O delineamento experimental foi de Blocos Completos Causalizados (DBCC), em esquema factorial
3x2, sendo o primeiro factor representado por adubação com três fontes diferentes (Casca de
castanha de caju, Biocarvão e amónia) e outro factor composto por duas variedades (Baba de
verão manteiga e Rafaela americana). O tratamento de amónia serviu como testemunha por ser
mais utilizada pela maioria dos produtores locais. Para Casca de Castanha de Caju aplicou-se
1,65kg/parcela e um total de 9,9 kg/6parcelas, fornecendo-se 55g/planta. Para cinza da madeira
vegetal aplicou-se 4,4 kg/parcela e um total de 26,4 kg/6parcelas, cada recebendo 0,146kg. A
aplicação da amónia usou-se uma tampa de refresco tal como tem-se feito pela maioria dos
produtores locais, neste sentido serviu de Controlo. O ensaio teve três blocos (3), e cada bloco teve
seis (6) parcelas para cada, com um total de 18 parcelas em todo campo. Cada parcela tinha 30
plantas, totalizando 540 plantas em toda área útil do ensaio. O estudo teve uma área total de 103.74
m2 (24.7 m x 4.2 m) com uma área útil de 29.64m2. Para a análise estatística dos dados foi usado o
pacote estatístico Sisvar, onde foram avaliados os seguintes parâmetros: Comprimento da folha;
Número de folhas; Peso e rendimento de folhas. A variedade Baba do verão obteve maior
rendimento com 1.93 ton/ha e a variedade Rafaela americana obteve baixo rendimento com 1.89
ton/ha. A aplicação de Casca da castanha de caju proporcionou maior produtividade com 2.39
ton/há, seguida pelo carvão vegetal com 1.55 ton/há e a amónia proporcionou o rendimento médio
mais baixo com 1.14 ton/ha.