0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações3 páginas

Prova Testemunhal no Novo CPC

A prova testemunhal deve ser produzida durante a audiência de instrução e julgamento, mas pode ocorrer antes ou fora da sede do juízo em certas circunstâncias. As partes devem apresentar um rol de testemunhas dentro de um prazo estipulado pelo juiz, e a intimação deve ser feita com antecedência. A substituição de testemunhas é permitida em casos específicos, como falecimento ou enfermidade, mas deve ser contestada prontamente para evitar preclusão.

Enviado por

b.nascimentto05
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações3 páginas

Prova Testemunhal no Novo CPC

A prova testemunhal deve ser produzida durante a audiência de instrução e julgamento, mas pode ocorrer antes ou fora da sede do juízo em certas circunstâncias. As partes devem apresentar um rol de testemunhas dentro de um prazo estipulado pelo juiz, e a intimação deve ser feita com antecedência. A substituição de testemunhas é permitida em casos específicos, como falecimento ou enfermidade, mas deve ser contestada prontamente para evitar preclusão.

Enviado por

b.nascimentto05
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

5.

Local e tempo do testemunho


Em regra: A prova testemunhal deve ser produzida diante do juiz da causa,
durante a audiência de instrução e julgamento (art. 453 CPC). Este é o ato
processual interno, realizado na sede do juízo (art. 499 CPC).

Exceções:
- A colheita da prova testemunhal pode ocorrer antes da audiência de instrução
e julgamento, caso ocorra a produção antecipada da prova (art. 453 e 381
CPC).
- Se o objeto de carta for arbitral, precatória ou de ordem, a testemunha pode
ser ouvida por outro juiz que não seja o responsável pela causa.
- O juízo deve manter equipamento eletrônico de transmissão de vídeo e áudio,
pois, é permitido que a testemunha residente em comarca, seção ou subseção
judiciária diversa daquela onde o processo tramita possa ser ouvida através
desse meio. Esta inquirição à distância é uma alternativa à expedição de carta
precatória ou de ordem para o processo presencial. Visa reduzir a burocracia
do procedimento, dado o princípio da eficiência.
É possível que a prova testemunhal seja produzida fora da sede do juízo, seja
qual for o motivo relevante, desde que a testemunha não esteja impedida de
depor. O juiz irá designar dia, hora e local para o inquirimento.
Há pessoas consideradas egrégias, isto é, que têm o direito de serem ouvidas
em sua residência ou local de trabalho. O magistrado também designará dia,
local e hora para serem inquiridas, lhes enviando uma cópia da petição inicial
ou da defesa oferecida pela parte que as incluiu como testemunha. São as
autoridades egrégias:
i. O presidente e vice-presidente da república.
ii. Os ministros de Estado
iii. Os ministros do STF, CNJ, STJ, STM, TSE, TST e TCU.
iv. Procurador-geral da República e os conselheiros do CNMP
v. Advogado-geral da União, o procurador-geral do Estado e do
Município, o defensor público-geral federal e o defensor público-geral
do Estado
vi. Os senadores e deputados federais
vii. Governantes dos Estados e do Distrito Federal
viii. O prefeito
ix. Os deputados estaduais e distritais
x. Os desembargadores do TJ, TRF, TRT, TER e os conselheiros dos
TCE e do DF
xi. O procurador-geral de justiça
xii. O embaixador de país que é concedido a agente diplomático do
Brasil
Estas prerrogativas só têm validade enquanto os indivíduos estiverem
exercendo a função de seus cargos ou enquanto durarem seus mandatos.

6. Juntada do rol e intimação da testemunha


As partes têm o dever de juntar o rol de testemunhas no prazo comum, não
ultrapassando 15 dias, este que será fixado pelo juízo na decisão de
saneamento e organização do processo. O magistrado irá avaliar as
características do caso concreto para determinar o prazo da juntada do rol de
testemunhas, concretizando assim o princípio da adequação judicial.
- Se a audiência for marcada para saneamento compartilhado, o rol deverá ser
apresentado nesta.
A testemunha arrolada pela parte deve apresentar nome, profissão, estado
civil, idade, CPF, RG, endereço completo da residência e do local de trabalho.
O endereçamento do local de trabalho indica um segundo lugar no qual a
pessoa pode ser encontrada, além de facilitar a verificação da capacidade de
depor.
Cada parte tem o direito de apresentar, no máximo, 10 testemunhas, sendo 3,
no máximo, para a prova de cada fato. Dependendo da complexidade da causa
e dos fatos, o número de testemunhas pode ser reduzido ou aumentado.
É obrigação do advogado da parte que arrolou a testemunha informá-la ou
intimá-la para a audiência, lhe indicando o local, data e hora devida (salvo se a
intimação for judicial). A intimação deve ser feita por carta com aviso de
recebimento, com a junta dos autos, com antecedência de ao menos três dias
da data da audiência. Caso não cumprida a intimação, dá-se a entender
desistência da inquirição da testemunha.
A presunção, em ambos os casos, é juris tantum, "podendo o interessado
provar que houve justo motivo para a testemunha não comparecer".
Situações em que ocorrem a intimação judicial:
i. Se frustrada a intimação feita pelo advogado
ii. Quando a parte demonstrar necessidade de tal, ao juiz
iii. Caso a testemunha seja servidor público ou militar, podendo o juiz
requisitar sua presença ao chefe da repartição ou ao comando do
corpo em que servir
iv. A testemunha ter sido arrolada pelo MP ou DP
v. Quando a testemunha for pessoa egrégia
7. Substituição da testemunha
A testemunha só pode ser substituída em caso de: falecimento, enfermidade,
não estiver em condições de depor, mudança de residência ou local de
trabalho, não for encontrada.
Isso se dá, pois, a testemunha arrolada pela parte torna-se uma prova de
interesse público, da qual não se pode desistir, salvo se os interessados e o
juiz concordarem.
- Esta regra, apesar de parecer rígida e indispensável, não é aplicada
literalmente (nem é isso que ocorre na prática).
- Embora o rigor do dispositivo remeta a uma visão mais inquisitorial do
processo, é certo que a substituição indevida de uma testemunha ou a
desistência de um depoimento devem ser contestadas na primeira
oportunidade que o interessado tiver para se manifestar nos autos, sob pena
de preclusão.

Você também pode gostar