Satélite artificial
• É um dispositivo projetado para ser posicionado em órbita ao redor da
Terra ou outro corpo celeste. [1]
• Objeto construído pelos seres humanos, e posicionado em órbita
elíptica ao redor de um planeta. [2]
1 Fonte: Adaptada NASA Thesaurus vol. 1, p. 63, 915.
2 Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, p. 208.
Frequências (Hz) de funcionamento
As bandas de frequências utilizadas em sistemas de comunicação por satélite caem nas
bandas de UHF (Ultra High Frequency: 300 MHz - 3 GHz) e SHF (Super High Frequency:
3 GHz – 30 GHz).
História - Satélite
O primeiro satélite artificial foi o Sputnik, lançado pela União Soviética em 4 de outubro
de 1957. O lançamento colocou a URSS na frente da corrida espacial, uma das
competições mais acirradas da Guerra Fria.
Pesando cerca de 84 kg foi feito pelos soviéticos e emitia sons em determinadas
frequências. Meses depois os americanos lançaram seu primeiro satélite, o Explorer 1,
que só pesava 14 kg e foi capaz de descobrir o Cinturão de Van Allen, um cinturão
magnético que protege a Terra da radiação solar.
Satélite Explorer 1
Tipos de Satélites
Armas antisatélites: por vezes chamados de satélites assassinos, são satélites
projetados para destruir satélites "inimigos" e outros tipos de alvos em órbita. Tanto os
Estados Unidos quanto a Rússia têm esses tipos de satélites.
Tipos de Satélites
Satélites astronômicos: são satélites usados para observações astronômicas, tanto no
óptico, quanto em outras bandas do espectro eletromagnético.
Satélite Astronômico – Telescópio Hubble
Tipos de Satélites
Satélites de comunicação: são satélites estacionários utilizados em telecomunicação.
Satélite de Comunicação
Tipos de Satélites
Satélites do Sistema Global de Navegação (GPS): são satélites que enviam sinais de
rádio a receptores móveis na Terra possibilitando a determinação precisa de sua
localização geográfica.
Satélite do Sistema Global de Navegação (GPS)
Tipos de Satélites
Satélites de reconhecimento: são satélites projetados para observação da Terra ou
antigos satélites de comunicação utilizados para fins militares ou de espionagem. Pouco
se sabe sobre a capacidade real desses satélites, pois os países que os desenvolvem
geralmente não divulgam informações sobre eles.
Satélite de reconhecimento
Tipos de Satélites
Satélites de observação da Terra: são satélites projetados para uso não-militar, tais
como, monitoramento ambiental, meteorologia, mapeamento geográfico,
mapeamaneto geológico, etc.
Satélite de observação da terra
Órbitas
• A órbita é a trajetória dos corpos espaciais ao redor de
outros sob a influência da gravidade.
Classificação segundo a altitude [1,2,3]
• Órbita baixa da Terra
(Low-Earth Orbit - LEO) altitude < 2.400 km.
• Órbita média da Terra
(Medium-Earth Orbit - MEO) 2.400 km – 35.786 km.
• Órbita circular equatorial geosíncrona
(Geosynchronous Earth Orbit – GEO) altitude até 35.786 km.
• Órbita Altamente Elíptica
(Highly Elliptical Orbit - HEO) altitude apogeu > 35.786 km.
1 Fonte: Adaptada The Annual Compendium of Commercial Space Transportation: 2018, FAA AST, p. 93.
2 Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, p. 208.
3 Fonte: Adaptada Types of Orbits, European Space Agency ESA.
4
HEO
MEO
LEO
5
9
USOS
• LEO: Sensoriamento remoto e a maioria das aplicações
pelo baixo custo.
• HEO e MEO: Comunicação, navegação.
• GEO: Comunicação e satélites meteorológicos.
Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, p. 208.
11
Classificação de satélites segundo a massa
Pequeno satélite 601 – 1.200 kg
Mini-satélite 201 – 600 kg
Micro-satélite 11 -200 kg
Nano-satélite 1,1 – 10 kg
Pico-satélite 0,1 – 1,0 kg
Femto-satélite 0,01 – 0,09 kg
Fonte: Adaptada The Annual Compendium of Commercial Space Transportation: 2018, FAA AST, p. 94.
Classificação de satélites segundo a massa
Extra heavy > 7.001 kg
Heavy 5.401 -7.000 kg
Grande 4.201 -5.400 kg
Intermédio 2.501 – 4.200 kg
Médio 1.201 – 2.500 kg
Pequeno satélite 601 – 1.200 kg
Fonte: Adaptada The Annual Compendium of Commercial Space Transportation: 2018, FAA AST, p. 94.
Missão
• A atividade principal para a qual vai ser desenvolvido o
satélite, em um tempo determinado, com recursos
limitados.
• Envolve as necessidades, os conceitos da operação, os
objetivos e requisitos.
• Com a implementação da metodologia é procurada a
garantia da missão, mediante os requisitos, processos e
padrões.
Fonte: Adaptada Systems Engineering Handbook Rev. 2, NASA, p. 185. 15
Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, pp. 45-49.
Diagrama geral do ciclo de vida do projeto, NASA
Formulação Aprovação Implementação
Fase C: Fase D: Fase F:
Pre-fase A: Fase A: Fase B: Fase E:
Projeto Integração,
Fim do
Estudos do Projeto Projeto testes e Operações e
conceito conceptual final e sustentação
preliminar lançamento projeto
fabricação
Fonte: Adaptada Systems Engineering Handbook Rev. 2, NASA, p. 8.
Aplicações das missões espaciais Outras
aplicações
- Monitoramento do tempo/
Segurança e meteorológicos.
Comunicações e defesa
navegação - Recursos da Terra.
- Monitoramento de - Detecção de incêndios.
- Serviços de telefone fronteiras
Científicos - Oceanografia
- TV - Comunicações
- Radioamadores - Monitoramento da - Monitoramento de
- Vigilância espacial
Terra desastres naturais
- Internet - Sistemas de alerta
- Solar - Busca e resgate
- Retransmissão de misseis
- Detecção de - Rastreamento de cargas e
- Navegação veículos.
partículas
- Atmosféricos Educativos e - Detritos espaciais
- Campo magnético treinamento
- Astronomia Testes,
desenvolvimento
tecnológico
Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, p. 25. 19
• Telecomunicações: (2017) SGDC em órbita geoestacionária
• Sensoriamento remoto: (2020) CBERS, LEO SSO
Fontes: Adaptada [Link]
20
[Link]
• Testes: RemoveDEBRIS 100 kg Active Debris Removal
(ADR) 16/09/2018
Fonte: BBC News (2018).
• Comunicações.
Optical Communications and Sensor Demonstration (OCSD)
Aerospace Corporation
Fonte: NASA Facts (2018).
Constelações de satélites
Processo de seleção de orbita
1. Estabelecer os tipos de órbita.
2. Determinar os requisitos de missão relacionados à órbita.
3. Avaliar o desempenho da órbita.
A cobertura.
Órbitas especificas
Único satélite vs constelação
Outros impactos no desempenho da órbita
4. Avaliar o custo.
5. Avaliar as opções de lançamento e custos.
6. Manobras de fim de vida.
7. Custo total.
5. Documentação e iteração
Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, p. 235-239.
Único satélite vs. constelação
Único satélite Constelação
• Redução de custo porque • Melhor cobertura.
minimiza as despesas gerais da • Confiabilidade.
missão.
• Diferentes condições de
• Único lançamento. iluminação para observação.
• Cobertura continua para
comunicações e navegação.
Fonte: Adaptada Space Mission Engineering: The New SMAD, pp. 237-238.
• Sensoriamento remoto.
• SkySat Constellation
27
Fonte: Adaptada [Link]
• +180 Satélites Dove. - Agricultura de precisão
- Governos
- Defesa
- Educação e pesquisa
- Monitoramento de desastres naturais
- Energia e infraestrutura
- Negócios
- Seguros
- Mapeamento
- Marítimo
Fonte: Adaptada [Link] 28
• Comunicações.
STARLINK - SPACE X
Mais de 1.600 satélites em LEO para Internet.
• Navegação
Global Positioning System (GPS)
O segmento espacial mais de 27 satélites em MEO.
29
Satélites Brasileiros
SCD-1 e SCD-2
DOVE-OSCAR 17 1993 e 1998
1990
NanoSatC-Br1
2014 TANCREDO -1
2017
CBERS 04A
SERPENS 1 2020
2015 ITASAT-1 PMM AMAZÔNIA-1
2018 2021 30
Desenvolvimento e Classificação
O RADAR, abreviatura derivada da expressão, em inglês, “RADIO DETECTION AND
RANGING”, tem origem antiga.
Após a 2ª Guerra Mundial, o RADAR, até então de uso exclusivamente militar, passou a
ser empregado em outras atividades e a ser fabricado comercialmente.
Os navios de guerra, dependendo de seu tipo e porte, muitas vezes possuem diversos
equipamentos RADAR, com diferentes finalidades.
Desenvolvimento e Classificação
Os principais tipos são:
RADAR DE BUSCA DE SUPERFÍCIE, destinado a detectar alvos de superfície e determinar com precisão
suas distâncias e marcações.
RADAR DE BUSCA AÉREA, cujas funções principais são detectar alvos aéreos e determinar suas distâncias
e marcações, a longa distância, pela manutenção de uma busca de 360° em torno do navio, até altitudes
elevadas. Suas ondas eletromagnéticas são emitidas de modo a detectar alvos aéreos voando em
altitudes médias e elevadas.
Desenvolvimento e Classificação
Os principais tipos são:
RADAR DE BUSCA COMBINADA, que pode comportar-se ora como sendo de busca de superfície e ora
como sendo de busca aérea.
RADAR DETERMINADOR DE ALTITUDE (“THREE–COORDINATE RADAR” ou “HEIGHT–FINDING RADAR”), cuja
função principal é determinar com precisão a distância, a marcação e a altitude de alvos aéreos detectados
pelo Radar de Busca Aérea. Por isso, os Radares Determinadores de Altitude também são conhecidos como
RADARES 3–D.
Desenvolvimento e Classificação
Os principais tipos são:
RADAR DE DIREÇÃO DE TIRO, cujas principais funções são a aquisição de alvos originalmente detectados e designados
pelos radares de busca, e a determinação de marcações e distâncias dos referidos alvos, com elevado grau de precisão.
Alguns Radares de Direção de Tiro são usados para dirigir canhões, enquanto outros são empregados para dirigir
mísseis.
RADAR DE APROXIMAÇÃO DE AERONAVES, instalado em navios-aeródromos para orientar o pouso de aeronaves,
especialmente em condições de má visibilidade. Os Radares de Aproximação têm curto alcance e buscam apenas em
um setor (geralmente voltado para a popa do navio-aeródromo).
Desenvolvimento e Classificação
Os principais tipos são:
RADAR DE NAVEGAÇÃO, cujas principais finalidades são a obtenção de linhas de posição
(LDP) para determinação da posição do navio, na execução da navegação e a detecção e
medição de distâncias e marcações para outras embarcações, a fim de evitar colisões no
mar.
Princípio de Funcionamento
O princípio básico do RADAR DE NAVEGAÇÃO é a determinação de distância para um objeto,
ou “alvo”, pela medida do tempo requerido para um pulso de energia de radiofrequência,
transmitido sob a forma de onda, deslocar-se da fonte de referência até o alvo e retornar
como um eco refletido.
O RADAR DE NAVEGAÇÃO, é um radar de pulsos, que emite ondas de frequência muito
elevada, em pulsos de duração extremamente curta e mede o intervalo de tempo entre a
transmissão do pulso e a recepção do eco, refletido no alvo.
Princípio de Funcionamento
A antena é normalmente de forma parabólica e gira no sentido dos ponteiros do relógio,
de forma a varrer 360° em torno de sua posição.
A marcação do alvo é determinada pela orientação da antena no instante de recepção do
eco por ele refletido.
Componentes Básicos
Um sistema RADAR básico é constituído por 6 componentes principais, cujas funções podem ser
resumidamente definidas como se seguem:
FONTE (unidade de força): fornece todas as voltagens AC e DC necessárias para a operação dos
componentes do sistema.
MODULADOR: dispara o TRASMISSOR e, simultaneamente, envia pulsos de sincronização para o
INDICADOR e outros componentes. Circuitos de tempo (que podem estar, ou não, localizados no
MODULADOR estabelecem a frequência de repetição de impulsos (FRI) na qual o MODULADOR gera seus
pulsos de disparo e de sincronização, ou seja, o número de pulsos transmitidos por segundo.
Componentes Básicos
TRANSMISSOR: gera energia em radiofrequência sob a forma de pulsos curtos de alta
potência. A chave T/R (DUPLEXER) controla os ciclos de transmissão de pulsos e de recepção
de ecos (quando a transmissão é bloqueada).
SISTEMA DE ANTENA: recebe os pulsos de energia RF do TRANSMISSOR e os irradia em um
feixe altamente direcional. Ademais, recebe os ecos refletidos, transmitindo-os para o
RECEPTOR.
Componentes Básicos
RECEPTOR: amplifica os ecos refletidos pelos alvos, reproduzindo-os como pulsos de vídeo,
e os transmite para o INDICADOR.
INDICADOR: produz uma indicação visual dos pulsos dos ecos, em uma maneira que
forneça as informações desejadas dos alvos detectados.
Componentes Básicos
Apresentação da Imagem Radar
O navio do observador está localizado no centro
de uma tela circular e os alvos situados dentro
do alcance do radar são representados em uma
escala correta de distância, que têm origem no
centro (posição do próprio navio) e aumenta
para fora, na direção das bordas da tela.
As marcações são indicadas ao longo da
periferia da tela, de 000° a 360°, no sentido
horário.
Assim, no PPI (“PLAN POSITION INDICATOR”) o
centro da tela representa o próprio navio e os
alvos aparecem nas suas posições relativas (em
direção e distância).
Apresentação da Imagem Radar
Na apresentação da imagem radar, então, o navio
em que o equipamento radar está instalado fica
fixo na tela, no centro da varredura (que, nos
radares de navegação, normalmente coincide com
o centro da tela).
As outras embarcações que se movimentam
dentro do alcance radar aparecem descrevendo
seus movimentos relativos (com relação ao navio).
Apresentação estabilizada
É orientada de modo que o norte verdadeiro
seja representado para cima, na direção 000° da
graduação do perímetro da tela. Quando o
navio altera o rumo, a imagem fica fixa na tela
do radar e é a marca de proa (que indica a proa
do navio), que se movimenta.
Apresentação não-estabilizada
Se o radar não recebe informação da agulha
giroscópica ou se ocorre avaria da giro, a
representação é não estabilizada, com a tela do
radar apresentando uma imagem relativa, com a
proa do navio para cima, na direção da graduação
000° do PPI (PLAN POSITION INDICATOR). Neste caso,
quando há alteração de rumo, a marca de proa, fica
fixa e a imagem radar é que se movimenta na tela
do indicador.
Controles Operacionais do Radar
Brilho (“BRILLIANCE” ou “VIDEO CONTROL”): sua regulagem determina o brilho geral da
imagem na tela do radar. Um brilho excessivo pode colocar a imagem fora de foco, além de
borrar a tela do radar, pois os ecos de uma varredura anterior são mantidos, prejudicando os
da varredura seguinte.
O controle de brilho, normalmente, deve ser colocado em uma posição em que o traço da
varredura fique visível, mas não muito brilhante.
Controles Operacionais do Radar
Ganho (“GAIN CONTROL”): o controle de ganho deve ser ajustado de maneira que a tela apareça um
pouco salpicada, isto é, de forma que uma leve nódoa, ou sinal de fundo, seja visível.
Assim, o equipamento estará na sua condição mais sensível e os objetos tenderão a ser detectados nas
maiores distâncias possíveis.
Se o ganho for reduzido para clarear completamente esta nódoa de fundo, o resultado será um
decréscimo nos alcances de detecção. Com pouco ganho, os ecos fracos não serão apresentados.
Obrigado e até a próxima aula !!
JEFFERSON ALVES DE MORAIS
E-mail
[Link]@[Link]
Telefone
(84) 9.9980-3748