Direito, Conflitos e Resolução Social
Direito, Conflitos e Resolução Social
Sociedade e Direito
Nos primórdios da civilização, o que se tinha como pré direito era a lei do mais forte, onde, como o
próprio nome diz, aquele que se superasse em relação aos demais tinha as melhores oportunidades,
mulheres, bens etc.
Relação entre direito e sociedade, porque o homem sentiu a necessidade de se organizar para viver.
Depois de instituído, o direito se tornou a mais importante e eficaz forma de controle social.
Conflitos e insatisfações
Os conflitos e insatisfações são fatores antissociais, porque são esses fatores que causam problemas
entre os homens e surgem no momento que uma pessoa, querendo um bem para si, seja bem
material ou qualquer direito, não consegue porque: aquele que poderia satisfazer sua pretensão,
não satisfaz (ex: quando uma pessoa não entrega um bem que o outro quer).
Quando o próprio direito proíbe a satisfação voluntária dessa satisfação (ex: quando a pessoa
pretende algo defeso pelo Direito).
Para a eliminação desses fatores antissociais podem existir ações que as resolvam provenientes de
uma das pessoas envolvidas no conflito, ou por ato das duas pessoas envolvidas, ou por ato de
terceiro estranho a relação.
a) Autotutela:
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Atualmente quando estamos a frente de um problema, ajuizamos um processo e o Estado, na
pessoa do Juiz, nos dá a solução do conflito. Contudo primordialmente não existia a presença do
Estado na resolução dos conflitos, porque o Estado não tinha forca imperativa para conseguir impor
suas vontades (leis) sobre os ímpetos das pessoas. Dessa forma aquele que quisesse fazer valer uma
vontade sua teria que fazê-lo pela forca.
Nessa época, a título de exemplo, era permitida inclusive a vingança privada. A esse regime damos
o nome de autotutela.
Características da autotutela:
b) Autocomposição:
Após a autotutela surge a autocomposição pela qual as partes, mediante acordo, compunham suas
diferenças abrindo mão parcial ou total de seu direito.
O que pode ser resolvido sem o judiciário? Direitos disponíveis e indisponíveis, que permitem
transação (alimentos direito disponíveis), mas é permitido a transação de valores.
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A mediação de conflitos, é método de autocomposição, sendo que o mediador visa ajudar as partes
a estabelecerem uma comunicação saudável para alcançar um acordo.
Função social: pacificação entre todos, uma vez que se relaciona com o resultado do exercício da
jurisdição perante a sociedade e sobre a vida gregária dos seus membros e felicidade pessoal de
cada um.
Função política: quando visa a preservação do valor liberdade, a oferta de meios de participação
nos destinos da nação e do Estado e a preservação do ordenamento jurídico e da própria autoridade
deste;
CAPÍTULO II
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Função ordenadora do direito: é coordenar interesses que se manifestam na vida social, de modo
organizar a cooperação entre as pessoas e compor os conflitos que se verificaram entre seus
membros.
➔ Direito Objetivo: faculdade individual de exigir o cumprimento dos preceitos que lhe diga
respeito, tem a ver com legitimidade (sendo legítimo aquele que está na lei - existem formas de
legitimidade)
• Instrumento que a sociedade dispõe para impor modelo culturais, ideais, coletivas e valores
a serem perseguidos.
• Não é suficiente para evitar conflitos que possam surgir entre as pessoas.
Os conflitos de interesse são embates que surgem quando indivíduos ou grupos buscam satisfazer
suas necessidades, desejos e pretensões, podendo levar à disputa, violência e desordem social. Eles
surgem quando alguém não consegue alcançar um bem desejado porque a outra parte não o
concede ou porque o direito proíbe sua satisfação voluntária. Esses conflitos são considerados
patológicos quando ameaçam a paz social e os valores humanos juridicamente relevantes.
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Fontes do direito processual
• Lei;
• CF;
• Lei ordinária federal;
• Sumulas vinculantes;
• Lei estadual;
• Tratados internacionais
1ª onda: proteção aos hipossuficientes e assistência judiciária gratuita (art. 98, CPC) - pessoas
naturais, e agora, pessoas jurídicas passam a ter acesso à justiça gratuita.
2ª onda: surgimento de novos direitos e tutela coletiva (art. 100, CDC) - possibilidade de ações
coletivas
Aplicação da lei processual no tempo: tem aplicação imediata e não retroage (mas há exceções
para beneficiar o réu).
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Direito material e processual
Direito material: é a essência, são normas que estabelecem direitos e obrigações nas relações entre
os indivíduos (ex. propriedade, vida).
Direito processual: é o direito formal (sendo a forma feita pra ser respeitada), o direito instrumental
(no qual o instrumento é o processo). São normas atinentes ao comportamento, à competência, e
a forma como o Estado-juiz conduz o processo. É um instrumento a serviço do direito material.
• Princípio da instrumentalidade da forma (ex: não pode trocar crime por denúncia),
exemplo: no art. 5º, CF; incisos sobre ação popular, habeas corpus, mandado de segurança,
• Exemplos: CF é mista; CC é material; CP é material; CPP é processual; CPC é processual.
Espécies de interesses
C. difusos, quando transcende, inclusive, a soma dos interesses individuais e afeta a sociedade
como um todo, em seus objetivos básicos.
CAPÍTULO III
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PRINICPIOS GERAIS DO DIREITO PROCESSUAL
O intuito desse princípio é não deixar que as partes sejam lesadas com práticas não especificadas.
“Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”, inciso LIV, art.
5 da Constituição Federal. Trata-se, portanto, de norma fundamental do Direito que garante que os
atos processuais se realizem em conformidade à lei vigente.
Além disso, a doutrina também divide esse princípio entre devido processo legal formal (as
garantias processuais) e o devido processo legal substancial (que seria a proporcionalidade e
razoabilidade nas decisões em si).
o devido processo legal não se aplica apenas no processo judicial, mas também se dirige ao processo
legislativo, judicial e negocial.
Regra geral: se não houve prejuízo a defesa conserva se o ato viciado → princípio da conservação.
Alcançar a finalidade.
Orienta a interpretação dos atos processuais eventualmente defeituosos que não serão anulados
desde que tenha atingido sua finalidade e não tenha gerado prejuízo.
Exemplo: citação com o CNPJ errado, todavia o réu apresenta defesa sem prejuízos, ou seja,
alcançou a finalidade.
PRINCÍPIO DA ORALIDADE
2. Cognação do juiz:
TJ fato direito
1° e 2° instancia
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• STJ-direitos: analisa violações a leis federais, exemplo código civil.
• STF- direitos: violações à Constituição federal
1. Natureza política: autocontrole das decisões. CNJ faz o controle da atividade adm.
3. Natureza psicológica: julgamento colegiado traz efeitos psicológicos, crédito dos órgãos
superiores.
PRINCÍPIO DA IGUALDADE
O Princípio da Igualdade é o senhor de todos os outros sendo o primeiro ade todos os outros direitos
fundamentais previstos no art. 5º em virtude de todos os direitos necessariamente serem
reconhecidos indistintamente e em igualdade de condições. O princípio da igualdade é dirigido a
todos os Poderes.
Formal: todos são iguais perante a lei, art. 5° caput da CF. → abstrato e geral.
Juizado especial: justiça gratuita é em primeira instância, grau recursal recolhe custas processuais.
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O princípio da lealdade processual, também denominado de princípio da moralidade e de princípio
da boa-fé, está positivado no art. 5º, do CPC/15, que dispõe que "aquele que de qualquer forma
participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé", e aplicado de forma mais
minuciosa no art.
É obrigação de ambas as partes que devem agir eticamente sob pena de litigância de má fé.
Induzir a juiz a erro por meio de litigância de má fé, artigo 80° do CPC.
PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE
JUIZ – IMPARCIAL
RELAÇÃO EQULIBRADA
REU AUTOR
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Impedimento e suspeição:
Suspeição: vínculo objetivo com alguma das partes seja por amizade inimizade.
Juiz natural: o cargo de juiz deve estar previamente previsto por lei no art. 5° XXXV, sendo vedado
tribunais de exceção.
Juiz competente: todo juiz possui uma área específica de atuação. Exemplo: hoje o juiz do trabalho
não pode decidir em ação de alimentos porque sua competência é trabalho.
O contraditório é o momento em que o acusado enfrenta as razões postas contra ele. A ampla
defesa por sua vez é a oportunidade que deve ter o acusado de mostrar suas razões. No
contraditório, o acusado procura derrubar a verdade da acusação e na ampla defesa ele sustenta a
sua verdade
• citação,
• intimação
• notificação.
Defesa ampla: a parte pode utilizar-se de todos os meios lícitos e admitidos para buscar a tutela de
direitos ou contrapor a pretensão autoral.
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OBS: a ampla defesa e o contraditório são garantias em processo judiciário e administrativo.
Bilateralidade do processo: todos os atos processuais devem ter a participação de ambas as partes,
evitando surpresas.
Processo justo
Contraditório X direito de influência: a sociedade pode influir nos atos decisórios estatais através
de argumentação discursiva por meio de exercício do contraditório.
É o princípio pelo qual compete ao juiz, uma vez instaurada a relação processual, mover o
procedimento de fase em fase, até exaurir a função jurisdicional.
Regras procedimentais, o juiz sabe o que deve fazer já que há previsto legal.
Uma vez que foi iniciada a ação, o judiciário tem o dever de prestar a jurisdição que lhe dando
sequência até a sentença (parte do autor).
Jurisdição e inerte: a propositura da ação parte do autor, mas o juiz deve promover o andamento
processual.
Consiste na regra de que o juiz depende da iniciativa das partes quanto a instauração da causa e às
provas, assim como às alegações em que se fundamentará a decisão
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Princípio do dispositivo: cabe às partes promover e as provas com a finalidade de convencer o juiz.
Exemplo: ação de nulidade contratual o ônus da prova cabe ao autor, já que ele alega razões
inerentes à nulidade.
Juiz não interfere na atividade probatória já que não precisa provar nada apenas apreciar
as provas apresentadas.
Livre investigação das provas: aplicável especialmente ao processo penal ao se busca a verdade
real.
1. Verdade real: reproduzir provas com qualidade capazes de retratar a realidade dos fatos,
processo penal.
2. Verdade formal: verdade constante dos autos ou que não está nos autos não está no
mundo. Art. 370 do CPC.
Juiz é o destinatário das provas por isso ao documento de poderes na instrução do documento.
É um direito garantido a qualquer pessoa que tenha sofrido ameaça ou violação de direitos, para
provocar o judiciário (inerte).
Base normativa: art. 5°, XXXV, CF, CPC art. 2° e CPP art. 24°.
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Desdobramentos:
➔ Sua aplicação é ampla no processo civil, todavia, há exceções no processo penal e são essas:
a) Ação penal privada, infrações de menor potencial ofensivo (transação penal ou acordo
de não persecução penal). Mesma regra, adota-se a indispobilidade no CPP.
Desdobramentos:
Parcialidade do juiz: se o juiz desde início as ações serem parcial, por isso sua jurisdição é inerte e
precisa ser provocada, ele é espectador e sua inercia se rompe com a postura da ação.
EXCEÇÕES: o único processo que começa de ofício é o de restauração dos autos e falência.
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
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Publicidade Formal: requisito de validade e/ou eficácia jurídica a atos convocatórios, intimações,
contratos da Administração etc.
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Voluntaria: protelar o processo.
➔ Reclusão:
CAPÍTULO VI
a) Eficácia no espaço
A lei processual é regulada pelo princípio da territorialidade por razão de ordem política e prática.
Política porque a norma processual tem por objeto disciplinar a atividade jurisdicional que se
desenvolve através do processo. A atividade jurisdicional é manifestação do poder soberano do
Estado e por isso não poderia ser regulada por leis estrangeiras sem inconvenientes para a boa
convivência internacional.
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Prática porque as dificuldades práticas quase insuperáveis que surgiriam com a movimentação da
máquina judiciária de um Estado soberano mediante atividades regidas por normas e institutos do
direito estrangeiro.
A territorialidade esta insculpida no art. 1º do CPC.
b) Eficácia no tempo:
As leis processuais brasileiras estão sujeitas a LICC. Assim salvo disposição em contrário começam
a viger após a VACATIO LEGIS. A lei processual terá validade imediata e geral respeitando o ato
jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido (LICC 6º) e, via de regra, não terá validade até
que outra lei a revogue (2º LICC)
Com relação aos casos já em andamento, para saber se aplicamos a lei anterior ou a nova, o nosso
direito adotou a teoria do isolamento dos atos processuais, pela qual a lei nova não atinge os atos
processuais já praticados, nem seus efeitos, mas se aplicam aos atos processuais a praticar, sem
limitações relativas às chamadas fases processuais. Expressa no art. 2º do CPP e 1211 do CPC.
A) Método gramatical: como as leis são feitas de palavras o intérprete deve analisá-las de
dispositivos legais não são interpretados de forma isolada, mas sim de acordo com todo o
ordenamento, ex: inventário 982 do CPC nos diz sobre incapaz que é definido pelo CC.
Portanto esse método usamos quando analisamos uma lei levando em conta outra lei.
C) Método histórico: como a lei é criada durante a nossa história, analisamos a lei de acordo
com a vontade do legislador quando criou a lei atendendo aos anseios da sociedade da
época. Ex atualmente as leis criadas sobre a criminalidade levam em consideração a
violência vivenciada pela sociedade.
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D) Método comparativo: os diversos ramos do direito podem enfrentar problemas idênticos
ou analógicos, logo a lei e a decisão a serem aplicados são usadas em comparação para
solucionar o caso concreto.
E) Método declarativo: é aquele que atribui a lei o exato significado das palavras que a
expressam;
F) Método extensivo: quando a interpretação da lei leva a aplicação em casos que não estão
expressamente em seu texto.
G) Método restritivo: é a interpretação que limita o âmbito de aplicação da lei a um círculo
Interpretação e integração
Lei e ordenamento jurídico são coisas diferentes. Enquanto no ordenamento não existem lacunas,
haja vista que sempre em algum ramo do direito haverá uma norma aplicável ao caso concreto, a
Lei não é igual. Por mais criativo e imaginário que o legislador pudesse ter sido ao criar uma
determinada lei ele não poderia prever todas as situações a que ela teria de disciplinar. Mas se num
caso concreto acontece uma lacuna o que acontece? Fica sem julgamento?
Extingue o processo?
O art. 126 do CPC diz que o juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou
obscuridade da lei.
Por isso para preencher as lacunas deixadas pelo legislador o direito processual utiliza a analogia e
os princípios gerais de direito.
Consiste a analogia em resolver um caso não previsto em lei, mediante a utiliza; ao de regra jurídica
relativa à hipótese semelhante. (interpretação comparativa)
Quando a analogia não permite ou não consegue resolver o problema deve-se recorrer aos
princípios gerais de direito, que compreendem não apenas os princípios decorrentes do próprio
ordenamento jurídico, como inda aqueles que o informam e lhe informam e lhe são anteriores e
transcendentes.
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JURISDIÇÃO
É uma das funções do Estado, mediante a qual este se substitui aos titulares dos interesses em
conflito para, imparcialmente, buscar a pacificação do conflito que os envolve, com justiça.
Caráter substitutivo: exercendo a jurisdição o Estado substitui as atividades daqueles que estão
envolvidos no conflito trazido à apreciação.
A única atividade permitida pela lei ao particular quando surge um conflito é provocar o Estado
para resolver o problema, por conta da exclusividade do poder do Estado em processar e julgar.
Características da jurisdição:
C) Imutabilidade dos atos jurisdicionais: somente os atos judiciais podem ser atingidos pela
imutabilidade. A coisa julgada é a imutabilidade dos efeitos de uma sentença, em virtude
da qual nem as partes podem repropor a mesma demanda em juízo ou comportar-se de
modo diferente daquele preceituado, nem os juízes podem voltar a decidir a respeito, nem
o próprio legislador pode emitir preceitos que contrariem, para as partes, o que já ficou
definitivamente julgado.
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1. Heterocomposição: um estranho decisão tomada por um terceiro imparcial.
• Um estranho substitui a vontade das partes e determina a solução do problema
apresentado.
• Ideia de subjetividade: jurisdição não é uma ação meramente declaratória ela deve ser
criativa
• Juiz é ao mesmo tempo estranho e desinteressado, ou seja, ele é imparcial.
OBS:
Imparcialidade Neutralidade
• Sentença além do pedido (“extra petita): trata-se de uma decisão judicial que
ultrapassa os limites do que foi solicitado pelas partes envolvidas no processo. Art.
203 do CPC.
• Sentença diversa do pedido “extra petita”: é aquela na qual o juiz concede pedido
diverso daquele postulado pelo autor. Pode dizer respeito ao pedido mediato
(objeto da relação de direito material; bem da vida), ou ao pedido imediato (tutela
jurisdicional). Art. 492 do CPC.
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• Sentença que não aprecia o pedido (citra petita): a sentença que não aprecia todos
os pedidos de mérito da inicial deve ser desconstituída, para que outra em seu lugar
seja proferida, sob pena de, assim não se procedendo, violar-se o duplo grau de
jurisdição. art. 490 do CPC.
Princípios da jurisdição:
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Há a necessidade de cooperação das outras autoridades para realizar atividades fora de
determinado território
2. Indegabilidade O exercício da função jurisdicional não pode ser delegado órgão não pode
delegar poder decisório a terceiros.
• Entretanto admite hipóteses que autoriza a delegação de outros poderes judiciais
como poder instrutório ou poder delitivo do processo e o poder de execução das
decisões.
• há uma exceção no artigo 217 da Constituição federal, pois é necessário que antes do
ajuizamento da ação na justiça comum tenha sido exauridas as instâncias da justiça
desportiva.
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Competência quantidade de jurisdição que é atribuída a cada órgão
7. Inevitabilidade: as partes envolvidas não podem impedir a decisão sob o caso, e, por isso,
são obrigadas a cumpri-las. princípio da inafastabilidade: toda lesão ou ameaça ao direito
do cidadão não poderá ficar escondida do Poder Judiciário.
Poderes da jurisdição:
A Civil é exercida, em sentido amplo, pela Justiça Estadual, Federal, Trabalhista e Eleitoral. Em
sentido estrito pela Justiça Federal e pela Justiça dos Estados.
Jurisdição especial e comum: Existem justiças que exercem justiça comum, ex: justiças estaduais e
federais. Existem justiças que exercem justiça especial, ex: justiça militar, eleitoral e trabalhista.
Jurisdição de direito e equidade: Jurisdição de direito é aquela que segue a lei. Decidir por equidade
significa decidir sem as limitações impostas pela regulamentação legal. Afastar se da lei para aplicar
um julgamento
Jurisdição voluntaria:
Existem atos jurídicos da vida dos particulares que se revestem de importância transcendentes aos
limites da esfera de interesses das pessoas diretamente empenhadas, passando a interessar
também à própria coletividade. Em vista disso o legislador impõe para a validade desses atos de
repercussão na vida social, a necessária participação de um órgão público.
Quando há essa necessidade ele, Estado, o faz emitindo declaração de vontade, querendo o ato em
si e querendo também o resultado objetivado pelas partes. Lembram-se quando eu disse que a
função jurídica do Estado na atuação do processo é a aplicação do direito, aqui vemos isso de forma
bem clara, o Estado visando a atuação da lei exige a sua participação para a validade, visando a
segurança jurídica.
Ex: reconhecimento de firma para transferir um veículo.
Trata-se de manifesta limitação aos princípios de autonomia e liberdade, limitação justificada pelo
interesse social nesses atos da vida privada. Quando esses atos, apesar de serem consensuais e
amigáveis, exigirem a participação de um juiz temos a Jurisdição voluntaria.
Ex: num inventário em que haja consenso entre os herdeiros, o juiz age somente de forma a conferir
e confirma a vontade das partes. Numa separação consensual o juiz também só participa de forma
a conferir o regular processamento do feito.
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Ex: na expedição de um alvará judicial para saque de valor existente em conta do pai falecido o juiz
só confere os documentos e expede o alvará.
Ou seja, o segredo está em não existir conflito, é uma exceção à regra da característica da lide da
jurisdição.
Contenciosa: É aquela em que não há um consenso entre as partes, não conseguem solução
amigável para o conflito.
Voluntária: É aquela em não há conflito, mas que o Estado precisa intervir exercendo apenas uma
atuação administrativa sobre alguns atos de particulares porque eles são importantes para o
Direito, como, por exemplo, na compra de um imóvel, abertura de empresa, etc. É uma
administração pública de interesses privados.
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Juizados Especiais: fazem parte do poder Judiciário, cada um vinculados às suas justiças. Se for
Federal faz parte da Justiça Federal. Se for Juizado Estadual faz parte da Justiça dos Estados.
COMPETÊNCIA
Competências dos órgãos da justiça brasileira: Há vários órgãos do Poder Judiciário no Brasil, mas
a Jurisdição (o poder que tem o Estado de resolver conflitos) é uma só. Entretanto, como é
impossível através de um só órgão o Estado julgar todos os Processos do Brasil, ele divide esta
Jurisdição (atribui competências), no sentido de que cada um dos órgãos julgue determinadas
matérias e processos, o que é chamado de Competência.
Competência: é o poder conferido pela lei (Princípio do Juiz Natural) ao órgão de jurisdição para
proferir julgamentos para solução de conflitos. Julgamentos por órgãos que não têm competência
são nulos.
Jurisdição: é o poder de exercer a Jurisdição nos limites estabelecidos pela lei. Cada órgão só exerce
a Jurisdição dentro das medidas fixadas pela lei.
Juiz natural: Na Justiça Brasileira prevalece o Princípio do Juiz Natural (aquele juiz que recebe
competência para julgar determina conflito de interesse, só ele pode julgar. Ex. se alguém bate o
carro no carro do Presidente do Tribunal de Justiça ele não pode escolher um Juiz para julgar o
processo, o julgamento é feito pelo Juiz Natural). Se o processo for julgado por quem não tem
competência, esse processo pode ser (porque existe competência Relativa ou Absoluta) nulo ou
anulado.
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Critério objetivo: Leva em conta elementos da lide, ou seja, leva em consideração os elementos do
próprio processo. Dependendo da Matéria, da Pessoa ou do Valor da Causa o julgamento vai ser
realizado por um juiz distinto(diferente).
➢ Em razão do valor da causa (Art.132, CPC) – O valor da causa critério utilizado para
determinar qual juiz fará o julgamento. Por exemplo, as causas com valor de até 40 salários-
mínimos pode (opção do autor) ser julgado pelo Juizado Especial Civil (lei 9099/95).
Dependendo do valor da causa envolvida na lide o procedimento é diferenciado.
Critério funcional (art. 132 CPC): o Legislador parte do pressuposto que num mesmo processo (não
no mesmo instante, mas em instâncias distintas) mais de um juiz pode proferir decisão. Por esse
critério o Legislador estabelece quando começa e até onde vai a competência de cada juiz no
processo.
A competência é estabelecida de acordo com a função do julgador (mais de um juiz pode ter função
em determinados processos. Ex. No Tribunal a competência do julgamento é de mais de um juiz e
em primeiro grau é julgamento monocrático).
a) Ações Pessoais e Ações Reais Sobre Bens Móveis - O julgamento será no local de domicílio
do réu;
b) Réu com vários domicílios (Art.94, § 1°, CPC) – O julgamento pode ser em qualquer um dos
endereços;
c) Réu com domicílio incerto (Art.94, § 2°, CPC) – O julgamento será onde o réu for
encontrado ou no domicílio do Autor;
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d) Réu sem domicílio (Art. 94, § 3°, CPC) – O julgamento será no local de domicílio do Autor,
ou em qualquer foro;
e) Ação contra vários réus com domicílios diversos (Art.94, § 4°, CPC) – O julgamento será no
local de domicílio de qualquer um dos réus, por opção do Autor da Ação.
Foro especial: são critérios especiais estabelecidos pelo Legislador para determinados julgamentos,
que são(alguns):
a) Foro de ações de bens reais imobiliários (Art.95, CPC) - O local de julgamento será aquele
onde está situada a coisa, podendo o autor optar pelo Foro de Eleição (aquele estabelecido
pelas partes em contrato).
b) Foro de sucessões (Art. 96, CPC) – O local de julgamento será o local de domicílio do autor
da herança.
c) Foro de incapazes (Art. 98, CPC) – O local de julgamento será no local de domicílio do
Representante do incapaz.
d) Foro de pessoas jurídicas (- Art. 100, IV, "a", "b", "c" e "d", CPC) - Existem 4 hipóteses:
e) Contra a União (Art. 109, § 2º, CF) – Existem 4 opções, a critério do autor:
o Distrito Federal;
o Domicílio do autor
o Local do bem
o Local dos fatos.
e) Contra Estados, Municípios e Pessoas Jurídicas Privadas (Art. 100, IV, "a" e "b", CPC) – O
foro é o local da sede da Pessoa Jurídica.
f) Foro de separação e divórcio (Art. 100, I, CPC) - O foro será o local de domicílio da mulher.
g) Foro de ações de alimentos (Art. 100, II, CPC) – O foro será o local de domicílio do
Alimentando (aquele que vai receber os alimentos).
h) Foro de acidente de veículos (Art.100, § único, CPC) – O foro será o local de domicílio do
autor ou local do fato.
Competência para julgamento de ações trabalhistas: em regra, é competente para julgar causas
trabalhistas o juiz do local da prestação dos serviços, independente do domicílio do empregado
(Art. 651, CLT). A exceção é para ações de empregados que prestam serviços em locais diversos (ex.:
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o viajante). Nesse caso o julgamento é no local da sede da empresa ou no local onde está possuir
filial.
Competência: é aquele poder que o órgão judicial ou o juiz recebe para poder proferir uma decisão,
resolver o conflito de interesses. Não pode resolver conflito quem não tem competência para tal.
Essa competência é outorgada pela lei (Constituição e leis infraconstitucionais).
Princípio do juiz natural (art. 5°, LIII, CF: é uma garantia constitucional. Significa que a Constituição
Federal estabelece que ninguém será julgado ou sentenciado senão pela autoridade judiciária
competente, pelo juiz que a lei outorga poder (antes do fato). Fora disso o julgamento será nulo.
Essa Competência pode ser de duas ordens:
b) Não pode ser prorrogada – Significa que a Competência Absoluta não pode ser prorrogada,
nem mesmo por vontade das partes, ou seja, se o juiz não tem competência não pode ele
passar a ter a competência para julgar a matéria diferente daquela para a qual ele recebeu
competência (Ex.: num litígio em razão de um acidente de carro as partes não podem, por
qualquer razão, levar a ação para ser julgada pelo Juiz do Trabalho);
c) Pode(deve) ser declarada de ofício (Art.113, CPC) – Significa que o juiz deve reconhecer
sua incompetência mesmo que as partes não alegue, sem requerimento de nenhum a das
partes. Sob pena de nulidade do processo, o Juiz DEVE declarar sua incompetência (ex.: se
uma questão relacionada a um acidente de carro for levada para julgamento na justiça do
trabalho o juiz tem a obrigação de declarar sua incompetência);
d) Pode ser arguida em qualquer momento processual (Art.113, CPC) – Em qualquer grau de
jurisdição, em qualquer momento processual e sem formalidade específica, podendo ser
alegada até mesmo juntamente com a defesa, na própria contestação (Preliminar de
Contestação) o réu pode alegar a Incompetência do juiz. Não há prazo para isso, mas o réu
responde pelas custas em razão da demora para a alegação (pode o réu ter interesse em
demorar alegar a incompetência);
f) Permite o ingresso de ação rescisória (Art. 485) – A Ação Rescisória tem por objetivo
rescindir uma ação (só para os casos previstos no Art. 485 do CPC) já transitada em julgado
(ex. se uma ação foi julgada por juiz incompetente). O prazo para ingressar com a Ação
Rescisória é de 2 anos após ser proferida a sentença.
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2. Competência relativa: tem as seguintes características:
a) Leva em conta o interesse privado – Leva em conta os interesses das partes envolvidas no
processo (A lei dispõe que o réu, em regra, tem que ser demandado em seu local de
domicílio, levando em conta o Princípio da Ampla Defesa, mas em alguns casos ele pode
não querer ser demandado no local do seu domicílio);
c) É estabelecida por meio do critério territorial (competência do juiz para julgar dentro da
sua jurisdição), e do Valor da Causa.
d) Prorroga-se a competência se o réu não opuser exceção (Art,114, CPC) – O juiz que a
princípio era incompetente passa a ser competente porque o réu nada alegou. Se o réu não
quiser ou perder o prazo. Uma vez prorrogada a exceção não pode mais ser alegada.
a) Voluntaria: ocorre por vontade das partes. A Prorrogação Voluntária ocorre nas seguintes
hipóteses:
➢ Foro de eleição (Art. 111, CPC) – Quando as partes elegem um foro para o julgamento de
um conflito. Tem quer ser expressa (por meio de Contrato escrito). Só pode ocorrer se a
Competência for relativa (ex. não posso em uma questão sobre batida de carro escolher o
Foro de Eleição) e normalmente Eleição de Foro trata-se de Competência Territorial.
Competência em razão da Matéria e da Hierarquia Funcional é inderrogável (não pode ser
negociada) entre as partes, mas em razão do Valor e Território pode ser estabelecida entre
as partes.
a) Legal: Ocorre por força de lei, ou seja, a lei determina qual o juiz será competente para
determinado julgamento.
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➢ Art. 108, do CPC - Estabelece que a Ação Assessória e a Ação Cautelar têm que ser propostas
no mesmo foro da Ação Principal.
➢ Art. 800, do CPC - Estabelece que a Ação Assessória e a Ação Cautelar têm que ser propostas
no mesmo foro da Ação Principal.
Ação assessoria e ação cautelar: são ações que preexistem à ação principal, ou seja, elas antecedem
a ação principal. Duas ações têm que ser propostas no mesmo foro. Exemplo: A mulher quer separar
do marido e ingressa com a ação de separação, só que o marido é violento, a agride fisicamente,
por isso ela precisa de uma proteção e isso pode se dá com a separação de corpos. Assim, a mulher
ingressa com uma Ação Cautelar pedindo uma Medida Liminar para que o marido seja retirado da
casa e essa Ação Cautelar tem que ser proposta no mesmo foro da Ação de Separação que é a ação
principal.
AÇÃO
Quando surge um conflito de interesses cabe ao Estado, não havendo composição entre as partes,
resolver esse conflito e é somente por meio da Ação que o Estado é procurado para resolver o
conflito. Direito de Ação é o Direito ao exercício da atividade jurisdicional. A Ação é dirigida ao
Estado, não é dirigida diretamente à pessoa.
Natureza jurídica da ação: a Ação é dirigida ao Estado, tem efeitos na esfera jurídica da outra
pessoa, ou seja, o Estado interfere na esfera jurídica da outra pessoa.
Natureza constitucional da ação: de tão importante que é, o direito de ação foi alçado ao texto
constitucional, passando, portanto, a ter natureza constitucional, ou seja, a Constituição garante a
todos o direito de ação, conforme dispõe Art. 5° XXXV.
Ação penal: no campo penal a ação também goza de mesma natureza jurídica. É o Estado, por meio
do Ministério Público, o detentor da titularidade da ação penal, é o Promotor Público que ingressa
com a ação. Se alguém pratica um crime o Estado só pode punir ingressando com uma ação, porque
todos têm direito ao devido processo legal e o amplo direito de defesa.
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Requisitos (condições) para o exercício da ação: o Direito de ação é livre, porém, para se ingressar
com a Ação algumas condições têm que ser respeitadas. Portanto, somente pode ingressar com a
ação aquele que tem as seguintes condições:
a) Possibilidade jurídica: O Direito de Ação é livre, mas o Estado só vai prestar tutela jurídica
se o que se busca na Ação for juridicamente possível e juridicamente é aquilo que é
previsto como legal no ordenamento jurídico (ex.: Dívida de jogo não pode ser objeto de
Ação). No caso do exemplo a Ação é julgada sem análise do mérito porque falta
possibilidade jurídica.
b) Interesse de agir: Significa dizer que só pode ingressar com uma ação quem tiver
interesse de agir, quem tiver interesse que o Estado preste a tutela jurídica. Esse interesse
se configura em duas modalidades:
➢ Necessidade – Significa que a pessoa só tem interesse na Ação quando se faz necessária a
intervenção do Estado porque sozinha não consegue resolver o conflito (ex. Numa Ação de
cobrança, o credor tem que demonstrar para o juiz que voluntariamente o devedor não
quer pagar, do contrário não há Interesse de Agir porque não há Necessidade).
➢ Adequação – Significa que o provimento que se vai buscar no Judiciário tem que ser
adequado para a solução do conflito (ex.: o marido não pode ingressar com uma Separação
Judicial e nessa Ação pleitear que a mulher seja condenada a pagar uma dívida que ela lhe
devia; numa ação envolvendo um acidente de carro não pode a pessoa pleitear o divórcio).
Faltando o Interesse de Agir a Ação não tem nem o julgamento do mérito.
➢ Legitimidade (Art. 6°, CPC): Somente o titular do Direito e o devedor da obrigação são
partes legítimas da Ação, salvo previsto em lei, como, por exemplo, no caso de Ação
Popular, Ação Civil Pública etc. porque o moderno Processo Civil, visando maior eficiência,
busca aumentar o número de pessoas envolvidas no Processo por meio de Ações Coletivas.
Carência da ação: quando faltar qualquer uma das Condições da Ação (Possibilidade Jurídica,
Interesse de Agir, Legitimidade), o Processo é extinto sem julgamento do mérito, conforme
preveem os Artigos 295, II e III e 267, VI, do CPC.
Elementos da ação: as Ações possuem elementos que têm como objetivo identificá-las e com isso
evitar repetição em juízo. Estes elementos têm obrigatoriamente que ser identificados na Ação (Art.
282, II, II e IV, CPC), portanto, são os seguintes os requisitos obrigatórios da Petição Inicial:
a) Partes – Autor e Réu. Para ser parte não necessariamente precisa ter legitimidade;
b) Causa de pedir – Fato jurídico que ampara a pretensão deduzida em juízo;
c) Pedido(objeto) – É aquela pretensão que a parte busca com a Ação.
OBS: Havendo na mesma Ação Causa de Pedir ou Objeto, ocorre a Conexão das Ações.
2. Ações já julgadas: Quando a Ação que já foi julgada é repetida ocorre o fenômeno
chamado coisa julgada (Art. 301, § 3°, CPC).
Inépcia da inicial (art. 295, I E II, § ÚNICO, CPC): Os três Elementos da Ação são obrigatórios (Partes,
Causa de Pedir e Objeto). A ausência de qualquer desses elementos acarreta a INÉPCIA DA PETIÇÃO
INICIAL, ou seja, a Petição Inicial não atendeu os requisitos legais, portanto, o Processo também
não vai ter análise de mérito.
Classificações das ações: a única forma de solucionar o conflito é através de Ação dirigida ao Estado
(Processo). Nem todas as ações são iguais. As partes muitas vezes procuram o Estado em busca de
soluções diferentes, por isso as ações se classificam em:
1. Ações cíveis: São formuladas com base no Provimento Judicial que está sendo
buscado, tem base naquilo que se vai pedir. As Ações Cíveis se dividem em:
➢ Ação de conhecimento: Nesse tipo de Ação (“Crise de Certeza” - Prof. Marcatto /” Crise de
pretensão resistida” - Profa. Ada Pellegrini Grinover) o autor vai em busca do
reconhecimento de um Direito, vai pedir que o Judiciário reconheça o seu direito. O Juiz
precisa literalmente conhecer o Processo e para isso ele tem que ouvir o autor e o réu. A
Ação de Conhecimento pode ser:
Meramente declaratória (Art. 4°, CPC) – O Autor busca apenas a existência ou inexistência
de uma relação jurídica ou de um fato relevante ou ainda a autenticidade ou falsidade de
um documento, que apenas uma sentença que declare se ele tem ou não um Direito (ex.
alguém está tendo um título protestado. Ele entra com uma ação para que o Juiz declare
que ele não está devendo). O Juiz tem que conhecer o Processo, tem que ouvir o autor e o
réu.
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2. Ações executivas: O autor já não busca o reconhecimento de um direito, mas sim a
satisfação desse direito, porque a parte já tem o direito garantido que não é cumprido pela
outra parte. A Professora Ada Pellegrini chama isso de “crise de pretensão insatisfeita”. Só
pode ingressar com Ação de Execução quem possuir um Título Executivo, quer seja judicial
(Sentença na Ação de Conhecimento) ou extrajudicial.
Títulos judiciais (art. 584, CPC): São aqueles decorrentes de uma decisão Judicial.
• Sentença Condenatória.
• Sentença Penal Condenatória.
• Sentença.
• Sentença Arbitral.
Títulos extrajudiciais (ART. 585 CPC): São aqueles que não decorrem de uma decisão judicial. São
documentos para os quais a lei confere força executiva (ex.: Cheque, Nota Promissória, etc.).
Ações cautelares: São ações que buscam a preservação do Processo Principal. É o tipo de ação que
utilizada para preservar um direito futuro e uma das formas de preservar esse direito é por meio
da medida liminar. Para a concessão da Medida Liminar são necessários dois requisitos (precisa a
existência dos dois), que são:
Ações penais:
1. Ação penal publica: É aquela em que o Ministério Público é o Titular da ação Penal. A Ação
Penal se inicia por meio de uma denúncia. A ação Penal Pública se divide em:
2. Ação penal de iniciativa privada: É aquela que tem iniciativa privada e a peça de início é
chamada de queixa crime (ex.: crime contra a honra). Se dividem em:
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3. Ações trabalhistas:
➢ Ação individual: Aquela que a pessoa ingressa com a ação em nome próprio.
➢ Ação coletiva: Aquela que tem efeito erga omnes (alcança todos), impetradas pelo
Sindicato de determinada categoria de trabalhadores, por exemplo.
PROCESSO E PROCEDIMENTO
Procedimento: é o meio pelo qual a lei estampa os atos e fórmulas da ordem legal do Processo.
Natureza jurídica do processo: O Processo é uma relação jurídica. Esta relação jurídica é
independente da relação jurídica de Direito Material (ex.: quando se faz um contrato, aquela
relação jurídica fez nascer uma relação de Direito Material; quando alguém comete um acidente de
trânsito, o fato faz nascer uma relação de Direito Material entre as partes envolvidas). O Processo
faz nascer uma relação jurídica processual entre as partes (ex.: João emprestou dinheiro para José
- uma relação Material. Se João eventualmente ingressar com uma ação contra José em razão do
não pagamento, nasce uma relação jurídica processual. Se em vez de ingressar com a ação contra
José, João erroneamente ingressa com a ação contra Manoel, existe uma relação Processual entre
João e Manoel, só que não existe relação de Direito Material).
a) Relação primária: Doutrina chama de “bem da vida”. De forma primária o autor ingressa
com a ação buscando alguma coisa (ex.: o autor ingressa com uma ação para receber um
carro que comprou e não foi entregue pelo vendedor). O autor não busca uma sentença,
ele busca uma coisa;
b) Relação secundária: O autor busca uma sentença, uma Tutela Jurisdicional do Estado para
que obtenha a coisa, para que receba o que está pedindo na ação.
Pressupostos processuais (art.267, IV, CPC): Os Pressupostos Processuais têm que estão presentes
na Ação. A falta de um destes Pressupostos acarreta a extinção do Processo sem julgamento do
mérito. Os Pressupostos são:
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a) Demanda regularmente formada – Para que o Processo seja analisado no seu mérito pelo
juiz, é verificado se no processo estão presentes todos os requisitos legais ([Link] a petição
inicial está correta, se a parte recolheu as custas, se o réu foi corretamente citado etc.);
b) Capacidade – Uma das condições da ação é a Legitimidade, só pode entrar com a ação o
titular do direito e só pode ser réu o devedor da obrigação. Capacidade é diferente de
Legitimidade, significa que a parte para ingressar com o Processo tem que ser legalmente
capaz (ex.: não pode uma criança ingressar com um Processo porque não tem capacidade);
c) Investidura do destinatário – Significa que a ação tem que ser destinada a alguém que
tenha jurisdição, que tenha competência para julgar.
Regras dos pressupostos processuais: na realização dos atos processuais têm que ser observados
os seguintes procedimentos:
a) Lugar (art.176, CPC): Significa a verificação do lugar onde serão realizados os atos
Processuais. A regra é que o ato seja realizado na sede do Juízo competente. Existem várias
exceções.
Época (Aart.172, CPC): Os atos processuais serão realizados das 6 às 20 horas e dentro desse
período os Tribunais de Justiça podem estabelecer os horários. Para alguns atos, como, por
exemplo, a citação e penhora de bens, o juiz pode autorizar a prático do ato fora do horário (Art.
172, § 2°, CPC).
Prazos: É o espaço temporal entro do qual o ato deve ser realizado, as partes têm um prazo, um
limite para realizar determinados atos. Os prazos se classificam em:
❑ Prazos dilatórios – São aqueles em que é fixada uma distância(prazo) mínima para a prática
do ato processual (ex.: o Art. 192, do CPC dispõe que ninguém será intimado para
comparecer ao fórum com menos de 24 horas de antecedência).
❑ Prazos apelatórios – São aqueles que fixam uma distância(prazo) máxima para a prática do
ato processual (ex:. a fixação do prazo de contestação, prazo de recurso etc.)
❑ Prazos legais – São aqueles previstos em lei, a lei fixa o prazo (ex.: Art. 177, CPC).
❑ Prazos judiciais – É aquele fixado pelo juiz (ex. o Juiz pode, por exemplo, determinar a
apresentação de um documento em 5 dias (Art. 177, segunda parte, CPC). O juiz só pode
fixar prazo se a lei for omissa, ele não pode fixar prazo contrário à lei.
❑ Prazos convencionais – São aquele estabelecidos pelas partes (ex.: as partes que estão em
vias de fechar um acordo podem pedir para o juiz lhes conceder um prazo maior)
❑ Prazos ordinários (ou dilatórios) – São aqueles que podem ser alterados pelas partes ((ex.:
o prazo que o juiz fixou).
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❑ Prazos peremptórios – São aqueles que não podem ser alterados pela parte (ex.: o prazo
de contestação).
❑ Prazos próprios – São aqueles que podem acarretar a preclusão (ex.: se o advogado perde
um prazo e não apresenta a contestação, ocorre a preclusão do direito).
❑ Prazos impróprios – São aqueles que não acarretam a preclusão (ex.: o prazo do juiz não
preclui, se ele não praticar um ato dentro do prazo ele pode até sofrer sanção
administrativa, mas não há preclusão).
Preclusão: é a perda do direito de realizar um ato processual. Se o prazo for perdido pela não
realização do ato no tempo previsto é chamado de Preclusão Temporal e se o prazo foi perdido em
razão da prática de um ato incompatível com outro já realizado se chama de Preclusão Lógica (ex.
fui condenado a pagar R$ 1.000,00 e paguei. Eu tinha 15 dias para recorrer da sentença, mas preferi
pagar. Depois de pagar eu recorri. Houve uma Preclusão Lógica porque o ato de recorrer é
incompatível com o primeiro ato (de pagar). Quando a faculdade processual já foi realizada ocorre
a Preclusão Consumativa (ex. fui intimado a apresentar a contestação em 15 dias e o fiz em 3 dias.
Só que no quarto dia me surgiram novas ideias, então eu apresento nova contestação. Neste caso
ocorreu a Preclusão Consumativa porque o Ato já havia se consumado).
Preclusão temporal: Prazo perdido pela não realização do ato no tempo previsto.
Preclusão lógica: Prazo perdido em razão da prática de ato incompatível com outro já realizado
(ex.: fui condenado a pagar e tinha 15 dias para recorrer, mas em vez de recorrer preferi pagar
Depois de pagar eu recorri).
Preclusão consumativa: Prazo perdido em razão da faculdade processual já ter sido realizada (ex.:
fui intimado a apresentar a contestação em 15 dias e o fiz em 3 dias, só que no quarto dia me
surgiram novas ideias, então eu apresento nova contestação).
➢ Linguagem (art. 13, CF E art. 156, CPC) – Os atos processuais são realizados na língua
portuguesa, podendo ser das seguintes formas:
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➢ Rito: Significa que dependendo do tipo de processo há uma diferença no procedimento
(ex.: o Processo de Execução é diferente do Processo de Conhecimento etc.).
PROCESSO
Já, o procedimento é, nesse quadro, apenas o meio extrínseco pelo qual se instaura, desenvolve-
se e termina o processo; é a manifestação exterior deste, a sua realidade fenomenológica
perceptível. A noção de processo é essencialmente teleológica, porque ele se caracteriza por sua
finalidade de exercício do poder (no caso, jurisdicional). A noção de procedimento é puramente
formal, não passando da coordenação de atos que se sucedem. Conclui-se, pois, que o
procedimento (aspecto formal do processo) é o meio pelo qual a lei estampa os atos e fórmulas
da ordem legal do processo. Ou seja, na exteriorização o processo se revela como uma sucessão
ordenada de atos dentro de modelos previstos pela lei, que é o procedimento.
Características do processo quanto aos sujeitos: O Processo é dirigido ao Estado para que ele
interfira na esfera jurídica de outra pessoa. Possui as seguintes características:
Litisconsórcio: Quando na figura do polo ativo ou do polo passivo tiver mais de uma pessoa forma-
se a figura Jurídica do Litisconsórcio. Litisconsórcio é a pluralidade de pessoas no polo ativo ou no
polo passivo da ação. A parte que figura como Litisconsórcio é chamada de Litisconsorte.
Classificação do litisconsórcio:
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Intervenção de terceiros no processo: é o ingresso de alguém, intervenção de alguém como
Assistente do Autor ou do Réu no Processo alheio, em função da lei, quando sua esfera jurídica
puder ser afetada pela decisão do Juiz. Quem não figura como parte no Processo, mas que tem
interesse na Ação a lei permite que ele seja admitido no Processo, ou seja, ele passa a ser Parte no
Processo por vontade própria ou por vontade de uma das partes (ex.: alguém ingressa com uma
Ação contra a Empresa “A” em razão de ter sofrido um dano causado por empregado de Empresa
“B” que é terceirizada pela empresa “A”. A Empresa terceirizada é chamada a fazer parte do
Processo, porque ela poderá ser afetada pela decisão do juiz);
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