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Lucas e Carolina: Um Amor Não Correspondido

Lucas, um jovem de 19 anos, se vê obcecado por Carolina, uma garota enigmática que conheceu no colégio. Após meses de tentativas frustradas de se conectar com ela, Lucas descobre que Carolina tem um passado complicado que a levou a se afastar de seus amigos. A história explora a luta interna de Lucas para entender seus sentimentos e a vida de Carolina, marcada por mistérios e desafios pessoais.

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Bernardo
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Lucas e Carolina: Um Amor Não Correspondido

Lucas, um jovem de 19 anos, se vê obcecado por Carolina, uma garota enigmática que conheceu no colégio. Após meses de tentativas frustradas de se conectar com ela, Lucas descobre que Carolina tem um passado complicado que a levou a se afastar de seus amigos. A história explora a luta interna de Lucas para entender seus sentimentos e a vida de Carolina, marcada por mistérios e desafios pessoais.

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Historia

Parte 1
Seu nome ecoa pelas paredes da minha cabeça remetendo um grito em uma sala vazia
onde há muito tempo não recebe a sua visita.

Meu nome é lucas, tenho 19 anos e não tiro a Carolina da cabeça. Eu não sei qual é
o meu problema, passaram-se mais de um ano e tudo que vivemos permanece em minha
mente como se nunca tivesse ido embora. Como se o mundo fosse moldado pra sua
existência e não tivesse percebido sua falta.

Nós nos conhecemos em fevereiro, mais especificamente dia 9, o verão carioca como
sempre muito quente e o rio de janeiro não tendo respeito nenhum aos seus
moradores, tinha acontecido um apagão na cidade, não me deixando dormir direito
para enfrentar o primeiro dia de aula do grandioso terceiro ano do ensino médio.

Eu não estava muito nervoso porquê trocar de colégio era algo normal para mim, ja
era o quinto em que eu me matriculava então eu ja tinha minhas, como meu avô
gostava de dizer, “Tecnicas Sociais”, bem treinadas.

Indo de bicicleta até o colégio naquele calor infernal -o rio de janeiro consegue
deixar 7h da manhã de uma segunda muito mais quente do que você imagina- , me dei
conta de que tinha esquecido meus cadernos em casa porque tinha passado a tarde
anterior tagueando as matérias -e sim, eu sou mais nerd do que você pensava- ,
conclusão, cheguei no primeiro dia de aula todo suado e sem meu material, não tinha
como estreiar em uma turma nova de maneira mais escrota.

Chegando na sala eu me deparo com um ambiente completamente comum de sala de aula


colegial: garotas fofocando no canto da sala, um grupo de moleques imitando vídeos
que eles achavam engraçado do tiktok -fazendo isso bem alto inclusive- , uma
rapaziada desenhando pirocas no caderno de uma patricinha, o completo normal do
ensino médio. Pelo que eu tava entendendo aquela turma já se conhecia há tempos,
vendo a interação social profunda ditada pelos hormônios e pela impulsividade foi a
conclusão que eu cheguei, e eu estava certo, na verdade não 100%.

Aquela turma realmente era antiga, estão juntos desde a 9ª série, e era a primeira
vez que a escola abria vagas para novos alunos para aquela sala, isso significa que
eu não era especial, nem o único.

Sem saber muito bem o que fazer, eu me sentei ao lado de uma garota, aparentemente
nova também, ela não conversava com ninguém e ficava quieta o tempo todo escrevendo
alguma coisa no em um caderno esquisito que ela tinha.

-Prazer, meu nome é Lucas, eu vim transferido do Santa Barbara, qual é o seu nome.-
Eu a cumprimentei.
-…- ela ignorou. Naquele momento eu fiquei meio bolado mas tudo passa, eu acredito
que ela poderia estar usando fones de ouvido e eu não tenha percebido, mas também
não tenho certeza. As aulas ocorreram normais, menos naqueles dois tempos de
inglês, o professor era legal, mas dava pra ver que não colocava moral nenhuma em
sala, todos ignoravam a aula dele, menos eu, algum senso de heroismo canalha me fez
ser comovido pelo professor de ingles que a partir daquele dia, eu prestaria
completa atenção em suas aulas.

No dia seguinte, sentei-me no mesmo lugar, ao lado daquela menina da qual eu me


negava a tentar advinhar o nome. Agora que me dei conta, esqueci de descreve-la.
Bem, o Lucas do inicio de fevereiro a enxergava dessa exata forma: Uma garota
baixinha dos olhos escuros, magra com um piercing na sobrancelha e alguma tatuagens
pequenas e que tinha um rosto estranhamente atraente, não tinha muito peito nem
muita bunda, mas naquele momento aquilo pouco importava, eu estava dedicado mesmo
em apenas conseguir falar com ela. Cada vez parecia mais dificil de conseguir tal
façanha, porque ela passava a aula inteira de fones e só tirava pra ouvir as aulas
de história e literatura, as vezes as de português. Mas eu estava determinado!

Alguns dias depois, eu decidi segui-la depois da aula e calma, eu sei que isso é
muito estranho, mas eu agradeço todos os dias da minha vida por ter tomado essa
decisão. Saindo do colégio eu à vi pegando o onibus e como o foco da minha vida era
entender essa mulher, eu decidi entrar no mesmo que ela. Ela não me viu entrando,
sentei na ultima cadeira e mesmo com várias vazias ela decidiu ir em pé. Quando eu
percebi que ela estava para desembarcar eu me levantei e fui da maneira mais
cautelosa possivel pra que ela não notasse minha presença, saindo do onibus, segui
ela até um prédio vazio, garanti uma certa distancia pra que ela não percebesse que
foi seguida e assim fui subindo as escadas do prédio.

Sendo sincero, eu não estava muito bem em forma, então subir 10 lances de escada
pra mim seria equivalente à um alpinista escalar o monte everest.

Depois de subir todos os infinitos lances de escadas finalmente cheguei ao terraço,


e lá estava ela, sozinha sentada parapeito com as mãos apoiadas no chão ao lado de
suas pernas como se não esperasse nada do mundo, e ao mesmo tempo tendo ele nas
mãos. Depois de uns 5 minutos ela pega um cigarro e começa a fumar, isso ela fazia
isso com maestria, mesmo tendo preconceito, tenho que admitir. O tempo corria no
relogio parado, parecia que naquela fração de hora eu vivi uma vida inteira, nada
acontecia, eu continuava escondido atrás de um gerador quebrado e ela sentada
fumando no parapeito parecendo uma suicida preventiva. Se passando uns 20 minutos
eu decidi voltar, eu tinha medo de que ela me percebesse e estragasse tudo, não que
tenha algo que possa ser estragado nessa stalkeada doentia pra satisfazer a minha
curiosidade.

Eu não tava afim dela, eu não achava ela bonita assim e definitivamente ela não
parecia das garotas mais agradaveis pra se conviver, mas algo me chamava atenção,
algo me fazia querer entender, estar perto e me fazer sentir o que devia ser
sentido, mesmo que isso não faça sentido nenhum agora, na minha cabeça fazia e
perpetua fazendo.

Eu sempre a via pegando o mesmo onibus todas as segundas e quintas, mas eu decidia
não refazer a aventura, como nós estudavamos no Centro do Rio de Janeiro, entrar em
prédios abandonados por aqui não é bem visto, principalmente por mim, que ainda
tinha algum apreço pela minha vida e não queria ser carimbado pela seringa de algum
viciado aidético sem teto.

Na escola as coisas continuavam na mesma, ela quieta ouvindo musica e eu ja tava


ficando mais na minha, por que tava perdendo a paciencia com aquela anti-social com
manias esquisitas clichês de filme americano.

parte 2
Tinha se passado um mês desde o inicio das e eu ainda pensava nisso e então, como
não conseguia respostas decidi perguntar à quem lá estudava. Até então a unica
coisa que eu tinha descoberto é que seu nome era carolina, graças a chamada.
Então decidi perguntas para as exatas 3 pessoas da sala que eu tinha a minima
conexão de coleguismo: Caio, Marcelo e Julia, namorada de Marcelo.

-Qual é a da Carolina, ela é nova? sabe alguma coisa dela?- perguntei ao Caio
-Ela não é nova não, já estuda aqui há muito tempo inclusive ela era muito proxima
de todo o pessoal, mas aconteceu alguma coisa ano passado que fez ela cortar
amizade com geral eu não sei muito mais do que isso.- Eu ia perguntar ao Marcelo,
mas acabei descobrindo que ele também era novo no colégio e que as unicas pessoas
dali que ele falava eram eu e a Julia, sua namorada, e ela sim já estudava lá a
muito tempo.
-Cara, essa Carolina que senta ali mais pra esquerda, que fica do meu lado lá, você
sabe alguma coisa dela?- perguntei.

-Carol?- Até aquele momento nunca tinha ouvido ninguém chamar ela por esse nome.

-Sim, a de cabelo meio curto, do piercing.

-É claro que eu conheço, no primeiro ano


ela era minha melhor amiga, mas algo aconteceu a uns 8 meses atrás que fez ela
mudar com todo mundo, e o pior, ninguem sabe o que realmente aconteceu. Ela veio de
Brasilia a 5 anos atrás junto com os pais e o irmão mais velho, hoje ele nem com
eles mora mais, soube que teve problemas com um pessoal errado da Baixada, mas acho
que ainda ta vivo- Ela fala demais, mas pelo menos me ajudou em alguma coisa.
(NAO ABANDONA ESSA HISTORIA BERNARDO)

Common questions

Com tecnologia de IA

The urban environment of Rio de Janeiro acts as a backdrop that influences Lucas's physical journey and serves as a metaphor for his internal quest for understanding. The city's chaotic nature, indicated by the oppressive heat and crowded public transportation, reflects Lucas's tumultuous emotions and quest for identity in a new social setting. The act of navigating the city, following Carolina into abandoned buildings, and confronting urban challenges symbolizes Lucas's pursuit of discovery and the complexities of human connection in a dynamic, often overwhelming environment .

Lucas's decision to follow Carolina and investigate her personal life poses ethical questions regarding privacy invasion and respect for personal boundaries. While driven by curiosity and a desire to understand her enigmatic behavior, his actions breach ethical norms by disregarding her right to privacy and autonomy. This intrusion reflects an ethical dilemma where curiosity conflicts with the respect for another's freedom and personal space, emphasizing the need for ethical mindfulness in understanding others' lives .

Through Lucas's perspective, the narrative delves into the complexity of human relationships by highlighting his curiosity about Carolina. Despite not being overtly attracted to her, Lucas is compelled to understand her mysterious nature, which indicates a broader human desire to comprehend the unknown and seek connection. This persistent curiosity leads Lucas to engage in behaviors like following Carolina, depicting the lengths one might go to in pursuit of understanding others. The narrative uses this exploration to address how initial judgments can evolve into deeper insights and empathy when one actively seeks to comprehend another's circumstances .

Lucas repeatedly mentions that his memories of Carolina remain vivid, indicating an inability to move on from their past relationship. This persistent fixation on Carolina's memory highlights a deep-seated emotional attachment, suggesting that Lucas may be experiencing unresolved emotional conflicts or an inability to cope with the absence of meaningful closure. This situation could be indicative of emotional attachment issues, potentially contributing to feelings of longing or unresolved affection .

The sweltering heat of a Rio de Janeiro summer creates an oppressive atmosphere that reflects Lucas's internal state, amplifying his discomfort both physically, due to the weather, and emotionally, due to his tense social interactions and feelings of inadequacy upon forgetting his school materials. The environmental conditions enhance the narrative's mood by adding a layer of physical discomfort that mirrors Lucas's struggle to adapt and find his place in a new school setting, reinforcing his sense of isolation .

Carolina's past, involving a close social network and a subsequent unexplained social withdrawal, profoundly impacts her present behavior, causing her to remain detached and enigmatic. Her reluctance to engage socially and preference for isolation suggests unresolved trauma or an event that caused significant distress, influencing her decision to disconnect from former relationships. This behavior might stem from a need for self-protection, emotional recovery, or an aversion to re-experiencing past negative events. As described by her peers, the lack of clarity around her past significantly contributes to her current detached demeanor .

Lucas's conversations with classmates Caio, Marcelo, and Julia provide fragmented insights into Carolina's past, illustrating the role of peer interactions in shaping perceptions and understanding of an individual. These exchanges highlight how social dynamics, characterized by partial information and personal biases, can influence collective narratives about a person. Lucas's efforts to gather information depict a common social phenomenon within educational settings, where peer relationships and rumors significantly impact individuals' reputations and understanding, often leading to assumptions that may or may not align with reality .

Lucas mentions having "social techniques" that help him adapt to new environments due to frequent school transfers. These skills enable him to assess the social dynamics of the classroom quickly, identifying already established groups and social norms. However, despite these skills, Lucas struggles to form a connection with Carolina, suggesting that while his adaptation skills facilitate general acclimatization to new environments, they do not guarantee successful integration with all peers, especially those who display anti-social tendencies .

Initially, Lucas describes Carolina in simple, somewhat superficial terms, focusing on her physical attributes and mysterious demeanor. As the narrative progresses, his observation shifts to a more nuanced understanding, recognizing her complex behaviors such as selective engagement with certain classes. This evolving description shows Lucas's growing curiosity and depth of perception, indicating that his interest in Carolina goes beyond mere physical attraction to an intrigue about her elusive nature and unexplained social withdrawal .

Lucas's dedication to paying attention in English class, driven by empathy towards the teacher, demonstrates a sense of moral responsibility and a desire to support individuals in vulnerable positions. Despite peer neglect, his conscientious decision indicates an underlying value for education, respect for authority, and a personal sense of justice, marking him as a character who values fairness and is willing to act against group norms to support causes he deems worthy. This reflects an internalized moral compass guiding his actions .

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