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Introdução ao Software R para Estatística

O documento apresenta uma introdução ao software R, destacando suas características, vantagens e desvantagens. Além disso, aborda a instalação, uso básico, funções, variáveis, pacotes e importação de dados, enfatizando a importância do conhecimento prévio em estatística para sua utilização eficaz. O R é um software livre amplamente utilizado por estatísticos, com uma comunidade ativa que contribui para seu desenvolvimento.

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lucianbejan
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Introdução ao Software R para Estatística

O documento apresenta uma introdução ao software R, destacando suas características, vantagens e desvantagens. Além disso, aborda a instalação, uso básico, funções, variáveis, pacotes e importação de dados, enfatizando a importância do conhecimento prévio em estatística para sua utilização eficaz. O R é um software livre amplamente utilizado por estatísticos, com uma comunidade ativa que contribui para seu desenvolvimento.

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UFRPE

PPGBEA
Introdução ao Software
Alysson Lívio
alyssonx@[Link]

LATEX

Capítulo 1
Introdução

1.1 O que é o ?

Costumamos dizer que é um programa para estatísticos. Diferente de outros softwares que apre-
sentam uma variedade de resultados após a solicitação de uma análise, o armazena os resultados
e apresenta apenas o que é solicitado. Por isso o conhecimento prévio de estatística é tão importante
para seu uso. É um software livre baseado na linguagem S e S-Plus. Foi introduzido em 1996 por R.
Ihaka e R. Gentleman e ganhou muitos usuários e contribuintes que continuam até hoje desenvolvendo
e aprimorando o . Essas contribuições são um dos motivos que fazem o ser popular, porque
com o podemos fazer praticamente tudo. Caso o usuário precise de alguma ferramenta diferente,
que não esteja no pacote básico do , basta instalar um pacote que contenha essa ferramenta e
pronto.

Vantagens do R

ˆ É gratuito e funciona no LINUX, Windows e Macintosh.

ˆ Excelente capacidades grácas.

ˆ Sistema de ajuda eciente e muitos guias na Internet.

ˆ Linguagem fácil de aprender e que pode ser bem desenvolvida por programadores.

Desvantagens do R

ˆ Interface não é amigável.

ˆ Não tem suporte comercial.

ˆ É uma linguagem de programação, o que gera rejeição.

ˆ É em inglês.

1
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO 2

1.2 Instalação

O pode ser baixado no site [Link]. Veja que a versão atual a esse texto é a 3.6.3,
como o programa é atualizado constantemente, pode não ser a versão que você vai baixar. Observe
os passos para download:

1.3 Usando o

1.3.1 Usando o como calculadora

Para nos acostumarmos com o ambiente , vamos primeiro usa-lo como calculadora. Tente algumas
operações básicas como adição, subtração, multiplicação e divisão: 2+3 2-3 2*3 12/3
Em sua tela, será alguma coisa como:

Veja que limpamos o texto de apresentação do . Podemos fazer isso usando o comando
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO 3

de teclado Ctrl+l ou clicando em Editar ⇒ Limpar o console. Observe também que após cada
resultado aparece o texto [1], que se refere a posição dos valores do resultado (assim aquele é o
primeiro resultado). Caso digite o comando letters, você vai observar que a segunda linha vai me
dar a posição da primeira letra que aparece na segunda linha.

Assim, a letra t está na posição [20] das respostas (letras diferentes darão posições dife-
rentes). Não use o console do maximizado.

1.4 Editor ou script

A partir de agora não usaremos mais o console do . Usaremos um "bloco de notas"chamado script
para realizar todos os comandos. Essa ferramente é importante pois facilita a edição de comandos
longos, como os das análises estatísticas. Clique em Arquivo ⇒ Novo script. Digite novamente os
comandos anteriores no script e perceba que os comandos não são executados no console quando
você digita Enter. Para executar uma linha de comandos, basta selecionar o que você quer executar
e clicar em "Ctrl+r"ou "F5"no seu teclado. Seus resultados terão eram essa cara:

1.5 Funções, argumentos e ajuda

O possui uma lista longa de funções matemáticas, estatísticas, grácas e etc. Para testar, vamos
ver as funções de raiz quadrada e logaritmo. Teste:

sqrt(4)
log(8)

Observe que a função log está na base 𝑒 (qual deve ser o valor de potência na base com
número de Euler para dar 8). Para alterar essa base inserimos na função um argumento. Então se
quisermos alterar para 𝑙𝑜𝑔3 8 (qual deve ser a potência que a base 3 deve ter para dar 8) escrevemos:
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO 4

log(8, base = 3)

Para descobrir quais são os argumentos de uma a função, podemos usar a ajuda do próprio
digitando ?log. Ao executar esse comando, será aberto uma página no seu navegador de internet.
Essa ajuda não necessita do acesso a internet, pois está instalado no seu computador, mas usa o seu
navegador de internet para seu acesso.
A ajuda é bem completa, porém em inglês, explicando o que é função log, quais são os
argumentos, dando bibliograa, exemplos e funções similares. Veja que a função log é denida
assim log(x, base = exp(1)), mas podemos escrever apenas o primeiro argumento como no nosso
exemplo anterior log(8). O segundo argumento possui um valor padrão, ou seja, se este argumento
não for alterado, ele terá um valor pré-denido.

1.6 Variáveis e Ob jetos

Frequentemente é útil armazenar valores ou resultados para usos futuros em "objetos". Podemos
fazer:

x=2
x+2

Note que o diferencia x minúsculo de X maiúsculo. Então caso você queira fazer a conta
anterior usando um X ou invés de x, receberá o erro objeto ’X’ não encontrado. Aliás, esse é
uma das maiores fontes de erro dos usuários. caso receba um erro, verique também falta de ","entre
os argumentos e os parênteses abertos.

1.6.1 Tipo de variáveis

Os tipos de variáveis podem ser:

numeric Para valores numéricos como x=2


character Para texto como x="a"(todo texto deve ter aspas)
complex Para valores complexos como x=1+1i
logical Para valores verdadeiros ou falsos como x=3>1 (3 é maior q 1? Verdadeiro.)

1.6.2 Tipos de Objetos

A maneira de como armazenamos variáveis também pode variar

vector Vetores
matrix Matrizes
factor Variável categórica
data frame Tabela de dados
list Pode conter qualquer tipo de dados
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO 5

1.7 Pacotes

O possui uma lista de comandos básicos que podem ser usados assim que instalado. E a maioria
das análises básicas podem ser feitas com o pacote base de comandos do . Porém há várias
contribuições de usuários pelo mundo, que ampliam o número de análises possíveis do ou apenas
melhoram a apresentação dos resultados. A exemplo, o teste de Dunnett não existe no pacote base,
mas é possível adicioná-lo através do pacote DescTools. Há duas maneiras de instalar um pacote. A
primeira é através do menu pacotes ⇒ Instalar pacotes escolha a localização mais próxima de você
e depois escolha qual pacote você quer baixar.

A segunda é simplesmente através do comando:

[Link]("DescTools")

Perceba que ter o pacote instalado não signica que ele está ativo. Sendo assim, sempre
que você precisar usar o teste de Dunnett, será necessário que você ative o pacote DescTools usando
o comando library(DescTools). Faremos um exemplo prático mais a frente.

1.8 Digitando e importando dados

Os dados de um delineamento inteiramente casualizado, (DIC) balanceado com um só fator, são


costumeiramente digitados de forma diferente de como o e outros programas precisam para análise.
O possui uma interface própria para digitar dados, porém a praticidade de usar uma planilha
eletrônica nos leva a digitar os dados fora do . Aqui vamos usar o LibreOce Calc, uma planilha
eletrônica similar ao Excel, porém livre e gratuita. )[Link] Vamos usar o
exemplo:
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO 6

Exemplo 1 A imobilização por drogas do veado Como é digitado


selvagem de cauda branca fornece aos pesquisa- Tempo Anestesia
dores a oportunidade de examinar esse animal de 11 A
perto e reunir informações siológicas valiosas. A 5 A
imobilização, nesse caso é denida como um ponto 14 A
em que o animal não tem controle muscular su- 7 A
ciente para se manter em pé. 30 veados macho 10 A
de cauda branca foram atribuídos aleatoriamente 7 A
para cada um dos 3 tratamentos. O conjunto A 23 A
recebeu 5mg de cloreto de succinilcolina (SSC); 4 A
o conjunto B recebeu 8mg de SSC em pó; e o 11 A
conjunto C recebeu 200mg de hidrocloreto de fe- 11 A
nilciclidina. Os tempos de anestesia em minutos 10 B
foram registrados a seguir. OBS.: Caso queira 7 B
copiar e colar os dados deste material, após co- 16 B
piar os dados aqui e colar na sua planilha, vá na 7 B
aba Dados ⇒ Texto para colunas e clique em Se- 7 B
parar por Espaço. 5 B
10 B
10 B
Como é apresentado 6 B
A B C 12 B
11 10 4 4 C
5 7 4 4 C
14 16 6 6 C
7 7 3 3 C
10 7 5 5 C
7 5 6 6 C
23 10 8 8 C
4 10 3 3 C
11 6 7 7 C
11 12 3 3 C
Após digitar os dados corretamente na sua planilha, devemos importar esses dados para o
. Há varias maneiras de fazer essa importação. A mais usada é salvar os dados em um bloco de
notas (arquivo .txt) e usar o comando:

dados=[Link]([Link](),head=TRUE,dec=",")

Nesse comando estou chamando minha tabela de dados de dados. Você pode chamar do que
você quiser, mas lembre-se de fazer a mesma alteração no resto desse material. Os três argumentos
do comando [Link] são muito importantes. O primeiro me diz pra abrir um explorador de ar-
quivos pra encontrar seus dados, caso contrário você teria que descrever exatamente qual o endereço
do arquivo no seu computador. O segundo argumento avisa que a primeira linha dos seus dados
se refere ao nome da variável e não a um valor. E o último avisa que os dados usam virgula como
separador decimal, diferente do ponto usado nos EUA. Atualmente estou usando o comando abaixo
que avisa ao que eu quero importar os dados que estão no "Ctrl+c"do computador. Assim não
preciso criar um novo arquivo ".txt"ou importar um pacote que faça a leitura direto de um arquivo
xls. Basta copiar os dados que você quer exportar e executar o comando abaixo.

dados=[Link]("clipboard",head=TRUE,dec=",")

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