ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
SANTOS, Rosilene Gonçalves Licenciando/Bacharelando em Pedagogia na
Faculdade Invest
SOBRENOME, Nome do Professor orientador convidado (o nome do professor
Corretor deve ser colocado após a primeira postagem e correção)
ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
RESUMO- Na atual sociedade não há espaço para a prática horizontal da alfabetização. Não se
concebem mais procedimentos que exijam da criança a reprodução ou a transcrição do que está escrito,
não se busca mais formar indivíduos que executem, obedeçam e concebam o que está escrito como
verdade absoluta, e sim que sejam capazes de criar e recriar, de maximizar o seu tempo livre, de
integrar-se a uma sociedade reflexiva e complexa. O que se pretende hoje é o letramento do indivíduo,
ou seja, forma indivíduos que se percebem leitores competentes e que possam exercer o papel de
cidadão ativo na sociedade em que vivem. Há uma necessidade de se alfabetizar letrando e/ou letrar
alfabetizando, pois é possível trabalhar mesclando alfabetização com letramento na educação infantil.
Teoria formulada por Ferreiro, Magda soares e outros estudiosos sobre letramento e alfabetização,
mostra que o processo de aprendizagem não é dirigido pelo processo de ensino, mas pelo processo de
aquisição do conhecimento, ou seja, é como e aprende e não como se ensina. Assim, relacionaremos a
alfabetização ao processo de letramento e faremos também, referências às competências e habilidades
no seguimento do processo.
PALAVRAS-CHAVE: Alfabetização. Letramento. Educação Infantil.
INTRODUÇÃO
O presente artigo pretende abordar a questão da alfabetização no contexto da
Educação Infantil e tem por objetivo apresentar uma investigação sobre os conceitos de
alfabetização e letramento na Educação Infantil bem como: as formas de colocar a
criança pequena em contato com práticas sociais de leitura e escrita, iniciando, desde
cedo, o processo de apropriação social dessas aquisições. Saber ler e escrever são
insuficientes para vivenciar plenamente a cultura escrita e responder as demandas da
sociedade atual, é preciso tornar-se um indivíduo que não só saiba ler e escrever, mas
exercer as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vive.
Este trabalho apresenta os processos de alfabetização e letramento refletindo
seus conceitos, diferenciando-os para que possamos entender com clareza cada um.
São dois processos diferentes, no entanto, precisam ser trabalhados juntos, um
completando o outro, para que assim obtenha sucesso na formação dos alunos.
Essa pesquisa tem como proposta não apenas apresentar conceitos, mas
também expor as contribuições que os processos de alfabetização e letramento trazem
para o ensino-aprendizagem na Educação Infantil, assim como de uma forma lúdica
familiarizando e preparando as crianças para o Ensino Fundamental I.
Esta pesquisa com a temática da educação infantil e linguagem norteia-se pela
seguinte questão: em que medida a criança se apropria da linguagem escrita no
processo de alfabetização na educação infantil?
Essa pesquisa é o passo inicial na construção efetiva de investigação sobre esse
assunto, ou seja, uma revisão bibliográfica sobre o assunto abordado. A pesquisa
bibliográfica auxilia na escolha de um método mais apropriado, assim como num
conhecimento das variáveis e na autenticidade da pesquisa.
Está pesquisa bibliográfica contribui para a obtenção de informações sobre a
situação atual do tema a partir dos autores pesquisados Soares (1985), Ferreiro (1985),
Teberosky (1985). Entre outros autores e materiais com a LDB e o Referencial
Curricular Nacional para a Educação Infantil foi possível elaborar uma reflexão sobre a
contribuição desses estudiosos para a nova visão a respeito da alfabetização e a
construção de políticas públicas específicas para a educação infantil.
Assim, foi realizada pesquisa bibliográfica com o objetivo de pesquisar os
conceitos de alfabetização e de letramento e de demonstrar a importância da
alfabetização e do letramento na Educação Infantil e a importância da literatura infantil
como recurso pedagógico.
1 A EDUCAÇÃO INFANTIL
Conforme a Lei de Diretrizes Nacional Brasileira (LDB) nº 9394/96, a
educação infantil passou a integrar a Educação Básica em seu artigo 29: “A
educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade.” (LDB, 1996).
Conforme o MEC/SEB (2006, p. 7),
A Educação Infantil, embora tenha mais de um século de história, como cuidado
e educação extradomiciliar, somente nos últimos anos foi reconhecida como
direito da criança, das famílias, como dever do Estado e como primeira etapa da
Educação Básica.
De acordo ainda com os Referenciais, devem ser trabalhados os seguintes eixos
com as crianças: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita,
Natureza e Sociedade e Matemática. No tocante as crianças portadoras de
necessidades sociais, o RCNEI orienta um trabalho educativo que possa integrá-las na
sociedade potencializando as suas habilidades e respeitando as suas diferenças e
estimulando a sua participação na convivência.
De acordo com as Diretrizes da Política Nacional de Educação Infantil,
A educação de crianças com necessidades educacionais especiais deve
ser realizada em conjunto com as demais crianças, assegurando-lhes o
atendimento educacional especializado mediante avaliação e interação com
a família e a comunidade. (MEC, SEB, 2006, p. 17)
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI, 1998, vol.
1, p. 17) concorda com a LDB sobre a necessidade do desenvolvimento integral da
criança ao afirmar que:
Embora haja um consenso sobre a necessidade de que a educação para as
crianças pequenas deva promover a integração entre os aspectos físicos,
emocionais, afetivos, cognitivos e sociais da criança, considerando que esta
é um ser completo e indivisível, as divergências estão exatamente no que
se entende sobre o que seja trabalhar com cada um desses aspectos.
(RCNEI, 1998, vol. 1, p. 17)
Conforme a LDB, a educação infantil precisa atender de forma específica as
crianças de 0 a 3 anos nas creches e as crianças de 4 e 5 anos nas escolas
regulares. E ainda orienta que é preciso considerar na educação desta geração
diversidade étnico racial e o cuidado especializado conforme as necessidades.
Porém, essa inserção das crianças a partir dos 4 anos na escola não é
obrigatória e fica a cargo de cada município brasileiro. De acordo com a Emenda
Constitucional 59, aprovada pelo Congresso Nacional em 2009, até 2016 no Brasil,
todas as crianças, a partir dos quatro anos de idade, deverão ter vagas garantidas
para educação infantil na rede pública do país.
A educação infantil é um espaço de brincadeiras, do lúdico, da música, da
construção de conhecimentos, do estudar, ler, escrever e desenhar. Concordo com
Sampaio (1993, p. 76) quando diz que “a educação infantil deve ser um espaço de
construção de conhecimento onde o aluno, é visto como sujeito do processo de
aprendizagem”. E com Garcia (1993, p. 19) que afirma:
(...) a função da educação infantil não é apenas dar continuidade à
aprendizagem da linguagem escrita, uma entre tantas linguagens, mas
contribuir para que as crianças vivenciem as diferentes linguagens e usá-
las para se expressar – a linguagem corporal, a linguagem musical, a
linguagem plástica, a linguagem fotográfica, a linguagem do vídeo, a
linguagem da mímica, a linguagem teatral e, por que não, a linguagem da
informática.
Contudo a educação infantil ainda se divide, muitas vezes assumindo a
função assistencialista no caso das creches e a função educacional nas escolas
regulares. Aos poucos vem se modificando a visão que se tem da criança como
autor no seu processo de aprendizagem, emerge uma nova concepção de que a
criança cria, constrói seu conhecimento por indivíduo sócio histórico, que produz e
está inserido no contexto.
Dentro do contexto educacional da Educação Infantil
O processo pedagógico deve considerar as crianças em sua totalidade,
observando suas especificidades, as diferenças entre elas e sua forma
privilegiada de conhecer o mundo por meio do brincar. (MEC, SEB, 2006, p.
17).
Mesmo as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil dando ênfase a
brincadeiras e interação com colegas e adultos também menciona o trabalho com
escrita e com o sistema de numeração. Porque as crianças da educação Infantil mesmo
sem saber ler são capazes de reconhecer e pensar em letras e números por fazer parte
do seu cotidiano. Diariamente elas estão em contado com números e letras, seja no
computador, na televisão, na rua, com os jogos, portanto antes mesmo de aprender à
função dos números e letras as crianças já conhecem.
1.1 EDUCAÇÃO INFANTIL, ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
A Educação Infantil é a etapa que deve prover um ensino baseado em práticas
pedagógicas de cunho lúdico, onde a criança possa aprender brincando em um
ambiente que favoreça seu desenvolvimento integral. Diante desse contexto, não
podemos deixar de falar da alfabetização e do letramento, pois desde o seu nascimento
uma criança vive em um ambiente letrado, algumas menos, outras mais, principalmente
se frequenta uma instituição de Educação Infantil o contato com o mundo letrado será
maior ainda, pois “Vivemos numa sociedade onde a escrita está presente de maneira
intensa. Desde muito cedo as crianças vivenciam situações em que mantém contato
com materiais escritos em vários lugares e sob diferentes formas.” (STEMMER, 2010,
p.131-132)
Se a criança tem contato com livros, se lêem histórias para e com ela, se
observa rótulos, receitas, enfim, se lhe dão oportunidade de vivenciar práticas sociais
da escrita está criança terá desde a mais tenra idade um entendimento prático sobre a
escrita.
A criança desde muito pequena gosta muito de ouvir histórias, uma vez que se
pedido for ela o reconta depois a sua maneira, o que indica que compreendeu o texto,
que o mesmo teve sentido para ela, assim como afirma Britto (2012), a criança leu com
os ouvidos e escreve com a boca. Pode-se dizer assim que alfabetização neste
contexto faz sentido na Educação Infantil.
Deste modo, a Educação Infantil ao promover experiências expressivas de
aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se
constitui como espaço de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e
de acesso ao mundo letrado pelas crianças.
A criança inicialmente começa a representar o mundo a sua volta por meio do
desenho, o qual configura o uso de uma linguagem. Para Vygotsky (1998), o ensino da
linguagem escrita tem estreita relação com o desenho, para ele é uma transição natural
do desenho de coisas para o desenho de palavras.
A aprendizagem da língua escrita na Educação Infantil deve ser algo
significativo para a criança, é um processo natural e intencional, uma vez que toda
pratica educativa tem uma finalidade. Segundo Soares (2009), atividades que fazem
parte do cotidiano da educação infantil como as garatujas, os jogos, os desenhos, as
brincadeiras de faz-de-conta, são a etapa inicial da aprendizagem da língua escrita.
Percebemos que ao fazermos uma retrospectiva sucinta da história da linguagem
escrita e analisarmos desde o significado do gesto, do jogo, do faz de conta, o desenho
e a fala, que estes são modos diferentes de representação. Desta forma compreende-
se que estas linguagens são a essência do trabalho de alfabetizar e letrar e que são
elas que darão suporte necessário para ensinar as crianças que existe outra forma de
representá-las, ou seja, por meio da escrita.
Portanto, a alfabetização e o letramento na Educação Infantil devem ser
trabalhados de acordo com as peculiaridades desta fase e explorar as atividades de
maneira que estas sejam adequadas, interessantes e necessárias para a criança neste
período, onde a natureza lúdica da pratica pedagógica deve prevalecer. É necessário
propor atividades que tenham como ponto de partida os interesses da criança, a fim de
favorecer seu desenvolvimento e aprendizagem.
É importante ressaltar que toda criança aprende brincando e é na brincadeira
que ela expressa sua criatividade, imaginação e interesses. Devemos nos atentar a
isto, ou seja, nas experiências significativas vividas pela criança no seu dia a dia, nas
relações que estabelece com o outro. Assim,
É o que Vygotsky argumenta: a construção do conhecimento ocorre, primeiro,
no plano social e, depois, no individual. A escrita que está no contexto social, ou
seja, na sala de atividades, nos nomes e livros, nas áreas de faz de conta, nas
tabuletas, nos cartazes, no lar e na sociedade vai sendo construída pela
criança, de forma individual e pessoal. Os processos não são iguais. Portanto,
não se pode utilizar estratégias iguais para todas as crianças (KISHIMOTO,
2012, p.53-54).
Ao considerarmos as características peculiares de cada criança estaremos
respeitando sua forma de aprender e assim propor atividades na educação infantil que
as conduza a vivenciar ricas experiências no trabalho com a linguagem escrita e suas
funções sociais. É preciso considerar nesse processo a forma como a criança se
apropria do mundo, as suas vivências, as suas potencialidades de acordo com o seu
desenvolvimento.
1.2 LETRAMENTO X ALFABETIZAÇÃO
As discussões em torno do tema da língua materna, nas séries iniciais, têm
colocado em confronto as expressões alfabetização e letramento, não como uma mera
disputa semântica, mas como posições diferentes na abordagem teórico-metodológica
do ensino da língua.
Esta disputa teórico-prática obriga-nos a analisar os limites e possibilidades do
processo ensino-aprendizagem. No embate da alfabetização X letramento, surge uma
crítica necessária e acertada à alfabetização tradicional que desprezava qualquer
tratamento da textualidade, centrando-se exclusivamente no ensino do código. Tal
crítica se deu antes da divulgação de uma concepção mais ampla que resultasse em
práticas pedagógicas mais adequadas e progressivas. Disto resultou, em um primeiro
momento uma verdadeira “febre do texto”. A chegada do texto às salas de aula se fez
em abordagens muito precárias em razão do desconhecimento dos professores acerca
dos fundamentos que informam uma concepção que toma o texto como eixo do
processo de ensino-aprendizagem da língua.
Em consequência, o que se verificou foram um rebaixamento ainda maior dos
resultados da aprendizagem nas séries iniciais, um abandono do ensino do código e um
despreparo à nova abordagem proposta. É de suma importância a discussão sobre o
letramento enquanto concepção do ensino da língua que transcende os limites estreitos
da alfabetização tradicional.
A alfabetização na educação infantil é assunto que a muitos anos vem sendo
discutido em toda a América Latina e alguns países da Europa. Muitos pesquisadores
como SOARES (2003), FERREIRO (1992) e outros se aprofundaram no assunto, mas a
polemica sim ou não, continua a assombrar profissionais da área.
FREIRE (1990) e TFOUNI (1995) garantem que é inútil fecharmos os olhos para
este assunto, uma vez que a criança desde pequena tem o desejo de ler e escrever,
porque vive em uma sociedade letrada e não faz parte de uma sociedade ágrafa.
Outros discordam, defendem a ideia de que uma criança com cinco anos, ainda não
possui maturidade suficiente e que o mais importante para o seu desenvolvimento é a
atividade de brincar.
Para Soares (2000) o letramento é o estado em que vive o indivíduo que não só
sabe ler escrever, mas exerce as práticas de leitura e escrita que circulam na sociedade
em que vive.
Emília Ferreiro aprofunda um aspecto importante no processo de construção da
leitura e escrita: problema cognitivo envolvido no estabelecimento da relação
entre o todo e as partes que o constituem. Emília nos mostra que a criança
elabora uma série de hipóteses trabalhadas através da construção de princípios
organizadores, resultados não só de vivências externas mas também por um
processo interno. Mostra também como a criança assimila seletivamente as
informações disponíveis e como interpreta textos escritos antes de
compreender a relação entre as letras e os sons da linguagem. (1991, apud
SOARES, 2000).
O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito
abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a
palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo,
depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras. Esse é um ponto de
suma importância para aqueles que pretendem despojar-se dos restritos, e incisivos,
conceitos em que a alfabetização é estabelecida em termos mecânicos e funcionais.
2 CONCLUSÃO
Diante da pesquisa realizada e dos estudos realizados, identificaram-se desafios,
sentiram-se dificuldades e proporcionaram-se contribuições. Os desafios mostraram
que a pesquisa realizada é constituída frente a muitos obstáculos e assim é
imprescindível o compromisso com uma educação emancipadora do ser humano.
Ao final deste trabalho, acredita-se que foram alcançados os objetivos propostos
inicialmente, pois o ato de educar é uma prática transformadora, carregada de
intencionalidade, onde todos os sujeitos envolvidos neste processo, alunos e educador,
são sujeitos históricos, isto é, que são responsáveis pela construção histórica da
sociedade da qual fazem parte.
Na Educação Infantil, a criança pode participar de momentos de letramento, em
que seja estimulada a ouvir a leitura de livros infantis e a falar, mediante uma história,
um poema, uma receita, um bilhete, uma carta. Além de expressar o que entendeu,
pode também discutir pontos de vista, exprimir os sentimentos despertados,
estabelecer relações entre os fatos da história e sua própria vida. Ter oportunidade de
expressar a compreensão que tem do texto lido, escrito ou falado, de várias formas.
Deste modo, entende-se que a Educação Infantil é a base da Educação e deve
ser concebida e entendida como um momento crucial no desenvolvimento infantil, visto
que a criança é compreendida em sua totalidade com o objetivo de fazê-la desenvolver
plenamente.
Portanto é importante frisar a importância de ser um educador comprometido
com seu papel de mediador do conhecimento que envolve o compromisso em
desenvolver suas ações educativas fundamentadas em conhecimentos teóricos que
viabilizarão uma forma de educar adequada a Educação Infantil, com respeito as
características desta fase.
Desta maneira, educar pressupõe uma prática pedagógica contextualizada que
venha de encontro aos interesses e necessidades dos alunos, com respeito as suas
peculiaridades e potencialidades.
Neste processo, o educador deve ser um mediador, entre o aluno e o
conhecimento, e entender essa dinâmica permite ao educador readequar sua prática
Assim, a alfabetização e o letramento na Educação Infantil necessitam ser entendidas
como algo necessário, porém não deve ser prioridade, uma vez que o desenvolvimento
integral da criança em diferentes aspectos é a real função da Educação Infantil.
No fundo, ensinar implica dominar habilidades. Aprender a ensinar, ensinando.
Ter competência é fazer bem dentro das normas e princípios do ensino. Ter habilidades
é fazer a mesma coisa, mas criando técnicas eficazes. Leva em conta, ainda, a
preparação para o ingresso no ensino Fundamental, com ênfase na preparação para a
vida e a cidadania, através do domínio de competências e habilidades que facilitem a
inserção social do educando.
O aprendizado é o fenômeno central da evolução infantil. Uma criança aprende
por meio das relações que estabelece com seu ambiente. Assim acontece no processo
de alfabetização e letramento. Podemos ensinar a ler e a escrever, a pensar sobre o
que lemos e escrevemos e, a gostar de ler e de escrever.
Portanto, a criança não precisa sair da Educação Infantil sabendo ler e escrever,
porém, a criança pode e deve ter contato com a escrita e a leitura, de maneira que a
leve a ter uma base para concretizar sua alfabetização posteriormente no Ensino
Fundamental.
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