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Estudo do Método dos Deslocamentos

O documento aborda o estudo do método dos deslocamentos para resolver problemas em estruturas hiperestáticas, destacando a importância de métodos matemáticos específicos para o dimensionamento estrutural. O objetivo é capacitar o leitor a resolver e interpretar diagramas de esforços em estruturas hiperestáticas, utilizando um sistema de equações de equilíbrio matricial. O conteúdo programático inclui análise de deslocabilidades, montagem de matrizes de rigidez e aplicação prática do método em casos numéricos.

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Estudo do Método dos Deslocamentos

O documento aborda o estudo do método dos deslocamentos para resolver problemas em estruturas hiperestáticas, destacando a importância de métodos matemáticos específicos para o dimensionamento estrutural. O objetivo é capacitar o leitor a resolver e interpretar diagramas de esforços em estruturas hiperestáticas, utilizando um sistema de equações de equilíbrio matricial. O conteúdo programático inclui análise de deslocabilidades, montagem de matrizes de rigidez e aplicação prática do método em casos numéricos.

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Estudo do método dos deslocamentos

As estruturas hiperestáticas não podem ter seus diagramas de esforços construídos


de forma direta, uma vez que a obtenção do traçado e das reações de apoio a partir
das equações de equilíbrio não é possível.

Como o dimensionamento estrutural depende diretamente dos carregamentos,


esforços e reações de apoio das estruturas, sejam elas isostáticas ou hiperestáticas,
precisamos de soluções matemáticas diferentes para resolver problemas que
envolvam estruturas hiperestáticas.

Sendo assim, o curso de estruturas hiperestáticas contempla o estudo do método dos


deslocamentos como uma possível solução para resolver os casos de estruturas
hiperestáticas.

Objetivo

Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:

• Resolver problemas de estruturas hiperestáticas pelo método dos


deslocamentos.
• Elaborar diagramas de esforços para estruturas hiperestáticas pelo método dos
deslocamentos.
• Interpretar diagramas de esforços para estruturas hiperestáticas pelo método
dos deslocamentos.

Conteúdo Programático

Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas:

• Tema 1 - Análise das deslocabilidades e sistema hipergeométrico


• Tema 2 - Sistema de equações de equilíbrio matricial
• Tema 3 - Aplicações numéricas

Na prática, a maioria das estruturas é hiperestática, fazendo parte do estudo da teoria


das estruturas a resolução de problemas a partir da aplicação de métodos
matemáticos diferentes.

Vamos imaginar o seguinte: você precisa resolver o problema a seguir, que trata de
um pórtico bi-engastado.

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Claramente, a estrutura apresentada é hiperestática.

Em princípio, você poderia dizer que a única forma de resolver esse problema seria
transformar essa estrutura em um problema isostático, com resolução já conhecida por
você. Ou seja, utilizar o método das forças. E se dissermos que podemos utilizar um
método diferente? Um método que nos permite transformar a estrutura em um caso
com deformações conhecidas e então utilizar essas situações para determinar as
reações de apoio e os diagramas finais. Interessante, não é mesmo? Então, fique
atento, pois a análise de problemas de estruturas hiperestáticas pelo método dos
deslocamentos vai começar agora.

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Tema 1
Análise das deslocabilidades e sistema
hipergeométrico

Como definir o sistema hipergeométrico?


Em sua maioria, as estruturas representadas, mesmo as hiperestáticas, possuem
liberdade para se deslocar. Estamos falando de pequenos deslocamentos.
Chamamos, então, de deslocabilidade toda possibilidade de deslocamento liberada
na estrutura hiperestática.

Vamos avaliar o pórtico adiante com sua configuração deformada:

Observe que todas as barras sofreram deformações incluem rotações e deslocamentos.

O Método dos deslocamentos consiste em restringir graus de movimentos, com a


finalidade de transformar cada barra da estrutura em um caso de deformação já
conhecido, ou seja, vamos travar a estrutura. Se em um ponto ela pode girar, vamos
colocar uma placa para travar essa rotação. Se em outro ponto ela pode se deslocar,
vamos colocar um apoio para travar o deslocamento naquela direção.

Vamos aplicar essa teoria para entender?

Os nós superiores se deslocam para a direita, correto? E se nós colocarmos


um apoio de primeiro gênero no nó superior direito? Vamos ver o que
acontece?

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Veja que interessante: ao colocar esse apoio, travamos essa deformação da estrutura,
mas o pórtico ainda apresenta rotação em todos os nós e deslocamento vertical nos
nós superiores.

Agora, pense: como você pode resolver esse problema e travar a estrutura?

Se você disse que podemos colocar placas nos nós para evitar as rotações e apoios
que travem o movimento vertical e horizontal, você acertou!

A figura anterior retrata um modelo estrutural obtido a partir do modelo original, mas
que contém vínculos, ou apoios fictícios, adicionados. Os apoios fictícios vão “prender”
ou “travar” a estrutura. Se tirarmos o carregamento, vamos ter o que chamamos de
SISTEMA HIPERGEOMÉTRICO (SH). Veja:

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Cada vinculação adicionada impede uma deslocabilidade. Repare que todas as barras
se encontram com as duas extremidades engastadas. Isso quer dizer que impedimos
os deslocamentos horizontais, verticais e a rotação. Uma vez definido o SH, o próximo
passo é isolar cada um dos casos, quando assumimos que uma das deslocabilidades
inicialmente travada é não nula e as demais são nulas.

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Tema 2
Sistema de equações de equilíbrio matricial

Como se obtém o sistema de equações de equilíbrio


pelo método dos deslocamentos?
Grande parte dos programas computacionais utilizam o método dos deslocamentos.
Se compararmos o método dos deslocamentos com o método das forças, podemos
perceber que o método dos deslocamentos é mais simples. O primeiro motivo é a
escolha do sistema hipergeométrico, pois não há várias formas de se fazer isso, como
no método das forças. O segundo ponto vamos estudar agora. O cálculo dos
coeficientes de rigidez do sistema de equações finais de equilíbrio é bem mais
simples.

Como sabemos, ao definir o sistema hipergeométrico, estamos determinando o


número de casos em estudo. Basicamente, o método consiste em travar a estrutura e
ir impondo deslocamento igual a 1 para cada vínculo estabelecido.

Para a figura apresentada no tema anterior, teríamos então um total de 8 casos em


estudo, mais o caso 0, que seria aquele sistema com o carregamento ao qual a
estrutura está submetida.

Neste momento, você deve estar se perguntando: “Como isso pode ser mais
fácil do que o método das forças? Eu tenho que resolver 9 casos diferentes!”

A grande questão aqui é que o método utiliza algumas simplificações que facilitam a
montagem do sistema matricial, o que acaba por reduzir o número de casos. Esse
assunto será o nosso próximo tema de estudo. O objetivo agora é que você entenda
como montar o sistema de equações de equilíbrio matricial e qual a lógica envolvida
na resolução de estruturas hiperestáticas por esse método.

Olhe para o SH mostrado a seguir. Chamamos de deslocabilidade interna às placas


adicionadas e que impedem a rotação. Em cada um dos casos com placa, vamos
inserir uma rotação não nula. Chamamos de deslocabilidade externa aos apoios de
primeiro gênero. Em cada um dos casos com apoio, vamos inserir um deslocamento
não nulo. Sendo assim, o caso 0 vai ser o SH com o carregamento da estrutura. O
caso 1 vai ser o SH com uma imposição de rotação igual a 1 em cima da placa 1 e
assim por diante. Nós precisamos descobrir qual valor de deslocamento teremos para
que os casos (1 a 8) se equilibrem com nosso caso 0. Portanto, a solução desse
problema pelo método dos deslocamentos recai em encontrar os valores que D1, D2,
D3, D4, D5, D6, D7 e D8 devem ter para que os nós fiquem em equilíbrio.

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Resumidamente, teremos:

• Caso (0) — SH com carregamento da estrutura.


• Caso (1) — Deslocabilidade D1 isolada no SH.
• Caso (2) — Deslocabilidade D2 isolada no SH.
• Caso (3) — Deslocabilidade D3 isolada no SH.
• Caso (4) — Deslocabilidade D4 isolada no SH.
• Caso (5) — Deslocabilidade D5 isolada no SH.
• Caso (6) — Deslocabilidade D6 isolada no SH.
• Caso (7) — Deslocabilidade D7 isolada no SH.
• Caso (8) — Deslocabilidade D8 isolada no SH.

Para impor a configuração deformada nos casos de 1 a 8 é necessário aplicar um


conjunto de forças e momentos nodais que mantém o SH em equilíbrio nessa
configuração.

As forças e momentos que aparecem nos apoios fictícios do SH para equilibrá-lo


quando é imposta uma configuração em que D1/D2/D3/D4/D5/D6/D7/D8 = 1 são
chamados de coeficientes de rigidez globais Kij.

Importante!

Formalmente, o coeficiente de rigidez global é definido como:

Kij → coeficiente de rigidez global: força ou momento que deve atuar na


direção de Di para manter o SH em equilíbrio quando é imposta uma
configuração deformada em que Dj = 1 e as demais deslocabilidades são
nulas.

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Traduzindo: para montar a matriz de rigidez, vamos ter que encontrar isoladamente a
força ou momento em CADA UM DOS PONTOS, em CADA UM DOS CASOS.

Exemplo
Exemplificando: no caso 1 (D1=1 e os demais iguais a zero) teríamos os
coeficientes:

K11 (momento no ponto 1, causado pelo caso 1).


K21 (momento no ponto 2, causado pelo caso 1).
K31 (momento no ponto 3, causado pelo caso 1).
.
K81 (força no ponto 8, causada pelo caso 1).

A obtenção desses coeficientes se dá por meio do uso de tabelas que serão indicadas
no próximo tema de estudo.

Pense que você vai ter que descobrir Kij para cada um dos casos do SH.

Após determinar os dos coeficientes de rigidez você precisa determinar os termos de


carga. Eles aparecem no caso 0 e são chamados assim pois são efeitos dos
carregamentos externos da estrutura.

Eles são definidos como:


βi0 → reação no apoio fictício associado à deslocabilidade Di para equilibrar o SH
quando atua a solicitação externa isoladamente, isto é, com deslocabilidades de
valores nulos.

Exemplo
Exemplificando: No caso 0 (D1 a D8 =0 e o SH está submetido aos
carregamentos) teríamos os seguintes termos de carga:

β10 (momento no ponto 1, causado pelo caso 0).


β20 (momento no ponto 2, causado pelo caso 0).
β30 (momento no ponto 3, causado pelo caso 0).
.
β80 (força no ponto 8, causada pelo caso 0).

A obtenção dos termos de carga se dá a partir do uso de tabelas que serão indicadas
no próximo tema de estudo.

De posse dos termos de carga e dos coeficientes de rigidez, podemos então montar o
sistema de equilíbrio. O equilíbrio da estrutura original é restabelecido quando se
anulam os efeitos dos apoios fictícios do SH. Sendo assim, teremos:

𝑗𝑗=𝑛𝑛

𝛽𝛽𝑖𝑖0 + � 𝐾𝐾𝑖𝑖𝑖𝑖 ∙ 𝐷𝐷𝑗𝑗 = 0


𝑗𝑗=1

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Como a matriz é simétrica, sabemos que 𝐾𝐾𝑖𝑖𝑖𝑖 = 𝐾𝐾𝑗𝑗𝑗𝑗
O objetivo é usar o sistema de equilíbrio para encontrar os valores Dj a partir da
resolução da matriz, ou sistema linear.

Para obter os esforços internos e as reações de apoio, o processo é bem simples:


pega-se o valor do caso 0 e soma-se com o valor do caso j multiplicado pelo valor Dj.

𝑗𝑗=𝑛𝑛

𝑀𝑀 = 𝑀𝑀0 + � 𝑀𝑀𝑗𝑗 ∙ 𝐷𝐷𝑗𝑗


𝑗𝑗=1
𝑗𝑗=𝑛𝑛

𝑁𝑁 = 𝑁𝑁0 + � 𝑁𝑁𝑗𝑗 ∙ 𝐷𝐷𝑗𝑗


𝑗𝑗=1
𝑗𝑗=𝑛𝑛

𝑄𝑄 = 𝑄𝑄0 + � 𝑄𝑄𝑗𝑗 ∙ 𝐷𝐷𝑗𝑗


𝑗𝑗=1

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Tema 3
Aplicações numéricas

Como obter esforços e reações em estruturas


hiperestáticas pelo método dos deslocamentos?
Resumidamente, a resolução de estruturas hiperestáticas pelo método dos
deslocamentos segue as seguintes etapas:

• Etapa 01: determinar sistema hipergeométrico.


• Etapa 02: determinar a matriz de rigidez a partir da análise de cada caso
isolado.
• Etapa 03: determinar os termos de carga analisando caso 0 isolado.
• Etapa 04: formular o sistema de equações de equilíbrio.
• Etapa 05: obtenção dos deslocamentos D.
• Etapa 06: obtenção dos efeitos finais na estrutura hiperestática.

Para que seja possível uma simplificação no número de casos a serem avaliados, o
método das forças parte dos seguintes pontos:

• Desprezaremos deformações axiais nas barras (isso elimina algumas


deslocabilidades que antes eram consideradas).
• Eliminaremos trechos com balanços (vamos quebrar o balanço, resolvê-lo
como uma viga engastada e descarregar as reações no ponto em que
quebramos da estrutura original).
• Não consideraremos rotações como incógnitas em articulações com rótulas.
• Um nó com engaste não deve receber uma chapa na criação do SH.
• Um nó que tem apoio do 2º gênero, no qual só converge uma barra, não deve
receber uma chapa na criação do SH.

Leitura
Para determinar a matriz de rigidez, vamos usar as figuras 9.10, 9.13 e 9.15 do livro de
Luiz Fernando Martha: Análise de Estruturas - Conceitos e Métodos Básicos,
Capítulo 9, disponível na Minha Biblioteca.

Ele traz os coeficientes de rigidez para diferentes tipos de vinculações:


9.10 – Barra Engastada-Engastada.
9.13 – Barra Rotulada-Engastada.
9.15 – Barra Engastada-Rotulada.

Em cada uma das imagens, temos as situações de aplicação de um deslocamento


perpendicular à barra (em cada extremidade) e as situações de rotação da barra em
cada extremidade.

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Para determinar os termos de carga, vamos usar a figura a seguir:

Fonte: Adaptado de: Formulário Método dos deslocamentos. Estruturas - UFPR [s. d.].

Fonte: Adaptado de: Formulário Método dos deslocamentos. Estruturas - UFPR [s. d.].

Vamos analisar o caso a seguir e obter o diagrama de momento fletor da


estrutura?

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Considere que todas as barras possuem 𝐸𝐸𝐸𝐸 = 105 𝑘𝑘𝑘𝑘⁄𝑚𝑚 ²

Dadas as regras de simplificação, a determinação do SH se torna mais simples.


Temos que colocar uma placa no nó C e outra no nó D. Como o apoio E impede que
os nós C e D se desloquem horizontalmente e vamos desconsiderar as deformações
axiais, não há necessidade de posicionar nenhum apoio de primeiro gênero.

Logo, teremos o seguinte SH:

Quando colocamos essas placas nos nós C e D, basicamente estamos engastando os


nós. Sendo assim, se analisarmos individualmente cada barra, teremos as vinculações
mostradas na figura adiante:

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É importante entender as vinculações das barras isoladas para saber qual caso você
vai pegar nas figuras que trazem as representações das barras isoladas, seja para
obter a matriz de rigidez (Caso 1 e Caso 2) ou para obter os termos de carga (Caso 0).
O apoio de segundo gênero é considerado um apoio rotulado. Logo, a extremidade E
está rotulada.

Agora que já entendemos o SH, vamos determinar os valores de cada caso.

Caso 0 – SH com carregamento:

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𝑞𝑞𝐿𝐿2 10∙32
𝛽𝛽10 = = = 7,5 (Analisar a posição 1 – rotação- no caso 0)
12 12

−𝑞𝑞𝐿𝐿2 3𝑃𝑃𝑃𝑃 10∙32 3∙10∙3


𝛽𝛽20 = + = + = −7,5 + 5,625 = −1,875 (Analisar a posição 2-
12 16 12 16
rotação- no caso 0).

Obs.: é importante lembrar que as reações de apoio verticais fictícias, dos engastes
das barras isoladas, é transmitida aos apoios A e B.

Caso 1 – D1=1 e D2=0

4𝐸𝐸𝐸𝐸 4𝐸𝐸𝐸𝐸
𝐾𝐾11 = + = +2,476𝐸𝐸𝐸𝐸
3,5 3

2𝐸𝐸𝐸𝐸
𝐾𝐾21 = = +0,667𝐸𝐸𝐸𝐸
3,0

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Caso 2 – D1=0 e D2=1

4𝐸𝐸𝐸𝐸 4𝐸𝐸𝐸𝐸 3𝐸𝐸𝐸𝐸


𝐾𝐾22 = + + = +3,476𝐸𝐸𝐸𝐸
3 3,5 3

2𝐸𝐸𝐸𝐸
𝐾𝐾12 = = +0,667𝐸𝐸𝐸𝐸
3,0

Agora, podemos montar a matriz de equilíbrio:

𝐾𝐾 𝐾𝐾12 𝐷𝐷1 𝛽𝛽
𝐸𝐸𝐸𝐸 � 11 � × � � + � 10 � = 0
𝐾𝐾21 𝐾𝐾22 𝐷𝐷2 𝛽𝛽20

2,476 0,667 𝐷𝐷1 7,5


𝐸𝐸𝐸𝐸 � � × � � = −� �
0,667 3,476 𝐷𝐷2 −1,875

2,476 0,667 𝐷𝐷1 −7,5


𝐸𝐸𝐸𝐸 � �×� �=� �
0,667 3,476 𝐷𝐷2 1,875

−3,35
𝐷𝐷1 = 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟
𝐸𝐸𝐸𝐸
1,18
𝐷𝐷2 = 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟
𝐸𝐸𝐸𝐸

De posse dos valores de D1 e D2, podemos determinar os valores dos momentos em


cada ponto:

𝑀𝑀𝑀𝑀 = 𝑀𝑀𝑀𝑀𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐0 + 𝑀𝑀𝑀𝑀𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐1 ∙ 𝐷𝐷1 + 𝑀𝑀𝑀𝑀𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐2 ∙ 𝐷𝐷2


2𝐸𝐸𝐸𝐸 −3,35 1,18
𝑀𝑀𝑀𝑀 = 0 + ∙ +0∙ = −1,9
3,5 𝐸𝐸𝐸𝐸 𝐸𝐸𝐸𝐸
−3,35 2𝐸𝐸𝐸𝐸 1,18
𝑀𝑀𝑀𝑀 = 0 + 0 ∙ + ∙ = 0,7
𝐸𝐸𝐸𝐸 3,5 𝐸𝐸𝐸𝐸

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4𝐸𝐸𝐸𝐸 −3,35 1,18
𝑀𝑀𝑀𝑀𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = 0 + ∙ +0∙ − 3,9
3,5 𝐸𝐸𝐸𝐸 𝐸𝐸𝐸𝐸
2𝐸𝐸𝐸𝐸 −3,35 4𝐸𝐸𝐸𝐸 1,18
𝑀𝑀𝑀𝑀𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = −7,5 + ∙ + ∙ = −8,1
3,0 𝐸𝐸𝐸𝐸 3,0 𝐸𝐸𝐸𝐸
−3,35 3𝐸𝐸𝐸𝐸 1,18
𝑀𝑀𝑀𝑀𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = +5,625 + 0 ∙ + ∙ 6,7
𝐸𝐸𝐸𝐸 3,0 𝐸𝐸𝐸𝐸
𝑀𝑀𝑀𝑀𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = 8,1 − 6,7 = 1,4(𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝í𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏𝑏ó)
𝑀𝑀𝑀𝑀 = 0(𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎ê𝑛𝑛𝑛𝑛𝑛𝑛𝑛𝑛)

De posse dos valores calculados, para traçar o diagrama é só ligar os pontos e


pendurar os valores de momento fletor no ponto de aplicação da carga pontual (Pab/L)
e no meio do vão da carga distribuída (qL²/8),

Leitura
Caso tenha alguma dúvida, consulte o Capítulo 3 do livro de Luiz Fernando Martha:
Análise de Estruturas - Conceitos e Métodos Básicos, disponível na Minha
Biblioteca.

Segue o DMF [kNm]:

Vídeo

Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no


Ambiente Virtual de Aprendizagem.

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Encerramento

Como definir o sistema hipergeométrico?


A definição do sistema hipergeométrico acontece a partir da avaliação das
deslocabilidades da estrutura. Uma vez analisadas as deslocabilidades, procede-se
com a adição das vinculações. Cada vinculação adicionada impede uma
deslocabilidade.

Como se obtém o sistema de equações de equilíbrio


pelo método dos deslocamentos?
Primeiro deve-se montar a matriz de rigidez Kij. Para isso, vamos temos que encontrar
isoladamente a força ou momento em CADA UM DOS PONTOS, em CADA UM DOS
CASOS.

Após determinar os coeficientes de rigidez deve-se determinar os termos de carga.


Eles aparecem no caso 0 e são chamados assim pois são efeitos dos carregamentos
externos da estrutura. Eles são definidos como: βi0
O equilíbrio da estrutura original é restabelecido quando se anulam os efeitos dos
apoios fictícios do SH. Sendo assim, teremos:

𝑗𝑗=𝑛𝑛

𝛽𝛽𝑖𝑖0 + � 𝐾𝐾𝑖𝑖𝑖𝑖 ∙ 𝐷𝐷𝑗𝑗 = 0


𝑗𝑗=1

O objetivo é usar o sistema de equilíbrio para encontrar os valores Dj por meio da


resolução da matriz, ou sistema linear.

Como obter esforços e reações em estruturas


hiperestáticas pelo método dos deslocamentos?
Resumidamente, a resolução de estruturas hiperestáticas pelo método dos
deslocamentos segue as seguintes etapas:

• Etapa 01: determinar sistema hipergeométrico.


• Etapa 02: determinar a matriz de rigidez a partir da análise de cada caso
isolado.
• Etapa 03: determinar os termos de carga analisando caso 0 isolado.
• Etapa 04: formular o sistema de equações de equilíbrio.
• Etapa 05: obtenção dos deslocamentos D.
• Etapa 06: obtenção dos efeitos finais na estrutura hiperestática.

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Resumo da Unidade

Dentre os vários métodos que podem ser utilizados para resolução de problemas de
estruturas hiperestáticas, nesta unidade você aprendeu a aplicar o método dos
deslocamentos. O método consiste em eliminar as deslocabilidades da estrutura a
partir da determinação de um sistema hipergeométrico. Não deixe estudar a
bibliografia indicada e aplicar o método para a resolução de outras situações.

Referências da Unidade

• MARTHA, L. Análise de Estruturas - Conceitos e Métodos Básicos. Rio de


Janeiro: Grupo GEN, 2017. ISBN 9788595153219. Minha Biblioteca.

Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos


abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino
publicado na página inicial da disciplina.

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