Dor
Dor nociceptiva
-Estímulo na periferia chega no córtex sensorial, de forma direta, sem alterações. Ex: traumas, pós-operatório.
- É uma dor dolente/doída, normalmente com componente mecânico, ou seja, dói
em movimento e alivia em repouso.
-Classificação: dor musculoesquelética, visceral, cefaleia e orofacial.
-Origem primária (sem causa orgânica evidente) e secundária (decorrente de patologia diagnosticada)
Dor neuropática
- Lesões nas aferências que causam percepção da dor, mesmo sem lesão periférica. Ex:
hérnia de disco e síndrome do túnel do carpo.;
-É uma dor que causa queimação, coceira, formigamento e choque. Pode ser desencadeada por estímulos leves.
4 ou mais sugere dor neuropática:
-O questionário DN4:
Dor nociplástica
- Sem estímulo periférico, sem lesões das aferências, mas com ativação dos neurônios do SNC. A
plasticidade no SN está alterada, e os neurônios disparam. Pessoa sente dor sem estímulo, mas se há estimulo,
amplifica a dor. Ex: Síndrome do intestino irritável, dor pélvica crônica e dor temporomandibular.
- TODO paciente de dor crônica tem componente nociplástico. Precisa saber se esse componente é o
principal causador de dor, ou se ele está exacerbando a dor; A acupuntura restaura a plasticidade do
neurônio.
Catastrofização da dor: em três dimensões:
→ Ruminação: pensamentos repetidos de dor.
→ Ampliação: aumenta a gravidade e a importância da dor.
→ Desamparo: sentimento geral de que não é possível escapar do sofrimento relacionado à dor.
Ritmos de dor
AVALIAÇÃO DA DOR: A história precisa ser coletada de forma estruturada, através do mnemônico OPQRST.
- O (Início da dor – insiosa ou súbita); P (Fatores de agravo e alívio); Q (Qualidade da dor – dolente,
queimação, coceira e colica); R (região da dor); S (Intensidade e Experiência de doença); T (Tempo);
-Qualifica: P, Q, R - Quantifica: S, T
SINAIS DE ALERTA: Sinais de alarme ou bandeiras vermelhas são sintomas ou sinais que sugerem condições de
urgência, gravidade ou vantagem no tratamento precoce.
•Dor com ritmo inflamatório: dor constante e em repouso ou dor noturna – origem inflamatória, reumatológica,
neoplásica;
•Perda de força muscular e sensibilidade – leão nervosa, sintomas negativos;
•Febre: inflamação; Infecção
•Perda ponderal: câncer, reumatismo;
•Síndrome de cauda equina: mais comumente causada por hérnia de disco, há anestesia da pelve e dos MMII;
•Doença prévia ou suspeita atual de neoplasia;
• Uso de corticoide: o corticoide é imunossupressor, aumenta a probabilidade de infecção e promove
osteopenia, com mais risco de fraturas;
•Imunossupressão;
•Trauma recente: pede exame de imagem.
Bandeiras amarelas: pior prognóstico ou paciente mais difícil de lidar.
Fase do Ciclo Foco de Ausculta Mais
Sopro Irradiação / Características Sugestão Diagnóstica
Cardíaco Audível
Insuficiência Irradia para axila; Refluxo de sangue do
Sistólico Foco mitral (5º EIC, LMC)
mitral holossistólico VE para AE
Rúbrico (em ruflar), Obstrução entre AE e
Estenose mitral Diastólico Foco mitral
precedido por estalido VE
Foco aórtico (2º EIC Irradia para carótidas; Obstrução entre VE e
Estenose aórtica Sistólico
direito) rude, aorta
crescendo-decrescendo
Foco aórtico / foco aórtico
Insuficiência Sopro aspirativo, Refluxo da aorta para
Diastólico acessório (3º EIC
aórtica decrescendo VE
esquerdo)
Insuficiência Foco tricúspide (abaixo do Aumenta com inspiração Refluxo de VD para
Sistólico
tricúspide esterno) (sinal de Rivero-Carvallo) AD
Estenose Raro, pode ter estalido de Obstrução entre AD e
Diastólico Foco tricúspide
tricúspide abertura VD
Estenose Foco pulmonar (2º EIC Crescendo-decrescendo, Obstrução entre VD e
pulmonar Sistólico esquerdo) pode ter frêmito artéria pulmonar