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Direito, Conflitos e Resolução Social

O documento aborda a relação entre sociedade e direito, destacando a evolução do controle social e a resolução de conflitos, desde a autotutela até métodos como mediação e conciliação. Discute também os princípios do direito processual, incluindo o devido processo legal, a igualdade, e a imparcialidade, além das funções do Estado e as fontes do direito processual. Por fim, menciona as ondas de acesso à justiça e a eficácia da lei processual no tempo e no espaço.

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Eduarda Oliveira
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Direito, Conflitos e Resolução Social

O documento aborda a relação entre sociedade e direito, destacando a evolução do controle social e a resolução de conflitos, desde a autotutela até métodos como mediação e conciliação. Discute também os princípios do direito processual, incluindo o devido processo legal, a igualdade, e a imparcialidade, além das funções do Estado e as fontes do direito processual. Por fim, menciona as ondas de acesso à justiça e a eficácia da lei processual no tempo e no espaço.

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CAPÍTULO I

Sociedade e Direito

Nos primórdios da civilização, o que se tinha como pré direito era a lei do mais forte, onde, como o
próprio nome diz, aquele que se superasse em relação aos demais tinha as melhores oportunidades,
mulheres, bens etc.

• Ubi societas ubi jus (não há sociedade sem o direito)

Relação entre direito e sociedade, porque o homem sentiu a necessidade de se organizar para viver.
Depois de instituído, o direito se tornou a mais importante e eficaz forma de controle social.

Conflitos e insatisfações

Os conflitos e insatisfações são fatores antissociais, porque são esses fatores que causam problemas
entre os homens e surgem no momento que uma pessoa, querendo um bem para si, seja bem
material ou qualquer direito, não consegue porque: aquele que poderia satisfazer sua pretensão,
não satisfaz (ex: quando uma pessoa não entrega um bem que o outro quer).
Quando o próprio direito proíbe a satisfação voluntária dessa satisfação (ex: quando a pessoa
pretende algo defeso pelo Direito).

Formas de Resolução de conflitos

Para a eliminação desses fatores antissociais podem existir ações que as resolvam provenientes de
uma das pessoas envolvidas no conflito, ou por ato das duas pessoas envolvidas, ou por ato de
terceiro estranho a relação.

a) Autotutela:

pág. 125
Atualmente quando estamos a frente de um problema, ajuizamos um processo e o Estado, na
pessoa do Juiz, nos dá a solução do conflito. Contudo primordialmente não existia a presença do
Estado na resolução dos conflitos, porque o Estado não tinha forca imperativa para conseguir impor
suas vontades (leis) sobre os ímpetos das pessoas. Dessa forma aquele que quisesse fazer valer uma
vontade sua teria que fazê-lo pela forca.

Nessa época, a título de exemplo, era permitida inclusive a vingança privada. A esse regime damos
o nome de autotutela.

Características da autotutela:

• Falta de um juiz imparcial na tomada das decisões;


• Imposição da vontade de uma parte sobre a outra.

b) Autocomposição:

Após a autotutela surge a autocomposição pela qual as partes, mediante acordo, compunham suas
diferenças abrindo mão parcial ou total de seu direito.

1. Desistência (renuncia a pretensão);


2. Submissão (renuncia a resistência oferecida a pretensão);
3. Transação (concessões recíprocas).

Todas elas dependem da ação de uma ou ambas as partes.

O que pode ser resolvido sem o judiciário? Direitos disponíveis e indisponíveis, que permitem
transação (alimentos direito disponíveis), mas é permitido a transação de valores.

➢ Mediação: autocompositivo, as partes já têm um vínculo anterior, é comum no direito de


família. É uma forma de solução de conflitos na qual uma terceira pessoa, neutra e
imparcial, facilita o diálogo entre as partes, para que elas construam, com autonomia e
solidariedade, a melhor solução para o conflito.

pág. 126
A mediação de conflitos, é método de autocomposição, sendo que o mediador visa ajudar as partes
a estabelecerem uma comunicação saudável para alcançar um acordo.

➢ Conciliação: autocompositivo, as partes não têm vínculo anterior. É uma forma de


solucionar conflitos onde as partes envolvidas aceitam que uma terceira pessoa (neutra), o
conciliador, faça o papel orientá-las para chegarem a um acordo. ART. 105 DO CPC.

➢ Arbitragem: heterocompositivo, o juiz arbitral sentencia, as partes indicam árbitros que


irão dar a solução para o caso ao invés de levá-lo ao Judiciário. No qual as partes definem
que uma pessoa ou uma entidade privada irá solucionar a controvérsia apresentada pelas
partes, sem a participação do Poder Judiciário.

Funções do estado na atuação do processo

Função social: pacificação entre todos, uma vez que se relaciona com o resultado do exercício da
jurisdição perante a sociedade e sobre a vida gregária dos seus membros e felicidade pessoal de
cada um.

Função política: quando visa a preservação do valor liberdade, a oferta de meios de participação
nos destinos da nação e do Estado e a preservação do ordenamento jurídico e da própria autoridade
deste;

Função jurídica: quando assegura a função concreta do direito.

CAPÍTULO II

PROCESSO E DIREITO PROCESSUAL

pág. 127
Função ordenadora do direito: é coordenar interesses que se manifestam na vida social, de modo
organizar a cooperação entre as pessoas e compor os conflitos que se verificaram entre seus
membros.

➔ Direito Objetivo: faculdade individual de exigir o cumprimento dos preceitos que lhe diga
respeito, tem a ver com legitimidade (sendo legítimo aquele que está na lei - existem formas de
legitimidade)

• facultas (faculdade): aspecto individual

➔ Direito Subjetivo: é de sujeitos

• normas: aspecto social

processo objetivo: sem sujeitos

processo subjetivo: de sujeitos

O direito é uma das formas de controle social.

• Instrumento que a sociedade dispõe para impor modelo culturais, ideais, coletivas e valores
a serem perseguidos.
• Não é suficiente para evitar conflitos que possam surgir entre as pessoas.

Conflitos de interesse, Pretens ão, resistência e lide

Os conflitos de interesse são embates que surgem quando indivíduos ou grupos buscam satisfazer
suas necessidades, desejos e pretensões, podendo levar à disputa, violência e desordem social. Eles
surgem quando alguém não consegue alcançar um bem desejado porque a outra parte não o
concede ou porque o direito proíbe sua satisfação voluntária. Esses conflitos são considerados
patológicos quando ameaçam a paz social e os valores humanos juridicamente relevantes.

pág. 128
Fontes do direito processual

Fonte formal direta:

• Lei;
• CF;
• Lei ordinária federal;
• Sumulas vinculantes;
• Lei estadual;
• Tratados internacionais

Fonte formal indireta:

• Princípios gerais do direito;


• Costume;
• Analogia;
• Doutrina;
• Jurisprudência

Ondas de Acesso à Justiça (Maur o Cappelletti)

São evoluções no acesso à justiça

1ª onda: proteção aos hipossuficientes e assistência judiciária gratuita (art. 98, CPC) - pessoas
naturais, e agora, pessoas jurídicas passam a ter acesso à justiça gratuita.

2ª onda: surgimento de novos direitos e tutela coletiva (art. 100, CDC) - possibilidade de ações
coletivas

3ª onda: obstáculos processuais - “a cada nova conquista, surge um novo obstáculo”

Eficácia da Lei Processual no Tempo e no Espaço

Aplicação da lei processual no espaço: território brasileiro e acordos e tratados internacionais


que o Brasil é signatário.

Aplicação da lei processual no tempo: tem aplicação imediata e não retroage (mas há exceções
para beneficiar o réu).

pág. 129
Direito material e processual

Direito material: é a essência, são normas que estabelecem direitos e obrigações nas relações entre
os indivíduos (ex. propriedade, vida).

Direito processual: é o direito formal (sendo a forma feita pra ser respeitada), o direito instrumental
(no qual o instrumento é o processo). São normas atinentes ao comportamento, à competência, e
a forma como o Estado-juiz conduz o processo. É um instrumento a serviço do direito material.

• No direito processual espera-se uma tutela do juiz de um direito,

• Princípio da instrumentalidade da forma (ex: não pode trocar crime por denúncia),
exemplo: no art. 5º, CF; incisos sobre ação popular, habeas corpus, mandado de segurança,
• Exemplos: CF é mista; CC é material; CP é material; CPP é processual; CPC é processual.

Conflitos surge a partir do direito material:

a) Interindividuais: possíveis de identificar;


b) Transindividuais: não há como identificar os sujeitos;
c) Disponíveis: possíveis de renúncia (herança e doação);
d) Indisponíveis: não são possíveis, a lei exige autonomia (liberdade)

Espécies de interesses

A. individual, quando afeta uma ou algumas pessoas;

B. coletivos, quando afeta um grupo de pessoas, representando a soma dos interesses


individuais;

C. difusos, quando transcende, inclusive, a soma dos interesses individuais e afeta a sociedade
como um todo, em seus objetivos básicos.

CAPÍTULO III

pág. 130
PRINICPIOS GERAIS DO DIREITO PROCESSUAL

DEVIDO PROCESSO LEGAL :

• Art. 5°, LIV, CF

O intuito desse princípio é não deixar que as partes sejam lesadas com práticas não especificadas.

“Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”, inciso LIV, art.
5 da Constituição Federal. Trata-se, portanto, de norma fundamental do Direito que garante que os
atos processuais se realizem em conformidade à lei vigente.

Além disso, a doutrina também divide esse princípio entre devido processo legal formal (as
garantias processuais) e o devido processo legal substancial (que seria a proporcionalidade e
razoabilidade nas decisões em si).

Há duas vertentes do devido processo legal:

a) Em sentido formal/procedimental: garantias processuais procedimentais.

Garantias de todos os princípios especialmente o contraditório e a ampla defesa, acesso à justiça,


imparcialidade igual, provas e recursos

b) Substancial: garantia de defesa buscando o conhecimento do juiz → atividade probatória,


garantia de legitimidade da decisão ou caso concreto.

Princípios da razoabilidade, proporcionalidade e contraditório efetivo.

Proporcionalidade Razoabilidade Princípio do contraditório efetivo

só invocada quanto não se exige esse consiste na participação efetiva das


sopesamento entre entrecruzamento para ser partes durante todas as etapas
princípios/a aplicação das invocada processuais, assegurando a
regras possibilidade de falar após cada ato da
parte contrário
aplica se para aferir a relação o que se busca aferir essa
meio fim se o meio é apto norma geral pode ser
para atingir o fim aquele aplicada no caso concreto
preordena em virtude de suas
circunstâncias
pág. 131
c) Material: análise profunda do conteúdo do processo.

o devido processo legal não se aplica apenas no processo judicial, mas também se dirige ao processo
legislativo, judicial e negocial.

PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS :

Custo-benefício: base normativa artigo 277 do CPC.

Forma: é mera solidariedade

Regra geral: se não houve prejuízo a defesa conserva se o ato viciado → princípio da conservação.

Alcançar a finalidade.

Orienta a interpretação dos atos processuais eventualmente defeituosos que não serão anulados
desde que tenha atingido sua finalidade e não tenha gerado prejuízo.

Exemplo: citação com o CNPJ errado, todavia o réu apresenta defesa sem prejuízos, ou seja,
alcançou a finalidade.

PRINCÍPIO DA ORALIDADE

Finalidade: celeridade processual e economia processual.

Juizado especial: ações de 20 salários-mínimos podem ser ajuizadas sem advogado.

• Justiça gratuita em 1° instância.


• Se for recorrer precisa de advogado
• 40 salários-mínimos precisa de advogado

• Termo: tudo o que é falado é posto em palavras, ou seja, de gravado escrito.


• Prioriza a prática de atos processuais de forma oral, a regra para o resto é a forma escrita.
• A postulação pode ser oral no Juizado especial.
pág. 132
• Audiências e julgamentos pelos tribunais razões finais podem ser orais.
• Embasamento legal: Lei n° 9.099/95, art. 2°.

PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO

Princípio da organização do Judiciário que determina a existência de instância inferior e superior. A


primeira instância se constitui no juízo onde se inicia a ação principal, que vai da citação inicial válida
até a sentença.

1. Finalidade: garantia processual que possibilita outro entendimento litigioso.

2. Cognação do juiz:

• plena: análise completa do processo


• Exauriente: até esgotar.

3. Meio processual: recurso interposição extensão do direito de ação depende de provocação


das partes.
4. Garante o direito de recurso a fim de possibilitar outra análise sobre o conflito.

Pacto de São José da Costa Rica artigo 8 e 2.

A jurisdição de todos os juízes é a mesma.

Não há possibilidade de interpor 2 recursos ao STF e STJ.

TJ fato direito

1° e 2° instancia

pág. 133
• STJ-direitos: analisa violações a leis federais, exemplo código civil.
• STF- direitos: violações à Constituição federal

OBS: se a ação começa no STJ ou STF análise é plena

1. Natureza política: autocontrole das decisões. CNJ faz o controle da atividade adm.

2. Fiabilidade humana: erros humanos, por parte do juiz, divergência de interpretações.

3. Natureza psicológica: julgamento colegiado traz efeitos psicológicos, crédito dos órgãos
superiores.

PRINCÍPIO DA IGUALDADE

O Princípio da Igualdade é o senhor de todos os outros sendo o primeiro ade todos os outros direitos
fundamentais previstos no art. 5º em virtude de todos os direitos necessariamente serem
reconhecidos indistintamente e em igualdade de condições. O princípio da igualdade é dirigido a
todos os Poderes.

Prioridade de tratamento  zelar pelo contraditório por todos os meios possíveis.

Material: igualdade substancial, máxima aristotélica.

• CPC art. 72 e art. 5°, LVVIV CF.


• CP – Indubio pro réu.

Formal: todos são iguais perante a lei, art. 5° caput da CF. → abstrato e geral.

Juizado especial: justiça gratuita é em primeira instância, grau recursal recolhe custas processuais.

PRINCÍPIO DA LEALDADE DA BOA-FÉ PROCESSUAL

pág. 134
O princípio da lealdade processual, também denominado de princípio da moralidade e de princípio
da boa-fé, está positivado no art. 5º, do CPC/15, que dispõe que "aquele que de qualquer forma
participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé", e aplicado de forma mais
minuciosa no art.

• Art. 5°, 322° § 2, 489 §3°.

É obrigação de ambas as partes que devem agir eticamente sob pena de litigância de má fé.

Boa fé objetiva: usada no processo estar no comportamento do sujeito.

Induzir a juiz a erro por meio de litigância de má fé, artigo 80° do CPC.

Exemplos: rasurar provas, induzir testemunhas a darem depoimento distinto da verdade.

PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE

O princípio da imparcialidade serve para garantir a justiça, a equidade e a confiança no sistema


jurídico. As partes envolvidas em um processo legal devem ter a certeza de que suas causas serão
avaliadas de forma justa e objetiva, sem qualquer favoritismo ou preconceito.

Os componentes do ordenamento jurídico não podem possuir vínculos com as partes.

Equidistância: igualdade de distância

JUIZ – IMPARCIAL

RELAÇÃO EQULIBRADA

REU AUTOR

pág. 135
Impedimento e suspeição:

Impedimento: o magistrado é impossibilitado o de atuar independente de sua intenção no processo


ou relação com as partes, exemplo: art. 252 do CPP e 144 do CPC.

➔ A suspeição é impedimento abordam todo o ordenamento jurídico e seus órgãos, exemplo


Ministério público, servidores, peritos etc.

Suspeição: vínculo objetivo com alguma das partes seja por amizade inimizade.

Base normativa: artigo 145 e 254 do CPC.

Juiz natural: o cargo de juiz deve estar previamente previsto por lei no art. 5° XXXV, sendo vedado
tribunais de exceção.

Juiz competente: todo juiz possui uma área específica de atuação. Exemplo: hoje o juiz do trabalho
não pode decidir em ação de alimentos porque sua competência é trabalho.

PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO

O contraditório é o momento em que o acusado enfrenta as razões postas contra ele. A ampla
defesa por sua vez é a oportunidade que deve ter o acusado de mostrar suas razões. No
contraditório, o acusado procura derrubar a verdade da acusação e na ampla defesa ele sustenta a
sua verdade

Atos garantidores do contraditório:

• citação,
• intimação
• notificação.

Defesa ampla: a parte pode utilizar-se de todos os meios lícitos e admitidos para buscar a tutela de
direitos ou contrapor a pretensão autoral.

Partes dois partes: colaboradores.

Base normativa: artigo 5°, LV.

pág. 136
OBS: a ampla defesa e o contraditório são garantias em processo judiciário e administrativo.

Bilateralidade do processo: todos os atos processuais devem ter a participação de ambas as partes,
evitando surpresas.

Processo justo

Direito de influência (contraditório)

Contraditório X direito de influência: a sociedade pode influir nos atos decisórios estatais através
de argumentação discursiva por meio de exercício do contraditório.

Princípio do impulso oficial

É o princípio pelo qual compete ao juiz, uma vez instaurada a relação processual, mover o
procedimento de fase em fase, até exaurir a função jurisdicional.

• Movido por prazos


• Art. 7° do CPC.

Regras procedimentais, o juiz sabe o que deve fazer já que há previsto legal.

Uma vez que foi iniciada a ação, o judiciário tem o dever de prestar a jurisdição que lhe dando
sequência até a sentença (parte do autor).

Jurisdição e inerte: a propositura da ação parte do autor, mas o juiz deve promover o andamento
processual.

PRINCÍPIO DISPOSITIVO E DA LIVRE INVESTIGAÇÃO DAS PROVAS

Consiste na regra de que o juiz depende da iniciativa das partes quanto a instauração da causa e às
provas, assim como às alegações em que se fundamentará a decisão

pág. 137
Princípio do dispositivo: cabe às partes promover e as provas com a finalidade de convencer o juiz.
Exemplo: ação de nulidade contratual o ônus da prova cabe ao autor, já que ele alega razões
inerentes à nulidade.

Novos fatos trazidos ao processo por meio da defesa, ônus do réu.

Juiz não interfere na atividade probatória já que não precisa provar nada apenas apreciar
as provas apresentadas.

Livre investigação das provas: aplicável especialmente ao processo penal ao se busca a verdade
real.

1. Verdade real: reproduzir provas com qualidade capazes de retratar a realidade dos fatos,
processo penal.
2. Verdade formal: verdade constante dos autos ou que não está nos autos não está no
mundo. Art. 370 do CPC.

Baseia-se na noção de que a reprodução jurídica do fato se exaure nas provas e


manifestações trazidas aos autos pelas partes, sendo mínimo e, por vezes, até inexistente,
a iniciativa do julgador na produção de prova com o objetivo de se descobrir a verdade.

Juiz é o destinatário das provas por isso ao documento de poderes na instrução do documento.

PRINCÍPIO DA AÇÃO DA DEMANDA

É um direito garantido a qualquer pessoa que tenha sofrido ameaça ou violação de direitos, para
provocar o judiciário (inerte).

Lesão direito de ação acesso ao


judiciário

Base normativa: art. 5°, XXXV, CF, CPC art. 2° e CPP art. 24°.

➔ O MP é criado pela CF para ser titular de ações penais públicas.

pág. 138
Desdobramentos:

Princípio da disponibilidade: é a liberdade de exercer ou não seus direitos → em regra, direitos de


cunho patrimonial.

➔ Sua aplicação é ampla no processo civil, todavia, há exceções no processo penal e são essas:

a) Ação penal privada, infrações de menor potencial ofensivo (transação penal ou acordo
de não persecução penal). Mesma regra, adota-se a indispobilidade no CPP.

Princípio da indisponibilidade: trata-se de uma “imposição de agir”, não há possibilidade de abrir


mão, trata-se de interesses públicos da coletividade.

➔ Ações penais públicas, processo de curatela, interdição de direitos, entre outras.

➔ Condicionadas: podem levar a extinção do processo.

Desdobramentos:

a) Da oficialidade: as investigações e acusações só poderão ser feitos por autoridades oficiais.

b) Da oficiosidade: considerando o interesse público, a investigação e acusação devem


ocorrer de ofício.

Parcialidade do juiz: se o juiz desde início as ações serem parcial, por isso sua jurisdição é inerte e
precisa ser provocada, ele é espectador e sua inercia se rompe com a postura da ação.

EXCEÇÕES: o único processo que começa de ofício é o de restauração dos autos e falência.

PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE

O princípio da publicidade envolve a divulgação de informações pela Administração Pública. Esse


princípio tem a finalidade de mostrar que o Poder Público deve agir com maior transparência
possível, para que a população tenha conhecimento de todos os seus atos.

pág. 139
Publicidade Formal: requisito de validade e/ou eficácia jurídica a atos convocatórios, intimações,
contratos da Administração etc.

Publicidade Educativa: difusão de valores públicos como estímulo à geração de conscientização


social ou divulgação de políticas públicas por meio de cartilhas, guias, entre outros.

Publicidade Transparência: oferta de informações necessárias ao fortalecimento do controle


externo e social do Estado, como a divulgação do orçamento, contratos, vencimentos etc.

Publicidade Interna: divulgação de informações internamente, dentro de um órgão público, com o


objetivo de promover a coordenação de tarefas, capacitar agentes públicos e avaliar ações, por
exemplo, em audiências governamentais, circulares etc.

• Princípio da publicidade. O devido processo legal é público. Dispõe a Constituição, em seu


art. 5º, LX, que “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a
defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.

PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO

Celeridade processual: o processo deve tramitar em um tempo razoável.

espaço não perecimento do indivíduo e da pretensão.

Base normativa: CPC, art. 4° e art. 5°, LCCVII.

Tempo morto: realização do processo.

a) Finalidade: segurança jurídica e imperatividade do direito.

b) Amplitude: eficiência e efetividade do direito tutelado.


c) Parâmetros:

➔ Causa/processo: complexibilidade do litígio, quantidade dos sujeitos e provas.

➔ Institucional: judiciário e servidores (defasagem de servidores, juízes competentes) e


partes que podem contribuir para o retardamento do processo de forma:

pág. 140
Voluntaria: protelar o processo.

Involuntária: falecimento das partes e do advogado.

d) Meios processuais – CPC (tutela de urgência):

periculum in mora fumus bonis iuris

➔ A tutela possui caráter liminar (início do processo).

➔ Reclusão:

a) Temporal: perda de um prazo.

b) Consumativa: prática do ato no prazo, todavia, o ato estava incompleto.

CAPÍTULO VI

EFICÁCIA DA LEI PROCESSUAL NO TEMPO E NO ESPAÇO

a) Eficácia no espaço

A lei processual é regulada pelo princípio da territorialidade por razão de ordem política e prática.
Política porque a norma processual tem por objeto disciplinar a atividade jurisdicional que se
desenvolve através do processo. A atividade jurisdicional é manifestação do poder soberano do
Estado e por isso não poderia ser regulada por leis estrangeiras sem inconvenientes para a boa
convivência internacional.

pág. 141
Prática porque as dificuldades práticas quase insuperáveis que surgiriam com a movimentação da
máquina judiciária de um Estado soberano mediante atividades regidas por normas e institutos do
direito estrangeiro.
A territorialidade esta insculpida no art. 1º do CPC.

b) Eficácia no tempo:

Nosso direito intertemporal segue algumas regras:

As leis processuais brasileiras estão sujeitas a LICC. Assim salvo disposição em contrário começam
a viger após a VACATIO LEGIS. A lei processual terá validade imediata e geral respeitando o ato
jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (LICC 6º) e, via de regra, não terá validade até
que outra lei a revogue (2º LICC)

Com relação aos casos já em andamento, para saber se aplicamos a lei anterior ou a nova, o nosso
direito adotou a teoria do isolamento dos atos processuais, pela qual a lei nova não atinge os atos
processuais já praticados, nem seus efeitos, mas se aplicam aos atos processuais a praticar, sem
limitações relativas às chamadas fases processuais. Expressa no art. 2º do CPP e 1211 do CPC.

Interpretação da lei processual

Interpretar significa descobrir o significado.


Para isso desenvolveu-se métodos de interpretação.

A) Método gramatical: como as leis são feitas de palavras o intérprete deve analisá-las de

acordo com a forma que são escritas.


B) Método lógico-sistemático: o nosso ordenamento é feito de leis de toda natureza, os

dispositivos legais não são interpretados de forma isolada, mas sim de acordo com todo o
ordenamento, ex: inventário 982 do CPC nos diz sobre incapaz que é definido pelo CC.
Portanto esse método usamos quando analisamos uma lei levando em conta outra lei.
C) Método histórico: como a lei é criada durante a nossa história, analisamos a lei de acordo

com a vontade do legislador quando criou a lei atendendo aos anseios da sociedade da
época. Ex atualmente as leis criadas sobre a criminalidade levam em consideração a
violência vivenciada pela sociedade.

pág. 142
D) Método comparativo: os diversos ramos do direito podem enfrentar problemas idênticos

ou analógicos, logo a lei e a decisão a serem aplicados são usadas em comparação para
solucionar o caso concreto.
E) Método declarativo: é aquele que atribui a lei o exato significado das palavras que a
expressam;
F) Método extensivo: quando a interpretação da lei leva a aplicação em casos que não estão
expressamente em seu texto.
G) Método restritivo: é a interpretação que limita o âmbito de aplicação da lei a um círculo

mais estrito de casos do que o indicado pelas suas palavras;


H) Método ab-rogante: diante de uma incompatibilidade absoluta e irredutível entre dois

preceitos legais ou entre um dispositivo de lei e um princípio geral do ordenamento jurídico,


conclui pela inaplicabilidade da lei interpretada.

Interpretação e integração

Lei e ordenamento jurídico são coisas diferentes. Enquanto no ordenamento não existem lacunas,
haja vista que sempre em algum ramo do direito haverá uma norma aplicável ao caso concreto, a
Lei não é igual. Por mais criativo e imaginário que o legislador pudesse ter sido ao criar uma
determinada lei ele não poderia prever todas as situações a que ela teria de disciplinar. Mas se num
caso concreto acontece uma lacuna o que acontece? Fica sem julgamento?

Extingue o processo?

O art. 126 do CPC diz que o juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou
obscuridade da lei.

Por isso para preencher as lacunas deixadas pelo legislador o direito processual utiliza a analogia e
os princípios gerais de direito.
Consiste a analogia em resolver um caso não previsto em lei, mediante a utiliza; ao de regra jurídica
relativa à hipótese semelhante. (interpretação comparativa)
Quando a analogia não permite ou não consegue resolver o problema deve-se recorrer aos
princípios gerais de direito, que compreendem não apenas os princípios decorrentes do próprio
ordenamento jurídico, como inda aqueles que o informam e lhe informam e lhe são anteriores e
transcendentes.

pág. 143
JURISDIÇÃO

É uma das funções do Estado, mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em
conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os envolve, com justiça.

Caráter substitutivo: exercendo a jurisdição o Estado substitui as atividades daqueles que estão
envolvidos no conflito trazido à apreciação.
A única atividade permitida pela lei ao particular quando surge um conflito é provocar o Estado
para resolver o problema, por conta da exclusividade do poder do Estado em processar e julgar.

Escopo da jurisdição é a busca da realização do direito material.

Características da jurisdição:

A) Lide: a atuação da jurisdição pressupõe a existência de uma lide. O problema é apresentado


pelo particular para que o Estado atue no processo e julgamento.

B) Inércia: os órgãos jurisdicionais são inertes. Fica a critério do particular a provocação do


Estado-Juiz ao exercício da função jurisdicional. O titular de uma pretensão vem a juízo
pedir a prolação de um provimento que satisfaça a sua pretensão e com isso elimine o
estado de insatisfação. (2º CPC e 24 do CPP).

C) Imutabilidade dos atos jurisdicionais: somente os atos judiciais podem ser atingidos pela
imutabilidade. A coisa julgada é a imutabilidade dos efeitos de uma sentença, em virtude
da qual nem as partes podem repropor a mesma demanda em juízo ou comportar-se de
modo diferente daquele preceituado, nem os juízes podem voltar a decidir a respeito, nem
o próprio legislador pode emitir preceitos que contrariem, para as partes, o que já ficou
definitivamente julgado.

Para o autor, Fredie Didier, a jurisdição possui 7 características:

pág. 144
1. Heterocomposição: um estranho decisão tomada por um terceiro imparcial.
• Um estranho substitui a vontade das partes e determina a solução do problema
apresentado.
• Ideia de subjetividade: jurisdição não é uma ação meramente declaratória ela deve ser
criativa
• Juiz é ao mesmo tempo estranho e desinteressado, ou seja, ele é imparcial.

OBS:

Imparcialidade Neutralidade

Não no interesse no litígio Se funda a possibilidade de o juiz ser


desprovido de vontade inconsciente o
que é inconcebível viu

➔ Art. 144, CPC – impedimentos ao juiz para exercer suas funções.

2. Imperatividade e Inevitabilidade: da jurisdição


• A jurisdição é a manifestação de um poder
• sem põe interativamente para construir e aplicar o direito a situações concretas que são
submetidas ao órgão jurisdicional.
• Inevitabilidade: as partes devem submeter a decisão do órgão jurisdicional (sujeito de
sujeição)
• quanto a uma decisão do juiz cria uma terceira solução algo novo, se não fosse assim não
haveria decisão, mas apenas o reconhecimento de um entendimento anterior previamente
estabelecido.
• Art. 140 do CPC.

3. Princípio da congruência: a jurisdição se limita ao direito objetivo e ao caso concreto.


• Recria as normas abstrata no caso concreto.
• Os tribunais devem rever e avaliar e construir suas decisões.

• Sentença além do pedido (“extra petita): trata-se de uma decisão judicial que
ultrapassa os limites do que foi solicitado pelas partes envolvidas no processo. Art.
203 do CPC.

• Sentença diversa do pedido “extra petita”: é aquela na qual o juiz concede pedido
diverso daquele postulado pelo autor. Pode dizer respeito ao pedido mediato
(objeto da relação de direito material; bem da vida), ou ao pedido imediato (tutela
jurisdicional). Art. 492 do CPC.
pág. 145
• Sentença que não aprecia o pedido (citra petita): a sentença que não aprecia todos
os pedidos de mérito da inicial deve ser desconstituída, para que outra em seu lugar
seja proferida, sob pena de, assim não se procedendo, violar-se o duplo grau de
jurisdição. art. 490 do CPC.

4. Da jurisdição como tutela dos direitos por meio do processo:


• a jurisdição se preordena a tutelar os direitos materiais ocorrendo pelo reconhecimento
judicial, pela efetivação do direito ou pela violação do direito que está na iminência de ser
violado.

5. A jurisdição atua em situação jurídica concreta:


• há necessariamente que analisar o caso concreto.

6. Insustentabilidade do controle externo


• a função jurisdicional produz a última palavra sobre a situação concreta deduzida em juízo,
sem que haja qualquer controle feito por outro poder.
• Apenas a jurisdição exerce controle sobre a jurisdição.

7. Aptidão para produzir coisa julgada


• uma decisão judicial uma vez tomada exauridas as instâncias e os recursos, torna-se
imutável e indiscutível.
• Estabilidade jurídica para o ordenamento
• característica exclusiva da jurisdição: definitividade.

Princípios da jurisdição:

1. Territorialidade: a jurisdição como manifestação da soberania exerce sempre um dado


território.

O princípio da territorialidade vem expressamente esposado pelo art. 13 do Código de Processo


Civil, que declara que “a jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas
as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o
Brasil seja parte.

Os magistrados só têm autoridade dentro do seu âmbito de competência.

• Comarca: divisão da justiça estadual


• Seção judiciária: circunscrição no âmbito da justiça federal

pág. 146
Há a necessidade de cooperação das outras autoridades para realizar atividades fora de
determinado território

• Cartas: atos de comunicação entre órgãos jurisdicionais


• Cartas precatórias: juízes da mesma hierarquia do mesmo país
• cartas rogatórias: juízes de países diversos
• Art. 385 do CPC.

2. Indegabilidade O exercício da função jurisdicional não pode ser delegado órgão não pode
delegar poder decisório a terceiros.
• Entretanto admite hipóteses que autoriza a delegação de outros poderes judiciais
como poder instrutório ou poder delitivo do processo e o poder de execução das
decisões.

• A possibilidade de delegação eventual de alguns poderes judiciais, como por


exemplo, a carta de ordem (artigo 236, § 2º e 237, inciso I, do CPC), expedida pelo
tribunal ao juízo que a ele é vinculado, para a prática de determinado ato.

• não pode o órgão investido de jurisdição escusar-se ou abdicar de suas funções em


favor de outro órgão, sendo irrelevante se dentro ou fora do judiciário. A função
jurisdicional é indelegável e deve ser cumprida observada as regras de competência.

3. Inafastabilidade da jurisdição: o principal efeito desse princípio é o direito fundamental de


ação, direito de acesso ao poder judiciário e direito de acesso à justiça.

• O direito de ação contém o direito de provocar o judiciário, o direito de escolher o


procedimento, o direito a tutela jurisdicional e o direito ao recurso por exemplo

• há uma exceção no artigo 217 da Constituição federal, pois é necessário que antes do
ajuizamento da ação na justiça comum tenha sido exauridas as instâncias da justiça
desportiva.

• Outros condicionantes é o caso do requerimento administrativo que deve ser


promovido antes do ajuizamento de uma ação como por exemplo no INSS.
4. Juiz natural: o princípio do juiz natural se refere à existência de juízo adequado para o
julgamento de determinada demanda, conforme as regras de fixação de competência, e à
proibição de juízos extraordinários ou tribunais de exceção constituídos após os fatos.

pág. 147
Competência quantidade de jurisdição que é atribuída a cada órgão

• Canotilho: delimitação da esfera de atuação


• Canotilho: os poderes somente são atribuídos para exercerem determinadas funções como
prestação de tutela jurisdicional às partes.
• A regra de distribuição de competência deve ser previamente estabelecida no artigo 42 e
seguintes do CPC.
• Critério da causa: distribua se a competência conforme as partes envolvidas naquela
relação artigo 102 da Constituição federal.
• Critério material: leva em consideração a natureza do objeto litigioso;
• em valor da causa;
• critério territorial: regra geral domicílio do réu

5. Inercia: a parte deve convocar o juiz, princípio da demanda, é proibido ao estado-juiz


exercer atividade jurisdicional de ofício. Salvo, exceções.

• Art. 2° do CPC e 141

6. Indeclinabilidade: não se permite a um juiz declinar ou subtrair-se do dever de julgar um


processo

• Art. 126 do CPC.

7. Inevitabilidade: as partes envolvidas não podem impedir a decisão sob o caso, e, por isso,
são obrigadas a cumpri-las. princípio da inafastabilidade: toda lesão ou ameaça ao direito
do cidadão não poderá ficar escondida do Poder Judiciário.

8. Indegabilidade: o juiz não pode delegar a outra pessoa a sua função.

Poderes da jurisdição:

O juiz dispõe de 2 poderes:

1. Poder de jurisdição: poder de aplicar a lei ao caso concreto;


2. Poder de polícia: é conferido ao juiz para poder atuar o poder de jurisdição.
pág. 148
A penal é exercida pelos Juízes Estaduais Comuns, pela Justiça Militar Estadual, pela Justiça Militar
Federal, Justiça Federal e Eleitoral.

A Civil é exercida, em sentido amplo, pela Justiça Estadual, Federal, Trabalhista e Eleitoral. Em
sentido estrito pela Justiça Federal e pela Justiça dos Estados.
Jurisdição especial e comum: Existem justiças que exercem justiça comum, ex: justiças estaduais e
federais. Existem justiças que exercem justiça especial, ex: justiça militar, eleitoral e trabalhista.

Jurisdição superior e inferior: Como já estudado jurisdição inferior é a 1ª instancia e superior ou 2ª


instancia são os tribunais. Duplo grau de jurisdição.

Jurisdição de direito e equidade: Jurisdição de direito é aquela que segue a lei. Decidir por equidade
significa decidir sem as limitações impostas pela regulamentação legal. Afastar se da lei para aplicar
um julgamento

Jurisdição voluntaria:

Existem atos jurídicos da vida dos particulares que se revestem de importância transcendentes aos
limites da esfera de interesses das pessoas diretamente empenhadas, passando a interessar
também à própria coletividade. Em vista disso o legislador impõe para a validade desses atos de
repercussão na vida social, a necessária participação de um órgão público.
Quando há essa necessidade ele, Estado, o faz emitindo declaração de vontade, querendo o ato em
si e querendo também o resultado objetivado pelas partes. Lembram-se quando eu disse que a
função jurídica do Estado na atuação do processo é a aplicação do direito, aqui vemos isso de forma
bem clara, o Estado visando a atuação da lei exige a sua participação para a validade, visando a
segurança jurídica.
Ex: reconhecimento de firma para transferir um veículo.
Trata-se de manifesta limitação aos princípios de autonomia e liberdade, limitação justificada pelo
interesse social nesses atos da vida privada. Quando esses atos, apesar de serem consensuais e
amigáveis, exigirem a participação de um juiz temos a Jurisdição voluntaria.
Ex: num inventário em que haja consenso entre os herdeiros, o juiz age somente de forma a conferir
e confirma a vontade das partes. Numa separação consensual o juiz também só participa de forma
a conferir o regular processamento do feito.

pág. 149
Ex: na expedição de um alvará judicial para saque de valor existente em conta do pai falecido o juiz
só confere os documentos e expede o alvará.
Ou seja, o segredo está em não existir conflito, é uma exceção à regra da característica da lide da
jurisdição.

Jurisdição contenciosa e voluntária

Contenciosa: É aquela em que não há um consenso entre as partes, não conseguem solução
amigável para o conflito.
Voluntária: É aquela em não há conflito, mas que o Estado precisa intervir exercendo apenas uma
atuação administrativa sobre alguns atos de particulares porque eles são importantes para o
Direito, como, por exemplo, na compra de um imóvel, abertura de empresa, etc. É uma
administração pública de interesses privados.

Estrutura Jurisdicional Brasileira

pág. 150
Juizados Especiais: fazem parte do poder Judiciário, cada um vinculados às suas justiças. Se for
Federal faz parte da Justiça Federal. Se for Juizado Estadual faz parte da Justiça dos Estados.

COMPETÊNCIA

Competências dos órgãos da justiça brasileira: Há vários órgãos do Poder Judiciário no Brasil, mas
a Jurisdição (o poder que tem o Estado de resolver conflitos) é uma só. Entretanto, como é
impossível através de um só órgão o Estado julgar todos os Processos do Brasil, ele divide esta
Jurisdição (atribui competências), no sentido de que cada um dos órgãos julgue determinadas
matérias e processos, o que é chamado de Competência.

Competência: é o poder conferido pela lei (Princípio do Juiz Natural) ao órgão de jurisdição para
proferir julgamentos para solução de conflitos. Julgamentos por órgãos que não têm competência
são nulos.

Jurisdição: é o poder de exercer a Jurisdição nos limites estabelecidos pela lei. Cada órgão só exerce
a Jurisdição dentro das medidas fixadas pela lei.

Juiz natural: Na Justiça Brasileira prevalece o Princípio do Juiz Natural (aquele juiz que recebe
competência para julgar determina conflito de interesse, só ele pode julgar. Ex. se alguém bate o
carro no carro do Presidente do Tribunal de Justiça ele não pode escolher um Juiz para julgar o
processo, o julgamento é feito pelo Juiz Natural). Se o processo for julgado por quem não tem
competência, esse processo pode ser (porque existe competência Relativa ou Absoluta) nulo ou
anulado.

Critérios da distribuição da competência: estão contidos no Art. 12 da LICC – Lei de Introdução ao


Código Civil, reproduzido pelos Artigos 88 e 89, do CPC. A Competência da Justiça Brasileira está
assim dividida:

1. Competência internacional da justiça brasileira (arts. 88 e 89 do CPC):

➢ É a competência que tem a Justiça Brasileira para julgar estrangeiros.


➢ Se o réu for domiciliado no Brasil, qualquer que seja a nacionalidade (Art. 88, I, CPC);
➢ Se a obrigação tiver que ser cumprida no Brasil (Art. 88, II, CPC);
➢ Se a ação surgir de ato ou fato praticado no Brasil e também A Pessoa Jurídica estrangeira
que tenha filial no Brasil (Art. 88, III, CPC). Exemplo: se um americano estiver passeando no
Brasil e cometer um crime aqui, ele será processado no Brasil).
➢ Imóveis situados no Brasil (Art. 89, I, CPC);
➢ Inventário de bens situados no Brasil (Art. 89, I, CPC)

1. Competência interna da justiça brasileira: é a competência que têm os órgãos de jurisdição


para proferir julgamentos dentro do território brasileiro. Para definir a competência entre
os órgãos da justiça brasileira são utilizados os seguintes critérios:

pág. 151
Critério objetivo: Leva em conta elementos da lide, ou seja, leva em consideração os elementos do
próprio processo. Dependendo da Matéria, da Pessoa ou do Valor da Causa o julgamento vai ser
realizado por um juiz distinto(diferente).

➢ Em razão da matéria - Dependendo da matéria envolvida na lide o procedimento é


diferenciado. (Art.91, CPC) Por exemplo, se a matéria é trabalhista o julgamento será por
um juiz do trabalho, se a matéria é de Família o julgamento será por um juiz de uma Vara
de Família etc.

➢ Em razão da pessoa – Dependendo da pessoa envolvida na lide o procedimento é


diferenciado. Dependendo da pessoa envolvida no processo a competência e de
determinado juiz. Por exemplo, se um crime for cometido por um Governador de Estado, o
julgamento será julgado pelo TJ e não pelo juiz do local, diferentemente se o crime fosse
cometido por pessoa comum; Art. 102, I, b, Constituição Federal que outorga competência
ao STF para julgar Ministros de Estado; Art. 109, I, CF, que outorga competência especial
para causas envolvendo a União.

➢ Em razão do valor da causa (Art.132, CPC) – O valor da causa critério utilizado para
determinar qual juiz fará o julgamento. Por exemplo, as causas com valor de até 40 salários-
mínimos pode (opção do autor) ser julgado pelo Juizado Especial Civil (lei 9099/95).
Dependendo do valor da causa envolvida na lide o procedimento é diferenciado.

Critério funcional (art. 132 CPC): o Legislador parte do pressuposto que num mesmo processo (não
no mesmo instante, mas em instâncias distintas) mais de um juiz pode proferir decisão. Por esse
critério o Legislador estabelece quando começa e até onde vai a competência de cada juiz no
processo.

A competência é estabelecida de acordo com a função do julgador (mais de um juiz pode ter função
em determinados processos. Ex. No Tribunal a competência do julgamento é de mais de um juiz e
em primeiro grau é julgamento monocrático).

Critério territorial: a competência é estabelecida levando em conta elemento geográfico, ou sejam


o Juiz de Araraquara só tem competência dentro da Comarca de Araraquara, o de São Carlos só tem
competência dentro da Comarca de São Carlos, e assim sucessivamente.
O Legislador atribuiu competência para o julgamento dentro do Território nacional. Por esse critério
são estabelecidas regras para definir a competência de cada juiz dentro do território nacional. Por
esse critério as regras para julgamento são as seguintes:

Foro geral (art. 94 CPC)

a) Ações Pessoais e Ações Reais Sobre Bens Móveis - O julgamento será no local de domicílio
do réu;
b) Réu com vários domicílios (Art.94, § 1°, CPC) – O julgamento pode ser em qualquer um dos
endereços;
c) Réu com domicílio incerto (Art.94, § 2°, CPC) – O julgamento será onde o réu for
encontrado ou no domicílio do Autor;
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d) Réu sem domicílio (Art. 94, § 3°, CPC) – O julgamento será no local de domicílio do Autor,
ou em qualquer foro;
e) Ação contra vários réus com domicílios diversos (Art.94, § 4°, CPC) – O julgamento será no
local de domicílio de qualquer um dos réus, por opção do Autor da Ação.

Foro especial: são critérios especiais estabelecidos pelo Legislador para determinados julgamentos,
que são(alguns):

a) Foro de ações de bens reais imobiliários (Art.95, CPC) - O local de julgamento será aquele
onde está situada a coisa, podendo o autor optar pelo Foro de Eleição (aquele estabelecido
pelas partes em contrato).
b) Foro de sucessões (Art. 96, CPC) – O local de julgamento será o local de domicílio do autor
da herança.
c) Foro de incapazes (Art. 98, CPC) – O local de julgamento será no local de domicílio do
Representante do incapaz.
d) Foro de pessoas jurídicas (- Art. 100, IV, "a", "b", "c" e "d", CPC) - Existem 4 hipóteses:

- Local da sede da empresa;


- Local onde a obrigação foi contraída, se for filial;
- Local da atividade principal se a empresa carece de personalidade jurídica;
- Local do cumprimento da obrigação, se houver exigência para tal;

e) Contra a União (Art. 109, § 2º, CF) – Existem 4 opções, a critério do autor:

o Distrito Federal;
o Domicílio do autor
o Local do bem
o Local dos fatos.

e) Contra Estados, Municípios e Pessoas Jurídicas Privadas (Art. 100, IV, "a" e "b", CPC) – O
foro é o local da sede da Pessoa Jurídica.
f) Foro de separação e divórcio (Art. 100, I, CPC) - O foro será o local de domicílio da mulher.
g) Foro de ações de alimentos (Art. 100, II, CPC) – O foro será o local de domicílio do
Alimentando (aquele que vai receber os alimentos).
h) Foro de acidente de veículos (Art.100, § único, CPC) – O foro será o local de domicílio do
autor ou local do fato.

Competência para julgamento no processo penal:

• Em regra, a competência é do Juiz do lugar do fato (Art. 70, CPP);


• Na tentativa, a competência é do juiz do local de realização do último ato (Art. 72, CPP).

Competência para julgamento de ações trabalhistas: em regra, é competente para julgar causas
trabalhistas o juiz do local da prestação dos serviços, independente do domicílio do empregado
(Art. 651, CLT). A exceção é para ações de empregados que prestam serviços em locais diversos (ex.:

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o viajante). Nesse caso o julgamento é no local da sede da empresa ou no local onde está possuir
filial.

Competência: é aquele poder que o órgão judicial ou o juiz recebe para poder proferir uma decisão,
resolver o conflito de interesses. Não pode resolver conflito quem não tem competência para tal.
Essa competência é outorgada pela lei (Constituição e leis infraconstitucionais).

Princípio do juiz natural (art. 5°, LIII, CF: é uma garantia constitucional. Significa que a Constituição
Federal estabelece que ninguém será julgado ou sentenciado senão pela autoridade judiciária
competente, pelo juiz que a lei outorga poder (antes do fato). Fora disso o julgamento será nulo.
Essa Competência pode ser de duas ordens:

1. Competência absoluta: A Competência Absoluta tem as seguintes características:


a) Leva em conta o interesse público - É a primeira e maior característica da Competência
Absoluta. A Competência Material é Absoluta (ex.: o Juiz do Trabalho não pode julgar
matéria criminal porque o interesse público faz com que a matéria criminal não seja da sua
competência, sob pena de nulidade do processo);

b) Não pode ser prorrogada – Significa que a Competência Absoluta não pode ser prorrogada,
nem mesmo por vontade das partes, ou seja, se o juiz não tem competência não pode ele
passar a ter a competência para julgar a matéria diferente daquela para a qual ele recebeu
competência (Ex.: num litígio em razão de um acidente de carro as partes não podem, por
qualquer razão, levar a ação para ser julgada pelo Juiz do Trabalho);

c) Pode(deve) ser declarada de ofício (Art.113, CPC) – Significa que o juiz deve reconhecer
sua incompetência mesmo que as partes não alegue, sem requerimento de nenhum a das
partes. Sob pena de nulidade do processo, o Juiz DEVE declarar sua incompetência (ex.: se
uma questão relacionada a um acidente de carro for levada para julgamento na justiça do
trabalho o juiz tem a obrigação de declarar sua incompetência);

d) Pode ser arguida em qualquer momento processual (Art.113, CPC) – Em qualquer grau de
jurisdição, em qualquer momento processual e sem formalidade específica, podendo ser
alegada até mesmo juntamente com a defesa, na própria contestação (Preliminar de
Contestação) o réu pode alegar a Incompetência do juiz. Não há prazo para isso, mas o réu
responde pelas custas em razão da demora para a alegação (pode o réu ter interesse em
demorar alegar a incompetência);

e) É estabelecida em razão da matéria - Concessão de competência especializada ao juiz (ex.:


competência outorgada ao juiz de Família), da Pessoa envolvida na lide (ex.: o Governador
do Estado obrigatoriamente tem que ser julgado pelo STF em caso de crime comum) e em
razão da Função do Juiz no Processo (ex.: não se pode protocolar uma ação relativa a uma
batida de carro diretamente no Tribunal).

f) Permite o ingresso de ação rescisória (Art. 485) – A Ação Rescisória tem por objetivo
rescindir uma ação (só para os casos previstos no Art. 485 do CPC) já transitada em julgado
(ex. se uma ação foi julgada por juiz incompetente). O prazo para ingressar com a Ação
Rescisória é de 2 anos após ser proferida a sentença.

pág. 154
2. Competência relativa: tem as seguintes características:

a) Leva em conta o interesse privado – Leva em conta os interesses das partes envolvidas no
processo (A lei dispõe que o réu, em regra, tem que ser demandado em seu local de
domicílio, levando em conta o Princípio da Ampla Defesa, mas em alguns casos ele pode
não querer ser demandado no local do seu domicílio);

b) Não pode ser declarada de ofício – Diferentemente da Competência Absoluta, a


Competência Relativa não pode ser declarada de ofício (sem requerimento das partes), ou
seja, somente pode ser declarada a Incompetência se for por requerimento das partes (ex.:
a mulher tem foro privilegiado, mas se ela desejar pode requerer que seja julgada fora do
local do seu domicílio). O réu tem prazo (que é o prazo de defesa) e forma para alegar a
Incompetência (chamada de Exceção de Incompetência), ou seja, o réu tem que alegar a
incompetência dentro do seu prazo de defesa e tem que fazer por meio de Exceção de
Incompetência (Art. 112. CPC) que é uma peça Processual própria e separada da
contestação e da defesa (ex.: se o marido entrou com ação de separação na Bahia e a
mulher quiser ser demandada fora do seu local de domicílio ela terá que arguir a exceção
em uma peça processual própria).

c) É estabelecida por meio do critério territorial (competência do juiz para julgar dentro da
sua jurisdição), e do Valor da Causa.

d) Prorroga-se a competência se o réu não opuser exceção (Art,114, CPC) – O juiz que a
princípio era incompetente passa a ser competente porque o réu nada alegou. Se o réu não
quiser ou perder o prazo. Uma vez prorrogada a exceção não pode mais ser alegada.

Prorrogação de competência: significa a outorga de competência ao juiz, quando este, em


princípio, era incompetente para o julgamento. Ocorre somente em alguns casos. A Prorrogação
ocorre de duas formas:

a) Voluntaria: ocorre por vontade das partes. A Prorrogação Voluntária ocorre nas seguintes
hipóteses:

➢ Foro de eleição (Art. 111, CPC) – Quando as partes elegem um foro para o julgamento de
um conflito. Tem quer ser expressa (por meio de Contrato escrito). Só pode ocorrer se a
Competência for relativa (ex. não posso em uma questão sobre batida de carro escolher o
Foro de Eleição) e normalmente Eleição de Foro trata-se de Competência Territorial.
Competência em razão da Matéria e da Hierarquia Funcional é inderrogável (não pode ser
negociada) entre as partes, mas em razão do Valor e Território pode ser estabelecida entre
as partes.

➢ Ausência de oposição (Art.114. CPC) – Se o réu não opuser exceção a Competência é


prorrogada (ex. o juiz em uma ação de separação só vai se tornar competente se a mulher
voluntariamente não opuser exceção)

a) Legal: Ocorre por força de lei, ou seja, a lei determina qual o juiz será competente para
determinado julgamento.
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➢ Art. 108, do CPC - Estabelece que a Ação Assessória e a Ação Cautelar têm que ser propostas
no mesmo foro da Ação Principal.

➢ Art. 800, do CPC - Estabelece que a Ação Assessória e a Ação Cautelar têm que ser propostas
no mesmo foro da Ação Principal.

Ação assessoria e ação cautelar: são ações que preexistem à ação principal, ou seja, elas antecedem
a ação principal. Duas ações têm que ser propostas no mesmo foro. Exemplo: A mulher quer separar
do marido e ingressa com a ação de separação, só que o marido é violento, a agride fisicamente,
por isso ela precisa de uma proteção e isso pode se dá com a separação de corpos. Assim, a mulher
ingressa com uma Ação Cautelar pedindo uma Medida Liminar para que o marido seja retirado da
casa e essa Ação Cautelar tem que ser proposta no mesmo foro da Ação de Separação que é a ação
principal.

Conexão: um dos Princípios básicos do Processo é o da Economia Processual no sentido de


que o Processo tem que ser julgado o mais rápido possível. Baseado nesse Princípio, algumas
causas são julgadas conjuntamente para evitar julgamentos divergentes e também evitar que
os Processos se perpetuem através do tempo, assim, ações que de alguma forma têm relação
entre elas, quando alguns Elementos da Ação são coincidentes, o julgamento das ações passa
a ser em conjunto.

AÇÃO

Quando surge um conflito de interesses cabe ao Estado, não havendo composição entre as partes,
resolver esse conflito e é somente por meio da Ação que o Estado é procurado para resolver o
conflito. Direito de Ação é o Direito ao exercício da atividade jurisdicional. A Ação é dirigida ao
Estado, não é dirigida diretamente à pessoa.

Natureza jurídica da ação: a Ação é dirigida ao Estado, tem efeitos na esfera jurídica da outra
pessoa, ou seja, o Estado interfere na esfera jurídica da outra pessoa.

Natureza constitucional da ação: de tão importante que é, o direito de ação foi alçado ao texto
constitucional, passando, portanto, a ter natureza constitucional, ou seja, a Constituição garante a
todos o direito de ação, conforme dispõe Art. 5° XXXV.

Ação penal: no campo penal a ação também goza de mesma natureza jurídica. É o Estado, por meio
do Ministério Público, o detentor da titularidade da ação penal, é o Promotor Público que ingressa
com a ação. Se alguém pratica um crime o Estado só pode punir ingressando com uma ação, porque
todos têm direito ao devido processo legal e o amplo direito de defesa.

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Requisitos (condições) para o exercício da ação: o Direito de ação é livre, porém, para se ingressar
com a Ação algumas condições têm que ser respeitadas. Portanto, somente pode ingressar com a
ação aquele que tem as seguintes condições:

a) Possibilidade jurídica: O Direito de Ação é livre, mas o Estado só vai prestar tutela jurídica
se o que se busca na Ação for juridicamente possível e juridicamente é aquilo que é
previsto como legal no ordenamento jurídico (ex.: Dívida de jogo não pode ser objeto de
Ação). No caso do exemplo a Ação é julgada sem análise do mérito porque falta
possibilidade jurídica.

b) Interesse de agir: Significa dizer que só pode ingressar com uma ação quem tiver
interesse de agir, quem tiver interesse que o Estado preste a tutela jurídica. Esse interesse
se configura em duas modalidades:

➢ Necessidade – Significa que a pessoa só tem interesse na Ação quando se faz necessária a
intervenção do Estado porque sozinha não consegue resolver o conflito (ex. Numa Ação de
cobrança, o credor tem que demonstrar para o juiz que voluntariamente o devedor não
quer pagar, do contrário não há Interesse de Agir porque não há Necessidade).

➢ Adequação – Significa que o provimento que se vai buscar no Judiciário tem que ser
adequado para a solução do conflito (ex.: o marido não pode ingressar com uma Separação
Judicial e nessa Ação pleitear que a mulher seja condenada a pagar uma dívida que ela lhe
devia; numa ação envolvendo um acidente de carro não pode a pessoa pleitear o divórcio).
Faltando o Interesse de Agir a Ação não tem nem o julgamento do mérito.

➢ Legitimidade (Art. 6°, CPC): Somente o titular do Direito e o devedor da obrigação são
partes legítimas da Ação, salvo previsto em lei, como, por exemplo, no caso de Ação
Popular, Ação Civil Pública etc. porque o moderno Processo Civil, visando maior eficiência,
busca aumentar o número de pessoas envolvidas no Processo por meio de Ações Coletivas.

Carência da ação: quando faltar qualquer uma das Condições da Ação (Possibilidade Jurídica,
Interesse de Agir, Legitimidade), o Processo é extinto sem julgamento do mérito, conforme
preveem os Artigos 295, II e III e 267, VI, do CPC.

Elementos da ação: as Ações possuem elementos que têm como objetivo identificá-las e com isso
evitar repetição em juízo. Estes elementos têm obrigatoriamente que ser identificados na Ação (Art.
282, II, II e IV, CPC), portanto, são os seguintes os requisitos obrigatórios da Petição Inicial:

a) Partes – Autor e Réu. Para ser parte não necessariamente precisa ter legitimidade;
b) Causa de pedir – Fato jurídico que ampara a pretensão deduzida em juízo;
c) Pedido(objeto) – É aquela pretensão que a parte busca com a Ação.

OBS: Havendo na mesma Ação Causa de Pedir ou Objeto, ocorre a Conexão das Ações.

Formas de repetição das ações


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1. Ações que ainda estão em andamento: Quando a Ação é repetida ainda em andamento
ocorre o fenômeno chamado Litispendência (Art. 301, § 3°, CPC).

2. Ações já julgadas: Quando a Ação que já foi julgada é repetida ocorre o fenômeno
chamado coisa julgada (Art. 301, § 3°, CPC).

Inépcia da inicial (art. 295, I E II, § ÚNICO, CPC): Os três Elementos da Ação são obrigatórios (Partes,
Causa de Pedir e Objeto). A ausência de qualquer desses elementos acarreta a INÉPCIA DA PETIÇÃO
INICIAL, ou seja, a Petição Inicial não atendeu os requisitos legais, portanto, o Processo também
não vai ter análise de mérito.

➢ A falta das condições da ação acarreta carência de ação

➢ A falta de elementos da ação acarreta a inépcia da inicial

Classificações das ações: a única forma de solucionar o conflito é através de Ação dirigida ao Estado
(Processo). Nem todas as ações são iguais. As partes muitas vezes procuram o Estado em busca de
soluções diferentes, por isso as ações se classificam em:

1. Ações cíveis: São formuladas com base no Provimento Judicial que está sendo
buscado, tem base naquilo que se vai pedir. As Ações Cíveis se dividem em:

➢ Ação de conhecimento: Nesse tipo de Ação (“Crise de Certeza” - Prof. Marcatto /” Crise de
pretensão resistida” - Profa. Ada Pellegrini Grinover) o autor vai em busca do
reconhecimento de um Direito, vai pedir que o Judiciário reconheça o seu direito. O Juiz
precisa literalmente conhecer o Processo e para isso ele tem que ouvir o autor e o réu. A
Ação de Conhecimento pode ser:

Meramente declaratória (Art. 4°, CPC) – O Autor busca apenas a existência ou inexistência
de uma relação jurídica ou de um fato relevante ou ainda a autenticidade ou falsidade de
um documento, que apenas uma sentença que declare se ele tem ou não um Direito (ex.
alguém está tendo um título protestado. Ele entra com uma ação para que o Juiz declare
que ele não está devendo). O Juiz tem que conhecer o Processo, tem que ouvir o autor e o
réu.

Condenatória – O autor busca, além do reconhecimento de um direito a condenação do


réu em razão da violação de uma norma. É uma Ação de Conhecimento, porque o Juiz tem
que conhecer o Processo ouvindo autor e Réu.

Constitutiva – O Autor busca a criação, modificação ou extinção de uma relação jurídica


(ex. Separação Judicial, pois sentença proferida irá modificar uma relação jurídica, porque
irá romper o vínculo conjugal; em um contrato de locação cujo aluguel não é pago pelo
locatário, já que a sentença na Ação de Despejo vai alterar a relação jurídica antes
existente). É uma Ação de Conhecimento, porque o juiz tem que conhecer o processo, ouvir
autor e réu.

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2. Ações executivas: O autor já não busca o reconhecimento de um direito, mas sim a
satisfação desse direito, porque a parte já tem o direito garantido que não é cumprido pela
outra parte. A Professora Ada Pellegrini chama isso de “crise de pretensão insatisfeita”. Só
pode ingressar com Ação de Execução quem possuir um Título Executivo, quer seja judicial
(Sentença na Ação de Conhecimento) ou extrajudicial.

Títulos judiciais (art. 584, CPC): São aqueles decorrentes de uma decisão Judicial.

• Sentença Condenatória.
• Sentença Penal Condenatória.
• Sentença.
• Sentença Arbitral.

Títulos extrajudiciais (ART. 585 CPC): São aqueles que não decorrem de uma decisão judicial. São
documentos para os quais a lei confere força executiva (ex.: Cheque, Nota Promissória, etc.).

Ações cautelares: São ações que buscam a preservação do Processo Principal. É o tipo de ação que
utilizada para preservar um direito futuro e uma das formas de preservar esse direito é por meio
da medida liminar. Para a concessão da Medida Liminar são necessários dois requisitos (precisa a
existência dos dois), que são:

• Fumus bônus júris (fumaça do bom direito).


• Periculum in mora (perigo na demora).

Ações penais:
1. Ação penal publica: É aquela em que o Ministério Público é o Titular da ação Penal. A Ação
Penal se inicia por meio de uma denúncia. A ação Penal Pública se divide em:

➢ Condicionada – É aquela condicionada a uma Representação, ou seja, em alguns casos o


Promotor depende de uma Representação da vítima para iniciar a ação (ex.: crime contra a
honra de funcionário público).
➢ Incondicionada – É aquela em que o Promotor inicia a ação independentemente de
qualquer Representação.

2. Ação penal de iniciativa privada: É aquela que tem iniciativa privada e a peça de início é
chamada de queixa crime (ex.: crime contra a honra). Se dividem em:

➢ Exclusivamente privada – Porque o particular decide se ingressa ou não com a ação.


➢ Subsidiária de ação penal pública – Significa que se o Promotor não ingressar com a ação
penal condicionada (que houve a Representação) o interessado ingressa com a Queixa.

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3. Ações trabalhistas:

➢ Ação individual: Aquela que a pessoa ingressa com a ação em nome próprio.
➢ Ação coletiva: Aquela que tem efeito erga omnes (alcança todos), impetradas pelo
Sindicato de determinada categoria de trabalhadores, por exemplo.

PROCESSO E PROCEDIMENTO

Processo: é o meio utilizado pelo Estado para solucionar o conflito.

Procedimento: é o meio pelo qual a lei estampa os atos e fórmulas da ordem legal do Processo.

Autos do processo: é a materialidade dos documentos de um processo.

Natureza jurídica do processo: O Processo é uma relação jurídica. Esta relação jurídica é
independente da relação jurídica de Direito Material (ex.: quando se faz um contrato, aquela
relação jurídica fez nascer uma relação de Direito Material; quando alguém comete um acidente de
trânsito, o fato faz nascer uma relação de Direito Material entre as partes envolvidas). O Processo
faz nascer uma relação jurídica processual entre as partes (ex.: João emprestou dinheiro para José
- uma relação Material. Se João eventualmente ingressar com uma ação contra José em razão do
não pagamento, nasce uma relação jurídica processual. Se em vez de ingressar com a ação contra
José, João erroneamente ingressa com a ação contra Manoel, existe uma relação Processual entre
João e Manoel, só que não existe relação de Direito Material).

Elementos da relação jurídica processual:

1. Sujeitos– Fazem parte do Processo o autor, o réu e o juiz;


2. Objeto– O Objeto do Processo se divide em:

a) Relação primária: Doutrina chama de “bem da vida”. De forma primária o autor ingressa
com a ação buscando alguma coisa (ex.: o autor ingressa com uma ação para receber um
carro que comprou e não foi entregue pelo vendedor). O autor não busca uma sentença,
ele busca uma coisa;

b) Relação secundária: O autor busca uma sentença, uma Tutela Jurisdicional do Estado para
que obtenha a coisa, para que receba o que está pedindo na ação.

Pressupostos processuais (art.267, IV, CPC): Os Pressupostos Processuais têm que estão presentes
na Ação. A falta de um destes Pressupostos acarreta a extinção do Processo sem julgamento do
mérito. Os Pressupostos são:

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a) Demanda regularmente formada – Para que o Processo seja analisado no seu mérito pelo
juiz, é verificado se no processo estão presentes todos os requisitos legais ([Link] a petição
inicial está correta, se a parte recolheu as custas, se o réu foi corretamente citado etc.);
b) Capacidade – Uma das condições da ação é a Legitimidade, só pode entrar com a ação o
titular do direito e só pode ser réu o devedor da obrigação. Capacidade é diferente de
Legitimidade, significa que a parte para ingressar com o Processo tem que ser legalmente
capaz (ex.: não pode uma criança ingressar com um Processo porque não tem capacidade);
c) Investidura do destinatário – Significa que a ação tem que ser destinada a alguém que
tenha jurisdição, que tenha competência para julgar.

Regras dos pressupostos processuais: na realização dos atos processuais têm que ser observados
os seguintes procedimentos:

a) Lugar (art.176, CPC): Significa a verificação do lugar onde serão realizados os atos
Processuais. A regra é que o ato seja realizado na sede do Juízo competente. Existem várias
exceções.

b) Tempo: Quando se fala em tempo, verifica-se a época e os prazos:

Época (Aart.172, CPC): Os atos processuais serão realizados das 6 às 20 horas e dentro desse
período os Tribunais de Justiça podem estabelecer os horários. Para alguns atos, como, por
exemplo, a citação e penhora de bens, o juiz pode autorizar a prático do ato fora do horário (Art.
172, § 2°, CPC).

Prazos: É o espaço temporal entro do qual o ato deve ser realizado, as partes têm um prazo, um
limite para realizar determinados atos. Os prazos se classificam em:

❑ Prazos dilatórios – São aqueles em que é fixada uma distância(prazo) mínima para a prática
do ato processual (ex.: o Art. 192, do CPC dispõe que ninguém será intimado para
comparecer ao fórum com menos de 24 horas de antecedência).

❑ Prazos apelatórios – São aqueles que fixam uma distância(prazo) máxima para a prática do
ato processual (ex:. a fixação do prazo de contestação, prazo de recurso etc.)

❑ Prazos legais – São aqueles previstos em lei, a lei fixa o prazo (ex.: Art. 177, CPC).
❑ Prazos judiciais – É aquele fixado pelo juiz (ex. o Juiz pode, por exemplo, determinar a
apresentação de um documento em 5 dias (Art. 177, segunda parte, CPC). O juiz só pode
fixar prazo se a lei for omissa, ele não pode fixar prazo contrário à lei.

❑ Prazos convencionais – São aquele estabelecidos pelas partes (ex.: as partes que estão em
vias de fechar um acordo podem pedir para o juiz lhes conceder um prazo maior)

❑ Prazos ordinários (ou dilatórios) – São aqueles que podem ser alterados pelas partes ((ex.:
o prazo que o juiz fixou).

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❑ Prazos peremptórios – São aqueles que não podem ser alterados pela parte (ex.: o prazo
de contestação).

❑ Prazos próprios – São aqueles que podem acarretar a preclusão (ex.: se o advogado perde
um prazo e não apresenta a contestação, ocorre a preclusão do direito).

❑ Prazos impróprios – São aqueles que não acarretam a preclusão (ex.: o prazo do juiz não
preclui, se ele não praticar um ato dentro do prazo ele pode até sofrer sanção
administrativa, mas não há preclusão).

Preclusão: é a perda do direito de realizar um ato processual. Se o prazo for perdido pela não
realização do ato no tempo previsto é chamado de Preclusão Temporal e se o prazo foi perdido em
razão da prática de um ato incompatível com outro já realizado se chama de Preclusão Lógica (ex.
fui condenado a pagar R$ 1.000,00 e paguei. Eu tinha 15 dias para recorrer da sentença, mas preferi
pagar. Depois de pagar eu recorri. Houve uma Preclusão Lógica porque o ato de recorrer é
incompatível com o primeiro ato (de pagar). Quando a faculdade processual já foi realizada ocorre
a Preclusão Consumativa (ex. fui intimado a apresentar a contestação em 15 dias e o fiz em 3 dias.
Só que no quarto dia me surgiram novas ideias, então eu apresento nova contestação. Neste caso
ocorreu a Preclusão Consumativa porque o Ato já havia se consumado).

Preclusão temporal: Prazo perdido pela não realização do ato no tempo previsto.

Preclusão lógica: Prazo perdido em razão da prática de ato incompatível com outro já realizado
(ex.: fui condenado a pagar e tinha 15 dias para recorrer, mas em vez de recorrer preferi pagar
Depois de pagar eu recorri).

Preclusão consumativa: Prazo perdido em razão da faculdade processual já ter sido realizada (ex.:
fui intimado a apresentar a contestação em 15 dias e o fiz em 3 dias, só que no quarto dia me
surgiram novas ideias, então eu apresento nova contestação).

Contagem de prazo (art. 184, CPC)

• Exclui o início e conta o final.


• Não inicia e nem termina sábado, domingo ou feriado.
• Não começa e nem termina sábado, domingo ou feriado, mas se começou em dia útil ele
conta o sábado, domingo e feriado.
• “dies a quo” - dia de início do prazo.
• “dies a quem” - dia do vencimento do prazo.

Modo: Significa a linguagem utilizada para a prática do ato processual.

➢ Linguagem (art. 13, CF E art. 156, CPC) – Os atos processuais são realizados na língua
portuguesa, podendo ser das seguintes formas:

❑ Forma oral - Exemplo: a Petição Inicial.


❑ Forma escrita. Exemplo: oitiva de testemunhas (é ato oral, mas reduzido a termo)

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➢ Rito: Significa que dependendo do tipo de processo há uma diferença no procedimento
(ex.: o Processo de Execução é diferente do Processo de Conhecimento etc.).

PROCESSO

Processo e procedimento: etimologicamente, processo significa "marcha avante", do latim,


procedere = seguir avante. Por muito tempo o termo processo foi confundido com a simples
sucessão de atos processuais (procedimento), sendo comuns definições que o colocavam nesse
plano.

Já, o procedimento é, nesse quadro, apenas o meio extrínseco pelo qual se instaura, desenvolve-
se e termina o processo; é a manifestação exterior deste, a sua realidade fenomenológica
perceptível. A noção de processo é essencialmente teleológica, porque ele se caracteriza por sua
finalidade de exercício do poder (no caso, jurisdicional). A noção de procedimento é puramente
formal, não passando da coordenação de atos que se sucedem. Conclui-se, pois, que o
procedimento (aspecto formal do processo) é o meio pelo qual a lei estampa os atos e fórmulas
da ordem legal do processo. Ou seja, na exteriorização o processo se revela como uma sucessão
ordenada de atos dentro de modelos previstos pela lei, que é o procedimento.

Características do processo quanto aos sujeitos: O Processo é dirigido ao Estado para que ele
interfira na esfera jurídica de outra pessoa. Possui as seguintes características:

1. Tem caráter tríplice: Porque integram o Processo:


• Juiz;
• Autor;
• Réu.

Litisconsórcio: Quando na figura do polo ativo ou do polo passivo tiver mais de uma pessoa forma-
se a figura Jurídica do Litisconsórcio. Litisconsórcio é a pluralidade de pessoas no polo ativo ou no
polo passivo da ação. A parte que figura como Litisconsórcio é chamada de Litisconsorte.

Classificação do litisconsórcio:

a) Ativo: A pluralidade de pessoas ocorre no Polo Ativo, há mais de um autor no Processo;


b) Passivo: A pluralidade de pessoas ocorre no Polo Passivo, há mais de um Réu no Processo;
c) Misto – A pluralidade de pessoas ocorre tanto no Polo Ativo como no Polo Passivo, há mais
de um Autor e mais de um Réu no Processo;
d) Necessário (Art. 47, CPC): Quando for indispensável para a Ação por força da lei, a lei obriga
a figura do Juri consórcio (ex.: Ação Real Imobiliária é obrigatória a presença de ambos os
cônjuges na Ação, a Ação tem que ser contra o marido e a mulher);
e) Facultativo (Art. 46, CPC) – É aquele em que não há obrigatoriedade, ele se forma por
vontade das partes, O Autor da Ação pode escolher.
f) Simples – A decisão proferida no Processo é diferente para os Litisconsortes.
g) Unitário – A decisão proferida no Processo é a mesma para todos os Litisconsortes.

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Intervenção de terceiros no processo: é o ingresso de alguém, intervenção de alguém como
Assistente do Autor ou do Réu no Processo alheio, em função da lei, quando sua esfera jurídica
puder ser afetada pela decisão do Juiz. Quem não figura como parte no Processo, mas que tem
interesse na Ação a lei permite que ele seja admitido no Processo, ou seja, ele passa a ser Parte no
Processo por vontade própria ou por vontade de uma das partes (ex.: alguém ingressa com uma
Ação contra a Empresa “A” em razão de ter sofrido um dano causado por empregado de Empresa
“B” que é terceirizada pela empresa “A”. A Empresa terceirizada é chamada a fazer parte do
Processo, porque ela poderá ser afetada pela decisão do juiz);

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