Século XXI
Quatro imagens previstas
do buraco negro M87* feitas por equipes separadas na colaboração Event Horizon
Telescope
Durante a primeira metade do século XXI, foram realizados vários desenvolvimentos
científicos importantes. O Projeto Genoma Humano, por exemplo, foi concluído em
2003 com a identificação e mapeamento de todos os genes do genoma humano.[139] As
primeiras células-tronco humanas pluripotentes induzidas foram produzidas em 2006,
permitindo que células adultas fossem transformadas em células-tronco e se
transformassem em qualquer tipo de célula encontrada no corpo humano.[140] Com a
confirmação da descoberta do bóson de Higgs em 2013, foi encontrada a última
partícula prevista pelo Modelo Padrão da física de partículas, um grande avaço
científico para a área.[141] Em 2015, foram observadas pela primeira vez ondas
gravitacionais, que foram previstas pela relatividade geral um século antes.[142][143] Em
2019, a colaboração internacional Event Horizon Telescope apresentou a primeira
imagem direta do disco de acreção de um buraco negro.[144]
Ramos
Ver artigo principal: Ramos da ciência
Geralmente, a ciência moderna é dividida em três ramos principais: ciências
naturais, ciências sociais e ciências formais.[3] Cada um destes ramos compreende
várias disciplinas científicas especializadas, mas sobrepostas, que muitas vezes
possuem sua própria nomenclatura e especialização.[145] Tanto as ciências naturais
como as sociais são ciências empíricas,[146] pois o seu conhecimento é baseado
em observações empíricas e pode ser testado quanto à sua validade por meio de
outros pesquisadores que trabalham nas mesmas condições.[147]
Ciências naturais
Ver artigo principal: Ciências naturais
As ciências naturais são o estudo do mundo físico e podem ser divididas em dois ramos
principais: ciências da vida e ciências físicas. Esses dois ramos, por sua vez, também
podem ser divididos em disciplinas mais especializadas. Por exemplo, a ciência física
pode ser subdividida em física, química, astronomia e ciências da terra. A ciência
natural moderna é a sucessora da filosofia natural que começou na Grécia Antiga. Os
filósofos Galileu, Descartes, Bacon e Newton debateram os benefícios de usar
abordagens mais matemáticas e experimentais de forma metódica. Ainda assim,
perspectivas, conjecturas e pressupostos filosóficos, muitas vezes esquecidos,
continuam necessários nas ciências naturais.[148] A coleta sistemática de dados sucedeu
a história natural, que surgiu durante o século XVI ao descrever e classificar plantas,
animais, minerais, etc.[149] Atualmente, a “história natural” sugere descrições
observacionais destinadas ao público popular.[150]
Ciências sociais
Ver artigo principal: Ciências sociais
Curva de oferta e demanda na economia,
cruzando no equilíbrio ideal
O estudo do comportamento humano e do funcionamento das sociedades é realizado
pelas ciências sociais,[4][5] que possuem muitas disciplinas que
incluem antropologia, economia, história, geografia humana, ciência
política, psicologia e sociologia.[4] Nas ciências sociais, existem muitas perspectivas
teóricas concorrentes, muitas das quais são estendidas através de programas de
pesquisa concorrentes, como os funcionalistas, os teóricos do conflito e
os interacionistas na sociologia.[4] Devido às limitações da condução de experimentos
controlados envolvendo grandes grupos de indivíduos ou situações complexas, os
cientistas sociais podem adotar outros métodos de pesquisa como o método
histórico, casos de estudo e estudos interculturais. Além disso, se houver informação
quantitativa disponível, os cientistas sociais podem confiar em abordagens estatísticas
para compreender melhor as relações e processos sociais.[4]