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Intervenção de Terceiros no Processo Civil

O documento aborda a Intervenção de Terceiros no contexto do Código de Processo Civil de 1961, detalhando suas definições, tipos e modalidades. A intervenção permite que indivíduos que não são partes de um processo possam participar, visando proteger interesses jurídicos. O trabalho analisa tanto intervenções espontâneas quanto provocadas, destacando a importância da celeridade processual e da harmonização de julgados.
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Intervenção de Terceiros no Processo Civil

O documento aborda a Intervenção de Terceiros no contexto do Código de Processo Civil de 1961, detalhando suas definições, tipos e modalidades. A intervenção permite que indivíduos que não são partes de um processo possam participar, visando proteger interesses jurídicos. O trabalho analisa tanto intervenções espontâneas quanto provocadas, destacando a importância da celeridade processual e da harmonização de julgados.
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Universidade Independente de Angola

Faculdade de Direito
Curso de Direito

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS

Docente
Clever Domingos

Luanda, Março de 2020

1
CADEIRA: Processo Civil
Ano: 3ª
GRUPO Nª 2

INTEGRANTES

1. Angêla Almeida
2. Carla Coelho
3. Carlos Conceição
4. Edmilson Assis
5. Emília do Nascimento
6. Geremias Ferreira
7. Jussara Barros
8. Ricardo Cabalo
9. Tércia Tamara

1
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
Índice
Dedicatória......................................................2
Agradecimento...............................................3
Resumo...........................................................4
Introdução......................................................5
1. Da Intervenção de Terceiros.........................6
2. Tipos de Intervenção de Terceiros.............7
2.1 Intervenções Espontâneas
2.2 Intervenções Provocadas
3. Modalidades da Intervenção de Terceiros......8
3.1 Nomeação à acção...................................9
3.2 Chamamento à autoria..........................10
3.3 Assistência.........................................11
3.4 Oposição..................................13
4. Conclusão...........................................14
5. Bibliografia........................................15

1
Dedicatória

Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, por ele ter nos livrado desta
Pandemia que foi o COVID-19, depois a todos aqueles que perderam ás suas vidas
com esta mesma Pandemia, aos órgãos que trabalharam incansavelmente para
travar esta Pandemia, aos professores que disponibilizaram-se em nos transmitir o
conhecimento de forma virtual, e a todos os sobreviventes da mesma Pandemia
(COVID-19).

2
Agradecimento
Agradecemos a Deus por ter nos dado mas uma oportunidade de cá estarmos, e
aos nossos pais pela vontade de nos ver formados, e pelo apoio que têm nos dado.

Resumo: O trabalho em desenvolvimento tem por objetivo apresentar o

3
tema Intervenção De Terceiros, em conformidade e regulamentada pelo Código de
Processo Civil de 1961. Colocando em destaque seus trâmites processuais, definições
e conceitos através de uma revisão bibliográfica e jurisprudencial acerca do tema.
Analisando a possibilidade de o terceiro intervir no processo no qual não faz parte,
mas que possua o interesse jurídico e direitos inerente a ele de acordo com o devido
processo legal.

Introdução

4
O presente trabalho principia pela análise geral “Da Intervenção de Terceiros”,
sua conceituação, as modalidades e as conclusões inerentes ao tema.

O termo terceiro tem por definição etimológica como a pessoa que está
presente em determinada demanda ou nela possui interesse ou direito próprios a
serem defendidos, além das partes em litígio.

A intervenção de terceiro é um fenómeno processual que acontece quando um


indivíduo participa sem ser parte da causa, com o intuito de auxiliar ou excluir os
litigantes, para resguardar direitos, ou o próprio interesse que possa ser prejudicado
pela sentença, ou quando é provocado. A provocação é obtida quando uma das
partes cita terceiros/ litisconsorte necessário, uma vez que estes são partes
originárias do processo, ainda que por equivoco, e são necessários para a decisão do
mérito, caso contrário o processo será trancado.

1. Da Intervenção de Terceiros

5
Terceiros podem ser denominados aqueles que não se apresentam como partes
da demanda processual, dentre os quais podem ser citados autores, desde que
sejam as pessoas que formulem a pretensão em juízo, e réus, pessoas de quem a
pretensão é formulada. Há de se ressaltar que existem casos em que aqueles que até
então eram terceiros passam a ser consideradas partes pela força exercida por meio
da intervenção. Independente da modalidade da intervenção apresentada, aquele
que até então não figurava como parte do processo passa a figurar nesta condição.

O princípio da estabilidade da instância, que vem previsto no art. 268º do CPC,


nos termos do qual, excepto nos casos em que a lei o permita, a instância deve
permanecer inalterada, relativamente às partes, pedido e causa de pedir. Mas, como
aquele normativo estatui, “ salvas as possibilidades de modificação consignadas na
lei.”, pelos incidentes da instância, aquele princípio “é susceptível de ser afectado
por virtude, da modificação subjectiva, seja pela intervenção de novas partes, seja
em razão da substituição de algumas das partes primitivas, seja por virtude da
intervenção de terceiros.”

A intervenção de terceiro podem também ser definido como uma espécie de fato
jurídico processual que implica modificação de processo já existente. Além do mais o
ilustríssimo autor concerne que o conceito em disposto se refere a um ato jurídico
processual pelo qual um terceiro cuja autorização é exercida pela lei adentra em
processo pendente, entrando assim como parte.

É pela intervenção de terceiros que, sujeitos, que no momento da interposição


da acção não fazem parte da mesma, podem constituir-se como partes. Além do
mais salientasse que a intervenção de terceiros comporta hipóteses em que
o interveniente poderá atuar em conjunto com uma das partes, como no caso da
assistência litisconsorcial, presente no artigo 335ª do Código de Processo Civil .

A intervenção de terceiros pode ser provocada, quando o terceiro é trazido a juízo,


como por exemplo no chamamento ao processo ou espontânea, como no caso da
assistência, pela qual o terceiro pede autorização para intervir.

Classifica-se a intervenção segundo dois critérios diferentes: I-conforme o


terceiro vise a ampliar ou modificar subjetivamente a relação processual, a
intervenção pode ser: a) ad coadiuvandum – quando o terceiro procura prestar
cooperação a uma das partes primitivas, como na assistência; b) ad excludendum –
quando o terceiro procura excluir uma ou ambas as partes primitivas, como na
oposição e na nomeação à acção; II -conforme a iniciativa da medida, a intervenção
pode ser: a)espontânea -quando a iniciativa é do terceiro, como geralmente ocorre
na oposição e na assistência; b) provocada – quando, embora voluntária a medida
adotada pelo terceiro, foi ela precedida por citação promovida pela parte primitiva

A intervenção vai ser sempre voluntária, só pode ocorrer naquelas hipóteses


especialmente previstas pela lei processual, portanto não é suficiente que haja
apenas a vontade do terceiro em intervir posto que seja indispensável haver o

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controle judicial sobre o seu ingresso no processo, cabendo ao juiz aferir a
legitimidade de terceiro para intervir e se encaixar nas hipóteses legais de
cabimento.

O propósito real da intervenção de terceiros é promover celeridade processual,


a harmonização de julgados, buscando, dessa forma, garantir e efetivar os princípios
constitucionais, como da duração razoável do processo, contraditório e economia
processual.
Portanto, é possível compreender que, como pressuposto para ingresso de
terceiro na demanda haja a vinculação jurídica, a intervenção de terceiros consiste
do interesse que o interventor possui sobre o resultado útil do processo.

Os casos previstos de Intervenção de Terceiros no Código Processual Civil,


também consideradas como modalidades da mesma são:

1. Nomeação à acção: Artigo-320ª e seguintes


2. Chamamento à autoria: Artigo-325ª e seguintes
3. Assistência: Artigo-335ª e seguintes
4. Oposição: Artigo-345ª e seguintes
5. Intervenção principal: Artigo-350ª até 359ª.

2. Tipos de Intervenção

2.1 Intervenções Espontâneas

Por Intervenções Espontâneas, entende-se que são àquelas de iniciativa de um


terceiro que não faz parte da relação processual, sendo o caso da Assistência e
do Amicus Curiae. Artigo 354ª CPC.

2.2 Intervenção Provocada

Já ás Intervenções Provocadas ocorrem quando uma parte do processo chama


um terceiro estranho à relação para integra-la, sendo, portanto, o que ocorre na
Denunciação da Lide, Chamamento ao Processo, Incidente de Desconsideração de
Personalidade Jurídica e também no Amicus Curiae, sendo este portanto uma figura
híbrida. Artigo 356ª do CPC.

A intervenção provocada destina-se a incluir o terceiro no caso julgado da


decisão da acção ou obter auxílio da parte acessória na defesa, podendo, por vezes,
acontecer que a parte principal seja substituída pelo terceiro, ou até mesmo,
excluída.

3. Modalidades da Intervenção de Terceiros

3.1 Nomeação à acção

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A nomeação à acção, por sua vez, consiste no incidente pelo qual o mero
detentor da coisa ou cumpridor de ordem, quando demandado, indica o proprietário
ou o possuidor da coisa demandada, ou o terceiro do qual cumpri ordens, como
sujeito passivo da relação processual.

No artigo 320ª do CPC, vamos ver no seu primeiro paragrafo, que aquele que for
demandado como possuidor de uma coisa em nome próprio e a pessoa em nome
alheio deve nomear à acção a pessoa em nome de quem possui. No seu segundo
paragrafo diz que se o mesmo não o fizer pode ser considerado como possuidor em
nome próprio. Neste caso, o réu deve indicar o verdadeiro sujeito a figurar no polo
passivo da acção, vai tratar-se de uma intervenção de terceiros provocada.

A nomeação à acção também tem o seu prazo, como vimos detalhadamente no


artigo 321ª do CPC, abordando o seguinte; a nomeação será feita, dentro do prazo
inicialmente fixado para a contestação,por meio de requerimento oferecido em
duplicidade. No artigo seguinte, nomeadamente o 322ª, pode se notar que o prazo
da nomeação é de cinco dias, e que pode o autor declarar que não aceitam e se
assim o fizer, a nomeação não produzira nenhum efeito. E quando o autor não aceita
a nomeação o juiz julgará o réu parte ilegítima se o mesmo se convencer de que ele
possui em nome alheio.

A nomeação à autoria era uma intervenção de terceiros no CPC/1973, mas com


diferenças pertinentes quanto às demais intervenções, por alguns pontos: o fato de
a alegação em prazo da contestação suspender o prazo para tal ato; a decisão do
juízo sobre a instauração do incidente; a posterior oitiva do autor sobre a questão;
quando citada a possibilidade de o nomeado manifestar-se sobre a matéria, a
decisão posterior sobre a correção ou não do polo passivo.

O instituto tinha um procedimento do réu imputar o nomeado à autoria do ato


ilícito, com a indicação para entrada na demanda. O réu poderia realizar a nomeação
em peça apartada, dentro do prazo da contestação, indicando que havia
discrepância entre o alegado pelo autor, com a necessidade de chamar um terceiro a
lide – seja o terceiro real proprietário ou o instrutor/ordenante – para que este a
responda. De igual forma, o réu poderia optar por fazê-lo na própria contestação.

Com a nomeação realizada, o juiz analisava de forma preliminar se havia


alguma plausibilidade naquela nomeação, podendo, desde já, indeferi-la de plano, o
que já era passível de agravo de instrumento, voltando o processo para a fase de
contestação ou, se a nomeação foi interna a esta, para as fases posteriores. Somente
se o juiz deferisse preliminarmente o argumento do réu o autor seria ouvido, com a
possibilidade de concordar ou discordar da alegação da diferença da autoria do ato
ilícito.

Com a discordância do autor, não havia motivos para tal prosseguimento,


importando no indeferimento da nomeação à autoria, necessitando de nova decisão,
também passível de agravo de instrumento. Em caso de aceitação do autor pela

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nomeação à autoria, o réu deve ser citado para integrar – ainda provisoriamente – a
demanda, com a possibilidade de defender-se sobre a imputação – sem necessitar,
ainda, defender-se do mérito do processo. Se houver a concordância do terceiro
imputado sobre a alegação que lhe recai, automaticamente não se discute, nesse
momento, a legitimidade, com a definitiva entrada deste terceiro, figurando, desde
já, como réu, retirando o antigo réu, outrora originário, dessa condição. Nesse
momento, abre-se novo prazo para a contestação, agora sobre o mérito da
demanda.

Nessa nomeação à autoria, o juiz tinha a possibilidade decisória por dois


momentos: a preliminar recusando ou abrindo o incidente, e a posterior, depois de
aberto o incidente com a decisão final deste. Com o incidente aberto, mesmo com as
alegações das partes, o juiz tinha certa autonomia em decidir sobre a inclusão deste
terceiro como parte, somente sendo automática quando o autor, depois da decisão
provisória, aceitar a nomeação, com a concordância do novo réu, quando instado a
se manifestar.

Se o autor aceitasse a nomeação, com a posterior recusa do nomeado para tal


desiderato, ainda assim, mesmo para a nomeação à autoria, havia a necessidade da
decisão, com a refutação de todos os argumentos postos pelo réu.

3.2 Chamamento à autoria

Tratado nos artigos 325ª e seguintes. Trata-se de direito do réu de chamar, para
ingressar no polo passivo da demanda, os corresponsáveis por determinada
obrigação.

Não é uma modalidade de intervenção obrigatória, podendo ser feito apenas


pelo Réu, tendo por fim a economia processual, visto que não seria necessário um
novo processo de cognição exauriente para regular a corresponsabilidade.
Tem cabimento nas seguintes hipóteses:

 Quando o fiador quiser fazer intervir o devedor, nos termos do nª 1 do artigo


641 do Código Civil;
 Quando, sendo vários os fiadores, aquele que for demandado quiser fazer
intervir os outros, para com ele se defenderem ou serem conjuntamente
condenados;
 Quando o devedor solidário, demandado pela totalidade da dívida, quiser fazer
intervir os outros devedores;
 Quando, sendo demandado um dos cônjuges por dívida que haja contraído,
quiser fazer intervir o outro cônjuge para o convencer de que é também
responsável; todos nos termos do artigo 330ª do CPC.
Com o chamamento à autoria todos aqueles que poderiam figurar como
litisconsortes passivos, por iniciativa o autor, desde que chamados à autoria, passam
a figurar como litisconsortes passivos, porém, por iniciativa de um dos réus. Se o
credor propõe ação de conhecimento exclusivamente contra o devedor principal,

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nesse caso não se cogita de chamamento à autoria, e não consegue receber todo o
crédito, cabe a ele propor outra ação contra o devedor solidário. Poderia o credor
ter cobrado de todos num só processo, por meio do litisconsórcio. Como assim não
procedeu, terá que ajuizar outro processo. Contudo, se a ação foi ajuizada contra um
dos coobrigados, este poderá chamar os demais ao processo. Essa possibilidade
prestigia o devedor solidário que paga a integralidade da dívida, evitando que ele
tenha que ajuizar outra ação para receber o que pagou (ou o que pagou além da sua
cota parte, quando se tratar de um devedor principal). Bem, qualquer que seja a
hipótese, sem processo não há como exercer, forçadamente, o direito de crédito.

O chamamento ao processo deve ser realizado pelo réu no ato da contestação,


sob pena de preclusão. Se não realizar o pedido na contestação, em caso de
sucumbência, terá que ajuizar nova ação contra os corresponsáveis.

Além disso, a citação deverá ser promovida em 30 dias sob pena de ficar sem
efeito o chamamento, sendo tal prazo é peremptório, portanto, e corre a partir do
despacho do juiz que deferir a citação dos corresponsáveis. O prazo de 30 (trinta)
dias, todavia, não é para a realização do ato em si, mas sim para que o réu
implemente as condições necessárias a realização da citação, como pagamento de
custas, cópias, endereços e etc.

O chamamento deve ser requerido dentro do prazo inicialmente fixado para a


contestação, mediante requerimento oferecido em duplicidade, no termo do artigo
326ª do CPC.

O chamado pode declarar que não aceita a autoria; e se assim o fizer, a acção
segue unicamente contra o réu primitivo, mas a sentença que vier a ser proferida
sobre o mérito da causa vale como caso julgado em relação à pessoa chamada, ou
seja, por mais que o chamado negue a autoria, a sentença valerá também a pessoa
chamada, não podendo então está alegar, na acção de indemnização, que o réu foi
negligente na defesa, mesmo quando tenha confessado o pedido ou deixado passar
em julgado da sentença da 1.ª instância; no termo do artigo 327º do CPC.

Se por alguma razão o chamado não fizer declaração, a causa vai seguir contra ele
e contra o primitivo réu, ao qual será notificada a abstenção do chamado, sendo a
partir desta notificação que corre o prazo da sua defesa, o réu será excluído da
causam desde que o mesmo o requeira nos cinco dias posterior à notificação da
abstenção do chamado, nos termos do nª 1 e 2 do artigo 328ª do CPC.

Os chamados também são citados para contestarem, entregando-se a cada um, no


acto da citação uma cópia da petição inicial e ainda um duplicado da contestação do
primitivo réu ou do requerimento de chamamento. Os chamados que tenham
deixado de se defender são sempre condenados se a acção for julgado procedente;
nos termos do nª 1 e 3 do artigo 332ª do CPC.

3.3 Assistência

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A assistência é a primeira forma típica de intervenção de terceiro legitimado, em outras
palavras, o interessado no caso juridicamente toma partida de adentrar voluntariamente no
processo, por escopo de auxiliar uma das partes, almejando uma resolução satisfatória para
a parte assistida. Esse pedido de intervenção a assistência pode ser requerido a qualquer
hora do processo desde que não o atrapalhe, podendo ser recebido em qualquer grau de
jurisdição, enquanto não transitada em julgado à decisão judicial. O interesse jurídico é
primordial para a intervenção, porém não viabiliza a assistência simplesmente for afetivo ou
económico. Uma vez recepcionado somente o terceiro poderá utilizar de atos processuais
não preclusos.

Tal modalidade poderá ser admitida em qualquer procedimento e em todos os


graus de jurisdição.

Feito o pedido de assistência, as partes terão alguns dias para impugna-lo, onde
havendo a impugnação, o juiz decidirá o incidente sem suspender o processo.
Não sendo realizada a impugnação neste, ou não sendo o caso de rejeição liminar
(quando faltar ao terceiro interesse jurídico) o pedido será deferido e o assistente
ingressará no processo, recebendo-o no estado em que se encontre, ou seja, não
haverá novamente a prática de atos já realizados quando do seu ingresso na
demanda.

Assistência pode se dar de duas formas: simples e litisconsorcial.

A Assistência Simples

é aquela realizada por terceiro que pretende, apenas, auxiliar uma das partes da
vitória do feito, estando disciplinada nos artigos335ª do CPC.

O assistente simples exercerá os mesmos poderes e estará sujeito aos mesmos


ônus processuais que o assistido, ou seja, não poderá exercer os atos praticados pelo
assistido, por exemplo, caso o assistido não recorra de determinada decisão, o
assistente não poderá recorrer; nos termos do artigo 337ª do CPC.

Todavia, ressalta-se que, embora a atuação do assistente esteja adstrita aos


atos praticados pelo assistido, poderá o assistente ser considerado o substituto
processual do assistido caso este seja revel ou omisso; nos termos do artigo 338ª do
CPC.

Além disso, ainda que haja a Assistência simples, a parte principal poderá
reconhecer a procedência do pedido, desistir da ação ou renunciar ao direito que se
funda a ação ou transigir sobre direitos incontroversos.
Por fim, havendo o trânsito em julgado da sentença do processo em que o assistente
interviu, este não poderá discutir a justiça da decisão em processo posterior salvo se
alegar e provar que, foi impedido de produzir provas suscetíveis de influir na
sentença em decorrência do estado em que recebeu o processo ou pelas
declarações e pelos atos do assistido e no caso de provar que desconhecia a

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existência de alegações ou de provas das quais o assistido, por dolo ou culpa, não se
valeu; nos termos do artigo 340ª do CPC.

O assistente simples também é chamado de assistente adesivo, sendo este


dotado de legitimidade processual na modalidade extraordinária e subordinada. O
assistente atuará no auxílio do assistido no desenvolvimento processual, e assim,
poderá requerer e produzir provas, peticionar e recorrer, mas não reconhecer o
pedido. Tais prerrogativas corroboram sua legitimação processual, porém este não
tem nenhuma relação jurídica com a parte adversa.
Entre o assistente e assistido é definida uma relação jurídica de forma material,
contudo no que diz respeito à relação jurídica entre assistente e parte adversa, não
há qualquer relação jurídica.

Da Assistência Litisconsorcial

O conceito de assistente litisconsorcial está amoldado como a parte no


processo que intervém. Nesta forma de intervenção de terceiro o assistente flui
como litisconsorte e sentirá, diretamente, os efeitos da coisa julgada, devido a este
ter relação direta com a parte adversa do assistido. No caso em menção o assistente
defende o seu direito em litisconsórcio com o assistido, em juízo.

A assistência litisconsorcial é definida como uma forma de litisconsórcio


unitário facultativo costuma dar-se no polo ativo, ambiente propicio a esta
modalidade de terceiro. Trata-se de modalidade de intervenção de terceiro
espontânea, ou seja, o terceiro se transforma em litisconsórcio assistido, sendo seu
tratamento deferido de forma igual ao assistido.

3.4 Oposição: Artigo-345ª e seguintes

Ocorre oposição quando alguém pretender, no todo ou em parte, a coisa ou o


direito sobre que controvertem autor e réu, sendo a oposição feita contra ambos.
Desta forma, a partir da propositura da oposição, surge um processo derivado do

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principal onde o autor é o opositor e os réus são o autor e réu do processo principal,
em litisconsórcio necessário.

Caso um dos opostos reconhecer a procedência do pedido, a oposição prosseguirá


contra o outro oposto.

Caso a oposição seja oferecida antes da audiência(incidente processual), aquela será


apensada ao processo principal, correndo simultaneamente com este, sendo ambos
processos julgados de forma simultânea. De outro lado, caso a oposição seja
oferecida após a audiência(processo incidente), a oposição seguirá o procedimento
ordinário, sem prejuízo ao processo principal (pode o juiz julgar ambos os processos
simultaneamente

O Ingresso do terceiro, através da oposição, implica que ele acione tanto o


autor, quanto o réu, normalmente solicitando contra o autor uma ação declaratória
negativa da pretensão deste e contra o réu uma ação de eficácia condenatória.

É, portanto, a oposição uma ação bifronte. É um exercício de direito de ação


que ocorre no processo de conhecimento, não se podendo aplica-la no processo de
execução. Isso porque o instituto da oposição, ação, volta-se a um pedido que se
insere no mérito.

A pretensão do opoente poderá ser total ou parcialmente excludente do direito


do autor ou do réu, na medida em que se volte à totalidade ou não do bem da vida
que é objeto da lide.

A oposição não é ação de embargos de terceiros, onde se discute a qualidade


de proprietário ou possuidor, objetivando excluir do processo que envolve outros
um ato judicial constritivo que incide sobre determinado bem. Diversa é a oposição
onde se busca afastar a pretensão de autor e réu sobre a coisa ou o direito que é
objeto de controvérsia.

Autor da ação, pois a oposição é ação, é o opoente, um terceiro. As partes no


processo originário passam a ser litisconsortes passivos. Mas não se forma um
litisconsórcio unitário.

A oposição pode também ser provocada pelo réu da causa principal, quando
esteja pronto a satisfazer a prestação, mas tenha conhecimento de que um terceiro
se arroga ou pode arrogar-se direito incompatível com o do autor, pode o réu
requerer, dentro do prazo fixado para a contestação, que o terceiro seja citado para
vir ao processo deduzir a sua pretensão; nos termos do artigo 347ª do CPC.

CONCLUSÃO

Este trabalho académico procurou apresentar o instituto processual


denominado intervenção de terceiros, bem como sua conceituação e modalidades.
Sendo que buscou demonstrar o terceiro como o possuidor de um benefício em seu

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favor, podendo intervir em uma relação jurídica da qual não faz parte, mas que
possui interesse jurídico ou direitos referentes a ela.

BIBLIOGRAFIA

[Link]

[Link]

14
[Link]

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

CÓDIGO CIVIL

Rui Penha (Juiz e Docente)

15

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