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Impacto da Era Vargas no Brasil

Este trabalho analisa a trajetória e o impacto de Getúlio Vargas na política brasileira, destacando sua ascensão ao poder em 1930 e as principais fases de seu governo. Vargas implementou reformas significativas, como a modernização do Estado e políticas trabalhistas, em um contexto de crise econômica e polarização ideológica. O documento também aborda a Revolução Constitucionalista de 1932, que refletiu as tensões políticas e sociais da época.
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Impacto da Era Vargas no Brasil

Este trabalho analisa a trajetória e o impacto de Getúlio Vargas na política brasileira, destacando sua ascensão ao poder em 1930 e as principais fases de seu governo. Vargas implementou reformas significativas, como a modernização do Estado e políticas trabalhistas, em um contexto de crise econômica e polarização ideológica. O documento também aborda a Revolução Constitucionalista de 1932, que refletiu as tensões políticas e sociais da época.
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INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo explorar a trajetória e o impacto de Getúlio Vargas,
uma das figuras mais importantes e influentes da história política brasileira. Abordaremos os
principais momentos de sua longa permanência no poder, que moldaram profundamente o
Estado e a sociedade do Brasil no século XX. Para uma compreensão clara e aprofundada do
período, nossa análise se desenvolverá em diferentes seções: iniciaremos com a apresentação
da história de Getúlio Vargas e o contexto histórico do Brasil e do mundo que culminou em sua
ascensão ao poder. Em seguida, dedicaremos atenção especial aos seus primeiros anos de
governo, analisando o Governo Provisório (1930-1934) e, posteriormente, o Governo
Constitucional (1934-1937). Finalizaremos com uma seção de considerações, onde
apresentaremos uma síntese dos principais legados e impactos de sua Era.

Nascido em São Borja, Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1882, Getúlio Dornelles
Vargas era filho de Manuel do Nascimento Vargas, militar e político, e Cândida Dornelles.
Desde a infância, demonstrava interesse por estratégias e organização, reproduzindo
experiências militares do pai e até administrando uma pequena "fazendinha" no quintal. Apesar
de ter sido uma criança introspectiva e silenciosa, que gostava de ouvir as histórias de guerra
contadas pelo pai, Vargas revelava uma perspicácia precoce que mais tarde o caracterizaria na
vida pública.

Vargas ascendeu ao poder em 1930 por meio de um movimento armado, a Revolução


de 1930, que encerrou as oligarquias rurais e a chamada "República Velha", marcando o início
da Era Vargas. Ele foi o principal articulador da modernização do Estado brasileiro e da
introdução de importantes políticas trabalhistas e industriais. Após assumir o poder, Vargas
buscou modernizar e "moralizar" o sistema político e eleitoral, que era notadamente marcado
por fraudes e manipulações durante a República Oligárquica, conhecida por práticas como o
“voto de cabresto”. Dentre suas ações iniciais, destacam-se a instituição da Justiça Eleitoral
pelo Código Eleitoral de 1932, a criação do voto secreto e, pela primeira vez no Brasil, o voto
feminino em 1932, além da formulação das Leis Trabalhistas, posteriormente consolidadas na
CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em 1943. Getúlio Vargas também é lembrado por seu
carisma popular e por se apresentar como "Pai dos Pobres", especialmente por meio das
políticas trabalhistas e sociais implementadas. Tradicionalmente, a Era Vargas é dividida em
três fases principais: o Governo Provisório (1930-1934), o Governo Constitucional (1934-1937)
e o Estado Novo (1937-1945).

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O contexto-político do Brasil durante a Era Vargas foi profundamente influenciado por
transformações e acontecimentos internacionais e nacionais. A ascensão de Getúlio Vargas ao
poder ocorreu em meio à crise econômica de 1929, que desencadeou falência de empresas,
desemprego massivo e sobretudo a queda drástica do preço da exportação de café. O período
em questão foi marcado pela ascensão de regimes totalitários, como Nazismo na Alemanha sob
Hitler (a partir de 1933) e o Fascismo na Itália sob Mussolini (assumiu o poder em 1922). Esses
regimes promoviam ideias antiliberais e anticomunistas, influenciando diversos debates
políticos em diversas partes do mundo. Com isso, havia uma clara polarização ideológica entre
Comunismo (representado pela União Soviética) e o Fascismo/Nazismo. No Brasil, essa divisão
se refletiu na disputa entre a Ação Integralista Brasileira (AIB), de cunho fascista, e a Aliança
Nacional Libertadora (ANL), de inspiração comunista.

O reflexo dos efeitos da Crise de 1929 contribui para implementação de medidas


voltadas para o avanço tecnológico e modernização das estruturas de produção. Tanto
internacionalmente quando o nacionalmente, o avanço tecnológico era significativo, os meios
de comunicação, como o rádio, começaram a ser utilizados como ferramentas políticas para
propagar ideais e influenciar a população. Vargas, por exemplo, utilizou o rádio para se
aproximar da população, assim estabelecendo uma conexão direta entre ele e o povo.

Internacionalmente, o período foi dominado por tensões crescentes entre grandes


potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e Aliados (França, Reino Unido e posteriormente,
Estados Unidos e União Soviética) resultando na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Durante os anos de 1930, Vargas procurou a neutralidade, aproximando-se tanto da Alemanha
quanto dos Estados Unidos. Entretanto, em 1942, o Brasil adentrou a guerra ao lado dos
Aliados, fortalecendo a política de boa vizinhança com os Estados Unidos.

No cenário interno, ocorreu a Revolução de 1930, movimento que levou Getúlio Vargas
ao poder e marcou o fim da República Oligárquica, também conhecida como República Velha,
caracterizada pela política “Política do Café com Leite”, onde São Paulo e Minas Gerais
revezavam o poder. Com a crise de 1929, o preço do café entrou em declínio e foi criado o
Departamento Nacional do Café (DNC), para regulamentar e organizar os preços da exportação
de café durante a crise. Além do mais, devido as crises internacionais, o Estado de Vargas
implementou a queima de estoque de café para tentar equilibrar os preços no mercado e
sustentar a economia cafeeira no Brasil, principal produto do país.

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A necessidade de substituir as importações devido a crise, aliado ao nacionalismo
econômico de Vargas, incentivou ainda mais o desenvolvimento industrial brasileiro. O Estado
passou a assumir o papel central nesse processo, promovendo medidas de incentivo como a
criação do Conselho Nacional de Petróleo (CNP). Com isso, surgiram duas novas classes
socias: a burguesia industrial e um operariado, em grande parte composto por imigrantes que
possuíam conhecimento acerca da industrialização e do movimento operariado já vivido na
Europa em 1830, a maioria desses indivíduos eram filhos de grandes latifundiários que
estudaram em universidades europeias, como Coimbra e já tinham conhecimento sobre os
acontecimentos.

Assim como no cenário internacional, o Brasil vivia uma época de grandes embates
políticos com surgimento de diversos partidos e movimentos sociais que refletiam na
efervescência que o mundo se encontrava. Ao mesmo tempo, havia uma forte demanda por uma
nova Constituição que substituísse a de 1981 e refletisse as transformações sociais e políticas
do país, resultando na Constituição de 1934.

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1. GOVERNO PROVISÓRIO

A partir de 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assumiu o comando do governo


provisório, com o apoio de tenentes das camadas médias e baixas urbanas e de oligarquias
dissidentes de Minas Gerais. Esse novo cenário trouxe uma inédita configuração política ao
Brasil, marcada pela centralização do poder. Vargas buscou consolidar sua autoridade e
implementar reformas que respondessem às demandas sociais e políticas do país. Em 11 de
novembro de 1930, Vargas assinou um decreto que definia suas diretrizes. Entre elas, destacava-
se a medida que concedia ao chefe do governo provisório o poder de demitir ou nomear
funcionários de quaisquer cargos públicos, dissolver o Congresso Nacional, as assembleias
estaduais e as câmaras municipais, suspender as garantias constitucionais e manter a vigência
das demais disposições da Constituição de 1891.

Além disso, o governo provisório nomearia um interventor federal para cada estado
brasileiro. A nomeação de interventores federais era também uma forma de centralizar o poder,
tirando a autonomia das antigas oligarquias e colocando pessoas de confiança no comando.
Vargas nomeou tenentes e militares como uma forma de "agradecimento" pelo apoio no golpe.
Ele também instaurou o voto secreto e a justiça eleitoral para garantir a lisura das eleições, um
problema recorrente devido à influência das oligarquias que indicavam seus próprios
funcionários para o governo.

As oligarquias, no entanto, não estavam satisfeitas com essas medidas. Elas acusavam
os tenentistas de usar Vargas como uma fachada para impor uma ditadura no Brasil, por meio
da influência e do controle que exerciam sobre o Estado. Já os tenentistas revidavam,
argumentando que os liberais não queriam uma mudança verdadeira, mas apenas a troca de uma
oligarquia por outra.

Ainda em 1930, Vargas criou os Ministérios da Educação, da Saúde Pública, e do


Trabalho, Indústria e Comércio. Entre 1931 e 1934, foram promulgados decretos e leis de
proteção ao trabalhador, formalizadas e reafirmadas a partir da Constituição de 1934. Nesta
Constituição, foram inseridas as conquistas já obtidas no Código Eleitoral de 1932 – que incluía
o voto secreto, o voto feminino, a justiça eleitoral e a representação classista – e, somando a
estas, foram incorporados o ensino primário gratuito, a justiça do trabalho, a instituição da
Previdência Social, o salário mínimo, a jornada de trabalho de 8 horas diárias, as férias anuais
remuneradas e a proibição de trabalho de menores de 14 anos, entre outras medidas. Essas
iniciativas permitiram que o governo se aproximasse das organizações sindicais, atendendo às
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demandas trabalhistas e, ao mesmo tempo, consolidando o Estado brasileiro como o principal
mediador das relações de capital e trabalho. O Ministério do Trabalho também regulamentou o
trabalho feminino e criou a Carteira de Trabalho.

Contudo, as primeiras legislações trabalhistas, que ajudaram a diminuir os conflitos


organizados pelos operários urbanos, não eram válidas para o trabalho autônomo, doméstico ou
no campo. Dessa forma, Vargas também conseguiu atender aos interesses das elites rurais que
o apoiavam desde o início do governo, mantendo seu suporte. No entanto, quando parecia que
o presidente havia conseguido conciliar e resolver os interesses de todos os setores que
inicialmente o apoiavam, vieram os cafeicultores paulistas, que esperavam medidas para conter
a crise na exportação de café, em virtude da crise de 1929 e da quebra da bolsa de Nova York,
principal comprador do café brasileiro.

Reconhecendo que a exportação do café era fundamental para a economia brasileira,


Vargas tomou uma medida que ficou conhecida mundialmente: a queima do café. Em junho de
1931, Vargas decretou que o governo compraria o excedente da produção cafeeira com a
intenção de diminuir a oferta e, assim, elevar o preço do produto. Em vez de ser estocado, o
café comprado passou a ser incinerado. Além disso, a lei de reajustamento econômico permitiu
ao governo perdoar grande parte das dívidas dos cafeicultores com o Estado brasileiro. Essas
medidas tiveram efeitos significativos no combate à crise, mas os benefícios concedidos aos
cafeicultores geraram um grande descontentamento entre os aliados de Vargas, principalmente
nos setores urbanos da população. Em 1933, foi criado o Departamento Nacional do Café
(DNC), que substituiu o antigo Conselho Nacional do Café, criado em 1921. O DNC era uma
entidade da administração pública indireta cuja função era regulamentar e planejar a produção
e a estocagem do café.

A Queima do Café representou um dos momentos mais críticos para a economia


brasileira na década de 1930, emergindo das tensões já latentes no período de transição para o
governo de Getúlio Vargas. Desde o século XIX, o café era o pilar da economia nacional,
sustentando inclusive a chamada "política do café com leite", que via São Paulo (principal
produtor de café) e Minas Gerais (com sua base agropecuária) revezarem-se no poder. Contudo,
essa estrutura começou a ruir drasticamente com a Grande Depressão de 1929, impulsionada
pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York. A demanda internacional por café despencou,
resultando em milhões de sacas acumuladas nos portos e armazéns brasileiros. Com o Brasil

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responsável por cerca de 70% da produção mundial, o acúmulo gerou um colapso nos preços e
um desespero generalizado entre os cafeicultores.

Em resposta a essa crise sem precedentes, o governo federal, que já ensaiava


intervenções no mercado cafeeiro nos últimos anos da República Velha, mas de forma mais
decisiva sob Getúlio Vargas, adotou a política de "valorização do café". A medida mais
controversa, e já mencionada em nossa análise do Governo Provisório, foi a queima deliberada
das sacas excedentes. O objetivo era simples: reduzir a oferta e, assim, tentar estabilizar e elevar
o valor do produto no mercado internacional. Estima-se que, entre 1931 e 1944, mais de 78
milhões de sacas de café foram incineradas ou lançadas ao mar. Essa política, embora
reconhecida por Vargas como crucial para sustentar a economia, gerou intensas críticas. Para
alguns, era uma medida necessária para proteger a base econômica do país e os milhões de
empregos e a arrecadação que dela dependiam. Para outros, contudo, simbolizava um absurdo
inaceitável: a destruição de alimentos em um país assolado pela pobreza e pela fome. A imagem
chocante de sacas de café sendo queimadas enquanto brasileiros enfrentavam necessidades
básicas marcou profundamente a memória coletiva e evidenciou as profundas desigualdades
sociais e econômicas da época. Essa situação se agravou pelo fato de que, enquanto o governo
se mobilizava para proteger os interesses dos grandes produtores, pouco era feito para os
trabalhadores rurais e para a população urbana que lutava contra o desemprego e a carestia.
Adicionalmente, esse processo foi um dos fatores que acirraram as tensões políticas entre o
governo de Vargas e as elites paulistas, já insatisfeitas com a perda de influência, que se sentiam
ainda mais marginalizadas no novo arranjo político da Era Vargas.

Essa insatisfação culminou na Revolução Constitucionalista de 1932, um dos principais


movimentos armados da história do Brasil no século XX, diretamente ligada às tensões políticas
e econômicas do Governo Provisório de Vargas. O levante, que ocorreu entre 9 de julho e 2 de
outubro de 1932, teve São Paulo como epicentro e representou uma rebelião contra o governo
provisório de Getúlio Vargas, instaurado após a Revolução de 1930. A centralização do poder
por Vargas, a dissolução do Congresso Nacional e a suspensão da Constituição de 1891, que
levaram a um governo provisório operando por decretos-leis, sem instituições democráticas,
foram os catalisadores da revolta. As elites paulistas, acostumadas ao domínio político e à
autonomia regional, sentiram-se excluídas e, como já apontado, a nomeação de interventores
federais em São Paulo, sem ligação com as elites locais e muitas vezes militares, aumentou
ainda mais a insatisfação. O estopim do conflito foi o assassinato de quatro jovens estudantes

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paulistas — Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo —, durante uma manifestação contra o
governo, episódio que ficou conhecido como MMDC.

A partir daí, o sentimento de revolta se espalhou, culminando em uma mobilização


armada em nome da luta por uma nova Constituição e pela autonomia dos estados. A Revolução
Constitucionalista contou com forte adesão popular, mobilizando cerca de 35 mil soldados
paulistas, entre militares e voluntários civis, e envolvendo a criação de comitês femininos de
apoio, campanhas de arrecadação de fundos e até doações de joias para financiar o conflito.

No entanto, os paulistas enfrentaram um exército federal superior em número e


armamento, e não conseguiram o apoio militar de outros estados, especialmente de Minas
Gerais e Rio Grande do Sul, que optaram por não participar do levante. Militarmente, São Paulo
foi derrotado após quase 90 dias de combate, com mais de 600 mortos do lado paulista.
Contudo, politicamente, o movimento obteve conquistas significativas: a pressão exercida pela
revolta forçou Vargas a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte em 1933, que
resultaria na promulgação da Constituição de 1934. Esse documento restaurou o regime
constitucional e introduziu importantes avanços sociais e políticos no país, como já detalhado
em nossa análise das conquistas do Governo Provisório, demonstrando que, apesar da derrota
militar, a Revolução Constitucionalista impulsionou mudanças democráticas e sociais cruciais
na Era Vargas.

A Revolta Constitucionalista de 1932 permanece viva na memória paulista como um


poderoso símbolo de luta pela legalidade, pela democracia e pelos direitos constitucionais,
sendo o feriado de 9 de julho celebrado em São Paulo como uma homenagem aos combatentes,
a única data cívica estadual com status de feriado civil no Brasil.

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2. GOVERNO CONSTITUCIONALISTA

O período do Governo Constitucional (1934-1937) foi essencial na Era Vargas,


marcando a tentativa de institucionalização das reformas iniciadas e o aprofundamento das
tensões políticas no Brasil. Um ponto crucial desse período foi a promulgação de uma nova
Constituição em 1934. Essa Carta Magna surgiu como resultado da forte pressão social e
política, impulsionada em grande parte pela Revolução Constitucionalista de 1932, que exigia
uma nova Constituição para substituir a de 1891, considerada ultrapassada e um símbolo das
oligarquias que Vargas havia derrubado.

A Constituição foi aprovada e assinada por Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, então
presidente da Assembleia Nacional Constituinte, em 16 de julho de 1934. No dia seguinte, 17
de julho, Getúlio Vargas foi eleito indiretamente presidente constitucional da República. Dois
meses antes da data marcada para as eleições presidenciais indiretas, Getúlio assinou um
decreto anistiando todos os implicados na insurreição paulista de 1932, a fim de, segundo suas
próprias palavras, "começarmos a vida nova sobre bases novas de solidariedade entre todos os
brasileiros".

Essa nova Constituição, com seus 187 artigos, instituiu no país o conceito de "segurança
nacional" e regulamentou a federalização das minas, jazidas minerais e quedas d'água. Pela
nova Carta, o Executivo passaria a prestar contas ao Legislativo, que retomava seu papel de
elaborar leis e fiscalizar os atos do Presidente da República. Este, por sua vez, ficava passível
de responder por crimes de responsabilidade em caso de descumprimento de medidas judiciais
ou desrespeito às normas orçamentárias. O Senado, em particular, conquistou a prerrogativa de
suspender a concentração de forças militares em qualquer unidade da federação. Já o Tribunal
de Contas ganhava a condição de órgão independente, cujas decisões eram declaradas
irrevogáveis, a salvo das pressões e influências do gabinete da presidência da República.
Adicionalmente, o mandato presidencial foi fixado em quatro anos, sem direito à reeleição
imediata.

O Governo Constitucional consolidou reformas eleitorais já iniciadas no Governo


Provisório, como a Justiça Eleitoral e o voto secreto, e expandiu-as com a manutenção do voto
feminino. Também avançou na área trabalhista com a Lei de Sindicalização, reconhecida pelo
Ministério do Trabalho, e a criação do Conselho Federal do Comércio Exterior em 1934. Além
disso, foram estabelecidas as aposentadorias e pensões para diversas categorias, como a dos
marítimos (em 1933), comerciários e bancários (em 1934). De fato, a intervenção direta do
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governo na área econômica tornava-se cada vez mais nítida, como evidenciado pela substituição
do Conselho Nacional do Café pelo Departamento Nacional do Café em 10 de fevereiro de
1933 – órgão que já destacamos em nossa análise anterior sobre a crise do café – e pela criação
do Instituto do Açúcar e do Álcool em 10 de junho do mesmo ano, ambos destinados a regular
e proteger suas respectivas áreas de produção.

A nova Constituição também trouxe avanços significativos ao legalizar e ampliar


direitos fundamentais. O artigo 23º, por exemplo, estabeleceu o sufrágio universal, com a
inclusão do voto feminino; o artigo 108º definiu que somente eleitores maiores de 18 anos e
alfabetizados poderiam votar; e o artigo 109º tornou o voto obrigatório tanto para homens
quanto para mulheres que exercessem função pública remunerada. O artigo 113º reforçou os
direitos cidadãos, afirmando a igualdade de todos perante a lei; o artigo 148º previu o incentivo
à cultura pelo Estado e Municípios; e o artigo 149º tornou o ensino primário obrigatório. Além
disso, a Constituição de 1934 estabeleceu uma base legal fundamental para os direitos
trabalhistas. Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) só viesse em 1943, essa
Constituição já trazia princípios que a fundamentariam, como demonstra o artigo 121º, que
proibia a diferença de salário para o mesmo trabalho por motivo de idade, sexo, nacionalidade
ou estado civil. O documento também previu o salário mínimo, a jornada de trabalho de 8 horas,
férias remuneradas e descanso semanal, além de proibir o trabalho infantil e noturno para
menores.

Para que a reconstitucionalização se completasse, deveriam ser eleitos deputados


federais e estaduais, sendo estes últimos encarregados de elaborar as constituições dos estados
e de eleger os governadores e senadores. A Constituição de 1934 foi chamada de Constituição
da República dos Estados Unidos do Brasil, refletindo o nome oficial do país na época e sua
inspiração no modelo federalista dos Estados Unidos da América. Em suma, esses fatores
representaram grandes avanços para a época. No entanto, é importante notar que, durante o
período em que Getúlio Vargas governou constitucionalmente o país, tornou-se mais visível a
atuação de movimentos de massa de âmbito nacional com conotações ideológicas radicais,
fortemente influenciadas por correntes como o Nazismo, o Fascismo e o Comunismo, que
tensionariam ainda mais o cenário político.

Conforme já mencionado, durante o Governo Constitucional (1934-1937) de Getúlio


Vargas, o Brasil foi palco de uma intensa radicalização política e ideológica, fortemente
influenciada pelo ressurgimento do militarismo na Europa e na Ásia. Nesse cenário volátil, em

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que os brasileiros haviam recém-experimentado uma ditadura, uma "guerra civil" (a Revolução
de 1932) e a promulgação de uma nova Constituição, houve a ascensão de dois grupos
extremistas de projeção nacional: a Ação Integralista Brasileira (AIB) e a Aliança Nacional
Libertadora (ANL). Ambos os movimentos, com origens ideológicas distintas, desempenharam
papéis cruciais na instabilidade política que caracterizou esse período.

A Ação Integralista Brasileira (AIB), fundada em 1932, alinhava-se a preceitos nazi-


fascistas. Seu líder, Plínio Salgado, um escritor que retornou de uma viagem à Itália com ideais
inspirados em Mussolini, defendia um Estado forte, com a concentração do poder nas mãos de
um único líder, capaz de promover a união nacional. Os integralistas tinham como lema "Deus,
Pátria e Família" e seu símbolo era a letra grega Sigma (∑), que na matemática simboliza a
soma. Eram facilmente identificados pelo uso de camisas verdes, que se tornaram seu uniforme,
e por sua saudação, muito similar à nazista, com o braço estendido, acompanhada da palavra
"Anauê", que na língua tupi pode ser traduzida como "você é meu irmão". Entre suas propostas,
defendiam leis de imigração mais restritivas, a nacionalização do petróleo e das minas, e a
criação de um Ministério da Aviação. Quando o governo promulgou a Lei de Segurança
Nacional (LSN), conferindo-lhe amplos poderes de repressão, os integralistas aboliram sua
milícia e criaram em seu lugar uma Secretaria Nacional da Educação Moral e Física. A AIB
angariou muitos simpatizantes, incluindo o próprio Getúlio Vargas, e chegou a ter cerca de 100
mil filiados, com significativa penetração entre militares, especialmente na Marinha, e na Igreja
Católica.

Contrariamente, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) era uma organização de frente


popular fundada em 1935, inicialmente apoiada e posteriormente dominada pelo Partido
Comunista Brasileiro (PCB), liderado por Luís Carlos Prestes. A ANL apresentava fortes
críticas ao fascismo e defendia um governo popular, a distribuição de grandes latifúndios aos
camponeses (garantindo os direitos dos médios e pequenos proprietários), o não pagamento da
dívida externa, a nacionalização de empresas estrangeiras e um maior atendimento às
exigências dos trabalhadores. A aliança buscou apoio entre as classes profissionais,
trabalhadores, estudantes e forças armadas, além de outras organizações de esquerda. Vargas,
determinado a manter a ordem, resolveu reprimir o movimento utilizando a Lei de Segurança
Nacional, promulgada em 4 de abril de 1935 (e não 1934, como mencionado anteriormente),
direcionada principalmente contra a esquerda. Após essa ação, a ANL se fundiu ao Partido
Comunista, que teve Luís Carlos Prestes como presidente honorário.

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Prestes, adepto de uma ideia revolucionária comunista, começou a divulgar um
movimento para derrubar o governo e implantar um novo regime sob a direção da ANL. Isso
incentivou a população a tentar derrubar o governo de Vargas em vários estados, começando
em Natal, em 23 de novembro de 1935, estendendo-se a Recife e Rio de Janeiro. Contudo, esse
levante comunista, conhecido pejorativamente como Intentona Comunista, foi rapidamente
controlado e não obteve sucesso.

Após os grandes confrontos, que ocasionaram mortes e feridos entre os soldados


rebelados, adeptos da ANL, e a polícia militar, foi autorizada a Lei de Sítio em 24 de dezembro
de 1935, em todo o território nacional, por 90 dias. Essa medida extrema permitia ao Governo
Federal controlar o Legislativo, o Judiciário e as liberdades individuais dos cidadãos em
resposta à tentativa de golpe comunista. Criou-se também um Tribunal de Exceção para julgar
todos os envolvidos nas revoltas. Em março de 1936, Luís Carlos Prestes foi capturado, e mais
de 15.000 pessoas foram presas sob pretextos duvidosos. Vargas afirmou que as revoltas de
novembro não haviam criado o comunismo, mas revelado o perigo da infiltração que o Brasil
estava sendo exposto. Esse crescente "medo comunista" permitiu que Vargas conseguisse
permanecer no poder dois anos após o levante, ainda sob o estado de sítio. Essa luta
anticomunista, além de justificar a centralização do poder, contribuiu para que as Forças
Armadas se unissem em torno do golpe que Vargas já planejava.

Próximo ao término de seu mandato constitucional, Vargas, para justificar sua


permanência no poder, orquestrou a divulgação de um suposto plano comunista. Esse plano,
conhecido como Plano Cohen, foi atribuído a um espião judeu-soviético de nome Cohen e
previa massacres, incêndios e atentados contra mulheres, sendo divulgado pelo próprio Vargas
na "Hora do Brasil", o principal canal de comunicação do governo com a população civil.
Contudo, muito tempo depois, foi alegado que o Plano Cohen era uma farsa, escrito por Olímpio
Mourão Filho com o consentimento do presidente. Esse evento, ocorrido em 1937, serviu para
acelerar o golpe e consolidar Vargas no poder, dando início ao Estado Novo.

Os impactos sociais do Governo Constitucional foram profundos, especialmente no que


tange à relação entre Estado e sociedade. A ampliação dos direitos trabalhistas e sociais, embora
ainda com limitações, promoveu uma maior intervenção do Estado nas questões laborais,
buscando mediar conflitos e criar uma base de proteção para o trabalhador urbano. Essa política
contribuiu para a emergência de uma nova consciência social e para a tentativa de cooptar e
organizar os movimentos sindicais sob a égide governamental. Contudo, essa intervenção

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também gerou tensões, pois o controle estatal sobre as associações de trabalhadores e a exclusão
do trabalhador rural das novas garantias legais evidenciaram as nuances e os limites das
reformas sociais implementadas por Vargas.

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3. GETÚLIO VARGAS E O SERVIÇO SOCIAL

Os impactos sociais do Governo Constitucional foram profundos, especialmente no que


tange à relação entre Estado e sociedade e à emergência do Serviço Social no Brasil. A
ampliação dos direitos trabalhistas e sociais, embora com limitações, promoveu uma maior
intervenção do Estado nas questões laborais, buscando mediar conflitos e criar uma base de
proteção para o trabalhador urbano. Essa política contribuiu para a emergência de uma nova
consciência social e para a tentativa de cooptar e organizar os movimentos sindicais sob a égide
governamental. Contudo, essa intervenção também gerou tensões, pois o controle estatal sobre
as associações de trabalhadores e a exclusão do trabalhador rural das novas garantias legais
evidenciaram as nuances e os limites das reformas sociais implementadas por Vargas.

Nesse contexto de crescente intervenção estatal e de complexificação das relações


sociais, o Serviço Social emerge como profissão no Brasil. Inicialmente atrelado à Igreja
Católica e às iniciativas privadas de caridade, o Serviço Social, a partir da Era Vargas, passa a
ser paulatinamente instrumentalizado pelo Estado. As políticas sociais e trabalhistas varguistas,
ao criarem novas demandas por organização, fiscalização e mediação de conflitos no âmbito do
trabalho e da saúde, abriram espaço para a atuação de profissionais dedicados à "questão
social". As Escolas de Serviço Social, as primeiras das quais surgem na década de 1930,
frequentemente contavam com o apoio e a fiscalização do Estado, formando profissionais que
atuariam em indústrias, sindicatos e nas próprias instituições previdenciárias criadas pelo
governo. Essa relação entre o Estado varguista e o Serviço Social, portanto, é marcada pela
funcionalidade da profissão em relação aos objetivos de controle social e legitimação das
políticas governamentais, embora também representasse um avanço no reconhecimento da
necessidade de intervenção social organizada.

A análise de Caio Prado Júnior sobre a Era Vargas oferece uma perspectiva crítica
fundamental para compreender o Serviço Social nesse período. Para Caio Prado, as reformas
implementadas por Vargas, incluindo as políticas sociais e trabalhistas, não representavam uma
transformação estrutural profunda da sociedade brasileira. Em sua obra Formação do Brasil
Contemporâneo (1942), ele argumenta que, apesar das aparências de modernização e
industrialização, o Brasil permanecia atrelado a sua condição de sociedade colonial e
dependente, uma "feitoria da Europa" (PRADO JÚNIOR, 1942). As medidas varguistas, sob
essa ótica, seriam formas de modernização conservadora, que mantinham as estruturas de poder

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e as desigualdades sociais, sem romper com o caráter periférico e exploratório do capitalismo
brasileiro.

Assim, o Serviço Social, inserido nesse contexto, seria, na visão de Caio Prado, parte de
um processo de apaziguamento das tensões sociais e de controle do operariado, evitando a
radicalização dos conflitos de classe. As conquistas trabalhistas, embora importantes para a
melhoria das condições de vida dos trabalhadores urbanos, seriam um "concesso" do Estado
para evitar rupturas mais profundas, e não o resultado de uma genuína emancipação das classes
subalternas. O Estado Vargas, ao centralizar o poder e cooptar os sindicatos, buscava
desmobilizar a autonomia da classe trabalhadora, canalizando suas demandas por meio de uma
burocracia estatal. O Serviço Social, ao atuar nesse arcabouço institucional, corria o risco de se
tornar um instrumento dessa política de conciliação de classes, mediando a "questão social"
sem atacar suas raízes estruturais, que, para Caio Prado, residiam na própria formação
capitalista dependente do Brasil (PRADO JÚNIOR, 1945).

Em suma, a Era Vargas foi um período de profundas mudanças no Brasil, que


impactaram diretamente o surgimento e a configuração do Serviço Social. As políticas
trabalhistas e sociais, a Constituição de 1934 e a crescente intervenção estatal criaram um
ambiente propício para a profissionalização da assistência social. Contudo, as análises de Caio
Prado Júnior nos convidam a uma reflexão crítica sobre a natureza dessas transformações. Para
ele, as medidas varguistas, embora modernizadoras, não alteraram a essência da dependência
brasileira, e o Serviço Social, nesse quadro, atuou dentro dos limites de uma modernização
conservadora, buscando a conciliação social em vez da ruptura estrutural. Compreender essa
dialética é fundamental para aprofundar o entendimento sobre as origens e o papel histórico do
Serviço Social no Brasil.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A trajetória de Getúlio Vargas, tal como explorada neste trabalho, revela a figura de um
líder complexo e um período de intensas transformações que moldaram profundamente o Brasil
do século XX. Sua ascensão ao poder, em 1930, marcou o fim da República Oligárquica e o
início de uma nova era, caracterizada pela centralização do poder, modernização do Estado e a
implementação de políticas sociais e econômicas inovadoras.

O Governo Provisório (1930-1934) demonstrou a capacidade de Vargas em reformular


a estrutura política e social do país. A criação da Justiça Eleitoral, o voto secreto e o voto
feminino, além das primeiras legislações trabalhistas, foram passos fundamentais para a
democratização e a inserção de novos atores no cenário político. Contudo, a controvertida
"Queima do Café" e a Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo evidenciaram as
tensões e os desafios de uma nação em transição, onde os interesses regionais e as demandas
por maior autonomia ainda se chocavam com a centralização federal.

O Governo Constitucional (1934-1937), impulsionado pela nova Constituição,


solidificou os avanços sociais e trabalhistas, instituindo direitos como o salário mínimo, a
jornada de 8 horas e as férias remuneradas. No entanto, este período também foi palco de uma
radicalização política e ideológica, com a ascensão de movimentos como a Ação Integralista
Brasileira e a Aliança Nacional Libertadora. A manipulação política, exemplificada pelo Plano
Cohen, serviu de pretexto para o golpe que instauraria o Estado Novo, demonstrando a faceta
autoritária e pragmática de Vargas em sua busca pela perpetuação no poder.

A Era Vargas também foi crucial para o surgimento e a configuração do Serviço Social
no Brasil. A crescente intervenção estatal nas questões sociais, com a criação de instituições e
a ampliação de direitos, abriu espaço para a profissionalização da assistência. Contudo, como
nos alertam as análises críticas de Caio Prado Júnior, as reformas varguistas, embora
modernizadoras, podem ser interpretadas como uma "modernização conservadora". Nesse
sentido, o Serviço Social, ao atuar dentro desse arcabouço, corria o risco de se tornar um
instrumento de controle social, buscando apaziguar tensões e conciliar classes sem, contudo,
promover transformações estruturais profundas na sociedade brasileira

Em síntese, Getúlio Vargas foi uma figura polarizadora, capaz de unir e dividir, de modernizar
e centralizar. Seu legado é, portanto, multifacetado: por um lado, ele é lembrado como o "Pai
dos Pobres" e o artífice da modernização do Estado brasileiro, com avanços sociais e

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trabalhistas inegáveis; por outro, é criticado por seu autoritarismo, pela supressão de liberdades
e pela coação política. A Era Vargas, com suas luzes e sombras, permanece como um período
fundamental para a compreensão da formação do Brasil contemporâneo, cujas marcas ainda
ressoam em nossa estrutura social, política e econômica.

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REFERÊNCIAS

LIRA NETO. Oficiais do exército destroem um jornal: "a ditadura vai salvar o Brasil",
proclamam (1930-2). In: LIRA NETO. Getúlio (1930-1945): do governo provisório à ditadura
do estado novo. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. cap. 1, p. 13-36.

WAHRLICH, Beatriz Marques de Souza. O governo provisório de 1930 e a reforma


administrativa. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 9, n. 4, p. 5A-68A,
out./dez. 1965.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,
2013.

REVOLUÇÃO Constitucionalista de 1932. In: Mundo Educação. São Paulo: UOL.


Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 5 jul. 2025.
POLETTI, Ronaldo. Constituições Brasileiras: 1934. 3. ed. Brasília, DF: Senado Federal,
Subsecretaria de Edições Técnicas, 2012. v. 3. (Coleção Constituições Brasileiras; v. 3).

MOURELLE, Thiago CO. Legislativo resiste: a forte oposição a Vargas no início do


Governo Constitucional (1934-1935). In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA (ANPUH),
27., 2013. Natal: ANPUH, 2013. p. 2019-01.

BOURNE, Richard; SCHMIDT, Paulo; AUGUSTO, Sonia. Getúlio Vargas. São Paulo:
Geração Editorial, 2012.
LIRA NETO. O ditador deixa o poder; o novo presidente assume. Mas eles são a mesma
pessoa (1934). In: LIRA NETO. Getúlio (1930-1945): do governo provisório à ditadura do
Estado Novo. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. cap. 9, p. 172-191.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 1. ed. São Paulo:


Brasiliense, 1942.

PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 1. ed. São Paulo: Brasiliense,
1945.

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