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Infrações e Sanções na Lei 14.133

O documento aborda as infrações e sanções administrativas conforme a Lei 14.133/2021, que regula licitações e contratos públicos. Destaca a importância do devido processo legal e os critérios de dosimetria das sanções, que incluem advertência, multa, impedimento de licitar e declaração de inidoneidade. A nova lei organiza e detalha as infrações administrativas, diferenciando-as das sanções penais, e estabelece um regime jurídico sancionador que deve ser respeitado.
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Infrações e Sanções na Lei 14.133

O documento aborda as infrações e sanções administrativas conforme a Lei 14.133/2021, que regula licitações e contratos públicos. Destaca a importância do devido processo legal e os critérios de dosimetria das sanções, que incluem advertência, multa, impedimento de licitar e declaração de inidoneidade. A nova lei organiza e detalha as infrações administrativas, diferenciando-as das sanções penais, e estabelece um regime jurídico sancionador que deve ser respeitado.
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LICITAÇÕES E CONTRATOS SOB O

VIÉS DA LEI 14.133


Módulo V
Sumário
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 2
2 O REGIME JURÍDICO DE DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR ........................... 3
3 AS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ... 4
4 AS SANÇÕES E OS SEUS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA ........................................................ 6
4.1 ADVERTÊNCIA ................................................................................................................................. 6
4.2 MULTA ............................................................................................................................................... 7
4.3 O IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR ...................................................................... 7
4.4 A DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE PARA LICITAR OU CONTRATAR......................... 7
4.5 FIXAÇÃO DE SANÇÃO AQUÉM DOS PARÂMETROS PREVIAMENTE FIXADOS ........ 8
5 O DEVIDO PROCESSO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DAS SANÇÕES .............................. 8
6. O PROBLEMA DA DUPLA TIPIFICAÇÃO E DA CONEXÃO COM A LEI
ANTICORRUPÇÃO ............................................................................................................................. 10
7 A PRESCRIÇÃO ................................................................................................................................. 11
8 A DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA ..................................................................... 11
9 CEIS E CNEP ..................................................................................................................................... 12
10 A MULTA DE MORA. ..................................................................................................................... 13
11 A REABILITAÇÃO ............................................................................................................................ 13
12 O PROGRAMA DE INTEGRIDADE ............................................................................................. 14
13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS. ...........................................................................17
14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES ..................................................... 18

1
AS INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATIVAS NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES E
CONTRATOS

Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli

Professora de Direito Administrativo em cursos de extensão e especialização


Doutoranda em Administrativo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Mestre em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

1 INTRODUÇÃO
O Direito impõe, por meio de suas normas jurídicas, comportamentos aos
cidadãos de forma coativa, de modo a proporcionar segurança jurídica. Quando
esse comportamento (permissivo, proibido ou obrigatório) imposto pela norma não
é observado, surge ao Estado o dever de aplicar a sanção prevista na lei.
Nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello, “infração e sanção
administrativa são temas indissoluvelmente ligados. A infração é prevista em uma
parte da norma, e a sanção em outra parte dela” 1.
Podemos conceituar infrações administrativas como comportamentos
comissivos ou omissivos, imputáveis a pessoas física ou jurídica, de natureza pública
ou privada, que violam uma norma administrativa que determina comportamento
diverso.
Sanções administrativas, por sua vez, são as consequências impostas pelo
Estado em função da prática de uma infração administrativa, do descumprimento
de um dever imposto pela norma. É a resposta do ordenamento jurídico aos que se
comportaram de forma contrária ao comando normativo, objetivando desestimular
a prática de condutas dessa natureza.
Quando falamos em infrações e sanções administrativas na nova lei de
licitações e contratos, referimo-nos às consequências jurídicas impostas pelo
Estado, no exercício de suas prerrogativas, em função do descumprimento de um
dever imposto aos licitantes e contratantes ao ensejo de um processo de licitação
e/ou de um contrato dele decorrente. Trata-se, desse modo, de uma relação de
causalidade.

1
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo, 36ª edição. Belo Horizonte:
Fórum, 2023, p. 761.

2
A Lei 14.133/2021 dispõe acerca das infrações e sanções administrativas no
Capítulo I, do Título IV, destinado a tratar das Irregularidades.
Em relação ao regime jurídico anterior, pode-se afirmar que a lei 14.133/21
disciplina as infrações e sanções administrativas de forma mais organizada e
detalhada, conforme será demonstrado ao longo do desenvolvimento da matéria
que constitui o objeto de nossa disciplina.

2 O REGIME JURÍDICO DE DIREITO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR


O Direito Sancionador, tanto penal como administrativo, submete-se a um
regime jurídico demarcado por regras e princípios, implícitos e explícitos, que
disciplinam a atividade sancionatória. Isso ocorre porque, conforme afirmou Nelson
Hungria, ontologicamente não há diferença entre os ilícitos penais e
administrativos 2.
De todo modo, em matéria de infrações/sanções devem ser respeitadas as
peculiaridades de cada ramo e instância, uma vez que os bens jurídicos tutelados
são diversos (enquanto a sanção administrativa visa reprimir condutas atentatórias
ao bom funcionamento da Administração, as sanções penais têm por finalidade
reprimir condutas indesejadas à sociedade de um modo geral).
Em matéria de licitações e contratos, o processo para a aplicação de
sanções deve observar as garantias previstas no artigo 5º da Constituição da
República e nas normas gerais editadas pela União e demais entes federados, nos
limites de suas respectivas competências.
Isso significa dizer que sanção alguma pode ser imposta sem a observância
das normas constitucionais e legais que disciplinam o regime jurídico sancionador.
Dentre os princípios que devem ser observados em matéria de direito
administrativo sancionador, destacamos os seguintes: (I) devido processo legal; (II)
legalidade; (III) anterioridade; (IV) contraditório e ampla defesa; (V) tipicidade; (VI)
proporcionalidade; (VII) motivação; (VIII) proibição do reformatio in pejus; (IX)
princípio do ne bis in idem; (X) juiz natural; (XI) individualização da pena; (XII)
presunção de inocência; (XIII) retroatividade da lei mais benéfica.
No que diz respeito ao elemento subjetivo da conduta do agente para fins
de caracterização de uma infração, a doutrina se divide entre os que exigem apenas
a mera voluntariedade do agente (animus de praticar determinada conduta) e os

2
HUNGRIA, Nelson. Ilícito Administrativo e ilícito penal. Revista de Direito Administrativo (Seleção
Histórica, 1945-1995). p. 17. No mesmo sentido: Celso Antônio Bandeira de Mello (In Curso de Direito
Administrativo, 36ª edição.

3
que entendem que a culpabilidade (culpa ou dolo) é elemento necessário para a
configuração da infração.

3 AS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS


A grande soma de dinheiro que envolve o mercado de contratações públicas
contribui para os riscos de ocorrência de irregularidades nos procedimentos de
seleção dos fornecedores e nas contratações firmadas pela Administração Pública,
pondo em risco os objetivos do procedimento licitatório, definidos no artigo 11 da
NLLC 3.
Por esta razão, a lei de licitações e contratos, Lei nº 14.133/2021, a exemplo
do regime jurídico anterior, estabelece sanções administrativas para os licitantes e
contratantes que incidirem em condutas que configuram infrações administrativas.
O novo regime trata apenas das infrações de natureza administrativa, pois
as de natureza penal, anteriormente previstas no artigo 89 a 99 da Lei nº 8.666/1993,
passaram a ser disciplinadas, com o advento da Lei nº 14.133/2021, pelo Código
Penal, nos artigos 337-E a 337-O, do Capítulo II-B, denominado “Dos crimes contra
licitação e contratos administrativos”.
As infrações administrativas estão tipificadas, na nova lei, nos incisos do
artigo 155 da referida lei. São elas:
1. dar causa à inexecução parcial do contrato; (art. 155, inciso I);
2. dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à
Administração, ao funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse
coletivo (art. 155, inciso II);
3. dar causa à inexecução total do contrato (art. 155, inciso III);
4. deixar de entregar a documentação exigida para o certame (art. 155,
inciso IV);

3
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:

I - Assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a
Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto;

II - Assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição;

III - Evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e


superfaturamento na execução dos contratos;

IV - Incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável.

4
5. não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente
devidamente justificado (art. 155, inciso V);
6. não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para
a contratação, quando convocado dentro do prazo de validade de sua
proposta (art. 155, inciso VI);
7. ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da
licitação sem motivo justificado (art. 155, inciso VII);
8. apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame
ou prestar declaração falsa durante a licitação ou a execução do
contrato (art. 155, inciso VIII);
9. fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato
(art. 155, inciso IX);
10. comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza
(art. 155, inciso X);
11. praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação (art.
155, inciso XI);
12. praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de
2013 (art. 155, inciso XII).
Conforme se verifica de uma simples leitura do artigo 155, as infrações
tipificadas nos incisos I a III tratam do descumprimento contratual, pelo contratado;
as dos incisos IV a VII dizem respeito àquelas condutas que demonstram a ausência
de compromisso do licitante ou do contratado para com a Administração, o qual
deixa de honrar com a sua proposta ou com as suas obrigações contratuais sem
justificativa plausível; e as infrações dos incisos VIII a XII são as que envolvem, por
parte do licitante ou contratado, um comportamento fraudulento, inidôneo,
ímprobo, desleal com a Administração, comportamentos esses que, pela sua
natureza, configuram, também, ato de corrupção [tipificados no artigo 5º da Lei n º
12.846/2013] e até mesmo crime. Essas últimas são as infrações que se revestem de
maior gravidade, exigindo, em decorrência das condutas previstas nos tipos, a
presença de dolo para a sua caracterização.
Submete-se a esse regime de infrações e sanções àqueles que licitarem e/ou
contratarem com os entes mencionados no artigo da 1º da Lei 14.133/2021, cujos
processos licitatórios foram instaurados sob a égide desse novo regime, uma vez
que, por força do artigo 191, é vedada a aplicação de forma combinada dessa lei
com as normas do regime jurídico anterior.

5
4 AS SANÇÕES E OS SEUS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA
As sanções aplicáveis aos licitantes e contratados que incidirem nas
condutas tipificadas como infrações no artigo 155 encontram-se no artigo 156, e são
de quatro espécies:

1. Advertência (artigo 156, inciso I);

2. multa (artigo 156, inciso II);

3. impedimento de licitar e contratar (artigo 156, inciso III);

4. declaração de inidoneidade para licitar ou contratar (artigo 156,


inciso IV).
A aplicação dessas sanções não pode ser feita de forma aleatória ou
discricionária, pois a nova lei trouxe parâmetros que devem ser considerados na
fixação e dosimetria dessas sanções, nos §§1º ao 9º do artigo 156.
Importante registrar que a aplicação de sanção, ainda que de natureza
estritamente pecuniária, não se confunde com a reparação dos danos porventura
causados pelo licitante ou contratado à Administração Pública, os quais devem ser
reparados integralmente (§9º do artigo 156).
O § 1º do artigo 156, seguindo a lógica pragmática e consequencialista da
LINDB, trouxe novos parâmetros para a aplicação das sanções, impondo que
deverão ser considerados:
I - a natureza e a gravidade da infração cometida;
II - as peculiaridades do caso concreto;
III - as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
IV - os danos que dela provierem para a Administração Pública;
V - a implantação ou o aperfeiçoamento de programa de integridade,
conforme normas e orientações dos órgãos de controle.
Portanto, além das balizas legais a serem observadas diante da natureza da
infração, devem ser consideradas as circunstâncias do caso concreto para fins de
imposição da sanção mais adequada.

4.1 ADVERTÊNCIA
A advertência é a sanção mais branda da lei e a sua aplicação está restrita,
logicamente, à infração mais leve, qual seja, “dar causa à inexecução parcial do
contrato” (inciso I do caput do art. 155), desde que não haja justificativa para a
imposição de uma sanção mais grave (§§ 2º, 4º e 5º do artigo 156).

6
4.2 MULTA
A sanção de multa pode ser aplicável a qualquer das infrações administrativas
previstas no art. 155 desta Lei, devendo ser calculada na forma do edital ou do
contrato, não podendo ser inferior a 0,5% (cinco décimos por cento) nem superior a
30% (trinta por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com contratação
direta (§ 3º, do artigo 156).
A multa é a única sanção que pode ser aplicada de forma cumulativa com as
demais penalidades previstas na lei (§7º do artigo 156).
O §8º do artigo 156 estabelece que se a multa aplicada e as indenizações
cabíveis forem superiores ao valor de pagamento eventualmente devido pela
Administração ao contratado, além da perda desse valor, a diferença será
descontada da garantia prestada ou será cobrada judicialmente.

4.3 O IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR


O impedimento de licitar e contratar, uma vez aplicado, impedirá o responsável
de licitar ou contratar no âmbito da Administração Pública direta e indireta do ente
federativo que tiver aplicado a sanção, pelo prazo máximo de 3 (três) anos (§ 4º, do
artigo 156). A sua aplicação está, em princípio, restrita às infrações administrativas
previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e VII do caput do artigo 155.

4.4 A DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE PARA LICITAR OU CONTRATAR


A declaração de inidoneidade para licitar ou contratar é a mais severa das
possíveis sanções a serem aplicadas na NLLC. Ela tem por efeito impedir o
responsável de licitar ou contratar no âmbito da Administração Pública direta e
indireta de todos os entes federativos, pelo prazo mínimo de 3 (três) anos e máximo
de 6 (seis) anos.
Trata-se de uma sanção gravíssima, que deve ser aplicada com muita cautela,
tendo em vista que os seus efeitos ocasionam a retirada dos licitantes e contratados
do mercado das contratações públicas por um longo período.
A lei prevê que a aplicabilidade dessa sanção pode se dar aos licitantes e
contratados que: (I) cometerem as infrações administrativas previstas nos incisos
VIII, IX, X, XI e XII do caput do art. 155, ou seja, as infrações de natureza mais grave;
e (II) embora tenha praticado as infrações previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e VII
do caput do artigo 155, houver justificativa para a imposição dessa penalidade.

7
4.5 FIXAÇÃO DE SANÇÃO AQUÉM DOS PARÂMETROS PREVIAMENTE FIXADOS
Ao analisarmos os parâmetros impostos na lei para fins de aplicação de
sanção, surge uma questão: poderia a autoridade competente, diante das
circunstâncias do caso concreto, e considerando as circunstâncias previstas no §1º
do artigo 156 aplicar sanção mais branda do que as previamente fixadas?
Em nosso entendimento, isso seria possível, pois esses parâmetros são fixados
para dar maior segurança jurídica aos licitantes e contratados e não para engessar
a autoridade competente, de modo a violar o dever de observância ao princípio da
proporcionalidade, causando prejuízo aos sancionados.
No entanto, esse entendimento decorre de uma interpretação sistemática, pois
a lei não prevê essa possibilidade em seus dispositivos.

5 O DEVIDO PROCESSO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DAS SANÇÕES


A sanção administrativa só pode ser aplicada por meio de um processo
administrativo sancionador, o qual deve ser instaurado, conduzido e julgado pelas
autoridades estatais competentes, observadas as garantias e direitos do regime
jurídico de direito administrativo sancionador.
A nova lei de licitações, ao tratar do tema em seus artigos 157 e 158, trouxe
algumas normas gerais, procedimentais, que devem ser observadas na aplicação
de sanções.
Contudo, mediante simples leitura dos dispositivos legais, verificamos que o
tratamento conferido à matéria não foi o mais adequado, por duas razões. Primeiro
porque a lei não garante ao acusado o direito ao contraditório e amplo em relação
à aplicação da sanção de advertência, dispondo, no artigo 157, que este deverá ser
garantido apenas para a sanção de multa. O artigo 157 também se silencia quanto
à possibilidade de o acusado produzir provas quando a infração se sujeitar à pena
de multa, prevendo a dilação probatória apenas para os casos de infrações
passíveis de aplicação de sanção de impedimento de licitar e contratar ou de
declaração de inidoneidade, nos termos do artigo 158.
Dispõe o artigo 158 que o processo de responsabilização para a aplicação
das sanções de impedimento de licitar e contratar e de declaração de inidoneidade,
uma vez instaurado, deverá ser conduzido por comissão composta de 2 (dois) ou
mais servidores estáveis, que avaliará fatos e circunstâncias conhecidos e intimará
o licitante ou o contratado para, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data
de intimação, apresentar defesa escrita e especificar as provas que pretenda
produzir.

8
Portanto, em relação às sanções de impedimento de licitar e contratar e de
declaração de inidoneidade, a lei prevê a instauração de um processo diferenciado,
com mais garantias.
Ainda em relação ao procedimento para a aplicação dessas sanções,
dispõe os §§1º a 3º do artigo 158:
§ 1º Em órgão ou entidade da Administração Pública cujo quadro
funcional não seja formado de servidores estatutários, a comissão a
que se refere o caput deste artigo será composta de 2 (dois) ou mais
empregados públicos pertencentes aos seus quadros permanentes,
preferencialmente com, no mínimo, 3 (três) anos de tempo de serviço
no órgão ou entidade.
§ 2º Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas
provas ou de juntada de provas julgadas indispensáveis pela comissão,
o licitante ou o contratado poderá apresentar alegações finais no
prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data da intimação.
§ 3º Serão indeferidas pela comissão, mediante decisão
fundamentada, provas ilícitas, impertinentes, desnecessárias,
protelatórias ou intempestivas.
Em relação à sanção de declaração de inidoneidade para licitar e contratar,
o artigo 156, § 6º, trouxe, ainda, mais exigências: deverá ser precedida de análise
jurídica e observará as seguintes regras de competência: (I) quando aplicada por
órgão do Poder Executivo, será de competência exclusiva de ministro de Estado, de
secretário estadual ou de secretário municipal e, quando aplicada por autarquia ou
fundação, será de competência exclusiva da autoridade máxima da entidade
(artigo 156, §6º, inciso I); (II) quando aplicada por órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública no desempenho da
função administrativa, será de competência exclusiva de autoridade de nível
hierárquico equivalente às autoridades referidas no inciso I deste parágrafo, na
forma de regulamento (artigo 156, §6º, inciso I).
Portanto, pode-se concluir que a Lei n. 14.133/2021, em matéria de
procedimento para a aplicação de sanções, incide em inconstitucionalidade ao não
haver observado o regime jurídico de direito administrativo sancionador para a
aplicação das sanções de advertência e multa.
Isso porque o devido processo legal deve ser observado em todo e qualquer
processo sancionador, com os direitos e garantias que lhe são inerentes, dentre eles
o contraditório e a ampla defesa (que inclui, obviamente, a possibilidade de
produzir provas).

9
Por essa razão, entendemos que o procedimento do artigo 158 deve ser
aplicável a todos os processos de responsabilização, inclusive nos casos de sanção
de advertência ou de multa.

6. O PROBLEMA DA DUPLA TIPIFICAÇÃO E DA CONEXÃO COM A LEI


ANTICORRUPÇÃO
A Lei 14.133/2021, dispõe, em seu artigo 159, que os atos previstos como
infrações administrativas em matéria de licitações e contratos que também sejam
tipificados como atos de corrupção previstos na Lei nº 12.846, de 1º de agosto de
2013, deverão ser apurados e julgados conjuntamente, nos mesmos autos,
observados o rito procedimental e a autoridade competente definidos na referida
Lei.
No entanto, a lei foi falha no tratamento da matéria, pois, ao invés de
determinar a suspensão do processo previsto na Lei n. 14.133/2021 e de sua
prescrição até a apreciação da matéria por meio do Processo Administrativo de
Responsabilização -PAR, previsto na Lei n. 12.846/213, que é especial em relação a
atos de corrupção, acabou dando o mesmo tratamento a infrações que se
submetem a regimes jurídicos diferenciados.
Isso porque, enquanto as infrações previstas na Lei n. 14.133/2021 exigem a
demonstração de culpabilidade do sujeito ativo, a Lei Anticorrupção permite a
responsabilização objetiva das pessoas jurídicas que se enquadrarem nas condutas
descritas nos incisos do seu artigo 5º.
Além disso, praticamente todas as condutas previstas no artigo 5º, inciso IV,
da Lei 12.846/2021 configuram infrações na lei de licitações. Logo, se houver
punição pelas infrações previstas nos dois diplomas normativos, decorrentes do
mesmo ato ilícito, certamente haverá uma violação ao princípio do ne bis in idem
e/ou ao princípio da proporcionalidade.
E mais: não obstante a NLLC afirme que essas infrações deverão ser apuradas
e julgadas conjuntamente, o regime dado pelas leis em matéria de prescrição é
diferenciado. Enquanto a celebração de acordo de leniência é causa de interrupção
da prescrição na LAC, a NLLC a prevê como causa de suspensão da prescrição.
Verifica-se, assim, que se a intenção do legislador foi de evitar incoerências
quando da apreciação e julgamento dessas infrações, o resultado é o acréscimo de
problemas oriundos da sobreposição de normas penalizadoras, pois são sanções

10
da mesma natureza, decorrentes do mesmo ilícito e que desafiam a existência de
uma lógica geral no ato de punir 4.

7 A PRESCRIÇÃO
Entende-se por prescrição a perda do direito de punir em face do decurso
de certo lapso temporal.
Em matéria de licitações e contratos, a nova lei dispõe prazo para a
ocorrência da prescrição, bem como marcos para a sua interrupção e suspensão.
Dispõe no artigo 158, §4º e seus incisos, que a prescrição ocorrerá em 5
(cinco) anos, contados da ciência da infração pela Administração e será:
“I - interrompida pela instauração do processo de responsabilização a
que se refere o caput deste artigo;
II - suspensa pela celebração de acordo de leniência previsto na Lei
nº 12.846, de 1º de agosto de 2013;
III - suspensa por decisão judicial que inviabilize a conclusão da
apuração administrativa”.

8 A DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA


A pessoa jurídica não se confunde com a figura de seus sócios. No entanto,
em alguns casos, quando a pessoa jurídica é utilizada de forma ilegal e abusiva,
alguns diplomas normativos permitem a desconsideração da personalidade jurídica
a fim de que os seus sócios com poderes de administração ou até mesmo outras
pessoas jurídicas passem a suportar, pessoalmente, os efeitos de sua conduta.
A Lei 14. 133/2021 prevê, em seu artigo 160, a possibilidade de
desconsideração da personalidade jurídica quando esta for utilizada com abuso do
direito para “facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos
nesta Lei ou para provocar confusão patrimonial”.
Em havendo a desconsideração, todos os efeitos das sanções aplicadas à
pessoa jurídica serão estendidos aos seus sócios e administradores que possuam
poderes de administração. Poderão, ainda, alcançar outra pessoa jurídica, em caso
de sucessão ou de caracterização de grupo econômico, de fato ou de direito.

4 MACHADO, Antonio Rodrigo; FRITOLI, Fernanda Ghiuro Valentini. Os paradoxos sancionatórios


da Nova Lei de Licitações e Contratos. In Nova Lei de Licitações e Contratos, p. 41.

11
A desconsideração, no entanto, não é automática, devendo observar, em
todos os casos, o contraditório, a ampla defesa, bem como deve haver análise
jurídica prévia.
Há quem entenda que a desconsideração da pessoa jurídica é matéria de
reserva jurisdicional, com fundamento no Código de Processo Civil, não podendo
ser desconsiderada pela Administração. Posiciona-se, nesse sentido, o Professor
Marçal Justen Filho.

9 CEIS E CNEP
A Lei n. 14.133/2021 exige, em seu artigo 161, que os órgãos e entidades dos
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos informem
e mantenham atualizados os dados relativos às sanções por eles aplicadas, para
fins de publicidade no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis)
e no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep), instituídos no âmbito do
Poder Executivo federal.
O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) traz a
relação de pessoas jurídicas e físicas sancionadas com restrições para participar de
licitações ou celebrar contratos com a Administração Pública. Já o Cadastro
Nacional de Empresas Punidas (Cnep) traz a relação de todas as empresas que
sofreram punições com base na Lei Anticorrupção nº 12.846/2013.
O prazo máximo fixado para o cumprimento dessa obrigação é de 15
(quinze) dias úteis, contados da data de aplicação da sanção. A lei fixa esse prazo
para que as informações constantes desses cadastros estejam sempre atualizadas,
pois são importantes ferramentas de controle.
O parágrafo único do artigo 161 traz importante novidade: prevê que o
Poder Executivo regulamentará a forma de cômputo e as consequências da soma
de diversas sanções aplicadas a uma mesma empresa e derivadas de contratos
distintos.
Referido cadastro terá por finalidade não apenas servir de parâmetro para
aplicação de futuras sanções previstas na lei de licitações e contratos, mas também
poderá servir de base para imposição de outras consequências ao licitante e
contratado, não de natureza sancionatória (porque aí teríamos o inconstitucional
bis in idem).
O Poder Executivo de cada ente federado terá competência para
regulamentar a questão.

12
10 A MULTA DE MORA.
A multa de mora encontra-se prevista no artigo 162 da Lei n. 14.133/2021 e é
devida pelo atraso injustificado na execução do contrato, na forma prevista em
edital ou em contrato.
Tem por finalidade incentivar o cumprimento do objeto ou de obrigação
prevista no contrato, no prazo e na forma acordados, não se confundindo com a
sanção de multa.
Incide, por exemplo, na ocorrência de atraso na entrega do bem, na
prestação do serviço ou na execução da obra, desde que a prestação ainda tenha
proveito para a Administração Pública.
O parágrafo único do artigo 162 prevê que a aplicação de multa de mora
não impede a Administração de, em sendo o caso, convertê-la em compensatória
e promover a extinção unilateral do contrato, inclusive com a aplicação de outras
sanções previstas nesta Lei.

11 A REABILITAÇÃO
A reabilitação é a cessação dos efeitos das sanções aplicadas ao licitante
ou contratado, de modo que ele possa ser novamente habilitado para licitar e
contratar com a Administração.
O artigo 163 da NLLC traz para todos os licitantes e contratados
penalizados a exigência de cinco condições cumulativas para que ocorra a sua
reabilitação perante a autoridade responsável pela aplicação da sanção. São elas:
1 - Reparação integral do dano causado à Administração Pública (artigo
163, inciso I);
2 - Pagamento da multa;
3- Transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade,
no caso de impedimento de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da
penalidade, no caso de declaração de inidoneidade;
4 - Cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo;
5 - Análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao
cumprimento dos requisitos definidos neste artigo.
No caso de infrações mais graves, quando houver declaração ou
documentação falsa ou ato lesivo previsto na Lei Anticorrupção (incisos VIII e XII
do caput do art. 155), o parágrafo único do artigo 163 trouxe, ainda, mais uma
condição para a reabilitação do licitante ou contratado: implantação ou
aperfeiçoamento de Programa de integridade.

13
A propósito, referida exigência já era prevista na Portaria nº 1.214/2020 da
CGU – Controladoria Geral da União, publicada sob a égide da Lei nº 8.666/1993.
Em que pese a lei tenha mencionado a exigência de implantação ou
aperfeiçoamento de Programa de integridade para os casos das infrações mais
graves, previstas nos incisos VIII e XII do caput do art. 155), deve-se entender que
esta é aplicável às infrações previstas nos incisos VIII a XII, pois as previstas nos
incisos IX a XI do artigo 155 também configuram atos de corrupção previstos no
artigo 5º da Lei n. 12.846/2013 5.
Nesse sentido, o inciso IX do artigo 155, que trata da fraude a licitação ou
pratica de ato fraudulento na execução do contrato corresponde aos tipos do artigo
IV, “d”, “f” e “g” do artigo 5º da LAC; o inciso X do artigo 155, que trata daquele se
comporta de modo inidôneo ou comete fraude de qualquer natureza é tão aberto
que poderia caracterizar as condutas previstas em qualquer das alíneas do inciso
IV do artigo 5º da LAC, assim como o inciso XI do artigo 155, que tipifica a prática
de atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação.

12 O PROGRAMA DE INTEGRIDADE

O termo “Programa de Integridade”, em nosso ordenamento jurídico, surgiu


com a Lei Anticorrupção - LAC (Lei nº 12.846/2013), que o menciona no art. 7º, VIII,
ao dispor que a “existência de mecanismos e procedimentos internos de
integridade” deve ser considerada quando da aplicação das sanções por infração
à lei.

5. Dispõe o artigo 5º, inciso IV, da Lei 12.846/2013:


IV - no tocante a licitações e contratos:
a) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter
competitivo de procedimento licitatório público;
b) impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório público;
c) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem de
qualquer tipo;
d) fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente;
e) criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para participar de licitação pública ou
celebrar contrato administrativo;
f) obter vantagem ou benefício indevido, de modo fraudulento, de modificações ou prorrogações de
contratos celebrados com a administração pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da
licitação pública ou nos respectivos instrumentos contratuais; ou
g) manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a
administração pública.

14
O detalhamento desses mecanismos e procedimentos necessários para fins
de concepção de um sistema de controle de integridade não foi detalhado pelo
legislador.
O Decreto nº 11.129, 11 de julho de 2022, que atualmente regulamenta a Lei
Anticorrupção, define o programa de integridade, no artigo 56, como sendo “o
conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e
incentivos à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética
e de conduta, políticas e diretrizes que objetivam: (I) prevenir, detectar e sanar
desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração
pública, nacional ou estrangeira; (II) fomentar e manter uma cultura de integridade”.
O Programa de Integridade corresponde, portanto, a uma sistematização
de mecanismos que têm por finalidade orientar o comportamento dos
colaboradores, terceiros e agentes públicos para a prevenção, detecção e
remediação de irregularidades, atos ilícitos, fraudes e até desvios éticos.
Referido decreto traz ainda os parâmetros que devem ser avaliados para a
fins de aplicação do disposto no inciso VIII do artigo 7º da Lei nº 12.846/2013,
definidos pela Controladoria Geral da União como sendo os Pilares de um
Programa de Integridade. São 5 (cinco): (a) comprometimento da alta direção; (b)
Instância responsável pelo Programa de Integridade; (c) Análise e perfil de riscos;
(d) estruturação das regras e instrumentos; e (e) estratégias de monitoramento
contínuos.
Trata-se de inovação de suma importância, pois, nas palavras de Rodrigo
Pironti Aguirre de Castro e Mirela Miró Ziliotto 6, a inclusão de mecanismos de
integridade nas contratações públicas: (I) proíbe, em um só tempo, a ineficiência e
a ineficácia das compras públicas, conferindo prioridade para produção e consumo
saudáveis; (II) impõe a prevenção como regra, mediante obrigação de
planejamento e antevisão de resultados e externalidade; e (III) estimula escolhas
mais responsáveis, em homenagem a ganhos futuros; reconfigurando as
contratações públicas, afastando-as das falhas de mercado.
Na nova lei de licitações, o programa de integridade foi mencionado em
algumas passagens, duas delas no âmbito das infrações e sanções, quais sejam,
para fins de dosimetria quando da imposição de penalidade (tanto a sua
implantação como o seu aperfeiçoamento; § 1º, inciso V, do artigo 156), como
condição de reabilitação do licitante ou contratado que houver praticado infrações
previstas nos incisos VIII a XII do caput do art. 155 da Lei (parágrafo único do

6
In Lei de Licitações e Contratos Administrativos Comentada: Lei 14.133/21/Coordenadores: Augusto
Neves Dal Pozzo, Márcio Cammarosano e Maurício Zockun – 1 ed – São Paulo: Thomson Reuters
Brasil, 2021, p. 181-182.

15
artigo 163) uma vez que, conforme explicamos, todos esses dispositivos configuram,
em tese, atos lesivos previstos no art. 5º da Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013.

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13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS.

BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo, 36ª edição.


Belo Horizonte: Fórum, 2023.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de


outubro de 1988. Disponível em:
[Link] Acesso em: 28
fev. 2024.

BRASIL. Lei n. 13.655, de 25 de abril de 2018. Inclui no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de


setembro de 1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), disposições
sobre segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público.
Disponível em: [Link]
2018/2018/lei/[Link] Acesso em: 28 fev. 2024.

BRASIL. Lei n. 8.666/93m de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI,
da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da
Administração Pública e dá outras providências. Disponível em:
[Link] Acesso em: 28 fev. 2024.

BRASIL. Lei n. 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos


Administrativos. Disponível em: [Link]
2022/2021/lei/[Link] Acesso em: 28 fev. 2024.

BRASIL. Lei n. 12.846/2013, de 1º de agosto de 2013. Dispõe sobre a


responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos
contra a administração pública, nacional ou estrangeira, e dá outras providências.
Disponível em: [Link]
2014/2013/lei/[Link] Acesso em: 28 fev. 2024.

DAL POZZO, Augusto Neves. CAMMAROSANO, Márcio. ZOCKUN, Maurício. Lei de


Licitações e Contratos Administrativos Comentada Lei n°14.133/21/ Augusto Neves
Dal Pozzo, Márcio Cammarosano, Maurício Zockun – 1ª edição, São Paulo: Thomson
Reuters Brasil, 2021.

JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratações


Administrativas: Lei 14.133/2021. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

NOHARA, Irene Patrícia Diom. Nova Lei de Licitações e Contratos Comparada. 1ª


edição. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2021.

SARAI, Leandro. Tratado da nova lei de licitações e contratos administrativos: Lei


n°14.133/21 comentada por advogados públicos. Organizador Leandro Sarai – São
Paulo: Editora JusPodivm, 2021.

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14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMPLEMENTARES

BEZNOS, CLOVIS; FRITOLI, Fernanda Ghiuro Valentini. O princípio do ne bis in idem


e as normas jurídicas de natureza sancionatória. Revista Eletrônica de Direito do
Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, n. 45, p. 60-70, set./dez. 2021.
Disponível em: [Link] Acesso em: 28 fev.
2024.

FRITOLI, Fernanda Ghiuro Valentini; MORAES, Ana Cláudia Consani de. O programa
de integridade na Nova Lei de Licitações e Contratos. Solução em Licitações e
Contratos, ano 6, n. 60, SGP, p. 81 a 82, mar. 2023.

MACHADO, Antonio Rodrigo; FRITOLI, Fernanda Ghiuro Valentini. Os paradoxos


sancionatórios da Nova Lei de Licitações e Contratos. In Nova Lei de Licitações e
Contratos. Lei nº 14.133/2021: debates, perspectivas e desafios/Marilene Carneiro
Matos, Felipe Dalenogare Alves, Rafael Amorim de Amorim (organizadores), 1. Ed.,
1. Reimpr. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2023.

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