Prólogo/cena 1
Narrador: Há muito tempo houve uma guerra entre poderosos Reis, uma guerra que
decidiria o futuro daqueles que estavam ali.
(Cena de luta rolando ao fundo)
Narrador: (...) E quando finalmente um chegou à vitória, (Facada no Rei Hamlet.) o
futuro estava decidido.
ATO 1:
(INVERNO)
(Guarda)Marcelo: Bem-vindo Bernardo!
(Guarda)Bernardo: É Horácio que chega ali?
(Guarda)Marcelo: Uma parte dele (Horácio treme de frio).
(Guarda)Bernardo: Bem-vindo Marcelo e bem-vindo Horácio,
(Guarda)Marcelo: Ocorreu essa noite novamente?
(Guarda)Bernardo: Ainda não vi nada.
(Guarda)Marcelo: Horácio diz que tudo passa de nossa imaginação, então o trouxe para
quando aparecer comprovarmos a verdade.
Horácio: Bem, deixaremos Bernardo contar como foi...
(Guarda) Bernardo: Bom, estávamos eu e Marcelo...
(Fantasma aparece atrás dos 3 homens.)
(Guarda) Marcelo: VEJAM! AQUI ESTÁ ELE!
(Guarda) Bernardo: Veja, Horácio não é parecido com o falecido Rei Hamlet?
(Guarda)Marcelo: Fale com ele para saber o porquê dessa aparição. Vamos.
Horácio: Ó Rei, o que lhe traz aqui.
(O fantasma vai embora.)
Horácio: Calma, não! Não vá!
Gertrudes: Meu filho não fique assim, tudo um dia tem um fim, seja bom ou ruim.
Cláudio: Porque meu sobrinho, meu filho.... As nuvens pesadas lhe acompanham em
sua face.
Hamlet: Não está só na face, mas em mim também.
Cláudio: Hamlet deve saber que teu pai perdeu um pai, assim como o pai de seu pai
perdeu um pai. É algo natural perder os pais. Só lhe peço para que me veja como um
pai.
(Hamlet está com uma expressão tristonha, nega com sua cabeça.)
Cláudio: Venha, minha senhora.
(Gertrudes e Cláudio saem de cena.)
(Horácio entra em cena)
Hamlet: Horácio! Fico feliz em vê-lo, amigo.
Horácio: O seu mero servo também fica, senhor.
Hamlet: Mas a que assuntos o traz de Elsinore?
Horácio: Meu senhor, vim atender aos funerais de seu pai.
Hamlet: Achei que havia vindo pelo casamento de minha mãe.
Horácio: Não meu Rei, mas espero que você venha comigo, o seu pai o quer ver.
Hamlet: Eu sinto meu pai perto.
Horácio: Sério?! Perto onde?
(Horácio procura o fantasma em volta deles.)
Hamlet: Nos meus pensamentos.
Horácio: Meu Rei, vimos há duas noites uma aparição de seu pai em Elsinore, precisa
ver.
Hamlet: Claro, eu iRei.
(Mudança de local, Elsinore.)
Hamlet: Que frio de doer os ossos, Horácio.
Horácio: Ele apareceu ontem nesse mesmo horário.
(O fantasma do Rei Hamlet aparece.)
Horácio: Olhe, meu senhor!
Hamlet: Seja o espírito santo ou divindade, mas, meu senhor, a que devo a honra de
sua aparição aqui meu pai. Não me deixe explodir de dúvida e me conte senhor, o que
queres falar.
(O fantasma sai correndo para longe (porta da sala) e Hamlet vai atrás dele, deixando
Horácio para trás.)
(Horácio sai de cena.)
Fantasma do Rei: Ouve e não temas o que eu lhe diRei.
Hamlet: Fale, pois estou pronto para ouvir.
Fantasma Rei: Eu sou o espírito do seu pai e vim lhe explicar a minha morte em
símbolo de vingança. Para que você possa vingar o assassinato do seu pai.
Hamlet: Assassinato?!
Fantasma do Rei: Sim, o mais horrível é detestável de todos.
Hamlet: Apressa-te, me conte, pois, eu faRei sua vingança.
Fantasma do Rei: Eu estava no jardim adormecido quando seu tio tirou sorrateiramente
um frasco e conseguiu me envenenar pelo ouvido. Foi assim que pela mão de meu
irmão morri da forma mais profunda de pecado. Minha hora de aproxima, adieu,
Hamlet. Lembre-se de mim.
(Fantasma desaparece.)
Hamlet: Como poderia me esquecer de ti?! Sim, enquanto houver memória nessa
conturbada caixa. Agora apagaRei de minhas memórias as belas frases e me
consumiRei em pensamentos sangrentos, ou nada valerá!
(Horácio entra em cena, correndo para Hamlet.)
Horácio: Meu senhor, meu senhor... Como foi?
Hamlet: Maravilhoso
Horácio: Ótimo, me conte tudo.
Hamlet: o fantasma me fez uma proposta e eu a aceitei. Agora você terá que jurar a
mim sua lealdade ou não andaras mais comigo.
Horácio: Está bem, meu senhor, eu juro.
ATO 2:
(Casa de Polônio)
Polônio: E do que se trata minha filha? Como aquele homem pôde lhe deixar tão
perturbada?
Ofélia: Meu pai, à noite, Hamlet entrou em meus aposentos, deprimido e pálido. Fitou
meu rosto como se fosse desenhá-lo. Então em seguida, deu um suspiro e se retirou.
Polônio: Talvez... Louco por seu amor?
Ofélia: Não sei, meu pai, mas estou realmente com medo.
Polônio: Devo falar com o Rei... Isso é de fato a febre do amor. Você disse algo que lhe
reprovasse recentemente?
Ofélia: Não! Fiz como o senhor mandou, ignoRei suas cartas e minha companhia.
Polônio: Devo ir atrás do Rei imediatamente! Lamento ter julgado tão mal.
(Polônio sai andando e Ofélia sai de cena.)
(Rei, Rainha, Rosencrantz e Guildenstern entram em cena.)
Gertrudes: Bem-vindos, Rosencrantz e Guildenstern! Fico tão feliz que estejam aqui.
Hamlet anda tão distante após a morte do Rei. Meus bons cavalheiros, não há mais
ninguém com que ele se afeiçoe mais.
Cláudio: O garoto está completamente alienado, vago... Não imagino ninguém mais
capaz que ambos, que cresceram com ele; busquem saber e nos tragam qualquer
conhecimento do que o aflige. Qualquer descoberta será muito bem remediada.
Rosencrantz: Vossa majestade, estamos às suas ordens.
Guildenstern: Será um prazer servi-los.
(Polônio entra em cena.)
Polônio: Meu Rei! CReio que sei o que tanto causa a loucura do príncipe. Ele está louco,
realmente louco. Louco da maior loucura. Amor. Eu tenho uma filha, e por dever ela
me trouxe os assédios do príncipe. Eu, firmemente a proibi de quaisquer contatos com
ele. Daí surge a tristeza, a fraqueza e a apatia, e, por esse declínio, a loucura.
Cláudio: Isso é deveras maravilhoso, mas como poderíamos provar?
(Hamlet passa lendo.)
Polônio: Tenho certeza de minhas conclusões. Juro, que se não estiver correto sob
minhas suposições, deixo-lhe meu cargo de conselheiro e viro um nobre camponês.
ProvaRei logo! Principe, príncipe Hamlet! (Hamlet e abordado por Polônio enquanto
passa. Rainha e Rei saem da cena.) O que anda lendo, meu senhor?
Hamlet: Palavras... Palavras... Palavras...
Polônio: Tão engenhosas são suas respostas... Senhor, teRei que me retirar de tua
presença.
(Rosencrantz e Guildenstern entram em cena.)
Rosencrantz: Hamlet!
Guildenstern: Excelentíssimo senhor!
Hamlet: Velhos amigos, como têm passado?
Guildenstern: Felizes.
Rosencrantz: Como as criaturas mais comuns da terra!
(Eles riem, Polônio entra.)
Polônio: Senhor, os atores chegaram.
Hamlet: Polônio! Trate-os bem.
Polônio: Sem dúvidas, meu senhor, os acomodaRei muito bem.
(Hamlet segura a gola de Polônio)
Hamlet: PELO AMOR DE DEUS, HOMEM! Trate-os MELHOR! A peça é a coisa com a qual
apanhaRei a consciência do Rei.
ATO 3: Ofélia tem seu coração partido.
(Rei, Rainha, Polônio e Ofélia entram em cena.)
Gertrudes: Bela Ofélia, espero que suas belas feições sejam realmente a causa da
insanidade de Hamlet.
Ofélia: Desejo o mesmo, majestade.
Polônio: Ouço ele! Ofélia, caminhe com este livro. Meu Rei, vamos nos esconder.
(Cláudio e Polônio “entram no armário” (Saem pra fora da sala) Hamlet caminha.)
Hamlet: Oh! Bela Ofélia, que em suas orações meus pecados sejam lembrados. Você é
honesta?
Ofélia: Meu senhor?...
Hamlet: Você é virtuosa?
Ofélia: O que queres dizer com isso, senhor?!
Hamlet: Eu realmente à amei, certa vez. Mas não devia deixar-se acreditar em mim,
pois não a amei.
Ofélia: Então me deixei enganar completamente.
Hamlet: Onde está seu pai?
Ofélia: Em casa, senhor.
Hamlet: Que as portas se fechem atrás dele e ele não banque o tolo em qualquer outro
lugar além de sua própria casa. Adeus, Ninfa!
(Hamlet e Ofélia saem de cena. Cláudio e Polônio entram)
Cláudio: “Amor”?! Isto não é amor. Há algo na alma do príncipe... Ele deverá ser
enviado prontamente para a Inglaterra. Os diferentes mares e campos deverão expelir
essa matéria pesada assentada em seu coração.
Polônio: Isso irá lhe fazer bem, mas, se meu, senhor acha adequado, nesta noite após a
peça, deixemos a rainha falar com ele a sós; deixe-a questioná-lo diretamente sobre o
que o aflige; eu estaRei escondido para ouvir a conversa deles.
Claúdio: Que assim seja.
(Mudança de cena, Horácio e Hamlet entram em cena.)
Hamlet: Aí está Horácio!
Horácio: Às tuas ordens, meu senhor.
Hamlet: Logo a peça irá começar. Eu peço a você que fique de olho em meu tio, eu
mesmo não tiraRei meus olhos dele, depois, compararemos nossas impressões sobre o
que vermos.
(Quebra de tempo, definida como será feita pelos atores. Peça termina. (Ofélia,
Polônio, Cláudio, Gertrudes, Hamlet e Horácio entram em cena.)
Hamlet: Senhora, o que achou da peça?
Gertrudes: Achei que a dama reclama demais.
Cláudio: Como se chama a peça?
Hamlet: “A ratoeira”. Ela mostra um assassinato ocorrido em... Viena. Uma obra
vagabunda, mas e daí? Ao Rei e a nós que somos almas livres, ela não pode atingir.
(Cláudio começa a empurrar todos em sua frente, apressado e assustado. Gertrudes
segue-o)
Cláudio: Abram caminho, eu quero ar.
(Cláudio sai de cena.)
(Todos que não tem falas abaixo conversam num tom inaudível.)
Ofélia: O Rei se retira.
Hamlet: Assustado por fogos de artificio! Ah, Horácio, agora eu acredito na palavra do
fantasma. Você vê?!
Horácio: Claramente, meu senhor!
Hamlet: O medo do Rei sob a peça talvez seja porque na verdade lhe é muito familiar.
Polônio: Meu senhor! A rainha deseja falar-te imediatamente.
Hamlet: Chega a hora assombrada da noite, quando cemitérios bocejam para o
mundo! Eu poderia agora beber sangue quente, e fazer coisas tão abomináveis que o
dia estremeceria ao olhá-las. Mas calma! Agora iremos à minha mãe... Ô, coração, não
perca tua natureza: Deixa-me ser cruel, mas não desnaturado! Que eu cuspa adagas
dela, mas não use nenhuma.
(Troca de cena. Hamlet e Polônio saem de cena. Claúdio, Rosencrantz e Guildenstern
entram em cena.)
Cláudio: Não é seguro deixar toda essa loucura à solta! Eu despachaRei ordens, e ele irá
para a Inglaterra junto a vocês. O príncipe representa uma ameaça para o nosso Reino.
Eu lhes suplico para que essa imediata viagem, pois com ela conteremos esse temor
que agora corre à volta livremente.
Rosencrantz e Guildenstern: Nós nos apressaremos.
(Rosencrantz e Guildenstern saem de cena.)
Cláudio: Ah, meu crime é tão podre que fede até os céus. O assassinato de um irmão....
Ele traz a maldição mais antiga de todas. Eu não consigo rezar! Anjos, me ajudem!
(Mudança de cena. Cláudio sai de cena. Gertrudes e Hamlet entram em cena.)
(Ator(a) de Polônio estará atrás da cortina (porta) aguardando sua aparição.)
Hamlet: Então, minha mãe, qual é o assunto?
Gertrudes: Hamlet, ofendeste demais teu pai.
Hamlet: Mãe, tu é que ofendeste meu pai.
Gertrudes: Vê, vê como respondeste com uma língua ferina!
Hamlet: Olha, olha, tu perguntas cm uma língua maligna!
Gertrudes: Hamlet! Esqueceste de quem sou?!
Hamlet: Não, tu és a rainha, a mulher do meu irmão de teu marido. E - Quem dera não
fosses - tu és minha mãe.
Gertrudes: Se é assim, vou te chamar aqueles que irás ouvir.
(Hamlet segurará o braço de Gertrudes e colocará ela numa cadeira, brutamente.
Polônio estará atrás da cortina (porta entreaberta.)
Hamlet: Vem aqui! Tu vais sentar e não sairás daqui até que eu tenha te mostrado um
espelho no qual possas ver as entranhas de teu ser.
Gertrudes: O que vais fazer?! Tu não me matarias?! Socorro! Socorro!
Polônio: Ei, alguém! Socorro, socorro.
(Hamlet vai até a cortina (porta) e esfaqueia Polônio sem ver sua face.)
Hamlet: Estás morto! Morto!
Gertrudes: O Deus... O que fizeste? Que ato impulsivo e sanguento foi esse!
Hamlet: Um ato quase tão ruim quanto matar um Rei e se casar com o irmão dele!
(Polônio morre.)
Hamlet: Idiota atrapalhado.
Gertrudes: “Quanto matar um Rei”?!... O que eu fiz para chicoteares tua língua em
palavras tão agressivas contra mim?
Hamlet: Sim, senhora, foi isso o que eu disse. Vives no fétido suor de uma cama
imunda, encharcada de corrupção, cortejando, fornicando...
Gertrudes: Não diga mais nada! Tuas palavras me ferem como punhais!
Hamlet: Esse homem é um assassino! Um vilão. Um ladrão de império que não vale a
vigésima parte de um décimo de teu falecido marido.
(Fantasma do Rei Hamlet entra em cena Atrás de Gertrudes, a frente de Hamlet.)
Gertrudes: Basta, doce Hamlet! Para o que estás a olhar?... O que se passa contigo?!
Hamlet: Não vês nada ali? Olhe para ele!
Gertrudes: Não vejo coisa alguma.
(Fantasma do Rei Hamlet vai sai de cena.)
Hamlet: Mas, olha ali! Meu pai. Lá vai ele, saindo pela porta. Confessa-te para os céus.
Evita o que está por vir.
Gertrudes: Oh, Hamlet Partes meu coração em dois.
Hamlet: Para fazer o bem, devo ser cruel. Quando a este senhor (Polônio), eu
realmente me arrependo; mas os céus o assim quiseram. Boa noite mãe. Vamos,
senhor, vou de dar-te um fim...
ATO 4:
(Cláudio lê uma carta de Hamlet. Laertes está em cena.)
Cláudio: O que significa isso... Eles voltaram da Inglaterra?! Ou tudo não passa de uma
piada...
Laertes: Eu não sei o que pensar, meu senhor, mas deixa-o vir, meu sangue ferve só de
pensar que podeRei olhar nos olhos dele e dizer que a morte de meu pai e a loucura de
minha irmã Ofélia é culpa dele.
Cláudio: A vingança não deve ter amarras. Quando Hamlet cegar, lançaRei uma aposta
entre vocês dois.
Laertes: Hamlet estará desatento. E, para esse fim, aplicaRei em minha espada um
veneno, para que apenas um arranhão da minha espada signifique a morte para ele.
Cláudio: Caso ele escape do seu golpe envenenado, quando no calor do embate,
Hamlet pedir por algo para beber, preparaRei para ele um cálice do qual um simples
gole assegurará o objetivo que buscamos.
(Quebra de tempo, definida como será feita pelos atores. Hamlet, Cláudio, Horácio,
Gertrudes e Laertes entram em cena.)
Cláudio: Se Hamlet se sair melhor que Laertes, realizando o primeiro ou segundo
toque, que a guarda lhe faça uma saudação. E eu faRei um brinde a ele, e na taça
depositaRei a pérola mais valiosa encontrada na coroa dos Reis da Dinamarca. Vamos
começar.
(Batalha de espadas. Hamlet acerta o primeiro toque em Laertes.)
Laertes: Não!
(Batalha de espadas, Hamlet acerta o segundo toque em Laertes.)
Cláudio: Teu filho irá vencer.
Gertrudes: Ele está cansado. Hamlet! Beba um gole do vinho.
Hamlet: Não me atrevo ainda a beber, senhora.
Gertrudes: Então eu bebeRei!
(Gertrudes da um gole na taça.)
Cláudio: Gertrudes, não!
(Batalha de espadas, Laertes ataca Hamlet, fazendo-o perder sua espada. Hamlet
derruba Laertes, pega sua espada e lhe faz um corte. Gertrudes cai no chão. Hamlet
corre até ela.)
Hamlet: Mãe!
Gertrudes: Não... A bebida! A bebida... Amado Hamlet, a bebida... Eu fui envenenada.
Hamlet: Vilania! Traição. Busque-se o responsável.
Laertes: Ele está aqui Hamlet! Hamlet, tu estás morto. O instrumento traiçoeiro em
suas mãos está envenenado..., mas o ato condenável voltou-se contra mim. Tua mãe!
Envenenada... É meu fim... O culpado é o Rei!
Hamlet: A ponta... Também é envenenada. Então veneno... Faça seu trabalho!
(Hamlet esfaqueia Cláudio.)
Hamlet: Maldito dinamarquês, incestuoso e assassino!
(Hamlet fica tonto e cai nos braços de Horácio. Horácio chora.)
Fortimbrás: Ele teria sido um grande Rei se tivesse tido a oportunidade. É com pesar
que aceito meu destino pois tenho alguns diReitos a reclamar neste Reino, o que agora
as circunstancias se tornam oportuno.
Horácio: Mas, quem é ti?
Fortimbrás: Antigo príncipe Fortimbrás, agora, atual Rei da Dinamarca.
FIM.