima exposto, bem como devem ser
consideradas as importâncias pagas no mês, conforme prevê o §24 do art. 18 da Lei Complementar nº
123/2006.
Pagamento indevido: quando a totalidade do valor que foi recolhido não era devido.
Pagamento a maior: quando parte do valor que foi recolhido não era devido.
Desde 30 de junho/2017 a Receita Federal disponibilizou uma sistemática simplificada de restituição para
contribuintes do Simples Nacional.
(Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017 atualmente revogada pela Instrução Normativa RFB nº
2.055/2021)
Na restituição o cliente recebe o valor pago indevidamente ou a maior na conta corrente indicada no prazo
médio de até 60 dias.
Os lotes para pagamento são programados para o dia 20 de cada mês ou dia útil seguinte.
Através do aplicativo “compensação a pedido”, disponível no portal do Simples Nacional, é possível solicitar a
compensação de pagamento indevido ou a maior com débitos abrangidos pelo DAS.
É necessário esperar o processamento do crédito e do débito, ou seja, o débito precisa estar vencido e
constante no extrato de pendências do Simples Nacional.
➢ O crédito poderá ser compensado apenas com débitos do mesmo ente e referentes ao mesmo tributo (IR
com IR, CS com CS, Pis com Pis, Cofins com Cofins, etc);
➢ Empresas não mais optantes que possuam débitos e créditos apurados no DAS pode solicitar a
compensação;
➢ Tanto o crédito quanto o débito são atualizados;
➢ O saldo devedor após a compensação deve ser recolhido normalmente.
➢ Levantamento do crédito;
➢ Retificação do PGDAS-D.
➢ Levantamento do crédito;
➢ Retificação do PGDAS-D.
Por isso é muito importante que você tenha todo controle dos créditos, pedidos de restituição ou
compensação para apresentar a contabilidade da empresa.
É por meio desses pedidos de restituição ou declarações de compensação que será possível contabilizar.
De acordo com a norma contábil, uma receita deve ser reconhecida quando (CPC PME, item 2.27):
➢ For provável que vá gerar benefícios econômicos: ou seja, será restituído ou compensado.
Portanto, é no momento da apuração do crédito e previsibilidade de uso que a receita deve ser reconhecida.
A atualização pela Selic deve ser contabilizada a partir do momento em que o crédito for reconhecido.
As empresas tributadas pelo Simples Nacional não devem oferecer outras receitas à tributação.
Portanto, o acréscimo no resultado não será tributado, mesmo que impacte no resultado da empresa.