Família. O núcleo mais básico da vida,aquilo que todo mundo tem ou quer ter.
Famílias,de onde
clãs,cidades e países se formaram,a base de tudo.
E assim como você,meu caro leitor,a autora que vos fala também tem uma família.
A família mais bagunçada,maluca e transtornada que vocês já tiveram a oportunidade de
ver...Apresento a vocês a família Patti.
Tudo começou quando meu avô,Epito, precisou se mudar das profundezas do sertão cearense
para, bom,outro sertão cearense, dessa vez um pouco maior.
A cidade de Sobreira,onde todo mundo conhece todo mundo e ninguém passa despercebido.
Ao encontrar um humilde quartinho para ficar ele também encontrou uma bela jovem,cuja
beleza e o jeito não passava desapercebido para nenhum dos homens da cidade.
E sim, essa era a minha avó,Maria Rosa,que de acordo com a lenda possuía longos e lustrosos
cabelos morenos e um rosto que encantava a todos.
Ela servia café para Epito,um recém soldado do quartel da cidade,todos os dias e com o passar
do tempo o rapaz conquistou o privilégio de casar-se com ela...Que,como um balde de água fria
em seus ideais de contos de fadas,nunca foi realmente apaixonada pelo rapaz. A moça havia
aprendido desde muito cedo a ser dura e forte como uma pedra,e nunca conheceu nada além da
realidade que a cercava. Uma realidade difícil...assim como todas as moças pobres do interior
nordestino,Maria Rosa nunca teve a oportunidade de estudar da forma correta,muito menos de
fazer uma faculdade,como mulher e filha os seus deveres se restrigiam a ajudar a família com as
tarefas domésticas e a conhecer um homem com quem pudesse se casar,e assim ela fez.
Com apenas 15 anos e alguns anos de diferença entre os dois Maria Rosa e Epito se casaram,
apenas alguns meses depois,Maria estaria a espera do primeiro dos 7 filhos do casal.
Agora,meu caro leitor,que comecem os jogos...