Irmão, a informação sobre a dissolução da FUDOSI, em 14/08/1951
foi republicada na revista “O Rosacruz”, Vol. XXIII, Nº 4, de abril de
1981, p.90.
A AMORC, também, lançou um conjunto de Discursos públicos,
intitulado “Discursos Rosacruzes Série A a Z”. O discurso sobre o tema
FUDOSI é intitulado “Fatos Acerca da FUDOSI”. Neste constam as
mesmas informações que foram publicadas nas edições do jornal oficial
“The FUDOSI”.
Apesar do documento de dissolução ser datado de 14/08/1951, eles
se reuniram pela última vez em 1948. Esta informação pode ser aferida na
obra “A AMORC em Perguntas e Respostas”, p.31, 1997.
O fato do Rito Memphis-Misraïm ter sido desfiliado da FUDOSI,
não o desqualifica, pois sua autenticidade como Ordem mística foi
amplamente comprovada. A priori a FUDOSI não tinha intenção de
convidar organizações de caráter Maçônico. O motivo disto não foi
expresso, mas certamente, diferente do que tem sido difundido por alguns
historiadores, não é algo de caráter preconceituoso ou coisas do tipo, haja
vista que há canais da Grande Fraternidade Branca que sequer são Ordens
ou Sociedades iniciáticas. Naquela época, o Rito estava sob a autoridade
do Chevillon e, particularmente, na minha opinião, a FUDOSI, teve
interesse em filiá-lo na tentativa de restaurar o Rito as suas origens, ou
seja, a dissolução de “Lojas de Adoção” e a reintegração das Sorores
(assim são chamadas, também, as mulheres no rito) no mesmo Templo.
Isto foi conseguido, mas com toda a desarmonia gerada pelo Chevillon,
contrariando a mudança até sua morte violenta por mãos nazistas. Todas as
desavenças em torno do Ego acabaram gerando a desfiliação do Rito da
FUDOSI. Naquela época, haviam mais de uma autoridade, legalmente
constituída do rito: o Chevillon, Rombauts, Reuss, Mallinger e o Bricaud.
Muitos historiadores questionam a autoridade máxima do Rombauts, mas
isto é porque nada sabem, realmente, sobre a FUDOSI e sobre o que se
passavam nos Conclaves. Reuss transmitiu a iniciação ao Dr. Harvey que a
transmitiu a Rombauts (99°), tudo feito em conclave do rito destinado a
esta transmissão. Haviam conclaves que visavam só questões
administrativas, outros, apenas a transmissão iniciática. Um dos objetivos
da FUDOSI era que todos seus Membros tivessem o mesmo grau
iniciático, pois como a humanidade estava vivenciando um Período de
Trevas (Guerra Mundial), se membros da hierarquia passassem pela
transição, os ensinamentos não morreriam com eles e a Ordem ou
Sociedade iniciática poderia continuar sua missão. Certas coisas relevantes
que eram tratadas nos conclaves da FUDOSI eram difundidas pelo Dr.
Harvey na revista pública “Rosacrucian Digest” e os lances esotéricos,
nas monografias antigas da AMORC aos rosacruzes da Seção Illuminati.
Certa vez, estudando e analisando as iniciações dos Planos (após o 12GT),
percebi que aquele tipo de conhecimento iniciático transmitido pode muito
bem ter vindo de Ordens e Sociedades iniciáticas que foram filiadas a
FUDOSI. As monografias dos Planos, foram criadas pelo Imperator Ralph
Lewis, com o propósito de revisão dos temas abordados na Seção
Illuminati e ele pode ter utilizado algum material da FUDOSI (que,
certamente, passaram a integrar o acervo de arquivos da AMORC) para
criar as iniciações que antecediam o estudo das monografias dos Planos.
Estou pensando em fundar a FUDEUSE – Federação Universal Do
Extremo Universo Supremo Esotérico. Ela terá como Ordem Interna a
😄
AMOP, onde será transmitido aos Kadesh Gourmet (Eleitos) o segredo de
como fazer lasanha de camarão ao molho Shoyo.