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O Pesadelo de Perséfone: Revelações e Medos

Perséfone reflete sobre um ataque à copa de Quadribol, suspeitando de uma traição interna no ministério. Enquanto cuida de sua irmã Héstia, ela se preocupa com a segurança da família e a visão de sua mãe, Deméter, que é uma vidente. Perséfone é assombrada por um sonho recorrente sobre a noite em que Voldemort foi derrotado, questionando seu significado e conexão com sua própria vida.

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O Pesadelo de Perséfone: Revelações e Medos

Perséfone reflete sobre um ataque à copa de Quadribol, suspeitando de uma traição interna no ministério. Enquanto cuida de sua irmã Héstia, ela se preocupa com a segurança da família e a visão de sua mãe, Deméter, que é uma vidente. Perséfone é assombrada por um sonho recorrente sobre a noite em que Voldemort foi derrotado, questionando seu significado e conexão com sua própria vida.

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Sonho: 07

Deméter andava de um lado ao outro a frente de uma das grandes Janelas da sala
principal na mansão Polidectes, a madrugada lá fora consumia tudo ao redor da
propriedade, tornando aquela vista algo sombrio. Eu por outro lado estava sentada
em um dos sofás observando o nada, não literalmente o nada.

Enquanto minha mãe estava em choque e se corroendo com a preocupação, eu estava


calma, pensando em tudo o que aconteceu. A copa de Quadribol havia sido atacada,
aparentemente por comensais da morte, a marca negra foi convocada, mas como? Como
os aurores não perceberam? Como estavam tão desatentos assim?

Sei muito bem que os aurores não seriam enganados facilmente, não, isso não
aconteceu embaixo de seus narizes e eles não perceberiam. Posso dizer isso com
conhecimento, não por meu pai ser um auror, não confio muito nele, mas sim por
conhecer muitos outros aurores de respeito.

Então isso me levou ao pensamento que assombrava minha mente. Alguém de dentro
havia armado isso, a grandes suspeitas, mas nenhuma prova. Mas eu tinha certeza
disso, sempre tive, ninguém do ministério é totalmente confiável.

A porta da frente sendo aberta chamou a atenção de minha mãe, que correu em direção
ao hall de entrada da casa desesperada, levantei-me e andei até o hall principal. E
lá estavam eles, meu pai, meu avô e minha irmã, Héstia estava com algumas manchas
de sujeira na cara, diferente de meu pai e meu avô.

Deméter correu em direção a Héstia se agachando para ficar do seu tamanho e abraçar
ela. Minha mãe olhou minha irmã por todos os lados para ter certeza de que ela não
estava machucada, então se ergueu.

— Perséfone, leve sua irmã para tomar um banho, peça para os elfos prepararem algo
para ela comer e cuida de tudo por favor. – pediu me olhando por cima dos ombros. A
coisa ficaria feia, o clima que pairava sobre o hall era pesado e sufocante.

Assenti chamando minha irmã, que me acompanhou escada acima, mas antes de virar o
segundo lance de escadas eu pude ver os três entrando para o salão principal. Minha
mãe era uma pessoa que dificilmente perdia a paciência ou se estressava, Deméter
era calma e doce, mas quando se tratava de nossa proteção.

Ela sempre foi a que demonstrou amor, sempre foi a que nos protegeu de tudo e
todos, até mesmo de meu pai e meu avô. Caminhei com Héstia até seu quarto, pedi que
um dos elfos arrumasse a banheira para seu banho e pedi a um outro para preparar
algo para ela comer.

Ajudei minha irmã a tomar banho e se vestir com algo confortável, alguns minutos
depois que Héstia saiu do banho, o elfo apareceu com um prato de comida. Tudo
estava silencioso, claramente haviam colocado um feitiço sonoro no local, mamãe não
nos deixaria escutar ela gritar com os dois.

— Perséfone. – Héstia me chamou quando estava prestes a sair de seu quarto, a porta
já estava entreaberta, ela já estava na cama e já havia comido tudo — Pode cantar
para mim? – perguntou me olhando com um olhar pidão. A muito tempo não cantava para
ela, tinha o costume de fazer isso em noites de tempestades, pois ela morria de
medo dos trovões, nunca mais soube o que ela fazia nesses momentos depois que fui
para Hogwarts.

— Sim. – Dei meia volta e me sentei na beirada da cama, ela se aproximou e


aconchegou se em meu colo. Estaria mentindo se disses que não sentia falta desses
momentos com ela, Héstia era minha irmã mais nova, era meu dever proteger ela de
tudo.
Comecei a cantarolar uma música que eu mesma havia inventado para aqueles momentos,
para acalma-la por conta dos trovões, mas desta vez não estava havendo uma
tempestade... Ou havia, mas não do tipo que anuncia seus raios e relâmpagos.

[...]

Quando Héstia dormiu, ajeitei ela na cama e sai com cuidado. Virei-me para o longo
corredor e segurei o grito de susto ao ver minha mãe parada no final dele me
encarando, ela tinha um meio sorriso, quase triste eu diria.

Andei devagar até ela, eu nunca soube como conversar com a minha mãe, quer dizer,
ela sempre foi tão minha mãe, não que eu não contasse as coisas para ela, mas era
estranho. Parei ao seu lado quando ela se virou para encarar as árvores consumidas
pela escuridão do lado de fora.

Minha mãe era uma vidente, isso era algo que me assustava, ela conseguia ver o
futuro de todos a todo momento, ela veria minha morte... Eu imagino o peso que ela
carrega nas costas, isso deve ser difícil, saber de tudo a todo momento. Um longo
minuto de silêncio se estendeu até que ela quebrou o silêncio

— Você não é uma criança Persa. – começou em tom doce e melancólico — Você sabe o
que tudo isso significa, não é minha filha. – engoli em seco, de repente minha
respiração começou ofegar. Sim eu sabia, mas queria negar — Só me prometa... Me
prometa que vai escolher o caminho certo e vai proteger sua irmã de tudo isso... –
pude ver uma lágrima se formar no canto de seu olho.

— Nós iremos protege-la juntas. – falei firme, eu entendia suas falas, ela achava
que não estaria viva para proteger Héstia e estar comigo para me colocar juízo se
fizesse algo errado — Nós iremos fazer isso juntas mamãe. – uma lágrima solitária
rolou por sua bochecha e ela limpou.

— Vá, você precisa dormir. – Deméter Polidectes poderia ser tudo, menos fraca, ela
era uma bruxa excepcional, tão poderosa quanto Dumbledore. Ela não seria morta tão
facilmente.

— Boa noite mamãe. – me despedi, então virei-me e andei em direção ao meu próprio
quarto, eu poderia estar silenciosa, mas minha mente estava agitada.

Não lembro ao certo quando dormir, mas sei que peguei no sono ainda pensando sobre
tudo o que aconteceu hoje.

"Estava em frente a uma casa, um portãozinho branco de madeira estava ligado a um


pequeno muro. Atravessei o portão quando a primeira luz esverdeada atravessou a
janela, corri para o interior da casa e fui em direção a escada. Havia um corpo lá,
um homem, cabelos preto e uma aparência que me era familiar, o óculos estava jogado
do lado de seu corpo morto. Passei pelo corpo e subi para o segundo andar, tudo
estava destruído desde a sala até aqui, corri pelo pequeno corredor e na porta a
minha frente uma figura de preto tampava minha visão, até que uma mulher de cabelos
ruivos a frente de um berço apareceu centímetros o suficiente para olhar em meus
olhos, ela pareceu me ver ali. Então o feitiço da morte sendo lançado, a luz verde
atingiu a mulher e ela caiu ao lado do berço, a figura apontou novamente a varinha
para o bebê e proferiu o feitiço da morte novamente. Mas ao invés do bebê morrer,
houve uma explosão de luz, e quando tudo se tornou visível havia somente uma capa
preta jogada no chão."

Perséfone se sentou de supetão na cama, puxando o ar para preencher o pulmão, que


parecia queimar com a falta de ar. Sua respiração estava ofegante, fazendo seu
peito subir e descer freneticamente. Aquele sonho estava lhe assombrando a semanas
e sempre era o mesmo, mas quando tentava ajudar a mulher e o bebê seus pés não se
mexiam, estavam pregados no chão.

Perséfone se perguntava o que aquilo significava, mas tinha certeza que não era
apenas uma pesadelo bobo, sabia que tinha algo muito maior por trás daquilo. Ela
sabia quem eram as pessoas naquele sonho, tinha completa certeza. Claramente todos
sabem como Harry Potter derrotou você-sabe-quem, todos sabem que ele tinha apenas
um ano de vida quando tudo aconteceu...

Não era difícil ligar o pontos e perceber que aquele era o dia em que Voldemort foi
derrubado, e a família Potter morta, menos o bebê Harry.

Mas ela se perguntava o porque de tudo isso? Porque ela estava sonhando com esse
dia? O que Lilian Potter queria lhe mostrar?

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