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História e Estrutura do Império Inca

O Dossiê Político sobre o Império Inca aborda a história da civilização andina, destacando sua organização social, econômica e política. A sociedade era estruturada em ayllus, com um sistema hierárquico e um chefe chamado kuraka, responsável pela distribuição de terras e organização do trabalho. O documento também menciona o primeiro contato com os espanhóis e a modernização do estado Inca.
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História e Estrutura do Império Inca

O Dossiê Político sobre o Império Inca aborda a história da civilização andina, destacando sua organização social, econômica e política. A sociedade era estruturada em ayllus, com um sistema hierárquico e um chefe chamado kuraka, responsável pela distribuição de terras e organização do trabalho. O documento também menciona o primeiro contato com os espanhóis e a modernização do estado Inca.
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Dossiê Político

___________________________________
Império Inca
História
Os Incas são uma civilização Andina pré-colombiana que criou o maior império em
extensão territorial da América pré-colombiana e que é atualmente o segundo maior
país em extensão territorial da américa do sul. Esse trabalho tem como objetivo
informar sobre a história Inca e vai ser dividido em duas partes:

No período pré-colombiano serão explicadas:

● Organização da Sociedade
● Economia
● Estado

revolução Inca e um breve resumo dos períodos posteriores seguindo esses assuntos:

● Primeiro contato com os espanhóis


● Modernização do estado Inca
● Diplomacia e conflitos com as potências coloniais

Organização da Sociedade
1. Ayllu, o bloco fundamental da sociedade.

Nos andes, a população vivia em vários pequenos agregados agropastoris, essas


comunidades viviam em elevadas, geralmente entre altitudes de 3600m a 3800 metros
acima do nível do mar, mas podendo se situar em altitudes de até 4200m ou acima. As
aldeias eram unidas por parentesco ou aliança de famílias e formavam o ayllu, que
embora muitas vezes unidos pelo sangue os ayllus não eram clãs nem linhagens, pois
usavam uma forma de descendência paralela.

No ayllu, o casamento era o ritual que garantia a autonomia e o reconhecimento como


membro da comunidade, o casamento era em sua maioria monogâmico embora
homens de grande status às vezes tivessem inúmeras esposas. Na comunidade, as
famílias constituintes reconheciam um chefe ou kuraka que geralmente era
descendente do fundador da comunidade, o kuraka era responsável por distribuir terras,
controlar os conflitos e organizar o trabalho comunitário.

Outro importante constitutivo do ayllus eram os wakas que eram divindades padroeiras
da comunidade, os wakas geralmente ancestrais dos kurakas, e eles residiam em
montanhas próximas em locais marcados por rochas ou árvores, os rituais funerários
envolviam o sepultamento nas fendas das montanhas que residiam seus wakas.

[2.] [Link] dos ayllus e a distribuição do poder

Entre os ayllus no território inca, havia uma relação de dominância assimétrica em que
ayllus mais fracos se submetiam a ayllus mais fortes, nessa relação a população dos
ayllus era ligada ao kuraka chefe por uma lista de deveres em que os trabalhadores
trabalhavam sob os sistemas de corveia no cultivo das terras do kuraka e na Mita que
envolvia o cuidado do rebanho do kuraka, tecelagem e servir a comunidade do Ayllu
central.

Enquanto o kuraka era servido pelo trabalho do ayllu era dele a responsabilidade da
manutenção da força de trabalho, em que para o para o trabalho agrícola se oferecia
alimentação suntuosas como carne, milho, coca, e cerveja coisas que geralmente só
eram consumidas em festividades, e para a mita além da alimentação se garantia o
alojamento, vestes e instrumentos.

Além da responsabilidade de manter a força de trabalho, o kuraka tinha como


responsabilidade a ajuda aos desamparados Waqchas, que eram viúvas, órfãos e
pobres como no caso da má colheita, situação em que o kuraka socorriam as famílias
que estavam em penúria.

Essa dinâmica se reproduzia de forma que os kurakas chefes eram unidas sob uma
hegemonia para constituir uma chefia ainda maior, em que escalonavam em diferentes
tamanhos e populações variáveis.

[3.] 3.O poder imperial

Economia
1. Os fundamentos econômicos da sociedade

Common questions

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O 'ayllu' era a unidade fundamental da sociedade inca, composta por grupos de famílias unidas por parentesco ou alianças, e muitas vezes localizadas em comunidades agropastoris nos Andes, a altitudes elevadas . A liderança do 'ayllu' ficava a cargo do 'kuraka', que era geralmente um descendente do fundador da comunidade. O 'kuraka' tinha múltiplas responsabilidades, incluindo a distribuição de terras, organização do trabalho comunitário, e resolução de conflitos. Além disso, ele fornecia assistência aos 'Waqchas' (viúvas, órfãos e pobres) durante tempos de crise, como em casos de má colheita .

Na hierarquia dos 'ayllus', o 'kuraka' atuava como líder comunal com autoridade responsável por centralizar recursos, administrar justiça, e organizar a produção econômica. Este papel possibilitava a sincronização de esforços comunitários em prol do império. O impacto disso na estrutura política incaica residia em sua capacidade de servirem como agentes locais que uniam as comunidades em um sistema maior de governança imperial .

O sistema social dos 'ayllus' contribuía significativamente para a estabilidade do Império Inca ao promover uma organização social coesa e interdependente. Cada 'ayllu' consistia de conexões sociais e econômicas fortalecidas pelo sistema de responsabilidades do 'kuraka' e pelos rituais comunitários. Essa estrutura social facilitava a integração de diversas etnias e regiões sob uma autoridade comum, promovendo a coesão e solidariedade necessárias para a continuidade e expansão do império .

Escalonar as chefias permitia uma organização hierárquica eficiente, na qual os 'kurakas' formavam uma rede de liderança que escalava conforme o tamanho e necessidade populacional. Essa organização reduzia o potencial de conflitos internos, facilitando a administração de territórios vastos. Também oferecia conectividade política uniforme, essencial para o controle e expansão do império, unificando assim a autoridade dos 'kurakas' sob uma liderança hegemônica maior .

O sistema de corveia e mita reforçava a estrutura socioeconômica inca ao estabelecer uma base de trabalho estruturada mediante deveres obrigacionais. Os trabalhadores eram mobilizados para a agricultura e serviços essenciais, recebendo sustento e proteção social em troca de seu trabalho. Isso garantia uma produção contínua e ordem social, contribuindo tanto para a subsistência das comunidades como para as reservas do império .

A economia da sociedade inca baseava-se principalmente na agricultura e na pecuária em comunidades agropastoris. O sistema de corveia e a mita eram essenciais para a produção e manutenção da sociedade, sustentando não apenas as necessidades básicas das comunidades, mas também possibilitando a realização de trabalhos para as elites da sociedade .

O 'kuraka' mantinha a lealdade e suporte das comunidades através de uma gestão equilibrada da distribuição de recursos e responsabilidades. Proporcionando alimentação substancial — carne, milho, coca, e cerveja — durante o trabalho agrícola e garantindo vestimentas e hospedagem para a 'mita'. Além disso, em momentos de crise, como má colheita, o 'kuraka' assistia as famílias necessitadas, criando um laço de dependência e respeito .

Os 'wakas' eram considerados divindades padroeiras dentro dos 'ayllus', geralmente associadas aos ancestrais dos 'kurakas'. Eles residiam em montanhas próximas a onde as comunidades viviam, sendo seus locais identificados por características naturais como rochas ou árvores. Os rituais funerários, por exemplo, envolviam sepulturas nas fendas das montanhas onde os 'wakas' estavam .

Na sociedade incaica, havia uma relação assimétrica de dominância entre 'ayllus', onde ayllus mais fracos subjugavam-se aos mais fortes. Essa relação era mediada por um sistema de deveres vinculados ao trabalho, como a corveia e a mita, onde os trabalhadores serviam nas terras do 'kuraka'. O 'kuraka' era responsável por fornecer alimentação e suporte aos trabalhadores e às famílias em situação de necessidade .

Para ser reconhecido como membro da comunidade dentro dos 'ayllus', o casamento era um ritual fundamental. Este ato não apenas garantiu autonomia pessoal, mas também integrou o indivíduo oficialmente à sociedade, sendo essencial para a manutenção da estrutura social do 'ayllu', que geralmente era monogâmica. Mais raramente, homens de grande status social podiam ter várias esposas .

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