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Anatomia e Fisiologia da Saúde Feminina

O documento aborda a anatomofisiologia da mulher, detalhando a anatomia dos órgãos reprodutores externos e internos, como a vulva, vagina, útero, tubas de Falópio e ovários. Também discute os hormônios sexuais femininos, estrogênio e progesterona, e suas funções no desenvolvimento sexual e no ciclo menstrual. O conhecimento dessas estruturas e funções é fundamental para a prática obstétrica.

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Anatomia e Fisiologia da Saúde Feminina

O documento aborda a anatomofisiologia da mulher, detalhando a anatomia dos órgãos reprodutores externos e internos, como a vulva, vagina, útero, tubas de Falópio e ovários. Também discute os hormônios sexuais femininos, estrogênio e progesterona, e suas funções no desenvolvimento sexual e no ciclo menstrual. O conhecimento dessas estruturas e funções é fundamental para a prática obstétrica.

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SAÚDE DA MULHER

MATERIAL DIDÁTICO DA AULA 02

PROFESSORA LARISSA CAVALCANTE

ANATOMOFISIOLOGIA DA MULHER

O conhecimento sobre a anatomia da pelve e a da parede do abdome inferior femininas é


essencial à prática obstétrica. É possível haver variações importantes nas estruturas anatômicas entre
as mulheres, sendo este fato particularmente verdadeiro no que se refere aos principais vasos
sanguíneos e nervos.
ÓRGÃOS REPRODUTORES EXTERNOS

Vulva - Inclui todas as estruturas visíveis externamente desde o púbis até o corpo perineal,
estando incluídos o monte do púbis, grandes e pequenos lábios, clitóris, hímen, vestíbulo vaginal,
orifício uretral, glândulas vestibulares maiores ou de Bartholin, glândulas vestibulares menores e
glândulas parauretrais.
Monte do púbis - Também chamado de monte de Vênus, este coxim repleto de tecido
gorduroso recobre a sínfise pubiana. Após a puberdade, a pele do monte do púbis fica coberta por
pelos crespos, o escudo dos pelos pubianos. Nas mulheres, a distribuição dos pelos pubianos é
triangular, sendo a base formada pela borda superior da sínfise pubiana. Nos homens, os pelos
pubianos não são tão circunscritos, estendendo-se à parede anterior do abdome na direção da cicatriz
umbilical.
Grandes lábios - Essas estruturas variam na sua aparência, principalmente quanto ao
conteúdo de tecido adiposo. Apresentam comprimento de 7 a 8 cm, profundidade de 2 a 3 cm e
espessura de 1 a 1,5 cm. Superiormente, mantêm continuidade direta com o monte do púbis.
Posteriormente, os grandes lábios vão afunilando e mergulham na região sobreposta ao corpo perineal
para formar a comissura posterior.
Pequenos lábios - Cada um dos pequenos lábios é uma dobra delgada de tecido que se
mantém medialmente a cada grande lábio. Os pequenos lábios estendem-se superiormente, onde
ambos se dividem em duas lâminas. O par inferior se funde para formar o frênulo do clitóris, e o par
superior para formar o prepúcio. Inferiormente, os pequenos lábios se estendem, aproximando-se da
linha média sob a forma de pregas teciduais que se fundem para constituir a fúrcula.
Clitóris - É o principal órgão erógeno feminino e homólogo erétil do pênis. Localiza-se abaixo
do prepúcio e acima da uretra, projetando-se inferiormente entre as ramificações dos pequenos lábios.
Sua extremidade livre projeta-se para baixo e para dentro do introito vaginal.
Glândulas vestibulares - As glândulas de Bartholin, também denominadas glândulas
vestibulares maiores, são as principais; medem de 0,5 a 1 cm de diâmetro. Encontram-se em posição
inferior aos bulbos vestibulares e profunda em relação às extremidades inferiores do músculo
bulboesponjoso em ambos os lados do introito vaginal.
Óstio uretral - Os dois terços inferiores da uretra correm imediatamente acima da parede
anterior da vagina. O óstio ou meato uretral encontra-se na linha média do vestíbulo, 1 a 1,5 cm abaixo
do arco púbico e um pouco acima do introito vaginal.
Óstio vaginal e hímen - O óstio vaginal é limitado distalmente pelo hímen ou seus resquícios.
Na mulher adulta, o hímen consiste em membrana de espessura variável que circunda o introito vaginal
de forma mais ou menos completa; é composto principalmente por tecido elástico e conjuntivo
colágeno, e ambas as superfícies, externa e interna, são recobertas por epitélio pavimentoso
estratificado. A abertura do hímen varia, no seu diâmetro, desde uma ponta de agulha até um tamanho
que admite a passagem da ponta de um ou dois dedos. O himen imperfurado constitui uma lesão rara
na qual o orifício vaginal é completamente obstruído, causando retenção do fluxo menstrual.

ÓRGÃOS REPRODUTORES INTERNOS

Vagina - Esta estrutura musculomembranosa se estende desde a vulva até o útero,


encontrando-se interposta anterior e posteriormente entre a bexiga e o reto. É um canal de 8 a 10 cm
de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos. Contém de cada
lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin, que
secretam um muco lubrificante. A vagina é o local onde o pênis deposita os espermatozoides na
relação sexual. Além de possibilitar a penetração do pênis, possibilita a expulsão da menstruação e, na
hora do parto, a saída do bebê.
Útero - Órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente ao
reto, de parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pera invertida. É revestido
internamente por um tecido vascularizado rico em glândulas - o endométrio.
Tubas de Falópio - O comprimento destas extensões tubulares do útero varia de 8 a 14 cm,
sendo cada tuba dividida em porção intersticial, istmo, ampola e infundíbulo. A porção intersticial fica
incorporada à parede muscular do útero. O istmo, ou a porção mais estreita da tuba que se liga ao
útero, gradualmente se transforma na porção mais larga e lateral à ampola. O infundíbulo, ou
extremidade fimbriada, é a abertura em forma de funil na extremidade distal da tuba uterina.
Ovários - São as gônadas femininas. Produzem estrógeno e progesterona, hormônios sexuais
femininos. No final do desenvolvimento embrionário de uma menina, ela já tem todas as células que
irão transformar-se em gametas nos seus dois ovários. Estas células - os ovócitos primários -
encontram-se dentro de estruturas denominadas folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A partir da
adolescência, devido à ação hormonal, os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. Os
folículos em desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno. Mensalmente, apenas um folículo
geralmente completa o desenvolvimento e a maturação, rompendo-se e liberando o ovócito secundário
(gameta feminino): fenômeno conhecido como ovulação. Após seu rompimento, a massa celular
resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, que passa a secretar os hormônios progesterona
e estrógeno. Com o tempo, o corpo lúteo regride e converte-se em corpo albicans ou corpo branco,
uma pequena cicatriz fibrosa que irá permanecer no ovário. O gameta feminino liberado na superfície
de um dos ovários é recolhido por finas terminações das tubas uterinas - as fímbrias.

HORMÔNIOS SEXUAIS FEMININOS


Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo
desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.
Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as células de muitos locais do organismo, a
proliferar, isto é, a aumentar em número. O estrogênio também provoca o aumento da vagina e o
desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pelos, os quadris se alargarem e
o estreito pélvico assumir a forma ovoide, em vez de afunilada como no homem; provoca o
desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o
tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o
arredondamento típico do sexo.
Funções da Progesterona: Está relacionada com a preparação do útero para a aceitação do
embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau
da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina,
acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por
vasos sanguíneos; determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio.
Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do embrião que se está
implantando ou do feto em desenvolvimento.

CICLO MENSTRUAL

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