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Carga Tributária e Desempenho das PMEs em Tete

Este projeto de monografia analisa a influência da carga tributária ISPC no desempenho financeiro das PMEs em Tete, Moçambique, entre 2021 e 2024. A pesquisa busca entender como a fiscalidade afeta a liquidez, rentabilidade e solvência dessas empresas, considerando as reformas tributárias recentes e o contexto econômico local. O estudo é relevante para a formulação de políticas públicas que promovam um ambiente empresarial mais justo e sustentável.

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Carga Tributária e Desempenho das PMEs em Tete

Este projeto de monografia analisa a influência da carga tributária ISPC no desempenho financeiro das PMEs em Tete, Moçambique, entre 2021 e 2024. A pesquisa busca entender como a fiscalidade afeta a liquidez, rentabilidade e solvência dessas empresas, considerando as reformas tributárias recentes e o contexto econômico local. O estudo é relevante para a formulação de políticas públicas que promovam um ambiente empresarial mais justo e sustentável.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Faculdade de Gestão dos Recursos Naturais e Mineralogia


Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Influência da carga tributária ISPC no desempenho


financeiro das PMEs em Tete (2021-2024)

De
MARIA IONA FUMULANE

TETE
JULHO DE 2025
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Faculdade de Gestão dos Recursos Naturais e Mineralogia

PROJECTO DE MONOGRAFIA

Influência da carga tributária ISPC no desempenho


financeiro das PMEs em Tete (2021-2024)

De
MARIA IONA FUMULANE

Pré-projecto da cadeira de seminário apresentada como exigência parcial


para a obtenção do grau académico de Licenciatura em Contabilidade e
Auditoria à Comissão Julgadora da Faculdade de Gestão dos Recursos
Naturais e Mineralogia da Universidade Católica de Moçambique, sob
supervisão da Mestre Anussa [Link] /Mestre Ferroz Mussa

TETE
JULHO DE 2025
Índice
CAPITULO I: INTRODUÇÃO...................................................................................................1

1.1. Contextualização..........................................................................................................1

1.2. Justificativa..................................................................................................................2

1.3. Objectivos....................................................................................................................4

1.4. Definição do Problema.................................................................................................4

1.5. Pergunta de pesquisa....................................................................................................5

1.6. Delimitação..................................................................................................................5

1.7. Limitação de estudo......................................................................................................6


CAPITULO I: INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização
As Pequenas e Médias Empresas (PMEs) são reconhecidas mundialmente como
vectores fundamentais de inovação, geração de emprego e estímulo ao desenvolvimento
regional. Segundo o relatório do Banco Mundial (2020), em economias emergentes as
PMEs representam até 60% do Produto Interno Bruto e 70% dos postos de trabalho
formais, exercendo papel vital na redução das desigualdades socioeconômicas e na
promoção de cadeias produtivas locais. Em Moçambique, essa importância torna-se
ainda mais pronunciada: estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE, 2021)
indicam que 98% das empresas formalmente registadas classificam-se como micro,
pequenas ou médias, sendo responsáveis por cerca de 45% do emprego no setor formal
e por parcela significativa da arrecadação tributária.

Entretanto, o ambiente de negócios moçambicano apresenta desafios estruturais que


afetam diretamente a performance dessas organizações. Dentre tais desafios, a
fiscalidade se destaca como um elemento de dupla face ao mesmo tempo em que
constitui fonte essencial de recursos para o Estado necessários para financiar serviços
públicos e investimentos em infraestrutura pode, em certas circunstâncias, representar
obstáculo ao crescimento empresarial. A carga tributária efetiva, caracterizada pela
somatória de impostos diretos (como o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas
Coletivas – IRPC) e indiretos (Imposto sobre o Valor Acrescentado – IVA), alia-se a
obrigações acessórias complexas, prazos de cumprimento rígidos e custos de
conformidade elevados. A incapacidade de muitas PMEs de internalizar sistemas
contabilísticos robustos e de contar com mão-de-obra especializada em matéria fiscal
agrava essa situação, pressionando margens de lucro e reduzindo o espaço financeiro
para reinvestimento (Nhantumbo, 2018; Muthemba, 2019).

No período de 2015 a 2023, o governo moçambicano implementou um conjunto de


reformas tributárias que visaram, em tese, modernizar a administração fiscal e ampliar a
base de contribuintes. Entre as principais medidas, destacam-se a digitalização do
processo de facturação (e-Tax), a revisão do regime simplificado de tributação (ISPC)
para pequenos contribuintes, e o fortalecimento dos mecanismos de auditoria eletrónica
na Autoridade Tributária de Moçambique (ATM). Tais iniciativas foram motivadas pela

1
necessidade de reduzir a evasão fiscal e de captar maiores receitas internas, em um
contexto de declínio da ajuda externa e de impactos adversos advindos da crise cambial
de 2016 e da pandemia de COVID-19 (Banco Mundial, 2020). Porém, ainda permanece
incerta a real eficácia dessas reformas no tocante ao desempenho financeiro das PMEs:
será que a modernização tecnológica e a ampliação do controlo fiscal têm gerado
redução nos custos de conformidade e maior transparência, ou se traduzem num
aumento da carga operacional e burocrática para as pequenas e médias unidades
produtivas?

Paralelamente, fatores exógenos como os conflitos armados em Cabo Delgado (a partir


de 2017) e as fragilidades na estabilidade macroeconômica criam um ambiente de
elevada volatilidade, onde as PMEs necessitam de maior capacidade de adaptação e
resiliência financeira. Em face dessas dinâmicas complexas, investigar a relação entre
fiscalidade e desempenho financeiro revela-se estratégico tanto para o avanço do
conhecimento académico quanto para a formulação de políticas públicas mais eficazes.
De um lado, esclarece-se a extensão em que tributos e obrigações acessórias afetam
indicadores-chave de saúde financeira tais como liquidez corrente, rentabilidade e
solvência e de outro, provê-se subsídios para a construção de instrumentos fiscais
proporcionais e ajustados ao porte e ao ciclo de vida das PMEs moçambicanas.

Dessa forma, a presente pesquisa situa-se na convergência entre Economia Fiscal e


Finanças Empresariais, buscando preencher lacunas metodológicas e empíricas na
literatura nacional, que ainda carece de estudos sistemáticos sobre os efeitos concretos
das reformas tributárias no desempenho das PMEs. O enfoque em indicadores
financeiros mensuráveis e a delimitação temporal (2015–2023) permitem avaliar a
evolução do sector frente às mudanças fiscais e aos choques externos, contribuindo para
o debate sobre justiça tributária, competitividade empresarial e sustentabilidade do
empreendedorismo em Moçambique.

1.2. Justificativa
a) Justificativa Pessoal

A motivação pessoal para a escolha do presente tema nasce do interesse da autora em


compreender de forma aprofundada como variáveis externas, particularmente de

2
natureza fiscal, afetam a performance financeira das Pequenas e Médias Empresas
(PMEs) no contexto moçambicano. A vivência quotidiana na cidade de Tete tem
permitido observar que muitas PMEs, apesar de apresentarem modelos de negócios
viáveis, enfrentam entraves significativos para sua consolidação, sendo a carga
tributária, especialmente no âmbito do Imposto Simplificado para Pequenos
Contribuintes (ISPC), um dos mais recorrentes.

b) Justificativa Económica

As PMEs constituem uma peça-chave da estrutura económica de Moçambique, não


apenas pelo número expressivo que representam no universo empresarial formal, mas
também pela sua contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) e para o estímulo à
atividade económica local. Na província de Tete, essas empresas assumem importância
estratégica ao gerar emprego, dinamizar o comércio e promover cadeias de valor locais.
No entanto, a carga tributária incidente sobre elas, particularmente no regime do ISPC,
pode tornar-se desproporcional, afetando a sua rentabilidade, liquidez e capacidade de
reinvestimento. A presente pesquisa pretende analisar como esse regime fiscal tem
influenciado os resultados financeiros das PMEs no período de 2021 a 2024,
permitindo, assim, evidenciar eventuais distorções económicas e orientar políticas
públicas que conciliem eficiência na arrecadação com estímulo à sustentabilidade e
competitividade empresarial.

c) Justificativa Social

No contexto social moçambicano, caracterizado por elevados níveis de desemprego,


informalidade e desigualdade de oportunidades, as PMEs desempenham um papel vital
na geração de postos de trabalho e na inclusão produtiva de jovens e mulheres. Na
cidade de Tete, essas empresas representam uma importante rede de suporte económico
para milhares de famílias. Contudo, a sobrecarga fiscal mesmo quando inserida num
regime simplificado como o ISPC pode funcionar como um fator desestimulante à
formalização, ao crescimento e à permanência dessas empresas no mercado. Assim, esta
pesquisa justifica-se socialmente ao buscar compreender se o modelo fiscal atual
contribui ou compromete a capacidade das PMEs de gerar renda estável e oportunidades
dignas. Os resultados poderão servir de base para ações governamentais mais sensíveis

3
às especificidades dos pequenos negócios e para a construção de um ambiente
empresarial mais equitativo e inclusivo.

d) Justificativa Académica

Do ponto de vista académico, este estudo visa preencher uma lacuna existente na
produção científica nacional relativamente à avaliação do impacto da carga tributária do
ISPC sobre variáveis financeiras específicas das PMEs. A maior parte das investigações
sobre fiscalidade em Moçambique trata o tema de forma genérica ou focada em grandes
contribuintes, havendo escassa literatura voltada aos pequenos negócios, sobretudo em
contextos provinciais como Tete. Além disso, poucos estudos contemplam o recorte
temporal recente (2021–2024), o qual inclui eventos com impacto relevante, como os
efeitos pós-pandemia da COVID-19, alterações legislativas no regime simplificado e
mudanças no ambiente económico nacional. Desta forma, esta pesquisa contribuirá para
o enriquecimento do debate académico nas áreas de contabilidade, finanças e políticas
públicas, com uma abordagem aplicada e contextualizada, servindo de base para futuras
investigações e intervenções institucionais.

1.3. Objectivos
1.3.1. Objetivo Geral

Analisar a influência da Carga tributaria no desempenho financeiro das Pequenas e


Médias Empresas moçambicanas.

1.3.2. Objetivos Específicos

 Descrever a influencia da carga tributaria 2021 e 2024;

 Explicar o desempenho financeiro das PMEs moçambicanas no período de 2021


a 2024

 Relacionar a influencia da fiscalidade ao desempenho financeiro das PMEs.

1.4. Definição do Problema

As Pequenas e Médias Empresas (PMEs) constituem um segmento estratégico no tecido


económico de Moçambique, representando uma fonte significativa de emprego,
4
inovação e inclusão produtiva. A sua presença é particularmente notável na cidade de
Tete, onde desempenham um papel essencial na dinamização de atividades comerciais e
na geração de renda local. Contudo, apesar do seu potencial para impulsionar o
crescimento económico sustentável, estas empresas continuam a enfrentar múltiplas
barreiras estruturais e operacionais que comprometem a sua sobrevivência e expansão.
Um dos obstáculos mais persistentes e complexos refere-se à estrutura fiscal vigente,
cujas exigências legais, administrativas e financeiras são frequentemente
desproporcionais à realidade e à capacidade destas empresas.

O sistema fiscal moçambicano, embora tenha passado por um processo de reformas


relevantes entre 2015 e 2023 – com destaque para a digitalização dos serviços, a revisão
de regimes tributários e a introdução de incentivos destinados a setores específicos –,
ainda apresenta fragilidades que impactam negativamente o setor empresarial de menor
porte. A percepção de que a carga tributária é elevada, somada à complexidade do
cumprimento das obrigações fiscais, tem gerado efeitos negativos que vão desde a
informalização até à estagnação financeira de muitas PMEs. Em muitos casos, os
encargos fiscais absorvem uma parte substancial do capital de giro dessas empresas,
limitando sua capacidade de reinvestimento, inovação e expansão, o que, por sua vez,
afeta o nível de competitividade e a sustentabilidade no médio e longo prazo.

No contexto da cidade de Tete, onde o ambiente de negócios já é marcado por desafios


relacionados à infraestrutura, acesso ao crédito e qualificação da mão de obra, a questão
fiscal assume uma dimensão ainda mais crítica. Muitos empresários locais enfrentam
dificuldades para interpretar e cumprir com as normativas fiscais, o que os expõe a
penalidades e aumenta os custos operacionais. Além disso, a rigidez na aplicação da
legislação tributária e a limitada capacidade institucional para prestar apoio efetivo aos
contribuintes agravam o cenário, criando uma relação conflituosa entre o Estado e o
setor produtivo.

Diante desse quadro, impõe-se uma reflexão aprofundada sobre o papel que a
fiscalidade tem desempenhado no desempenho financeiro das PMEs em Tete, sobretudo
no período entre 2015 e 2023. É necessário compreender se o sistema tributário, em sua
configuração atual, tem funcionado como um mecanismo de estímulo ao
desenvolvimento empresarial ou, ao contrário, como um fator de restrição ao
crescimento e à formalização. Esta problemática torna-se ainda mais pertinente num
5
contexto em que se almeja a diversificação económica e o fortalecimento do setor
privado como motor do desenvolvimento nacional.

Assim, coloca-se a necessidade de responder à seguinte questão central: de que


maneira a carga tributária tem influenciado o desempenho financeiro das
Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, tomando como referência a
realidade do município de Tete no período de 2015 a 2023?

1.5. Pergunta de pesquisa


 Como se manifesta a influência da carga tributaria sobre as PMEs
moçambicanas no período de 2015 a 2023?

 Como se caracterizou o desempenho financeiro das PMEs moçambicanas


durante o período de 2015 a 2023?

 De que forma a influência da fiscalidade está relacionada ao desempenho


financeiro das PMEs moçambicanas no período em análise?

1.6. Delimitação
a) Delimitação temática

A presente pesquisa está delimitada ao estudo da influência da fiscalidade sobre o


desempenho financeiro das Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

Ao concentrar-se na interação entre fiscalidade e desempenho financeiro, a pesquisa


busca evidenciar um dos principais fatores externos que afetam a viabilidade e o
crescimento das PMEs em Moçambique, contribuindo para o debate sobre justiça fiscal
e eficiência económica.

b) Delimitação temporal

O estudo abrangerá o período de 2021 a 2024, intervalo marcado por importantes


reformas fiscais em Moçambique, como a digitalização dos serviços da Autoridade
Tributária, a revisão do regime do ISPC, a introdução de novas obrigações fiscais
eletrónicas, bem como por eventos económicos críticos, como a crise cambial de 2016,
a pandemia da COVID-19 (2020–2021) e os seus desdobramentos na economia real.

6
O recorte temporal permite captar os efeitos cumulativos das reformas fiscais mais
recentes e de choques macroeconómicos relevantes, proporcionando uma base
comparativa consistente para avaliar a evolução do desempenho financeiro das PMEs
no contexto fiscal moçambicano.

c) Delimitação espacial

A investigação será realizada na cidade de Tete, localizada na região centro de


Moçambique. A escolha da cidade de Tete deve-se à sua relevância económica e à
diversidade do tecido empresarial local.

1.7. Limitação de estudo


Embora esta pesquisa busque contribuir significativamente para a compreensão da
relação entre carga tributaria e desempenho financeiro das Pequenas e Médias Empresas
(PMEs) moçambicanas, reconhece-se a existência de algumas limitações que podem
condicionar o alcance e a generalização dos resultados obtidos.

Em primeiro lugar, a delimitação espacial à cidade de Tete, ainda que justificada pelo
dinamismo económico local, restringe a aplicabilidade dos resultados a outras regiões
do país com contextos fiscais e empresariais distintos. Diferenças em termos de
infraestrutura tributária, práticas administrativas da Autoridade Tributária e nível de
literacia fiscal entre províncias podem influenciar significativamente a experiência das
PMEs com o sistema fiscal.

Em segundo lugar, a limitação temporal ao período de 2015 a 2023 pode não capturar
efeitos de reformas fiscais mais recentes ou mudanças estruturais pós-2023, o que
poderá exigir estudos complementares futuros para atualização das conclusões.

Além disso, o acesso a informações financeiras fidedignas constitui um desafio,


especialmente em contextos onde a informalidade ainda é elevada e os sistemas de
contabilidade das PMEs são pouco estruturados. Esse factor pode afetar a precisão na
avaliação dos indicadores de desempenho financeiro.

Por fim, a pesquisa poderá depender, em parte, de dados primários obtidos por meio de
entrevistas ou questionários, o que pode estar sujeito a vieses de percepção por parte dos
respondentes, especialmente quando se trata de temas sensíveis como carga tributária e
cumprimento fiscal.

7
CAPÍTULO II: REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Breve Introdução


Este capítulo refere-se a aspectos teóricos para fundamentar a presente pesquisa. No
entanto, faz uma revisão de aspectos ligados aos conceitos chave e traz uma reflexao e
analise de estudos anteriores realizados fora e dentro do país
2.2. Quadro conceptual

8
CAPÍTULO III : METODOLOGIA DE PESQUISA
3.1. Breve introdução
Neste capítulo iremos trazer o conjunto de procedimentos metodológicos que são
adoptados para a elaboração deste estudo, tais como tipo de pesquisa (quanto à
abordagem, quanto aos objetivos e quanto aos procedimentos), população em estudo e
participantes do estudo, instrumentos de recolha de dados e técnicas de análise de
dados.

3.2. Tipo de pesquisa

3.2.1. Quanto à abordagem

No que tange ao tipo de pesquisa, o estudo quanto a abordagem será um estudo


qualitativo. Segundo Vilelas (2009), o enfoque qualitativo é uma forma de estudo da
sociedade que se centra no modo como as pessoas interpretam e dão sentido as suas
experiências e ao mundo em que elas vivem. Gil (1996) acrescenta dizendo que a
pesquisa qualitativa fundamenta-se na discussão e correlação de dados interpessoais, na
co-participação das situações dos informantes, analisados com base na significação que
dão aos seus actos, pelo que o pesquisador participa, compreende e interpreta. É por
meio desta abordagem que conseguiremos obter informações que nos ajuda a analisar a
influência da liderança na motivação dos colaboradores da em estudo.

3.2.2. Quanto aos objectivos

O tipo de pesquisa, quanto aos objectivos será um estudo descritivo. É uma pesquisa
descritiva, pois procura descrever fenómenos que se submetem á análises, descrevendo
situações, acontecimentos feitos ou vividos (Sampieri, Collado & Lúcio, 2006).
Segundo Vilelas (2009), um estudo descritivo é aquele que ambiciona apenas obter os
parâmetros inerentes ao estudo da população, designadamente proporções, médias, etc.
Com esse tipo de estudo, a pesquisa procura analisar a estrategia de liderança
transformacional na gestão do Município X, na província de Tete, no período de 2021 a
2023.

3.2.3. Quanto aos procedimentos técnicos


Quanto aos procedimentos técnicos, a pesquisa trata se de um estudo de caso. É um
estudo de caso pois visa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma

9
determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir
o que há nela de mais essencial e característico.
O estudo de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva
interpretativa, que procura compreender como é o mundo do ponto de
vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa
simplesmente apresentar uma perspectiva global, tanto quanto
possível completa e coerente, do objecto de estudo do ponto de vista
do investigador (Fonseca, 2002, p. 33).

De acordo com Fonseca (2002), estudo de caso pode decorrer de acordo com uma
perspectiva interpretativa, que procura compreender como é que o mundo do ponto de
vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa simplesmente
apresentar uma perspectiva global, tanto quanto possível completa e coerente, do
objecto de estudo ponto de vista do investigador.
3.3. Métodos de pesquisa
A pesquisa seguirá o método indutivo. Segundo Marconi & Lakatos (2003) indução é
um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares,
suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas
partes examinadas. Para Marques, Manfroi, Castilho & Noal (2006), o método indutivo
vai-se da amostra (concreto) para o abstrato, com vistas à generalização, ou seja, vai-se
do particular para o geral. Os mesmos autores afirmam ainda que a indução percorre o
caminho inverso da dedução. Portanto, o objectivo dos argumentos indutivos é levar a
conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se
basearam.

3.4. População e Participantes do estudo


Segundo Silva (2011) a população vai ser a totalidade dos indivíduos que possuem as
mesmas características definidas para um determinado estudo. A população do nosso
estudo são todos os colaboradores da empresa. Para o estudo contara com vinte (20) que
serão os participantes de estudo dentre eles Líderes políticos locais (como o Presidente
do Conselho Municipal, 3 vereadores e 1 chefes de postos administrativo); 4 Gestores e
técnicos municipais (funcionários da administração pública local); 4 Representantes de
conselhos consultivos locais e associações comunitárias; e 7 Cidadãos residentes no
Município X com conhecimento sobre a atuação da liderança municipal entre 2021 e
2023.
Segundo Deslands & Assis (2013), participantes de estudos é um conjunto de sujeitos
pertinentes no fornecimento de informação para se chegar a conhecimento coerente.
10
Eles afirmam ainda que é um termo utilizado nas pesquisas qualitativas onde a sua
abordagem não é amostral.

3.4.1. Processo de amostragem


Quanto ao processo de amostragem, a pesquisa sera amostragem não probabilística,
nesse caso amostragem por conveniência. Segundo Carmo e Ferreira (1988, citado em
Vilelas, 2009), nas amostras não probabilísticas os vários elementos da população não
possuem a mesma probabilidade da fazer parte da amostra e por isso o investigador não
tem uma ideia do que pode introduzir nas suas apreciações. Para Marques, Manfroi,
Castilho e Noal (2006), amostra não probabilística “são compostas de forma acidental
ou intencional, os elementos não são selecionados aleatoriamente” (p. 56).

As amostras não probabilísticas mais usadas são as amostras por conveniência, por
quotas, por redes ou as intencionais (Vilelas, 2009). De acordo com Vilelas (2009),
amostra por conveniência é “também chamada por amostra acidental, é que se obtém
sem nenhum plano preconcebido, resultando as unidades escolhidas do produto das
circunstâncias” (p. 247).

3.5. Instrumentos de recolha de dados


Os Instrumentos de recolha de dados que foram usados nesta pesquisa são: o
questionário e observação participante. Segundo Marconi e Lakatos (2011),
questionário é um instrumento de colecta de dados constituída por uma série de
perguntas que devem ser respondidos por escrito e pode ser respondidos também sem a
presença do entrevistador.

No que tange a observação, o estudo será usada a observação participante. Mann (1970
citado em Marconi e Lakatos, 200).
Observação participante é uma tentativa de colocar o observador e o observado do
mesmo lado, tornando-se o observador um membro do grupo de molde a vivenciar o
que eles vivenciam e trabalhar dentro do sistema de referência deles, O observador
participante enfrenta grandes dificuldades para manter a objectividade, pelo facto de
exercer influencia no grupo, ser influenciado por antipatias ou simpatias pessoais e pelo
choque do quadro de referência entre observador e observado (p. 72).

3.6. Técnicas de análise de dados


Os dados que serão recolhidos por meio de questionário e observação participante foram
analisados por meio da estatística descritiva gráfica para dados quantitativos (dados
numéricos), onde serão apresentados os resultados em quadros e gráficos, para a sua
11
análise e interpretação dos dados quantificáveis, e para os dados não quantificáveis será
usada a análise descritiva de conteúdo, concretamente a análise temática, para poder
tirar ilações e conclusões, pois esses dados foram transformados em texto. De acordo
com Vilelas (2009), a análise de conteúdo tem sido muito usada na interpretação dos
dados das ciências humanas e sociais. Minayo (1994, citado em Vilelas, 2009, p. 333),
afirma que a análise de conteúdo “é o método mais comummente adoptado no
tratamento de dados das investigações qualitativas”.

3.7. Questões éticas


No que diz respeito às questões éticas, a pesquisa cuidará de preservar o anonimato dos
respondentes omitindo os nomes (ou seja, codificando cada respondente). A omissão
(ou codificação) foi feita colocando a letra C seguido de um número. As ideias de cada
respondente serão citadas de uma forma literal, respeitando ideias dos respondentes e as
respostas serviram apenas para fins académicos.

4. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS:

Com vista a garantir o bom desempenho na execução deste projecto de pesquisa serão
precisas as actividades no período indicado abaixo:

ACTIVIDADES MESES

1-Colecta de bibliografia, dados e material em geral; Julho/025


elaboração e submissão de pré-projecto de pesquisa.

2-Estudo do material bibliográfico; discussão com o


supervisor no alinhamento do pré-projecto de pesquisa,
versão final Julho/025

3- Inicio de Redacção de capítulos; Agosto/025

4-Reuniões com supervisor; Agosto/025

12
5-A apresentação de capítulos para análise do supervisor; Setembro/025

6-A correcção e complementação do texto; Setembro/025

7-Apresentação de versão provisória do trabalho para Outubro/025


análise do supervisor;

8-Revisão ortográfica; Novembro/025

9-Formatação final e impressão Novembro/025

10-Entrega do trabalho. Dezembro/025

4.2. Orçamento da Pesquisa


Descrição Valor estimado

Impressão e cópias do material de pesquisa 3.500.00 Mts

Comunicação 2.500.00 Mts

Encadernação 600.00 Mts

Lanches 1.000.00 Mts

Total 7.600.00 Mts

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