TUBERCULOSE
INTRODUÇÃO
- Uma pessoa pode ter o bacilo da
tuberculose e não estar doente.
AGENTE CAUSADOR
Mycobacterium tuberculosis (bacilo de
Koch) - Granuloma caseoso é o que
contém o bacilo da tuberculose
- Bacilo álcool ácido resistente – BAAR impedindo sua replicação
- Extremamente aeróbio A partir do granuloma caseoso se a
História Natural imunidade conseguir conter vira
tuberculose latente (90%), se a imunidade
- Transmissão por gotículas (bacilifera é a não conseguir conter ela vira doença (10%).
pessoa que elimina através da tosse, fala ou
espirro o bacilo).
CLASSIFICAÇÃO
- Primo-infecção e TB doença.
Primo-infecção
➢ 1° contato com o bacilo Pós-primária ou secundária.
➢ O bacilo é inalado, entra pelos
pulmões e cai nos alvéolos (cheio de Tuberculose doença
O2) e se replica, atravessando a
- Primaria e pós-primaria.
capilar pulmonar e se disseminar
por todo organismo humano. FORMA PRIMÁRIA
➢ Disseminação: 3-8 semanas surge
- Criança (primeiro contato);
resposta imune especifica. Uma
resposta Celular. - Geralmente uma criança que já foi várias
➢ As células cercam o bacilo com um vezes na UBS pra tratar de uma pneumonia
cordão de isolamento em um (arrastada). Geralmente algum parente em
ambiente extremamente ácido e casa com TB;
anaeróbio, mas não morre. Ele fica
-Clínica: PNM “arrastada” que não responde
em “modo avião”, para de replicar,
a antibióticos;
ficando em latência.
➢ Para que a pessoa não desenvolva a - Na TB 1° não há transmissão do bacilo;
doença essa estrutura (cordão de
isolamento) deve se manter por - Adoece no primeiro contato por que não
toda a vida, ela se chama consegue formar um granuloma, o bacilo
granuloma. Nessa briga celular que continua replicando no alvéolo e tudo que
acontece nesse cordão de replica no alvéolo é drenado para os
isolamento no meio surge uma linfonodos mediastinais;
necrose, se chamando de necrose
caseosa.
- A criança não pode ser implicada na cadeia - O paciente forma um bom granuloma
de transmissão; caseoso que contém o bacilo, em
determinado momento tem-se uma
Radiologia: adenopatia hilar unilateral.
oscilação da imunidade e com isso o bacilo
volta a se replicar dentro do granuloma,
esticando as paredes do granuloma até que
rompe e o bacilo vai pra dentro dos
bronquíolos e é inalado.
- Agora se tem uma resposta imune
especifica contra o bacilo. O microrganismo
volta replicar e o sistema imune cai
matando em cima no local de replicação, e
Transmissão: paucibacilifera; aquela resposta potente começa a derreter
o parênquima pulmonar.
Complicação: TB miliar (<2 anos,
imunodeprimidos, não vacinados) – é como ➢ Clinica: tosse ≥ 3 semanas, febre
se fosse uma sepse por tuberculose; vespertina, sudorese noturna,
perda ponderal
- Vacinação: a BCG protege contra as formas ➢ Radiologia: cavitação em lobos
graves da TB, mas não da primo-infecção; superiores (porque é a região que
- Bacilo de kohr infecta o corpo todo. tem + O2, e o que a bactéria + gosta
é O2). A drenagem linfática na
Radiografia TB miliar região superior não é muito efetiva.
Parece semente de milha:
- Tosse produtiva da TB crônica: é parte do
pulmão que está sendo derretida pela
resposta imune.
Transmissão: bacilifera.
Complicação: bola fúngica (aspergillus) –
quando o indivíduo se cura a cavitação que
- A TB miliar não é exclusiva dos pulmões, é fica, pode acabar sendo o ambiente propicio
uma forma sistêmica e disseminada do para o alojamento de um fungo. Pode
bacilo de kohr. causar hemoptise.
FORMA PÓS-PRIMÁRIA
- Adolescentes e adultos jovens
- Anos após a primo-infecção
Sistema de pontuação
- Replicação fúngica - História clinica clássica de TB: 15pts
- RX clássico de TB: adenopatia hilar, foco
pneumônico que não resolve com atb
DIAGNÓSTICO > 10 anos
habitual. 15 pts.
1. CLINICA
- História de ctt com adulto com história de
2. RAIO X
TB nos últimos 2 anos. 15 pts.
3. ESCARRO
- Prova tuberculínica: mostra se teve ctt ou
não com o bacilo
➢ Para confirmar o dx precisa-se
≥ 40 pontos = tratar
encontrar o bacilo
➢ Paciente grave que tem clínica e Alternativa: cultura do lavado gástrico
imagem não precisa esperar o (criança engole)
escarro.
➢ É PRECISO 2 OU 3 PARA INICIAR O Tuberculose Extrapulmonar
TTO ➢ Pleural e meníngea são as mais
Exame bacteriológico (escarro) comuns extrapulmonares
Teste rápido molecular (TRM-TB) TB PLEURAL
➢ Apenas 1 amostra, resultado em 2h, ➢ É a forma extrapulmonar mais
e ainda relata se tem ou não comum no Brasil
resistência a Rifampicina ➢ Mais jovem 20-30 quadro
➢ -Se TRM positivo respiratório arrastado, dor
pleurítica
Baciloscopia (BAAR)
Liquido extraído da cavidade
➢ Se TRM indisponível (pelo menos 2
amostras)
➢ Revela o comportamento tintorial
da bactéria que é bacilo álcool ácido
resistente (bar).
ADA: enzima do linfócito (quem briga contra
Cultura bactéria) liberada enquanto combate TB
pleural
➢ Duvida diagnóstica / TRM-TB (+) /
população vulnerável (indígenas, - Essas características já autorizam o inicio
aprisionados e moradores de rua) do tratamento
DIAGNÓSTICO <10 ANOS
Diagnóstico: Padrão-ouro é a biopsia pleural • Etambutol: pode causar neurite
/ BAAR (<5%) e cultura (<40%) ótica. A criança <10 anos não
consegue referir as mudanças que
TB meníngea
ocorrem na neurite ótica e o quadro
- Crianças não vacinadas e se arrasta com complicações.
imunodeprimidos)
• Pessoas em situação de rua podem
fazer o tratamento TODO pois por
mais que ela esteja na rua ela tem
uma rede social, mesmo que frágil.
- Muito pus
- Pode ter obstrução da drenagem linfática • Intolerância gástrica: pode instruir o
pelo processo inflamatório paciente a fazer o uso da medicação
após as refeições para evitar esse
- Características: forma mais sequelante de
sintoma na tomada em jejum.
TB
• Piridoxina: cofator na produção de
- Cefaleia leve e arrastada neurotransmissores. A isoniazida
compete com ela.
- A resposta imune muito potente pode
acabar extravasando os limites da meninge Macete:
e lesionado o neurônio.
➢ EtambutOLHO: da problema no
olho
➢ Ficar na PICINA da gripe
(rifampicina)
➢ HEPATOTOXICIDADE
TRATAMENTO
Macete: RIPE
➢ Rifampicina
➢ Isoniazida
➢ Pirazinamida
➢ Etambutol
Se não melhorar em 30d: CEU (macete)