REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO KAPANDU (IMPK)
CURSO DE INFORMÁTICA DE GESTÃO
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES (TIC)
AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÕES NA SOCIEDADE
Docente
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Eng.⸰ Simão de Sousa
LUANDA
2025
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REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO KAPANDU (IMPK)
CURSO DE INFORMÁTICA DE GESTÃO
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES (TIC)
AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÕES NA SOCIEDADE
Elaborado por: Francisco Pululu Garcia
10a Classe
Turma: A
Sala n⸰: 03
Turno: Manhã
LUANDA
2025
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SUMÁRIO
Agradecimento.................................................................................................................4
1 Introdução.....................................................................................................................5
1.1 Objetivo Geral.............................................................................................................5
1.2 Objetivos Específicos..................................................................................................5
Fundamentação Teórica..................................................................................................6
2.1 Conceito.......................................................................................................................6
2.2 A Evolução Das Tics....................................................................................................7
2.3 Tics E Sociedade: Implicações Culturais E Sociais....................................................8
2.4 Tics E Educação, Transformações No Ensino.............................................................9
2.6 Desafios E Oportunidades Gerados Pelas Tics..........................................................10
2.7 O Impacto Das Tics Na Educação.............................................................................11
2.8 Tics E O Mercado De Trabalho.................................................................................12
2.9 Desafios E Perspectivas Das Tics Na Sociedade.......................................................13
3 Considerações Finas...................................................................................................14
4 Referência Bibliográfica............................................................................................15
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AGRADECIMENTO
Gostaria de expressar minha sincera gratidão a todos que contribuíram de alguma
forma para a realização deste trabalho. Agradeço pela dedicação e pelo aprendizado
adquirido ao longo do processo, que foi essencial para o meu crescimento pessoal e
acadêmico. Embora este tenha sido um trabalho individual, reconheço que o apoio, as
orientações e o ambiente que me cercam foram fundamentais para que eu pudesse
alcançar o resultado esperado. Agradeço imensamente pela oportunidade de desenvolver
este projeto e pela confiança depositada em meu potencial.
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1 INTRODUÇÃO
A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) desempenha um papel crucial
na sociedade contemporânea, impactando diretamente as relações sociais, econômicas e
culturais. Ela é responsável pela transformação e ampliação das possibilidades de
interação e acesso à informação, além de possibilitar novos modelos de negócios e
práticas educacionais. Segundo Castells (2013), as tics configuram uma nova forma de
organização social, conectando indivíduos e instituições de maneira global e em tempo
real (CASTELLS, 2013, p. 45). A constante evolução dessa tecnologia redefine as
dinâmicas de poder, de produção e distribuição de conhecimento, sendo um vetor
indispensável no processo de globalização.
O uso das tics tem se expandido em diversas esferas da vida cotidiana, desde a
comunicação pessoal até o ambiente corporativo. A conectividade instantânea por meio
da internet, redes sociais e aplicativos facilita a troca de informações, mas também
levanta questões sobre privacidade e segurança. Como afirmam Silva e Gomes (2020), a
proliferação das plataformas digitais impõe novos desafios na gestão de dados pessoais,
ao mesmo tempo que potencializa a criação de uma "sociedade da informação" (SILVA;
GOMES, 2020, p. 87). Em muitas situações, a tecnologia parece dominar os processos
sociais, sendo uma ferramenta tanto de inclusão quanto de exclusão, dependendo do
acesso e da capacidade de adaptação dos indivíduos.
1.1 OBJETIVO GERAL
Analisar o impacto da tecnologia da informação e comunicação (tic) na
sociedade contemporânea
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Investigar as implicações das tics nas relações sociais e culturais
Conhecer o impacto das tics nos modelos de negócios e no mercado de trabalho,
Estudar a aplicação das tics na educação
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 CONCEITO
A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) refere-se ao conjunto de
tecnologias utilizadas para gerenciar, processar e disseminar informações, facilitando a
comunicação e o acesso a dados por meio de dispositivos eletrônicos, redes e sistemas
de software. Ela engloba ferramentas como computadores, internet, redes sociais,
telefones celulares, e outros meios digitais que permitem o armazenamento, a
transmissão e a troca de informações entre indivíduos e organizações. A TIC tem se
tornado cada vez mais essencial em diversas áreas, como educação, saúde, negócios e
administração pública, influenciando profundamente a forma como as sociedades
operam (SILVA, 2018, p. 45).
De acordo com Souza (2020, p. 78), as TICs são vistas como um vetor de
transformação social e econômica, pois viabilizam novas formas de trabalho, produção
de conhecimento e interação social. Elas têm o poder de aproximar as pessoas, mas
também geram desafios, como a exclusão digital e a privacidade nas plataformas online.
A integração dessas tecnologias no cotidiano das pessoas e empresas exige uma
adaptação constante, sendo que as mudanças podem ser rápidas e profundas. As TICs,
portanto, desempenham um papel central no desenvolvimento da sociedade
contemporânea, especialmente com a crescente digitalização da economia e das relações
sociais.
No contexto educacional, as TICs promovem uma revolução no processo de
ensino-aprendizagem, permitindo a criação de ambientes interativos e personalizados. A
utilização de plataformas digitais e recursos tecnológicos tem proporcionado aos
educadores novas formas de engajamento com os alunos, facilitando o acesso ao
conhecimento e a colaboração em tempo real. Segundo Almeida (2019, p. 102), a
incorporação das TICs nas escolas e universidades é um passo importante para a
democratização do ensino, pois permite que estudantes de diferentes regiões tenham
acesso às mesmas oportunidades educacionais, independentemente de sua localização
geográfica.
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2.2 A EVOLUÇÃO DAS TICS
A evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) tem sido
marcada por transformações rápidas e impactantes, desde o surgimento dos primeiros
computadores até a era da conectividade móvel e da inteligência artificial. Inicialmente,
as TICs estavam restritas ao uso de computadores de grande porte em ambientes
corporativos e acadêmicos, com recursos limitados de comunicação e processamento de
dados. A década de 1980 foi crucial, com a popularização dos microcomputadores
pessoais, como o IBM PC e o Macintosh, que trouxeram as tecnologias digitais para o
cotidiano das pessoas e empresas. A partir desse ponto, a capacidade de armazenamento,
processamento e a velocidade das conexões começaram a aumentar exponencialmente,
impulsionando uma transformação em várias áreas da sociedade (SILVA, 2017, p. 33).
Nos anos 1990, a Internet começou a se expandir globalmente, proporcionando
uma revolução nas formas de comunicação e acesso à informação. O surgimento da
World Wide Web, juntamente com a popularização dos navegadores, transformou o
modo como as pessoas interagiam com o mundo digital, permitindo o acesso
instantâneo a dados e facilitando o comércio eletrônico, a educação online e a
socialização virtual. A conectividade por meio de redes sem fio também evoluiu, com o
surgimento de tecnologias como o Wi-Fi, que permitiram uma maior mobilidade e
interação digital. As TICs passaram a ser cada vez mais integradas às vidas das pessoas,
facilitando desde simples comunicações até o desenvolvimento de grandes sistemas
globais de informação e serviços (SOUZA, 2019, p. 67).
Na última década, a evolução das TICs tem sido dominada por inovações como os
smartphones, a computação em nuvem e a inteligência artificial. A popularização dos
dispositivos móveis e a crescente penetração da Internet de alta velocidade mudaram
radicalmente a maneira como as pessoas se comunicam, trabalham e consomem
informações. A computação em nuvem, por exemplo, possibilitou o armazenamento e
processamento de dados de forma mais acessível e econômica, enquanto a inteligência
artificial tem sido aplicada para otimizar processos em diversas áreas, como saúde,
negócios e educação. Além disso, a crescente interdependência das tecnologias digitais,
como a Internet das Coisas (IoT), tem ampliado as possibilidades de conectividade,
criando um mundo cada vez mais interligado e inteligente (ALMEIDA, 2020, p. 110).
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2.3 TICS E SOCIEDADE: IMPLICAÇÕES CULTURAIS E SOCIAIS
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) têm gerado profundas
implicações culturais e sociais, alterando a forma como as pessoas interagem,
consomem informação e se relacionam em diversas esferas. Culturalmente, a
disseminação das TICs tem propiciado uma globalização da comunicação, permitindo
que indivíduos de diferentes partes do mundo compartilhem suas culturas, tradições e
ideias. Contudo, essa globalização também pode levar à homogeneização cultural, onde
culturas locais são substituídas ou subestimadas em favor de um modelo global
dominado pelas potências tecnológicas (SILVA, 2018, p. 58). A internet, redes sociais e
plataformas de streaming transformaram o consumo de conteúdos culturais, com grande
parte da população tendo acesso a produções de outros países, o que altera, muitas
vezes, os padrões culturais e as referências de comportamento.
Socialmente, as TICs têm promovido tanto a inclusão quanto a exclusão. A
inclusão digital possibilitou que um número crescente de pessoas tivesse acesso a
serviços como educação a distância, saúde online e serviços bancários digitais,
promovendo um avanço significativo no acesso a oportunidades e direitos. Entretanto, a
exclusão digital permanece sendo um grande desafio, pois ainda existem muitas regiões
e camadas sociais que não têm acesso a tecnologias essenciais, como a internet de
qualidade e dispositivos adequados. Essa desigualdade digital cria uma linha de
separação entre aqueles que têm acesso a essas ferramentas e os que ficam
marginalizados, impactando diretamente a equidade social (SOUSA, 2020, p. 134).
as TICs têm impactado diretamente as relações sociais, com as redes sociais
desempenhando um papel central na maneira como as pessoas se conectam e
comunicam. Embora essas plataformas ofereçam oportunidades para interação e
fortalecimento de vínculos, elas também têm sido criticadas por promoverem a
superficialidade nas relações e pela disseminação de fake news, que geram
desinformação e polarização social. As TICs também têm levantado questões sobre
privacidade e segurança, uma vez que dados pessoais são frequentemente coletados,
compartilhados e muitas vezes explorados comercialmente. Essas questões refletem um
conflito entre o avanço tecnológico e a necessidade de regulamentação ética, mostrando
a complexidade do impacto das TICs nas dinâmicas sociais e culturais (ALMEIDA,
2019, p. 75).
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2.4 TICS E EDUCAÇÃO, TRANSFORMAÇÕES NO ENSINO
As Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) têm causado transformações
significativas no campo da educação, ampliando as formas de ensino e aprendizagem e
democratizando o acesso ao conhecimento. O uso de recursos digitais, como
plataformas online, vídeos educativos, jogos pedagógicos e redes sociais, tem permitido
que professores e alunos interajam de maneira mais dinâmica e personalizada. A
aprendizagem a distância, facilitada pela internet e por ferramentas de videoconferência,
tem se mostrado uma alternativa importante, especialmente em contextos de
distanciamento social, como durante a pandemia de COVID-19. A educação digital
também possibilita que estudantes de diferentes regiões, com diferentes necessidades,
tenham acesso a conteúdos e metodologias de ensino inovadoras, o que favorece uma
maior equidade educacional (SILVA, 2019, p. 78).
As tics têm alterado o papel do professor, que deixa de ser apenas o transmissor de
conhecimento e passa a atuar como um facilitador da aprendizagem. Nesse novo
modelo, o aluno assume uma posição mais ativa, sendo responsável por buscar
informações, interagir com conteúdos multimídia e desenvolver habilidades críticas e
colaborativas. As ferramentas digitais, como blogs, fóruns e plataformas de
compartilhamento de conhecimento, promovem um ambiente de aprendizado mais
colaborativo, onde os alunos podem trocar experiências e construir saberes
coletivamente. Esse cenário também permite uma maior flexibilidade no processo
educacional, possibilitando que os alunos aprendam no seu próprio ritmo, de forma
mais personalizada, de acordo com suas necessidades e interesses (SOUSA, 2020, p.
105).
A implementação das tics na educação também traz desafios, principalmente no
que se refere à formação de professores, infraestrutura tecnológica e inclusão digital.
Muitos educadores não estão suficientemente capacitados para utilizar as novas
tecnologias de forma eficaz em sala de aula, o que exige investimentos em capacitação e
treinamento contínuos. Além disso, as desigualdades no acesso à internet e a
dispositivos adequados podem agravar as disparidades educacionais, especialmente em
regiões mais carentes. Para que as tics realmente promovam uma transformação no
ensino, é necessário que as políticas educacionais sejam acompanhadas de ações que
garantam o acesso universal e a equidade no uso dessas tecnologias (ALMEIDA, 2018,
p. 93).
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2.6 DESAFIOS E OPORTUNIDADES GERADOS PELAS TICS
As Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) geram tanto desafios quanto
oportunidades que moldam a sociedade moderna de maneira complexa. Um dos
principais desafios é a exclusão digital, que impede uma parte significativa da
população, especialmente em regiões periféricas ou de baixa renda, de acessar
tecnologias essenciais. A falta de infraestrutura adequada, como acesso à internet de
qualidade e dispositivos modernos, limita o potencial de muitas pessoas em termos de
educação, emprego e desenvolvimento pessoal. Esse fosso digital pode aumentar as
desigualdades sociais e econômicas, dificultando a inclusão de diversos grupos no
mundo digital e nas oportunidades que ele proporciona. Além disso, a privacidade e a
segurança digital se tornam preocupações centrais, com o aumento de dados pessoais
sendo coletados e compartilhados em plataformas online, o que pode resultar em riscos
de vazamento de informações e uso indevido desses dados por empresas ou criminosos
(SILVA, 2019, p. 54).
As tics também oferecem diversas oportunidades que podem transformar
positivamente a sociedade. No setor educacional, por exemplo, a utilização de
plataformas de aprendizagem online e recursos digitais possibilita o acesso a conteúdos
educacionais para uma gama muito mais ampla de estudantes, independentemente de
sua localização geográfica ou status socioeconômico. Isso pode contribuir para a
democratização da educação, proporcionando oportunidades de aprendizagem flexíveis
e personalizadas. Da mesma forma, as tics permitem novas formas de trabalho, como o
home office e a economia digital, que oferecem flexibilidade e podem reduzir barreiras
geográficas, permitindo que profissionais de diferentes partes do mundo colaborem de
maneira eficiente e sem a necessidade de deslocamento físico (SOUSA, 2020, p. 110).
Outro campo onde as tics criam oportunidades é a inovação nos negócios e na
indústria. A automação, a inteligência artificial e a análise de grandes volumes de dados
têm o poder de otimizar processos, reduzir custos e criar produtos e serviços inovadores
que atendem melhor às necessidades do consumidor. Ao mesmo tempo, elas
impulsionam a criação de novas profissões e mercados, demandando profissionais com
habilidades específicas em áreas como desenvolvimento de software, cibersegurança e
gestão de dados. Isso gera novas oportunidades de emprego e permite que as empresas
alcancem uma maior competitividade. No entanto, para aproveitar plenamente essas
oportunidades, é essencial que as políticas públicas invistam em educação digital,
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capacitação profissional e infraestrutura, garantindo que todos possam se beneficiar da
revolução digital de maneira igualitária e sustentável (ALMEIDA, 2018, p. 92).
2.7 O IMPACTO DAS TICS NA EDUCAÇÃO
O impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) na educação é
profundo e transformador, criando novas dinâmicas de ensino e aprendizagem. A
utilização dessas tecnologias no ambiente escolar tem permitido uma revolução
pedagógica, em que métodos tradicionais de ensino se mesclam com novas formas
interativas e personalizadas de aprendizagem. Ferramentas digitais, como plataformas
de ensino a distância, vídeos educacionais, aplicativos e jogos pedagógicos, possibilitam
uma educação mais dinâmica e envolvente. Isso resulta em maior motivação e
participação dos estudantes, além de facilitar o acesso ao conhecimento de forma
flexível e adaptada às necessidades individuais, quebrando barreiras físicas e temporais.
O uso de tics pode, assim, ampliar o acesso à educação, especialmente em contextos de
ensino remoto ou para alunos que residem em áreas afastadas (SILVA, 2019, p. 72).
O impacto das tics também apresenta desafios significativos. A exclusão digital é
um dos principais obstáculos, pois ainda existem muitas regiões, especialmente em
países em desenvolvimento, onde a infraestrutura necessária para o uso adequado das
tics, como internet de qualidade e dispositivos eletrônicos, é insuficiente. Esse cenário
contribui para a desigualdade no acesso à educação, já que estudantes em áreas carentes
ficam privados das ferramentas que poderiam melhorar sua aprendizagem. Além disso,
o uso indiscriminado de dispositivos tecnológicos pode trazer questões de distratividade
e isolamento social, prejudicando a interação direta entre professores e alunos, que é
fundamental para o desenvolvimento emocional e social do estudante. Esses fatores
exigem uma reflexão crítica sobre a integração equilibrada das tics no processo
educativo (SOUSA, 2020, p. 118).
As tics também oferecem uma ampla gama de oportunidades para inovar na
pedagogia. A aprendizagem personalizada, por exemplo, permite que os alunos avancem
no seu próprio ritmo e de acordo com suas habilidades individuais, uma vez que as
plataformas digitais podem fornecer conteúdo e avaliações adaptativas. O
desenvolvimento de competências digitais se torna uma necessidade central no currículo
escolar, preparando os estudantes para o mercado de trabalho do futuro, onde o uso de
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tecnologia será cada vez mais essencial. Além disso, a colaboração global possibilitada
pelas tics, como fóruns, videoconferências e projetos colaborativos online, permite aos
alunos interagir com colegas de outras culturas e adquirir uma visão mais ampla e
globalizada do mundo. Para que as tics possam gerar impactos positivos na educação,
no entanto, é crucial que haja investimentos em capacitação para professores,
atualização de infraestruturas e políticas públicas de inclusão digital (ALMEIDA, 2018,
p. 95).
2.8 TICS E O MERCADO DE TRABALHO
As Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) têm transformado
profundamente o mercado de trabalho, criando novas oportunidades e exigindo novas
competências dos trabalhadores. A automação e a inteligência artificial, por exemplo,
têm substituído algumas funções operacionais, mas, ao mesmo tempo, têm gerado novas
áreas de atuação, como em dados, cibersegurança e análise de big data. Com a
digitalização de processos, empresas passaram a otimizar suas operações, oferecendo
serviços mais rápidos e personalizados, o que eleva a demanda por profissionais
especializados em tecnologia. Além disso, as tics tornaram possíveis novos modelos de
trabalho, como o home office e o trabalho remoto, que ganharam ainda mais relevância
após a pandemia de COVID-19. A flexibilidade e a possibilidade de trabalhar de
qualquer lugar do mundo são aspectos que mudaram as relações laborais e expandiram
as fronteiras do mercado de trabalho (SOUZA, 2020, p. 92).
A crescente digitalização também tem levado a um fenômeno de desvalorização
de algumas profissões, uma vez que a automação substitui atividades repetitivas e
operacionais. Trabalhadores cujas funções são mais suscetíveis à automação precisam se
adaptar e desenvolver novas habilidades, principalmente em áreas que envolvem
criatividade, resolução de problemas complexos e inteligência emocional, que são mais
difíceis de serem replicadas por máquinas. Esse cenário exige um esforço contínuo de
atualização e capacitação profissional, pois as tics evoluem rapidamente e novas
tecnologias surgem constantemente. A transformação digital, portanto, impõe desafios à
educação e ao treinamento profissional, que devem acompanhar as mudanças para
preparar os trabalhadores para as novas demandas do mercado (ALMEIDA, 2019, p.
67).
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A utilização das tics no mercado de trabalho também levanta questões sobre
desigualdade e acessibilidade. A exclusão digital, especialmente em países em
desenvolvimento ou em áreas rurais, pode criar barreiras ao acesso a empregos digitais,
limitando o potencial de crescimento econômico para aqueles que não têm acesso a
recursos tecnológicos. Profissionais com habilidades limitadas em tecnologia podem
enfrentar dificuldades em se inserir no mercado de trabalho globalizado e altamente
competitivo. Nesse contexto, políticas públicas que promovam a inclusão digital e a
capacitação em tecnologia são fundamentais para garantir que todos possam participar
da economia digital e aproveitar as novas oportunidades geradas pelas TICs (SILVA, 2018, p.
120).
2.9 DESAFIOS E PERSPECTIVAS DAS TICS NA SOCIEDADE
As Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) apresentam desafios
significativos para a sociedade, principalmente no que se refere à desigualdade digital, à
privacidade e à segurança. A exclusão digital continua sendo um dos maiores
obstáculos, pois muitas pessoas, especialmente em regiões remotas ou em situação de
vulnerabilidade social, ainda têm acesso limitado a dispositivos e à internet de
qualidade. Essa disparidade no acesso à tecnologia pode criar barreiras no mercado de
trabalho, na educação e em outras áreas essenciais, perpetuando desigualdades sociais.
A rápida evolução das tics exige que os indivíduos e organizações estejam
constantemente se adaptando, o que nem sempre é possível para todos, especialmente
para os mais vulneráveis, que carecem de treinamento e recursos adequados (SILVA,
2019, p. 62).
Outro desafio crucial está relacionado à privacidade e à segurança das
informações. A crescente digitalização da sociedade tem gerado um aumento
exponencial na coleta de dados pessoais, o que levanta preocupações sobre como essas
informações são armazenadas, compartilhadas e utilizadas. O vazamento de dados e o
uso indevido da informação por empresas e governos são questões recorrentes que
afetam a confiança do público nas plataformas digitais. A proteção de dados pessoais,
portanto, se torna um aspecto central na construção de um ambiente digital mais seguro
e ético. Além disso, a disseminação de fake news e a polarização social, alimentadas por
algoritmos das redes sociais, também são desafios que exigem a reflexão de como
regular e utilizar as tics de maneira responsável e transparente (SOUZA, 2020, p. 112).
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3 CONSIDERAÇÕES FINAS
As Tecnologias da Informação e Comunicação (tics) têm transformado
profundamente a sociedade contemporânea, impactando áreas como educação, trabalho,
e relações sociais. Com a popularização da internet e das ferramentas digitais, as tics
proporcionam novas formas de acesso à informação, facilitando a comunicação e o
compartilhamento de conhecimentos. De acordo com Castells (2000, p. 45), as
tecnologias digitais são "elementos centrais no desenvolvimento das sociedades em
rede", permitindo um fluxo de informações mais rápido e ampliando as possibilidades
de interação entre indivíduos em diferentes partes do mundo.
Esse avanço tecnológico também gera desafios, como a exclusão digital e a
concentração de poder nas mãos de grandes corporações tecnológicas. Segundo Lévy
(1999, p. 58), as tics promovem "uma nova ordem do saber", mas também criam
desigualdades no acesso e no uso das tecnologias. Assim, é crucial refletir sobre os
impactos sociais das tics, buscando formas de democratizar o acesso e garantir que seus
benefícios sejam distribuídos de maneira mais equitativa.
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4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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Vol. 1: A Sociedade Em Rede. 1. Ed. São Paulo: Paz E Terra, 2000.
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