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Estabilidade de Edifícios em Concreto Armado

O trabalho analisa a estabilidade global de edifícios de concreto armado, considerando a interação solo-estrutura e a influência das ações horizontais do vento, conforme a NBR 6123:1988. O estudo é apresentado como um Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão, em 2014. O documento inclui dados sobre modelagem estrutural e resultados de análises de deslocamento sob diferentes condições de vento.

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Estabilidade de Edifícios em Concreto Armado

O trabalho analisa a estabilidade global de edifícios de concreto armado, considerando a interação solo-estrutura e a influência das ações horizontais do vento, conforme a NBR 6123:1988. O estudo é apresentado como um Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão, em 2014. O documento inclui dados sobre modelagem estrutural e resultados de análises de deslocamento sob diferentes condições de vento.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – CAMPUS CATALÃO

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

MAYCO VELASCO DE SOUSA

ESTABILIDADE GLOBAL DE EDIFÍCIOS DE CONCRETO ARMADO


CONSIDERANDO A INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA – ESTUDO DE CASO

CATALÃO – GOIÁS
2014
MAYCO VELASCO DE SOUSA

ESTABILIDADE GLOBAL DE EDIFÍCIOS DE CONCRETO ARMADO


CONSIDERANDO A INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA – ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Departamento de Engenharia
Civil da Universidade Federal de Goiás -
Campus Catalão, como parte dos requisitos
para a obtenção do título de Engenheira Civil.

Orientador: Rodrigo Gustavo Delalibera

CATALÃO
2014
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Sousa; Mayco Velasco de


Estabilidade Global De Edifícios De Concreto Armado
Considerando A Interação Solo-Estrutura – Estudo De Caso / Mayco
Velasco de Sousa. - 2014.
74 f. : il., figs., tabs.

Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Gustavo Delalibera.


Monografia (Graduação) – Universidade Estadual de Goiás,
Departamento de Engenharia Civil, 2014.
Bibliografia.
Inclui lista de tabelas e figuras.
Dedico este trabalho à minha família pelo apoio e incentivo em toda a minha vida.
E por tudo o que representam.
José Antônio, Simone Velasco, Alexandre Velasco e Mayana Velasco.
AGRADECIMENTOS

Agradeço inicialmente a Deus por todas as realizações e oportunidades dadas em


minha vida.
A minha família por sempre ter me dado o suporte que precisei, estarem presentes e
me impulsionar a lutar pelos meu sonhos e objetivos.
Ao meu orientador Prof. Dr. Rodrigo Gustavo Delalibera pela confiança depositada,
pelos conhecimentos transmitidos, pelo incentivo constante, essenciais para a realização deste
trabalho.
Agradeço também a todos os professores do curso de Engenharia Civil da UFG-
Catalão, que contribuíram para a minha formação. Especialmente ao Prof. Dr. José Júlio de
Cerqueira Pituba pela oportunidade oferecida de fazer parte do seu grupo de pesquisa de
iniciação cientifica e pelo ajuda na busca pela pós-graduação.
A todos colegas da segunda turma da Engenharia Civil da Universidade Federal de
Goiás – Campus Catalão. Principalmente aos grandes amigos Thiago Oliveira, Felipe de
Sousa, Ítalo Carlos, Pedro Carísio e Sâmela Moraes, pelos momentos de descontração
compartilhados e incentivo.
Por fim, a todos os que contribuíram de alguma maneira para a realização deste
trabalho.
Muito Obrigado a Todos!
RESUMO

SOUSA, M. V. Estabilidade global de edifícios de concreto armado considerando a


interação solo-estrutura – estudo de caso. 2014. 100 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão,
Catalão, 2014.

O presente trabalho trata-se do estudo da estabilidade global de estruturas de edifícios


em concreto armado, levando em consideração a interação solo-estrutura e a influência da
atuação das ações horizontais do vento, estático e dinâmico, prescrito pela NBR 6123:1988.
ABSTRACT

SOUSA, M. V. Estabilidade global de edifícios de concreto armado considerando a


interação solo-estrutura – estudo de caso. 2014. 100 f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Goiás – Campus Catalão,
Catalão, 2014.
LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 - Distribuição das isoietas no Brasil..................................................................................... 18


Figura 2.2 – Fator S1 ............................................................................................................................. 19
Figura 2.3 – Coeficiente de arrasto para edificações paralelepipédicas em vento de baixa turbulência.
............................................................................................................................................................... 23
Figura 2.4 – Coeficiente de arrasto para edificações paralelepipédicas em vento de alta turbulência. . 24
Figura 2.5 - Diagrama tensão-deformação do concreto: (a) linear; (b) não-linear ................................ 28
Figura 2.6 – Diagrama momento-curvatura. ......................................................................................... 28
Figura 2.7 – Diagrama normal-momento-curvatura.............................................................................. 29
Figura 3.1 – Fachada do edifício de estudo ........................................................................................... 36
Figura 3.2 – Planta do pavimento tipo do edifício ................................................................................ 36
Figura 3.3 – Modelo 3D da estrutura estudada ..................................................................................... 37
Figura 3.4 - Direções de ventos consideradas no estudo ....................................................................... 43
Figura 3.5 - Aplicação do esforço estático de vento a 0° ...................................................................... 44
Figura 3.6 – Aplicação do esforço estático de vento a 90° ................................................................... 45
Figura 3.7 – Aplicação do esforço estático de vento a 45° ................................................................... 46
Figura 3.8 – Coeficiente de amplificação dinâmica .............................................................................. 47
Figura 3.9 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 0° ................................................................... 49
Figura 3.10 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 90° ............................................................... 50
Figura 3.11 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 90° ............................................................... 51
Figura 3.12 – Janela de layers do modelo analisado ............................................................................. 54
Figura 3.13 – Janela inicial para importar arquivo DXF no STRAP .................................................... 54
Figura 3.14 – Definição dos layers que serão utilizados na modelagem .............................................. 55
Figura 3.15 – Janela de definições do modelo estrutural ...................................................................... 55
Figura 3.16 – Definição das propriedades para cada elemento da estrutura. ........................................ 56
Figura 3.17 – Visualização da estrutura modelada no STRAP ............................................................. 56
Figura 3.18 – Descriminação das características dos materiais utilizados no modelo .......................... 57
Figura 3.19 – Determinação das propriedades da malha....................................................................... 58
Figura 3.20 – Determinação dos limites da malha ................................................................................ 58
Figura 3.21 – Parâmetros da malha ....................................................................................................... 59
Figura 3.22 – Particularidades dos elementos estruturais – Modelo Rígido ......................................... 60
Figura 3.23 – Particularidades dos elementos estruturais – Modelo Elástico ....................................... 62
Figura 3.24 – Reações encontradas no apoio tipo engaste .................................................................... 64
Figura 3.25 – Definição do valor das molas por pilar no STRAP......................................................... 66
Figura 3.26 – Valores das molas considerados no modelo ................................................................... 67
Figura 4.1 – Deslocamento do vento estático na direção 0 do edifício rígido ..................................... 71
Figura 4.2 – Deslocamento do vento estático na direção 45Y - apoios rígidos ................................... 72
Figura 4.3 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios rígidos ................................... 72
Figura 4.4 – Deslocamento do vento estático na direção 90 - apoios rígidos...................................... 73
Figura 4.5 – Deslocamento do vento estático na direção 0 - apoios elásticos ..................................... 74
Figura 4.6 – Deslocamento do vento estático na direção 45Y - apoios elásticos ................................ 74
Figura 4.7 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios elásticos ................................ 75
Figura 4.8 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios elásticos ................................ 76
Figura 4.9 – Deslocamento do vento dinâmico na direção 0 - apoios rígidos ..................................... 76
Figura 4.10 – Deslocamento do vento dinâmico na direção 45Y - apoios rígidos .............................. 77
Figura 4.11 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios rígidos ................ 78
Figura 4.12 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos................... 78
Figura 4.13 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 0 - apoios elásticos .................. 79
Figura 4.14 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45Y - apoios elásticos ............. 80
Figura 4.15 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios elásticos ............. 80
Figura 4.16 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios elásticos ................ 81
LISTA DE TABELAS

Tabela 2.1 - Valor do fator topográfico segundo inclinação do talude/morro ...................................... 19


Tabela 2.2 - Relação dos parâmetros segundo altura do edifício e classe ............................................. 21
Tabela 2.3 – Valor do fator estatístico segundo a utilização do edifício ............................................... 22
Tabela 2.4 - Parâmetros para determinação da ação dinâmica.............................................................. 26
Tabela 2.5 – Parâmetros de rugosidade ................................................................................................. 26
Tabela 3.1 – Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 1 ............................................ 38
Tabela 3.2 - Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 2 ............................................. 38
Tabela 3.3 - Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 3 ............................................. 38
Tabela 3.4 – Cálculo da quantidade de estacas por pilar....................................................................... 39
Tabela 3.5 – Características do concreto ............................................................................................... 40
Tabela 3.6 – Peso permanente atuante nas lajes .................................................................................... 40
Tabela 3.7 – Composição do peso do revestimento .............................................................................. 41
Tabela 3.8 – Carregamento sobre as vigas do edifício .......................................................................... 41
Tabela 3.9 – Parâmetros para o cálculo do fator S2............................................................................... 42
Tabela 3.10 – Cálculo da ação estática do vento agindo a 0° e 180° .................................................... 43
Tabela 3.11 - Cálculo da ação estática do vento agindo a 90° e 270° ................................................... 44
Tabela 3.12 – Cálculo da ação estática do vento agindo a 45° e 225° - 135° e 315° ............................ 45
Tabela 3.13 – Interpolação para o coeficiente de amplificação dinâmica ............................................. 48
Tabela 3.14 - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 0° e 180° .................................................. 49
Tabela 3.15 - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 90° e 270° ................................................ 49
Tabela 3.16 - - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 45° e 315° .............................................. 50
Tabela 3.17 – Características do concreto adotado para cada elemento estrutural ............................... 57
Tabela 3.18 – Detalhes das propriedades atribuídas aos elementos estruturais – Modelo Rígido ........ 60
Tabela 3.19 - Detalhes das propriedades atribuídas aos elementos estruturais – Modelo Elástico ....... 62
Tabela 3.20 – Cálculo do coeficiente de mola ...................................................................................... 66
Tabela 4.1 – Carregamento atuante em cada pavimento ....................................................................... 68
Tabela 4.2 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária da direção X – modelo rígido ............ 68
Tabela 4.3 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção Y – modelo rígido ............ 69
Tabela 4.4 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção X – modelo flexível ......... 69
Tabela 4.5 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção Y – modelo flexível ......... 70
Tabela 4.6 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 0 - apoios rígidos ......................... 71
Tabela 4.7 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45Y - apoios rígidos .................... 72
Tabela 4.8 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45X - apoios rígidos .................... 73
Tabela 4.9 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios rígidos ....................... 73
Tabela 4.10 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios elásticos .................. 74
Tabela 4.11 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45Y - apoios elásticos ............... 75
Tabela 4.12 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45X - apoios elásticos ............... 75
Tabela 4.13 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios elásticos .................. 76
Tabela 4.14 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos .................. 77
Tabela 4.15 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos .................. 77
Tabela 4.16 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45Y - apoios rígidos ............... 78
Tabela 4.17 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos .................. 79
Tabela 4.18 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 0 - apoios rígidos .................... 79
Tabela 4.19 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos .................. 80
Tabela 4.20 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios elásticos ............. 81
Tabela 4.21 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios elásticos................ 81
Tabela 4.22 – Resumo dos valores de Gama Z para os modelos estudados ......................................... 82
Tabela 4.23 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 0° ................. 83
Tabela 4.24 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 45° ............... 84
Tabela 4.25 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 90° ............... 85
Tabela 4.26 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 0° .............. 86
Tabela 4.27 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 45° ............ 87
Tabela 4.28 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 90° ............ 88
Tabela 4.29 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 0° .............. 89
Tabela 4.30 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 45° ............ 90
Tabela 4.31 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 90° ............ 91
Tabela 4.32 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 0° ........... 92
Tabela 4.33 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 45° ......... 93
Tabela 4.34 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 90° ......... 94
Sumário
AGRADECIMENTOS ............................................................................................... 4

RESUMO .................................................................................................................... 5

ABSTRACT ................................................................................................................ 6

LISTA DE FIGURAS ................................................................................................ 7

LISTA DE TABELAS ................................................................................................ 9

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 14

1.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 14

1.2 OBEJTIVOS ........................................................................................................... 15


1.2.1 OBJETIVOS GERAIS .................................................................................................... 15
1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................................... 16

1.3 METODOLOGIA DO ESTUDO ........................................................................... 16

1.4 ESTRUTURA DO TEXTO .................................................................................... 16

2 REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA ...................................................................... 17

2.1 VENTO ESTÁTICO – NBR 6123:1988 ................................................................ 17


2.1.1 VELOCIDADE BÁSICA DO VENTO .......................................................................... 17
2.1.2 VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO ...................................................... 18
2.1.3 COEFICIENTE DE ARRASTO E FORÇA DE ARRASTO ......................................... 22

2.2 CARREGAMENTO DINÂMICO DO VENTO .................................................... 24


2.2.1 VENDO DINÂMICO – MÉTODO SIMPLIFICADO – NBR 6123:1988 ..................... 25

2.3 ESTABILIDADE GLOBAL .................................................................................. 27


2.3.1 NÃO LINEARIDADE FÍSICA ...................................................................................... 27
2.3.2 NÃO LINEARIDADE GEOMÉTRICA ......................................................................... 30

2.4 PARÂMETROS DE ESTABILIDADE ................................................................. 30


2.4.1 PARÂMETRO DE INSTABILIDADE () .................................................................... 31
2.4.2 COEFICIENTE GAMA Z (z)........................................................................................ 32

 MÉTODO P- ........................................................................................................ 33


 O EFEITO P-................................................................................................................ 33
 O PROCESSO P- ......................................................................................................... 33
2.5.3 P- ITERATIVO ............................................................................................................ 34

2.6 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS ............................................................. 34


3 DESENVOLVIMENTO..................................................................................... 35

3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS .............................................................................. 35

3.2 DESCRIÇÃO DO PROJETO ................................................................................. 35

3.3 CARACTERÍSTICAS DA ESTRUTURA ............................................................. 36


3.3.1 SUPERESTRUTURA .................................................................................................... 36
3.3.2 INFRAESTRUTURA ..................................................................................................... 37

3.4 MATERIAIS........................................................................................................... 39

3.5 CARREGAMENTOS ............................................................................................. 40


3.5.1 CARREGAMENTOS VERTICAIS ............................................................................... 40
3.5.2 CARREGAMENTOS HORIZONTAIS ......................................................................... 41

3.6 STRAP .................................................................................................................... 51


3.6.1 MÉTODO DE CÁLCULO UTILIZADO PELO STRAP .............................................. 52

3.7 LANÇAMENTO DA ESTRUTURA ..................................................................... 53


3.7.1 PILARES E VIGAS – BARRAS.................................................................................... 54
3.7.2 ELEMENTOS – LAJES ................................................................................................. 57
3.7.3 CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS ....................................................................... 59
3.7.4 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS (APOIOS ENGASTADOS) ............................... 64
3.7.5 EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS (MOLAS) ...................................................... 64

4 RESULTADOS ................................................................................................... 67

4.1 PARÂMETROS DE ESTABILIDADE ................................................................. 67


 PARÂMETRO DE INSTABILIDADE  ...................................................................... 67
4.1.2 GAMA-Z (z) .................................................................................................................. 70

4.2 ESFORÇOS DE SEGUNDA ORDEM .................................................................. 82


4.2.1 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO ESTÁTICO ....................................... 83
4.2.2 EDIFÍCIO FLEXÍVEL – VENTO ESTÁTICO.............................................................. 86
4.2.3 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO DINÂMICO ...................................... 89
4.2.4 EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS – VENTO DINÂMICO ................................. 92

5 DISCURSÃO DOS RESULTADOS E CONCLUSÃO ................................... 95

6 ANEXOS ............................................................................................................. 96

6.1 SONDAGEM 1 ....................................................................................................... 96

6.2 SONDAGEM 2 ....................................................................................................... 97

6.3 SONDAGEM 3 ....................................................................................................... 98

6.4 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 1 .............................. 99


6.5 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 2 ............................ 101

6.6 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 3 ............................ 103

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ...................................................................... 105


14

1 INTRODUÇÃO

A compreensão dos inúmeros elementos da natureza em conjunto com conhecimento


técnico, é capaz de proporcionar à humanidade ganhos expressivos nas mais diferentes áreas
da sociedade. Com relação à engenharia civil, não poderia ser diferente. Dentre os inúmeros
campos estudados por esta ciência exata, há uma parte dedicada à interação do vento com as
estruturas e o seu ambiente, visando aprimorar a segurança e a resistência ao vento das
edificações.
A tarefa de estudar e simular tal fenômeno meteorológico são trabalhos árduos para o
profissional, visto a complexidade imposta pelo comportamento essencialmente dinâmico do
vento.
Os principais fatores que devem ser considerados na análise dinâmica do vento são: o
esforço estático e as flutuações da sua velocidade, chamadas de rajadas ou turbulências. Onde
este último fator é responsável pelas vibrações, resultado das diversas formas que a sua
atuação age sobre a estrutura, produzindo assim um carregamento aleatório de curta duração.
Com a preocupação crescente sobre o assunto, atualmente, muitas normas de projetos
consideram procedimentos para ponderar as respostas dinâmicas. Dentre elas podem ser
citadas a NBR 6123:1998 no Brasil, o NBCC/1985 do Canadá e o AS1170.2/1989 na
Austrália, que além de outras diretrizes, pressupõem a consideração da analise dinâmica
estrutural quando um edifício tiver freqüência natural de 1Hz ou menos.
Pesquisadores buscam diversos métodos analíticos alternativos às metodologias
propostas pelas normas para descrever o perfeito comportamento estrutural do edifício.
Entretanto, tal modelagem entre vento-estrutura é matematicamente inexeqüível, causando
assim, aproximações nos resultados.
Comumente, independente da análise, regulamentada por norma ou não, levando em
consideração a dinâmica acontece uma superestimação dos valores da resposta, beneficiando
a segurança e conseqüentemente causando um maior gasto nas construções.

1.1 JUSTIFICATIVA

Atualmente é perceptível a verticalização que vem acontecendo nas habitações por


todo o mundo, motivada pela escassez e o crescente custo dos espaços disponíveis, gerando
assim projetos arquitetônicos cada vez mais altos.
15

No Brasil, um dos exemplos desta mudança é a previsão da construção de um


edifício com mais de 60 pavimentos, totalizando cerca de 200 metros de altura, localizado na
cidade de Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina. Tal edificação, assim que finalizada,
adquira o posto de edifício mais alto do Brasil, ultrapassando o edifício Mirante do Vale,
situado na cidade de São Paulo.
Com este novo rumo que a construção civil tem tomado, os projetistas estruturais
precisam redobrar os cuidados com os parâmetros de instabilidade global, visto que a
magnitude os esforços horizontais, especialmente devido ao vento, começa a influenciar no
dimensionamento, provocando significativos deslocamentos horizontais na estrutura. Tal
preocupação é fundamental, pois apenas assim assegura-se que a disposição estrutural e os
sistemas de travamentos aplicados estejam condizentes com as solicitações atuantes na
estrutura.

1.2 OBEJTIVOS

1.2.1 OBJETIVOS GERAIS

Em linhas gerais, a intenção desta monografia é apresentar os procedimentos


utilizados para realizar a análise da estabilidade global de uma estrutura e avaliar a magnitude
de seus esforços de segunda ordem, quando submetidas a ações horizontais produzidos pela
ação estática e dinâmica do vento e simultaneamente alternando o tipo de vinculação na
fundação.
Os esforços do vento serão calculados de duas formas. Primeiramente através do
modelo estático equivalente apresentado pela NBR 6123:1988 e no caso do vento dinâmico
utilizou-se o procedimento da NBR 6123:1988 relacionado à ação dinâmica simplificada,
visto a geometria da estrutura estudada.
A estrutura em questão será modelada em um software comercial de elementos
finitos, o STRAP. Onde serão lançados os pilares, vigas e lajes em concreto armado para a
devida análise. Serão extraídos os valores dos deslocamentos da estrutura para o cálculo dos
parâmetros de estabilidade.
A estabilidade global será aferida por meio dos parâmetros expostos pela NBR
6118:2007, sendo eles: o parâmetro de instabilidade , indicador do deslocamento da
estrutura; o coeficiente z, que aponta o deslocamento e a magnitude dos efeitos globais de
16

segunda ordem. O Processo P- interativo será utilizado também para calibrar os efeitos de
segunda ordem.

1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Pode-se listar como objetivos específicos, os expostos a seguir:


a) Determinar a ação de vento por meio do modelo estático equivalente presente na
norma brasileira NBR 6123:1988 e pelo método simplificado, também proposto
pela NBR 6123:1988, para mensurar a resposta dinâmica na direção do vento;
b) Modelar o edifício de concreto armado no software de elementos finitos STRAP
e simular os efeitos decorrentes do vento estático e dinâmicos nela atuante,
variando o tipo de apoio da estrutura entre engastado e apoios elásticos.
c) Efetuar o cálculo dos paramentos de estabilidades, prescritos pela NBR
6118:2007, combinando os tipos de apoio com as diferentes cargas de vento
atuante. A partir de então, será gerada uma discursão a respeito dos valores
encontrados para cada situação;
d) Aferir a diferença obtida nos parâmetros de estabilidade global e efeitos de
segunda ordem quando é feita a combinação das ações dos ventos (estático e
dinâmico) com os tipos de apoios considerados (engastado e elástico).

1.3 METODOLOGIA DO ESTUDO

Os estudos serão realizados a partir de exemplos numéricos de modelos estruturais


feitos no programa computacional de elementos finitos, STRAP. Utilizando estes modelos
foram fundamentadas as análises e conclusões sobre os resultados.

1.4 ESTRUTURA DO TEXTO

Esta monografia foi dividida em cinco capítulos, onde o conteúdo dos mesmos será
descrito a seguir.
Inicialmente são exibidos de forma resumida os principais assuntos utilizados para
fundamento teórico de tal estudo. Apresentar formalmente o assunto, de modo a introduzir o
leitor ao que se encerra este trabalho.
No segundo capitulo encontra-se os conceitos básicos indispensáveis para o
entendimento dos assuntos abordados, tais como: método de cálculo da força do vento
17

estático segundo a NBR 6123:1988, cálculo da ação dinâmica oriunda do vento por meio do
método simplificado proposto pela NBR 6123:1988; revisão a respeito dos principais métodos
de avaliação da estabilidade global de edifícios, conforme os modelos propostos na NBR
6118:2007; a descrição do Processo P-Delta que será utilizado para analisar os efeitos de
segunda ordem da estrutura; e uma sucinta introdução ao que se refere à análise estrutural por
meio do método de elementos finitos.
No terceiro capitulo é descrito de forma detalhada as características da estrutura
analisada desde sistema estrutural, materiais utilizados e ações atuantes (tanto verticais como
horizontais). Além de conter uma descrição do software utilizado, também contém todos os
passos feitos para realizar o lançamento da estrutura.
No capitulo quatro é feita o cálculo dos parâmetros de estabilidade

2 REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA

2.1 VENTO ESTÁTICO – NBR 6123:1988

A NBR 6123:1988 utiliza a velocidade básica do vento, juntamente com fatores que
leva em consideração as características geográficas d terreno e estruturais do edifício, para
determinar os valores das forças estáticas em função do vento.

2.1.1 VELOCIDADE BÁSICA DO VENTO

Pitta (2001) alega que a máxima velocidade de vento é definida com medidas das
velocidades em inúmeras regiões ao longo de um grande tempo, onde também se considera
projeções estatísticas, para assegurar determinado grau de segurança. Já a NBR 6123:1988,
afirma que “A velocidade básica do vento, V0, é a velocidade de uma rajada de 3 segundos,
excedida em media uma vez em 50 anos, a 10 metros acima do terreno, em campo aberto e
plano.”.
A consideração da velocidade básica do vento será considerada segundo a NBR
6123:1988. Cuja a qual disponibiliza um mapa de isopletas com as velocidades do vento em
todo território brasileiro, conforme a Figura 2.1.
18

Figura 2.1 - Distribuição das isoietas no Brasil

Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.6

2.1.2 VELOCIDADE CARACTERÍSTICA DO VENTO

Raramente acontecerá de se ter um edifício em que a velocidade direta do vento atue


nele completa e diretamente, assim é preciso considerar uma velocidade característica que ira
agir sobre a estrutura. Esta velocidade é encontrada em função da topografia local, rugosidade
do terreno, altura e dimensões em plantas, vida útil da estrutura, valor da edificação e
implicações que sua destruição pode acarretar à população e até mesmo ao meio ambiente. A
equação 01 descreve o cálculo da velocidade característica:
𝑉𝐾 = 𝑉0 . 𝑆1 . 𝑆2 . 𝑆3 (1)

Onde:
𝑆1: Fator topográfico;
𝑆2 : Fator combinado;
𝑆3 Fator estatístico.
⎯ Fator Topográfico - 𝑆1
Este índice pondera as variações do relevo ao redor do edifício e é classificado
segundo três situações distintas, sendo elas:
A. Terrenos planos ou fracamente acidentados: S1 = 1,0;
B. Taludes e morros
19

Neste caso deve-se observar a situação em que se adéqua a localização do


edifício no relevo, conforme a Figura 2.2 presente na norma NBR 6123:1988.

Figura 2.2 – Fator S1

Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.7

Caso a construção estiver situada no ponto B, o fator topográfico será em


função da altura (z), medida a partir da superfície do terreno no ponto de referência, da
diferença de nível (d) entre a base e o topo do talude/morro e da inclinação média do
obstáculo geográfico. A Tabela 2.1 mostra como deve ser calculado o fator S1 em

relação à inclinação :

Tabela 2.1 - Valor do fator topográfico segundo inclinação do talude/morro


Inclinação do talude/morro () Fator topográfico (S1)
 ≤ 3° 𝑆1 = 1,0
𝑧
6° ≤  ≤ 17° 𝑆1 (𝑧) = 1,0 + (2,5 − ) tan(𝜃 − 3°) ≥ 1
𝑑
𝑧
 ≥ 45° 𝑆1 = 1,0 + (2,5 − ) ∗ 0,31 ≥ 1
𝑑
Fonte: NBR 6123:1988

Conforme a NBR 6123:1988, caso haja valores intermediários para os ângulos


de  (3° <  < 17° e 17° <  < 45°) deve-se interpolar linearmente.
C. Para vales profundos, protegidos de ventos oriundos de qualquer direção:
𝑆1 = 0,9.
20

⎯ Fator combinado - 𝑆2
De acordo com Carril Júnior (2000) “O fator S2 leva em consideração o perfil
de velocidade do vento na atmosfera conforme o tipo de terreno”. Assim a parcela deste
item é formada por uma combinação do relevo onde a estrutura está posicionada, da
variação da velocidade do vento de acordo com altura e das dimensões das estruturas.
No caso da rugosidade, a NBR 6123:1988 classifica o terreno em cinco
categorias distintas:
A. Categoria I: superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de
extensão, medidos na direção do vento incidente;
B. Categoria II: terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com
poucos obstáculos isolados, como arvores e edificações baixas;
C. Categoria III: terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como
sebes e muros, poucos quebra-ventos de arvores, edificações baixas e
esparsas;
D. Categoria IV: terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco
espaçados, localizados em zonas de floresta, industrial ou urbanizada;
E. Categoria V: terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e
pouco espaçados.
Com relação à análise da dimensão da estrutura para encontrar o valor de S 2 , a
NBR 6123:1988 define uma divisão em três classes diferentes levando em conta o
tempo para que as rajadas envolvam a estrutura, a seguir são descritas as peculiaridades
de cada grupo.
A. Classe A: edificação onde a maior dimensão horizontal ou vertical não
extrapole 20 metros, ou todas as unidades de vedação e seus elementos de
fixação (considera-se uma duração de 3 segundos para a rajada);
B. Classe B: edifício no qual a maior dimensão horizontal ou vertical esteja
compreendida entre 20 metros e 50 metros (rajada de 5 segundos);
C. Classe C: toda construção ou parte da mesma para a qual a maior dimensão
horizontal ou vertical ultrapasse 50 metros (10 segundos para a duração da
rajada);
A NBR 6123 oferece a seguinte expressão para o cálculo do fator 𝑆2 :
𝑧 𝑝
𝑆2 = 𝑏 ∗ 𝐹𝑟 ∗ ( ) (3)
10
21

Onde:
𝑧: É a altura do edifício acima do terreno;
𝑏: É o parâmetro de correção da classe da edificação;
𝑝: É o parâmetro meteorológico;
𝐹𝑟 : É o fator rajada correspondente à categoria II.
Essa expressão é válida até uma altura z g , que define o contorno superior da

camada atmosférica. Os parâmetros b, p e Fr são determinados pela NBR 6123:1988 e


são listados na, relacionando Tabela 2.2 cada classe e categoria existente.

Tabela 2.2 - Relação dos parâmetros segundo altura do edifício e classe


Classes
Categoria zg (m) Parâmetro
A B C
B 1,10 1,11 1,12
I 250
P 0,06 0,065 0,07
B 1,00 1,00 1,00
II 300 Fr 1,00 0,98 0,95
P 0,085 0,09 0,1
B 0,94 0,94 0,93
III 350
P 0,1 0,105 0,115
B 0,86 0,85 0,84
IV 420
P 0,12 0,125 0,1355
B 0,74 0,73 0,71
V 500
P 0,15 0,16 0,175
Fonte: NBR 6123:1988

A NBR 6123:1988 fornece um resumo dos valores de S2 para as cinco


categorias de rugosidade do terreno e relacionando as mesmas com as classes de
dimensões do edifício, tal tabela é encontrada na página 10 da norma citada (Tabela 2 –
Fator S2).
⎯ Fator estatístico - 𝑆3
Em conformidade com o descrito na NBR 6123:1988, o fator estatístico S3 é
baseado em dados estatísticos, e considera o grau de segurança requerido e a vida útil da
edificação. Analisou-se que a velocidade básica do vento (V0) apresenta um período de
recorrência médio de 50 anos e que a probabilidade que essa velocidade seja igualada
ou superada nesse período é de 63%.
Este nível de probabilidade (0,63) e a vida útil de 50 anos adotados são
considerados coerentes para construções destinadas a moradia, hotéis, escritórios, entre
outros. Na falta de índices específicos para o caso estudado, a norma estipula valores
22

mínimos a serem atribuídos para S3 no cálculo da velocidade característica. Estes


valores, juntamente com as características dos edifícios que são atribuídos, estão
representados na Tabela 2.3.

Tabela 2.3 – Valor do fator estatístico segundo a utilização do edifício


Grupo Descrição Valor de S3
Edificações cuja ruína total ou parcial pode afetar a segurança ou
possibilidade de socorro a pessoas após uma tempestade destrutiva
1 1,10
(hospitais, quartéis de bombeiros e de forças de segurança, centrais
de comunicação, etc.)
Edificações para hotéis e residências. Edificações para comércio e
2 1,00
indústria com alto fator de ocupação
Edificações e instalações industriais com baixo fator de ocupação
3 0,95
(depósitos, silos, construções rurais, etc.)
4 Vedações (telhas, vidros, painéis de vedação, etc.) 0,88
Edificações temporárias. Estruturas dos grupos 1 a 3 durante a
5 0,83
construção
Fonte: NBR 6123:1988

2.1.3 COEFICIENTE DE ARRASTO E FORÇA DE ARRASTO

A determinação do efeito estático atuante na estrutura depende, além dos


fatores já citados anteriormente, do índice da área exposta, denominado coeficiente de
arrasto (Ca), dado por uma superposição de efeitos externos (forma) com efeitos
internos (aberturas), obtida por meio de um comportamento global da estrutura.
A força de arrasto (Fa) é a componente da força global do vento sobre uma
edificação, tal valor pode ser encontrado pela soma das forças de arrasto que atuam
sobre o edifício. A NBR 6123:1988 prescreve a seguinte formula para o cálculo desta
ação:

𝐹𝑎 = 𝐶𝑎 ∗ 𝑞 ∗ 𝐴𝑒 (4)

Onde:
𝐴𝑒 : corresponde a área efetiva, que é a área da projeção ortogonal da edificação
sobre um plano perpendicular à força do vento atuante;
𝐶𝑎 : é o coeficiente de arrasto;
𝑞: é a pressão dinâmica ou pressão de obstrução, calculada pela seguinte
expressão (NBR 6123:1988) - 𝑞 = 0,613 ∗ 𝑉𝑘2 .
23

O valor do coeficiente de arrasto é obtido levando em consideração ventos de


baixa ou alta turbulência. O primeiro tipo é caracterizado pela ausência de obstáculos
em seu trajeto, possuindo assim uma força superior quando comparado ao vento de alta
turbulência.
Acrescenta a NBR 6123:1988 que um edifício pode ser considerado em zona
de alta turbulência quando a altura do mesmo não ultrapassa o dobro da altura média
das edificações vizinhas.
Com relação aos edifícios a serem considerados para ponderar o cálculo da
altura média, deve-se levar em conta todas as construções que se encontram na direção
do vento atuante conforme a altura da construção analisada. A norma prescreve que a
distância a ser avaliada deve ser:
⎯ 500 metros, para uma edificação de até 40 metros de altura;
⎯ 1000 metros, para uma edificação de até 55 metros de altura;
⎯ 2000 metros, para uma edificação de até 70 metros de altura;
⎯ 3000 metros, para uma edificação de até 80 metros de altura.
Assim, descobrindo o tipo de vento que atuará na estrutura é possível obter os
coeficientes de arrastos através das tabelas da NBR 6123:1988 a seguir.

Figura 2.3 – Coeficiente de arrasto para edificações paralelepipédicas em vento de baixa


turbulência.

Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.20


24

Figura 2.4 – Coeficiente de arrasto para edificações paralelepipédicas em vento de alta


turbulência.

Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.24

2.2 CARREGAMENTO DINÂMICO DO VENTO

Conforme a NBR 6123:1988, no vento, o módulo e a orientação da velocidade


instantânea do ar apresentam flutuações em torno da velocidade média (𝑣̅ ),
denominadas rajadas. De acordo com Carril Júnio (2000), a parcela que corresponde à
velocidade média gera esforços pseudo-estáticos, enquanto a parte flutuante produz
esforços dinâmicos atuantes no edifício.
Segundo a bibliografia estudada, Blessmann (1998), analisou que edificações
com período fundamental 𝑇1 igual ou inferior a um segundo da vibração gerada pela
ação flutuante é baixo, sendo que o cálculo do fator 𝑆2 considera um intervalo de tempo
que engloba esses efeitos. Porém, no caso de estruturas com um período fundamental
superior a um segundo (𝑇1 > 1 𝑠) tal esforço se torna considerável na estabilidade da
construção.
A NBR 6123:1988 dispõe de dois modelos para a determinação da carga
dinâmica devido ao vento nas construções, sendo eles: modelo contínuo simplificado,
aplicado quando a estrutura apresentar seção contínua e disposição uniformemente de
seu peso, e o modelo discreto, empregado quando a construção possui geometria
25

variável com a altura. Mesmo que ambos modelos citados representarem esforços
dinâmicos, os mesmos são aplicados à estrutura como cargas estáticas. No trabalho em
questão, por características geométricas, utilizou-se o modelo continuo simplificado.

2.2.1 VENDO DINÂMICO – MÉTODO SIMPLIFICADO – NBR 6123:1988

Além do que já foi descrito sobre este modelo no item anterior, a NBR
6123:1988 prescreve que a aplicação do mesmo deve ser feito em estruturas apoiadas
exclusivamente na base e com uma altura limitada em 150 metros.

⎯ Velocidade de projeto (𝑉
̅̅̅
𝑃)

A velocidade de projeto, de acordo com a NBR 6123:1988, equivale à


velocidade média sobre 10 minutos a 10 metros de altura do solo, como descrita na
Fórmula 5:

̅̅̅
𝑉 𝑃 = 0,69. 𝑉0 . 𝑆1 . 𝑆2 (5)

Onde as variáveis citadas acima já foram descriminadas anteriormente.

⎯ Característica dinâmica da estrutura


O método simplificado pondera apenas a influência do primeiro modo de
vibração atuante na estrutura para o cálculo da resposta flutuante. Desta forma a
freqüência fundamental do edifício, o modo de vibração equivalente e o amortecimento
modal são definidos aproximadamente em função da altura z da construção e das
peculiaridades do sistema construtivo.
O valor do primeiro modo de vibração é dado por:

𝑧 𝛾
𝑥=( ) (6)

Sendo que as variáveis 𝛾 e 𝜁e fórmulas aproximadas para o cálculo da


frequência fundamental (𝑓1 ) são descritos na Tabela 2.4:
26

Tabela 2.4 - Parâmetros para determinação da ação dinâmica


Tipo de Edificação 𝛾 𝜁 𝑇1 = 1/𝑓1
Edifícios com estrutura aporticada de concreto, 0,05 + 0,015ℎ
1,2 0,02
sem cortinas. (h em metros)
Edifícios com estruturas de concreto, com cortinas
1,6 0,015 0,05 + 0,012ℎ
para a absorção de forças horizontais.
Torres e chaminés de concreto, seção variável. 2,7 0,015 0,02ℎ
Torres, mastros e chaminés de concreto, seção
1,7 0,01 0,015ℎ
uniforme.
Edifícios com estruturas de aço soldada. 1,2 0,01 0,29√ℎ − 0,4
Torres e chaminés de aço, seção uniforme. 1,7 0,008
Estruturas de madeira. - 0,03
Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.35

⎯ Cálculo da Resposta Dinâmica


Como demonstrado na página 34 da NBR 6123:1988 a variação da pressão
dinâmica com relação à altura é dada pela seguinte procedimento:

2
𝑧 2𝑝 ℎ 𝑝 𝑧 𝛾 1 + 2𝛾
𝑞(𝑧) = ̅̅̅
𝑞0 ∗ 𝑏 [( ) + ( ) ∗ ( ) ∗ ∗ 𝜉] (7)
𝑧𝑟 𝑧𝑟 ℎ 1+𝛾+𝑝

O termo que se encontra entre os colchetes representa a resposta média e o


restante simula a amplitude máxima da resposta flutuante, onde:

2
𝑞0 = 0,613 ∗ 𝑉̅𝑝
̅̅̅ (8)

𝑞0 pressão dinâmica, expressa em N/m²; 𝑉̅𝑝 ,


Quanto às unidades, temos: ̅̅̅,
velocidade de projeto, dada em m/s; p e b são coeficientes ligados à categoria de
rugosidade do terreno (Tabela 2.7); 𝜉 é o coeficiente de amplificação dinâmica e
depende das dimensões do edifício ( Tabela 2.6); 𝜁 é o coeficiente de amortecimento
crítico.

Tabela 2.5 – Parâmetros de rugosidade


Categoria de Rugosidade I II III IV V
p 0,095 0,15 0,185 0,23 0,31
b 1,23 1 0,86 0,71 0,5
Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p.
27

Assim, com todos os termos discriminados, é possível calcular o valor da


pressão, 𝑞𝑧 , em função da altura z admitida a partir da base do terreno. Sendo assim, a
força dinâmica que engloba as ações estáticas e dinâmicas do vento, por unidade de
altura, é dada pela seguinte expressão normatizada pela NBR 6123:1988:

𝐹 = 𝑞(𝑧) ∗ 𝐿 ∗ 𝐶𝑎 (9)

Onde:
𝐿: é a largura ou diâmetro da edificação.

2.3 ESTABILIDADE GLOBAL

A análise da estabilidade global é uma condição fundamental para a criação de


projetos de edifícios em concreto armado, constituindo um item obrigatório prescrito
pela NBR 6118:2007. Tal verificação busca atender aos termos do estado limite último
de instabilidade do edifício, onde há a perda da capacidade de resistência da estrutura
originada por deformações excessivas.
A NBR 6123:1988 delibera parâmetros de estabilidade global que orientam
quais considerações adicionais devem ser acatadas para o dimensionamento de
elementos estruturais, especialmente ao que se refere à consideração ou não dos efeitos
de segunda ordem.
Para a boa compreensão destes parâmetros é valido ressaltar alguns aspectos
referentes a analise não linear, visto que o concreto armado apresenta um
comportamento não linear. No caso de construções em concreto armado moldado no
local, são consideradas as não linearidade física, ligada ao material, e geométrica,
relacionada a variação da geométrica da estrutura.

2.3.1 NÃO LINEARIDADE FÍSICA

A não linearidade física advém da fissuração, fluência e o escoamento das


barras de aço da armadura, que acabam alterando o módulo de elasticidade de acordo
com as variações na tensão do concreto, como se pode observar na Figura 2.5.
28

Figura 2.5 - Diagrama tensão-deformação do concreto: (a) linear; (b) não-linear

Fonte: Moncayo, 2011.

Usualmente a análise da estrutura pelos engenheiros é feita baseando-se em


momentos fletores e não em tensões. Por conta disto é possível utilizar um diagrama
chamado momento-curvatura (M-1/r), Figura 2.6, utilizado no cálculo de flechas na
análise não linear de pavimentos; e o diagrama normal-momento-curvatura (N-M-1/r),
Figura 2.7, utilizado para o dimensionamento de vigas submetidas à flexão composta e
cálculo de pilares.
A curvatura, citada acima, representa a deformação infinitesimal de um
elemento. Sendo em função do tipo de material, geometria da estrutura e do momento
fletor solicitante.

Figura 2.6 – Diagrama momento-curvatura.

Fonte: Moncayo, 2011.


29

Figura 2.7 – Diagrama normal-momento-curvatura.

Fonte: Moncayo, 2011.

Na pratica o uso destes diagramas sem o auxílio tecnológico torna-se inviável,


devido ao árduo trabalho para a execução dos mesmos. Assim, a NBR 6118:2007
apresenta algumas facilitações para a consideração do efeito de não linearidade física na
análise de estabilidade global de estruturas. No caso de análise global de edifícios, o
item 5.7.3 da norma considera um valor constante para a rigidez EI, porém com um
coeficiente de redução conforme o elemento estrutural.
A correção da rigidez dos elementos estruturais tem a função de simular a
variação da rigidez, provocada pelos fatores já citados acima, e estimar de forma
aproximada os efeitos da não linearidade física. Há coeficientes redutores diferenciados
para lajes, vigas e pilares. Sendo encontrados no item 15.7.3 da NBR 6118:2007 e
valem somente para estruturas reticuladas com no mínimo quatro pavimentos. São eles:
a) Para Lajes: (𝐸𝐼)𝑠𝑒𝑐 = 0,3. 𝐸𝑐𝑡 𝐼𝑐
b) Para Vigas: (𝐸𝐼)𝑠𝑒𝑐 = 0,4. 𝐸𝑐𝑡 𝐼𝑐 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝐴′𝑠 ≠ 𝐴𝑠 ; 𝑒
(𝐸𝐼)𝑠𝑒𝑐 = 0,5. 𝐸𝑐𝑡 𝐼𝑐 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝐴′𝑠 = 𝐴𝑠
c) Para Pilares: (𝐸𝐼)𝑠𝑒𝑐 = 0,8. 𝐸𝑐𝑡 . 𝐼𝑐
Onde:
𝐼𝑐 : é o momento de inércia da seção bruta de concreto, incluindo, quando for o
caso, as mesas colaborantes (seção T);
𝐴′𝑠 : é a armadura de compressão, no caso de vigas com armadura dupla;
𝐴𝑠 : é a armadura de tração.
30

2.3.2 NÃO LINEARIDADE GEOMÉTRICA

Neste caso, esta consideração é relacionada à mudança da geometria da


estrutura em conseqüência das deformações, ou seja, mudança da posição da estrutura
no espaço. Os efeitos provocados pela não linearidade geométrica do concreto armado
são determinados quando se analisa o equilíbrio da estrutura em sua posição deformada,
provocando novos esforços a serem considerados na análise, os chamados esforços de
2 ordem.

2.4 PARÂMETROS DE ESTABILIDADE

A ponderação da estabilidade global de edifícios pode ser conferida com a


realização do cálculo dos parâmetros de estabilidade prescritos por norma. Os adotados
neste trabalho, serão descritos detalhadamente nos próximos itens. Os quais, além de
avaliar a estabilidade, podem estimar os efeitos de segunda ordem.
De acordo com o item 15.2 da NBR 6118:2007 os efeitos de segunda ordem
podem ser desprezados desde que não representem um acréscimo a superior a 10% nas
reações e nas solicitações atuantes na estrutura, ou seja, tais esforços devem ser menos
do que 10 dos esforços de primeira ordem (efeitos que surgem quando o equilíbrio da
estrutura é analisado geometricamente inicial).
A partir deste pressuposto, pode-se classificar as estruturas em dois tipos:
estruturas de nós fixos e estruturas de nós móveis. Sendo que são consideradas
estruturas de nós fixos quando os efeitos de segunda ordem forem desprezíveis e caso
contrário, quando o efeito de segunda ordem é importante, os nós são considerados
móveis.
A principal diferença entre os dois tipos de nós a serem adotado é com relação
ao deslocamento horizontal apresentados pela estrutura. As estruturas de nós fixos
possuem deslocamento horizontal muito pequeno, podendo ser desprezados; enquanto
as de nós móveis, diferentemente do que o nome pressupõe não são estruturas que
apresentam grandes deslocamentos, porém seus deslocamentos devem considerados no
cálculo dos esforços.
31

2.4.1 PARÂMETRO DE INSTABILIDADE ()

Este parâmetro é utilizado apenas para fins de avaliar a estabilidade global das
estruturas de concreto, uma vez que o mesmo não é capaz de estimar os efeitos de
segunda ordem. Tal variável considera a estrutura um meio elástico ignorando assim a
fissuração dos elementos.
De acordo com a NBR 6118:2007, item 15.5.2, seu valor pode ser encontrado
pela equação 10:

𝑁𝑘
𝛼 = 𝐻𝑡𝑜𝑡 ∗ √ (10)
(𝐸𝑐𝑠 ∗ 𝐼𝑐 )

𝐻𝑡𝑜𝑡 : é a altura da estrutura, medida a partir do topo da fundação ou de um


nível pouco deslocável do subsolo;
𝑁𝑘 : é o somatório de todas as cagas verticais atuantes na estrutura (a partir o
nível considerado para o cálculo de Htot), com seu valor característico;
𝐸𝑐𝑠 𝐼𝑐 : é o somatório dos valores de rigidez de todos os pilares na direção
considerada.
O valor do parâmetro é comparado a um a1, sendo que, se  < 1, a estrutura é
considerada de nós fixos, e se  ≥ 1 de nós móveis.
O valor de 1 é encontrado segundo a quantidade de andares acima da
fundação ou de um nível pouco deslocável do subsolo, denominada de n e descriminada
pela equações a seguir.

𝛼1 = 0,2 + 0,1 ∗ 𝑛 𝑠𝑒: 𝑛 ≤ 3


𝛼1 = 0,6 𝑠𝑒: 𝑛 ≥ 4

Mesmo não levando em consideração a fissuração dos elementos estruturais


para o estudo do parâmetro  a não-linearidade física do concreto é levada em conta no
cálculo do limite 1, pois o concreto quando submetido à compressão já possui um
comportamento puramente não-linear.
32

2.4.2 COEFICIENTE GAMA Z (z)

Parâmetro que avalia, de forma competente e simples, a estabilidade dos


edifícios de concreto armado, além de dar uma relação entre os esforços de segunda e
primeira ordem. Foi criado no ano de 1991 pelos engenheiros Augusto Vasconcelos e
Mario Franco.
O cálculo deste coeficiente consiste em um estudo linear de primeira ordem
para cada situação de carregamento, que considera de maneira aproximada o efeito da
não linearidade geométrica.
O valor limite para o z citado na norma NBR 6118:2007 é de 1,30, sendo que a
parte decimal deste número representa a magnitude dos efeitos globais de segunda
ordem atuante no edifício (z = 1,3 significa que os efeitos de segunda ordem
representam 30% dos efeitos de primeira ordem). Sendo assim, índices acima deste
limite representam estruturas completamente instáveis.
O trecho da NBR 6118:2007 responsável pelo cálculo do gama z é o 15.5.3, é
representado pela seguinte fórmula:

1
𝛾𝑧 =
∆𝑀 (11)
1 − 𝑀 𝑡𝑜𝑡,𝑑
1,𝑡𝑜𝑡,𝑑

Onde:
𝑀1,𝑡𝑜𝑡,𝑑 : é o momento de tombamento, ou seja, a soma dos carregamentos de
todas as forças horizontais da combinação considerada, com seus valores de cálculo, em
relação a base da estrutura;
∆𝑀𝑡𝑜𝑡,𝑑 : é a soma dos produtos de todas as forças verticais atuantes na
estrutura, na combinação considerada, com seus valores de cálculo, pelos
deslocamentos horizontais de seus respectivos pontos de aplicação, obtidos da análise
de primeira ordem.
Calculado o valor de 𝛾𝑧 é possível descobrir se a estrutura é de nós fixos,
quando o valor do coeficiente é menos do que 1,1, ou de nós móveis, se o 𝛾𝑧 estiver
entre 1,1 e 1,3.
No subitem 15.7.2 da NBR 6118:2007, de posse do valor de 𝛾𝑧 é admissível
aferir os esforços finais (primeira e segunda ordem) por meio da multiplicação dos
33

esforços de primeira ordem, da combinação em questão, por 0,95. 𝛾𝑧 , recomendado


somente para valores de gama z menores que 1,3.
Lembrando que o parâmetro 𝛾𝑧 é de uso especifico somente para estruturas
reticuladas de no mínimo quatro pavimentos, uma vez que este coeficiente não
representa de forma real a redução de rigidez dos pilares em construções de até três
pisos.

 MÉTODO P-

 O EFEITO P-

Conforme Lopes (2005), P-Delta é um efeito suscetível a acontecer em todos


os edifícios onde os elementos estruturais são submetidos a forças axiais, ou seja,
aplicadas na direção longitudinal da peça. De forma simplificada, pode-se dizer que é
uma metodologia que associa a carga axial (P) com o deslocamento horizontal ().
Os deslocamentos adicionais de segunda ordem gerados pelo efeito P-
normalmente são de pequena intensidade para estruturas convencionais de maior
rigidez, apresentando assim uma magnitude abaixo de 5% quando comparado aos
efeitos de primeira ordem. Entretanto, à medida que há um aumento da esbeltez da
estrutura, os esforços adicionais podem ser de tal intensidade a ponto de necessitar leva-
los em consideração no dimensionamento da peça, visto que este acréscimo de
deslocamento pode gerar deslocamentos inadmissíveis para a estabilidade da estrutura.
Em ocorrências mais extremas de flexibilidade lateral da estrutura, combinadas
com cargas verticais de amplitude considerável, o efeito P- é capaz de gerar o
esgotamento da capacidade resistente da estrutura, induzindo-a ao colapso.

 O PROCESSO P-

O processo P- não pode ser considerado um parâmetro de instabilidade, mas


sim um método de análise não linear geométrica. Tal procedimento inicia-se com a
análise de primeira ordem e posteriormente iniciam-se as interações até que a estrutura
chegue a uma posição de equilíbrio.
Na bibliografia há inúmeros métodos que levam em conta esse processo,
podendo ser citados os seguintes: P- Iterativo (Método da Carga Lateral Fictícia), o
34

Método da Carga de Gravidade Iterativa, o Método de Dois Ciclos Iterativos e o


Método da Rigidez Negativa. Neste trabalho será utilizado apenas o processo P-
 Iterativo, por ser o mais utilizado entre os listados.

2.5.3 P- ITERATIVO

Primeiramente é realizada uma análise de primeira ordem, ou seja, levando em


conta a forma indeformada da estrutura, considerando apenas os esforços horizontais
atuantes no edifício. Com base nos resultados, os deslocamentos horizontais são
calculados para cada pavimento e multiplicados pelas respectivas cargas verticais
atuantes, gerando assim um aumento de momento na base de cada um dos tramos dos
pilares. Tal momento é decomposto em um binário de forças cortantes fictícias,
dividindo o valor pelo pé direito do pavimento. Estes esforços fictícios são somados as
forças horizontais iniciais, fazendo assim uma nova interação.
Esta metodologia é repetida até que se encontre uma variação insignificante
entre interações subseqüente.

2.6 MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS

O Método dos Elementos Finitos (M.E.F.) é uma metodologia numérica para a


análise de estruturas e meios contínuos e baseia-se no conceito de discretização. É
baseada em transformar um problema complexo em inúmeros problemas mais simples
de serem resolvidos. Segundo La Rovere (2001), tal procedimento fundamenta-se em
dividir o problema continuo em um número controlado de regiões pequenas de
dimensões finitas. A análise então passa a ser feita considerando cada região ou
elemento, anteriormente divididos, ao invés de tratar o problema globalmente.
Recentemente o MEF encontra aplicação em quase todos os campos da
engenharia, como na análise de tensões e deformações, mecânica dos fluidos. Tal
procedimento foi idealizado na época da segunda guerra mundial com a publicação de
um artigo em 1943 pelo matemático Courant.
Neste recurso, as placas são substituídas por inúmeros elementos de forma
quadrilátera ou triangular, podendo variar as dimensões e caraterísticas elásticas de um
elemento para o outro. Possibilitando assim, a aplicação do método independentemente
da forma da placa, das cargas atuantes nela e das condições de contorno.
35

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Como citados nos primeiros capítulos, o objetivo geral deste trabalho é avaliar
a diferença entre a instabilidade global das estruturas de concreto armado quando
submetidas a carregamentos, primeiramente, horizontais de vento calculados segundo o
modelo estático, e em um segundo momento, levando em conta o efeito do
carregamento de vento variável no tempo conforme o método simplificado, ambos
prescritos pela NBR 6123:1988. Para cada análise será feita também a mudança do tipo
de vínculo da base do modelo estrutural, alternando entre engaste e molas. Para tais
intenções será utilizado o software de analise estrutural STRAP.
Nesta etapa se espera descrever o modelo empregado para atingir os propósitos
desejados, sua concepção e as hipóteses adotadas. No primeiro instante será apresentado
o projeto, seguindo das hipóteses básicas do modelo utilizado e suas principais
características, das considerações referentes aos materiais e carregamentos,
evidenciando, finalmente, as principais particularidades que dirigem o cálculo dos
carregamentos de vento segundo os modelos expostos anteriormente.

3.2 DESCRIÇÃO DO PROJETO

O projeto utilizado na análise, o prédio do Residencial Olívia Paranhos Neto, é


composto por quarto pavimento, sendo o térreo formado pela garagem e os demais pisos
constituídos por unidades multifamiliares. O uso do mesmo, para fins de estudo, teve a
autorização do Engenheiro Civil Rubens E. Da Rocha, identificado pelo CREA 1416/D.
36

Figura 3.1 – Fachada do edifício de estudo

Fonte: Próprio autor

Figura 3.2 – Planta do pavimento tipo do edifício

Fonte: Próprio autor

3.3 CARACTERÍSTICAS DA ESTRUTURA

3.3.1 SUPERESTRUTURA

Como dito no item anterior, o edifício é composto por quatro pavimentos,


sendo cada um com 3 metros (pé direito), totalizando uma altura de 12 metros. Os pisos
são feitos por lajes maciças com espessura de 8 cm e as marquises e varandas possuem
uma espessura de 12 cm. As vigas de contorno têm 15 cm x 60 cm, enquanto as internas
37

apresentam 15 cm x 40 cm. A alvenaria tem 15 cm de largura e um peso especifico de


16 kN/m³.
Considerou-se em todos os pavimentos a presença de alvenaria sobre todas as
vigas, sendo que a parede sobre as vigas do pavimento tipo estimou-se uma altura de 2,5
m e nas vigas da cobertura foi ponderada uma platibanda com a altura de 1,2 m. No
caso das lajes 01, 04, 05 e 08, as paredes foram lançadas no modelo exatamente como
apresentam no projeto.
O sistema estrutural é constituído por pórticos planos formados em duas
direções ortogonais. Observando a planta de forma, Figura 3.3, é possível distinguir os
pórticos formados por 2 a 5 pilares unidos por vigas.

Figura 3.3 – Modelo 3D da estrutura estudada

Fonte: STRAP
.
3.3.2 INFRAESTRUTURA

Estacas escavada moldada in loco foi o tipo de fundação adotada para a


sustentação do edifício analisado. Para conhecer a resistência do solo utilizou-se três
sondagens de furos distintos distribuídos pelo território o qual será utilizado para apoiar
a construção. As sondagens encontram-se em anexo no final do trabalho.
38

O cálculo da capacidade do solo foi feito submetendo os três ensaios de NSPT


aos seguintes métodos: Aoki-Velloso, Décourt-Quaresma e Teixeira. Considerando
todas as particularidades para cada metodologia em questão.
As tabelas abaixo apresentam os cálculos de forma resumida da resistência que
as estaca, a uma cota de assentamento de 8 metros, suportam em cada tipo de solo
descrito pelas três sondagens. Os cálculos detalhados para cada método estão em anexo
juntamente com as respectivas sondagens.

Tabela 3.1 – Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 1


RESUMO – SONDAGEM 1
Carga Geotécnica Admissível (kN)
Profundidade (m) Aoki-Velloso Décourt-Quaresma Teixeira Média
0 0 0 0 0
1 19,15 6,06 33,81 19,67
2 27,84 8,08 42,61 26,18
3 50,06 25,02 62,98 46,02
4 60,37 42,90 82,72 62,00
5 69,09 62,28 104,90 78,76
6 100,77 83,45 133,17 105,80
7 192,28 140,19 196,92 176,46
8 229,87 173,00 241,18 214,68
Fonte: Próprio autor

Tabela 3.2 - Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 2


RESUMO – SONDAGEM 2
Carga Geotécnica Admissível (kN)
Profundidade (m) Aoki-Velloso Décourt-Quaresma Teixeira Média
0 0 0 0 0
1 19,15 5,20 33,81 19,38
2 21,46 6,35 42,61 23,47
3 36,53 20,88 55,26 37,56
4 53,14 38,66 75,64 55,81
5 77,67 58,46 104,47 80,20
6 98,14 79,04 135,50 104,23
7 87,13 95,10 144,12 108,78
8 97,61 110,81 165,22 124,55
Fonte: Próprio autor

Tabela 3.3 - Resistência da admissível da estaca segundo a sondagem 3


RESUMO – SONDAGEM 3
Carga Geotécnica Admissível (kN)
39

Profundidade (m) Aoki-Velloso Décourt-Quaresma Teixeira Média


0 0 0 0 0
1 19,15 6,06 33,81 19,67
2 27,84 6,93 42,61 25,79
3 37,30 22,06 55,26 38,21
4 53,91 39,15 75,64 56,23
5 72,06 58,38 100,90 77,11
6 178,79 129,47 180,99 163,08
7 266,39 164,50 238,99 223,29
8 229,91 163,68 230,19 207,93
Fonte: Próprio autor

Analisado os valores das resistências do solo encontradas acima e com as


reações nos vínculos obtidos por meio do STRAP, é calculada então a quantidade de
estacas para suportar as ações do edifício, como mostrada na Tabela 3.4.

Tabela 3.4 – Cálculo da quantidade de estacas por pilar


Capacidade de Furo 1 Furo 2 Furo 3 MÉDIA
cargas (kN) 214,68 124,55 207,93 207,93
Pilares Reação Características (kN) Reação de Cálculo* (kN) N de Estacas
1 205 225,5 2
2 378 415,8 2
3 268 294,8 2
4 371 408,1 2
5 196 215,6 2
6 234 257,4 2
7 448 492,8 3
8 270 297 2
9 264 290,4 2
10 447 491,7 3
11 231 254,1 2
12 110 121 1
13 240 264 2
14 361 397,1 2
15 239 262,9 2
16 251 276,1 2
17 354 389,4 2
18 242 266,2 2
19 106 116,6 1
20 181 199,1 1
21 174 191,4 1
*Esforço majorado pelo fator de 1,1 para consideração do peso próprio dos blocos de coroamento.
Fonte: Próprio autor
3.4 MATERIAIS
40

Foi considerada para a execução do edifício a utilização de concreto armado de


classe C-25, com as características descritas na Tabela 3.5.

Tabela 3.5 – Características do concreto


Características do concreto C 25
Resistência à Compressão (fck) 25 MPa = 2,5 kN/cm²
Módulo de Elasticidade inicial (Eci) 5600.√fck = 28 000 MPa
Módulo de Elasticidade Secante (Ecs) 0,[Link] = 23 800 MPa
Coeficiente de Poisson () 0,2
𝐸𝑐𝑠
Módulo de Elasticidade Transversal = 9916,67 𝑀𝑃𝑎
2. (1 − 𝜈)
Fonte: Próprio Autor

3.5 CARREGAMENTOS

3.5.1 CARREGAMENTOS VERTICAIS

Os carregamentos verticais atuantes na estrutura podem ser divididos em duas


categorias: carregamentos permanentes e os carregamentos acidentais.

⎯ Carregamentos permanentes
O peso permanente atuante em cada laje e nas escadas esta detalhado na Tabela
3.6:
Tabela 3.6 – Peso permanente atuante nas lajes
LAJE PESO PRÓPRIO REVESTIMENTO PAREDE TOTAL:
(kN/m²) (kN/m²) (kN/m) (kN/m²)
L1 e L4 2,5 0,734 5,5 3,23
L2 e L3 2,5 0,734 - 3,23
L5 e L8 2,5 0,734 5,5 3,23
L6 e L7 2,5 0,734 - 3,23
L9 e L11 2,5 0,734 - 3,23
L10 2,5 0,608 - 3,11
Escada 2,5 0,734 - 3,23
Fonte: Próprio autor

Sendo que o revestimento é formado por:


41

Tabela 3.7 – Composição do peso do revestimento


COMPOSIÇÃO DO REVESTIMENTO
PESO PROPRIO
DECRIÇÃO ESPESSURA (m) q ( kN/m²)
(kN/m³)
CONTRA PISO 21 0,02 0,42
FORRO DE GESSO 12,5 0,015 0,188
PISO CERÂMICO 18 0,07 0,126
Fonte: Próprio autor

Com relação às vigas temos as seguintes parcelas de cargas permanentes


atuantes discriminadas na Tabela 3.8:

Tabela 3.8 – Carregamento sobre as vigas do edifício


PAREDE TOTAL:
VIGA PESO PRÓPRIO (kN/m)
(kN/m) (kN/m²)
V01, V05, V06, V07, V08,
V09, V10, V11, V12, V13, 2,25 5,5 7,75
V17 e V18 (Pav. Tipo)
V02, V03, V04, V14, V15,
1,5 5,5 7
V16 (Pav. Tipo)
V13, V17 (Cobertura) 2,25 - 2,25
V02, V03, V04, V14, V15,
1,5 - 1,5
V16 (Cobertura)
V01, V05, V06, V07, V08,
V09, V10, V11, V12 e V18 2,25 3,3 5,55
(Cobertura)
Fonte: Próprio autor

⎯ Carregamento acidental
Neste caso, considerou-se uma carga uniformemente distribuída nos
pavimentos (lajes e escadas) com um valor de 𝑞𝑘 = 2,0 𝑘𝑁/𝑚², conforme norma NBR
6120:1980 recomenda para edifícios residenciais.

3.5.2 CARREGAMENTOS HORIZONTAIS

[Link] CÁLCULO DAS FORÇAS ESTÁTICAS DEVIDO AO VENTO

O cálculo das forças estáticas do vento seguiu o padrão exposto pela NBR
6123:1988 e exibido no Capítulo 3 deste trabalho.
Com relação às questões de posição geográfica, admitiu-se que a edificação
está localizada na cidade de Catalão, estado de Goiás, apresentando assim uma
velocidade básica do vento (v0) igual a 35 m/s.
42

A estrutura está posicionada em um terreno plano ou fracamente acidentado,


recebendo assim o valor de 1,0 para o fator indicativo da topografia (fator S1).
Referente à rugosidade do terreno (fator S2), pode-se enquadrar a construção na
categoria IV, definido por cidades pequenas em que a altura média dos obstáculos é de
10,00 metros. Alusivo à dimensão, visto que a maior dimensão horizontal é de 19,50
metros, pode-se avaliar este fator como sendo Classe A.
Desse modo, com o amparo da TABELA 3.9 extraída da NBR 6123:1988,
podemos obter os coeficientes necessários para o cálculo do fator S2, sendo eles:

Tabela 3.9 – Parâmetros para o cálculo do fator S2


Fatores para o Cálculo de S2
𝐹𝑟 = 1,00 𝑏 = 0, 86 𝑝 = 0,12
Fonte: Próprio autor

Assim, o coeficiente S2 deve ser calculado para cada valor da cota Z de


interesse para a análise, por meio da formula 12 (NBR 6118:1988):

𝑧 𝑝
𝑆2 = 𝑏. 𝐹𝑟 . ( ) (12)
10

Adotou-se a altura máxima do prédio, como o pior caso, para o valor de z,


obtendo assim o valor de S2 igual a:

12 0,12
𝑆2 = 0,86 . 1,00 . ( ) ≅ 0,90
10

Enfim, os valores para o fator estatístico (S3), pode ser definido por meio da
Tabela 2.3, retirada da NBR 6123:1988. Levando em conta que a função da construção
é residencial, grupo 2, o valor de S3 resulta em 1,00.
A velocidade característica do vento é alcançada por meio da função 13:

𝑉𝑘 = 𝑉0 . 𝑆1 . 𝑆2 . 𝑆3 (13)

Com os valores obtidos até o momento, torna-se possível determinar a pressão


dinâmica pela expressão abaixo, onde para Vk em m/s obtém-se q em N/m².
43

𝑞 = 0,613 . 𝑉𝑘2 (14)

E finalmente, as forças médias devidas ao vento em função da altura do


edifício podem ser mensuradas pela aplicação da equação 15:

𝐹𝑧 = 𝐶𝑎 . 𝑞. 𝐴𝑒 (15)

Sendo que Ae representa a área da projeção ortogonal da edificação


perpendicular à ação do vento (neste caso irá considerar a área de um pavimento, para
então encontrar uma forçar atuante em cada andar) e Ca o coeficiente de arrasto (valores
encontrados por interpolação linear os gráficos 2.4, da NBR 6118:1988. Admitindo a
ação ventos de baixa turbulência).
Os passos e valores descritos neste capitulo serão expostos nas tabelas a seguir,
com a finalidade de encontrar o valor da força estática do vento agindo na estrutura,
alternando o sentido de aplicação do esforço no edifício em a 0°, 45°, 90°, 135°, 180°,
225°, 270° e 315° (como exemplificado na Figura 3.4).

Figura 3.4 - Direções de ventos consideradas no estudo

Fonte: Próprio autor

a) Vento a 0° e 180°
Tabela 3.10 – Cálculo da ação estática do vento agindo a 0° e 180°
0° e 180°
Velocidade Característica
44

V0 (m/s): 35,00; S1:1,00; S2:0,90; S3:1,00 Vk (m/s): 31,50


Pressão Dinâmica Coeficiente de Arrrasto
q (N/m²): 608,25 l1: 19,50 m l2: 7,25 m h: 12 m Ca: 1,20
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 29,25 Fa,1 (kN): 21,40
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 58,50 Fa,2 (kN): 42,70
Fonte: Próprio autor

Figura 3.5 - Aplicação do esforço estático de vento a 0°

Fonte: Próprio autor

b) Vento 90° e 270°


Tabela 3.11 - Cálculo da ação estática do vento agindo a 90° e 270°
90° e 270°
Velocidade Característica
V0 (m/s): 35,00; S1:1,00; S2:0,90; S3:1,00 Vk (m/s): 31,50
Pressão Dinâmica Coeficiente de Arrasto
q (N/m²): 608,25 l1: 7,25 l2: 19,50 h: 12 Ca: 0,78
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 10,88 Fa,1 (kN): 5,13
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 21,75 Fa,2 (kN): 10,32
Fonte: Próprio autor
45

Figura 3.6 – Aplicação do esforço estático de vento a 90°

Fonte: Próprio autor

c) Vento 45° e 225° - 135° e 315°


Tabela 3.12 – Cálculo da ação estática do vento agindo a 45° e 225° - 135° e 315°
45° e 225° - 135° e 315°
Velocidade Característica
V0 (m/s): 35,00; S1:1,00; S2:0,90; S3:1,00 Vk (m/s): 31,50
Pressão
Coeficiente de Arrasto
Dinâmica
q (N/m²): 608,25 l1: 20,34 m l2: 20,34 m h: 12 m Ca: 1,00
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 30,51 Fa,1 (kN): 18,56
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 61,02 Fa,2 (kN): 37,12
Decomposição da Força
Ação na direção X Fa,1 (kN): 13,12 Fa,2 (kN) 26,24
Ação na Direção Y Fa,1 (kN): 13,12 Fa,2 (kN) 26,24
Fonte: Próprio autor
46

Figura 3.7 – Aplicação do esforço estático de vento a 45°

[Link] CÁLCULO DA AÇÃO DINÂMICAS DO VENTO

O cálculo da resposta dinâmica pelo modelo contínuo simplificado definido


pela NBR 6123:1988, como já apresentado neste trabalho anteriormente, é recomentado
para estruturas com altura inferior a 150 metros e com distribuição, no mínimo,
aproximadamente uniforme de massa. Aplicando-se assim, perfeitamente à estrutura
analisada em questão.
Os valores utilizados nos fatores geométricos (S1) e estatísticos (S3) para o
cálculo do esforço estático serão mantidos para mensurar a força dinâmica.
Necessitando ainda de outros parâmetros, como: largura da edificação, altura da
edificação, rugosidade do terreno, velocidade de projeto (Vp), coeficiente de
amplificação dinâmica (),
A velocidade de projeto (Vp), descrita pela equação 13, procedeu em 24,15
m/s.
Sendo a categoria do terreno onde a construção será executada classificada
como categoria IV, segundo a tabela 2.7, o expoente p e o parâmetro b são
respectivamente 0,27 e 0,71.
As demais variáveis, classificando a estrutura estudada de acordo com a tabela
19 da NBR 6123:1988 como sendo “Edifícios com estrutura aporticada de concreto,
sem cortina”, podem ser definidas como:
47

⎯ Expoente:  = 
⎯ Razão de amortecimento crítico:  = 0,02;
⎯ Período fundamental: T1 = 0,05h+0,015h = 0,05*12+0,015*12 = 0,78 segundos.
Com estes dados é possível encontrar frequência, visto que a mesma é dada
pelo inverso do período fundamental:

1 1
𝑓1 = = = 1,28 𝐻𝑧 (16)
𝑇1 0,78

A determinação do coeficiente de amplificação dinâmica é relacionada às


dimensões da construção (Equação 17) juntamente com a categoria do terreno
(Categoria IV).

𝑙1 7,5 𝑙2 19,50 𝑙
= = 0,625; = = 1,65 ∴ ≥ 0,2 (17)
ℎ 12 ℎ 12 ℎ

As características da estrutura e o tipo de terreno onde será localizada definem


a utilização da Figura 3.8, extraído na NBR 6123:1988, como ferramenta de auxílio para
determinação do coeficiente de amplificação dinâmica.
Figura 3.8 – Coeficiente de amplificação dinâmica

Fonte: ABNT – NBR 6123:1988, p. 40


48

𝑉𝑝 ∗ 𝑇1 24,15 ∗ 0,78 (18)


= ≅ 0,0105
𝐿 1800

Como na figura acima não há o valor para a altura (h) do edifício analisado,
para a altura de h = 12 m será feito uma interpolação linear com os valores conhecidos
na tabela 3.13.

Tabela 3.13 – Interpolação para o coeficiente de amplificação dinâmica


h (m) 25 100 300 Interpolado para h = 12,00m
Ξ 1,4 0,8 0,4 1,504
Fonte: Próprio autor

A seguir será feita o cálculo das constantes necessárias para encontrar a pressão
dinâmica do vento:

⎯ 𝑞0 ∗ 𝑏 2 : (0,613 ∗ 24,152 ) ∗ 0,712 = 180,23 𝑁/𝑚²


⎯ (1 + 2𝛾)⁄(1 + 𝛾 + 𝑝) = (1 + 2 ∗ 1,2)⁄(1 + 1,2 + 0,23) = 1,4

De posse destes valores é possível calcular a pressão dinâmica em função da


altura conforme o item [Link] da NBR 6123:1988, descrita também pela Fórmula 7
desta dissertação.

2
𝑧 2𝑝 ℎ 𝑝 𝑧 𝛾 1 + 2𝛾
𝑞(𝑧) = 𝑞
̅̅̅.
0 𝑏 [( ) + ( ) .( ) . . 𝜉]
𝑧𝑟 𝑧𝑟 ℎ 1+𝛾+𝑝
𝑧 0,46 12 0,26 𝑧 1,2
𝑞(𝑧) = 180,23 [( ) +( ) . ( ) . 1,4 . 1,504]
10 10 12
𝑞(𝑧) = 180,23[(0,1. 𝑧)0,46 + 2,21. (0,0833. 𝑧)1,2 (19)

Por meio da Fórmula 19 é possível estimar a pressão dinâmica atuante em toda


fachada do edifício quando adota-se o valor de 12 metros para z. Consequentemente:

𝑞(𝑧) = 594,31 𝑁/𝑚²

A partir de então é possível encontrar o valor da ação dinâmica do vento nas


direções desejadas, como realizado para o vento estático.
49

a) Vento a 0° e 180°
Tabela 3.14 - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 0° e 180°
0° e 180°
Pressão Dinâmica Coeficiente de Arrasto
q (N/m²): 591,49 l1: 19,50 m l2: 7,25 m h: 12 m Ca: 1,20
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 29,25 Fa,1 (kN): 20,72
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 58,50 Fa,2 (kN): 41,52
Fonte: Próprio autor

Figura 3.9 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 0°

Fonte: STRAP

b) Vento a 90° e 270°


Tabela 3.15 - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 90° e 270°
90° e 270°
Pressão Dinâmica Coeficiente de Arrasto
q (N/m²): 591,49 l1: 7,25 m l2: 19,50 m h: 12 m Ca: 0,78
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 10,88 Fa,1 (kN): 5,02
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 21,75 Fa,2 (kN): 10,03
Fonte: Próprio autor
50

Figura 3.10 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 90°

Fonte: Próprio autor

c) Vento a 45° e 315°


Tabela 3.16 - - Cálculo da ação dinâmica do vento agindo a 45° e 315°
45°
Velocidade Característica
Pressão
Coeficiente de Arrrasto
Dinâmica
q (N/m²): 591,49 l1: 20,34 m l2: 20,34 m h: 12 m Ca: 1,00
Força de Arrasto
Ae,1: (m²) - Área efetiva de "meio" Pavimento 30,51 Fa,1 (kN): 18,05
Ae,2: (m²) - Área Efetiva de "um" Pavimento 61,02 Fa,2 (kN): 36,1
Decomposição da Força
Ação na direção X Fa,1 (kN): 12,76 Fa,2 (kN) 25,52
Ação na Direção Y Fa,1 (kN): 12,76 Fa,2 (kN) 25,52
51

Figura 3.11 – Aplicação do esforço dinâmico de vento a 90°

Fonte: STRAP

3.6 STRAP

O Structural Analysis Programs (STRAP) é um software de análise estrutural


desenvolvido pela ATIR Engineering Software Developmente Ltd, em 1983. Tal
programa é constituído de por soluções avançadas destinadas à elaboração de diferentes
modelos estruturais.
Baseia-se em um pacote comercial que utiliza o Método dos Elementos Finitos
para modelar os mais diversos sistemas estruturais, tanto para análise de estruturas
planas como tridimensionais.
Apresenta um ambiente de trabalho que permite a criação desde modelos
estruturais simples até os mais complexos, utilizando comandos que aceitam criar
linhas, grelhas e superfícies. Mesmo com estas ferramentas auxiliares o programa
permite a importação de arquivo do tipo DXF, maneira que foi adotada para o
desenvolvimento da estrutura analisada que será descrito posteriormente passo-a-passo.
52

3.6.1 MÉTODO DE CÁLCULO UTILIZADO PELO STRAP

O software resolve a estrutura lançada utilizando o método da rigidez. Tal


procedimento utiliza o equilíbrio entre equações nodais em termos de coeficientes de
rigidez e deslocamentos nodais. A equação matricial que formula o método é:

[𝐾] ∗ {𝑑} = {𝑃} (20)

onde:
[𝐾] = Matriz de rigidez (função da geometria do modelo);
{𝑑} = Vetor de deslocamento nodais;
{𝑃} = Vetor de forças aplicadas.
A igualdade é resolvida baseando-se nos deslocamentos dos nós da estrutura
para cada uma das coordenadas em estudo em função da rigidez da estrutura e das ações
atuantes nesta.
A Matriz Rigidez é uma matriz quadrada com dimensão de aproximadamente l
x n, (onde l é o número de graus de liberdade de um nó e n é o número de nós do
modelo) e apresenta simetria em relação a diagonal principal (iniciando da esquerda
para a direita) da matriz. Alguns valores da matriz são iguais à zero, os demais são
agrupados ao longo da diagonal principal, formando uma faixa diagonal denominada
“banda”.
A Largura da Banda, nome dado à largura da faixa diagonal, é o fator
predominante para determinar o tempo de processamento do modelo. A dimensão da
largura da banda é influenciada pela forma como os nós e elementos são numerados à
medida que são lançados no programa. Com a finalidade de utilizar o menor tempo para
o cálculo da estrutura, automaticamente, o programa renumera internamente os nós e
elementos do modelo analisado.
O cálculo da rigidez é feito para cada elemento em função das características e
do sistema de eixos local do elemento em questão. Após este cálculo é aplicada uma
matriz de rotação para que a matriz de rigidez passe do sistema de eixos locais para o
sistema de eixos globais. Com a matriz de rigidez elementar rotacionada, é feita a
substituição das coordenadas locais com as respectivas coordenadas globais.
Tal metodologia é repetida para todos os elementos que constitui o modelo.
53

O roteiro para a montagem do vetor de ações global é feito seguindo os


seguintes passos: determinação das ações nodais equivalentes para cada elemento,
translação das ações locais para o sistema global de coordenadas e substituição das
ações no vetor de ações globais, nas posições referentes ao elemento em questão. No
caso de ações nodais concentradas, realiza-se a soma destas ações diretamente no vetor
de ações globais, dispensando a rotação das mesmas.
A seguir segue algumas modelos do STRAP consideradas na análise de cada
tipo de elemento:

⎯ Barras:
O programa inclui a contribuição do cortante na matriz de rigidez da barra e
permite uma área reduzida de cisalhamento.

⎯ Elementos finitos triangulares;


a) Flexão: o programa utiliza o elemento HSM (Hybrid Stress Model) como
descrito em:
A Study of 3-Node Triangular Plate Bending Elements
Jean-Lois Batos
International Jour. for Numerical Methods in Engineering
Vol. 15 1771-1812 (1980)
b) Estado Plano de Tensões: O STRAP considera um estado plano de deformações
constante.

⎯ Elementos Finitos Quadriláteros:


a) Flexão: o programa divide cada elemento quadrilátero em quatro elementos
triangulares HSM, criando um novo nó no centro do elemento. Assim é utilizada
uma condensação de matriz para apagar este novo nó.
b) Estado Plano de Tensões: O software utiliza estado plano de deformações linear.

3.7 LANÇAMENTO DA ESTRUTURA

Modelou-se dois tipos de estruturas distintas, uma com um comportamento


rígido, por meio do emprego ligações engastadas para representar a fundação, e outra
54

com flexibilidade, devido a utilização de coeficientes de reação vertical do solo (molas)


para a simulação da interação solo-estrutura.

3.7.1 PILARES E VIGAS – BARRAS

A concepção do modelo estrutural iniciou-se pelo desenho tridimensional da


mesma no AutoCAD®. Onde, para facilitar a importação para o STRP, cada elemento
estrutural (vigas e pilares) de características diferentes foi atribuído um layer para
descrever as peculiaridades do componente, como pode ser observada na Figura 3.10.

Figura 3.12 – Janela de layers do modelo analisado

Fonte: AutoCAD

Finalizado o desenho da estrutura exportou-se o modelo para extensão DXF,


utilizando o próprio AutoCAD®. Assim, empregando a opção “Importar Modelo a
Partir de DXF” do STRAP (Figura 3.11) foi selecionado o arquivo convertido
anteriormente para dar início à modelagem da estrutura.

Figura 3.13 – Janela inicial para importar arquivo DXF no STRAP

Fonte: STRAP

Os passos subseqüentes foram:


⎯ Determinação dos layers importados do arquivo DXF a serem utilizados no
modelo analisado;
55

Figura 3.14 – Definição dos layers que serão utilizados na modelagem

Fonte: STRAP

⎯ Proporção a ser considerada entre as medidas utilizadas no arquivo DXF e que


serão adotadas no modelo do STRAP e a criação de propriedades (onde será
atribuída as características dos elementos) conforme os layers definidos
anteriormente.

Figura 3.15 – Janela de definições do modelo estrutural

Fonte: STRAP
56

⎯ Atribuição de propriedades distintas (definidas por números) para cada layer


oriundo do arquivo importado.
Figura 3.16 – Definição das propriedades para cada elemento da estrutura.

(a) Modelo Rígido (b) Modelo Flexível


Fonte: STRAP

Após estes passos, o programa computacional apresenta o modelo com os


elementos importados do arquivo criado no AutoCAD®, descriminando cada um por
uma cor diferente, onde cada cor é associada a uma propriedade anteriormente definida.
Como pode ser observado na Figura 3.17.

Figura 3.17 – Visualização da estrutura modelada no STRAP

Fonte: STRAP
57

O primeiro passo após a importação do modelo é a definição, no programa, das


características dos materiais que serão atribuídos aos elementos estruturais. No trabalho
em questão foi utilizado concreto com uma resistência à compressão de 25MPa, com
características descrita em capítulos anteriores (Tabela 3.5). Porém, vale ressaltar o item
15.7.3 da NBR 6118:2007 (abordado no capitulo 3.3 deste trabalho), onde apresenta
valores que penalizam o modulo de elasticidade do concreto para representar a não-
linearidade física do material na análise dos deslocamentos, como está representada na
Tabela 3.17, e lançados no STRAP, conforme Figura 3.18.

Tabela 3.17 – Características do concreto adotado para cada elemento estrutural


Módulo de Elasticidade para o Pilar (C25P): 0,8 . 𝐸𝑐 = 22400 𝑀𝑃𝑎
Módulo de Elasticidade para a Viga (C25V): 0,5 . 𝐸𝑐 = 14000 𝑀𝑃𝑎
Módulo de Elasticidade para a Laje (C25L): 0,3 . 𝐸𝑐 = 8400 𝑀𝑃𝑎
Fonte: Próprio autor

Figura 3.18 – Descriminação das características dos materiais utilizados no modelo

Fonte: STRAP

3.7.2 ELEMENTOS – LAJES

As lajes foram lançadas no software por meio da ferramenta de criação de


malhas/grelhas oferecida pelo STRAP, seguindo os seguintes passos:
58

⎯ Escolha do tipo da malha


A malha escolhida foi a de formato retangular visto que todas as lajes
apresentam esta forma, simulando assim o comportamento de maneira mais similar à
realidade.

Figura 3.19 – Determinação das propriedades da malha

Fonte: STRAP

⎯ Opções da linha de contorno


Como as lajes do edifício são todas de forma retangular, optou-se pela adoção
de linhas de contorno do tipo “reta” que representa com maior aproximação a forma
geométrica do elemento estrutural. Assim é feita a delimitação da laje, que normalmente
é limitada pelo encontro das vigas existentes, como pode ser visto na Figura 3.20.

Figura 3.20 – Determinação dos limites da malha

Fonte: STRAP
59

⎯ Parâmetros da malha
Neste passo são escolhidas, entre algumas peculiaridades que podem ser
observadas na Figura 3.21, as dimensões dos elementos constituintes das lajes e escadas
nas direções X e Y.

Figura 3.21 – Parâmetros da malha

Fonte: STRAP

Com todas as lajes modeladas no programa computacional, considerou-se as


mesmas agindo como um diafragma rígido, ou seja, a distância entre dois pontos do
pavimento, após a deformação oriunda da ação lateral, não se altera. Para atingir este
comportamento utilizou-se a ferramenta diafragma rígido presente no STRAP, em
questão, tal suposição foi adotada no plano X1 - X2 de todos os pavimentos.

3.7.3 CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS

Neste ponto é possível definir as caraterísticas geométricas das propriedades


atribuídas no início do lançamento (Figura 3.15). As Figuras 3.22 e 3.23, retiradas do
software, expõe cada uma das peculiaridades de cada propriedade, respectivamente, do
modelo rígido e do modelo flexível.
60

Figura 3.22 – Particularidades dos elementos estruturais – Modelo Rígido

Fonte: STRAP

Tabela 3.18 – Detalhes das propriedades atribuídas aos elementos estruturais – Modelo
Rígido
Propriedade n°2 – barra
𝐴: 0,2827𝑥10−4 𝑐𝑚² 𝐼2 : 𝐼3 : 0,6362𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐽: 0,1272𝑥10−7 𝑐𝑚4
ℎ2 : 60 𝑐𝑚 𝑒2 : 30 𝑐𝑚
2𝑃: 188,496 𝑐𝑚 Material: C25M
ℎ3 : 60 𝑐𝑚 𝑒3 : 30 𝑐𝑚
60

x2

x3

Propriedades n°3 – barra


−3
𝐴: 0,6𝑥10 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1125𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,8𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,3439𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 40 𝑐𝑚 𝑒2 : 20 𝑐𝑚
2𝑃: 110 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3

x2
15

40
Propriedade n°4 – barra
61

𝐴: 0,9𝑥10−3 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1687𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,27𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐽: 0,5687𝑥10−5 𝑐𝑚4


ℎ2 : 60 𝑐𝑚 𝑒2 : 30 𝑐𝑚
2𝑃: 150 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3
x2

15
60

Propriedade n°5 – barra


𝐴: 0,75𝑥10−3 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1406𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1562𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐽: 0,4563𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 50 𝑐𝑚 𝑒2 : 25 𝑐𝑚
2𝑃: 130 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3
x2
15

50

Propriedade n°7 – barra


−3
𝐴: 0,6𝑥10 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,8𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1125𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,3439𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 15 𝑐𝑚 𝑒2 : 7,5 𝑐𝑚
2𝑃: 110 𝑐𝑚 Material: C25V
ℎ3 : 40 𝑐𝑚 𝑒3 : 20 𝑐𝑚
x2

x3
15

40
Propriedade n°8 – barra
𝐴: 0,9𝑥10−3 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,27𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1687𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,5687𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 15 𝑐𝑚 𝑒2 : 7,5 𝑐𝑚
2𝑃: 150 𝑐𝑚 Material: C25V
ℎ3 : 60 𝑐𝑚 𝑒3 : 30 𝑐𝑚
x2
x3
15

60

Propriedade n°9 – elemento


𝐸𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎: 10 𝑐𝑚 Material: C25L
onde: A: área; I2: inércia com relação ao eixo 2; I3: inércia com relação ao eixo 3; J: momento
de inércia; 2P: perímetro; h2: dimensão do elemento da direção 2; h3: dimensão do elemento na
direção 3; e2: coordenada do centro de gravidade na direção 2; e3: coordenada do centro de
gravidade na direção 3.
62

Figura 3.23 – Particularidades dos elementos estruturais – Modelo Elástico

Fonte: STRAP

Tabela 3.19 - Detalhes das propriedades atribuídas aos elementos estruturais – Modelo
Elástico
Propriedade n°3 – barra
𝐴: 0,2827𝑥10 −4
𝑐𝑚² 𝐼2 : 𝐼3 : 0,6362𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐽: 0,1272𝑥10−7 𝑐𝑚4
ℎ2 : 60 𝑐𝑚 𝑒2 : 30 𝑐𝑚
2𝑃: 188,496 𝑐𝑚 Material: C25M
ℎ3 : 60 𝑐𝑚 𝑒3 : 30 𝑐𝑚
60

x2

x3

Propriedades n°4 – barra


−3
𝐴: 0,6𝑥10 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1125𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,8𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,3439𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 40 𝑐𝑚 𝑒2 : 20 𝑐𝑚
2𝑃: 110 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3

x2
15

40
63

Propriedade n°5 – barra


−3
𝐴: 0,9𝑥10 𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1687𝑥10 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,27𝑥10−6 𝑐𝑚4
−5
𝐽: 0,5687𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 60 𝑐𝑚 𝑒2 : 30 𝑐𝑚
2𝑃: 150 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3
x2

15
60

Propriedade n°6 – barra


𝐴: 0,75𝑥10 −3
𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,1406𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1562𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐽: 0,4563𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 50 𝑐𝑚 𝑒2 : 25 𝑐𝑚
2𝑃: 130 𝑐𝑚 Material: C25P
ℎ3 : 15 𝑐𝑚 𝑒3 : 7,5 𝑐𝑚
x3
x2
15

50

Propriedade n°8 – barra


𝐴: 0,6𝑥10 −3
𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,8𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1125𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,3439𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 15 𝑐𝑚 𝑒2 : 7,5 𝑐𝑚
2𝑃: 110 𝑐𝑚 Material: C25V
ℎ3 : 40 𝑐𝑚 𝑒3 : 20 𝑐𝑚
x2

x3
15

40
Propriedade n°9 – barra
𝐴: 0,9𝑥10 −3
𝑐𝑚² 𝐼2 : 0,27𝑥10−6 𝑐𝑚4 𝐼3 : 0,1687𝑥10−5 𝑐𝑚4 𝐽: 0,5687𝑥10−5 𝑐𝑚4
ℎ2 : 15 𝑐𝑚 𝑒2 : 7,5 𝑐𝑚
2𝑃: 150 𝑐𝑚 Material: C25V
ℎ3 : 60 𝑐𝑚 𝑒3 : 30 𝑐𝑚
x2
x3
15

60

Propriedade n°11 – elemento


𝐸𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎: 10 𝑐𝑚 Material: C25L
onde: A: área; I2: inércia com relação ao eixo 2; I3: inércia com relação ao eixo 3; J: momento
de inércia; 2P: perímetro; h2: dimensão do elemento da direção 2; h3: dimensão do elemento na
direção 3; e2: coordenada do centro de gravidade na direção 2; e3: coordenada do centro de
gravidade na direção 3.
64

Definida as propriedades dos elementos estruturais e assegurando de que os


eixos dos elementos estejam posicionados corretamente, é feita a escolha do tipo de
vinculação da estrutura, a qual será utilizada para representar a fundação da mesma.
Como citado anteriormente, serão lançadas dois modelos, diferenciando o tipo de apoio
entre elas. Tal diferença será explicada a seguir:

3.7.4 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS (APOIOS ENGASTADOS)

Neste modelo as fundações foram consideradas como engastadas. Este tipo de


vinculação é definida segundo José Carlos Süssekind, como: “o apoio impedirá todos os
movimentos possíveis, sendo dito um apoio sem grau de liberdade (ou com todos os
movimentos impedidos). Correspondendo a cada um dos movimentos impedidos,
aparecem, agindo sobre a estrutura, as reações Rx, Ry, Rz, Mx, My e Mz mostradas na
Figura 3.24.”
Figura 3.24 – Reações encontradas no apoio tipo engaste

Fonte: Curso de Análise Estrutural: José Carlos Süssekind, pág.: 18

3.7.5 EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS (MOLAS)

Neste caso, para representar a mobilidade real existente no solo, empregaram-


se apoios elásticos para representar as fundações que sustentam a estrutura analisada
pelo método dos elementos finitos.
Para o emprego de molas sobre a base da estrutura é necessário conhecer o
coeficiente de mola ou módulo de reação vertical (kv), o que irá simular a
deformabilidade do solo. Tal valor é dado pela relação entre a carga aplicada no solo (P)
e o respectivo recalque (), como descrita na Equação 21.
65

𝜎
𝑘𝑣 = (21)
𝜌𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙

A consideração da carga aplicada no solo foi determinada para cada pilar do


projeto, uma vez que tal carga varia segundo a quantidade de estacas e reação que chega
à fundação, conseqüentemente suportada pelo solo.
Com relação à medida do recalque para cada estaca foi utilizado o método
especifico para este assunto desenvolvido por Aoki e Cintra (2010). Tal estudo
considera que o recalque é composto por duas parcelas distintas, sendo elas: o
encurtamento elástico da própria estava (e) e as deformações dos estrados de solo
subjacentes à base da estaca (s). Estes valores são encontrados, respectivamente, pelas
formulas 22 e 23 descritas a seguir.

1
𝜌𝑒 = ∑(𝑃𝑖 . 𝐿𝑖 ) (22)
𝐴 . 𝐸𝑐

onde:
A é a área da seção transversal do fuste da escada;
Ec é o módulo de elasticidade do concreto;
Pi é o esforço variável ao longo da estaca;
Li é o comprimento da estaca que cada esforço citado acima age.

∆𝜎
𝜌𝑠 = ∑ ( . 𝐻) (23)
𝐸𝑆

sendo:
 é o acréscimo de tensões das camadas;
ES é o módulo de deformabilidade da camada de solo;
H é a espessura da camada subjacente.
O processo para o cálculo dos deslocamentos verticais foi automatizado
implementando os passos para os cálculos em uma planilha eletrônica. O único fator
variável para o cálculo dos recalques é a força que cada pilar descarrega nas estacas.
Encontrado o deslocamento total sofrido pela estaca é então calculado o valor do
coeficiente de mola para cada estaca utilizando a Equação 21 e discriminados na
Tabelas 3.20.
66

Tabela 3.20 – Cálculo do coeficiente de mola


Esforço por Coeficiente de Mola
Pilares e (mm) s (mm) total (mm)
estaca (kN/m)
1 113 1,13 2,6 3,73 49157,82
2 208 2,29 7,47 9,76 26618,67
3 147 1,54 4,57 6,11 32222,90
4 204 2,24 7,3 9,54 26748,84
5 108 1,07 2,27 3,34 54968,24
6 129 1,32 3,57 4,89 37734,64
7 164 1,75 5,44 7,19 29666,65
8 149 1,57 4,67 6,24 32006,00
9 145 1,52 4,46 5,98 32682,78
10 164 1,75 5,44 7,19 29666,65
11 127 1,3 1,45 2,75 38217,89
12 121 1,22 3,09 4,31 41753,84
13 132 1,36 3,74 5,1 36425,03
14 199 3,18 7,08 10,26 26990,10
15 131 1,35 3,68 5,03 36425,03
16 138 1,43 4,08 5,51 34309,12
17 195 3,13 6,9 10,03 27207,69
18 133 1,37 3,8 5,17 36029,97
19 117 1,18 2,85 4,03 44942,21
20 199 2,18 7,08 9,26 26990,10
21 191 2,08 6,72 8,8 27387,05
Fonte: STRAP

No STRAP tais valores serão utilizados para definir a o valor do coeficiente de


mola na direção vertical (eixo S3 no software) por meio da janela de interação com o
usuário como mostrada na Figura 3.24.

Figura 3.25 – Definição do valor das molas por pilar no STRAP

Fonte: STRAP
67

Informado todos os valores das molas na direção S3 o modelo com apoios


flexíveis fica como mostrado na figura 3.26, com cada estaca recebendo seu devido
coeficiente de reação vertical.

Figura 3.26 – Valores das molas considerados no modelo

Fonte: STRAP

No modelo estrutural com coeficientes de reação vertical foi efetuado a


modelagem dos blocos de coroamento das estacas por meio de apoios, definido no
próprio STRAP, onde foi impedido a translação no eixo X1 e eixo X2.

4 RESULTADOS

A seguir serão mostrados os cálculos dos parâmetros de estabilidade apontados


anteriormente neste trabalho, além de expor os esforços que irão atuar na fundação
(momento fletor e força normal).

4.1 PARÂMETROS DE ESTABILIDADE

 PARÂMETRO DE INSTABILIDADE 

Para realizar o cálculo do parâmetro de instabilidade  calculou-se os esforços


atuantes em cada pavimento e utilizada a equação 10 deste trabalho para encontrar o
valor do mesmo.
O termo 𝐸𝑐𝑠 . 𝐼𝑐 presente na equação citada acima pode ser obtida por meio da
equação 24
68

𝑃. 𝐻 3
𝐸 .𝐼 = (24)
3 .𝑑

onde,
𝑃: carga aplicada no topo da edificação;
𝐻: altura do edifício;
𝑑: deslocamento no topo da estrutura devido a aplicação da carga P.
Para o cálculo optou-se pela aplicação de uma força unitária no topo da
estrutura para obtenção dos deslocamentos. Com relação à carga atuante em cada
pavimento a Tabela 4.1 descreve detalhadamente os esforços.

Tabela 4.1 – Carregamento atuante em cada pavimento


Reações (kN) Total
Pavimento
Lajes Vigas Pilares Paredes (kN):
1 235,42 175,24 100,13 573,93 1084,71
2 235,42 175,24 100,13 573,93 1084,71
3 235,42 175,24 100,13 573,93 1084,71
4 235,42 175,24 100,13 201,3 712,08
Total (kN) 3966,21
Fonte: Próprio autor

Com isto, tal parâmetro, será calculado uma vez para o edifício rígido e outra
para o edifício flexível, nas duas direções X e Y.

[Link] EDIFÍCIO RÍGIDO

a) Direção X:

Tabela 4.2 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária da direção X – modelo


rígido
Andar Cota (m): Deslocamento (cm):
4 12 0,00217
3 9 0,00217
2 6 0,00217
1 3 0,00217
Fonte: Próprio autor

𝑃. 𝐻 3 1𝑘𝑁. 1200𝑐𝑚³
𝐸𝑐𝑠 . 𝐼 𝑐 = = = 2,65438 𝑥 1011 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²
3. 𝑑 3 . 0,00217𝑐𝑚
69

3966,21
∴ 𝛼 = 1200 . √ = 0,1467
2,65438 𝑥 1011

b) Direção Y:

Tabela 4.3 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção Y – modelo


rígido
Andar Cota (m): Deslocamento (cm):
4 12 0,000663
3 9 0,000663
2 6 0,000663
1 3 0,000663
Fonte: Próprio autor

𝑃. 𝐻 3 1𝑘𝑁. 1200𝑐𝑚³
𝐸𝑐𝑠 . 𝐼 𝑐 = = = 8,6877 𝑥 1011 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²
3. 𝑑 3 . 0,000663 𝑐𝑚

3966,21
∴ 𝛼 = 1200 . √ = 0,0811
8,6877 𝑥 1011

[Link] EDIFÍCIO FLEXÍVEL

a) Direção X:

Tabela 4.4 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção X – modelo


flexível
Andar Cota (m): Deslocamento (cm):
4 12 0,00302
3 9 0,00302
2 6 0,00302
1 3 0,00302
Fonte: Próprio autor

𝑃. 𝐻 3 1𝑘𝑁. 1200𝑐𝑚³
𝐸𝑐𝑠 . 𝐼 𝑐 = = = 1,90728 𝑥 1011 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²
3. 𝑑 3 . 0,00302 𝑐𝑚

3966,21
∴ 𝛼 = 1200 . √ = 0,1730
1,90728 𝑥 1011
70

b) Direção Y:

Tabela 4.5 – Deslocamento devido aplicação da carga unitária na direção Y – modelo


flexível
Andar Cota (m): Deslocamento (cm):
4 12 0,000626
3 9 0,000626
2 6 0,000626
1 3 0,000626
Fonte: Próprio autor

𝑃. 𝐻 3 1𝑘𝑁. 1200𝑐𝑚³
𝐸𝑐𝑠 . 𝐼 𝑐 = = = 9,20128 𝑥 1011 𝑘𝑁. 𝑐𝑚²
3. 𝑑 3 . 0,000626 𝑐𝑚

3966,21
∴ 𝛼 = 1200 . √ = 0,0788
9,20128 𝑥 1011

4.1.2 GAMA-Z (z)

No caso do cálculo do GAMA-Z (z), utilizou-se o STRAP para encontrar o


deslocamento horizontal da estrutura provocado pelas ações do vento nas direções de 0º,
45º e 90º. Assim, com o procedimento descrito no item 2.4.2 desta dissertação é
possível estimar tal parâmetro.
Para efeitos de comparação, optou-se por não utilizar o fator de correção de 0,95
proposto pela NBR 6118:2007.
71

[Link] EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO ESTÁTICO

a) Ação do vento na direção de 0


Figura 4.1 – Deslocamento do vento estático na direção 0 do edifício rígido
0,000796
LAJE 4

0,000796
LAJE 3

0,000704
LAJE 2

0,000704
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.6 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 0 - apoios rígidos
Direção 0
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 21,4 513,6 7532,44 0,000796 6,00
3 9 42,8 385,2 7532,44 0,000796 6,00
2 6 42,8 256,8 7532,44 0,000704 5,30
1 3 21,4 64,2 7532,44 0,000704 5,30
Soma: 1219,8 Soma: 22,60
Fonte: Próprio autor

1 1
𝛾𝑧 = = = 1,024
∆𝑀 22,6
1 − 𝑀 𝑡𝑜𝑡,𝑑 1 − 1219,8
1,𝑡𝑜𝑡,𝑑
72

b) Ação do vento na direção de 45


⎯ Direção Y:
Figura 4.2 – Deslocamento do vento estático na direção 45Y - apoios rígidos
0,000489
LAJE 4

0,000489
LAJE 3

0,000432
LAJE 2

0,000432
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.7 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45Y - apoios rígidos
Direção 45 Y
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 13,12 314,88 7532,44 0,000489 3,68
3 9 26,24 236,16 7532,44 0,000489 3,68
2 6 26,24 157,44 7532,44 0,000432 3,25
1 3 13,12 39,36 7532,44 0,000432 3,25
Soma: 747,84 Soma: 13,87
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,019
⎯ Direção X:
Figura 4.3 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios rígidos
0,00224
LAJE 4

0,00224
LAJE 3

0,00182
LAJE 2

0,00182
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor


73

Tabela 4.8 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45X - apoios rígidos
Direção 45 X
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 13,12 157,44 7532,44 0,00224 16,87
3 9 26,24 236,16 7532,44 0,00224 16,87
2 6 26,24 157,44 7532,44 0,00182 13,71
1 3 13,12 39,36 7532,44 0,00182 13,71
Soma: 590,4 Soma: 61,16

𝛾𝑧 = 1,116

c) Ação do vento na direção de 90

Figura 4.4 – Deslocamento do vento estático na direção 90 - apoios rígidos


0,000796
LAJE 4

0,000796
LAJE 3

0,000704
LAJE 2

0,000704
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.9 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios rígidos
Direção 90
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 5,13 61,56 7532,44 0,000796 6,00
3 9 10,26 92,34 7532,44 0,000796 6,00
2 6 10,26 61,56 7532,44 0,000704 5,30
1 3 5,13 15,39 7532,44 0,000704 5,30
Soma: 230,85 Soma: 22,60

𝛾𝑧 = 1,109
74

[Link] EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS – VENTO ESTÁTICO

a) Ação do vento na direção de 0


Figura 4.5 – Deslocamento do vento estático na direção 0 - apoios elásticos
0,000911
LAJE 4

0,000911
LAJE 3

0,000911
LAJE 2

0,000911
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.10 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios elásticos
Direção 0
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 21,4 256,8 7532,44 0,000991 7,46
3 9 42,8 385,2 7532,44 0,000991 7,46
2 6 42,8 256,8 7532,44 0,000991 7,46
1 3 21,4 64,2 7532,44 0,000991 7,46
Soma: 963 Soma: 29,86
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,032
b) Ação do vento na direção de 45
⎯ Direção Y:
Figura 4.6 – Deslocamento do vento estático na direção 45Y - apoios elásticos
0,000609
LAJE 4

0,000609
LAJE 3

0,000609
LAJE 2

0,000609
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor


75

Tabela 4.11 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45Y - apoios elásticos
Direção 45Y
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 13,12 157,44 7532,44 0,000609 4,59
3 9 26,24 236,16 7532,44 0,000609 4,59
2 6 26,24 157,44 7532,44 0,000609 4,59
1 3 13,12 39,36 7532,44 0,000609 4,59
Soma: 590,4 Soma: 18,35
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,032
⎯ Direção X:
Figura 4.7 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios elásticos
0,00199
LAJE 4

0,00199
LAJE 3

0,00199
LAJE 2

0,00199
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.12 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 45X - apoios elásticos
Direção 45X
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 13,12 157,44 7532,44 0,00199 14,99
3 9 26,24 236,16 7532,44 0,00199 14,99
2 6 26,24 157,44 7532,44 0,00199 14,99
1 3 13,12 39,36 7532,44 0,00199 14,99
Soma: 590,4 Soma: 59,96
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,113
76

c) Ação do vento na direção de 90


Figura 4.8 – Deslocamento do vento estático na direção 45X - apoios elásticos
0,000782
LAJE 4

0,000782
LAJE 3

0,000782
LAJE 2

0,000782
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.13 – Cálculo do GAMA-Z para vento estático na direção 90 - apoios elásticos
Direção 90
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 5,13 61,56 7532,44 0,000782 5,89
3 9 10,26 92,34 7532,44 0,000782 5,89
2 6 10,26 61,56 7532,44 0,000782 5,89
1 3 5,13 15,39 7532,44 0,000782 5,89
Soma: 230,85 Soma: 23,56
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,032
[Link] EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO DINÂMICO

a) Ação do vento na direção de 0


Figura 4.9 – Deslocamento do vento dinâmico na direção 0 - apoios rígidos
0,000774
LAJE 4

0,000774
LAJE 3

0,000684
LAJE 2

0,000684
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor


77

Tabela 4.14 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos
Direção 0
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 21,4 513,6 7532,44 0,000774 5,83
3 9 42,8 385,2 7532,44 0,000774 5,83
2 6 42,8 256,8 7532,44 0,000684 5,15
1 3 21,4 64,2 7532,44 0,000684 5,15
Soma: 1219,8 Soma: 21,96
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,018
b) Ação do vento na direção de 45
⎯ Direção Y:
Figura 4.10 – Deslocamento do vento dinâmico na direção 45Y - apoios rígidos
0,000476
LAJE 4

0,000476
LAJE 3

0,00042
LAJE 2

0,00042
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.15 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos
Direção 45X
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 12,76 153,12 7532,44 0,000476 3,59
3 9 25,52 229,68 7532,44 0,000476 3,59
2 6 25,52 153,12 7532,44 0,00042 3,16
1 3 12,76 38,28 7532,44 0,00042 3,16
Soma: 574,2 Soma: 13,50
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,024
78

⎯ Direção X:
Figura 4.11 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios rígidos
0,00224
LAJE 4

0,00224
LAJE 3

0,00182
LAJE 2

0,00182
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.16 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45Y - apoios rígidos
Direção 45Y
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 12,76 153,12 7532,44 0,00224 16,87
3 9 25,52 229,68 7532,44 0,00224 16,87
2 6 25,52 153,12 7532,44 0,00182 13,71
1 3 12,76 38,28 7532,44 0,00182 13,71
Soma: 574,2 Soma: 61,16
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,119

c) Ação do vento na direção de 90


Figura 4.12 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos
0,000858
LAJE 4

0,000858
LAJE 3

0,000695
LAJE 2

0,000695
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor


79

Tabela 4.17 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos
Direção 90
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 5,02 60,24 7532,44 0,000858 6,46
3 9 10,04 90,36 7532,44 0,000858 6,46
2 6 10,04 60,24 7532,44 0,000695 5,24
1 3 5,02 15,06 7532,44 0,000695 5,24
Soma: 225,9 Soma: 23,40
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,116

[Link] EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS – VENTO DINÂMICO

a) Ação do vento na direção de 0


Figura 4.13 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 0 - apoios elásticos
0,00096
LAJE 4

0,00096
LAJE 3

0,00096
LAJE 2

0,00096
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.18 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 0 - apoios rígidos
Direção 0
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 21,4 256,8 7532,44 0,00096 7,23
3 9 42,8 385,2 7532,44 0,00096 7,23
2 6 42,8 256,8 7532,44 0,00096 7,23
1 3 21,4 64,2 7532,44 0,00096 7,23
Soma: 963 Soma: 28,92
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,031
80

b) Ação do vento na direção de 45


⎯ Direção Y:
Figura 4.14 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45Y - apoios elásticos
0,000592
LAJE 4

0,000592
LAJE 3

0,000592
LAJE 2

0,000592
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.19 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios rígidos
Direção 45Y
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 12,76 153,12 7532,44 0,000592 4,46
3 9 25,52 229,68 7532,44 0,000592 4,46
2 6 25,52 153,12 7532,44 0,000592 4,46
1 3 12,76 38,28 7532,44 0,000592 4,46
Soma: 574,2 Soma: 17,84
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,032
⎯ Direção X:
Figura 4.15 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios elásticos
0,00193
LAJE 4

0,00193
LAJE 3

0,00193
LAJE 2

0,00193
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor


81

Tabela 4.20 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 45X - apoios elásticos
Direção 45X
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 12,76 153,12 7532,44 0,00193 14,54
3 9 25,52 229,68 7532,44 0,00193 14,54
2 6 25,52 153,12 7532,44 0,00193 14,54
1 3 12,76 38,28 7532,44 0,00193 14,54
Soma: 574,2 Soma: 58,15
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,113

c) Ação do vento na direção de 90

Figura 4.16 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios elásticos
0,00076
LAJE 4

0,00076
LAJE 3

0,00076
LAJE 2

0,00076
LAJE 1

Deslocamentos em metro

Fonte: Próprio autor

Tabela 4.21 – Cálculo do GAMA-Z para vento dinâmico na direção 90 - apoios elásticos
Direção 90
Andar Cota do Piso (m): Fvento (kN): M1,tot,d (kN.m) Fv (kN): d (m): Mtot,d (kN.m)
4 12 5,02 60,24 7532,44 0,00076 5,72
3 9 10,04 90,36 7532,44 0,00076 5,72
2 6 10,04 60,24 7532,44 0,00076 5,72
1 3 5,02 15,06 7532,44 0,00076 5,72
Soma: 225,9 Soma: 22,90
Fonte: Próprio autor

𝛾𝑧 = 1,113
82

[Link] RESUMO GAMA-Z

Tabela 4.22 – Resumo dos valores de Gama Z para os modelos estudados


TIPO DE VINCULAÇÃO
Direção 0º Direção 45º - Y Direção 90º Direção 45º - X
Parâmetro z
Coef. Coef. Coef. Coef.
Engaste Engaste Engaste Engaste
Mola Mola Mola Mola
Estático 1,024 1,032 1,024 1,032 1,116 1,114 1,116 1,113
VENTO
Dinâmico 1,018 1,031 1,024 1,032 1,116 1,113 1,119 1,113
Fonte: Próprio autor

4.2 ESFORÇOS DE SEGUNDA ORDEM

Neste item serão apresentados os esforços atuantes na fundação da construção


para cada tipo de estrutura modelada. Tais esforços compreendem o momento nas duas
direções (com relação ao eixo global) e a força axial originária da reação dos pilares.
As tabelas apresentarão os momentos (Mx e My) gerados por uma combinação
última do esforço permanente (g), acidental (q) e do vento (v) (conforme Equação 25).
Tais valores serão comparados aos momentos de segunda ordem obtidos por meio da
multiplicação do z com os valores encontrados pela combinação descrita anteriormente
e através do processo P-, utilizando a ferramenta do STRAP designada para este fim.

𝐹𝑑 = 1,4 . 𝑔 + 1,4 . 𝑞 + 1,5 . 𝑣 (25)

Vale ressaltar que o processo P- calculado pelo programa computacional


realizou, em todos os modelos submetidos, apenas duas interações. Sendo que tais
interações são realizadas até todos os pontos da estrutura atendam a desigualdade
prescrita pela Equação 26.

(def )𝑖 − (def )𝑖−1


< 0,005 (26)
𝑑𝑒𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎çã𝑜 𝑚𝑎𝑥.

onde,
𝑑𝑒𝑓: deformação;
𝑖: interação atual;
𝑖 − 1; interação anterior;
𝑑𝑒𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎çã𝑜 𝑚𝑎𝑥.: deslocamento da solução original.
83

4.2.1 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO ESTÁTICO

a) Vento na direção de 0°

Tabela 4.23 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 0°
Modelo Rigido - Vento Estatico - Direção 0°
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 9,80 1,024 10,04 9,90 2,52 1,024 2,58 2,52 268 268
2 11,80 1,024 12,08 11,90 0,83 1,024 0,85 0,84 517 517
3 13,40 1,024 13,72 13,60 0,07 1,024 0,07 0,07 365 365
4 12,30 1,024 12,60 12,40 0,88 1,024 0,90 0,87 516 516
5 11,00 1,024 11,26 1,10 2,32 1,024 2,38 2,33 264 264
6 7,27 1,024 7,44 7,38 5,50 1,024 5,63 5,50 337 337
7 6,57 1,024 6,73 6,67 3,89 1,024 3,98 3,89 628 628
8 30,10 1,024 30,82 30,50 0,66 1,024 0,68 0,63 373 373
9 30,70 1,024 31,44 31,00 0,43 1,024 0,44 0,46 370 370
10 7,17 1,024 7,34 7,28 4,00 1,024 4,10 3,99 624 624
11 8,43 1,024 8,63 8,55 5,40 1,024 5,53 5,40 332 332
12 11,30 1,024 11,57 11,50 0,66 1,024 0,68 0,65 131 131
13 15,00 1,024 15,36 15,20 1,00 1,024 1,02 0,99 315 315
14 14,50 1,024 14,85 14,60 0,46 1,024 0,47 0,47 471 471
15 13,40 1,024 13,72 13,60 1,06 1,024 1,09 1,06 346 346
16 13,60 1,024 13,93 13,80 1,14 1,024 1,17 1,13 302 302
17 15,20 1,024 15,56 15,40 0,46 1,024 0,47 0,44 461 461
18 17,00 1,024 17,41 17,20 1,03 1,024 1,05 1,04 319 319
19 131,00 1,024 134,14 13,30 0,68 1,024 0,70 1,37 128 128
20 9,61 1,024 9,84 9,71 0,57 1,024 0,58 0,58 231 231
21 8,65 1,024 8,86 8,76 0,52 1,024 0,53 0,51 222 222
Fonte: Próprio autor
84

b) Vento na direção de 45°

Tabela 4.24 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 45°
Modelo Rígido - Vento Estático - Direção 45°
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z,x z,x x Mx P- My z,y z,y x My P- Nk NP-
1 10,80 1,116 12,05 11,00 1,09 1,024 1,12 1,28 267 267
2 11,70 1,116 13,06 11,90 4,56 1,024 4,67 5,58 518 518
3 12,20 1,116 13,62 12,50 4,51 1,024 4,62 4,76 364 364
4 10,40 1,116 11,61 10,60 2,85 1,024 2,92 3,05 515 515
5 7,97 1,116 8,89 8,11 5,94 1,024 6,08 6,13 263 264
6 8,31 1,116 9,27 8,55 2,25 1,024 2,30 2,07 336 336
7 6,53 1,116 7,29 6,75 7,20 1,024 7,37 7,40 628 628
8 27,50 1,116 30,69 28,20 14,70 1,024 15,05 15,60 358 357
9 26,20 1,116 29,24 26,80 15,70 1,024 16,08 16,60 380 381
10 5,06 1,116 5,65 5,29 0,67 1,024 0,69 0,49 623 623
11 5,26 1,116 5,87 5,41 8,70 1,024 8,91 8,80 333 333
12 12,80 1,116 14,28 13,20 3,61 1,024 3,70 3,85 125 125
13 16,20 1,116 18,08 16,60 4,18 1,024 4,28 4,46 318 318
14 14,40 1,116 16,07 14,70 4,71 1,024 4,82 4,94 472 472
15 12,20 1,116 13,62 12,50 4,93 1,024 5,05 5,14 311 310
16 11,40 1,116 12,72 11,70 2,53 1,024 2,59 2,73 304 304
17 12,00 1,116 13,39 12,30 3,80 1,024 3,89 4,03 461 461
18 11,50 1,116 12,83 11,80 6,17 1,024 6,32 6,46 317 316
19 8,31 1,116 9,27 8,55 4,92 1,024 5,04 5,16 135 135
20 9,00 1,116 10,04 9,19 4,02 1,024 4,12 4,21 225 225
21 7,39 1,116 8,25 7,57 2,90 1,024 2,97 3,10 225 225
85

c) Vento na direção de 90°

Tabela 4.25 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento estático a 90°
Modelo Rígido - Vento Estático - Direção 90°
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 4,00 1,116 4,46 4,06 1,61 1,116 1,80 1,56 265 265
2 5,60 1,116 6,25 5,60 1,78 1,116 1,99 1,83 515 515
3 4,24 1,116 4,73 4,31 1,09 1,116 1,22 1,15 363 363
4 5,40 1,116 6,03 5,40 0,08 1,116 0,09 0,10 513 513
5 3,61 1,116 4,03 3,64 3,24 1,116 3,62 3,29 261 261
6 1,04 1,116 1,16 1,10 4,70 1,116 5,25 4,60 335 335
7 0,08 1,116 0,09 3,86 4,72 1,116 5,27 4,76 627 627
8 7,43 1,116 8,29 7,59 3,22 1,116 3,59 3,42 367 367
9 7,25 1,116 8,09 7,41 4,19 1,116 4,68 4,39 369 369
10 0,29 1,116 0,32 4,05 3,17 1,116 3,54 3,12 623 623
11 0,55 1,116 0,61 0,59 6,20 1,116 6,92 6,30 331 331
12 1,65 1,116 1,84 1,74 0,48 1,116 0,54 0,54 132 132
13 2,10 1,116 2,34 2,20 0,35 1,116 0,39 0,42 318 318
14 4,25 1,116 4,74 4,33 1,50 1,116 1,67 1,56 5 474
15 2,25 1,116 2,51 2,33 2,04 1,116 2,28 2,06 314 313
16 2,11 1,116 2,35 2,19 0,23 1,116 0,26 0,18 301 301
17 3,76 1,116 4,20 3,82 0,59 1,116 0,66 0,64 464 464
18 1,50 1,116 1,67 1,50 2,20 1,116 2,46 2,27 320 320
19 0,97 1,116 1,08 1,03 1,62 1,116 1,81 1,68 132 133
20 3,15 1,116 3,52 3,20 1,43 1,116 1,60 1,47 232 232
21 1,80 1,116 2,01 1,85 2,91 1,116 3,25 0,33 228 228
86

4.2.2 EDIFÍCIO FLEXÍVEL – VENTO ESTÁTICO

a) Vento na direção de 0°

Tabela 4.26 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 0°
Modelo Flexível - Vento Estático - Direção 0
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 14,10 1,032 14,55 14,30 6,00 1,032 6,19 6,00 349 349
2 2,80 1,032 2,89 2,90 0,30 1,032 0,31 0,29 514 514
3 1,75 1,032 1,81 2,76 0,01 1,032 0,01 0,03 465 465
4 3,50 1,032 3,61 3,60 0,45 1,032 0,46 0,47 515 515
5 16,30 1,032 16,82 16,40 6,10 1,032 6,30 6,10 354 355
6 10,00 1,032 10,32 10,20 6,40 1,032 6,60 6,40 348 348
7 5,47 1,032 5,65 5,68 3,59 1,032 3,70 3,60 708 708
8 9,70 1,032 10,01 9,90 0,37 1,032 0,39 0,45 415 415
9 10,90 1,032 11,25 11,10 0,01 1,032 0,01 0,08 421 421
10 6,09 1,032 6,28 6,31 3,44 1,032 3,55 3,42 706 706
11 11,90 1,032 12,28 12,10 6,50 1,032 6,71 6,60 343 343
12 6,04 1,032 6,23 6,24 4,34 1,032 4,48 4,34 168 168
13 6,43 1,032 6,64 6,38 5,29 1,032 5,46 5,27 372 372
14 15,50 1,032 16,00 15,70 2,55 1,032 2,63 2,53 467 467
15 25,10 1,032 25,90 25,30 0,63 1,032 0,65 0,64 447 447
16 23,30 1,032 24,05 23,60 0,53 1,032 0,55 0,51 413 414
17 15,70 1,032 16,20 15,90 2,68 1,032 2,77 2,71 467 467
18 7,00 1,032 7,22 6,96 5,74 1,032 5,92 5,78 366 366
19 7,25 1,032 7,48 7,48 4,90 1,032 5,06 4,94 172 172
20 26,60 1,032 27,45 26,70 1,45 1,032 1,50 1,47 206 206
21 19,40 1,032 20,02 19,50 1,11 1,032 1,15 1,09 213 213
87

b) Vento na direção de 45°

Tabela 4.27 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 45°
Modelo Flexível - Vento Estático - Direção 45
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z,x z,x x Mx P- My z,y z,y x My P- Nk NP-
1 15,2 1,113 16,92 15,5 2,25 1,032 2,32 1,99 348 348
2 2,8 1,113 3,12 3 3,63 1,032 3,75 3,89 514 514
3 2,8 1,113 3,12 2,66 4,82 1,032 4,97 5,14 464 464
4 1,48 1,113 1,65 1,63 4,37 1,032 4,51 4,64 514 514
5 13 1,113 14,47 13,1 9,9 1,032 10,22 10,1 354 355
6 11,3 1,113 12,58 11,7 3,2 1,032 3,30 3 346 346
7 5,52 1,113 6,14 5,93 6,9 1,032 7,12 7,1 708 708
8 8,4 1,113 9,35 8,8 15,7 1,032 16,20 16,8 410 410
9 9,2 1,113 10,24 9,4 15,3 1,032 15,79 16,3 424 424
10 3,04 1,113 3,38 3,31 0,19 1,032 0,20 0 706 706
11 1,73 1,113 1,93 7,97 9,8 1,032 10,11 10 345 345
12 6,94 1,113 7,72 7,36 0,436 1,032 0,45 0,188 168 168
13 5,54 1,113 6,17 5,35 0,16 1,032 0,17 0,2 370 370
14 15,2 1,113 16,92 15,6 1,73 1,032 1,79 2,03 466 466
15 24,2 1,113 26,93 24,7 4,62 1,032 4,77 4,89 438 438
16 20 1,113 22,26 20,3 2,64 1,032 2,72 3,19 386 385
17 13,2 1,113 14,69 13,5 6,97 1,032 7,19 7,28 468 468
18 7,65 1,113 8,51 7,71 10,8 1,032 11,15 11,1 368 368
19 3,14 1,113 3,49 8,94 8,64 1,032 8,92 1,21 172 172
20 26,7 1,113 29,72 27 4,77 1,032 4,92 5,01 204 204
21 17,2 1,113 19,14 17,4 2,12 1,032 2,19 2,36 212 212
88

c) Vento na direção de 90°

Tabela 4.28 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento estático a 90°
Modelo Flexível - Vento Estático - Direção 90
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 8,04 1,114 8,96 8,11 5,18 1,114 5,77 5,13 347 347
2 3,43 1,114 3,82 3,41 0,59 1,114 0,66 0,64 513 513
3 7,80 1,114 8,69 7,80 1,08 1,114 1,20 1,14 463 463
4 3,51 1,114 3,91 3,50 1,30 1,114 1,45 1,36 513 513
5 8,50 1,114 9,47 8,50 6,90 1,114 7,69 7,00 352 352
6 1,92 1,114 2,14 1,99 5,70 1,114 6,35 5,70 348 348
7 7,56 1,114 8,42 3,36 4,29 1,114 4,78 4,33 708 708
8 1,30 1,114 1,45 1,25 3,67 1,114 4,09 3,89 414 414
9 0,72 1,114 0,80 0,77 3,29 1,114 3,67 3,50 420 421
10 3,86 1,114 4,30 3,82 2,75 1,114 3,53 2,70 706 706
11 1,65 1,114 1,84 1,68 7,20 1,114 8,02 7,30 345 345
12 2,89 1,114 3,22 2,82 3,03 1,114 3,38 2,98 168 168
13 5,25 1,114 5,85 5,24 3,92 1,114 4,37 3,86 373 373
14 6,48 1,114 7,22 6,54 1,66 1,114 1,85 1,60 467 467
15 14,80 1,114 16,49 14,90 1,62 1,114 1,80 1,67 440 440
16 11,60 1,114 12,92 11,70 0,20 1,114 0,22 0,25 391 391
17 6,10 1,114 6,80 6,16 3,58 1,114 3,99 3,65 469 469
18 6,08 1,114 6,77 6,11 6,47 1,114 7,21 6,55 368 368
19 3,83 1,114 4,27 3,79 5,15 1,114 5,74 5,21 173 173
20 22,20 1,114 24,73 22,30 2,12 1,114 2,36 2,17 201 201
21 12,70 1,114 14,15 12,80 0,61 1,114 0,68 0,56 210 209
89

4.2.3 EDIFÍCIO COM APOIOS RÍGIDOS – VENTO DINÂMICO

a) Vento na direção de 0°

Tabela 4.29 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 0°
Modelo Rígido - Vento Dinâmico - Direção 0
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 9,60 1,018 9,77 9,70 2,54 1,018 2,59 2,53 268 268
2 11,60 1,018 11,81 11,70 0,81 1,018 0,82 0,82 517 517
3 13,10 1,018 13,34 13,30 0,10 1,018 0,10 0,09 365 365
4 12,10 1,018 12,32 12,20 0,09 1,018 0,09 0,09 516 516
5 10,80 1,018 10,99 10,90 2,31 1,018 2,35 2,31 263 263
6 7,05 1,018 7,18 7,15 5,50 1,018 5,60 5,50 337 337
7 6,34 1,018 6,45 6,45 3,87 1,018 3,94 3,88 628 628
8 29,40 1,018 29,93 29,70 0,73 1,018 0,74 0,71 373 373
9 29,90 1,018 30,44 30,30 0,35 1,018 0,36 0,38 370 370
10 6,94 1,018 7,06 7,05 4,02 1,018 4,09 4,01 624 624
11 8,20 1,018 8,35 8,32 5,40 1,018 5,50 5,40 332 332
12 11,00 1,018 11,20 11,10 0,68 1,018 0,69 0,67 131 131
13 14,50 1,018 14,76 14,70 1,02 1,018 1,04 1,01 315 316
14 14,10 1,018 14,35 14,30 0,44 1,018 0,45 0,45 471 471
15 13,00 1,018 13,23 13,20 1,04 1,018 1,06 1,04 345 346
16 13,30 1,018 13,54 13,40 1,16 1,018 1,18 1,15 302 302
17 14,90 1,018 15,17 15,00 0,47 1,018 0,48 0,47 461 461
18 166,00 1,018 168,99 16,80 1,98 1,018 2,02 1,01 319 319
19 12,80 1,018 13,03 13,00 0,66 1,018 0,67 0,66 128 128
20 9,40 1,018 9,57 9,50 0,55 1,018 0,56 0,56 231 231
21 8,44 1,018 8,59 8,54 0,54 1,018 0,55 0,53 222 222
90

b) Vento na direção de 45°

Tabela 4.30 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 45°
Modelo Rigido - Vento Dinamico - Direção 45
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z,x z,x x Mx P- My z,y z,y x My P- Nk NP-
1 10,70 1,119 11,97 10,90 1,08 1,024 1,11 1,27 267 267
2 11,60 1,119 12,98 11,80 4,55 1,024 4,66 4,75 518 518
3 12,10 1,119 13,54 12,30 4,50 1,024 4,61 4,47 364 364
4 10,30 1,119 11,53 10,40 2,84 1,024 2,91 3,04 515 515
5 7,85 1,119 8,78 7,80 5,93 1,024 6,07 6,12 263 264
6 8,18 1,119 9,15 8,41 2,26 1,024 2,31 2,08 336 336
7 6,40 1,119 7,16 6,62 7,20 1,024 7,37 7,40 628 628
8 27,10 1,119 30,32 27,80 14,70 1,024 15,05 14,30 358 357
9 25,80 1,119 28,87 26,40 15,70 1,024 16,08 16,50 380 380
10 4,92 1,119 5,51 5,10 0,68 1,024 0,70 0,50 623 623
11 5,12 1,119 5,73 5,27 8,60 1,024 8,81 8,80 333 333
12 12,60 1,119 14,10 13,00 3,60 1,024 3,69 3,84 125 125
13 15,90 1,119 17,79 15,90 4,16 1,024 4,26 4,16 318 318
14 14,20 1,119 15,89 14,20 4,69 1,024 4,80 4,69 473 473
15 11,90 1,119 13,32 11,90 5,49 1,024 5,62 4,92 311 311
16 11,20 1,119 12,53 11,20 2,52 1,024 2,58 2,52 304 304
17 11,80 1,119 13,20 11,80 3,78 1,024 3,87 3,78 461 461
18 11,20 1,119 12,53 11,20 6,16 1,024 6,31 6,16 317 317
19 8,11 1,119 9,08 8,11 4,91 1,024 5,03 4,91 135 135
20 8,88 1,119 9,94 8,88 4,01 1,024 4,11 4,01 225 225
21 7,26 1,119 8,12 7,26 2,89 1,024 2,96 2,89 225 225
91

c) Vento na direção de 90°

Tabela 4.31 – Esforços no edifício de apoios rígidos combinando com vento dinâmico a 90°
Modelo Rigido - Vento Dinamico - Direção 90
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 3,96 1,116 4,42 4,01 1,65 1,116 1,84 1,61 265 265
2 5,50 1,116 6,14 5,60 1,74 1,116 1,94 1,78 515 515
3 4,21 1,116 4,70 4,28 1,04 1,116 1,16 1,09 363 363
4 5,40 1,116 6,03 5,40 0,05 1,116 0,06 0,08 513 513
5 3,61 1,116 4,03 3,64 3,20 1,116 3,57 3,24 261 261
6 0,99 1,116 1,11 1,05 4,70 1,116 5,25 4,70 335 335
7 0,12 1,116 0,13 0,06 4,68 1,116 5,22 4,72 627 627
8 7,35 1,116 8,20 7,51 3,04 1,116 3,39 3,23 367 367
9 7,19 1,116 8,02 7,34 4,01 1,116 4,48 4,20 369 369
10 0,30 1,116 0,33 0,26 3,20 1,116 3,57 3,16 623 623
11 0,56 1,116 0,62 0,60 6,20 1,116 6,92 6,20 331 331
12 1,58 1,116 1,76 1,67 0,43 1,116 0,48 1,67 132 132
13 2,00 1,116 2,23 2,20 0,29 1,116 0,32 0,35 318 318
14 4,20 1,116 4,69 2,00 1,45 1,116 1,62 0,35 474 474
15 2,21 1,116 2,47 2,29 2,00 1,116 2,23 2,04 314 314
16 2,08 1,116 2,32 2,16 0,27 1,116 0,30 0,22 301 301
17 3,74 1,116 4,17 3,81 0,54 1,116 0,60 0,59 464 464
18 1,50 1,116 1,67 1,75 2,14 1,116 2,39 2,20 320 320
19 0,97 1,116 1,08 1,03 1,57 1,116 1,75 1,63 132 132
20 3,13 1,116 3,49 3,17 1,39 1,116 1,55 1,43 232 232
21 1,78 1,116 1,99 1,83 0,25 1,116 0,28 0,29 228 228
92

4.2.4 EDIFÍCIO COM APOIOS ELÁSTICOS – VENTO DINÂMICO

a) Vento na direção de 0°

Tabela 4.32 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 0°
Modelo Flexivel - Vento Dinamico - Direção 0
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 13,90 1,031 14,33 14,00 6,10 1,031 6,29 6,00 349 349
2 2,60 1,031 2,68 2,70 0,32 1,031 0,33 0,31 514 514
3 2,00 1,031 2,06 1,95 0,02 1,031 0,02 0,00 464 464
4 3,30 1,031 3,40 3,40 0,42 1,031 0,44 0,44 515 515
5 16,10 1,031 16,60 16,20 6,10 1,031 6,29 6,10 354 354
6 9,74 1,031 10,04 9,93 6,50 1,031 6,70 6,40 348 348
7 5,17 1,031 5,33 5,37 3,57 1,031 3,68 3,58 708 708
8 9,40 1,031 9,69 9,50 0,28 1,031 0,29 0,35 415 415
9 10,60 1,031 10,93 10,70 0,50 1,031 0,52 0,05 421 421
10 5,80 1,031 5,98 6,02 3,48 1,031 3,59 3,44 706 706
11 11,60 1,031 11,96 11,80 6,50 1,031 6,70 6,50 343 343
12 5,73 1,031 5,91 5,92 4,35 1,031 4,48 4,35 168 168
13 6,40 1,031 6,60 6,36 5,31 1,031 5,47 5,29 372 372
14 15,30 1,031 15,77 15,40 2,58 1,031 2,66 2,56 467 467
15 24,70 1,031 25,47 25,00 0,61 1,031 0,63 0,62 447 447
16 23,00 1,031 23,71 23,20 0,55 1,031 0,57 0,54 413 413
17 15,50 1,031 15,98 15,70 2,66 1,031 2,74 2,68 467 467
18 6,96 1,031 7,18 6,92 5,70 1,031 5,88 5,73 366 366
19 6,94 1,031 7,16 7,16 4,86 1,031 5,01 4,90 172 172
20 26,50 1,031 27,32 26,60 1,43 1,031 1,47 1,45 205 205
21 19,20 1,031 19,80 19,30 1,13 1,031 1,17 1,11 213 213
93

b) Vento na direção de 45°

Tabela 4.33 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 45°
Modelo Flexivel - Vento Dinamixo - Direção 45
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z,x z,x x Mx P- My z,y z,y x My P- Nk NP-
1 15,00 1,113 16,70 15,30 6,53 1,024 6,69 2,13 348 348
2 2,80 1,113 3,12 2,80 3,50 1,024 3,58 3,76 514 514
3 2,95 1,113 3,28 2,82 4,66 1,024 4,77 4,97 464 464
4 1,32 1,113 1,47 1,48 4,24 1,024 4,34 4,50 514 514
5 12,90 1,113 14,36 15,00 9,70 1,024 9,93 10,00 354 355
6 10,90 1,113 12,13 11,40 3,30 1,024 3,38 3,10 346 346
7 5,29 1,113 5,89 5,63 6,70 1,024 6,86 7,00 708 708
8 8,10 1,113 9,02 8,40 15,20 1,024 15,56 16,20 411 410
9 8,90 1,113 9,91 9,20 14,70 1,024 15,05 15,80 424 424
10 2,84 1,113 3,16 3,11 0,30 1,024 0,31 0,08 706 706
11 7,57 1,113 8,43 7,80 9,70 1,024 9,93 9,90 345 345
12 6,62 1,113 7,37 7,02 0,55 1,024 0,56 0,31 168 168
13 5,45 1,113 6,07 5,35 0,32 1,024 0,33 0,00 370 370
14 14,90 1,113 16,58 15,30 1,58 1,024 1,62 1,87 466 466
15 23,90 1,113 26,60 24,30 4,49 1,024 4,60 4,76 438 438
16 19,70 1,113 21,93 20,10 2,82 1,024 2,89 3,06 386 385
17 19,00 1,113 21,15 13,20 6,83 1,024 6,99 7,12 468 468
18 7,59 1,113 8,45 7,65 10,60 1,024 10,85 11,00 368 368
19 2,95 1,113 3,28 3,22 8,50 1,024 8,70 8,79 172 172
20 26,60 1,113 29,61 26,80 4,66 1,024 4,77 4,89 204 204
21 17,10 1,113 19,03 17,30 2,01 1,024 2,06 2,24 212 212
94

c) Vento na direção de 90°

Tabela 4.34 – Esforços no edifício de apoios elásticos combinando com vento dinâmico a 90°
Modelo Flexivel - Vento Dinamico - Direção 90
Momento Fletor (kN.m)
Força Axial (kN)
PILAR Direção X Direção Y
Mx z z x Mx P- My z z x My P- Nk NP-
1 8,00 1,113 8,90 8,06 5,23 1,113 5,82 5,18 347 347
2 3,46 1,113 3,85 3,44 0,54 1,113 0,60 0,59 513 513
3 7,82 1,113 8,70 7,82 1,02 1,113 1,14 1,08 463 463
4 3,51 1,113 3,91 3,51 1,26 1,113 1,40 1,31 513 513
5 8,50 1,113 9,46 8,50 6,90 1,113 7,68 6,90 352 352
6 1,86 1,113 2,07 1,93 5,80 1,113 6,46 5,70 348 348
7 3,47 1,113 3,86 3,41 4,25 1,113 4,73 4,29 708 708
8 1,34 1,113 1,49 1,29 3,49 1,113 3,88 3,70 414 414
9 0,69 1,113 0,77 0,74 3,10 1,113 3,45 3,31 420 420
10 7,92 1,113 8,81 3,83 2,78 1,113 3,09 2,74 706 706
11 1,65 1,113 1,84 1,68 7,20 1,113 8,01 7,20 345 345
12 2,95 1,113 3,28 2,88 3,07 1,113 3,42 3,03 168 168
13 5,26 1,113 5,85 5,25 3,98 1,113 4,43 3,92 373 373
14 6,42 1,113 7,15 6,50 1,71 1,113 1,90 1,65 467 467
15 14,70 1,113 16,36 14,00 1,57 1,113 1,75 1,62 440 440
16 11,60 1,113 12,91 11,70 0,15 1,113 0,17 0,20 391 391
17 6,08 1,113 6,77 6,14 3,53 1,113 3,93 3,56 469 469
18 6,07 1,113 6,76 6,09 6,41 1,113 7,13 6,48 368 368
19 3,83 1,113 4,26 3,80 5,10 1,113 5,68 5,16 173 173
20 22,20 1,113 24,71 22,30 2,08 1,113 2,32 2,12 201 201
21 12,70 1,113 14,14 12,80 0,65 1,113 0,72 0,60 210 209
95

5 DISCURSÃO DOS RESULTADOS E CONCLUSÃO

Com a realização do trabalho e observação dos resultados obtidos foi possível


levantar alguns pontos relevantes para o estudo, descritos a seguir deste capitulo.
Primeiramente foi observado que o modelo contínuo simplificado, item [Link]
da NBR 6120:1988, gera esforços com intensidades menores do que os mesmos quando
obtidos pelo método de cálculo estático das forças devido ao vento na edificação,
presente no item 4 da NBR 6120:1988. Com uma diferença de cerca de 9,7%, este fato
pode ser explicado pela complexidade da primeira formulação quando comparada com a
segunda, para este estudo de caso.
Ainda com relação aos esforços oriundos da ação do vento, pode observar
neste estudo de caso, que a ação provocada pela ação de vento de direção de 45
ultrapassa o valor gerado por atuação do vento na direção de 0 e 90, exemplificado na
Tabela XX, a menos do caso 45..........

Com relação ao sistema estrutural adotado nos modelos, pode-se verificar que a
utilização dos coeficientes de reação vertical do solo gerou uma mudança significativa
na distribuição dos esforços solicitantes, quando comparados aos resultados obtidos pela
análise do edifício com apoios rígidos, como pode ser visto nas tabelas expostas no
capitulo 4.2 desde trabalho.
O modelo estrutural que utilizou o coeficiente de mola na modelagem
apresentou uma menor rigidez do que o edifício com apoios engastados, apresentando
assim maiores deslocamentos (chegando a alguns casos diferenças de 80%),
influenciando assim de forma significativa nos efeitos de 2° ordem.
Os esforços gerados pelos parâmetros de estabilidade, z e P- apresentaram
resultados próximos entre si. Expondo um pequeno aumento para os valores calculados
com o z, para este estudo de caso. Vale ressaltar que os valores dos mesmos não foram
alterados com o fator de 0,95 exigido pela norma, por decisão de projeto.
96

6 ANEXOS

6.1 SONDAGEM 1
97

6.2 SONDAGEM 2
98

6.3 SONDAGEM 3
99

6.4 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 1

MÉTODO AOKI VELLOSO (1975)


Dados do Cálculo
Diâmetro Comp. F.S % Resistência de % Resistência
Estaca Tipo
(cm) (m) (Global) ponta lateral
Moldada in-loco Escavada 35 8 2 100 100
RESULTADOS
Profundidade R P na camada RL por RL acumlada R Total do P Adm
K (kPa) A F1 F2
(m) (kN) metro (kN) (kN) solo (kN) (kN)
1,00 350 0,024 3 6 33,67 4,62 4,62 38,29 19,15
2,00 350 0,024 3 6 44,90 6,16 10,78 55,67 27,84
3,00 350 0,024 3 6 78,57 10,78 21,55 100,12 50,06
4,00 330 0,03 3 6 84,67 14,51 36,07 120,73 60,37
5,00 350 0,024 3 6 89,80 12,32 48,38 138,18 69,09
6,00 350 0,024 3 6 134,70 18,47 66,85 201,55 100,77
7,00 550 0,022 3 6 282,22 35,48 102,33 384,55 192,28
8,00 550 0,022 3 6 317,50 39,91 142,25 459,74 229,87

MÉTODO DECÓURT QUARESMA (1978)


DADOS PARA CÁLCULO
Estaca Tipo Diâmetro (cm) Ap (m²) U (m) Comprimento (m)
Moldada in-loco Escavada 35 0,0962 1,10 8
AJUSTES DO MÉTODO DÉCOURT-QUARESMA
Coef. Solo (kPa) % Resistência de ponta (α) % Resistência lateral (β)
Variável de acordo com o Solo* 85 95
RESULTADOS
Profundida α RL acumlada R Total P Adm
Np NL β (%) Coef. solo RP (kN) RL (kN)
de (m) (%) (kN) (kN) (kN)
1,00 3,50 3,00 0,60 0,65 120,00 20,61 13,58 0,00 20,61 5,15
2,00 4,67 3,50 0,60 0,65 120,00 27,48 14,71 0,00 27,48 6,87
3,00 6,33 4,67 0,60 0,65 120,00 37,29 17,35 17,35 54,64 22,67
4,00 7,67 5,50 0,60 0,65 120,00 45,14 19,24 36,59 81,73 39,43
5,00 9,33 6,00 0,60 0,65 120,00 54,96 20,37 56,96 111,91 55,96
6,00 12,00 7,00 0,60 0,65 120,00 70,66 22,63 79,59 150,25 75,12
7,00 15,33 8,14 0,60 0,65 250,00 188,09 25,22 104,81 292,90 127,65
8,00 18,33 9,00 0,60 0,65 250,00 224,89 27,16 131,97 356,86 157,74
100

MÉTODO TEIXEIRA (1996)


DADOS PARA CÁLCULO
F. S. % %
Diâmetro Ap U Comp.
Estaca Tipo (GLOBA Resistência Resistência
(cm) (m²) (m) (m)
L) de ponta lateral
Moldada in-
Escavada 35 0,0962 1,10 8 2 100 100
loco
RESULTADOS
Profundidade α β RL acumlada R Total P Adm
Np NL RP (kN) RL (kN)
(m) (kPa) (kPa) (kN) (kN) (kN)
1,00 4,00 4,00 130,00 4,00 50,03 17,59 17,59 67,62 33,81
2,00 4,00 4,00 130,00 4,00 50,03 17,59 35,19 85,22 42,61
3,00 5,50 5,00 130,00 4,00 68,79 21,99 57,18 125,97 62,98
4,00 7,50 5,75 115,00 4,00 82,98 25,29 82,47 165,45 82,72
5,00 8,00 6,20 130,00 4,00 100,06 27,27 109,74 209,80 104,90
6,00 10,00 7,17 130,00 4,00 125,07 31,52 141,26 266,33 133,17
7,00 14,00 8,43 160,00 4,00 215,51 37,07 178,33 393,84 196,92
8,00 17,00 9,63 160,00 4,00 261,69 42,33 220,66 482,35 241,18
101

6.5 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 2

MÉTODO AOKI VELLOSO (1975)


Dados do Cálculo
Diâmetro Comp. F.S % Resistência % Resistência
Estaca Tipo
(cm) (m) (Global) de ponta lateral
Moldada in-loco Escavada 35 8 2 100 100
RESULTADOS
RL
Profundidade RP na camada RLpor metro RTotal do P Adm
K (kPa) A F1 F2 acumlada
(m) (kN) (kN) solo (kN) (kN)
(kN)
1,00 350 0,024 3 6 33,67 4,62 4,62 38,29 19,15
2,00 350 0,024 3 6 33,67 4,62 9,24 42,91 21,46
3,00 350 0,024 3 6 56,12 7,70 16,93 73,06 36,53
4,00 350 0,024 3 6 78,57 10,78 27,71 106,28 53,14
5,00 350 0,024 3 6 112,25 15,39 43,10 155,35 77,67
6,00 350 0,024 3 6 134,70 18,47 61,58 196,27 98,14
7,00 220 0,04 3 6 91,72 20,96 82,54 174,26 87,13
8,00 220 0,04 3 6 91,72 20,96 103,51 195,23 97,61

MÉTODO DECÓURT QUARESMA (1978)


DADOS PARA CÁLCULO
Estaca Tipo Diâmetro (cm) Ap (m²) U (m) Comprimento (m)
Escavad
Moldada in-loco 35 0,0962 1,10 8
a
AJUSTES DO MÉTODO DÉCOURT-QUARESMA
Coef. Solo (kPa) % Resistência de ponta (α) % Resistência lateral (β)
Variável de acordo com o Solo* 85 95
RESULTADOS
RL
Profundida α β R Total P Adm
Np NL Coef. solo RP (kN) RL (kN) acumlada
de (m) (%) (%) (kN) (kN)
(kN)
1,00 3,0 3,0 0,6 0,65 120 20,78 14,29 0,00 20,78 5,20
2,00 3,7 3,0 0,6 0,65 120 25,40 14,29 0,00 25,40 6,35
3,00 5,0 3,7 0,6 0,65 120 34,64 15,88 15,88 50,52 20,88
4,00 7,3 4,5 0,6 0,65 120 50,80 17,87 33,75 84,55 38,66
5,00 9,7 5,6 0,6 0,65 120 66,96 20,49 54,24 121,20 58,46
6,00 11,7 6,7 0,6 0,65 120 80,82 23,03 77,27 158,09 79,04
7,00 12,7 7,6 0,6 0,65 120 87,74 25,19 102,45 190,20 95,10
8,00 13,3 8,3 0,6 0,65 120 92,36 26,80 129,26 221,62 110,81
102

MÉTODO TEIXEIRA (1996)


DADOS PARA CÁLCULO
F. S.
Diâmetro Ap U Comp. % Resistência % Resistência
Estaca Tipo (GLOBA
(cm) (m²) (m) (m) de ponta lateral
L)
Moldada
Escavada 35 0,0962 1,10 8 2 100 100
in-loco
RESULTADOS
Profundidad α β RL acumlada R Total
Np NL RP (kN) RL (kN) P Adm (kN)
e (m) (kPa) (kPa) (kN) (kN)
1,00 4 4 130 4 50,03 17,59 17,59 67,62 33,81
2,00 4 4 130 4 50,03 17,59 35,19 85,22 42,61
3,00 4,5 4,33 130 4 56,28 19,06 54,24 110,53 55,26
4,00 6 5 130 4 75,04 21,99 76,24 151,28 75,64
5,00 8,5 6 130 4 106,31 26,39 102,63 208,94 104,47
6,00 11 7 130 4 137,58 30,79 133,41 271,00 135,50
7,00 12,5 7,86 100 4 120,26 34,56 167,97 288,23 144,12
8,00 13 8,5 100 4 125,07 37,38 205,36 330,43 165,22
103

6.6 ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DO SOLO – SONDAGEM 3

MÉTODO AOKI VELLOSO (1975)


Dados do Cálculo
Diâmetro Comp. F.S % Resistência de % Resistência
Estaca Tipo
(cm) (m) (Global) ponta lateral
Moldada in- Escavad
35 8 2 100 100
loco a
RESULTADOS
Profundidade R P na camada RL por metro RL acumlada R Total do P Adm
K (kPa) A F1 F2
(m) (kN) (kN) (kN) solo (kN) (kN)
1,00 350,00 0,02 3,00 6,00 33,67 4,62 4,62 38,29 19,15
2,00 350,00 0,02 3,00 6,00 44,90 6,16 10,78 55,67 27,84
3,00 350,00 0,02 3,00 6,00 56,12 7,70 18,47 74,60 37,30
4,00 350,00 0,02 3,00 6,00 78,57 10,78 29,25 107,82 53,91
5,00 350,00 0,02 3,00 6,00 101,02 13,85 43,10 144,12 72,06
6,00 800,00 0,02 3,00 6,00 282,22 32,25 75,36 357,58 178,79
7,00 800,00 0,02 3,00 6,00 410,50 46,91 122,27 532,77 266,39
8,00 550,00 0,02 3,00 6,00 299,86 37,70 159,97 459,83 229,91

MÉTODO DECÓURT QUARESMA (1978)


DADOS PARA CÁLCULO
Estaca Tipo Diâmetro (cm) Ap (m²) U (m) Comprimento (m)
Escavad
Moldada in-loco 35 0,0962 1,10 8
a
AJUSTES DO MÉTODO DÉCOURT-QUARESMA
Coef. Solo (kPa) % Resistência de ponta (α) % Resistência lateral (β)
Variável de acordo com o Solo* 85 95
RESULTADOS
Profundidad α RL acumlada R Total P Adm
Np NL β (%) Coef. solo RP (kN) RL (kN)
e (m) (%) (kN) (kN) (kN)
1,00 3,50 3,00 0,6 0,65 120,00 24,25 14,29 0,00 24,25 6,06
2,00 4,00 3,50 0,6 0,65 120,00 27,71 15,49 0,00 27,71 6,93
3,00 5,33 4,00 0,6 0,65 120,00 36,95 16,68 16,68 53,62 22,06
4,00 7,00 4,75 0,6 0,65 120,00 48,49 18,46 35,14 83,63 39,15
5,00 9,00 5,60 0,6 0,65 120,00 62,34 20,49 55,63 117,97 58,38
6,00 12,00 6,50 0,6 0,65 400,00 277,09 22,63 78,26 355,35 129,47
7,00 14,67 7,71 0,6 0,65 400,00 338,66 25,53 103,79 442,45 164,50
8,00 17,33 8,63 0,6 0,65 250,00 250,15 27,70 131,48 381,63 163,68
104

MÉTODO TEIXEIRA (1996)


DADOS PARA CÁLCULO
F. S. %
Diâmetro U Comp. % Resistência
Estaca Tipo Ap (m²) (GLOBA Resistência
(cm) (m) (m) de ponta
L) lateral
Moldada Escavad
35 0,0962 1,10 8 2 100 100
in-loco a
RESULTADOS
Profundida α β RL acumlada R Total P Adm
Np NL RP (kN) RL (kN)
de (m) (kPa) (kPa) (kN) (kN) (kN)
1,00 4,00 4,00 130 4,00 50,03 17,59 17,59 67,62 33,81
2,00 4,00 4,00 130 4,00 50,03 17,59 35,19 85,22 42,61
3,00 4,50 4,33 130 4,00 56,28 19,06 54,24 110,53 55,26
4,00 6,00 5,00 130 4,00 75,04 21,99 76,24 151,28 75,64
5,00 8,00 5,80 130 4,00 100,06 25,51 101,75 201,81 100,90
6,00 10,00 6,67 240 4,00 230,91 29,32 131,07 361,97 180,99
7,00 13,50 8,00 240 4,00 311,72 35,19 166,25 477,98 238,99
8,00 16,50 9,13 160 4,00 254,00 40,13 206,39 460,38 230,19
105

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ANTONIAZZI, J. P. Interação solo-estrutura de edifícios com fundações


superficiais. 2011. 139 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Universidade
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devidas ao vento em edificações, Rio de Janeiro, 1988.

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induzidas pela ação do vento. 2006. 135 f. Dissertação (Mestre em Engenharia de
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segunda ordem e carregamentos dinâmicos de vento em edificações altas. 2013.
139 f. Dissertação (Conclusão do Curso de Engenharia Civil) – Universidade Federal do
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Engenharia Civil (Estruturas)) – Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade
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SILVA, J. P. M. M. Ação dinâmica do vento em edificações de múltiplos andares de


acordo com a NBR 6123 (1988). 2009. 75 f. Dissertação (Conclusão do Curso de
Engenharia Civil) – Universidade Federal de Feira de Santana.

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Apresentação (IBRACON) - 53 Congresso Brasileiro do Concreto.

STRAP 2008 (Brasil). Versão 2008. [S.I.]. 2010.

TREIN, C. A. Modelagem dinâmica equivalente de edifícios altos submetidos à


ação do vento. 2005. 176 f. Dissertação (Mestre em Engenharia) – Universidade
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