Isabela Cardoso - Turma 74
TÓRAX
O tórax é a parte do tronco situada entre o pescoço e o abdome
Cavidade torácica e sua parede têm o formato de um cone truncado
O esqueleto torácico tem o formato de uma gaiola abaulada.
A caixa torácica, cujas barras horizontais são formadas pelas costelas e cartilagens
costais, também é sustentada pelo esterno, que é vertical, e pelas vértebras
torácicas.
O assoalho da cavidade torácica, o diafragma, apresenta uma invaginação inferior
profunda, isto é, é empurrado para cima, em consequência, aproximadamente a
metade inferior da parede torácica circunda e protege as vísceras abdominais, e não
as torácicas.
O tórax contém os principais órgãos dos sistemas respiratório e circulatório.
A cavidade torácica é dividida em três espaços principais:
1. Compartimento central, ou mediastino( que aloja as vísceras torácicas)
2. Cavidade pulmonar direita
3. Cavidade pulmonar esquerda
PAREDE TORÁCICA
A parede torácica verdadeira
inclui a caixa torácica, os
músculos que se estendem
entre as costelas, a pele, a tela
subcutânea, os músculos e a
fáscia que reveste a face
anterolateral.
As glândulas mamárias estão
situadas na tela subcutânea da
parede torácica
O formato abobadado da caixa
torácica proporciona grande
rigidez e permite:
1. Proteger os órgãos
internos torácicos e abdominais
2. Resistir às pressões
internas negativas (sub
atmosféricas) geradas pela
retração elástica dos pulmões e
pelos movimentos inspiratórios
Isabela Cardoso - Turma 74
3. Proporcionar fixação para os membros superiores e sustentar seu peso
4. Proporcionar a fixação (origem) de muitos músculos
As articulações da caixa torácica e a pequena espessura e flexibilidade das costelas
permitem a absorção de muitos choques e compressões externas sem fratura e a
modificação do formato para permitir a respiração.
A cada respiração, os músculos da parede torácica — trabalhando em conjunto com
o diafragma e os músculos da parede abdominal — variam o volume da cavidade
torácica, primeiro ampliando sua capacidade e ocasionando a expansão dos
pulmões e a entrada de ar e, depois, por causa da elasticidade pulmonar e do
relaxamento muscular, reduzindo o volume da cavidade e expulsando o ar.
Esqueleto da parede torácica
COSTELAS:
Ossos planos e curvos
Formam a maior parte da caixa torácica.
São muito leves, porém têm alta resiliência.
Cada costela tem um interior esponjoso contendo medula óssea, que forma as
células do sangue.
Há três tipos de costelas:
Isabela Cardoso - Turma 74
1. Costelas verdadeiras: costelas I a VII
Fixam-se diretamente ao esterno por meio de suas próprias cartilagens costais
2. Costelas falsas: costelas VIII a X
Suas cartilagens unem-se à cartilagem das costelas acima delas; portanto, a
conexão com o esterno é indireta.
3. Costelas flutuantes costelas XI e XII
As cartilagens rudimentares dessas costelas não têm conexão, nem mesmo
indireta, com o esterno; elas terminam na musculatura abdominal posterior
Podem ser classificadas em típicas ou atípicas
As costelas típicas, III a IX, têm os seguintes componentes:
● Cabeça da costela
● Crista da cabeça da costela
● Parte superior da face articular
da cabeça da costela
● Parte inferior da face articular
da cabeça da costela
● Colo da costela
● Tubérculo da costela
● Face articular lisa do tubérculo
da costela
● Face não articular rugosa do
tubérculo da costela
● Corpo da costela
● Ângulo da costela
● Sulco da costela
As costelas atípicas I, II e X a XII são diferentes
● Costela I: é a mais larga, mais curta e mais curva das sete costelas
verdadeiras. Tem uma única face articular em sua cabeça para articulação
apenas com a vértebra T I e dois sulcos transversais na face superior para os
vasos subclávios; os sulcos são separados pelo tubérculo do músculo
escaleno anterior ao qual está fixado o músculo escaleno anterior
● Costela II: sua principal característica atípica é uma área rugosa na face
superior, a tuberosidade do músculo serrátil anterior
● Costelas X a XII: como a costela I, têm apenas uma face articular em suas
cabeças e articulam-se apenas com uma vértebra
● Costelas XI a XII: são curtas e não têm colo nem tubérculo.
Isabela Cardoso - Turma 74
CARTILAGENS COSTAIS
Prolongam as costelas anteriormente e contribuem para a elasticidade da parede
torácica, garantindo uma fixação flexível para suas extremidades anteriores.
Elas vão se ossificando com o passar dos anos
ESPAÇOS INTERCOSTAIS
Separam as costelas e suas cartilagens costais umas das outras
Existem 11 espaços intercostais e 11 nervos intercostais.
Os espaços intercostais são ocupados por músculos e membranas intercostais e
dois conjuntos (principal e colateral) de vasos sanguíneos e nervos intercostais,
identificados pelo mesmo número atribuído ao espaço.
O espaço abaixo da costela XII não se situa entre as costelas e, assim, é
denominado espaço subcostal, e o ramo anterior do nervo espinal T12 é o nervo
subcostal
VÉRTEBRA TORÁCICA
A maioria das vértebras torácicas é típica, tem corpos, arcos vertebrais e sete
processos para conexões musculares e articulares.
Os aspectos característicos das vértebras torácicas incluem:
● Fóveas costais bilaterais (hemifóveas) nos corpos vertebrais, geralmente em
pares, uma inferior e outra superior, para articulação com as cabeças das
costelas
● Fóveas costais dos processos transversos para articulação com os
tubérculos das costelas, exceto nas duas ou três vértebras torácicas
inferiores
● Processos espinhosos longos, com inclinação inferior
As vértebras torácicas atípicas, TI, TX, TXI e TXII têm fóveas costais inteiras em
lugar das hemifóveas.
ESTERNO
Osso plano e alongado que forma a região intermediária da parte anterior da caixa
torácica
O esterno tem três partes:
● Manúbrio
● Corpo
● Processo xifoide.
Em adolescentes e adultos jovens, as três partes são unidas por articulações
cartilagíneas (sincondroses) que se ossificam em torno da meia-idade.
Isabela Cardoso - Turma 74
A. Manúbrio:
É um osso de formato aproximadamente trapezoide.
É a parte mais larga e espessa do esterno.
Incisura jugular
Incisura claviculares ( formam as articulações esternoclaviculares).
Inferolateralmente à incisura clavicular, a sincondrose da primeira costela se liga ao
manúbrio sem articulação sinovial (no futuro vai se fundir ao manúbrio)
O manúbrio e o corpo do esterno situam-se em planos um pouco diferentes nas
partes superior e inferior há uma junção, a sínfise manúbrio esternal; assim, a
junção forma um ângulo do esterno (de Louis) saliente.
B. Corpo
É mais longo, mais estreito e mais fino do que o manúbrio
Está localizado no nível das vértebras TV a T IX
Incisuras costais.
Em pessoas jovens, podem-se ver quatro segmentos primordiais do esterno, as
esterberas.
Esses segmentos articulam-se entre si por articulações cartilagíneas primárias
(sincondroses esternais). Essas articulações começam a se fundir a partir da
extremidade inferior entre a puberdade e os 25 anos. A face anterior quase plana
do corpo do esterno é marcada em adultos por três cristas transversais variáveis,
que representam as linhas de fusão dos quatro segmentos originalmente separados.
C. Processo Xifóide
Menor e mais variável parte do esterno, é fino e alongado.
Isabela Cardoso - Turma 74
Sua extremidade inferior situa-se no nível da vértebra T X
É cartilagíneo em pessoas jovens, porém mais ou menos ossificado em adultos
acima de 40 anos.
Sua junção com o corpo do esterno na sínfise xifosternal, que nas pessoas idosas, o
processo xifóide pode fundir-se ao corpo do esterno.
ABERTURAS DO TÓRAX
ABERTURA SUPERIOR DO TÓRAX
É menor
A abertura superior do tórax tem como limites:
● Posterior: vértebra T I
● Lateral: 1o par de costelas e suas cartilagens costais
● Anterior: manúbrio do esterno.
Permite a comunicação com o pescoço e os membros superiores.
As estruturas que passam entre a cavidade torácica e o pescoço através da
abertura superior do tórax oblíqua e reniforme incluem traqueia, esôfago, nervos e
vasos que suprem e drenam a cabeça, o pescoço e os membros superiores.
.
ABERTURA INFERIOR DO TÓRAX
A abertura inferior do tórax tem os seguintes limites:
● Posterior: vértebra torácica XII
● Posterolateral: 11o e o 12o pares de costelas
● Anterolaterais: cartilagens costais unidas das costelas VII a X, formando as
margens costais
● Anterior: articulação xifosternal.
É maior e irregular forma o anel de origem do diafragma, que fecha toda a abertura.
As excursões do diafragma controlam principalmente o volume e a pressão interna
da cavidade torácica, constituindo a base da respiração corrente (troca gasosa).
As estruturas que passam do tórax para o abdome ou vice-versa atravessam
aberturas no diafragma.
Isabela Cardoso - Turma 74
ARTICULAÇÕES DA PAREDE TORÁCICA
ARTICULAÇÃO COSTOVERTEBRAL
A cabeça da costela
articula-se com a
fóvea costal superior
da vértebra
correspondente (de
mesmo número), a
fóvea costal inferior
da vértebra superior
a ela e o disco
intervertebral
adjacente.
Sinovial Plana, mas
o Marcinho fala q é
esferoidea
ARTICULAÇÃO COSTOTRANSVERSÁRIA
Ocorre entre o tubérculo da costela e o processo transverso da vértebra torácica
correspondente.
Sinovial Trocóide (2ª a 6ª costela) - braço de bomba
Sinovial Plana (7ª a 10ª costela) - alça de balde
Entretanto, as faces articulares nos tubérculos das 6 costelas superiores são
convexas e se encaixam nas concavidades dos processos transversos.
Consequentemente, a rotação se dá ao redor de um eixo basicamente transversal
que atravessa o ligamento intra-articular e a cabeça e o colo da costela.
Isso resulta em movimentos de elevação e depressão das extremidades esternais
das costelas e do esterno no plano sagital (movimento em alavanca de bomba).
As faces articulares planas dos tubérculos e processos transversos das costelas VII
a X permitem deslizamento, resultando em elevação e depressão das partes mais
laterais dessas costelas no plano transverso (movimento em alça de balde)
Isabela Cardoso - Turma 74
ARTICULAÇÕES ESTERNOCOSTAIS
Intercondral : entre as cartilagens costais - sinovial plana
Constocondral: entre as costelas e cartilagens costais - sincondrose - ossifica a
partir dos 40 anos
Costoesternal: entre o esterno e a cartilagem costal - sinovial plana, exceto a
articulação c a primeira cartilagem costal que é uma sincondrose (ossifica)
Isabela Cardoso - Turma 74
PAREDE TORÁCICA
Os movimentos da parede torácica e do diafragma durante a inspiração aumentam
o volume intratorácico e os diâmetros do tórax.
Durante a expiração passiva, o diafragma, os músculos intercostais e outros
músculos relaxam, reduzindo o volume intratorácico e aumentando a pressão
intratorácica. Simultaneamente, há diminuição da pressão intra abdominal e
descompressão das vísceras abdominais. Isso permite a retração do tecido elástico
pulmonar distendido,expelindo a maior parte do ar.
A altura da parte central da cavidade torácica aumenta durante a inspiração, quando
a contração do diafragma causa sua descida, comprimindo as vísceras abdominais.
Durante a expiração, a dimensão vertical retorna à posição neutra enquanto a
retração elástica dos pulmões produz pressão subatmosférica nas cavidades
pleurais, entre os pulmões e a parede torácica. Em vista disso e da ausência de
Isabela Cardoso - Turma 74
resistência às vísceras previamente comprimidas, as cúpulas do diafragma
ascendem, diminuindo a dimensão vertical.
A contração dos músculos intercostais aumenta muito a dimensão AP do tórax. O
movimento das costelas (principalmente da II a VI) nas articulações costovertebrais
ao redor de um eixo que atravessa os colos das costelas causa elevação das suas
extremidades anteriores — o movimento em alavanca de bomba.
A contração dos músculos intercostais também aumenta um pouco a dimensão
transversal do tórax, elevando a parte média (partes mais laterais) das costelas
(principalmente as inferiores) — o movimento em alça de balde.
2 a 6 costelas: braço de bomba - aumenta a dimensão antero-posterior
7 a 10 costelas: alça de balde - aumenta a dimensão altero-lateral
1
MÚSCULOS DA PAREDE TORÁCICA
MÚSCULO DA PAREDE TORÁCICA
➔ Levantador das Costelas
12 músculos, que vão das vértebras torácicas até a
costela adjacente
INERVAÇÃO: ramos primários posteriores dos nervos C8
a T11
AÇÃO: eleva as costelas
➔ Intercostais Externos:
11 pares de músculos
Ocupam os espaços intercostais
Na parte anterior as fibras musculares são
substituídas pelas membranas intercostais
externas
Fibras= mão no bolso
INERVAÇÃO: n. intercostal
AÇÃO: eleva as costelas, inspiração
➔ Intercostais Internos
11 pares
1
Isabela Cardoso - Turma 74
Profundos e perpendiculares aos intercostais externos
Suas fibras vão ao contrário
Na parte posterior as fibras musculares são substituídas
pelas membranas intercostais internas.
INERVAÇÃO: n. intercostal
AÇÃO: Parte intercondral: eleva as costelas
Parte interóssea: abaixa as costelas
➔ Intercostais Íntimos
Estão depois dos intercostais internos
Um feixe vásculo nervoso separa o intercostal interno do
intercostal íntimo.
Segue o mesmo trajeto do intercostal externo
INERVAÇÃO: n. intercostal
AÇÃO: eleva e abaixa as costelas
➔ Subcostais
Estão internamente e se ligam a 2ª ou a 3ª costela
inferior a ele
INERVAÇÃO: n. intercostal
AÇÃO: eleva e abaixa as costelas
➔ Transverso do Tórax
4 ou 5 alças que estão na parte posterior do esterno e
seguem em sentido superolateral
INERVAÇÃO: n. intercostal
AÇÃO: abaixa as costelas
O diafragma é o principal músculo da inspiração.
A expiração é passiva, a retração elástica dos pulmões e a descompressão das
vísceras abdominais expelem o ar previamente inalado.
Isabela Cardoso - Turma 74
O principal papel dos músculos intercostais na respiração é dar sustentação ao
espaço intercostal (aumentar seu tônus ou sua rigidez), resistindo ao movimento
paradoxal, sobretudo durante a inspiração, quando as pressões torácicas internas
são mínimas (mais negativas).
FÁSCIA DA PAREDE TORÁCICA
Cada parte da fáscia localizada profundamente recebe o nome do músculo que
reveste ou da estrutura(s) à qual(is) está fixada.
Fáscia peitoral
Fáscia clavipeitoral.
A caixa torácica é revestida internamente pela fáscia endotorácica, essa delgada
camada fibra areolar fixa a porção adjacente do revestimento das cavidades
pulmonares (pleura parietal costal) à parede torácica. Torna-se mais fibrosa sobre
os ápices dos pulmões (membrana supra pleural).
NERVOS DA PAREDE TORÁCICA
NERVOS INTERCOSTAIS ATÍPICOS
T1 - vai para o plexo braquial
Os 2º-6º são os nervos intercostais
Os 7o – 11o são os nervos toracoabdominais
12o é o subcostal.
ARTÉRIAS DA PAREDE TORÁCICA
● Aorta torácica: origina as artérias intercostais posteriores e a artéria
subcostal.
● Artéria torácica interna: ramo da subclávia que origina as artérias intercostais
anteriores
● Artéria suprema: ramo da subclávia que dá origem a 1ª e a 2ª artéria
intercostal posterior
DRENAGEM VENOSA DA PAREDE TORÁCICA
● As veias intercostais acompanham as artérias e os nervos intercostais.
● Estão em posição superior nos sulcos das costelas.
● Há 11 veias intercostais posteriores e 1 veia subcostal de cada lado.
● Vv. intercostais posteriores ↔ vv. intercostais anteriores (tributárias das vv.
torácicas internas).
● As vv. torácicas internas acompanham as aa. torácicas internas.
● LE: drena para as veias hemiázigo ou veias hemiázigos acessória que
confluem para a Veia Ázigo
● LD: drena para a Veia Ázigo