INVERSÕES
Para compreender o que é uma inversão, primeiro
precisamos relembrar como são formados os acordes, em
tríades ou tétrades
Acorde tríade: T – 3 – 5
Acorde tétrade: T – 3 – 5 – 7
Para começar a inverter, precisamos saber quem é o baixo
(nota mais grave) de um acorde, que normalmente acaba sendo
a tônica. A inversão tem justamente como função, alterar o
baixo para a terça, quinta ou sétima.
Baixo na terça = Primeira inversão
Baixo na quinta = Segunda inversão
Baixo na sétima = Terceira inversão
A escrita da inversão na cifra iremos sinalizar o acorde que
está com o baixo alterado com um símbolo de barra ‘/’
Como por exemplo: G/B = Sol com o baixo em Si (Primeira
inversão)
C/G = Dó com o baixo em Sol (Segunda inversão)
D/C# = Ré com o baixo em Dó Sustenido (Terceira inversão)
O papel da inversão é justamente buscar novas sonoridade
dentro de um mesmo acorde, invertendo o empilhamento
Teste os seguintes acordes: C7M e C7M/E
Essas inversões de baixo também podem ser usadas com o
papel de realizar aproximações na harmonia de uma música,
como por exemplo nas músicas:
More Than Words – Extreme: G | G/B | C9 | Am7 | C | D | D4 | G
Use Somebody – Kings Of Leon: C5 | C/E | F
Também é possível fazer aproximações cromáticas como por
exemplo em Stairway To Heaven – Led Zeppelin.
Quando é uma inversão e quando se torna um novo
acorde?
Pro acorde ser considerado invertido, ele precisa estar com
o baixo na terça, quinta ou sétima, para entrar dentro das notas
do acorde e ser considerado uma inversão. Caso o baixo esteja
em algum intervalo que não seja estes citados acima, não é
considerado uma inversão, e sim um novo acorde.
Rafael Serafini.