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Diagnóstico e Tratamento de ISTs

O documento aborda Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), detalhando diagnósticos, tratamentos e características clínicas de várias condições, como vaginose bacteriana, candidíase, gonorreia, clamídia, sífilis, cancro mole, donovanose, linfogranuloma venéreo e herpes. Inclui informações sobre secreções, prevenção e complicações associadas a cada IST. O tratamento varia de antibióticos a antifúngicos, e a prevenção enfatiza o uso de preservativos e higiene íntima.
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O documento aborda Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), detalhando diagnósticos, tratamentos e características clínicas de várias condições, como vaginose bacteriana, candidíase, gonorreia, clamídia, sífilis, cancro mole, donovanose, linfogranuloma venéreo e herpes. Inclui informações sobre secreções, prevenção e complicações associadas a cada IST. O tratamento varia de antibióticos a antifúngicos, e a prevenção enfatiza o uso de preservativos e higiene íntima.
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ISTs

Infecções Sexualmente Transmissíveis

QUIZ
Secreções
( X ) Normal ( ) Alterado ( ) IST

( ) Fase Folicular ( X ) Fase Ovulatória ( ) Fase Lútea


Leitosa
Branca
Ácida
Sem cheiro

( X ) Normal ( ) Alterado ( ) IST

( ) Fase Folicular ( ) Fase Ovulatória ( X ) Fase Lútea

FINAL
Citólise
Leitosa
Acizentada
Mau cheiro
( ) Normal ( X ) Alterado ( ) IST

Vaginose Bacteriana
IST – população lésbica e bissexual
Tratamento
- Metronidazol
-Metronidazol + Eritromicina

Gardnerella vaginalis

Mobilluncus
- Mulieris
gram negativa
- Curtisii
gram positiva
Diagnóstico
 Homem – assintomático
 Mulher
 clínico: teste de KOH
 Papanicolaou
 Gram da secreção
Leitosa
Aspecto de leite qualhado
Ácida
Sem cheiro

( ) Normal ( X ) Alterado ( ) IST

Candidíase
Candida sp.
Vulvovaginite

Prurido Intenso

Balanite
Balanopostite
 Tratamento:
 Antifúngicos: miconazol, nistatina, cetoconazol, etc...

 Diagnóstico:
 Clínico
 Papanicolaou
 Exame a fresco
 Gram
Leitosa
Abundante
Amarelo - Esverdeada
Mau cheiro
( ) Normal ( ) Alterado ( X ) IST

Gonorreia
Período de Incubação: 2 a 4 dias

( ) Frequentes ( X ) Raros

70% das mulheres não apresentam


sintomas
 Prevenção
 Uso de camisinha e higiene íntima

 Tratamento:
 Penicilina

 Diagnóstico
 Clínico
 Gram de secreção - homens
 Cultivo + testes bioquímicos - mulheres
 Biologia molecular
Complicações

DIP
Doença inflamatória
pélvica

Prostatite
Epididimite

Infertilidade
Neisseria gonorrhoeae

Julho de 2017
Sexo oral
Transparente
Escassa
Sem cheiro
( ) Normal ( ) Alterado ( X ) IST

Clamídia
Uretrite não gonocócica
Período de Incubação: 1- 3 semanas

( ) Frequentes ( X ) Raros

75% das mulheres e 50% dos homens não apresentam sintomas


mucorréia
 Prevenção
 Uso de camisinha e higiene íntima
 Transmissão exclusivamente sexual

 Tratamento:

 Diagnóstico
 Cultivo
 Imunofluorescência
 Biologia molecular
Diagnóstico

 Cultura
 técnica é complicada
 não está disponível em qualquer laboratório

Cultura: Células McCoy (fibroblastos de um tumor de camundongo)


Diagnóstico

 Imunofluorescência
 anticorpos monoclonais corados com isotiocianato
de fluoresceína.
 Sensibilidade: 77,7 - 96,3%
 Especificidade: 87,8 - 99,5%
Diagnóstico

 Biologia molecular
 Urina
 Células cervicais
Nested PCR
DNA
2a PCR
1a PCR

Vírus
Bactéria
Fungos
250 pb
Parasitas 200 pb

PCR POSITIVA PCR NEGATIVA


PCR POSITIVA
Complicações

DIP
Doença inflamatória
pélvica

Prostatite
Epididimite

Infertilidade
Tracoma

Síndrome de Reiter
Leitosa
Esverdeada
Bolhosa
Mau cheiro
( ) Normal ( ) Alterado ( X ) IST

Tricomoníase
Uretrite não gonocócica
Período de Incubação: 10 a 30 dias
Leve prurido
Secreção característica
Vulvovaginite
Cervicite

Colo em morango 2%

Uretrite
Leve prurido

( ) Frequentes ( X ) Raros

Apenas 20% dos infectados


 Prevenção
 Uso de camisinha e higiene íntima

 Tratamento:
 Metronidazol + Eritromicina

 Diagnóstico
 Clínico
 Papanicolaou
 Biologia molecular
Exame a fresco

Papanicolaou

Gram
Sífilis Herpes Linfogranuloma
venéreo

Cancro mole
Dovanose
Sífilis
• Fase primária
• 10 a 90 dias após contágio

• Cancro duro
• Única
• Bordas enrijecidas
• Limpa
• 4 a 6 semanas e desaparece
• Altamente contagiosa

• Linfadenopatia bilateral
Sífilis Secundária
1 a 6 meses após desaparecimento da primária
Sífilis Terciária
1 a 10 anos após contágio

• Goma sifilítica
• Neurossífilis
• Aortite
• Deformações articulares
 Prevenção
 Uso de camisinha e higiene íntima

 Tratamento:
 pencilina

 Diagnóstico
 VDRL
 FTA - abs
Diagnóstico – Sífilis
 VDRL – hemoaglutinação – TESTE NÃO TREPONÊMICO

IgG e IgM
(soro)
+
cardiolipina

os anticorpos começam a surgir na corrente sanguínea cerca de 7 a 10


dias após o surgimento do cancro duro, por isso nessa fase os testes
sorológicos são não-reagentes.

Quanto mais precocemente a sífilis primária for tratada maior será a


possibilidade dos exames sorológicos tornarem não-reagentes.
Porém, mesmo após a cura, os testes treponêmicos podem permanecer
reagentes por toda a vida.
Diagnóstico – Sífilis primária

 Imunofluorescência indireta – TESTE TREPONÊMICO


 FTA-abs
 Teste confirmatório (+ precoce que o VDRL)
 Sensibilidade:
 em torno de 80-90% em sífilis primária,
 >95% em sífilis secundária
 90-95% em sífilis tardia
Diagnóstico – Sífilis

 VDRL + e FTA-ABS +
 podem significar sífilis ativa, sífilis latente ou sífilis tratada.

 O QUE FAZER: para esclarecer o caso, deve-se analisar a história do usuário (dados clínicos e epidemiológicos);

 VDRL + e FTA-ABS –
 indicam outra doença que não sífilis.

 O QUE FAZER: neste caso se deve investigar doenças autoimunes, crônicas ou outras doenças infecciosas agudas e ainda
outras situações fisiológicas e biológicas que o médico considerar pertinentes para explicar a positividade do teste não
treponêmico;

 VDRL - e FTA-ABS +
 pode significar sífilis primária (com possível presença do cancro) ou sífilis tratada.

 O QUE FAZER: o médico deve examinar o usuário buscando a lesão primária e verificar a história clínica e epidemiológica.

 VDRL - e FTA-ABS –
 provavelmente o usuário não tem sífilis ou a infecção recente e os anticorpos ainda não são detectáveis pelos testes
utilizados.

 O QUE FAZER: caso persista a suspeita clínica os testes devem ser repetidos após cerca de 20 a 30 dias.
O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do
parto (independentemente de exames anteriores).
Cancro mole
2 a 5 dias após contágio

• Múltiplas lesões
• Dolorosa e irregular
• Autoinoculante
• Hiperemiada
 Haemophilus ducreyi

 Prevenção
 Uso de preservativo e higiene intima

 Diagnostico
 Teste de satelitismo
 Gram
Diagnóstico

•Microscopia: Gram negativo


Diagnóstico
•Satelitismo:
O crescimento, em uma cultura, de bactérias de uma espécie, ao redor de
colônias de outra, que lhe fornece os micronutrientes.
Tratamento
 Azitromicina, 1g
 VO, dose única;
 Sulfametoxazol, 800mg + trimetoprim, 160mg
 VO, de 12/12 horas, por 10 dias ou até a cura clínica;
 Tiafenicol, 5g
 VO, em dose única ou 500mg de 8/8 horas;
 Estereato de eritromicina, 500mg
 VO, de 6/6 horas, por, no mínimo, 10 dias ou até a cura clínica;
 Tetraciclina, 500mg
 VO, de 6/6 horas, por, no mínimo, 10 dias.
Donovanose
3 dias a 6 meses após o contágio

• Múltiplas lesões
• Grandes e indolor
• Pápula → Lesão → úlcera

• Autoinoculante

• De difícil cicatrização
• 4 semanas ou mais
 Klebsiella granulomatis

 Prevenção
 Uso de preservativo e higiene intima

 Diagnostico
 Microscopia - biópsia
 Corpúsculo de Donovan

 Tratamento
 Tetraciclina (500 mg por via oral, 4 vezes ao dia),
 Doxiciclina (100 mg, por via oral, quatro vezes ao dia)
 Eritromicina (500 mg, por via oral, 4 vezes ao dia), por, pelo menos, 2 a 3 semanas, até que
haja a regressão completa das lesões.
 É comum a recidiva da doença após o tratamento, sendo necessário sua realização a longo
prazo
Linfogranuloma venéreo
duas a seis semanas depois após o contágio

• Bubão
• Pápula→ bubão →
rompimento → fístula

• Complicação da
Clámidia
Estreitamento de reto
Gigantismo escroto
Linfogranuloma Venéreo

Diagnóstico
• Clínico
• Cultura
• Biologia molecular

Tratamento:
•Sistêmico, através de antibióticos
•não revertem sequelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais.
•Aspiração do bubão inguinal
•Tratamento das fístulas.

Prevenção:
•Camisinha
•Higienização após o coito.
Herpes
Não tem período de incubação

• Vesículas
• Vai e volta
 Herpes simplex 2
 Prevenção
 Uso de preservativo (não funciona 100%)

 Diagnostico
 Clínico
 Papanicolaou
 Cultura
 Biologia molecular

 Tratamento
 Aciclovir (segura na gravidez)
 Famciclovir
 Valaciclovir
Diagnóstico
 Clínico

 Microscopia – cultura - é lento e trabalhoso

Em casos mais complexos ou menos evidentes o vírus é recolhido de pústulas e


cultivado em meios com células “vero” (rim de macaco). A observação pelo
microscópio destas culturas revela inclusões virais típicas nas células.
Diagnóstico
 Microscopia – Papanicolaou

•Biologia molecular - PCR


Protocolo de
Abordagem
Sindrômica

Ministério da Saúde

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