Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Ciências
Departamento de Matemática e Informática
Manual de Resolução
Análise Matemática II
Integral Definido e Integrais Impróprios
Guia completo para resolução das
Fichas 9-10 e 11
Autor:
Alcino Pedro
15 de maio de 2025
Universidade Eduardo Mondlane Análise Matemática II
Conteúdo
Introdução 2
1 Integral Definido 2
1.1 Definições e Conceitos Fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Propriedades do Integral Definido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.3 Integração de Funções Pares e Ímpares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.4 Valor Médio de uma Função . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.5 Técnicas de Integração para Integrais Definidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.5.1 Método de Substituição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.5.2 Integração por Partes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.6 Exemplos Resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2 Integrais Impróprios 9
2.1 Definições e Tipos de Integrais Impróprios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1.1 Integrais com Limites Infinitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1.2 Integrais com Singularidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2 Testes de Convergência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.3 Integrais de Referência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.4 Exemplos Resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Conclusão 12
Referências Bibliográficas 13
Apêndice A - Tabela de Integrais 13
Apêndice B - Respostas dos Exemplos 13
1
Universidade Eduardo Mondlane Análise Matemática II
Introdução
Este documento foi elaborado para fornecer um guia completo e detalhado sobre os conceitos e
técnicas necessários para resolver os exercícios das Fichas 9-10 (Integral Definido) e 11 (Integrais
Impróprios) da disciplina de Análise Matemática II.
O material está organizado de forma didática, com definições claras, propriedades funda-
mentais, teoremas importantes e exemplos resolvidos para facilitar a compreensão e aplicação
dos conceitos.
O objetivo é proporcionar ao estudante uma base sólida para enfrentar com confiança os
exercícios propostos nas fichas, compreendendo não apenas como resolvê-los mecanicamente,
mas também o significado e a fundamentação teórica por trás de cada resolução.
1 Integral Definido
1.1 Definições e Conceitos Fundamentais
Teorema 1.1: Definição de Integral Definido
Seja f : [a, b] → R uma função contínua em [a, b]. O integral definido de f de a até b é
denotado por:
Z b X
n
f (x) dx = lim f (x∗i )∆xi (1)
a n→∞
i=1
onde ∆xi = xi − xi−1 e x∗i ∈ [xi−1 , xi ] para cada i.
Teorema 1.2: Teorema Fundamental do Cálculo - Parte I
Se f é contínua em [a, b] e definimos a função F por:
Z x
F (x) = f (t) dt para x ∈ [a, b] (2)
a
Então F é diferenciável em (a, b) e F ′ (x) = f (x) para todo x ∈ (a, b).
Teorema 1.3: Teorema Fundamental do Cálculo - Parte II (Fórmula de
Newton-Leibniz)
Se f é contínua em [a, b] e F é uma primitiva de f em [a, b] (ou seja, F ′ (x) = f (x) para
todo x ∈ [a, b]), então:
Z b
f (x) dx = F (b) − F (a) (3)
a
2
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1.2 Propriedades do Integral Definido
Propriedade 1.1: Propriedades Básicas
Seja f e g funções contínuas em [a, b] e α, β ∈ R. Então:
Z b Z b Z b
i. Linearidade: [αf (x) + βg(x)] dx = α f (x) dx + β g(x) dx
a a a
Z b
ii. Aditividade em relação ao intervalo: Se a < c < b, então: f (x) dx =
Z c Z b a
f (x) dx + f (x) dx
a c
Z b Z a
iii. Troca de limites: f (x) dx = − f (x) dx
a b
Z b
iv. Integral de função constante: k dx = k(b − a), onde k é uma constante.
a
Propriedade 1.2: Propriedades de Comparação
Sejam f e g funções contínuas em [a, b]. Então:
Z b
i. Se f (x) ≥ 0 para todo x ∈ [a, b], então f (x) dx ≥ 0
a
Z b Z b
ii. Se f (x) ≥ g(x) para todo x ∈ [a, b], então f (x) dx ≥ g(x) dx
a a
Z b Z b
iii. f (x) dx ≤ |f (x)| dx
a a
1.3 Integração de Funções Pares e Ímpares
Teorema 1.4: Integral de Função Par
Se f é uma função contínua e par em [−a, a] (ou seja, f (−x) = f (x) para todo x ∈
[−a, a]), então: Z Z a a
f (x) dx = 2 f (x) dx (4)
−a 0
Pela definição de integral:
Z a Z 0 Z a
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx
−a −a 0
Na primeira integral, fazemos a substituição u = −x, o que implica dx = −du e quando
3
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x = −a, u = a; quando x = 0, u = 0. Assim:
Z 0 Z 0
f (x) dx = f (−u)(−du)
−a a
Z 0
= f (−u)(−1)du
a
Z 0
= −f (−u)du
a
Como f é par, temos f (−u) = f (u), logo:
Z 0 Z 0
f (x) dx = −f (u)du
−a a
Z 0
=− f (u)du
Z a a
= f (u)du
0
Portanto:
Z a Z 0 Z a
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx
−a −a
Z a Z a
0
= f (u)du + f (x) dx
Z a
0 0
=2 f (x) dx
0
Teorema 1.5: Integral de Função Ímpar
Se f é uma função contínua e ímpar em [−a, a] (ou seja, f (−x) = −f (x) para todo
x ∈ [−a, a]), então: Z a
f (x) dx = 0 (5)
−a
De forma similar à demonstração anterior, temos:
Z a Z 0 Z a
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx
−a −a 0
Na primeira integral, fazemos a substituição u = −x:
Z 0 Z 0
f (x) dx = f (−u)(−du)
−a a
Z 0
= −f (−u)du
a
4
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Como f é ímpar, temos f (−u) = −f (u), logo:
Z 0 Z 0
f (x) dx = −(−f (u))du
−a a
Z 0
= f (u)du
a
Z a
=− f (u)du
0
Portanto:
Z a Z 0 Z a
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx
−a −a
Z a Z
0
a
=− f (u)du + f (x) dx
Z a 0
Z a
0
= f (x) dx − f (x) dx
0 0
=0
1.4 Valor Médio de uma Função
Teorema 1.6: Valor Médio de uma Função
O valor médio de uma função f contínua no intervalo [a, b] é dado por:
Z b
1
fmed = f (x) dx (6)
b−a a
Teorema 1.7: Teorema do Valor Médio para Integrais
Se f e g são funções contínuas em [a, b] e g(x) ≥ 0 para todo x ∈ [a, b], então existe um
valor c ∈ [a, b] tal que:
Z b Z b
f (x)g(x) dx = f (c) g(x) dx (7)
a a
1.5 Técnicas de Integração para Integrais Definidos
1.5.1 Método de Substituição
Teorema 1.8: Integração por Substituição
Se f é contínua em [a, b] e g é uma função diferenciável com derivada contínua em [a, b],
então: Z Z
b g(b)
f (g(x))g ′ (x) dx = f (u) du (8)
a g(a)
onde u = g(x).
5
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1.5.2 Integração por Partes
Teorema 1.9: Integração por Partes
Se u e v são funções diferenciáveis com derivadas contínuas em [a, b], então:
Z b Z b
′
u(x)v (x) dx = u(x)v(x)|ba − u′ (x)v(x) dx (9)
a a
1.6 Exemplos Resolvidos
Exemplo 1.1: Verificação de Desigualdade sem Calcular o Integral
Z 4
Verificar: (x2 − 4x + 4) dx ≥ 0
0
Solução: Observamos que x2 − 4x + 4 = (x − 2)2 para todo x ∈ [0, 4].
Como (x − 2)2 ≥ 0 para todo x ∈ R, temos que f (x) = (x − 2)2 ≥ 0 para todo x ∈ [0, 4].
Z b
Pela propriedade de comparação, se f (x) ≥ 0 para todo x ∈ [a, b], então f (x) dx ≥ 0.
Z 4 a
Portanto, (x2 − 4x + 4) dx ≥ 0.
0
Exemplo 1.2: Aplicação do Teorema Fundamental do Cálculo - Parte I
Z x
1
Encontrar a derivada da função g(x) = 3
dt
1 t +1 Z x
Solução: Pelo Teorema Fundamental do Cálculo - Parte I, se g(x) = f (t) dt, então
a
g ′ (x) = f (x).
1
Neste caso, f (t) = t3 +1
e a = 1, portanto:
1
g ′ (x) =
x3 +1
6
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Exemplo 1.3: Cálculo de Integral Definido
Z 2
Calcular: (x3 − 2x) dx
−1
Solução: Primeiro, encontramos uma primitiva para f (x) = x3 − 2x:
Z
F (x) = (x3 − 2x) dx
x4
= − x2 + C
4
Aplicando a Fórmula de Newton-Leibniz:
Z 2
(x3 − 2x) dx = F (2) − F (−1)
−1
4
2 (−1)4
= −2 − 2
− (−1) 2
4 4
1
= (4 − 4) − −1
4
1
=0− −1
4
1−4
=0−
4
−3
=0−
4
3
=
4
7
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Exemplo 1.4: Função Definida por Partes
Z 2
Calcular: f (x) dx, onde
0
(
x2 , 0≤x≤1
f (x) =
2 − x, 1<x≤2
Solução: Dividimos o integral nos intervalos onde a função é definida:
Z 2 Z 1 Z 2
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx
0 0 1
Z 1 Z 2
= 2
x dx + (2 − x) dx
0 1
1 2
x3 x2
= + (2x − )
3 0 2 1
1 1
= − 0 + (4 − 2) − (2 − )
3 2
1 3
= + 2−
3 2
1 1
= +
3 2
2 3
= +
6 6
5
=
6
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Exemplo 1.5: Integral de Função Par
Z π
Calcular: cos2 x dx
−π
Solução: Observamos que cos2 x é uma função par, pois cos2 (−x) = cos2 x para todo x.
Aplicando o teorema para funções pares:
Z π Z π
2
cos x dx = 2 cos2 x dx
−π 0
Usamos a identidade trigonométrica cos2 x = 1+cos2
2x
:
Z π Z π
2 1 + cos 2x
2 cos x dx = 2 dx
2
0
Z π0
= (1 + cos 2x) dx
Z π
0
Z π
= 1 dx + cos 2x dx
0 0
π
sin 2x
=π+
2 0
sin 2π sin 0
=π+ −
2 2
=π+0
=π
2 Integrais Impróprios
2.1 Definições e Tipos de Integrais Impróprios
Teorema 2.1: Definição de Integral Impróprio
Um integral impróprio é um integral definido que:
i. Possui um ou ambos os limites de integração infinitos;
ii. Ou a função a ser integrada tem uma singularidade (ponto onde a função tende ao
infinito) dentro do intervalo de integração.
2.1.1 Integrais com Limites Infinitos
Propriedade 2.1: Integral com Limite Superior Infinito
Z ∞ Z t
f (x) dx = lim f (x) dx (10)
a t→∞ a
O integral converge se o limite existe e é finito. Caso contrário, o integral diverge.
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Propriedade 2.2: Integral com Limite Inferior Infinito
Z b Z b
f (x) dx = lim f (x) dx (11)
−∞ t→−∞ t
O integral converge se o limite existe e é finito. Caso contrário, o integral diverge.
Propriedade 2.3: Integral sobre a Reta Real
Z ∞ Z c Z ∞
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx (12)
−∞ −∞ c
onde c é qualquer número real. O integral converge se ambas as partes convergem.
2.1.2 Integrais com Singularidades
Propriedade 2.4: Singularidade no Limite Inferior
Se f tem uma singularidade em a, então:
Z b Z b
f (x) dx = lim+ f (x) dx (13)
a t→a t
Propriedade 2.5: Singularidade no Limite Superior
Se f tem uma singularidade em b, então:
Z b Z t
f (x) dx = lim− f (x) dx (14)
a t→b a
Propriedade 2.6: Singularidade em um Ponto Interior
Se f tem uma singularidade em c, onde a < c < b, então:
Z b Z c Z b
f (x) dx = f (x) dx + f (x) dx (15)
a a c
onde os integrais do lado direito são integrais impróprios.
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2.2 Testes de Convergência
Teorema 2.2: Teste de Comparação
Se 0 ≤ f (x) ≤ g(x) para x ≥ a, então:
Z ∞ Z ∞
i. Se g(x) dx converge, então f (x) dx também converge.
a a
Z ∞ Z ∞
ii. Se f (x) dx diverge, então g(x) dx também diverge.
a a
Teorema 2.3: Teste do Limite Z ∞ Z ∞
f (x)
Se lim = L, onde L é um número positivo finito, então f (x) dx e g(x) dx
x→∞ g(x) a a
têm o mesmo comportamento (ambos convergem ou ambos divergem).
2.3 Integrais de Referência
Propriedade 2.7: Integrais de Potências no Infinito
Z (
∞ 1
1 p−1
, se p > 1 (converge)
dx = (16)
1 xp ∞, se p ≤ 1 (diverge)
Propriedade 2.8: Integrais de Potências com Singularidade
Z (
1 1
1 1−p
, se p < 1 (converge)
dx = (17)
0 xp ∞, se p ≥ 1 (diverge)
Propriedade 2.9: Integrais Exponenciais
Z ∞
e−ka
e−kx dx = , para k > 0 (18)
a k
Este integral sempre converge para k > 0.
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2.4 Exemplos Resolvidos
Exemplo 2.1: Integral Impróprio com Limite Infinito
Z ∞
dx
Calcular:
0 1 + x3
Solução: Primeiro, definimos:
Z ∞ Z t
dx dx
3
= lim
0 1+x t→∞ 0 1 + x3
Z
dx
Para calcular o integral , usamos a decomposição em frações parciais:
1 + x3
1 1
=
1+x 3 (1 + x)(1 − x + x2 )
A Bx + C
= +
1 + x 1 − x + x2
Resolvendo para A, B e C, obtemos:
1 1/3 1/3 + 1/3 · x
= +
1+x 3 1+x 1 − x + x2
Agora calculamos cada integral separadamente:
Z
1/3 1
dx = ln |1 + x| + C1
1+x 3
Z Z
1/3 + 1/3 · x 1 1 − x + x2 + 2x
dx = dx
1 − x + x2 3 1 − x + x2
Z
1 2x
= 1+ dx
3 1 − x + x2
(DEIXO PARA O LEITOR CONTINUAR ESTE EXÉRCICIO) �
Conclusão
Este manual apresentou os conceitos fundamentais e técnicas essenciais para resolver os exercí-
cios das Fichas 9-10 sobre Integral Definido e da Ficha 11 sobre Integrais Impróprios. Através
de definições precisas, teoremas demonstrados, propriedades organizadas e exemplos resolvidos
passo a passo, esperamos ter fornecido uma base sólida para o estudo desses importantes tópicos
de Cálculo Integral.
Lembre-se que a prática constante é fundamental para dominar essas técnicas. Recomen-
damos:
• Revisar cuidadosamente todos os teoremas e propriedades apresentados
• Resolver os exercícios das fichas utilizando os métodos demonstrados
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• Consultar este material sempre que surgirem dúvidas durante a resolução
• Procurar ajuda do professor ou monitor quando necessário
Referências Bibliográficas
Referências
[1] STEWART, James. Cálculo, Volume I. 7ª ed. Cengage Learning, 2013.
[2] THOMAS, George B. et al. Cálculo, Volume I. 12ª ed. Pearson, 2012.
[3] Departamento de Matemática. Apostila de Análise Matemática II. Universidade Edu-
ardo Mondlane, 2023.
[4] GUIDORIZZI, Hamilton L. Um Curso de Cálculo, Volume 2. 5ª ed. LTC, 2001.
Apêndice A - Tabela de Integrais
Função Integral Indefinida
xn+1
xn (n ̸= −1) +C
n+1
1
ln |x| + C
x
ex ex + C
sin x − cos x + C
cos x sin x + C
2
sec x tan x + C
1
arctan x + C
1 + x2
1
√ arcsin x + C
1 − x2
Tabela 1: Tabela de integrais básicas
Apêndice B - Respostas dos Exemplos
Z 4
1. Exemplo 1 (Desigualdade): (x2 − 4x + 4) dx ≥ 0 (verificado)
0
1
2. Exemplo 2 (TFC I): g ′ (x) =
x3 +1
Z 2
3
3. Exemplo 3 (Integral Definido): (x3 − 2x) dx =
−1 4
Z 2
5
4. Exemplo 4 (Função por Partes): f (x) dx =
0 6
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Z π
5. Exemplo 5 (Função Par): cos2 x dx = π
−π
Z ∞
dx π
6. Exemplo 6 (Impróprio): 3
= √
0 1+x 3 3
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