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Guia Completo sobre Simples Nacional

O documento aborda o Simples Nacional, incluindo regras de enquadramento, cálculo de alíquotas efetivas e segregação de receitas. Também discute a tributação de substituição tributária e benefícios fiscais disponíveis para empresas optantes pelo Simples Nacional. Informações adicionais sobre a experiência de consultoria tributária de Luana Trevisan são apresentadas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Guia Completo sobre Simples Nacional

O documento aborda o Simples Nacional, incluindo regras de enquadramento, cálculo de alíquotas efetivas e segregação de receitas. Também discute a tributação de substituição tributária e benefícios fiscais disponíveis para empresas optantes pelo Simples Nacional. Informações adicionais sobre a experiência de consultoria tributária de Luana Trevisan são apresentadas.
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SIMPLES NACIONAL

Jorgevan Rodrigues De Jesus - j_rodrigues016@[Link] - CPF: 035.714.625-56


RECUPERAÇÃO TRIBUTÁRIA
SIMPLES NACIONAL
Jorgevan Rodrigues De Jesus - j_rodrigues016@[Link] - CPF: 035.714.625-56
Luana Trevisan

- 15 anos + de experiência em consultoria tributária (IRPJ, CSLL, Pis, Cofins, ICMS, IPI,
Contábil, Societário e IRPF;
- Expert em SPED´s e Excel;
- Vivência em escritórios de contabilidade e advocacia;
- Idealizadora do MET RCT 5.0;
- CEO da RCT Brasil.

Instagram: @profluanatrevisan e @contabilidadefacilitada

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO
1º Conhecer as atividades (inclusive aquelas que não foram atualizadas no contrato social);

2º No cartão do CNPJ você consegue visualizar as atividades pelo CNAE (Classificação Nacional de Atividades
Econômicas);

3º Verificar se atividade consta na Lista de Atividades Impedidas ao Simples Nacional, listadas no Anexo VI da
Resolução CGSN 140/2018;

4º Verificar se atividade consta na Lista de Atividades Concomitantes ao Simples Nacional, listadas no Anexo VII da
Resolução CGSN 140/2018.

5º Definida a atividade, é hora de enquadrar nos Anexos de Tributação;

6º Consultar o enquadramento na Lei Complementar nº 123/2006, art. 18 ou em consultorias (ex. Econet Editora/
IOB/ Cenofisco, etc...);

7º No Portal do Simples Nacional é possível consultar "evolução histórica de atividades por Anexo", que pode ser
útil para o enquadramento.

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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REGRAS – ENQUADRAMENTO DO ANEXO

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CÁLCULO DO SIMPLES NACIONAL – CONCEITOS FUNDAMENTAIS

1º Alíquota nominal: é a alíquota que será utilizada para calcular a alíquota efetiva, que consta nos Anexos de
enquadramento;

2º Parcela a deduzir: é um valor que consta nos Anexos e é utilizado na fórmula para o cálculo da alíquota
efetiva;

3º Alíquota efetiva: é a alíquota que será aplicada sobre a receita bruta;

4º Receita Bruta: é o faturamento da empresa (venda de produtos, mercadorias, prestação de serviços,


locação, transporte, etc, ou seja, é a receita do objeto social);

5º RBT12: é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre pelo
regime de competência);

6º FS12: é a folha de salários acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre
pelo regime de competência);

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CÁLCULO DO SIMPLES NACIONAL – CONCEITOS FUNDAMENTAIS

7º Folha de Salários: corresponde aos salários dos empregados, pró-labore, autônomos e seus respectivos
encargos (CPP, FGTS);

8º Fator "r": é a relação entre a FS12 e a RBT12;

9º Período de apuração: é a competência de apuração do DAS (regime de competência ou caixa);

10º Regime de competência: serve para determinar a RBT12 e para as empresas que optam por tributar suas
receitas mesmo sem recebê-las;

11º Regime de caixa: Serve para calcular o DAS sobre as receitas recebidas, para aquelas empresas que
optaram por esse regime.

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CÁLCULO DO SIMPLES NACIONAL – PONTOS DE ATENÇÃO

➢ Receitas de exportação: não incide ICMS, PIS, Cofins, ISS e IPI;


➢ Devoluções e vendas canceladas: devem ser deduzidas da Receita Bruta do mês;
➢ Benefícios de ICMS/ISS: além de constar na legislação do Ente, devem ser amparadas na LC 123/2006,
exemplo: isenções, reduções, benefícios em produtos de cesta básica, dentre outros;
➢ Locação de bens móveis: não incide ISS;
➢ Serviços sujeitos ao ICMS: os tributos federais são calculados pelo Anexo III e o ICMS é calculado pelo Anexo
I;
➢ ISS: A alíquota efetiva de ISS deve ser no máximo de 5%. O excesso deve ser distribuído entre os tributos
federais;
➢ ISS e ICMS 6ª faixa: Devem ser calculados na 5ª faixa;
➢ Excesso ao sublimite estadual: Enquanto o excesso for em até 20%, a alíquota do ISS/ICMS sobre o
excedente ao sublimite será calculada na 5ª faixa, considerando a RBT12 de R$3.6 milhões;
➢ Excesso ao limite nacional: Enquanto o excesso for em até 20%, a alíquota dos tributos federais sobre o
excedente ao limite nacional será calculada considerando a RBT12 de R$4.8 milhões.

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CÁLCULO DO SIMPLES NACIONAL – ALÍQUOTA EFETIVA

A alíquota efetiva é aquela que será aplicada sobre o valor da receita bruta.
A alíquota efetiva total é composta por todos os tributos incidentes sobre a receita: IRPJ, CSLL, Pis, Cofins,
ICMS, IPI, ISS e CPP.
Para se encontrar a alíquota efetiva deve-se utilizar a seguinte fórmula:

RBT12: é a receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao período de apuração (sempre pelo
regime de competência);
Alíquota nominal: é a alíquota que será utilizada para calcular a alíquota efetiva, que consta nos Anexos de
enquadramento;
Parcela a deduzir: é um valor que consta nos Anexos e é utilizado na fórmula para o cálculo da alíquota
efetiva.
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EMPRESAS EM INÍCIO DE ATIVIDADES – PRIMEIRO MÊS

No primeiro mês o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses (RBT12) é
proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula:

Receita do 1º mês x 12

Primeiro mês: considerar a data da constituição do CNPJ.

EXEMPLO:
Competência do cálculo: 08/2023
Data constituição: 10/08/2023
Receita Bruta em 08/2023: R$100.000,00
RBT12 1º mês: R$1.200.000,00

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EMPRESAS EM INÍCIO DE ATIVIDADES – DO 2º AO 12º MÊS

Nos 11 meses seguintes o cálculo para se determinar a receita bruta “estimada” dos últimos 12 meses
(RBT12) é proporcional, devendo-se aplicar a seguinte fórmula:

(Soma das receitas anteriores ao PA/ nº de meses anteriores ao PA) x 12

TRATA-SE DA MÉDIA ARITMÉTICA DOS MESES ANTERIORES

PA: PERÍODO DE APURAÇÃO

EXEMPLO:
Competência do cálculo: 10/2023
Data constituição: 10/08/2023
Receita Bruta em 08/2023: R$100.000,00
Receita Bruta em 09/2023: R$300.000,00
RBT12 3º mês: ((R$100.000,00 + R$300.000,00)/2) x 12 = R$2.400.000,00.

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EXEMPLO DE ALÍQUOTA EFETIVA

EXEMPLO: ANEXO I - COMÉRCIO


Competência do cálculo: 10/2023
Data constituição: 10/08/2023
Receita Bruta em 08/2023: R$100.000,00
Receita Bruta em 09/2023: R$300.000,00
RBT12 3º mês: ((R$100.000,00 + R$300.000,00)/2) x 12 = R$2.400.000,00.

Alíquota efetiva = (((R$2.400.000,00 x 14,30%) – R$87.300,00) / R$2.400.000,00) = 10,66%

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SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS

Se a empresa aufere receitas no mercado interno e também efetua exportações (mercadorias ou serviços)
terá que apurar:

➢ RBT12 Mercado Interno;


➢ RBT12 Mercado Externo;
➢ Alíquota Efetiva Mercado Interno;
➢ Alíquota Efetiva Mercado Externo.

Segregar as receitas no PGDAS-D para que o cálculo seja realizado separadamente e, ao gerar o DAS, os
valores por tributo serão unificados.

Receitas de exportação: não incide ICMS, PIS, Cofins, ISS e IPI.


OBS: Considera-se exportação de serviços para o exterior a prestação de serviços para pessoa física ou
jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas, exceto quanto
aos serviços desenvolvidos no Brasil cujo resultado aqui se verifique.
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SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS

Quando a empresa possui diversas receitas tributas por Anexos diferentes, as mesmas devem ser segregadas
para serem tributadas de acordo com cada Anexo de tributação.

Inclusive quando há devolução a mesma deve ser segregada, de acordo com a natureza da venda.

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SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO

O ICMS retido por Substituição Tributária é uma modalidade de antecipação do imposto devido na cadeia
seguinte. É devido pelo SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO e constitui-se como regime de tributação que assegura
arrecadação mais eficiente e possibilita racionalizar a fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias
pelos contribuintes.

OBS: As empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL também estão sujeitas ao recolhimento do ICMS ST,
quando aplicável.

O Substituto Tributário é o contribuinte responsável pelo recolhimento do ICMS que seria devido na cadeia
seguinte pelo Substituído Tributário.

São SUBSTITUTOS Tributários: a indústria e o importador ou aquele o qual a legislação equiparar.

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SUBSTITUÍDO TRIBUTÁRIO

O Substituído Tributário é o contribuinte que recebe a mercadoria objeto de substituição tributária com o
respectivo ICMS já recolhido por antecipação. Em regras gerais, na saída (venda da mercadoria), não
recolherá ICMS novamente, uma vez que já foi recolhido anteriormente.

De acordo com o §8º do art. 25 da Resolução CGSN nº 140/2018 dispõe que em relação ao ICMS:

I - o substituído tributário, assim entendido o contribuinte que teve o imposto retido, e o contribuinte
obrigado à antecipação com encerramento de tributação deverão segregar a receita correspondente como
"sujeita à substituição tributária ou ao recolhimento antecipado do ICMS", quando então será
desconsiderado, no cálculo do valor devido no âmbito do Simples Nacional, o percentual do ICMS;

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PRODUTOS MONOFÁSICOS – PIS E COFINS

A venda de produtos monofásicos por pessoa jurídica optante do Simples Nacional na condição de indústria/
importador sujeita a empresa ao recolhimento das contribuições sociais conforme às alíquotas próprias desses
regimes de tributação, aplicáveis às demais empresas.

OBS (01.01.2009): Na condição de comércio as vendas ficam reduzidas a alíquota zero de PIS e COFINS
(devem ser segregadas as receitas para a exclusão desses percentuais no cálculo do Simples Nacional).

(Solução de Consulta Cosit nº 4, de 18/06/2013 e Solução de Divergência Cosit, nº 4, de 28/04/2014)

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BENEFÍCIOS CONCEDIDOS PELA UNIÃO, ESTADOS E DF

Após a LC 155/2016 (Vigência 01/01/2018)

Não serão consideradas quaisquer alterações em bases de cálculo, alíquotas e percentuais ou outros fatores
que alterem o valor de imposto ou contribuição apurado na forma do Simples Nacional, estabelecidas pela
União, Estado, Distrito Federal ou Município, exceto as previstas ou autorizadas nesta Lei Complementar.

OBS: ANTES NÃO TINHA QUE ESTAR PREVISTO NA LEI COMPLEMENTAR.

A União, os Estados e o Distrito Federal poderão, em lei específica destinada à ME ou EPP optante pelo
Simples Nacional, estabelecer isenção ou redução de COFINS, Contribuição para o PIS/PASEP e ICMS para
produtos da cesta básica, discriminando a abrangência da sua concessão.

OBS: Ainda não há previsão legal para a isenção, alíquota zero ou redução de PIS e COFINS para empresas
optantes pelo SIMPLES NACIONAL, exceto para vendas com incidência monofásica.

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CANCELAMENTO E DEVOLUÇÕES

DEFINIÇÕES

CANCELAMENTO: ocorre antes da saída do produto ou mercadoria do estabelecimento;

DEVOLUÇÃO: ocorre após a saída do produto ou mercadoria do estabelecimento. A devolução é realizada


pelo adquirente.

NOTA FISCAL

FIM PRAZO
CANCELAMENTO

CANCELAMENTO DEVOLUÇÃO

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CANCELAMENTO E DEVOLUÇÕES

Na hipótese de CANCELAMENTO de documento fiscal, nas situações autorizadas pelo respectivo ente
federado, o valor do documento cancelado deverá ser deduzido no período de apuração no qual tenha
havido a tributação originária, quando o cancelamento se der em período posterior.

1. Para a optante pelo Simples Nacional tributada com base no critério de apuração de receitas pelo Regime
de Caixa, o valor a ser deduzido limita-se ao valor efetivamente devolvido ao adquirente ou tomador.

2. Na hipótese de nova emissão de documento fiscal em substituição ao cancelado, o valor correspondente


deve ser oferecido à tributação no período de apuração relativo ao da operação ou prestação originária.

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CANCELAMENTO E DEVOLUÇÕES

Na hipótese de DEVOLUÇÃO de mercadoria vendida por ME ou EPP optante pelo Simples Nacional, em
período de apuração posterior ao da venda, deverá ser observado o seguinte:

I - o valor da mercadoria devolvida deve ser deduzido da receita bruta total, no período de apuração do mês
da devolução, segregada pelas regras vigentes no Simples Nacional nesse mês;

➢ Devolução de venda com ST das receitas com ST


➢ Devolução de venda monofásica das receitas monofásicas
➢ Devolução de exportação com receitas de exportação

II - caso o valor da mercadoria devolvida seja superior ao da receita bruta total ou das receitas segregadas
relativas ao mês da devolução, o saldo remanescente deverá ser deduzido nos meses subsequentes, até ser
integralmente deduzido.

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EMISSÃO DE NOTAS

As empresas optantes pelo Simples Nacional são obrigadas a emitir notas fiscais, independentemente do
cliente.

Venda de mercadorias: NF-e modelo 55, NFC-e modelo 65, Cupom Fiscal;

Prestação de serviços: NFS-e, Bilhete de passagem, Nota Fiscal de telecomunicação, dentre outras.

Nas notas fiscais de venda, deverão ser informados:

➢ CSOSN: indica a tributação de ICMS (Se permite crédito, se é tributada, etc);


➢ CST Pis e Cofins: indica a tributação de Pis e Cofins (Se é tributada ou não);
➢ CST de IPI: indica a tributação de IPI.

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DAS – DOCUMENTO DE ARRECADAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional, mais conhecido como DAS, é o documento que serve
para arrecadação dos tributos devidos pelas empresas optantes pelo Regime.

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TRIBUTOS RECOLHIDOS DENTRO DO DAS

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é composto pelos seguintes tributos e


contribuições:

I – IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;


II – CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
III – PIS/Pasep – Programa de Integração Social;
IV – COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
V – ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias;
VI – IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados;
VI – ISS – Imposto sobre Serviços;
VII – CPP – Contribuição Previdenciária Patronal;

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TRIBUTOS RECOLHIDOS DENTRO DO DAS

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é composto pelos seguintes tributos e


contribuições:

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TRIBUTOS RECOLHIDOS EXTRA APURAÇÃO

Deverão ser recolhidos os seguintes tributos além do DAS, (conforme o caso):

I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF);
II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (II);
III - Imposto sobre Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (IE);
IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR);

V - Imposto de Renda relativo:


a) aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável;
b) aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do ativo permanente;
c) aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica a pessoas físicas;

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TRIBUTOS RECOLHIDOS EXTRA APURAÇÃO

Deverão ser recolhidos os seguintes tributos além do DAS, (conforme o caso):

VI - Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);


VII - Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador;
VIII - Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte
individual;
IX - Contribuição para o PIS/Pasep, Cofins e IPI incidentes na importação de bens e serviços.

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ICMS OU ISS FIXO

Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito das respectivas competências, poderão estabelecer,
na forma definida pelo Comitê Gestor, independentemente da receita bruta recebida no mês pelo
contribuinte, valores fixos mensais para o recolhimento do ICMS e do ISS devido por microempresa que aufira
receita bruta, no ano-calendário anterior, de até o limite máximo de R$360.000,00, ficando a microempresa
sujeita a esses valores durante todo o ano-calendário.

OBS: Quando a ME ultrapassar esse valor, o ISS ou ICMS passar a ser tributados pela regra geral do SIMPLES
NACIONAL.

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CONTRIBUIÇÕES A TERCEIROS

As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam dispensadas do
pagamento das demais contribuições instituídas pela União, inclusive as contribuições para as entidades
privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de que trata o art. 240
da Constituição Federal, e demais entidades de serviço social autônomo.

Contribuições a terceiros (SESI, SENAI, SESC, SENAT, SENAR, SENAC, INCRA, dentre outros..).

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ANEXO I – ATIVIDADES COMERCIAIS

Venda de mercadorias Mono (Pis e Cofins): R$ 54.000,00


Venda de mercadorias com ST: R$ 32.000,00
Venda de mercadorias tributadas normalmente: R$ 14.000,00
Total receita da competência: R$ 100.000,00

Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 1.780.000,00

Segregação no PGDAS-D:

R$14.000,00

R$86.000,00

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ANEXO I – ATIVIDADES COMERCIAIS

Venda de mercadorias Mono (Pis e Cofins): R$ 54.000,00


Venda de mercadorias com ST: R$ 32.000,00
Venda de mercadorias tributadas normalmente: R$ 14.000,00
Total receita da competência: R$ 100.000,00
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 1.780.000,00
Alíquota nominal: 10,70%
Alíquota efetiva: ?
Venda de mercadorias sem ST: ?
Venda de mercadorias com ST: ?
Total devido: ?

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ANEXO II – ATIVIDADES INDUSTRIAIS OU PRODUTOS IMPORTADOS

Venda de mercadorias sem ST: R$ 748.000,00


Total receita da competência: R$ 748.000,00
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 3.200.000,00
Alíquota nominal: 14,70%
Alíquota efetiva: ?
Total devido: ?

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ANEXO III – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Prestação de serviços: R$ 295.000,00


Total receita da competência: R$ 295.000,00
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 2.400.000,00
Alíquota nominal: 21%
Alíquota efetiva: ?
Total devido: ?

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ANEXO IV – SERVIÇOS ESPECÍFICOS

Prestação de serviços: R$ 450.000,00


Total receita da competência: R$ 450.000,00
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 3.400.000,00
Alíquota nominal: 22%
Alíquota efetiva: ?
Total devido: ?

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ANEXO V – SERVIÇOS ESPECÍFICOS

Prestação de serviços: R$ 56.450,00


Total receita da competência: R$ 56.450,00
Folha dos últimos 12 meses: R$130.000,00
Receita bruta dos últimos 12 meses: R$ 670.590,00
Alíquota nominal: 19,5%
Alíquota efetiva: ?
Total devido: ?

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TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS

ECF Cupom fiscal: comum para períodos mais antigos, onde o Estado não obrigava a emissão de CF-e;
(Sintegra e relatórios do sistema)

Sintegra - Registros 54 e 75.


[Link]

Relatórios do Sistema: no Sintegra não há informações sobre Pis e Cofins,


portanto será necessário trabalhar com relatórios emitidos pelo
sistema do cliente.
Convênio ECF 01/1998

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TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS

Os modelos mais comuns de documentos fiscais são:

- NF-e (modelo 55): emitido em vendas interestaduais; de Pessoa Jurídica para outra Pessoa Jurídica; e nos
casos permitidos ou obrigados pela legislação, a empresa deverá ou poderá emitir para consumidor Pessoa
Física dentro da UF; (arquivo XML)
Com a chave da NF-e, é possível consultar através do Portal da NF-e (a consulta não mostra todos os dados):
[Link]
Vw2g=

Ajuste SINIEF 07/2005

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TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS

Os modelos mais comuns de documentos fiscais são:

- CF-e (Modelos 59 e 60): a maioria dos Estados


exige a emissão da NFC-e, mas é comum se deparar
com cupons fiscais de períodos mais antigos. (arquivo XML)

Ajuste SINIEF 11/2010

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TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS

Os modelos mais comuns de documentos fiscais são:

- NFC-e (modelo 65): emitido nas vendas presenciais ao consumidor final; (arquivo XML)

Com a chave da NFC-e, é possível consultar através da Sefaz de cada UF, diferentemente da NF-e (a consulta
não mostra todos os dados):

Consulta UF SP:
[Link]

Ajuste SINIEF 19/2016

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TIPOS DE DOCUMENTOS FISCAIS

COMO RECUPERAR ESSES DOCUMENTOS DOS ÚLTIMOS 60 MESES?

Existem algumas formas:

1) Solicitando ao cliente;
2) Solicitando para a Sefaz (mas geralmente o processo é dificultado e nem sempre é possível recuperar todo
esse período);
3) Por meio de sistemas de recuperação de NF (todavia esses sistemas recuperam apenas a NF-e modelo 55);
Sieg; Arquivei; Sysconv; Conexão NFE; etc...
4) Capturando em pastas do cliente através de robôs desses sistemas (o cliente dá o aceite).

As únicas opções gratuitas são a primeira e a segunda.

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CARACTERÍSTICAS DOS DOCUMENTOS FISCAIS

Vamos visualizar uma NF-e e analisar suas características:


CFOP: é o código fiscal da operação, ele indica a natureza da operação (venda; transferência; remessas;
devoluções; dentre outras);
NCM: é a nomenclatura comum do Mercosul que deve constar em todas as notas fiscais de
produtos/mercadorias (você encontra essa lista na TIPI - Tabela do IPI);
CSOSN: é o código da situação da operação (ICMS) para empresas optantes pelo Simples Nacional, esse código
definirá se quem está vendendo é o substituído tributário por exemplo.
CST ICMS: é o código fiscal da situação tributária (ICMS), onde vai determinar se a venda é tributada, isenta,
suspensa, diferida, dentre outras;
CEST: é o código especificador da substituição tributária, e deve ser informado na NF sempre que alguma
mercadoria listada no Convênio ICMS 142/2018 for comercializada, sujeita ou não a ST;
CST Pis/Cofins e IPI: assim como o CST de ICMS, serve para indicar a tributação para aquela determinada
operação.
BÔNUS: PLANILHA DE CFOP, CST, CSOSN, MOD_DOC, SIT_DOC

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XML

XML é o arquivo eletrônico da nota fiscal, é no XML que você vai encontrar todas as informações da nota,
tais como:

➢ Dados do emitente e do destinatário;


➢ Tributação de ICMS/ICMS-ST, IPI (caso houver), Pis e Cofins;
➢ CST´s de ICMS, IPI, Pis e Cofins ou CSOSN;
➢ CFOP; NCM; CEST;
➢ Dentre outras informações de interesse do contribuinte e do Fisco, tais como dados adicionais.

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XML

O XML é gerado no momento em que a Nota Fiscal está sendo transmitida para a SEFAZ, e é assinado
eletronicamente.

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XML

De acordo com o art. 195 do CTN, o XML deve ser arquivado até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários vinculados, ou seja, de no mínimo 5 anos c/c o art. 66 da Resolução CGSN 140/2018.
Não manter a guarda é crime contra a ordem tributária, podendo gerar de 2 a 5 anos de prisão e multa (Lei
8.137/1990, art. 1º).
O fato é que na prática muitas vezes não conseguimos tão facilmente essa documentação.
Na aula anterior eu falei sobre alguns sistemas que podem te ajudar nesse momento.

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LIVROS FISCAIS E SPED FISCAL ICMS IPI

Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):

- Livro registro de entradas;

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LIVROS FISCAIS E SPED FISCAL ICMS IPI

Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):

- Livro registro de inventário;

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LIVROS FISCAIS E SPED FISCAL ICMS IPI

Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):

- Livro caixa (exceto se manter escrituração contábil regular);

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LIVROS FISCAIS E SPED FISCAL ICMS IPI

Os livros fiscais obrigatórios para empresas optantes pelo Simples Nacional são (Resolução CGSN 140/2018):

Outros:

➢ Livro de serviços prestados e tomados;


➢ Livros específicos para comerciantes de combustíveis (LMC).
➢ Os livros podem ser úteis para realizar cruzamentos na sua revisão.

OBS: Assim como os arquivos dos documentos fiscais, os livros devem ser guardados pelo prazo
prescricional.

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LIVROS FISCAIS E SPED FISCAL ICMS IPI

Alguns Estados permitem que empresas optantes pelo Simples Nacional efetuem a apresentação do SPED
Fiscal ICMS/IPI, de forma opcional.
De acordo com a LC 123/2006 e Resolução CGSN 140/2018, os Estados não podem exigir esta obrigação,
exceto se a empresa tiver ultrapassado o sublimite estadual (atualmente de 3.6mi):

➢ Em até 20% (4.320mi): efeitos no ano seguinte;


➢ Em + de 20% (>4.320mi): efeitos para o mês seguinte.

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RESTABELECIMENTO DO VALOR DO TRIBUTO E PENALIDADES

Além do restabelecimento do débito com multa e juros de mora, o contribuinte estará sujeito às seguintes
penalidades por lançamento de ofício, quando o fisco determina um passivo tributário (Resolução CGSN
140/2018, art. 96):

Simples (não derivadas de sonegação, fraude ou conluio)


➢ 75% podendo ser aumentada para 112,5% caso não atenda o prazo na intimação do fisco;

Agravada (derivada de sonegação, fraude ou conluio)


➢ 150% podendo ser aumentada para 225% caso não atenda o prazo na intimação do fisco.

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RESTABELECIMENTO DO VALOR DO TRIBUTO E PENALIDADES

Mas o que é sonegação, fraude e conluio? Qual é a relação com a RCT?

Lei 4.502/1964, art. 71

SONEGAÇÃO: ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento
por parte da autoridade fazendária:
I - da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais;
II - das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito
tributário correspondente.
Na RCT não devemos focar apenas no crédito, fechando os olhos para os erros (dolosos ou não) que você sabe
que o cliente está cometendo, tais como: não emitir nota fiscal, não receber suas receitas na conta da Pessoa
Jurídica, emitindo notas frias, dentre outras.
Para resolver isso, elabore uma cláusula específica sobre isso em seu contrato de prestação de serviços, e
sempre mantenha uma comunicação muito clara com o cliente caso você encontre contingências/riscos
tributários.

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RESTABELECIMENTO DO VALOR DO TRIBUTO E PENALIDADES

Lei 4.502/1964, art. 72

FRAUDE: é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência
do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais,
de modo a reduzir o montante do imposto devido a evitar ou diferir o seu pagamento.
Aqui entra a tal da reclassificação de NCM, que provoca a redução da tributação de forma indevida, muito
cuidado com isso! Falaremos melhor sobre esse tema nas aulas práticas.

CONLUIO: é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos
referidos nos arts. 71 e 72.
Exemplo clássico de quando o "tributarista" e o cliente combinam fraudar ou sonegar, provocando o aumento
do valor a restituir de forma indevida! Além das multas, existem implicadores penais.

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RESTABELECIMENTO DO VALOR DO TRIBUTO E PENALIDADES

Mas como o fisco pode te meter em uma "cilada"?

Simplesmente porque ele tem o maior sistema de auditoria do mundo! Inclusive o Brasil é copiado por
outros países quando o assunto é fiscalização.
Exemplos de cruzamentos para empresas do Simples Nacional:

➢ Valores declarados mensalmente no PGDAS-D x Notas Emitidas x Recebimentos por meio de


cartões/Pix/outros meios eletrônicos;
➢ Itens das Notas Emitidas x Segregação no PGDAS-D;
➢ Defis (Declaração Anual) x Declaração mensal PGDAS-D;
➢ SPED´s (Aquisições x Vendas);
➢ Dentre inúmeros outros cruzamentos.

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RESTABELECIMENTO DO VALOR DO TRIBUTO E PENALIDADES

PORTANTO:

Além de buscar o crédito, esteja atento às inconsistências, efetue os cruzamentos acima e nunca deixe de
falar para o seu cliente dos riscos envolvidos.

Nada melhor do que ser imparcial e trabalhar com ética e segurança.

Além de todas as cláusulas do contrato que trarão um respaldo legal, você demonstrará que não estará em
conluio com o cliente.

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RESPONSABILIDADE PENAL E CIVIL

CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (LEI 8.137/1990, arts. 1º e 2º)

O art. 1º dispõe sobre os crimes:

I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;


II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer
natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;
III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à
operação tributável;
V - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;
V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de
mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.
Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

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RESPONSABILIDADE PENAL E CIVIL

CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (LEI 8.137/1990, arts. 1º e 2º)

Já o art. 2º dispõe sobre os crimes "menos" graves:

I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para
eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na
qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;
III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela
dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;
IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto
liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;
V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação
tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

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RESPONSABILIDADE PENAL E CIVIL

ONDE VOCÊ ENTRA NISSO TUDO?

Art. 11 da Lei 8.137/1990:

"Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os crimes definidos
nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade."

Significado de Concorre. Concorre vem do verbo concorrer. O mesmo que: aflui, compete, contribui,
converge, coopera, disputa, pleiteia, rivaliza.

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RESPONSABILIDADE PENAL E CIVIL

A responsabilidade civil ocorre quando o seu cliente executa o contrato alegando que o serviço não foi
prestado da forma estabelecida no mesmo, conforme prevê o art. 20 do CDC.

Portanto, estabelecer responsabilidades das partes, como o serviço será executado, se haverá garantia,
prazos, limitações, etc, são elementos indispensáveis em um contrato.

O cliente tem que estar ciente da classificação de risco dos créditos apresentados, e além disso, tomar a
decisão final sobre o uso ou não desses créditos, assumindo qualquer responsabilidade em caso de glosa ou
fiscalização, afinal de contas, nós apenas apresentamos o crédito (líquido e certo e aquele que por ventura
possa ser discutido pelo fisco).

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PGDAS-D

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional - Declaratório (PGDAS-D) é um


sistema eletrônico para a realização do cálculo do Simples Nacional para os períodos de apuração (PA) a partir
de janeiro de 2018, conforme determinam a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (e
alterações) e Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018.

As informações do PGDAS-D têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e
suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos, e deverão ser
fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos
devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior.

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PGDAS-D

O PGDAS-D está disponível no portal do Simples Nacional na internet, não necessitando ser instalado ou
atualizado no computador do usuário.

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PGDAS-D – MULTA PELO ATRASO NA ENTREGA

A ME ou EPP que deixar de prestar mensalmente à RFB as informações no PGDAS-D, no prazo previsto na
legislação, ou que as prestar com incorreções ou omissões, estará sujeita às seguintes multas, para cada mês
de referência:
➢ 2% ao mês-calendário ou fração, a partir do primeiro dia do quarto mês do ano seguinte à ocorrência dos
fatos geradores, incidentes sobre o montante dos impostos e contribuições decorrentes das informações
prestadas no PGDAS-D, ainda que integralmente pago, no caso de ausência de prestação de informações ou
sua efetuação após o prazo, limitada a 20%, observada a multa mínima de R$ 50,00 para cada mês de
referência;
➢ R$ 20,00 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

As multas serão reduzidas (observada a aplicação da multa mínima):


➢ à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de
ofício;
➢ a 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.

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SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DE ICMS

COMO FUNCIONA O ICMS?

O ICMS é plurifásico, ou seja, incide sobre cada etapa da cadeia comercial.

OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e podem existir UF´s que concedem isenção para ME´s
(faturamento até 360mil) ou reduções para EPP´s (faturam acima de 360 até 4.8mi).

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SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DE ICMS

COMO FUNCIONA O ICMS-ST?

Na Substituição Tributária o esquema se inverte, pois a indústria ou importador recolhe pelo restante da
cadeia, cobrando esse ICMS no valor total da NF.

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SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DE ICMS

E QUANDO NÃO SE APLICA O ICMS-ST?

➢ Transferências entre estabelecimentos da mesma empresa: inclusive interestadual, desde que não seja
varejista;
➢ Venda para industrialização: adquirente vai utilizar em seu processo produtivo;
➢ O destinatário possui regime para recolher o ICMS ST na entrada;
➢ Venda interestadual para substituto da mesma mercadoria.

Mapa do ICMS ST

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SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA DE ICMS

ONDE ENCONTRAR OS PRODUTOS SUJEITOS AO ICMS ST

Existe um Convênio geral, que determina quais são as mercadorias que os Estados podem tratar como
Substituição Tributária.

Qualquer mercadoria fora desse Convênio, não deve estar na lista de ST do Estado.

CONVÊNIO ICMS 142/2018

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PIS E COFINS MONOFÁSICOS

COMO FUNCIONA O PIS E A COFINS?

Assim como o ICMS, são contribuições plurifásicas, ou seja, incide sobre cada etapa da cadeia comercial.

OBS: No Simples Nacional a alíquota é menor, e diferentemente do ICMS não existe isenção ou redução
concedida pela LC 123/2006.

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PIS E COFINS MONOFÁSICOS

COMO FUNCIONA O PIS E A COFINS NA SISTEMÁTICA MONOFÁSICA OU "MONOFASIA"?


Na monofasia o esquema se inverte, pois a indústria ou importador recolhem pelo restante da cadeia.

Mapa Pis e Cofins mono

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SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS

A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:

LC 128/2008
"Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples
Nacional será determinado mediante aplicação das alíquotas efetivas, calculadas a partir das alíquotas
nominais constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a base de cálculo de que
trata o §3º deste artigo, observado o disposto no §1 5º do art. 3º.
(...)
§4º O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento, as receitas decorrentes da:
IV – as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição tributária e tributação
concentrada em uma única etapa (monofásica), bem como, em relação ao ICMS, antecipação tributária com
encerramento de tributação;"

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SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS

A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:

Resolução CGSN 140/2018


“Art. 25. O valor devido mensalmente pela ME ou EPP optante pelo Simples Nacional será determinado
mediante aplicação das alíquotas efetivas calculadas na forma prevista nos arts. 21, 22 e 24 sobre a base de
cálculo de que tratam os arts. 16 a 19. (Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 3°, § 15, art. 18)
(...)
§ 6° A ME ou EPP que proceda à importação, à industrialização ou à comercialização de produto sujeito à
tributação concentrada ou à substituição tributária para efeitos de incidência da Contribuição para o PIS/Pasep
e da Cofins deve segregar a receita decorrente de sua venda e indicar a existência de tributação concentrada
ou substituição tributária para as referidas contribuições, de forma que serão desconsiderados, no cálculo do
valor devido no âmbito do Simples Nacional, os percentuais a elas correspondentes. (Lei Complementar n° 123,
de 2006, art. 2°, inciso I e § 6°; art. 18, § 4°-A, inciso I, § 12)

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SEGREGAÇÃO DAS RECEITAS

A previsão legal para segregar (separar) as receitas monofásicas e ICMS ST consta na LC 128/2008 e
Resolução CGSN 140/2018:

Resolução CGSN 140/2018


“Art. 25. O valor devido mensalmente pela ME ou EPP optante pelo Simples Nacional será determinado
mediante aplicação das alíquotas efetivas calculadas na forma prevista nos arts. 21, 22 e 24 sobre a base de
cálculo de que tratam os arts. 16 a 19. (Lei Complementar n° 123, de 2006, art. 3°, § 15, art. 18)
(...)
§ 8º Em relação ao ICMS: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 2º, inciso I e § 6º; art. 13, § 6º, inciso I; art.
18, § 4º-A, inciso I)
I - o substituído tributário, assim entendido o contribuinte que teve o imposto retido, e o contribuinte obrigado
à antecipação com encerramento de tributação deverão segregar a receita correspondente como “sujeita à
substituição tributária ou ao recolhimento antecipado do ICMS”, quando então será desconsiderado, no
cálculo do valor devido no âmbito do Simples Nacional, o percentual do ICMS;”

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APURAÇÃO DO CRÉDITO

Documentos que você vai precisar (últimos 60 meses):

➢ Extrato do PGDAS-D;
➢ XML (NF modelo 55 ou NFC-e modelo 65);
➢ Sintegra: Registros 54 e 75 (Cupom fiscal não eletrônico).

Utilize a "Calculadora de Recuperação" disponibilizada como bônus para essa aula.

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RETIFICAÇÃO DO PGDAS-D

A retificação do PGDAS-D é necessária para praticamente qualquer RCT, exceto para aquelas que visam
recuperar tributos arrecadados fora do DAS, pagos indevidamente ou a maior.

No manual do PGDAS-D que está disponível nesta aula, você encontra várias orientações sobre a retificação.

Alguns pontos importantes sobre a retificação serão mostrados no mapa a seguir.

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RETIFICAÇÃO DO PGDAS-D

Agora que você já sabe quais são os pontos mais importantes que determinam a aceitação ou não da
retificação, vamos retificar o nosso caso prático?

Empresa de revenda de autopeças que tributou Pis, Cofins e ICMS a maior.

1) Planilhar os valores originais devidos;

2) Retificar o PGDAS-D;

3) Controlar as retificações em uma planilha (Bônus).

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RCT DE IPI

Certos produtos não estão no campo de incidência do IPI, portanto, não são considerados produtos
industrializados de fato.
Empresas que vendem esses produtos podem estar tributando erroneamente o IPI, cabendo a RCT.
Nesse caso você deverá levantar os valores recolhidos no DAS, apresentar o PGDAS-D retificador e solicitar a
restituição.
Se a empresa industrializa outros produtos tributados pelo IPI, esse crédito poderá ser utilizado para a
compensação.

OBS: Ao retificar o PGDAS-D segregando as receitas no Anexo I, pode haver diferença dos outros tributos a
recolher.

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RCT POR ERRO DE ENQUADRAMENTO DE ANEXO

Várias atividades possuem particularidades em sua tributação ou determinação da receita bruta, portanto,
podem estar recolhendo tributos de forma indevida.

Nesse caso cabe a retificação do PGDAS-D e solicitação da restituição ou compensação, conforme o caso.

Vamos analisar essas particularidades?

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GESTÃO IMOBILIÁRIA X CORRETAGEM NO ALUGUEL DE IMÓVEIS

O CNAE 6822-6/00 - GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DA PROPRIEDADE IMOBILIARIA, possui enquadramento no


Anexo V e será tributada pelo Anexo III caso o fator r for igual ou superior a 28% e compreende: as atividades
das administradoras de imóveis que combinam os serviços de natureza imobiliária com serviços de gerência
operacional e administrativa e as atividades de administradoras de shopping centers.

O CNAE 6821-8/02 - CORRETAGEM NO ALUGUEL DE IMÓVEIS, é tributada no Anexo III, desde 01.01.2015.
Essa atividade compreende: a atividade de intermediação no aluguel de imóveis de terceiros
e os serviços de assessoramento em questões relativas a aluguel de imóveis de terceiros.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Serviços de Construção Civil

Os serviços de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de


subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores são
tributados de acordo com o art. 18, §5º-C, I (ANEXO IV) da Lei Complementar nº 123/2006.

Neste anexo a CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) é recolhida em separado, ou seja, não estará
incluída no DAS, conforme prevê a Lei Complementar nº 123/2006, art. 13, VI.

Para que o serviço seja tributado pelo Anexo IV, precisa estar amparado por um contrato de construção civil,
seja na forma total ou de subempreitada.

Alguns serviços auxiliares, quando prestados isoladamente, serão tributados pelo Anexo III, porém, se forem
integrantes de um contrato de construção civil, deverão ser tributados juntamente com a obra (Anexo IV), é o
que dispõe o ADI nº 8/2013:

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CONSTRUÇÃO CIVIL

ADI nº 8/2013

“Art. 1º Os serviços de pintura predial, instalação, manutenção e reparação hidráulica, elétrica, sanitária, de
gás, de sistemas contra incêndio, de elevadores, de escadas e esteiras rolantes exercidos por microempresa
(ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) optante pelo Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar nº
123, de 14 de dezembro de 2006, são tributados pelo Anexo III da Lei Complementar nº 123, de 2006, e não
estão sujeitos à retenção da contribuição previdenciária prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.
Parágrafo único. Caso a ME ou EPP seja contratada para construir imóvel ou executar obra de engenharia
em que os serviços de pintura predial e instalação hidráulica, elétrica, sanitária, de gás, de sistemas contra
incêndio, de elevadores, de escadas e esteiras rolantes façam parte do respectivo contrato, sua tributação
ocorrerá juntamente com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 2006.”

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Quando a atividade de construção era impeditiva ao Simples Nacional, a COSIT emitiu um ADN para dispor
sobre os serviços auxiliares da construção vedados á opção pelo Simples Nacional:

Ato declaratório normativo cosit nº 30, de 13 de outubro de 1999


“Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita
Federal de Julgamento e aos demais interessados que a vedação ao exercício da opção pelo SIMPLES, aplicável
à atividade de construção de imóveis, abrange as obras e serviços auxiliares e complementares da
construção civil, tais como:
I - a construção, demolição, reforma e ampliação de edificações;
II - sondagens, fundações e escavações;
III - construção de estradas e logradouros públicos;
IV - construção de pontes, viadutos e monumentos;
V - terraplenagem e pavimentação;
VI - pintura, carpintaria, instalações elétricas e hidráulicas, aplicação de tacos e azulejos, colocação de vidros e
esquadrias; e
VII - quaisquer outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo.”

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Atualmente, estas atividades não são impedidas, porém, há de se observar que quando essas atividades
forem integrantes de um contrato de construção civil deverão ser tributadas pelo Anexo IV do Simples
Nacional.

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Nos serviços listados nos códigos 7.02 e 7.05 da LC 116/2003 é permitida da dedução da Base de Cálculo do
ISS o valor dos materiais fornecidos pelo prestador do serviço.

No caso dos materiais produzidos pelo prestador dos serviços no local da prestação de serviços será
tributado de acordo com o Anexo III ou Anexo IV, conforme o caso.

No caso das mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços fora do local da prestação dos serviços será
tributado de acordo com o Anexo II.

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PRAGAS AGRÍCOLAS X URBANAS

Pragas agrícolas - O serviço de controle de pragas agrícolas, objeto do CNAE 0161-0/01 consiste propriamente
no serviço de controle de pragas e não no serviço de dedetização, desratização, descupinização e similares,
portanto a tributação ocorrerá no Anexo III, conforme prevê o art. 18, §5º-F da Lei Complementar nº
123/2006.
Este CNAE compreende também o serviço de pulverização aérea sob contrato, onde neste caso é necessário
que a atividade seja exercida por três categorias profissionais regulamentadas, ensejando a tributação pelo
Anexo V.

(Solução de Consulta COSIT nº 064/2015 e Solução de Consulta 92/2009)

Pragas urbanas – O serviço de controle de pragas urbanas, objeto do CNAE 8122-2/00, está diretamente
ligado com serviço de limpeza, conforme disposto nas Soluções de Consulta COSIT nº 186 e 275 de 2014, além
da Solução de Consulta Interna COSIT nº 13/2012, portanto a tributação ocorrerá no Anexo IV, conforme prevê
o art. 18, §5º-C, VI da Lei Complementar nº 123/2006.

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LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS

A atividade de locação de bens móveis, serão tributadas na forma prevista no Anexo III, deduzida a parcela
correspondente ao ISS (LC 123/2006, art. 18, §4º, V);

OBS: TRATANDO-SE DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS COM MOTORISTA, HAVERÁ INCIDÊNCIA DE ISS.

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INCIDÊNCIA SIMULTÂNEA DE IPI E ISS

A atividade com incidência simultânea de IPI e de ISS, será tributada na forma prevista no Anexo II, deduzida
a parcela correspondente ao ICMS e acrescida a parcela correspondente ao ISS prevista no Anexo III (LC
123/2006, art. 18, §4º, VI);

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TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL E COMUNICAÇÃO

Prestação de serviços de transporte intermunicipal e interestadual e de comunicação serão tributados com


base no Anexo III, desconsiderando-se o percentual relativo ao ISS e adicionando-se o percentual relativo ao
ICMS previsto na tabela do Anexo I (LC 123/2006, art. 18, §5º-E).

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AGÊNCIA DE VIAGEM E TURISMO

A receita auferida por agência de viagem e turismo: (CGSN 140/2018, art. 25, §15)

I - corresponderá à comissão ou ao adicional percebido, quando houver somente a intermediação de serviços


turísticos prestados por conta e em nome de terceiros; e

É o caso onde a agência faz todas as reservas em nome do cliente e apenas recebe uma comissão para isso.

II - incluirá a totalidade dos valores auferidos, nos demais casos.

É o caso da venda de pacotes fechados, onde a agência que determina os valores e serem cobrados pela
estadia, passagens, etc... Ela pode aproveitar para comprar na baixa temporada e vender mais caro ao cliente
final.

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VENDA DE VEÍCULOS USADOS

A receita auferida na venda de veículos em consignação: (CGSN 140/2018, art. 25, §16)

I - mediante contrato de comissão previsto nos arts. 693 a 709 do Código Civil corresponderá à comissão e
será tributada na forma prevista no Anexo III;

II – compra e venda mediante contrato estimatório previsto nos arts. 534 a 537 do Código Civil corresponderá
ao produto da venda e será tributada na forma prevista no Anexo I;

III - prestação de serviços de intermediação na compra e venda de veículos usados, corresponderá à comissão
e será tributada na forma prevista no Anexo V.

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FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO

Na comercialização de medicamentos e produtos magistrais produzidos por fórmulas, observar-se-á (art. 25,
§2º, I e II da Resolução CGSN nº 140/2018):

Produzidos por encomenda mediante prescrição – Anexo III: quando o cliente solicita a manipulação de uma
fórmula prescrita por um médico/especialista;

Demais casos (comércio) – Anexo I: produtos que a própria farmácia revende ou manipula, sem solicitação
prévia por parte do cliente.

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SERVIÇOS TÉCNICOS EM INFORMÁTICA X COMPUTAÇÃO

Tributadas pelo Anexo III, as atividades de: reparação e manutenção de computadores e equipamentos
periféricos.

Tributadas pelo Anexo III (sujeitas ao fator r), as atividades de: desenvolvimento e licenciamento de
programas de computador, serviços de hospedagem na internet, planejamento, confecção, manutenção e
atualização de páginas eletrônicas.

Eram vedadas até 31 de dezembro de 2014, mas a partir de 1º de janeiro de 2015 não constituem vedação aos
optantes pelo Simples Nacional e são tributadas pelo Anexo V (sujeitas ao fator r), as atividades de: suporte
técnico em informática, manutenção em tecnologia da informação, tratamento de dados e provedores de
serviços de aplicação.

(Solução de Consulta COSIT nº 086/2015)

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SALÃO DE BELEZA EM CONTRATO DE PARCERIA

A receita obtida pelo salão-parceiro e pelo profissional-parceiro de que trata a Lei n° 12.592/2012, deverá ser
tributada:

Anexo III: quanto aos serviços e produtos neles empregados; e

Anexo I: quanto aos produtos e mercadorias comercializados.

Cada parceiro tributa sua receita, ou seja, o salão pode descontar da base de cálculo tributável os valores
repassados ao profissional parceiro.

O profissional parceiro não deve ser CLT. Para maiores detalhes sobre o contrato de parceria vide a Lei acima e
a Resolução CGSN 140/2018.

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RECEITA BRUTA - CONCEITO

Receita bruta (RB) é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos
serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os
descontos incondicionais concedidos.
De acordo com o art. 2º, §4º da Resolução CGSN 140/2018, integram o valor da receita bruta:

➢ Valor Presente que compreende o custo do financiamento nas vendas a prazo, contido no valor dos bens ou
serviços ou destacado no documento fiscal;
➢ Gorjetas, sejam elas compulsórias ou não;
➢ Royalties, aluguéis e demais receitas decorrentes de cessão de direito de uso ou gozo;
➢ Verbas de patrocínio.

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RECEITA BRUTA - CONCEITO

Por outro lado, não integram a Receita Bruta:

➢ A venda de bens do ativo imobilizado;

Consideram-se bens do ativo imobilizado, ativos tangíveis:

I - que sejam disponibilizados para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, ou para locação
por outros, para investimento, ou para fins administrativos; e

II - cuja desincorporação ocorra a partir do décimo terceiro mês contado da respectiva entrada.

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RECEITA BRUTA - CONCEITO

Por outro lado, não integram a Receita Bruta:

➢ Os juros moratórios, as multas e quaisquer outros encargos auferidos em decorrência do atraso no


pagamento de operações ou prestações;
➢ A remessa de mercadorias a título de bonificação, doação ou brinde, desde que seja incondicional e não
haja contraprestação por parte do destinatário;
➢ A remessa de amostra grátis;
➢ Os valores recebidos a título de multa ou indenização por rescisão contratual, desde que não corresponda
à parte executada do contrato;
➢ IPI e ICMS cobrado por substituição tributária;
➢ Valores repassados à profissionais em vínculo de parceria (profissionais do ramo da estética);
➢ Valores recebidos e repassados à título de hospedagem, companhias aéreas, passeios e excursões, pelas
agências de turismo;
➢ Os rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável.

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RCT FATOR “R”

As empresas tributadas pelo Anexo V estão sujeitas ao fator "r", que é a relação da folha de salários x receita
bruta dos últimos 12 meses.

Considera-se a folha por regime de caixa (ou seja, valores pagos, incluídos os encargos).

Cabe aqui uma revisão dos últimos 5 anos e um planejamento de folha para o futuro, caso a empresa tenha
um fator "r" inferior a 28%.

Essa RCT é realizada mediante retificação do PGDAS-D e posteriormente pelo Pedido de Restituição ou
Compensação no próprio portal do Simples Nacional.

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FATOR “R” – FOLHA DE SALÁRIOS (LC 123/2006, art. 18, §24)

Para fins de determinação do fator “r”, folha de salários corresponde ao montante pago, incluídos encargos,
nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração, a título de remunerações a pessoas físicas
decorrentes do trabalho, incluídas retiradas de pró-labore, acrescidos do montante efetivamente recolhido a
título de contribuição patronal previdenciária e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

OBS 1: Deverão ser considerados os salários informados na GFIP.

OBS 2: Não devem ser considerados os valores pagos a título de aluguéis e de distribuição de lucros.

No caso de parcelamento da contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social (CPP), esta
somente será considerada no cálculo do Fator "r" à medida em que as parcelas forem recolhidas.

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FATOR “R” – FOLHA DE SALÁRIOS (LC 123/2006, art. 18, §24)

LEGISLAÇÃO

Consideram-se salários o valor da base de cálculo da contribuição prevista nos incisos I e III do art. 22 da Lei
nº 8.212/1991, agregando-se o valor do décimo terceiro salário na competência da incidência da referida
contribuição, na forma do caput e dos §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei nº 8.620/1993.

"Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:
I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o
mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o
trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, o valor da compensação pecuniária a ser paga
no âmbito do Programa de Proteção ao Emprego - PPE, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os
adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à
disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção
ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
(...)
III - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês,
aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços;

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FATOR “R” – FOLHA DE SALÁRIOS (LC 123/2006, art. 18, §24)

Portanto, além do valor pago aos funcionários e retiradas de pró-labore, integra o cômputo da folha de
salários os valores pagos a autônomos, tendo em vista o dispositivo acima exposto, bem como devem ser
consideradas as importâncias pagas no mês, conforme prevê o §24 do art. 18 da Lei Complementar nº
123/2006.

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RESTITUIÇÃO

Quando é possível restituir o DAS pago indevidamente ou a maior?

Pagamento indevido: quando a totalidade do valor que foi recolhido não era devido.

Pagamento a maior: quando parte do valor que foi recolhido não era devido.

Desde 30 de junho/2017 a Receita Federal disponibilizou uma sistemática simplificada de restituição para
contribuintes do Simples Nacional.

O processo de restituição poderá ser efetuado diretamente no Portal do Simples Nacional.

(Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017 atualmente revogada pela Instrução Normativa RFB nº
2.055/2021)

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RESTITUIÇÃO

Na restituição o cliente recebe o valor pago indevidamente ou a maior na conta corrente indicada no prazo
médio de até 60 dias.

Os lotes para pagamento são programados para o dia 20 de cada mês ou dia útil seguinte.

Depois que o pedido é efetuado, será analisado pela RFB:

Deferido Total: o direito creditório foi reconhecido e encontra-se aguardando pagamento;


Restituído: o processo foi concluído e a restituição creditada na conta informada pelo contribuinte; ou ocorreu
a compensação de ofício com débito do contribuinte, após notificação;
Cancelado: processo de restituição cancelado a pedido do contribuinte ou de ofício.

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RESTITUIÇÃO

Pontos importantes sobre o Pedido de Restituição:

➢ Deve ser efetuado dentro do prazo de 5 anos contados da data do pagamento;


➢ O aplicativo tem um atraso de 4 meses, contando com o mês do pedido. Portanto é possível retificar, mas
deve aguardar para solicitar a restituição;
➢ Não pode ser cancelado pelo aplicativo (se houve erro no pedido aguarde o cancelamento);
➢ Deve ser informado uma conta corrente sempre vinculada ao CNPJ Matriz (final 0001);
➢ É possível solicitar a restituição para CNPJ baixado, sendo necessário informar uma conta da PJ e depois
comparecer na RFB com o distrato para alterar para a conta dos sócios.

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COMPENSAÇÃO

Quando é possível compensar o DAS pago indevidamente ou a maior?

Através do aplicativo “compensação a pedido”, disponível no portal do Simples Nacional, é possível solicitar a
compensação de pagamento indevido ou a maior com débitos abrangidos pelo DAS.

É necessário esperar o processamento do crédito e do débito, ou seja, o débito precisa estar vencido e
constante no extrato de pendências do Simples Nacional.

(Resolução CGSN nº 140/2018, art. 131)

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COMPENSAÇÃO

Compensação: o cliente utiliza o valor pago indevidamente ou a maior na compensação de débitos do


próprio DAS.

Pontos importantes da Declaração de Compensação:

➢ O crédito poderá ser compensado apenas com débitos do mesmo ente e referentes ao mesmo tributo (IR
com IR, CS com CS, Pis com Pis, Cofins com Cofins, etc);
➢ Empresas não mais optantes que possuam débitos e créditos apurados no DAS pode solicitar a
compensação;
➢ Tanto o crédito quanto o débito são atualizados;
➢ O saldo devedor após a compensação deve ser recolhido normalmente.

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PEDIDO DE RESTITUIÇÃO

Etapas anteriores ao pedido de restituição:

➢ Levantamento do crédito;

➢ Retificação do PGDAS-D.

Vamos ver como fazer um pedido de restituição na prática?

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DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Etapas anteriores a declaração de compensação:

➢ Levantamento do crédito;

➢ Retificação do PGDAS-D.

➢ Levantamento dos débitos (estimativa de vazão).

Vamos ver como fazer uma declaração de compensação na prática?

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RECONHECIMENTO CONTÁBIL

Toda recuperação de créditos deve ser contabilizada.

Por isso é muito importante que você tenha todo controle dos créditos, pedidos de restituição ou
compensação para apresentar a contabilidade da empresa.

É por meio desses pedidos de restituição ou declarações de compensação que será possível contabilizar.

Mas em qual momento o crédito deve ser reconhecido?

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RECONHECIMENTO CONTÁBIL

De acordo com a norma contábil, uma receita deve ser reconhecida quando (CPC PME, item 2.27):

➢ For mensurada: ou seja, é possível determinar o seu valor (o crédito);

➢ For provável que vá gerar benefícios econômicos: ou seja, será restituído ou compensado.

Portanto, é no momento da apuração do crédito e previsibilidade de uso que a receita deve ser reconhecida.

A atualização pela Selic deve ser contabilizada a partir do momento em que o crédito for reconhecido.

A classificação se dá como Outras Receitas.

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RECONHECIMENTO CONTÁBIL

Pelo reconhecimento do crédito:


D - Pis a recuperar (AC)
D - Cofins a recuperar (AC)
D - ICMS a recuperar (AC)
D - Qualquer outro crédito apurado a recuperar (AC)
C - Outras receitas (Resultado)

Pela Selic mensal (até a Restituição ou apresentação da Declaração de Compensação):


D - Pis a recuperar (AC)
D - Cofins a recuperar (AC)
C - Receita financeira (Resultado)

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EFEITOS TRIBUTÁRIOS

As empresas tributadas pelo Simples Nacional não devem oferecer outras receitas à tributação.

Apenas a receita bruta, deve ser oferecida à tributação.

Portanto, o acréscimo no resultado não será tributado, mesmo que impacte no resultado da empresa.

Isso é bom para os negócios, para os investidores e para os sócios.

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Você deve manter todos os documentos de trabalho organizados em pastas e subpastas, nomeando seus
arquivos de forma que você consiga identificar exatamente onde está a informação.
Essa documentação deve ser guardada pelo prazo prescricional (5 anos) contados do pedido de restituição
ou da declaração de compensação. Recomenda-se fazer um backup em nuvem (google drive, icloud, dentre
outros).
Esse período deve ser cumprido independentemente do uso do crédito (restituição ou compensação).
O Dossiê é o conjunto de documentos que você deve entregar ao cliente ao final da sua prestação de serviço.
O objetivo é reunir toda a documentação que serviu como base para a determinação do crédito, tais como:
- Relatório final de conclusão dos trabalhos: com detalhamento da metodologia de trabalho, créditos
apurados, limitações encontradas e outras observações que resguardem o seu trabalho;
- Planilha de levantamento: dos créditos apurados, detalhamento de enquadramento monofásico e ICMS ST
por item;
- Planilhas de controles: retificações PGDAS-D, Pedidos de Restituição e Declarações de Compensação.

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