Giovanna Silva Dalmaso
8° período
Fluxo de atendimento ao usuário de drogas na UBS
O atendimento ao usuário de drogas na Unidade Básica de Saúde (UBS) começa,
geralmente, pelo acolhimento. Esse primeiro contato é essencial para estabelecer um
vínculo de confiança. Ademais,a escuta deve ser aberta, respeitosa e sem julgamentos, já
que muitos chegam em situação de vulnerabilidade, buscando ajuda de forma espontânea.
Após essa escuta inicial, o usuário é encaminhado para avaliação com algum profissional
da equipe — pode ser um enfermeiro, médico ou psicólogo. Nessa etapa, o objetivo é
entender o padrão de uso da substância, os impactos na saúde e na vida social, e traçar
estratégias de cuidado. Ferramentas como o ASSIST ajudam nesse processo, mas o olhar
clínico e sensível da equipe faz toda a diferença.
Conforme a gravidade do caso, o acompanhamento pode acontecer na própria UBS, com
orientações, consultas e ações de redução de danos. Quando há necessidade, o paciente é
direcionado para serviços de maior complexidade, como os CAPS AD. Ainda assim, a UBS
permanece como referência e apoio no cuidado contínuo.
Além dissotrabalho integrado com a rede de apoio — como assistência social, educação e,
quando preciso, o sistema de justiça — também é fundamental. Dessa forma a participação
da família e da comunidade fortalece ainda mais o processo de recuperação e reinserção
social.
Referências:
Ministério da Saúde. Cuidado integral aos usuários de álcool e outras drogas no SUS: da
coerção à co-responsabilidade. Brasília, 2014.
Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à saúde na Atenção Básica: saúde mental.
Brasília, 2021.
Organização Mundial da Saúde. ASSIST – Teste de Triagem do Envolvimento com Álcool,
Tabaco e Outras Substâncias. OMS, 2010.