Motores Drive-E da Volvo: Estrutura e Funcionamento
Motores Drive-E da Volvo: Estrutura e Funcionamento
09: Motor
3/7/2025 IMPRIMIR
09: Motor
Admissão de ar e sistema de
escape
Injecção directa
Localização de componentes
Novos motores Drive-E da Volvo
Pós-tratamento dos gases de
escape
Sistema de arrefecimento
Sistema de comando do motor
Sistema de combustivel
Sistema de válvulas e transmissão
de cames
Sistema do óleo
Turbocompressor (TC)
Concepção e
funcionamento
Localização de componentes
Vista lateral (lado de
admissão)
1. Bomba de vácuo
2. borboleta
3. Motor de arranque
4. Rotor da cambota
5. Compressor A/C
6. Gerador (GEN)
7. Bomba de vácuo
8. Bomba de combustível
9. Abastecimento do óleo
Vista lateral (lado de saída)
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09: Motor Página 2 de 52
1. Regulador de vácuo
2. Compressor
3. Ressoador
4. Turbocompressor (TC)
5. Catalisador
6. Actuador by-pass
Novos motores Drive-E da
Volvo
1. Cabeça de cilindro
Cabeça de cilindros fundida em
coquilha e caixas de rolamentos da
árvore de cames fundidas sob
pressão, uma e outras em liga de
metal leve.
2. Bloco de cilindros
Fabricadas em liga de alumínio
fundida sob pressão.
Tem uma camisa de água aberta,
onde o líquido de refrigeração flui
livremente em torno da parte
superior dos cilindros.
A camisa do cilindro é fabricada em
ferro fundido e encastrada no metal.
3. Peça intermédia
Fabricadas em liga de alumínio
fundida sob pressão.
As proteções dos rolamentos da
cambota estão encastradas no
metal. As proteções são em ferro
fundido.
4. Cárter do óleo
Fabricadas em liga de alumínio
fundida sob pressão.
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09: Motor Página 3 de 52
1. Bloco de cilindros
2. Camisa em ferro fundido
3. Revestimento em alumínio
4. Reforço encastrado de
camisa em aço
Descrição geral
Os novos motores Drive-E da
Volvo têm muitas peças do
motor comuns, por ex.
cambotas, bomba de óleo,
cárter, alternador, compressor de
AC, etc. Outras peças são
semelhantes, como é o caso do
bloco do motor e do módulo de
balanceamento do motor.
Peso do motor
Os motores tanto a diesel com a
gasolina da Volvo têm bielas
fundidas a alta pressão. A placa
de base do motor tem
revestimentos de aço
encastrados e reforços de ferro
fundido nodular. Os blocos do
motor, a diesel e a gasolina, são
idênticos, exceto pela maior
altura do bloco e pelo
revestimento encastrado de aço
mais resistente no motor diesel.
O método de fundição aliado a
um design exclusivo oferece
robustez de construção e peso
leve. Apenas são necessárias
duas variantes de bloco do
motor, com o diâmetro do
rolamento principal como única
diferença. A transição para os
novos motores Drive-E trouxe
uma redução de peso de 30-
50kg.
Fricção do motor
Para minimizar os tamanhos em
stock a cambota foi fabricada em
aço forjado. O encaixe da placa
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Gasolina
Os motores a gasolina possuem
um sistema de válvulas
comprovado, de ação direta
(VVT), com tuchos de válvula
mecânicos revestidos com DLC,
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Diesel
O motor diesel, para suportar
uma pressão de cilindro de 190
bar e garantir alta potência, tem
um novo tratamento térmico
para melhorar a resistência do
material e as limitações de
temperatura. Os motores diesel
têm árvores de cames em aço
para redução de peso e maior da
dureza de material.
Cabeça de cilindro
A cabeça de cilindros dos motores a
gasolina da família VEA é de duas peças,
tendo uma tampa de suporte de cames
coprocessada e proteções de rolamento da
árvore de cames integradas. Da mesma
forma, por ex., que no motor de cinco
cilindros a gasolina B5204T8. As posições
de rolamento dianteiras da árvore de
cames não são de apoio liso, mas sim
providas de rolamentos de esferas para
minimizar a profundidade da instalação e
o atrito. Para mais informações, veja o
título "sistema de válvula".
Parafusos da cabeça de cilindros
A cabeça de cilindros está fixada ao bloco
com dez parafusos M11. Para obter
pressão de aperto suficiente, apesar das
cabeças dos parafusos terem um diâmetro
pequeno, os parafusos estão enfiados em
buchas de enroscamento para a esquerda
na cabeça do cilindros. As buchas
distribuem a força através das suas roscas
por uma vasta área na cabeça de
cilindros. A mesma técnica é utilizada nos
motores B6324S e B6304T. As buchas
têm um torx interno utilizado no aperto.
Bloco de cilindros/peça intermédia
Revestimento do bloco do motor tem,
devido a um processo de brunimento
modificado, um acabamento superficial
mais fino nas cavidades dos cilindros. A
superfície mais fina reduz o atrito entre os
anéis de pistão e a cavidade do cilindro, o
que além de contribuir para uma redução
global no atrito interno, reduz também o
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período
Peça
Para maior resistência e estabilidade e
para assegurar a circularidade no
processamento do bloco/posições de
rolamento da peça intermédia, as
proteções (5 unid.) do rolamento principal
em ferro fundido estão encastradas no
metal. Entre o bloco de cilindros e a peça
intermédia foi utilizado RTV como
elemento vedante.
Alinhamento
Cada proteção de rolamento tem um
ressalto que sobressai do plano na parte
superior da peça intermédia. Antes do
processamento do bloco e da peça
intermédia as peças são aparafusadas,
formando um sulco no bloco em cada
proteção. Os sulcos constituem um padrão
único, que garante que a fixação entre as
peças fique melhor do que no sistema
anteriores através de pinos de guia. O
bloco e a peça intermédia passam a ser
também deste modo mais fáceis de
desmontar.
Sistema da cambota
O sistema da cambota na nova família de
motores é de um modo geral o mesmo,
quer se trate de motor a gasolina ou de
motor diesel. A mesma cambota é
utilizada em todas as motorizações e os
pistões e as bielas têm pequenas
diferenças. O pacote de dois veios de
equilíbrio em contra-rotação sob a
cambota é de tecnologia idêntica em todas
as motorizações, assim como o
acionamento da bomba do óleo na parte
dianteira da cambota.
Pistões
O pistão é moldado em liga de metal leve,
constituída principalmente por alumínio e
silício. A ranhura do anel superior está
protegida por um suporte de anel no ferro
fundido para suportar as altas pressões a
que o pistão é sujeito. Na parte superior
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Amortecedor de vibrações
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1. Massa de inércia
2. Borracha
3. Cubo
4. Rebites de transporte
Variantes
Os motores Drive-E da Volvo têm dois
tipos de amortecedores de vibrações que
variam em função do peso e aparência. É
possível distingui-los, olhando para a
largura da parte exterior. 1. B4204T9, T10
(4,4kg). 2. Outras variantes (4,0 kg).
Desacoplador
Um motor de quatro cilindros tem dois
impulsos de ignição por rotação da
cambota. Dão origem a uma frequência
que é transmitida através da cambota à
polia externa. O desacoplador é utilizado
como filtro, com a função de isolar a
inércia dos dispositivos auxiliares das
pulsações do motor. A redução da
irregularidade na rotação da polia prolonga
a vida de componentes, como a correia de
transmissão, o tensor, etc. Além disso, a
força da mola tensor pode ser reduzida, o
que contribui para diminuir o consumo de
combustível.
1. Polia.
2. Alojamento
3. Molas
4. Induzido;
Função
Internamente o desacoplador atua por um
conjunto de mola que compensa as forças
que as pulsações de combustão
provocam. Por efeito de pressões no
alojamento e no arrastador central, a
parte exterior efetua uma flexão por meio
das molas de cerca de 25° para trás e
para frente. Incluindo a distância em que
as molas são comprimidas, as duas partes
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principais !"#
Fixação
O amortecedor de vibrações está fixado
contra a cambota através de um parafuso
central (M12) e quatro parafusos M8.
Anilhas de diamante
Entre a cambota e as diversas peças
existem anilhas de diamante cuja função é
garantir o atrito correto nas ligações. As
anilhas de diamante são anilhas finas em
aço revestidas de minúsculos diamantes
industriais. Os diamantes proporcionam
elevada fricção entre as superfícies. O
revestimento desgasta-se na remoção e
aperto. Por isso, é importante substituir as
anilhas por novas quando as ligações são
reinstaladas.
1. Superfície oposta
2. Diamante
3. Anilha
4. Camada de fixação
Sistema de válvulas e
transmissão de cames
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09: Motor Página 13 de 52
1. Árvore de cames de
admissão
2. Árvore de cames de escape
3. Depressor da válvula
4. Crepitações
5. Junta vedante da válvula
6. Saída
7. Refrigeração a sódio
8. Válvula de saída
9. Sede da válvula
10. Válvula de admissão
11. Entrada
12. Guia de válvula
13. Mola de válvula
14. Anilha da mola de válvula
Válvulas
O material das válvulas é aço de alta
qualidade, semelhante ao de um motor
turbo de cinco cilindros. As válvulas de
escape têm haste da válvula refrigerada a
sódio.
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Admissão: 0,2 mm
Escape: 0,52 mm
Árvores de cames
Nos motores a gasolina da família VEA são
utilizadas árvores de cames moldadas.
Para minimizar o atrito e a largura do
motor, utiliza-se um rolamento de esferas
na primeira posição de rolamento.
1. Unidade VVT
2. Caixa P
3. Rolamento de esferas
4. Anel de mola
5. Manga
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Engrenagem
O pinhão da cambota é ligeiramente oval,
o que permite compensar parcialmente a
frequência de impulsos criada na
transmissão da correia dentada. A
ovalidade é de cerca de 1 mm.
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Acionamento da correia de
auxiliares Motor B4204 T9,
T10
1. Árvores de cames
2. Roda intermédia
3. Gerador (GEN)
4. compressor do ar
condicionado (A/C).
5. Accionador de
cabota/amortecedor de
vibrações
6. Tensor automático da
correia do sistema de
auxiliares.
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7. Compressor
Tensor da correia
O tensor é libertado com uma chave de 15
mm (1) no parafuso (enroscamento para a
esquerda) na roda intermédia do tensor. O
tensor da correia tem um amortecedor
incorporado e pode ser mantido
comprimido (facilita a substituição da
correia), utilizando um pino/broca de 3
mm (2).
Correia de auxiliares,
B4204T12/T13/T15 e D4205T5
O sistema de auxiliares está localizado na
parte dianteira do motor e consiste em:
Gerador (GEN)
Compressor do ar condicionado (A/C)
Sistema do óleo
Geral
Os motores da família VEA têm
um sistema de óleo com uma
bomba de óleo variável,
arrefecimento do pistão e sensor
de nível do óleo. Os intervalos de
manutenção são 30.000 km/ano
(conforme o mercado). O óleo de
motor utilizado é um óleo
totalmente sintético SAE 0W20,
referência VCC RBS0-2AE. O
óleo, desenvolvido
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78 9:;8; 78 8;<:=8>
emissão
O componente principal da
bomba de óleo variável consiste
numa bomba de palhetas com
um anel exterior ajustável. O
deslocamento da bomba muda
de acordo com a posição do anel
exterior. Na sua posição original
a bomba tem o fluxo máximo e
fornece, portanto, a pressão de
óleo máxima, enquanto que
completamente regulada fornece
fluxo/pressão menor.
Controlo
Em função da temperatura, velocidade de
rotação e binário de saída do motor, a
bomba de óleo é modulada para uma
pressão momentaneamente otimizada.
Deste modo, é possível reduzir o consumo
de energia da bomba de óleo, o que
eventualmente contribui para redução do
consumo de combustível e das emissões.
Abaixo dos 20 °C não há modulação.
1. <10 Nm
2. 10-100 Nm
3. 100-150 Nm
4. 150-200 Nm
5. 1>200 Nm
6. Velocidade de rotação do motor
7. Pressão do óleo (Bar)
Solenóide
A regulação do anel exterior é
comandada pelo ECM através de
um solenóide localizado no
alojamento da bomba de óleo. Ao
controlar o fluxo de óleo, o anel
de ajuste gira, mudando a
excentricidade e o volume de
alimentação da bomba de
palhetas. O solenóide é
comandado continuamente por
um sinal de PWM, pelo qual
regulação total do solenóide
significa pequeno deslocamento e
pressão de óleo de aprox. 1,5
bar e, na outra posição extrema,
elevado deslocamento e uma
pressão de óleo de cerca de 4,5
bar. Se a regulação da bomba da
bomba de óleo deixar de
funcionar e o solenóide deixar de
receber alimentação, existe um
sistema de segurança, com uma
esfera e mola convencionais, que
regulam a pressão do óleo para
um máximo de 6 bar.
Sensor, nível do óleo
O motor não tem vareta convencional
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Refrigerador do óleo
Proveniente diretamente da bomba, o óleo
passa pelo radiador de óleo. O radiador é
um radiador de placas semelhante ao
utilizado nas motorizações anteriores de
motores Volvo, nos quais o espaço para o
óleo e para líquido refrigerante está
dividido alternadamente por placas.
Sistema de combustivel
1. Conector.
2. Colector de combustível
3. Sensor, pressão
combustível circuito de alta
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pressão
4.
Linha de alta pressão
5.
A bomba de alta pressão
6.
Bomba de combustível
7.
Módulo eletrónico da bomba
(PEM)
8. Linha de baixa pressão
9. Sensor, pressão
combustível circuito de
baixa pressão
10. Injector
Descrição geral
Os componentes principais do
sistema de combustível são:
A pressão do combustível no
coletor de distribuição de
combustível é de cerca de 11 MPa
(110 bar) ao ralenti e varia com
outras cargas entre 2 MPa e 20
MPa (200 bar).
Para regular com precisão a
injeção ao ralenti são necessárias
pressões relativamente elevadas.
Deste modo é possível obter uma
quantidade de injeção correta e
predeterminada com tempos de
injeção curtos, inferiores a 1 ms.
Se a pressão do combustível no
coletor de distribuição de
combustível exceder aprox. 23
MPa (230 bar), abre-se uma
válvula de segurança na bomba
de alta pressão e o combustível é
aduzido ao lado de admissão
(lado de baixa pressão).
Geralmente a pressão de
combustível é maior quanto maior
for a carga. O princípio da
regulação baseia-se num cálculo
do ECM. Com base no pedido de
binário do motorista, acontece o
seguinte: Pedido de
ar→quantidade de ar
medida→quantidade de
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combustível desejada→pressão de
combustível desejada→pressão de
combustível medida→fornece a
quantidade combustível desejada
através do tempo de injeção.
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1. Árvore de cames
2. Seguidores de came
3. Came, bomba de alta
pressão
4. Bomba de vácuo
5. Junta tórica
6. Válvula PCV (Pressure
Control Valve)
7. Entrada
8. Saída
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1.
Mola de retorno
2.
Bobina
3.
Âncora
4.
Tampa
5.
Amortecedor de pulsações
6.
Válvula de saída
7.
Pistão
8.
Mola de retorno
9.
PRV (Pressure Relief Valve),
válvula de segurança
10. Mola de retorno
11. Válvula de admissão
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1 Grampo de 2 Anel de
bloqueio suporte
3 Junta tórica 4 Anilha de
batente
5 Área de 6 Conector.
selagem
contra o
tubo de
combustível
7 Anel de 8 Anel C
tolerância (anel de
mola)
9 Junta 10 Área de
vedante, selagem
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teflon contra a
câmara de
combustão
[Link] 03/07/2025
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K LMNOOPQ RQ SQTNUQM VN
distribuição de combustível
depende designadamente de:
Capacidade instalada e da
velocidade de rotação da
bomba de alta pressão, ou
seja, do volume de
combustível fornecido pela
bomba de alta pressão a
pedido do ECM
Tempo durante o qual a
válvula PCV se encontra
fechada, o qual é
comandado pelo ECM com
base na pressão de
combustível desejada
Quantidade de combustível
injetada
1. Válvulas de saída
2. Vela de ignição
3. Injector
4. Válvulas de admissão
O bico existente em cada um dos
injectores tem seis aberturas
de saída. O curso da injecção
designa-se por injecção de
portas múltiplas.
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09: Motor Página 33 de 52
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1. Contador de massa de ar
2. Ressoador
3. Filtro do ar (ACL)
Colector de admissão
O coletor de admissão é fabricado em fibra
de vidro reforçada com poliamida e
aparafusado diretamente na cabeça de
cilindros com seis parafusos. Quando o
motor trabalha com sobrecarga os tubos
primários são relativamente curtos e
volume de acumulação bastante baixo. No
tubo de admissão encontram-se:
1. Sensor MAP
2. Ligação EVAP
3. ETA (Electronic Throttle Actuator)
4. Dois dos quatro elementos de
fixação da tampa superior do motor
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09: Motor Página 35 de 52
regulação da pressão de
sobrealimentação.
cálculo através da pressão e da
temperatura do fluxo através do
atuador eletrónico de aceleração ETA.
cálculo da massa acumulada no
volume do intercooler, o que permite
calcular o fluxo no sistema de
admissão.
cálculo da pressão no coletor de
admissão.
para calcular através da atual
temperatura o grau de enchimento do
motor.
regulação da pressão de
sobrealimentação do compressor.
cálculo da massa acumulada no
volume do compressor pressurizado.
Ressoadores
Em vários locais do sistema de distribuição
de ar existem, consoante a motorização,
no máximo seis ressoadores incorporados
ou separados.
Os ressoadores destinam-se a reduzir o
[Link] 03/07/2025
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Compressor
Compressor
1. Entrada
2. Saída
3. Caixa de engrenagens
4. Embreagem
5. Contacto
6. Polia
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Acoplamento magnético
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1. Roda dentada da
engrenagem
2. Molas de retorno (x3)
3. Flange
4. Placa de ficção
5. Contacto
6. Bobina
Embreagem
Para desacoplar o compressor da
cambota é utilizado um
dispositivo de acoplamento
magnético. Este tem uma
conceção muito semelhante ao
acoplamento de um compressor
de A/C. Quando não alimentado
de corrente o acoplamento está
desengatado da molas de
retorno. No acoplamento
mecânico do compressor
garante-se que o engate seja o
mais suave possível através de
uma redução da ignição e por
embraiagem controlada do
engate durante cerca de meio
segundo. O sinal de controlo, um
sinal PWM adaptado, é
inicialmente um sinal forte para
que o acoplamento magnético se
mova rapidamente para a
posição de engate.
Seguidamente, a intensidade do
sinal é reduzida para permitir
que a embraiagem deslize
ligeiramente durante o
acoplamento. As características
exatas do sinal PWM variam de
acordo com os parâmetros em
causa, tais como a velocidade, a
temperatura e o envelhecimento.
Verificação
Para verificar o desgaste da embraiagem,
existe um orifício de inspeção na parte
inferior da caixa do compressor. Pelo
[Link] 03/07/2025
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derivação
O compressor desliga-se quando atinge a
velocidade máxima (a 3500 rpm) sendo
então o turbocompressor que assume a
tarefa de turbinar o motor. Ao verificar-se
a passagem a pressão de
sobrealimentação máxima do compressor
é de aprox. 0,5 bar (pressão relativa). O
turbocompressor já estava entretanto a
funcionar, ao mesmo tempo que o
compressor, e tem a aceleração devida, de
modo que quando se dá a passagem tem a
mesma pressão de sobrealimentação que a
fornecida pelo compressor. Ao mesmo
tempo que acoplamento magnético
desconecta mecanicamente o compressor
é acionada a abertura da borboleta de by-
pass. O ar fresco é então aduzido
diretamente para o turbocompressor
ignorando o compressor.
Controlo
O ECM comanda a posição da válvula de
by-pass (da borboleta) através um motor
elétrico sem escovas com sensor de
posição integrado (sensor de Hall). A
posição da borboleta é regulada por um
sinal de PWM de 12V. Em função da
abertura ou fecho da borboleta o ECM
alterna a polaridade utilizando uma ponte-
H.
Sem alimentação de tensão a borboleta é
mantida aberta por uma mola. O ECM
regula a posição da borboleta
continuamente a partir de modelos de
cálculo, em que a pressão do ar a
montante do turbo tem um valor nominal.
Quando a borboleta está completamente
fechada ar é aduzido apenas para o
compressor e quando está completamente
aberta o ar é aduzido para o turbo, sem
passar pelo compressor. Quando a
borboleta está parcialmente aberta, o ar é
distribuído pelo compressor e pelo turbo,
de modo que seja obtida a pressão
desejada a montante do turbo. Note-se
que em determinadas condições de
condução o ar passa regressa por via
[Link] 03/07/2025
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traseira ao compressor.
Turbocompressor (TC)
Localização de componentes,
sistema de regulação do turbo
1. Bomba de vácuo
2. Conduta de vácuo
3. Regulador de vácuo
4. Mangueira de ar fresco (do
compressor, se existir no
motor)
5. Actuador de vácuo válvula
de descarga (regulação da
pressão de
sobrealimentação)
6. Eixo da borboleta válvula
de descarga
7. Válvula magnética de
recirculação
8. Conexão - colector de
admissão de refrigerante
9. Conexão - colector de saída
de refrigerante
Em combinação com o compressor
acionado por correia é utilizado um
turbocompressor de tecnologia de espiral
simples. A caixa da turbina e o coletor
estão numa peça unitária em chapa de aço
soldada. A estrutura é semelhante à do
coletor do motor B4204T6 (09W46) mas é
constituído por várias peças fundidas.
As motorizações de menor potência
(B4204T11/T12/T15) têm um sistema de
sobrealimentação composto apenas por
turbo de escape. O turbocompressor
utilizado nestas motorizações, tem um
armazenamento de menor dimensão e
tanto a parte do compressor como a parte
da turbina têm um tamanho ligeiramente
mais pequeno do que no turbocompressor
dos motores B4204T9 & T10.
Sistema de controlo do
turbocompressor
O motor a gasolina está equipado com um
turbo wastegate e um bypass elétrico do
[Link] 03/07/2025
09: Motor Página 41 de 52
W XYZ[\]\^_Z`aa\Z b
compressor.
arrefecido com líquido refrigerante do
circuito de refrigeração do motor e do óleo
do motor. A válvula wastegate do
turbocompressor é comandada por um
sistema de vácuo proveniente da bomba de
vácuo mecânica e regulada pelo regulador
de vácuo. Este sistema proporciona, ao
contrário de um sistema comandado por
pressão, a possibilidade de regular a
válvula wastegate independentemente da
pressão de sobrealimentação disponível.
Isso proporciona maior precisão, comando
mais rápido e a possibilidade de abrir a
válvula wastegate em ocasiões impossíveis
de regular anteriormente. Por exemplo, o
catalisador pode ter um aquecimento mais
rápido se a válvula wastegate for aberta
em ralenti. Os gases de escape podem
então passar pela caixa da turbina sem
serem abrandados pela turbina. Os gases
de escape perdem assim menos
temperatura e as perdas de potência são
menores. Sem regulação, a válvula
wastegate permanece fechada. Em caso de
falha do sistema de vácuo utiliza-se o ETA
para, através da borboleta, impedir o fluxo
de ar e evitar, assim, uma velocidade de
rotação perigosa para o motor.
Válvula de descarga
Para recircular o ar com o atuador
eletrónico de aceleração fechado existe
uma válvula de alívio de recirculação. A
válvula, eletricamente comandada, é
semelhante à válvula de by-pass utilizada
no motor B6304T. Havendo sobre-pressão
no coletor de admissão (pressão turbo) e
quando o pedal do acelerador é solto
rapidamente, forma-se uma pressão
crescente que pode resultar em ruído
(pulsações). A função da válvula de alívio
é reconduzir essa pressão para o lado de
admissão do turbocompressor.
Isto permite manter a velocidade de
rotação do turbo e que a pressão de
sobrealimentação fique disponível
imediatamente, ao mesmo tempo que
também o ruído é reduzido. O ar é
reconduzido de volta entre o sensor de
fluxo de massa de ar e o turbocompressor
para não afetar o valor da massa de ar
medido. O ECM comanda a posição
ligada/desligada da válvula com tensão de
12V.
Pós-tratamento dos gases de
escape
Catalisador
Os valores-limite relativos as emissões de
escape são cada vez mais rigorosos e
colocam grandes exigências relativamente
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Sistema de comando do
motor
Injecção directa
A injeção direta de gasolina oferece
vantagens como baixo consumo de
combustível, baixas emissões e alta
potência
A injeção é feita diretamente no cilindro, a
alta pressão, entre 3-20MPa (30-200 bar).
Para atingir essas altas pressões é utilizada
uma bomba de combustível mecânica
acionada pela árvore de cames de escape.
A bomba alimenta o coletor de distribuição
de combustível com combustível submetido
a alta pressão. O combustível é distribuído
para os injetores, que são comandados
(eletronicamente) pelo módulo de comando
do motor ECM (Engine Control Module).
O excesso de combustível da bomba de
alta pressão é reconduzido para a entrada
da bomba de alta pressão. O sistema de
combustível não tem, portanto, uma linha
distinta de retorno para o depósito. A
injeção no cilindro verifica-se por:
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1. Combustão estratificada
(stratified combustion)
2. Combustão parcialmente
estratificada (semi
stratified combustion)
3. Injeção homogénea
(homogeneous
combustion)
cdefgehihjgkg
Combustão
(Stratified combustion)
A injeção ocorre na segunda
metade do curso de compressão.
Como todo o ar sugado não entra
na combustão, uma porção do ar
é utilizada para isolar e
concentrar uma mistura
otimizada de ar-combustível
estequiométrica (14,7:1) na vela
de ignição e na câmara de
combustão de pistão, criando
assim uma combustão estável.
A concentração da mistura ar-
combustível na vela de ignição e
no pistão é obtida pelo fluxo de
ar formado através das portas de
admissão de ar e pela
conformação da câmara de
combustão, bem como pela
posição da válvula de injeção em
relação ao pistão. Uma vez
iniciada a combustão, a mistura
de ar-combustível pode ser de
30:1 ou ainda mais pobre para a
totalidade do cilindro.
A combustão estratificada é
utilizada no período em que o
motor de arranque é ativado e a
pressão de combustível tenha
atingido, pelo menos, aprox.
3MPa (30 bar). Quando o motor
arranca, muda o modo de
operação para combustão
parcialmente estratificada no
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Combustão parcialmente
estratificada (Semi stratified
combustion)
A injeção ocorre através de duas
injeções. A primeira verifica-se
durante a primeira metade do
curso de admissão e a segunda
na segunda metade do curso de
compressão. A quantidade de
combustível é distribuída de
modo que a maior quantidade é
injetada durante o curso de
admissão e a parte restante
durante o curso de compressão.
Isso proporciona uma combustão
tardia e estável com baixos picos
de pressão e baixa temperatura,
da qual resultam baixas
emissões de NOx. Graças a
pouca condensação nas paredes
e combustão eficiente com uma
mistura ar-combustível pobre
(lambda >1) as emissões de HC
são igualmente baixas.
A combustão parcialmente
estratificada é utilizada durante o
aquecimento do catalisador
depois do arranque do motor. O
tempo, neste modo de operação,
pode ir de 0 segundos, quando o
fluido de refrigeração do motor
está à temperatura de operação
e o catalisador quente, até cerca
de 30 segundos, quando o fluido
de refrigeração do motor e o
catalisador estão ambos frios. Os
parâmetros importantes para o
cálculo do tempo (efetuado pelo
ECM) são o sinal do sensor de
temperatura do fluido de
refrigeração e um modelo cálculo
para a temperatura do
catalisador. Quando se considera
que o catalisador está
suficientemente quente o motor
muda de modo de operação,
para combustão homogénea.
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Combustão homogénea
Injeção ocorre durante a
primeira metade do curso de
admissão de modo comparável à
injeção de porta convencional. O
ar que entra é arrefecido pela
evaporação do combustível. Isso
proporciona alta resistência a
detonação.
A injeção direta proporciona
também uma condensação de
paredes reduzida, da qual
resultam baixas emissões de HC.
A combustão homogénea é
utilizada durante o ciclo de
operação, fora das condições
acima mencionadas.
Outros
Se a pressão do
combustível no coletor de
distribuição de combustível
cair no arranque para 0
kPa (0 bar) serão
necessários 2-3
bombeamentos para que a
pressão atinja 3MPa (30
bar). 3 bombeamentos
equivalem a 1,5 voltas da
cambota.
Durante o período de
combustão estratificada
ocorrem 4-20 injeções.
Durante o período de
combustão parcialmente
estratificada a velocidade
de rotação do ralenti sobe
para cerca de 1200 (varia
em função do mercado)
Durante o período de
combustão parcialmente
estratificada a árvore de
cames de escape é
acionada para uma posição
posterior. Isso permite que
os gases de escape
quentes atinjam o coletor
de escape reduzindo as
emissões de HC. Com
ignição tardia o catalisador
aquece também
rapidamente.
Durante os períodos de
combustão estratificada e
parcialmente estratificada a
injeção de combustão
ocorre cerca de 5-10°
graus de cambota antes da
ignição se verificar.
Para todas as estratégias,
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o tempo de injeção é
adaptado em função de
diversos parâmetros, tais
como carga, velocidade de
rotação do motor, modo
de operação e quantidade
de combustível.
Módulo de comando do motor ECM
(Engine Control Module)
O fornecedor é Denso. Os
módulos de comando dos
motores a diesel e a gasolina são
idênticos, em termos de:
Geometria exterior
Conector
Circuito impresso
A comunicação com o
módulo de comando da
transmissão TCM
(Transmission Control
Module) é feita através da
CAN-PT (Power Train) à
velocidade 500kbs e
através da CAN-HS. - Pela
CAN-PT podem ser
enviados sinais de tempo
crítico relativamente a
qualidade das mudanças de
velocidade, limitação de
binário e modo de
condução (mode). - Pela
CAN-HS podem ser
enviados pedidos,
designadamente, sobre
mudanças e temperatura
da caixa de velocidades.
software que regula o
momento em que devem
ser efetuadas as mudanças
normais da transmissão
automática com base na
posição do acelerador, no
modo de condução e nas
as condições de condução,
etc., e quando deve ser
ativada a função de lock-
up.
sensor integrado que
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rotação μs (2). O ECM
memoriza a posição do motor no ciclo de
operação em curso. Isso permite que o
ECM saiba qual é o próximo cilindro para
injeção e ignição no arranque seguinte,
quando o motor tenha sido desligado
durante o Arranque/Paragem.
Deste modo, é possível ligar o motor sem
que seja necessário procurar a posição de
sincronização entre a cambota e as árvores
de cames. Isso permite uma sequência de
arranque mais curta e com carga reduzida
sobre a bateria e o motor de arranque, o
que é especialmente importante na
sequência de Arranque/Paragem. Se o ciclo
de operação for interrompido, desaparece
também a posição da cambota,
memorizada no ECM. O sinal do sensor da
cambota é utilizado também para
diagnóstico de falhas de ignição.
O sensor é constituído por quatro sensores
de Hall, ímã permanente e componentes
eletrónicos internos. O sensor tem apenas
um tipo de características de sinal, ou
seja, o ECM não pode identificar o sentido
da rotação. O sinal é um impulso
quadrado entre cerca de 0,5 V e 4,5 V.
Sinal alto equivale ao "topo" da roda de
disparo enquanto que "depressão"
equivale a sinal baixo.
Sincronização de cambota e
árvores de cames
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