0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações29 páginas

Entenda a Drenagem Linfática e Seus Benefícios

O documento aborda o sistema linfático, incluindo sua estrutura, função e a importância da drenagem linfática manual (DLM). Descreve os componentes do sistema, como capilares, vasos e linfonodos, além de detalhar a técnica de DLM, suas manobras, indicações e contraindicações. A história da drenagem linfática e os princípios das manobras de Vodder também são discutidos.

Enviado por

Milho honxa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações29 páginas

Entenda a Drenagem Linfática e Seus Benefícios

O documento aborda o sistema linfático, incluindo sua estrutura, função e a importância da drenagem linfática manual (DLM). Descreve os componentes do sistema, como capilares, vasos e linfonodos, além de detalhar a técnica de DLM, suas manobras, indicações e contraindicações. A história da drenagem linfática e os princípios das manobras de Vodder também são discutidos.

Enviado por

Milho honxa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

DRENAGEM

LINFÁTICA
Daniela Pires.
SISTEMA LINFÁTICO:
■ Sistema Linfático O sistema linfático é um sistema vascular, porção do sistema
circulatório, por onde líquidos provenientes do interstício, ou seja, dos espaços
intercelulares, são devolvidos à circulação sanguínea.
CAPILARES LINFÁTICOS:
■ Os capilares linfáticos são conhecidos, também, como linfáticos iniciais. Originam-se nos
espaços intersticiais, em fundos cegos, ou seja, não há contato direto entre seu conteúdo
e o líquido intercelular ou as células dos tecidos. Infiltram-se entre elas devido às suas
paredes serem extremamente finas e seu formato como dedos de luva, num sistema
tubular fechado, facilitando a permeabilidade de líquidos e proteínas, que é maior
comparado, aos capilares sanguíneos.
■ São constituídos por uma única camada de células endoteliais e são mais calibrosos que
os capilares sanguíneos. Os capilares linfáticos são formados por uma única camada de
células endoteliais, sobrepostas como escamas, similares à fibra capilar. Em algumas
porções encontramos os filamentos de ancoragem, que realizam a abertura dessas
escamas através da diferença de pressão (manobras realizadas na drenagem linfática p.
ex.) e então o líquido intersticial oriundo do meio extracelular migra para o interior do
capilar linfático e passa então a ser denominado linfa.
VAOS LINFÁTICOS:
■ Vasos linfáticos Iniciam-se em uma densa rede de capilares linfáticos com calibre
progressivo. São vasos coletores encontrados paralelos às artérias e veias, passando
pelos linfonodos onde são denominados de vasos linfáticos aferentes (levam a linfa
até os linfonodos) e vasos linfáticos eferentes (levam a linfa para fora do linfonodo).
Os vasos linfáticos possuem um sistema de válvulas, aos pares, que impedem o
refluxo da linfa, pois o sentido do fluxo linfático é ascendente. As primeiras válvulas
estão localizadas no início dos coletores ou vasos linfáticos.
■ Comparados com as veias, os vasos linfáticos possuem maior número, mas com um
tamanho muito menor.
■ Linfangions são seguimentos do vaso linfático compreendido entre duas válvulas.
Possui contractilidade própria, ou seja, é capaz de impulsionar a linfa como se fosse
um “minicoração”, favorecendo o fluxo linfático.
TRONCOS LINFÁTICOS:
Os vasos linfáticos eferentes, da maioria das regiões do corpo, convergem em
vasos maiores denominados troncos linfáticos. São em número de onze, sendo
cinco aos pares, e cada tronco é responsável pela drenagem de uma região
correspondente do organismo. São eles:
■ • Tronco intestinal: drena a linfa dos órgãos abdominais;
■ • Troncos lombares: drenam os membros inferiores e alguns órgãos pélvicos;
■ • Troncos subclávios: drenam os membros superiores e parte do tórax e dorso;
■ • Troncos jugulares: drenam a cabeça e pescoço;
■ • Troncos broncomediastinais: drenam a região do tórax;
■ • Troncos descendentes intercostais: drenam a parte inferior do tórax.
A união dos troncos linfáticos forma os ductos linfáticos.
DUCTOS LINFÁTICOS:

■ Os ductos linfáticos são em número de dois: o ducto torácico e ducto linfático


direito. O ducto torácico é formado pela união dos troncos lombares, intestinais
e descendentes intercostais que drenam os membros inferiores, região
infraumbilical, metade esquerda do tórax, membro superior esquerdo e metade
esquerda da cabeça e pescoço. Toda linfa drenada nesse ducto é transportada
para a veia subclávia esquerda.
■ O ducto linfático direito é formado pela união dos troncos subclávios, jugulares
e broncomediastinais direitos que drenam a linfa proveniente do membro
superior direito e metade direita do tórax, cabeça e pescoço. Toda linfa drenada
neste ducto é transportada para a veia subclávia direita.
LINFA:
■ Líquido coagulável que possui coloração variável entre amarelo-claro e transparente,
geralmente alcalina, contém elementos, como leucócitos, linfócitos e proteínas
plasmáticas.
■ A linfa é proveniente do sangue, portanto, sua composição é semelhante ao plasma
sanguíneo, sendo assim, podemos dizer que o líquido que circula no interior das
estruturas que compõem o sistema linfático é chamado de linfa. É transportada,
principalmente, pelos vasos linfáticos e filtrada nos linfonodos. Desloca-se lentamente,
cerca de seis vezes mais lenta que o sangue, o que é um dos motivos pelo qual a
técnica de drenagem linfática consiste em manobras em ritmo lento. O sistema
linfático para fluir depende de forças internas e externas ao organismo, como
movimentos passivos, gravidade, contração muscular, pulsação das grandes artérias,
peristaltismo visceral, movimentos respiratórios e massagem.
LINFONODOS:

■ Os linfonodos são órgãos encapsulados formados por tecidos linfoides (grande quantidade
de linfócitos), estão presentes em todo o corpo, sempre no trajeto dos vasos linfáticos.
Esses órgãos desempenham papel na defesa do organismo, sintetizando anticorpos e
destruindo elementos nocivos. Apresentam formato arredondado ou em forma de feijão,
possuem um lado convexo e outro com reentrância, denominado hilo, pelo qual penetram as
artérias, com função de nutrir o linfonodo. Seu tamanho varia de 1mm a 2 cm de comprimento.
■ O sentido da passagem da linfa pelo linfonodo é unidirecional. Ela entra pelos vasos linfáticos
aferentes e sai pelos vasos linfáticos eferentes. Existe menor número de vasos linfáticos
eferentes do que vasos linfáticos aferentes, e por esse motivo há uma redução na velocidade
do fluxo da linfa. Como vimos, os linfonodos funcionam como filtro da linfa, retirando da
mesma as partículas estranhas, antes da linfa retornar ao sistema sanguíneo. Já que os
linfonodos são encontrados em todo o organismo, a linfa passa por, pelo menos, um
linfonodo antes de retornar ao sangue.
■ Quando partículas estranhas invadem o linfonodo, inicia-se o mecanismo de defesa, evitando
que essas partículas (vírus e bactérias) continuem seu trajeto. Para que a defesa seja
aumentada, ocorre aumento de células de defesa como linfócitos e macrófagos, resultando
em um linfonodo infartado e doloroso.
Principais linfonodos corporais:
■ Quanto à localização dessas estruturas de defesa, os linfonodos aparecem no corpo
humano de forma aglomerada (linfocentros), quase sempre perto das veias. Essas
estruturas podem ser superficiais ou profundas e estão distribuídas por diferentes
áreas do corpo. No entanto, serão destacados apenas os linfonodos importantes
para a drenagem linfática corporal. São eles:
■ • Linfonodos cervicais: recebem a linfa dos vasos linfáticos do terço inferior da face;
■ • Linfonodos supra e infraclaviculares: recebem a linfa dos vasos linfáticos da região
superior do tronco e dorso;
■ • Linfonodos axilares: recebem a linfa dos membros superiores, região torácica,
abdome superior e terço médio do dorso;
■ • Linfonodos cubitais: recebem a linfa dos antebraços e mãos;
■ • Linfonodos inguinais: recebem a linfa do abdome inferior, região pélvica, região
inferior do dorso região anterior dos membros inferiores e região posterior de coxa e
glúteo;
■ • Linfonodos poplíteos: recebem a linfa da perna e pé.
ORGÃO LINFOIDES:
■ O baço, o timo e as amígdalas são considerados órgãos linfoides. Apesar de não
possuírem associação direta com a circulação linfática, correspondem a uma parte do
sistema imune do organismo.
■ Têm como principal função a produção de linfócitos, que exercem papel importante
no desenvolvimento de respostas imunológicas, produção de anticorpos e reação
imune.
DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL:

■ Drenagem Linfática Manual (DLM)


■ O organismo realiza o processo de drenagem linfática naturalmente por meio do
sistema linfático como uma forma de auxiliar a manutenção da proteção e
equilíbrio do corpo. Portanto, a drenagem linfática manual, representada pela sigla
DLM, é um tipo de massagem que auxilia o funcionamento do sistema linfático. É
realizada através de manobras com ritmo e velocidade lentos e pressão suave, em
torno de 30 a 40 mmHg, sempre respeitando a fisiologia do sistema linfático. Tem
como efeitos fisiológicos remover o excesso de líquidos nos espaços intersticiais,
desintoxicando os tecidos e favorecendo a melhora da oxigenação e nutrição
celular que contribui para o aumento da circulação sanguínea venosa, relaxamento
muscular, eliminação de ácido lático, redução de dor e relaxamento. As manobras
são realizadas em direção centrípeta (em direção ao coração).
HISTÓRIA DA DRENAGEM LINFÁTICA:
■ Pode-se dizer que a história da DLM iniciou-se em 450 anos a.C., na antiga Grécia, quando Hipócrates e
o anatomista Herófilo fizeram os primeiros registros do sistema linfático, chamando a linfa de sangue
branco. Foi apenas no século XVII que o conhecimento da linfa e dos vasos linfáticos foram
consolidados. Em 1651, o pesquisador Jean Pecquet observou a cisterna de Chyli, mais tarde
denominada cisterna de Pecquet (“bolsa” localizada na região do abdome formando o início do ducto
torácico, que transporta a linfa e o quilo do abdome até a ceia subclávia esquerda). A primeira descrição
da terapia de compressão foi em 1892, quando o cirurgião austríaco Winiwarter iniciou a aplicação da
técnica. Entretanto, apenas em 1936 a massagem de drenagem linfática foi estudada e praticada pelo
biólogo Emil Vodder, nascido em Copenhague, e sua esposa Estrid Vodder. Ambos criaram a técnica de
DLM, baseada na longa experiência adquirida, onde observaram que muitas pessoas apresentavam
quadros gripais crônicos, nos quais se detectava um aumento dos linfonodos na região cervical. A
melhora deste quadro foi obtida com determinados movimentos de massagem realizados na região
envolvida. A partir dessas observações, desenvolveu-se a técnica de drenagem linfática manual, com a
sistematização de alguns tipos de movimentos e da orientação do sentido de drenagem. Ainda na
década de 60, o pesquisador Foldi estudou as vias linfáticas da cabeça e sua relação com o líquor
cérebro espinhal, desenvolvendo junto a sua equipe algumas técnicas de drenagem. Os métodos de
Foldi e Vodder foram adaptados pelos professores Albert e Oliver Leduc, que demonstraram, através de
radioscopia, o aumento do fluxo linfático durante a realização da DLM. Desde então, as técnicas de
Vodder e Leduc são as mais seguidas pelos profissionais que realizam a drenagem linfática manual,
porém, muitas técnicas foram criadas por meio de adaptações das técnicas iniciais, principalmente de
Vodder. Independente da técnica realizada, alguns cuidados são importantes para executá-la de forma
correta: a velocidade dos movimentos, pressão exercida, identificação das vias alternativas de
drenagem quando necessário e drenagem sempre no sentido do fluxo linfático.
INDICAÇÕES:

■ Redução de edema e linfedema;


■ Hidrolipodistrofiaginoide;
■ Insuficiência venosa crônica;
■ Síndrome pré-menstrual;
■ Dores e cansaço nas pernas;
■ Irritabilidade e ansiedade;
■ Edemas pós-traumáticos;
■ Tratamento pré e pós-cirurgia plástica.
CONTRAINDICAÇÕES:
■ A drenagem linfática deve ser realizada com o cliente em condições normais de
saúde, pois, caso contrário, não poderá recebê-la, exceto com orientação médica.
PRÍNCIPIOS DAS MANOBRAS:

Existem várias manobras de massagem para promover a DLM. De modo geral,


essas manobras consistem, basicamente, em manobras de evacuação e captação
da linfa.
■ • Evacuação: realizada nos linfonodos para esvaziá-los, assim os prepara para
receber mais linfa a ser filtrada. São conhecidas, também, por manobras de
demanda, visam evacuar os dejetos provenientes do metabolismo celular;
■ • Captação: realizada diretamente no segmento edemaciado, visando absorver
fluídos excedentes nos espaços intersticiais, levando-os, por meio dos capilares
e vasos linfáticos, até a circulação venosa.
MANOBRAS BÁSICAS DE DLM -
VODDER
■ Emil Vodder propõe a realização da drenagem linfática de acordo com quatro tipos
de movimentos: círculos fixos, movimentos de bombeamento, movimento do
“doador” e movimento giratório ou de rotação.
■ CIRCULOS FIXOS: Coloca-se a mão espalmada sobre a pele e realizam-se, com os
dedos, movimentos circulares, promovendo um estiramento do tecido, com uma
pressão/descompressão. São, principalmente, aplicados no pescoço e na face.
■ MOVIMENTOS DE BOMBEAMENTO: Inicia-se com movimentos ondulatórios, com
as mãos acopladas no tecido a ser drenado, com pressões decrescentes da palma
para os dedos, realizando compressão/descompressão. Movimentos utilizados
nas extremidades dos membros.
■ MOVIMENTO DOADOR: O movimento é iniciado com as palmas das mãos
posicionadas perpendicularmente às vias de drenagem. Primeiro, toca-se com a
borda medial da mão, seguidos dos movimentos de pronação do antebraço e
abdução do braço. Depois, a outra mão com o polegar em extensão realiza
movimento de arraste com a borda lateral associando movimentos de supinação
do antebraço com abdução do braço. Utilizado nas extremidades.
■ MOVIMENTO GIRATÓRIO: Realizado em superfícies planas. O braço é posicionado
em leve abdução, com o antebraço em máxima pronação. A mão que inicia o
movimento toca a superfície da pele com a face palmar e realiza um movimento de
desvio ulnar em direção e sentido de drenagem proposta. Realizar o mesmo
movimento com a outra mão de forma alternada. Utilizado em superfícies planas
do corpo, como costas.
DIRETRIZES DE TRATAMENTO:

■ Nas extremidades, a drenagem linfática de Vodder, trabalha a área proximal antes da distal,
para dar lugar ao líquido que flui da região distal. A direção do impulso de pressão segue a
direção dos vasos linfáticos eferentes da pele. O movimento deve ser realizado de forma
rítmica e uniforme. Geralmente se realizam de cinco a oito repetições. Não deve haver
vermelhidão na pele e nem causar dor ao cliente. Em geral, não se devem utilizar produtos
cosméticos, para haver contato suficiente da mão do profissional com a pele do cliente,
evitando deslizamentos. Muitos profissionais perdem a sensibilidade do toque caso a pele do
cliente esteja com cosmético, e acabam executando movimentos de forma errônea (mais
pressão e velocidade). Como as manobras de drenagem linfática devem ser rítmicas, suaves,
lentas, com baixa pressão e lentas, deve-se evitar esse erro.
“...quando o banheiro está inundado a gente precisa limpar em primeiro lugar o ralo e depois
mandar a água em sua direção.” – Emil Vodder
Seu método consistia em, através de movimentos, encaminhar os dutos linfáticos para os
linfonodos. Estimular os linfonodos através de pressão leve e encaminhar a linfa para o sistema
sanguíneo. Para isso, a massagem era iniciada no pescoço e gradativamente buscava outras
áreas do corpo. Ele dizia que era impossível eliminar as impurezas contidas no sistema linfático
sem antes limpar o canal de saída.
LEDUC:

■ Albert Leduc foi aluno dos Vodders na Belgica. Para Leduc, o assunto parecia coerente, mas
sem muita base cientifica. Isso lhe motivou a pesquisar mais a respeito do sistema linfático.
Suas pesquisas o levaram a conclusão de que o sistema linfático era composto por órgãos e
tecidos linfoides. Com um estudo mais aprofundado, passou a desenvolver seu próprio
método de drenagem linfática manual. Em resumo, o método de drenagem de Leduc segue
alguns princípios do método de Vodder. Contudo, levando em consideração a movimentação
do sistema linfático, Leduc não inicia sua massagem pelo pescoço, pois ao criar a técnica
acreditava que tal pratica não surtiria tanto efeito para edemas e outros problemas que
estivessem em regiões mais distantes.

Sua técnica consiste em estimular o sistema linfático através de movimentos circulares. As
bases lógicas desta técnica são a absorção e captação de substancias “perdidas” nos
tecidos intersticiais provenientes de edemas, alguns tipos de celulites e líquidos em excesso,
encaminhando-os para o sistema linfático, circulatório e assim acelerando o processo de
eliminação. Utilizando menos combinações de movimentos, a técnica foca mais nos
problemas apresentados no corpo do paciente e na compressão dos nodos. Utiliza também
bandagens e peças compressivas após a massagem.

MONOBRAS BÁSICAS LEDUC:

■ MOVIMENTOS CIRCULARES COM OS DEDOS: Aqui, realizam-se movimentos


circulares utilizando todos os dedos. Isso precisa ser feito de forma leve,
mantendo o ritmo e a pressão adequada.
■ MOVIMENTOS CIRCULARES COM O POLEGAR: É um movimento é realizado em
círculos, utilizando somente o polegar na execução das manobras. Para isso, deve-
se sempre respeitar os pontos fisiológicos para drenar a pele.
■ MOVIMENTOS COMBINADOS: Nesses movimentos são associadas as duas
técnicas anteriores, respeitando os pontos fisiológicos da drenagem e mantendo o
cuidado para não machucar a pele do cliente/paciente.
■ BRACELETE:Por fim, nesse movimento é utilizado em grandes áreas edemaciadas.
Aqui, pode-se trabalhar em um lado ou ambos os lados do segmento que
apresenta-se edemaciado e será drenado.
GODOY E GODOY:

■ A Godoy & Godoy é uma técnica de drenagem linfática de reconhecimento mundial desenvolvida pelos
professores brasileiros José Maria Pereira de Godoy e Maria de Fátima Guerreiro Godoy, há mais de
quinze anos. Ele é médico e professor da Universidade de Medicina de Sorocaba e ela terapeuta
ocupacional.
■ Godoy & Godoy mudaram o conceito mundial de drenagem linfática quando em substituição aos
movimentos em círculos e semicírculos preconizados por Vodder e as manobras de chamada e
reabsorção preconizadas por Leduc. Godoy & Godoy preconizaram o movimento linear baseado na
anatomia, fisiologia, fisiopatologia e hidrodinâmica. Portanto, os movimentos lineares são a base do
Método Godoy de drenagem linfática, assim como o de círculo e semicírculo a de Vodder e as manobras
de chamada e reabsorção a de Leduc.
■ Interpreta-se em relação as técnicas de drenagem linfática quanto aos movimentos e quando se usa
manobras em círculo e semicírculo está utilizando a técnica de Vodder, quando se utiliza das manobras
de chamada e reabsorção a técnica de Leduc e os quando se utiliza os movimentos lineares é a técnica
de Godoy & Godoy.
■ A tendência mundial é que as técnicas passam a incorporar os movimentos lineares como forma de
drenagem linfática por ser a única opção com base cientifica e possível de ser reproduzida em in vitro, in
vivo e clínica. Portanto, associando os conceitos de Godoy & Godoy. Entretanto, eticamente quando se
utilizar qualquer forma de movimentos lineares deve-se relatar Godoy & Godoy. Esse aspecto é
importante para evitar plagio de uma propriedade intelectual, inadmissível no meio cientifico.
■ Outro aspecto importante é a forma correta de deslocamento da mão na drenagem linfática. Godoy & Godoy
preconizam que eles mantenham uma compressão constante até chegar nos linfonodos correspondentes para
evitar o refluxo e a perda importante de resultado. Essa regra é preconizada pela hidrodinâmica e quando
avaliamos o deslocamento de liquido dentro de um vaso através de uma visão direta ou através de exames como
arteriografia, venografia, linfocintilografia é nítido que os movimentos são lineares e seguem a anatomia.
■ Quando analisamos a funcionalidade de um vaso linfático através da linfofluoroscopia detecta-se importantes
refluxos caso não desloque até os linfonodos correspondentes utilizando de compressões intermitentes. Tal fato,
estabelece a obrigatoriedade dessa regra para que a técnica de drenagem linfática seja eficaz. Dessa forma, não
resta a mínima dúvida de que os movimentos são lineares e a compressão constante até atingir os linfonodos
correspondentes.
■ A fisiologia da microcirculação mostra que quando aumentamos a pressão do espaço intersticial ocorre o
estimulo da formação da linfa. Portanto, podemos utilizar dessa estratégia para artificialmente estimular a
formação da linfa. Através da compressão manual é possível atingir esse objetivo.
■ Salienta-se que a parte mais importante da drenagem linfática é a formação da linfa e para tal há regras nas
quais a pressão e a velocidade na drenagem devem ser consideradas. Utilizando dos estímulos na formação da
linfa e na sua drenagem de forma correta vamos atingir um resultado terapêutico satisfatório.
■ Outro aspecto é quanto a formação da linfa onde a única maneira de formar a linfa é a passagem para os
capilares correspondentes. É impossível levar o edema da mão ou de outra região do corpo para outra região,
exceto pela passagem pelos capilares correspondentes. Esse conceito de Godoy & Godoy muda uma serie de
conceitos vigentes em relação algumas técnicas de drenagem linfática.
■ Dessa forma, o método Godoy & Godoy utiliza de movimentos de compressão manual linear com deslocamento
constante até os linfonodos correspondentes, movimento respiratório para estimular a drenagem do sistema
linfático profundo do tórax, compressão abdominal para drenar os linfáticos profundos do abdome e atividade
muscular para drenar o sistema profundo das extremidades. Essa técnica pode ser utilizada em todo linfedema
primário e na reabilitação estética.
■ Quando se trata de linfedemas secundários a técnica pode mudar completamente frente as adaptações
fisiopatológicas. Nos linfedemas com padrão hipertensivo as manobras de compressão intermitente Método
Godoy associado a drenagem linfática linear nos vasos normais. Dessa forma, a adaptação é fundamental, caso
contrário, técnicas incorretas podem agravar mais as lesões linfáticas e mais tarde agravar ainda mais o
linfedema. Portanto, é preferível não fazer nada para o paciente do que utilizar de técnicas inadequadas onde se
pode agravar mais.
■ Em resumo:
Dessa forma podemos sintetizar a drenagem linfática como uma técnica que
tem como objetivos:
1- Estimular a formação da linfa
2- Estimular a drenagem da linfa.

Para atingir esses objetivos vamos utilizar a mão que deve realizar:
1- Compressão manual (formação da linfa)
2- Deslocamento manual (drenagem da linfa)
■ O que diferencia a técnica de Godoy & Godoy de drenagem linfática manual em
relação as duas técnicas divulgada na literatura internacional de Vodder e Leduc
são em relação aos movimentos e compressão:
- Na técnica de Vodder os movimentos são em círculos ou semicírculos
- Na técnica de Leduc os movimentos são de “Chamada e absorção”
- Na técnica de Godoy & Godoy os movimentos são lineares
■ Protocolo de Atendimento da Drenagem Linfática Manual
■ 1. Higienizar e organizar o ambiente em que será realizada a massagem;
■ 2. Preparar a maca e o carrinho de apoio;
■ 3. Recepcionar o cliente;
■ 4. Posicioná-lo na maca e realizar a higienização das axilas, mãos, virilhas e pés do cliente com
lenço umedecido;
■ 5. Higienizar as mãos do profissional;
■ 6. Realizar os movimentos de evacuação na seguinte ordem: » Linfonodos cervicais » Linfonodos
supra e infraclaviculares; » Linfonodos axilares; » Linfonodos cubitais; » Linfonodos ingunais; »
Linfonodos poplíteos;
■ 7. Realizar movimentos de ativação diafragmática, respiração e através de pressão sobre o
músculo diafragma e estímulo dos movimentos peristálticos, sempre em sentido horário;
■ 8. Iniciar os movimentos de captação em decúbito dorsal pelos membros superiores, mamas,
região abdominal, membros inferiores.
■ Em decúbito ventral, iniciar pelos membros inferiores e região dorsal;
■ 9. Realizar as manobras em silêncio e observar qualquer alteração de pele e sintomatologia do
cliente.

Você também pode gostar