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DPOC: Diagnóstico e Cuidados de Enfermagem

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a bronquite, destacando suas definições, causas, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. A DPOC é uma condição progressiva caracterizada pela obstrução das vias aéreas, enquanto a bronquite é a inflamação dos brônquios, podendo ser aguda ou crônica. O tratamento envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas, além de cuidados de enfermagem específicos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Inês Teixeira
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DPOC: Diagnóstico e Cuidados de Enfermagem

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a bronquite, destacando suas definições, causas, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. A DPOC é uma condição progressiva caracterizada pela obstrução das vias aéreas, enquanto a bronquite é a inflamação dos brônquios, podendo ser aguda ou crônica. O tratamento envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas, além de cuidados de enfermagem específicos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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EPMC II 12ª CLASSE

= ITRIMESTRE

Lições nº ____________ Data: / /

Unidade: Assistência de Enfermagem em Afecções Respiratório


Sumário: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

 Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Doença pulmonar obstrutiva crónica ou crônica (DPOC): é um tipo de doença


pulmonar obstrutiva caracterizada por diminuição prolongada do calibre das vias aéreas
respiratórias e destruição do tecido pulmonar, dificultando o processo de respiração.
A DPOC é uma doença progressiva, o que significa que a sintomatologia geralmente
se agrava com o decorrer do tempo. A partir de determinado momento começam-se a verificar
dificuldades em realizar atividades do dia-a-dia, como subir escadas, levantar objetos pesados
e outros. A maior parte dos casos de DPOC pode ser evitada diminuindo a exposição aos
fatores de risco. Entre as principais medidas estão a diminuição da exposição ao fumo do
tabaco e a melhoria da qualidade do ar. Embora o tratamento possa atrasar o agravamento, a
doença não tem cura.
Fatores de risco
 Inalação de fumo de tabaco é a causa mais comum de DPOC;
 Infecções respiratórias;
 Exposição prolongada e intensa a poeiras e substâncias químicas ocupacionais
(durante o trabalho);
 Poluição do ar em ambientes fechados e poluição do ar ambiente;
 Genética (a genética tem influência no desenvolvimento de DPOC. Entre fumadores,
a doença é mais comum entre parentes do que em não parentes)
Fisiopatologia
A limitação da respiração é o resultado da destruição do tecido pulmonar (denominada
"enfisema") e de doença das pequenas vias aéreas (denominada "bronquiolite obstrutiva"),
isto quer dizer que em estados avançados de DPOC, podem estar associados com a Bronquite
e Enfisema Pulmonar.

A DPOC tem origem numa resposta inflamatória significativa e crónica à inalação de


irritantes. Este estado inflamatório pode ainda ser agravado com infeções bacterianas crónicas.
Entre as células inflamatórias envolvidas estão os granulócitos neutrófilos e os macrófagos,

O estreitamento das vias aéreas deve-se à inflamação e cicatrização que nelas ocorre.
Isto faz com que a pessoa seja incapaz de respirar na totalidade. A principal restrição no fluxo
de ar verifica-se durante a expiração, uma vez que é nesta fase que a pressão no peito
comprime as vias aéreas. Isto pode fazer que permaneça nos pulmões o ar da respiração
anterior quando se inspira novamente, o que aumenta o volume total de ar nos pulmões em
qualquer dado momento. Este processo é denominado "hiperaeração" ou "hiperinsuflação
pulmonar". A hiperinsuflação por exercício físico está ligada à falta de ar na DPOC, uma vez
que a respiração é menos confortável quando os pulmões estão já parcialmente cheios.
Os problemas com as trocas gasosas podem, a partir de determinado momento, causar
baixa concentração de oxigénio e a elevada concentração de dióxido de carbono no sangue.
Estes problemas têm origem na restrição da ventilação devido à obstrução das vias aéreas,
hiperinsuflação e diminuição da vontade de respirar.

Entre outros processos envolvidos na destruição do tecido pulmonar, provocado por


concentrações elevadas de radicais livres no fumo do tabaco e libertados por células
inflamatórias, e a destruição do tecido conjuntivo dos pulmões por proteases que não são
suficientemente inibidas pelos inibidores de protease.

A destruição do tecido conjuntivo dos pulmões é o que provoca o enfisema, o que por
sua vez contribui para a restrição do fluxo de ar e, por último, para a má absorção e libertação
de gases respiratórios. O desgaste generalizado dos músculos que muitas vezes se verifica na
DPOC pode ser devido, em parte, aos mediadores inflamatórios libertados pelos pulmões no
sangue.

Quando a concentração de oxigénio se mantém baixa durante um longo período de


tempo, pode causar o estreitamento das artérias nos pulmões, enquanto o enfisema causa a
desintegração dos vasos capilares nos pulmões. Estas duas alterações levam ao aumento da
pressão arterial nas artérias do pulmão, o que pode provocar cor pulmonar.

Manifestações clínicas
Quando falamos de M.C. estamos a nos referir aos sinais e sintomas que são
característicos de uma determinada patologia, no caso a DPOC, no qual citamos os mais
comuns:

 Dispneia (em repouso, pode ser grave);


 Tosse
 Aumento no trabalho respiratório (uso excessivo de músculos acessórios);
 Perda de peso (interferência na alimentação);
 Ruídos Adventícios (sibilos, roncos: sons anormais percebidos na ausculta
pulmonar)
Diagnóstico

 Realização de uma radiografia ao tórax: (Os sinais característicos da DPOC


observáveis em radiografia são pulmões sobre expandidos, diafragma achatado e
espaço retroesternal aumentado).
 Espirometria: (A espirometria permite medir a intensidade da obstrução das vias
aéreas).
 Hemograma
Tratamento
Embora não exista cura para a DPOC, os sintomas são tratáveis e a sua progressão
pode ser atrasada. Os principais objetivos do tratamento são diminuir os fatores de risco, gerir
a DPOC estável, prevenir e tratar as exacerbações agudas e tratar as doenças associadas.

Pode ser realizado pelas seguintes formas


 Medidas não farmacológicas
 Oxigenioterapia;
 Exercícios respiratórios;
 Ventilação mecânica invasiva ou não invasiva;
 Cirurgia de redução do volume pulmonar.

 Medidas farmacológicas
 Os broncodilatadores por inalação são os principais medicamentos usados no
tratamento da DPOC, permitindo diminuir a falta de ar, a pieira e as limitações
para a prática de exercício físico. Ex: Salbutamol e Fenoterol.

 Corticosteroides: Os corticosteroides são usados na prevenção e tratamento de


exacerbações agudas e de processos inflamatórios. Ex: Dexametasona,
Budesonida e fluticasona.
 Agentes Anticolinérgicos: são medicamentos utilizados para promoção das
secreções da árvore brônquica e abertura das vias respiratórias, usado em
nebulizações. Ex: Brometo de ipratrópio.
 Metilxantinas: medicamentos com efeitos vaso relaxantes e dilatadores das vias
aéreas. Ex: Aminofilina
 Os antibióticos de longa duração, especificamente os da classe dos macrólidos
como a eritromicina, diminuem a frequência de exacerbações em pessoas que têm
duas ou mais exacerbações por ano.
Cuidados de enfermagem
 Promover atendimento especializado e humanizado, baseando-se nos princípios da
sistematização de assistência de Enfermagem;
 Avaliar o estado atual de tabagismo, instruir o paciente sobre a cessação do
tabagismo e estimular o esforço para abandoná-lo.
 Administrar broncodilatadores, conforme prescrição: A inalação constituía via
preferida.
 Instruir o paciente a evitar irritantes brônquicos, como fumaça de cigarro, aerossóis,
extremos de temperatura e vapores.
 Ensinar os sinais precoces de infecção que devem ser notificados imediatamente ao
médico:
 Aumento na produção de escarro
 Alteração na coloração do escarro
 Aumento da viscosidade do escarro
 Aumento da falta de ar, sensação de aperto no tórax ou fadiga e.
 Aumento da tosse
 Febre ou calafrios
 Administrar antibióticos, conforme prescrição. Incentivar o paciente a se vacinar
contra a gripe e o Streptococcus pneumoniae.
 Ensinar o paciente a respiração diafragmática e a respiração com os lábios franzidos.
Ensinar o paciente a coordenar a respiração diafragmática com a atividade (p. ex.,
caminhar, inclinar-se).

Monitoramento e Tratamento das Complicações Potenciais: o profissional de


enfermagem monitora as alterações cognitivas (alterações da personalidade e do
comportamento, comprometimento da memória), dispneia crescente, taquipneia e taquicardia,
que podem indicar hipoxemia crescente e insuficiência respiratória iminente. O profissional
de enfermagem monitora os valores da oximetria de pulso para avaliar a necessidade
de oxigênio do paciente e administra oxigênio suplementar, conforme prescrição.
Ensino sobre o autocuidado aos pacientes: ao fornecer instruções acerca do
autocuidado, é importante que a enfermeira verifique o conhecimento do paciente e dos
familiares sobre o autocuidado e o esquema terapêutico.

Prevenção

 A maior parte dos casos de DPOC pode ser evitada diminuindo a exposição ao fumo
e melhorando a qualidade do ar.
 Em pessoas com a doença, a vacina contra a gripe tomada anualmente diminui as
exacerbações, hospitalizações e número de mortes.
 Parar de fumar: Nos fumadores, deixar de fumar é a única medida eficaz para atrasar
o agravamento da DPOC.
Data: / /
Nota_______ Rubrica____

Tarefa
1. O que significa DPOC?
2. Defina DPOC
3. Quais são as causas que influenciam na DPOC?
4. Quais são as principais manifestações clínicas da DPOC?
6. Como é realizado o tratamento da DPOC?
7. Explica os cuidados de enfermagem prestados a estes pacientes?
Lições nº ____________ Data: / /

Unidade: Assistência de Enfermagem em Afecções Respiratório


Sumário: Bronquite

Bronquite: é a inflamação dos brônquios, as vias aéreas de grande e médio calibre nos
pulmões, acompanhado com produção de secreção.

Classificação

 Bronquite aguda: é frequentemente causada por vírus que infectam o epitélio dos
brônquios, resultando em inflamação e aumento da secreção de muco. Tosse, um sintoma
comum de bronquite aguda, desenvolve-se em uma tentativa de expulsar o excesso de
muco dos pulmões.

Ela geralmente se desenvolve durante o curso de uma infecção respiratória, como a gripe
comum. Cerca de 90% dos casos de bronquite aguda é causada por vírus, incluindo o
rinovírus, adenovírus e influenza. Bactérias, incluindo Mycoplasma pneumoniae,
Chlamydophila pneumoniae e Bordetella pertussi , representam cerca de 10% dos casos.
Sintomas comuns da Bronquite aguda incluem dor de garganta, corrimento e
congestão nasal (coriza), baixo grau de febre, pleurisia, mal-estar, e a produção de catarro.

O Tratamento para bronquite aguda é principalmente sintomático. Anti-inflamatórios


podem ser usados para tratar a febre e dor de garganta. Descongestionantes podem ser úteis
em pacientes com congestão nasal, e expectorantes pode ser utilizado para soltar muco e
catarro. Mesmo sem tratamento, a maioria dos casos de bronquite aguda resolve rapidamente.
 Bronquite crónica: define-se por tosse produtiva com duração superior a três ou mais
meses por ano e durante pelo menos dois anos. A maior parte das pessoas com bronquite
crónica tem doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).

Os sintomas da Bronquite crônica podem incluir chiado e falta de ar, especialmente


durante exercícios físicos. A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro
produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.

A bronquite crônica é tratada com os sintomas. Inflamação e edema do epitélio


respiratório pode ser reduzida com inalado corticosteroides. Chiado e falta de ar pode ser
tratada através da redução broncoespasmo (estreitamento reversível dos brônquios de menor
devido à constrição do músculo liso) com broncodilatadores inalatórios, como β-adrenérgicos
agonistas (por exemplo, salbutamol) e inalados anticolinérgicos (por exemplo, brometo de
ipratrópio).

Hipoxemia (pouco oxigênio no sangue), pode ser tratada com oxigênio suplementar.
No entanto, a suplementação de oxigênio pode resultar em diminuição do impulso
respiratório, levando a níveis sanguíneos aumentados de dióxido de carbono e subsequente
acidose respiratória.

Fisiopatologia

Com a presença de partículas ou gases nocivos acontece uma inflamação que pode ser
aguda ou crônica que aumenta a produção de muco, que fica acumulado nos brônquios e o
corpo não consegue eliminá-lo, gerando processo inflamatórios recorrentes.
Fatores de risco

Entre os fatores de risco estão a exposição do fumo do tabaco, poeiras e outros tipos de
poluição do ar. Uma minoria de casos é causada por poluição do ar ou bactérias como a
Mycoplasma pneumoniae ou Bordetella pertussis. Constata-se que crianças, bebês e idosos
têm mais riscos de contrair a infecção.

Manifestações clínicas

De forma geral os sinais e sintomas da Bronquite caracterizam-se por:

 Tosse;
 Expectoração;
 Falta de ar;
 Sibilância;
 Cianose;
 Inchaço nas extremidades do corpo graças à piora do trabalho cardíaco;
 Febre quando a bronquite crônica estiver associada à uma infecção respiratória;
 Cansaço;
 Falta de apetite;
 Catarro mucoide (na maioria das vezes muco claro ou branco, purulento se tiver
alguma infecção).
Diagnóstico

Examinando o doente, o médico pode notar roncos e outras alterações na auscultação


do tórax com o estetoscópio. A história clínica irá definir se o caso é agudo ou crônico. O
médico poderá também solicitar exames complementares, tais como:

 Radiografia do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia;


 Exame do escarro para a identificação do germe envolvido;
 Análise do sangue poderão identificar que sinalizem infecção viral ou bacteriana;
 Espirometria, que mede a capacidade e função pulmonar
 Teste de oximetria do pulso

Tratamento

Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (caso o doente seja


tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. O tratamento
de bronquite aguda geralmente consiste em repouso e medicamentos para alívio dos sintomas
e febre, como paracetamol e anti-inflamatórios não esteroides como ceptofreno.

 Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim


evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a
diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos
congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração. Ex: Bromexina,
Brometo de Ipatrópio.

 Exercícios da terapia de reabilitação fazem com que o paciente seja capaz de utilizar
a sua energia melhor ou de uma forma em que haja menor gasto de Oxigênio.

 A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também pode


melhorar os sintomas, além de aumentar a expectativa de vida.

 Corticoides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação crônica dos


brônquios) minimizam os sintomas. Ex: Dexametasona.
 Antibióticos ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de
uma infecção bacteriana nos brônquios. Ex: Amoxicilina, clindamicina

 Broncos dilatadores: Os broncos dilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença,


aliviando a falta de ar e a sibilância. Ex: Fenoterol.

Cuidados de enfermagem

Não difere muito com relação a DPOC

Prevenção

 Não fume,
 Cumpre a vacina contra gripe e a vacina pneumocócica;
 Reduza a exposição a poluição do ar e a agentes químicos que possam causar irritações
aos pulmões;
 Deixe o quarto e a casa bem arejados, evite objetos que possam acumular pó;
 Faça atividades físicas;
 Lave as mãos frequentemente a fim de evitar a disseminação de vírus e de outras
infecções.

Data: / /
Nota_______ Rubrica____

Tarefa
1. O que é a Bronquite?
2. Diferencia Bronquite aguda e crônica.

3. Quais são as causas que influenciam a Bronquite?


4. Quais são as principais manifestações clínicas a Bronquite?
6. Explica os exames para diagnóstico da Bronquite?
7. Como é realizado o tratamento da Bronquite?
Lições nº ____________ Data: / /

Unidade: Assistência de Enfermagem em Afecções Respiratório


Sumário: Enfisema pulmonar

Enfisema pulmonar: é uma doença do pulmão caracterizada por um anormal e


permanente alargamento dos espaços aéreos terminais, provocado pela destruição das suas
paredes. Isto reduz a área de superfície dos pulmões e consequentemente a quantidade de
oxigénio que atinge a corrente sanguínea.

Além disso, estas características conduzem à perda da retração elástica pulmonar,


causando, por sua vez, obstrução do fluxo de ar nos pulmões e hiperinflação. Assim, de forma
progressiva o doente enfisematoso vai agravando a sua dispneia (falta de ar) à medida que a
doença vai evoluindo.

Para melhor perceber o significado de enfisema pulmonar, observe as imagens


superiores onde é visível o ácino, a unidade funcional do pulmão. O ácino é a porção distal ao
bronquíolo terminal e é constituída pelo ducto alveolar seguida pelos sacos alveolares e
finalmente os alvéolos. Entre os alvéolos existem os poros de Kohn, que são pontos de
ventilação colateral normais nos adultos. No entanto, poderão ser a localização inicial de
destruição e desenvolvimento do enfisema.
O enfisema pulmonar e a bronquite crónica são causas de obstrução brônquica e são
geralmente englobadas e estudadas numa única patologia designada por doença pulmonar
obstrutiva crónica (DPOC). Deste modo, muita da abordagem e do tratamento do enfisema é
semelhante da DPOC.

Tipos de enfisema pulmonar

Em termos de fisiopatologia, descrevemos quatro tipos de enfisema pulmonar:

1. Enfisema centrilobular ou centroacinar: é o tipo de enfisema mais comum e está


intimamente associado a longa e pesada exposição tabágica. De uma forma clássica, a
destruição dos bronquíolos respiratórios leva à união entre si e produz espaços
enfisematosos bem demarcados, separados a partir da periferia acinar mantendo
intactos os ductos alveolares e os alvéolos.

2. Enfisema paraseptal ou enfisema acinar distal: a descrição original deste tipo de


enfisema é atribuída a Loeschcke, que descreveu conjuntos de bolhas subpleurais
(adjacentes à pleura) que se estendiam ao parênquima prolongando-se ao longo dos
septos.

3. Enfisema panacinar ou enfisema panlobular: é o enfisema panlobular a distinção


entre os ductos alveolares e os alvéolos torna-se difusa. Os alvéolos perdem os seus
ângulos agudos, aumentam de tamanho e consequentemente perdem o seu contraste
com os ductos aéreos.

4. Enfisema irregular e paracicatricial: é assim denominado, porque os ácinos estão


envolvidos de forma irregular. Este desenvolve-se ao lado de uma cicatriz, daí ser
denominado de enfisema paracicatricial. A gravidade do enfisema irregular depende
da extensão dos danos no tecido pulmonar e da quantidade de cicatrizes.
Causas

O enfisema pulmonar é uma doença grave, sendo a causa mais frequente o fumo do
cigarro. Da lista de causas fazem também parte o tabagismo passivo, combustíveis de
biomassa (fumo das lareiras e cozinhar à lareira), fumos laborais e poluição atmosférica.
Doenças como SIDA e Asma estão associadas ao surgimento do E.P. O enfisema pulmonar
não é contagioso, ou seja, a doença não se transmite de pessoa para pessoa.

Manifestações clínicas

Os sintomas de enfisema pulmonar leve são ligeiros e durante muitos anos o doente
não valoriza, habitualmente, quaisquer sinais ou sintomas relacionados com a doença.

 O sintoma inicial é a falta de ar.


 Quando os doentes com enfisema pulmonar também têm aumento das glândulas mucosas
dos brônquios que levam a uma maior produção crónica de muco e consequentemente
tosse crónica com expectoração (“catarro do fumador”).
 Os sintomas no enfisema pulmonar avançado, já são bem evidentes e limitantes, a saber:
Hipoxia (baixa quantidade de oxigénio no sangue), falta de ar em repouso, fraqueza
muscular generalizada e desnutrição. Como consequência deste envolvimento sistémico,
o enfisema pulmonar pode levar à morte.

Diagnóstico

Não difere muito com relação a DPOC

Tratamento

Como está expresso na definição de enfisema, trata-se de uma destruição da base


funcional do pulmão, daí se tratar de uma patologia irreversível - enfisema pulmonar crónico.
Não existe cura propriamente dita, no entanto existem medidas comportamentais e
farmacológicas que podem travar a sua evolução e consequentes complicações. Se o enfisema
pulmonar não for tratado convenientemente pode trazer algumas complicações graves e pode
matar.
O tratamento deve ser estipulado pelo médico pneumologista (especialista em doenças
dos pulmões). O doente deve consultar o médico se tiver falta de ar inexplicável durante vários
meses e está a interferir com as suas atividades diárias. Deve ponderar quando atribui estas
queixas ao sedentarismo, idade ou ao peso.

De uma forma global podemos dizer que a medicação ou os remédios para tratar o
enfisema seguem as normas da DPOC assim como os cuidados de enfermagem.

Data: / /
Nota_______ Rubrica____

Tarefa
1. Diferencia Bronquite de Enfisema Pulmonar.

Lições nº ____________ Data: / /


Unidade: Assistência de Enfermagem em Afecções Respiratório
Sumário: Asma

Asma: é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas. Quando as vias aéreas
inflamadas são expostas a vários estímulos ou fatores desencadeantes tornam-se hiper-reativas
e obstruídas, limitando o fluxo de ar através de broncoconstrição, produção de muco e
aumento da inflamação.
Ao contrário de outras doenças pulmonares obstrutivas, a asma é, em grande parte,
reversível, ou de modo espontâneo ou com tratamento. Os pacientes com asma podem
apresentar períodos sem sintomas, que se alternam com exacerbações agudas de poucos
minutos a várias horas ou dias de duração. A alergia é o mais forte fator predisponente para a
asma.

A exposição crônica a irritantes das vias respiratórias ou a alergênicos também


aumenta o risco de asma. Os alergênicos comuns podem ser sazonais (polens de grama,
árvores e ervas daninhas) ou perenes (p. ex., mofo, poeira, baratas, pelos de animais).

Fatores de risco

 Substâncias alergênicas
 Alimentação
 Mudanças de temperatura
 Medicamentos anti-inflamatórios não hormonais
 Obesidade

Classificação

 Grau 1: sintomas leves e intermitentes até dois dias por semanas e até duas noites por
mês, em geral com predomínio dos sintomas no inverno (por vezes).

 Grau 2: sintomas persistentes e leves mais do que duas vezes por semana, mas não
mais que uma vez em um único dia.

 Grau 3: sintomas persistentes moderados uma vez por dia e mais de uma noite por
semana.
 Grau 4: sintomas graves persistentes ao longo do dia na maioria dos dias e
frequentemente durante a noite.
Fisiopatologia

Obstrução do lúmen de um bronquíolo com exsudato, metaplasia da célula caliciforme


e espessamento da membrana basal numa pessoa com asma. A asma é o resultado da
inflamação crónica das vias respiratórias, a qual provoca uma contração crescente dos
músculos lisos envolventes. Isto provoca o estreitamento das vias e os sintomas clássicos do
som sibilante ao respirar. Este estreitamento é geralmente reversível, com ou sem tratamento.
Ocasionalmente, verificam-se alterações nas próprias vias respiratórias.

As alterações mais vulgares são o aumento de eosinófilos e o espessamento do tecido


linfoide. Em casos crónicos, o músculo liso das vias respiratórias pode aumentar de tamanho,
a par de um aumento do número de mucosas. No processo estão também envolvidos outros
tipos de células, como os linfócitos T, macrófagos e neutrófilos, e outros componentes do
sistema imunitário, como citocinas, quimiocinas, histamina e leucotrienos.

Manifestações clínicas

A asma é caracterizada por episódios recorrentes de pieira, falta de ar, sensação de


aperto no peito e tosse. A tosse pode fazer com que o pulmão produza escarro. Sibilos durante
auscultação com estetoscópio
Durante um ataque de asma o escarro pode-se apresentar semelhante a pus devido à
elevada quantidade de glóbulos brancos denominados eosinófilos.

Os sintomas geralmente agravam-se durante a noite e início da manhã, ou em resposta


ao exercício físico ou ao ar frio.

Algumas pessoas com asma raramente sentem sintomas e estes ocorrem apenas em
resposta a fatores que a desencadeiam, enquanto outras podem apresentar sintomas
persistentes e pronunciados

Uma exacerbação aguda de asma é vulgarmente denominada ataque ou crise de asma.


Os sintomas clássicos são a falta de ar, pieira e sensação de aperto no peito. Embora estes
sejam os principais sintomas de asma, nalgumas pessoas observa-se tosse e, em casos graves,
a circulação de ar pode ser de tal forma afetada que deixa de se ouvir qualquer sibilo.

Entre os sinais que ocorrem durante um ataque de asma estão o uso de músculos de
respiração acessórios (o músculo esternocleidomastoideo e os músculos escalenos do
pescoço), pulso paradoxal e sobre-inflamação do peito. A falta de oxigénio pode
posteriormente levar a que as unhas e a pele se apresentem azuladas.

Diagnóstico

Não existe atualmente um exame de diagnóstico preciso, pelo que o diagnóstico é


geralmente baseado no padrão dos sintomas e na resposta terapêutica ao longo do tempo.
Deve-se suspeitar de um diagnóstico de asma quando existem antecedentes recorrentes de
pieira, tosse e dificuldade em respirar, e quando estes sintomas ocorrem ou se agravam durante
o exercício físico, infeções virais, ou no contato com alergênicos ou poluição atmosférica.

 Espirometria: esse teste avalia o estreitamento dos brônquios, verificando a


quantidade de ar que você pode inalar depois de uma respiração profunda e quão
rápido você pode colocar o ar para fora.
 Exames de imagens: radiografia do tórax (RX) e tomografia computarizada (TC) dos
seus pulmões e cavidades do nariz podem identificar quaisquer anormalidades
estruturais que estejam causando o agravamento dos problemas respiratórios.
 Gasometria arterial: este exame mede o Ph e os níveis de oxigénio e de gás carbônico
no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para ver se os pulmões são capazes
de mover o oxigénio dos alvéolos para o sangue e remover o dióxido de carbono do
sangue.
Tratamento

O tratamento mais eficaz para a asma é identificar e evitar a exposição aos fatores
desencadeantes, como os alergênicos, fumo do tabaco ou a aspirina. Se evitar a exposição não
for suficiente, geralmente é recomendado o uso de medicação. A medicação para a asma é
geralmente administrada através de inaladores ou a administração da medicação pode também
ser efetuada com um nebulizador.

São prescritos antibióticos com base nos resultados de cultura, antibiograma e


diretrizes para a escolha dos antibióticos (devem-se considerar os padrões de resistência,
prevalência dos microrganismos etiológicos, fatores de risco, cliente internado ou
ambulatorial, custos e disponibilidades dos agentes antibióticos).

O tratamento de suporte consiste em hidratação, antipiréticos, medicamentos


antitussígenos, anti-histamínicos ou descongestionantes nasais. Administra-se oxigenoterapia
para a hipoxemia. O suporte ventilatório inclui altas concentrações de oxigênio inspiratório,
intubação endotraqueal e ventilação mecânica.

Os medicamentos específicos para a asma são classificados em duas grandes


categorias: os de alívio rápido e os de ação preventiva a longo prazo, eles são:

 Medicamentos para Alívio Rápido:


 Os agonistas beta2-adrenérgicos de ação curta (salbutamol, levalbuterol e
pirbuterol) constituem os medicamentos de escolha para o alívio dos sintomas
agudos.
 Corticosteroides Sistêmicos: Para ataque de curto prazo (3 a 10 dias): para obter
um controle imediato da asma persistente inadequadamente controlada. Ex:
Prednisolona.
 Anticolinérgicos: Indicações: Alívio do broncoespasmo agudo. Mecanismos:
Bronca dilatação. Inibição dos receptores muscarínicos colinérgicos. Redução dos
tônus das vias respiratórias. Ex: ipratrópio.

 Medicamentos para controle de ação longa

 Os corticosteroides constituem os medicamentos anti-inflamatórios mais potentes


e efetivos atualmente disponíveis. São amplamente efetivos no alívio dos sintomas,
na melhora da função das vias respiratórias. Ex: beclometasona.
 Metilxantinas: Mecanismos: Bronca dilatação. Promovem relaxamento da
musculatura lisa e a depuração mucociliar. Ex: teofilina e aminofilina.

Cuidados de enfermagem

 Promover um padrão respiratório eficaz:


1. Posicionar na posição Fowler para permitir o máximo de expansão pulmonar

 Elevar a cabeceira da cama em 45 graus.


 Colocar acima da cama uma mesa acolchoada com um travesseiro diante da pessoa
para poder inclinar-se e apoiar-se nela a fim de permitir o uso máximo dos músculos
acessórios para a respiração.
2. Administrar oxigénio como determinado

 Não esperar pelo aparecimento da cianose para administrar oxigénio. Fornecer


oxigénio para uma saturação inferior a 94%.
 Instituir a oximetria de pulso para monitorar a resposta ao tratamento.
3. Instituir monitorização cardíaca/respiratória e avaliar, com frequência, os sinais vitais.

4. Obter amostras para a determinação frequente dos gases sanguíneos arteriais da pessoa em
estado de mal asmático.

 Facilitar a limpeza eficaz da via aérea:


1. Utilizar humidade com ou sem oxigénio para ajudar a liquefazer as secreções e reduzir a
inflamação mucosa e edema. Reduzir a humidade se ocorrer a formação de gotículas; isso
poderia desencadear um broncoespasmo maior.
2. Usar broncodilatadores aerossolizados ou um inalante com dispositivo espaçador com
broncodilatadores.

3. Avisar ao médico se a terapia inicial não for eficaz, para que possa ser feito tratamento
adicional.

 Reduzindo a ansiedade:
1. Proporcionar um quarto tranquilo onde a pessoa possa ser atentamente observada.

2. Explicar a finalidade do equipamento de oxigénio antes de sua administração, e permitir


que a pessoa experimente e toque o equipamento.

3. Proporcionar o máximo de tranquilidade à pessoa.

 Promover hidratação adequada:


1. Observar para ver se há sinais de desidratação

 Ausência de turgor cutâneo.


 Ausência de lágrimas.
 Lábios e mucosas secos e rachados.
 Menor débito urinário, alta densidade e aspecto concentrado da urina.
2. Administrar líquidos intravenosos como prescrito.

3. Incentivar a ingestão moderada de líquidos orais.

 Determinar os líquidos preferidos pela pessoa.


 Oferecer, com frequência, pequenos goles quando o esforço respiratório melhorar.
 Evitar líquidos gelados, que podem provocar broncoespasmo.
 Evitar bebidas gaseificadas (refrigerantes) quando a pessoa estiver sibilando (podem
contribuir para a acidose).
4. Incentivar, logo que possível, uma dieta regular e reduzir os líquidos IV à medida que
aumentar a ingestão oral.

5. Observar para ver se há sinais de hiperidratação e edema pulmonar relacionados com


pressão pleural negativa alta gerada durante o broncoespasmo e acumulação de líquidos
intersticiais.
 Normalizar os processos familiares fortalecer a auto-estima:
1. Enquanto a pessoa estiver enferma, incentivar as atividades recreativas capazes de
aprimorar os interesses e as habilidades.

2. Ensinar exercícios respiratórios, modificação da atividade e uso correto da medicação a fim


de promover o controle da asma e a sensação de confiança.

Prevenção
Apesar de não existir cura para a asma, é possível controlar os sintomas e os ataques.
Uma das principais medidas é evitar a exposição aos vários fatores desencadeantes, como o
fumo do tabaco passivo ou ativo, evitar o uso de substâncias potencialmente alérgenas, evitar
estar em ambientes fechados e abafados, evitar consumo de medicamentos como aspirina e
medicamentos pertencentes ao grupo dos AINES, como Ibuprofeno que podem aumentam as
crises asmáticas, isto por estimular a libertação de mediadores químicos que provocam
broncoconstrição ao nível das células de base dos pulmões.

Data: / /
Nota_______ Rubrica____

Tarefa
1. O que é Asma?
2. Como se classifica os tipos de asma, e descreve uma dela.
3. Quais são as principais manifestações clínicas da asma?
Lições nº ____________ Data: / /
Unidade: Assistência de Enfermagem em Afecções Respiratório
Sumário: Pneumonia

Pneumonia: é uma infecção que se instala nos pulmões, podendo acometer a região
dos alvéolos pulmonares. Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um
agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço
alveolar, onde ocorre a troca gasosa.

Pneumonia é contagiosa? De modo geral a pneumonia não é contagiosa e nem


transmissível

Pneumonia tem cura? A pneumonia possui cura e quando o tratamento é feito da forma
correta algumas complicações podem ser evitadas.

Classificação
 Pneumonia viral: Pneumonia viral é uma infecção que se instala nos pulmões causada
por um vírus. Basicamente, pneumonias virais são provocadas pela penetração de um vírus
no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa.

 Pneumonia bacteriana: A pneumonia bacteriana é a mais comum, adquirida na


comunidade (por isso também chamada de comunitária), pela população geral. Algumas
bactérias estão presentes em nosso nariz, boca, garganta, pele e sistema digestivo, podendo
causar a pneumonia quando nossa imunidade cai.

 Pneumonia química: Diferente das pneumonias mais conhecidas, a pneumonia química,


chamada de pneumonite química, não é causada por vírus ou bactérias, mas sim pela
inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros
produtos químicos.

 Pneumonia por fungos: A pneumonia causada por fungos é o tipo mais raro e também o
mais agressivo. É comum ver esse tipo de pneumonia em pessoas com doenças crônicas e
imuno-deprimidas, como pacientes soropositivos ou paciente oncológicos.
 Pneumonia adquirida no hospital: A pneumonia adquirida no hospital, é aquela ocorre
durante uma internação hospitalar para outra doença, pode ser séria porque as bactérias
que a causam podem ser mais resistentes aos antibióticos e porque as pessoas que a
conseguem já estão doentes. As pessoas que estão em máquinas de respiração
(ventiladores), muitas vezes usadas em unidades de terapia intensiva, estão em maior risco
de contrair este tipo de pneumonia.

 Pneumonia por aspiração: A pneumonia de aspiração ocorre quando você inala comida,
bebida, vômito ou saliva nos pulmões. A aspiração é mais provável se algo perturbe seu
reflexo normal de mordaça, como uma lesão cerebral ou problema de deglutição, ou uso
excessivo de álcool ou drogas.

Causas e fatores de risco


Muitos germes podem causar pneumonia, as mais comuns são bactérias e vírus
presentes no ar que respiramos. O corpo geralmente evita que esses germes infectem seus
pulmões, porém às vezes esses germes podem dominar seu sistema imunológico, mesmo que
sua saúde seja geralmente boa.

Os principais fatores de risco da pneumonia são:

 Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos


 Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho
respiratório
 Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias
 Resfriados mal cuidados
 Mudanças bruscas de temperatura
 Baixa imunidade
Normalmente, as vias respiratórias superiores impedem que partículas potencialmente
infecciosas alcancem o trato respiratório inferior estéril. A pneumonia origina-se da flora
normal presente nos pacientes cuja resistência foi alterada, ou a partir de aspiração da flora
presente na orofaringe.
A pneumonia também pode resultar de microrganismos transportados pelo sangue, que
penetram na circulação pulmonar e são aprisionados no leito capilar pulmonar. A pneumonia
afeta tanto a ventilação quanto a difusão.

Pode ocorrer uma reação inflamatória nos alvéolos, produzindo um exsudato que
interfere na difusão do oxigênio e dióxido de carbono. Os leucócitos, em sua maior parte
neutrófilos, também migram para os alvéolos e preenchem os espaços normalmente ocupados
pelo ar.

Áreas do pulmão não são adequadamente ventiladas, devido às secreções e ao edema Da


mucosa que causam oclusão parcial dos brônquios ou alvéolos, com consequente redução na
tensão de oxigênio alveolar. O broncospasmo também ocorre em pacientes com doença reativa
das vias respiratórias.

Devido à hipoventilação, ocorre um desequilíbrio da ventilação-perfusão na área afetada


do pulmão. O sangue venoso que entra na circulação pulmonar atravessa a área hipoventilada
e segue até o lado esquerdo do coração com oxigenação deficiente.

A mistura de sangue oxigenado e não oxigenado ou pouco oxigenado resulta, por fim,
em hipoxemia arterial. Quando uma parte substancial de um ou mais lobos está acometida, a
doença é designada como pneumonia lobar. O termo broncopneumonia é utilizado para
descrever a pneumonia distribuída de maneira focal, que tem a sua origem em uma ou mais
áreas localizadas dentro dos brônquios e que se estende para o parênquima pulmonar
circundante adjacente. A broncopneumonia é mais comum do que a pneumonia lobar.

Manifestações clínicas

 Febre alta (Acima de 37,5° C)


 Tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada
 Falta de ar e dificuldade de respirar
 Dor no peito ou tórax
 Mal-estar generalizado
 Prostração (fraqueza)
 Suores intensos, principalmente a noite
 Náuseas e vômito
Diagnóstico

O médico começará perguntando sobre seu histórico médico e fazendo um exame


físico, como ouvir seus pulmões com um estetoscópio para verificar se há sons que sugerem
pneumonia.

 Exames: Se suspeita de pneumonia, o seu médico pode recomendar os seguintes


testes:
 Exames de sangue: Os exames de sangue são usados para confirmar uma infecção e
para tentar identificar o tipo de organismo que causa a infecção. No entanto, a
identificação precisa nem sempre é possível.
 Raio x do tórax: Isso ajuda seu médico a diagnosticar pneumonia e determinar a
extensão e localização da infecção. No entanto, não pode informar o seu médico sobre
o tipo de germe que causa a pneumonia
 Oximetria de pulso: Isso mede o nível de oxigênio em seu sangue. A pneumonia pode
evitar que seus pulmões movam oxigênio suficiente para a corrente sanguínea
 Teste de escarro: Uma amostra de fluido de seus pulmões (escarro) é tomada após
tosse profunda e analisada para ajudar a identificar a causa da infecção.

Tratamento

A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa


apresenta exarbebações, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria
pneumonia. O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma
ocorrer em três ou quatro dias.

O tratamento da pneumonia é feito de acordo os seguintes grupos Farmacologicos:

 Mucolicticos espectorantes: é utilizado para faclilitar a expectoração, atua


eliminando o excesso de catarro, através da tosse. Ex: Bromexina, Bisolvon.
 Anti-bióticos: utilizado para inibir e diminuir o cerscimento bacteriano. Ex:
Amoxicilina + clavulanato de potássio, Ampicilina.
 Os broncodilatadores por inalação são os principais medicamentos usados no
tratamento da DPOC, permitindo diminuir a falta de ar, a pieira e as limitações para a
prática de exercício físico. Ex: Salbutamol, Fenoterol.
Cuidados de enfermagem
Avaliar o cliente quanto à ocorrência de febre, calafrios, sudorese noturna, dor do tipo
pleurítico, fadiga, taquipneia, uso dos músculos acessórios para a respiração, bradicardia ou
bradicardia relativa, tosse e escarro purulento.

Monitorar o cliente: alterações na temperatura e no pulso; quantidade, odor e coloração


das secreções; frequência e intensidade da tosse; grau de taquipneia ou falta de ar; alterações
nos acha- dos do exame físico (principalmente avaliados por inspeção e ausculta do tórax); e
alterações nos achados das radiografias de tórax.

Avaliar os clientes idosos quanto à ocorrência de comportamento incomum, alteração


do estado mental, desidratação, fadiga excessiva e IC. Recomenda-se o repouso no leito até
que sejam evidenciados sinais de resolução do processo infeccioso.

 Diagnóstico de Enfermagem
 Troca gasosa prejudicada.
 Dor aguda.
 Padrão Respiratório insuficiente
 Intolerância a atividade.
 Nutrição desequilibrada: menor do que as necessidades corporais.
 Hipertermia
 Conhecimento deficiente.
 Risco de Intolerância a atividade.
 Risco de volume de líquidos deficiente.
 Risco de infecção.
 Intervenção de Enfermagem
 Oxigenoterapia
 Aspiração de vias Aéreas
 Assistência Ventilatória
 Monitoração respiratória
 Terapia nutricional
 Monitoração nutricional
 Controle do ambiente
 Ensino: processo da doença
 Terapia Ocupacional
 Promoção do exercício
 Controle de medicamentos

 Resultados Esperados

 Estado Respiratório: permeabilidade das vias aéreas.


 Melhora dos Sinais Vitais
 Resistência
 Repouso
 Autocuidado: atividades da vida diária
 Controle da Dor
Prevenção
 Assoar o nariz
 Ir ao banheiro
 Trocar fraldas
 Usar transporte público
 Também lave suas mãos antes de comer ou preparar alimentos.
Não fume. O fumo prejudica a capacidade dos pulmões de evitar a infecção. As vacinas
podem ajudar a prevenir a pneumonia em crianças, idosos ou pessoas com diabetes , asma ,
enfisema , HIV, câncer ou outras condições com efeitos a longo prazo:

 A vacina contra gripe previne pneumonia e outros problemas causados pelo vírus
influenza. Ela deve ser aplicada anualmente para proteger contra novos ataques de
vírus
 A vacina pneumocócica (Pneumovax, Prevnar) reduz suas chances de contrair
pneumonia de Streptococcus pneumoniae.
Data: / /
Nota_______ Rubrica____

Tarefa
1. O que é a Pneumonia?
2. Diferencia Asma de Pneumonia.
3. Quais são as causas que influenciam a Pneumonia?
4. Quais são as principais manifestações clínicas da Pneumonia?
6. Explica os exames para diagnóstico da Pneumonia?
7. Como é realizado o tratamento da Pneumonia?
8. Explica alguns cuidados de enfermagem.
REFERÊNCIAS
 Brunner & Suddarth, Manual de enfermagem médico-cirúrgica / revisão técnica Sonia
Regina de Souza; tradução Patricia Lydie Voeux. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2015.

 SMELTZER, S. C.; BARE, B.G. Tratado de Enfermagem médico-cirúrgica. 10. ed.


Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
E.P.M.C II

= II E III TRIMESTRE =

OBJECTIVOS

OBJECTIVO GERAL
 Conhecer as alterações Fisiopatologicas em consequência de doenças que implicam
assistências de Enfermagem do foro médico-cirúrgico.
OBJECTIVOS ESPEÍIFICOS
 Identificar os sinais, sintomas, das doenças foro médico-cirúrgico;
 Estabelecer a relação entre os agentes patogénicos das doenças do foro médico-
cirúrgico;
 Descrever as assistências de Enfermagem de cada patologia do foro médico-cirúrgico;
 Explicar as medidas aplicadas para prevenir cada patologia do foro médico-cirúrgico;
 Descrever a abordagem clínica inicial de doenças infecto-contagiosas relevantes para
a Atenção Básica à Saúde;
 Identificar um sintomático respiratório na sua comunidade.
Lição nº_____ Data:____/______/____

Unidade IV: Assistência de Enfermagem Cirúrgica a Pacientes Portadores de doenças


dos sistema Urinário
Sumário: Revisão anatómica do sistema Urinário
4.2- doenças do sistema Urinário/ Sinais e Sintomas/ Causas
4.3- Cuidados de Enfermagem.

REVISÃO ANATOMICA DO SISTEMA URINÁRIO


O aparelho urinário promove a filtragem de todo o sangue do organismo retirando resíduos
provenientes do metabolismo celular. Estes resíduos precisam ser eliminados porque são
tóxicos se acumulados no organismo. E composto pelos rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.
O sistema urinário compreende:
 Dois órgãos glandulares, os rins;
 Dois canais excretores, os ureteres;
 Um reservatório, a bexiga;
 Um canal que liga a bexiga ao exterior, a uretra.

Fonte: (Ramé & Thérond, 2016)

3.2- DOENÇAS DO SISTEMA URINÁRIO/ SINAIS E SINTOMAS/ CAUSAS


As infecções do aparelho urinário recebem nomes de acordo com sua localização. Na bexiga,
cistite; nos rins, nefrite, glomérulo-nefrite e pielonefrite; Na uretra, uretrite; na próstata,
prostatite. São causadas por bactérias e tratadas com antibióticos.
GLOMERULONEFRITE
Definição: é uma resposta inflamatória do glomérulo contra alguma substância nociva
(antígeno) que invade o organismo humano, e que o sistema imunológico tenta destruir. Ao
fazer isso, o sistema imunológico produz anticorpos que, ao se depararem com o antígeno, se
ligam a ele, formando o que chamamos de complexo antígenoanticorpo. Este complexo
antígeno-anticorpo se adere ao glomérulo, obstruindo-o e causando inflamação. Quando isso
ocorre em muitos glomérulos, temos a glomerulonefrite aguda.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Existem situações em que a glomerulonefrite aguda passa despercebida pela pessoa, somente
sendo descoberta após exame de urina de rotina. A pessoa pode apresentar:
 Cefaléia;
 Mal-estar geral;
 Edema facial;
 Dor no flanco;
 Hipertensão arterial- que pode variar de leve à grave; Diminuição da diurese;
 Hematúria;
 Colúria.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Durante a hospitalização, a equipe de enfermagem, diariamente:
 O Deverá encaminhar o cliente para pesar e realizará balanços hídricos, de modo a
acompanhar a recuperação da função renal pelo aumento ou redução do edema.
 Oferecer dieta com restrição de sódio, água e proteínas, de modo a diminuir o edema,
a pressão arterial e o risco de uremia.

Em nível ambulatorial, os profissionais de enfermagem devem:


 Salientar a importância do acompanhamento e da adesão ao tratamento, bem como
orientar quanto ao repouso que deve ser com os membros inferiores elevados para
reduzir o edema e sobre a necessidade de pesar-se diariamente.
 Instruir o paciente a notificar ao profissional que a está acompanhando sintomas, como
fadiga, náuseas, vômitos e diminuição da urina
 Orientar a família a participar do tratamento e acompanhamento, recebendo
informações sobre o que está acontecendo, tendo suas perguntas respondidas e sendo
respeitada a sua liberdade de expor suas preocupações
CISTITE
Acomete, principalmente mulheres, que, por terem a uretra muito curta (quatro centímetros
de comprimento), estão mais sujeitas do que o homem a infecções trazidas do exterior. É a
inflamação da parte interna da bexiga, cuja mucosa fica irritada e inflamada, provocando dor
e necessidade de urinar com freqüência. A infecção pode-se espalhar, atingindo os rins através
dos ureteres, mas, se tratada a tempo, cura-se facilmente.
Há vários tipos de cistite, como:
* Cistite bacteriana, o tipo mais comum, o qual geralmente é causada por bactéria coliforme
sendo transferida do intestino para a bexiga através da uretra.
* Cistite intersticial é considerada mais uma lesão da bexiga resultando em irritação constante
e raramente envolve a presença de infeção. A causa da cistite intersticial é desconhecida, mas
suspeita-se que ela possa ser autoimune, quando o sistema imunológico ataca a bexiga.
* cistite eosinofílica é uma forma rara de cistite que é diagnosticada por biópsia. Nesses casos,
a parede da bexiga é infiltrada com altas números de eosinófilos (tipo de glóbulo branco). A
causa da cistite eosinofílica é desconhecida, porém ela pode ser engatilhada em crianças por
certos medicamentos.
* cistite por radiação geralmente ocorre em pacientes passando por radioterapia para
tratamento de câncer.

CÁLCULOS RENAIS (PEDRAS NOS RINS)

São cristais de diferentes tamanhos, formados de constituintes urinários que se depositam nos
rins, mas podem ser encontrados em qualquer parte do aparelho urinário. Como causam
obstrução, provocam muita dor, que se irradia para as costas e abdome, com náuseas e
vômitos. O tratamento, em geral, é cirúrgico para remoção de cálculos grandes.
Modernamente, existe a litotripsia ultra-sônica, por meio da qual a pedra é fragmentada a laser
e, posteriormente, eliminada naturalmente. A conduta de caráter preventivo é a ingestão
aumentada de água, para que a urina seja eliminada menos concentrada.
Os cálculos renais, popularmente chamados de pedra no rim, são formações sólidas de sais
minerais e uma série de outras substâncias, como oxalato de cálcio e ácido úrico. Essas
cristalizações podem migrar pelas vias urinárias causando muita dor e complicações. Os
cálculos podem atingir os mais variados tamanhos, variando de pequeninos grãos, até o
tamanho do próprio rim. Eles se formam tanto nos rins quanto na bexiga.
PROTEINÚRIA
Normalmente, o organismo aproveita as proteínas para as suas funções vitais e as sobras são
eliminadas pelos rins. Proteína em excesso, na urina, não é um problema em si, mas pode ser
um sinal de deficiência do funcionamento dos rins.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
É a falta de controle da bexiga, com perda involuntária da urina. Acomete, principalmente,
os idosos, pois os músculos que controlam a passagem da urina para a uretra tornam-se menos
eficientes. Pode ser causada por infeção urinária. Há dois tipos de incontinência:
Incontinência de urgência - incapacidade de controlar a bexiga ao sentir vontade de urinar.
Incontinência de esforço - a urina escapa quando ocorre aumento súbito de pressão no
abdome. Acontece ao tossir, espirrar, pular, correr, evacuar, erguer objetos. É mais comum
nas mulheres.
INSUFICIENCIA RENAL CRÔNICA

Fonte: saúde bem estar( 2021)


Chamamos de insuficiência renal a condição na qual os rins perdem capacidade de efetuar
suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e
rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e
irreversível. Como sua instalação é lenta, o organismo consegue adaptar-se até fases bem
tardias da insuficiência renal crônica. Portanto, trata-se de uma doença silenciosa.
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA
Definição: Caracteriza-se por perda súbita e quase completa da função renal causada pela
diminuição da filtração glomerular, resultando em retenção de substâncias que normalmente
seriam eliminadas na urina, como a ureia, a creatinina, o excesso de sódio, de potássio, de
água e de outras substâncias tóxicas.
Manifestações Clínicas: Os sinais e os sintomas da insuficiência renal variam de acordo com
a causa e o nível de prejuízo renal.
 Letargia;
 Náuseas;
 Vômitos e diarreia;
 Pele e mucosas apresentam-se secas por desidratação;
 Hálito urêmico;
 Sonolência;
 Queixas constantes de cefaléia;
 Pode apresentar abalos musculares;
 Convulsões;
 Arritmias e parada cardíaca nos casos graves;
 Volume urinário apresenta-se diminuído;
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
 Monitorizar a função renal através do balanço hídrico e da pesagem diária;
 Avaliar frequentemente seu estado, observando e registrando sinais de
comprometimento cardíaco, como dispnéia, taquicardia e distensão das veias do
pescoço;
 Estar atenta e preparada para situações de emergências que podem ocorrer, como
arritmias e parada cardíaca.
 Manter a família informada a respeito de suas condições, auxiliando-os na
compreensão do tratamento.
 Existem algumas drogas que possuem grande capacidade de causar lesões renais. Tais
drogas são denominadas de nefrotóxicas, como alguns antibióticos. Nesses casos, a
pessoa precisa ter a função renal avaliada, cautelosamente, durante todo o tratamento.

CÂNCER DE BEXIGA

Câncer de bexiga se refere a diversas formas de crescimentos malignos da bexiga urinária. É


um câncer no qual células anormais se multiplicam sem controle na bexiga urinária. A bexiga
é um órgão muscular oco que armazena urina, estando localizada na pelve. O tipo mais comum
de câncer de bexiga inicia nas células que recobrem o interior da bexiga e é chamado de
carcinoma de células uroteliais ou carcinoma de células transicionais (CCT).
Para o tratamento é necessário:
 Máquina de hemodiálise – bombeia o sangue;
 Linhas de sangue próprias – transportam o sangue;
 Dialisador (“rim artificial”) – filtra o sangue;
 Acesso vascular - acesso ao sangue corporal.
A máquina bombeia o seu sangue, através das linhas, até ao dialisador. Os produtos tóxicos e
a água em excesso do seu organismo são filtrados pelo dialisador e o “sangue limpo” regressa
novamente ao seu organismo. O seu médico nefrologista irá definir o seu programa de
hemodiálise. Normalmente o tratamento realiza-se 3 vezes por semana em dias alternados.
Cada sessão tem uma duração média de 4 horas (Barros, 2018, p. 74).
Lição nº_____ Data:____/______/____

Unidade V: Assistência de Enfermagem Cirurgica a Pacientes Portadores de doenças


dos sistema Osteo- Articular
Sumário: Revisão anatomica do sistema Osteo- Articular
5.2- doenças do sistema Osteo- Articular / Sinais e Sintomas/ Causas
5.3- Cuidados de Enfermagem.

REVISÃO ANATOMICA DO SISTEMA OSTEO- ARTICULAR


Esqueleto: É um conjunto de estruturas ósseas e cartilagíneas articuladas entre si e que
constituem a parte passiva do Aparelho locomotor.
Divisão do Esqueleto:
Esqueleto Axial - Composta pelos ossos da cabeça, pescoço e do tronco.
Esqueleto Apendicular - Composta pelos membros superiores e inferiores. A união do
esqueleto axial com o apendicular se faz por meio das cinturas escapular e pélvica (Marciano,
2016).
Suas principais funções são: Proteção, sustentação, conformação, armazenamento de íons de
cálcio e fósforo, sistema de alavancas que permitem os movimentos.
Proteção – Os ossos constituem armaduras que protegem órgãos com função importantes
como o cérebro, coração, pulmão entre outros.
Sustentação e conformação – Alem de proporcionarem a sustentação do corpo os osso nos
permitem possuir uma morfologia que nos difere das demais espécies e nos torna semelhante
entre si.
Armazenamento de Íons de cálcio e fósforo – Os ossos são formados em parte por sais
minerais, como íons de cálcio e fósforo; especialmente no que se refere á parte compacta do
osso, o tecido ósseo compacto. Esses sais são armazenados nesta matriz óssea e são utilizados
á medida do necessário, quando o organismo perde a capacidade e sintetizá-los. Com o passar
do tempo observa-se a osteopenia, que antecede a osteoporose. Neste período o osso torna-se
mais fraco, suscetível fraturas. Na gravidez íons de cálcio e fósforo da matriz óssea da mãe
são usados para formar o esqueleto do feto, trazendo por vezes a osteopenia.
Sistema de alavancas - Os ossos desempenham o papel de alavancas mecânicas, que permitem
os movimentos associados a outras estruturas como: articulações, músculos, SNC e periférico.
Hematopoiese - No recém nascido, a medula óssea possui coloração avermelhada e produz
células do sangue (hemácias e alguns leucócitos).
Com a maturação óssea a medula rubra vai sendo substituída por gordura tornando-se amarela
e perdendo sua capacidade hematopoiética.
No adulto apenas alguns poucos ossos continuam desempenhando esta função. Uma
interrupção precoce nesta função pode ocasionar menor defesa imunológica.
Os ossos podem sem:
Longos – fêmur
Alongados – costelas
Largos, laminares ou chatos – escápula
Curtos - calcâneo
Pneumáticos - (com cavidade) – esfenóide

3.2- DOENÇAS DO SISTEMA OSTEO- ARTICULAR / SINAIS E SINTOMAS/


CAUSAS
Osteonecrose - O infarto do osso esta normalmente associada ao uso de corticoides ou á
necrose óssea idiopática,exceto em caso de fraturas.
Osteomielite - O periósteo, o conteúdo da cavidade medular e o tecido ósseo tornam-se
infectados, Geralmente o agente causador é o Staphylococus aureus. Um abscesso forma a
lesão inicial, espalha-se pelo osso convertendo o tecido gorduroso da cavidade medular em
pus destruindo o tecido ósseo.
Tumores dos ossos - Muitos tipos de tumores podem ser identificado nos ossos tanto os
benignos como os malignos. Alguns tumores ósseos originam-se em outros órgãos como o
pulmão, mamas, próstata. Sua presença pode ser detectada pela radiografia.
Hérnia de disco - É uma protuão do material interno, mole e elástico de um disco
intervertebral.
Espinha Bífida - Quando porções posteriores das vértebras não formam um arco completo.
Mais comum nas regiões lombar e sacral, se o defeito é extenso, os revestimentos da medula
espinhal e ela própria podem se tornar protraídos.
Curvaturas anormais
Escoliose - Curvatura lateral da coluna vertebral geralmente na região torácica.
Cifose - É um exagero da curvatura torácica da coluna vertebral, também denominada ombros
redondos.
Lordose - É um exagero da curvatura lombar da coluna vertebral.
Fratura – É a quebra de um osso. Pode ser: Simples, Exposta ou aberta, Com afundamento,
Impactada e Cominutiva.
Tuberculose do osso - É um tipo de osteomielite causada pela Mycobacterium tuberculosis,
geralmente transportada pela corrente circulatória a partir de uma infecção de pulmão ou
linfonodos.
Caracterizada pela intensa destruição óssea.
Osteoporose - É o resultado da redução gradual da taxa de formação do osso enquanto a taxa
de reabsorção óssea continua normal. Esta condição faz com que o osso se torne fraco e
propenso a fraturas. Mais comum em idosas, em membros paralisados ou imobilizados e
mulheres grávidas.
Doença de Paget - É o espessamento e o amolecimento irregular do osso, especialmente dos
ossos do crânio, da pelve e de membros.
Raquitismo e Osteomalacia – Ambos são resultados da desmineralização e subsequente
amolecimento do osso. O raquitismo acomete crianças e a osteomalacia acomete ossos do
adulto.
Sistema Articular
Chama-se articulação ao conjunto de elementos pelos quais os ossos se unem uns aos outros.
As articulações são classificadas em função da sua estrutura e grau de mobilidade. O estudo
das articulações chama-se artrologia. (Ramé & Thérond, 2016, p. 98)
As articulações são divididas de acordo com sua estrutura e mobilidade, e ainda ao material
que se interpõe ás estruturas ósseas articuladas.
 Fibrosa (sinartrose) ou móveis
 Cartilaginosas (anfiartroses) ou com movimentos limitados
 Sinoviais (diartrose) ou junturas de movimentos amplos
Alterações
Artrite – É qualquer tipo de inflamação das articulações. É frequente e pode ser de simples
incômodo até doenças articulares graves. O principal problema enfrentado por quem sofre de
artrite é o risco de anquilose (fixação) das articulações afetadas que leva a incapacitação.
Artrite Reumatoide – Relacionada com problemas reumáticos, afeta principalmente mãos e
pés, trazendo muita dor e deformação da articulação atingida.
Artrite Traumática – Surge após uma lesão, afeta principalmente joelhos, punhos e tornozelos.
Artrite Infeciosa – É uma eventual sequela de determinadas doenças infeciosas, e seus
sintomas desaparecem quando se cura o problema inicial.
Artrite Gotosa – Causada pelo acúmulo de ácido úrico no sangue, é uma doença que provoca
dor, diminuição dos movimentos e deformidades.
Artrite Degenerativa – Desenvolve-se como resultado da degeneração natural das
articulações.
Artrite associada a processos sistêmicos auto-imunes – Quando o organismo produz
anticorpos para as suas próprias células entre elas as articulações, provocando um processo
inflamatório comum com dor, calor e edemas . Produz deformidades principalmente se
acometer mãos e pés.
Artrose – É um sintoma do envelhecimento. As articulações possuem uma capa de cartilagem
que evita o atrito, com o passar do tempo esta proteção cartilaginosa se deteriora e perde sua
função. Pode ser também sequela de doença metabólica, como a gota, ou consequência de
lesões ou inflamações. Produz dor de intensidade variada especialmente durante os
movimentos.
As maiores complicações são quando atinge as vértebras do pescoço pois podem trazer enjoos
e desorientação. A artrose cervical provoca ainda um desenvolvimento ósseo irregular nestas
vértebras que pressionam os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro podendo causar
desmaios e deterioração das fibras nervosas.
A prevenção é feita com exercícios em especial o alongamento e flexão das articulações
afetadas.
Reumatismo - Esta denominação engloba muitos distúrbios do tecido conjuntivo em especial
articulações, ossos, ligamentos e tendões .Sua principal complicação é a dor local que varia
de intensidade piorando em alguns períodos e desaparecendo em outros, pode ser esporádica
ou constante, acompanha edema e vermelhidão.
Tendinite - Os tendões são fibras de grande resistência que unem os músculos aos ossos.
Quando geralmente por um trauma leve a parte fibrosas de um deles se solta e inflama produz
a tendinite. Que aparece como consequência de um esforço muscular excessivo ou movimento
brusco forçado ou repetitivo.

SISTEMA MUSCULAR
Os músculos representam 60% do peso corporal, Miologia é o estudo deste sistema. Como
são fixados ao arcabouço ósseo, os músculos são responsáveis em grande parte pela forma do
corpo humano. Suas funções dependem de sua localização, porem em todos os casos sua
função é definida por uma contração. Existem três tipos diferentes de músculos. Os que
participam dos movimentos (músculos estriados esqueléticos).
 Os que constituem o miocárdio (músculo estriado cardíaco).
 Os que compõem a parede das vísceras ocas e tubulares (músculo liso).
 Em relação a contrações são divididos ainda em voluntários e involuntários.
Voluntários – são estriados e trabalham segundo a consciência. Ex Tríceps, e bíceps.
Involuntários - são os lisos e trabalham sem controle da consciência. Ex útero, diafragma.
Doenças do Musculo
Cãibra – Contração involuntária do músculo, decorrente do acúmulo de ácido lácteo nas
fibras musculares, geralmente por sobrecarga física. Traz dor intensa, enrijecimento do
músculo e impossibilidade temporária de movimento.
Convulsão – Movimentos involuntário dos músculos, pode ser tônica ou clônica. Traz dor
intensa, enrijecimento muscular, exaustão.
Hipertrofia Muscular – Atividade muscular excessiva ou forçada faz com que o músculo
aumente de tamanho. As fibras aumentam de diâmetro e ganham grande quantidade de
miofibrilas, substratos e substância do metabolismo intermediário.
Atrofia muscular – Quando o músculo não é usado ou quando é usado apenas para contrações
muito fracas. Com um ou dois meses sem uso o músculo diminui à metade seu volume.
Pé Chato – Redução das curvas normais do pé, a sola fica planificada, Vários fatores podem
trazer esta condição: perda da tensão ou forçados músculos que sustentam o arco plantar,
sobrepeso, alongamento gradual de tendões e ligamentos que sustentam esta região.
Mialgia - Doença inflamatória e dolorosa que afeta músculos voluntários, podendo afetar
também estruturas que existam ao redor dos músculos e dos ossos. Pode ser causado pelo
resfriamento repentino após atividade física rigorosa, porem a causa principal é infecção local.
Mais freqüente em músculos das costas (Barros, 2018, pp. 10-12).
Lição nº_____ Data:____/______/____

Unidade VII: Assistência de Enfermagem Cirúrgica a Pacientes Portadores de doenças


Metabólicas.
Sumário: Doenças Metabólicas
7.2- Conceito, Classificação, Causas, sinas e sintomas
7.3- complicações
7.4 Cuidados de Enfermagem.

Ter um corpo saudável é indispensável para garantir a qualidade de vida. Porém, devido a
várias mudanças nos últimos anos, a obesidade e má alimentação, essa tem sido uma tarefa
cada vez mais difícil. Essas questões têm incorrido em um aumento considerável no número
de doenças metabólica
DOENÇAS METABÓLICAS

As doenças metabólicas são doenças que causam alteração no funcionamento geral do


organismo.
as reacções quimicas ou da velocidade que elas ocorrem.
Os sintomas das doenças metabólicas são uma consequência de outras condições associadas.
Podemos destacar. (Uyesaka, 2020, S/p):
 Problemas de colesterol- com risco de derrame e infarto.
 Alterações de glicemia;
 Roncos;
 Dor de cabeça;
 Fadiga;
 Alteração menstrual
 Perda de libido
 Ganho de peso
 Dores articulares
 Pressão alta
OBESIDADE
É uma doença caracterizada pelo excesso e acúmulo de gordura corporal normalmente
associada a outros problemas de saúde- ela é causada pelas dietas ricas em gorduras, falta de
exercício físicos, predisposição genética e alterações endócrinas .
É acumulação excessiva, mais ou menos generalizada, de tecido adiposo, que provoca um
aumento de peso suoerior a 25% do peso estimado normal. Pode ser exógena, devida a
superalimentação, ou endógena, devida a perturbações metabólica ou endócrinas. (Fonseca,
Alves, Andersen, de Almeida, & Tojinha, 2012, p. 537)
INTOLERÂNCIA A LACTOSE
Geralmente, a intolerância a lactose ocorre quando há a capacidade total ou parcial do
organismo de produzir a láctase- uma enzima que quebra a lactose.
Diabetes

É uma doença cônica caracterizada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio


responsável por metabolizar a glicose para a produção de energia. Por consequência, ocorre
um aumento do açúcar no sangue.( Heimbecher, 2022, s/p).
O diabetes melito também conhecido como diabetes sacarina ou diabetes açucarado e diabete,
é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no
sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém, quando em excesso,
pode trazer várias complicações à saúde como por exemplo o excesso de sono no estágio
inicial, problemas de cansaço e problemas físico-táticos em efetuar as tarefas desejadas.
Quando não tratada adequadamente, podem ocorrer complicações como ataque cardíaco,
derrame cerebral, insuficiência renal, problemas na visão, amputação do pé e lesões de difícil
cicatrização, dentre outras complicações.
Tipos:
Diabetes tipo 1- acontece quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas
células sofrem de destruição autoimune. O pâncreas perde a capacidade de produzir insulina
em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos
ataquem as células que produzem a essa hormônio.
Diabetes tipo 2- afeta a forma como o corpo metaboliza a glicose, de modo que o paciente
pode apresentar resistência aos efeitos da insulina, ou que não produz insulina suficiente para
manter um nível de glicose normal.
III TRIMESTRE

Lição nº_____ Data:____/______/____

Unidade I: Assistência de Enfermagem Cirúrgica a Pacientes Portadores de doenças do


Sistema Circulatório
Sumário: Revisão Anatómica do Sistema Circulatório
1.1- Sinais e Sintomas
1.2- Tipos de doenças
1.2- Cuidados de Enfermagem
1.3- Educação para a Saúde

Revisão Anatómica do Sistema Circulatório

O sistema circulatório é dividido em sistema circulatório sanguíneo, com as funções de levar


oxigénio e nutrientes aos tecidos e deles trazer seus produtos, que serão redistribuídos a outros
órgãos e tecidos e seus resíduos, que serão eliminados (ver sistema urinário) e em sistema
circulatório linfático, que transporta para a circulação sanguínea o excesso de líquido
intersticial, bem como substâncias de grande tamanho, incapazes de passar directamente dos
tecidos para aquela. Além disto ajuda na defesa do organismo contra o ataque de
microrganismos.
Em síntese o sistema circulatório pode ser dividido em: sistema sanguíneo composto por :
artérias, veias, capilares e coração e cujo fluido é o sangue e em sistema linfático, formado
por vasos linfáticos, linfonodos, tonsilas e órgãos hemopoiéticos e cujo fluido é a linfa.
O sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias,
capilares e veias) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que
atua como bomba aspirante-premente. (Silva, 2010, p. 2)
A função básica do sistema cardiovascular é a de levar material nutritivo e oxigénio às células
e permitir que algumas actividades sejam executadas com grande eficiência, como:
 Transporte de gases
 Transporte de nutrientes
 Transporte de resíduos metabólicos
 Transporte de harmónios
 Transporte de calor
 Distribuição de mecanismos de defesa
 Coagulação sanguínea
O coração

Fonte: (Ramé & Thérond, 2016)


Sinais e Sintomas das doenças do sistema Circulatório : Dor cardíaca, Palpitações,
Dispneia, tosse e expetoração, hemoptise, desmaio, alterações do sono, cianose, edema,
astenia e posição de cócoras.
1.2 Doenças do Sistema Circulatório
Segundo Men (2008/2009), Existem muitos tipos de doenças que alteram o funcionamento do
sistema cardiovascular causando sérios prejuízos à saúde. Conheça alguns tipos de DCV e as
suas consequências para o organismo.
 ATEROSCLEROSE: O ENDURECIMENTO DAS ARTÉRIAS
A aterosclerose é causada pelo depósito de colesterol nas artérias que reduz aos poucos o
diâmetro desses vasos, dificultando a circulação. Com o passar do tempo, as paredes das
artérias endurecem e perdem a sua elasticidade, o que pode causar hipertensão arterial e
obstrução de vasos sanguíneos importantes, prejudicando a circulação do sangue.
Existe 2 tipos de colesterol: LDL – colesterol Ruim, por se acumular facilmente nas paredes
dos vasos. HDL- colesterol Bom, porque ajuda a retirar o LDL nas paredes dos vasos.

 FLEBITE E TROMBOFLEBITE
Denomina-se Flebite a todo tipo de inflamação que ocorre na parede de uma veia. Esta
inflamação que pode ser ocasionada por vários motivos é mais comummente encontrada nas
veias dos membros inferiores, especificamente nas veias superiores das pernas.
Pode ser causada por organismos patogénicos como as bactérias, por certos medicamentos,
por traumatismo físico ( mau uso da seringa durante a injecções, por ficar muito tempo
imobilizado após uma cirurgia ou uma viagem longa. Pessoas obesas, sedentários, que tomam
anticoncepcionais, que possuem varizes, e que fumam possuem uma predisposição maior para
desenvolver flebite.
Sintomas: vermelhidão e dor localizada, inchaço, sensação de ardor e calor na veia inflamada
e febre.
 TROMBOSE
É a formação de um coágulo no sangue ( Trombo) que obstrui ou dificulta a circulação de
uma vaso qualquer. Dependendo do local e do tamanho do trombo, a trombose pode causar
AVC.
Sintomas: Inchaço, vermelhidão, limitações de movimento e dor.
 EMBOLIA
É o evento na qual um corpo estranho ( Êmbolo) presente na corrente sanguínea viaja pelo
organismo e acaba ficando em uma artéria.
O êmbolo pode ser um coágulo, um tecido adiposo( com gordura), ar. (Pinheiro , 2022)
 FILIAROSE OU ELEFANTIASE
É uma doenças parasitaria causada por vermes( Wuchereria bancrofti) e transmitida através
da picada da fêmea do mosquito( Culex)
Sintomas: Inchaço na Virilha, febre, aumento do tamanho do membro afectado, dores
musculares, mal estar, dor de cabeça, presença de gordura na urina.
 ANEURISMA
É a dilatação anormal de uma artéria. Pode ser provocada pela aterosclerose.

 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)


Quando ocorre um AVC, parte do cérebro deixa de receber oxigénio, ou por um coágulo que
obstrui a passagem de sangue por uma artéria ou pelo rompimento dessa artéria. Uma parte
do tecido cerebral morre, e isso pode ocasionar uma paralisia parcial ou total do corpo ou a
morte do indivíduo.
Sintomas: Confusão, dificuldade para falar ou para entender; dificuldade para enxergar com
um ou ambos os olhos; dificuldade para andar, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação;
dor de cabeça intensa sem causa aparente; desmaio
 INFARTO DO MIOCÁRDIO
O enfarto do miocárdio ocorre quando as células de uma determinada região do coração
deixam de receber sangue e morrem.
A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de oxigénio) no músculo
cardíaco (miocárdio) devido a uma oclusão de uma artéria coronária.
A pessoa tem que ficar alerta aos seguintes sintomas: dor e pressão no peito, que pode
estender-se ao pescoço e ao braço esquerdo, dor abdominal, palidez, falta de ar, temperatura
baixa e pulsação fraca.
 HIPERTENSÃO
A hipertensão arterial é uma doença que surge quando há um aumento exagerado da tensão
do sangue nas paredes das artérias. Existe uma série de factores, de origem genética e
ambiental que podem originar esta condição. Os sintomas da hipertensão são as tonturas,
hemorragias nasais e dores de cabeça. Está demonstrado que mudar alguns hábitos de vida é
muitas vezes suficiente para controlar a hipertensão, nomeadamente diminuir o consumo de
sal, comer frutas, legumes e saladas, praticar exercício físico, evitar o consumo de álcool,
reduzir o stress e perder peso. No entanto, quando a alteração dos hábitos de vida não é
suficiente deve recorrer-se ao tratamento com recurso à utilização de fármacos.
 ANGINA DO PEITO
A angina ou angina de peito, caracteriza-se por uma dor torácica transitória ou uma sensação
de pressão que se produz quando o músculo cardíaco não recebe oxigénio suficiente. Aparece
de forma característica durante um esforço físico, dura só alguns minutos e desaparece com o
repouso. Algumas pessoas podem prevê-la, pois conhecem com que grau de esforço a angina
de peito se manifesta (para outras os episódios são imprevisíveis).
Pode também surgir devido à obstrução de uma artéria coronária fazendo com que o fluxo
sanguíneo pare quase completamente. Os sintomas neste caso são semelhantes aos de um
enfarte mas menos intensos e com duração inferior (menos de 20 minutos) e incluem aperto
no peito que irradia para o braço esquerdo, normalmente acompanhado por falta de ar, palidez
e náuseas
 DOENÇAS CARDÍACAS CONGÉNITAS
As cardiopatias congénitas são malformações ou defeitos na anatomia do coração e vasos
sanguíneos desde o nascimento. Podem ser muito graves e pôr a vida em risco. As causas mais
frequentes para estas doenças são os fatores ambientais a que a mãe se expõe durante a
gravidez, principalmente durante os 3 primeiros meses (infeções por vírus rubéola e
citomegalovírus; exposição a raios X, excessivo consumo de álcool e administração de alguns
medicamentos) e as anomalias genéticas ou cromossómicas.
 MIOCARDIOPATIAS
As miocardiopatiaas são patologias do músculo do coração – o miocárdio – que, apesar de
poderem evoluir sem manifestação de sintomas, podem vir a originar insuficiências graves no
funcionamento do coração. Dividem-se em:
Miocardiopatia dilatada: dilatação das cavidades ventriculares provocada pelo depósito de
fibras de colagénio no próprio músculo cardíaco, o que provoca a progressiva debilidade do
músculo cardíaco, com diminuição da sua força contráctil afetando, a longo prazo, o
funcionamento global do coração;
Miocardiopatia hipertrófica: desorganização das células do músculo cardíaco, irregular
espessamento e endurecimento das paredes dos ventrículos, o que provoca o aumento do
tamanho do coração provocando complicações como a insuficiência cardíaca. A
miocardiopatia hipertrófica é uma das causas da morte súbita;
Miocardiopatia restritiva: as paredes dos ventrículos perdem a sua elasticidade e a sua
capacidade de dilatação devido ao depósito de certas substâncias que endurecem o tecido
muscular.
Desconhecem-se ainda as causas de algumas destas doenças mas sabe-se que há uma certa
predisposição genética no aparecimento de algumas delas.
DOENÇAS INFLAMATÓRIAS DO CORAÇÃO E SEU REVESTIMENTO
ENDOCARDITES, MIOCARDITES, PERICARDITES
Estas doenças são causadas por agentes infeciosos como algumas bactérias e fungos que
afetam o coração e o seu revestimento.
 ENDOCARDITE
Inflamação das estruturas internas do coração causadas por agentes infeciosos. Afeta
principalmente as válvulas cardíacas e forma-se normalmente quando uma bactéria a circular
na corrente sanguínea se aloja em uma das válvulas, multiplicando-se e formando o que
chamamos de vegetação valvar (emaranhado de bactérias, glóbulos brancos, glóbulos
vermelhos, fibrinas e restos celulares). As endocardites podem ser causadas pela família das
bactérias Streptococcus e Enterococos e Staphylococcus.
Os sintomas mais comuns são a febre e calafrios, falta de ar, cansaço e podem evoluir para
insuficiência cardíaca, com intensa falta de ar, incapacidade de ficar deitado e edemas nas
pernas. O diagnóstico é geralmente confirmado através do ecocardiograma, que é um exame
capaz de identificar a presença de vegetações nas válvulas do coração. O tratamento da
endocardite é feito obrigatoriamente com antibiótico por via venosa. Nos casos mais graves,
quando há destruição da válvula cardíaca pela infeção, é necessária uma cirurgia para
substituição de válvula, com implantação de uma válvula artificial.
 MIOCARDITE
Inflamação do miocárdio que pode surgir como consequência de uma infeção de alguns vírus
e determinados parasitas, em especial o Trypanosoma cruzi, agente causador de uma doença
comum na América do Sul, conhecida como doença de Chagas. A miocardite pode também
aparecer como consequência de várias doenças autoimunes, como o lúpus e a artrite
reumatóide. As miocardiopatias costumam afetar pessoas com antecedentes familiares neste
tipo de doenças, alcoólicos e indivíduos que sofram de outras doenças autoimunes ou
metabólicas.
A miocardite viral é uma doença relativamente frequente, que muitas vezes não gera
manifestações importantes e diminui de intensidade sem qualquer intervenção. Nos casos mais
graves, sempre que se evidenciem manifestações próprias de uma insuficiência cardíaca
incipiente, como sensação de falta de ar e dificuldade respiratória, recomenda-se repouso e
administração de medicamentos anti-inflamatórios.
No caso da doença de Chagas e nas doenças autoimunes, a doença pode permanecer
assintomática durante algum tempo, mas normalmente o processo inflamatório persiste e
evolui ao longo de muitos anos até provocar uma miocardiopatia dilatada.
 PERICARDITE
Nesta doença, o pericárdio (saco exterior que reveste o coração) apresenta zonas fracas ou
buracos. Estes defeitos podem ser perigosos porque o coração ou um vaso sanguíneo principal
pode sobressair (hérnia) através de um buraco do pericárdio e ficar preso e obstruir-se, o que
pode causar a morte em minutos.
Estas anomalias reparam-se habitualmente, através de uma intervenção cirúrgica; se a
reparação não é possível, extrai-se a totalidade do pericárdio. Para além dos defeitos de
nascença, as doenças do pericárdio podem ser consequência de infeções, feridas e tumores
que se disseminaram.
1.2- CUIDADOS DE ENFERMAGEM
 Realizar uma avaliação abrangente da dor( local, característica, duração, frequência,
intensidade ou factores agravantes ;
 Oferecer informações sobre a dor, como suas causas, tempo de duração e
desconforto;
 Avaliar os sinais vitais durante e após as intervenções quando necessário;
 Monitorar sinais e sintomas de hipotermia e hipertimia;
 Explicar todos os procedimentos, inclusive sensações que o cliente pode ter durante
qualquer procedimento;
 Oferecer informações reais sobre o diagnóstico, tratamento e prognóstico;
 Permanecer como cliente para promover a segurança e reduzir o medo;
 Explicar o propósito do tratamento ao cliente;

1.3- EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE


 Controlar a pressão arterial;
 Manter índices adequados de glicose, colesterol, triglicerídeos;
 Ter uma alimentação saudável, na base de vegetais, frutas, fibras e carnes magras;
 Praticar exercícios físicos regularmente; não fumar
 Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso
Lição nº_____ Data:____/______/____

Unidade VIII: Assistência de Enfermagem Cirurgica a Pacientes Poli- Traumatizados.


Sumário: Conceitos
8.2- Causas, sinais e sintomas, tratamento
8.3- Complicações
8.4- Cuidados de Enfermagem

Politraumatismo é um sinistro que provoca a uma vítima a sofrer traumatismos múltiplos.


Atitude a tomar:
o Se a vítima estiver consciente, tentar acalmá-la.
o Mantê-la confortavelmente aquecida.
o Vigiar a respiração e o pulso.
o Fazer o primeiro socorro indicado para cada um dos traumatismos.
o Activar o Serviço de Emergência Médica.
Contra-indicação
o Deslocar a vítima.
1. TRAUMATISMO CRANIANO
Deve-se suspeitar sempre de traumatismo craniano se a vítima apresentar um ou mais dos
seguintes sinais e/ou sintomas:
o Ferida do couro cabeludo ou hematoma.
o Perda de conhecimento.
o Diminuição da lucidez e/ou sonolência.
o Vómitos.
o Perturbações do equilíbrio.
o Uma das pupilas mais dilatadas
o Paralisia de qualquer parte do corpo
o Saída de sangue ou líquido cefalorraquidiano pelo nariz, boca ou ouvidos.
Atitude a tomar:
Acalmar a vítima.
Colocá-la sobre uma superfície dura, sem almofada, entre dois lençóis enrolados.
Mantê-la confortavelmente aquecida.
É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.58
2. TRAUMATISMO DA FACE
Atitude a tomar:
o Colocar a vítima em posição semi-sentada.
o Lavar-lhe cuidadosamente o nariz e os olhos com soro fisiológico
o para que não haja obstrução das vias respiratórias.
o Se houver suspeita de fractura do maxilar, procurar imobilizá-lo (ver pág. 40).
o Activar o Serviço de Emergência Médica.
o Transportar imediatamente para o Hospital.
3. TRAUMATISMO TORÁCICO
Traumatismo grave por poder afectar a ventilação se houver perfuração do pulmão.
Tipos de Trauma Torácico
 Fraturas das costelas
 Traumatismo Pulmonar
 Pneumotórax Traumático
 Quilotórax Traumático
 Trauma da Via Aérea
 Traumatismo do Mediastino
 Trauma Torácico Grave
Nesse caso a vítima pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:
o Dificuldade respiratória.
o Lábios e unhas roxas.
o Pulso fraco e rápido.
o Agitação.
o Confusão e delírio.
Atitude a tomar:
o Acalmar a vítima
o Colocá-la em posição semi-sentada, voltando-a para o lado da zona atingida.
o Se existir ferimento, cobri-lo com gase vaselinada para impedir a entrada de ar.
o É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital, através do
Serviço de Emergência Médica.
4. TRAUMATISMO DA COLUNA VERTEBRAL
Deve-se suspeitar sempre de lesão da coluna vertebral se a vítima, após o traumatismo,
apresenta um ou mais dos seguintes sintomas:
o Impossibilidade de fazer movimentos.
o Dor no local do traumatismo.
o Sensação de “formigueiro” nas extremidades (mãos/pés).
o Insensibilidade de qualquer parte do corpo.59
o politraumatizado
Atitude a tomar
o Com a ajuda de outras pessoas, colocar a vítima num plano horizontal, respeitando o
eixo do corpo, e mantê-la estabilizada até chegar a ambulância.
o É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.
Atenção
o Depois da ambulância chegar, levantar a vítima cuidadosamente mantendo a tração.
o Depois de colocada na maca, transportá-la ao Hospital a uma velocidade moderada.

5. TRAUMATISMO ABDOMINAL
O traumatismo abdominal é uma lesão provocada por acção mecânica sobre o abdómen.
Tipos
 Trauma Contuso(“Fechado“): Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões
ocorrem por mecanismo indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou
cisalhamento de vísceras abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais
além de lesões por desaceleração;
 Trauma abdominal penetrante: Solução de descontinuidade da pele e ultrapassa o
peritônio.
Se houver fractura ou ruptura de vísceras, os sinais e sintomas são idênticos aos referidos para
as hemorragias internas:
o Dor local.
o Sede.
o Pulso progressivamente mais rápido e mais fraco.
Em casos ainda mais graves:
o Palidez.
o Suores frios.
o Arrefecimento, sobretudo das extremidades.
o Zumbidos.
o Alterações do estado de consciência.
Atitude a tomar
o Acalmar a vítima e mantê-la acordada.
o Cobrir a ferida, caso exista.
o Colocar a vítima em posição semi-sentada com as pernas flectidas e transportá-la ao
Hospital.
o Mantê-la confortavelmente aquecida.
o É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital, através da
Emergência Médica.
Contra-indicação
o Dar de beber ou comer
o Posição lateral de segurança

Sumário: Hemorragia
A hemorragia é a saída de sangue devido a ruptura de vasos sanguíneos.
Classificação
o Hemorragia interna
o Hemorragia externa
1. HEMORRAGIA INTERNA
Deve-se suspeitar sempre de hemorragia interna quando não se vê sangue, mas a vítima
apresenta um ou mais dos seguintes sinais e sintomas:
o Sede
o Sensação de frio (arrepios) e tremores
o Pulso progressivamente mais rápido e mais fraco.
 ou em casos ainda mais graves:
o Palidez.
o Arrefecimento, sobretudo das extremidades.
o Zumbidos.
o Alteração do estado de consciência.
Atitude a tomar:
o Acalmar a vítima e mantê-la acordada.
o Desapertar-lhe a roupa.
o Manter a vítima confortavelmente aquecida.
o Colocá-la em Posição Lateral de Segurança (PLS,).
o É uma situação grave que necessita de transporte urgente para o Hospital.
o Activar o Serviço de Emergência Médica
É contra-indicado
o Dar de beber ou de comer.

2. HEMORRAGIA EXTERNA
Atenção: antes de qualquer procedimento o socorrista deve calçar luvas descartáveis.
Atitude a tomar:
o Deitar horizontalmente a vítima.
o Aplicar uma compressa esterilizada sobre a ferida ou, na sua falta, um pano lavado,
exercendo uma pressão firme, conforme o local e a extensão do ferimento. Se as
compresssas ficarem saturadas de sangue, colocar outras por cima, sem nunca retirar
as primeiras.
o Fazer durar a compressão até a hemorragia parar (pelo menos 10 minutos).
o Se a hemorragia parar, aplicar um penso compressivo sobre a ferida.
o Se se tratar de uma ferida dos membros, com hemorragia abundante, pode ser
necessário aplicar um GARROTE.
o O garrote pode ser de borracha ou improvisado com uma tira de pano estreita ou uma
gravata.
o Aplicado o garrote, este terá de ser aliviado de 15 em 15 minutos, se durante 30
segundos a 2 minutos, conforme a intensidade da hemorragia (quanto maior é a
hemorragia, menor é o tempo que o garrote está aliviado).
Anotar sempre a hora a que o garrote começou a fazer compressão para informar
posteriormente os tripulantes do Serviço de Emergência Médica (pode colocar essa
informação num letreiro ao pescoço do ferido).
Nunca tirar o garrote até chegar ao hospital; perigo mortal!

Choque
Definição é um quadro clínico caracterizado por perfusão e oxigenação inadequadas dos
órgãos vitais.
Manifestações clínicas
o Hipotensão (TAS <90mmHg)
o Taquicardia (>100bpm)
o Má perfusão periférica
o Oligúria
o Taquipneia
Tipos de choque
o Hipovolêmico
o Cardiogénico
o Séptico
o Anafilático
o Neurogénico
Tratamento
o Monitorizar, obter via ev
o Colher hemograma, bioquímica, coagulação, GSA, tipagem (choque hipovolémico),
culturas (choque séptico), doseamento da triptase sérica (anafilaxia)
o Administrar fluidos: SF 20ml/kg ev + cristalóides, colóides e derivados do sangue de
acordo com a resposta clínica e resultados analíticos. Em caso de hemorragia não
compressível (tórax, abdómen), manter TAS <100mmHg.
 Ponderar precocemente tratamentos específicos:
Hipovolemia: hemoderivados e cirurgia
Anafilaxia: adrenalina (500mcg im/50mcg ev), glicagina (1‐ 2mg im/ev, se
refractário), broncodilatadores, corticóides
Choque cardiogénico: trombólise/angioplastia, pericardiocentese
Choque séptico: antibioterapia

Unidade V: Assistência a doentes com queimaduras, Intoxicações, envenenamento e


radiações.

Sumário: Queimadura

Queimadura

é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produto
químico, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-
viva, urtiga), entre outros. Se a queimadura atingir 10% do corpo de uma criança ela corre
sério risco. Já em adultos, o risco existe se a área atingida for superior a 15%.

As queimaduras podem ser classificadas quanto ao:


1. Agente causador;
2. Profundidade ou grau;
3. Extensão.
[Link] Agente causador
1. Físicos:
Temperatura: Vapor, objetos aquecidos, água quente, chama, gelo, etc.
Eletricidade: Corrente elétrica, raio, etc.
Radiação: Sol, aparelhos de raios X, raios ultra-violetas, nucleares, etc.

Profundidade ou grau
1. 1º grau: Atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão,
inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas; Exemplo:
queimadura de sol.
2. 2º grau: Atingem as camadas mais profundas da pele. Apresenta bolhas, pele
avermelhada ou com coloração variável, dor, inchaço, desprendimento de
camadas da pele e possível estado de choque;
3. 3º grau: Atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos músculos e
ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada.

[Link] Extensão
Quanto à extensão, as queimaduras são calculadas por área queimada, quanto
maior a área atingida, mais severa é a queimadura.
1. Baixa extensão: Menos de 15% da superfície corporal atingida;
2. Média extensão: Entre 15 e 40% da superfície corporal atingida.
Para calculo da superfície queimada, utiliza-se a REGRA DOS 9%

Quadro 2 - Cálculo de superfície corporal queimada


Um adulto de frente Um adulto de costas
9% = rosto 9% = costas
9% = tórax 9% = abdômen
9% = abdômen 9% = perna direita
9% = perna direita 9% = perna esquerda
9% = perna esquerda 9% = os 2 braços
9% = os 2 braços 45%= Sub-total
1% = órgãos genitais
55%=(frente) + 45%(costas)
55%=Sub-total
= 100% da área do corp

Cuidados gerais para todas as queimaduras


o Em queimaduras de pequena extensão: colocar a parte queimada debaixo da
água corrente fria, em jato suave, por aproximadamente, 10 (dez) minutos.
o Compressas úmidas e frias também são indicadas
o Em caso de queimaduras extensas, colocar a vitima debaixo do chuveiro
durante 30 minutos. Após este período, retire as roupas molhadas e proteja seu corpo
com um lençol ou pano limpo. Não retirar roupas aderidas
o Retire também os adornos (pulseiras, anéis e outros)
o As queimaduras provocam edema. No caso de agentes químicos, retirar a roupa
ou parte dela que estiver contaminada pela substância causadora.
o Lave a queimadura por no mínimo 30 minutos
o Em caso de vestes pegando fogo não permita que pessoa corra, pois pode
aumentar as chamas.
o Abafe com um cobertor para apagar as chamas ou role o acidentado no chão.
o No caso de queimaduras de 2º grau em grandes extensões do corpo, por calor,
o substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos
o urgente.
o Nunca toque a queimadura com as mãos sem proteção;
o Nunca fure bolhas;
o Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada;
o Nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado;
o Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra
o substância sobre a queimadura;
o Nunca dê água para vítima de queimadura extensa;
o Não use gelo diretamente sobre a área queimada. O gelo poderá agravar mais a
queimadura;
o Somente dê água para as vítimas conscientes com queimadura de 1º ou 2º grau de
pequena extensão.
o Encaminhe a vítima para uma unidade de saúde, onde será indicado o
o tratamento necessário.
As queimaduras nos olhos (térmicas e químicas) devem ser encaminhadas com urgência para
um atendimento oftalmológico.

o Queimadura térmica: cubra os olhos da vítima com compressa umedecida e encaminhe


a uma unidade de saúde.
o Queimadura por substâncias químicas: lave imediatamente com água corrente (lava
olhos) por mais de 15 minutos. Em seguida encaminhar a um Pronto Socorro
Oftalmológico.
Substâncias Químicas
1. Lave a área afetada exaustivamente com água corrente;
2. Retire a roupa que teve contato com a substância;
3. Peça ajuda;
4. Encaminhe a vítima ao Pronto Socorro.
Insolação
Insolação é uma situação resultante da exposição prolongada ao calor, num local fechado
e sobreaquecido (por ex., dentro duma viatura fechada, ao sol) ou da exposição prolongada
ao sol.
Deve-se pensar na possibilidade de golpe de calor ou insolação sempre que haja um ou
mais dos seguintes sintomas:
o Dores de cabeça.
o Tonturas.
o Vómitos.
o Excitação.
o Inconsciência.
• Deitar a vítima em local arejado e à sombra.
• Elevar-lhe a cabeça.
• Desapertar-lhe a roupa.
• Colocar-lhe compressas frias na cabeça.
• Dar-lhe a beber água fresca, se a vítima estiver consciente.
• Se estiver inconsciente, colocá-la em PLS (Posição Lateral de Segurança; ver pág. 61).
É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital,
através do Serviço de Emergência Médica.
NOTE BEM
A insolação é sempre grave, em especial nas crianças;
pode provocar hemorragia cerebral.
Envenenamento
Veneno: é toda substância de origem animal ou vegetal, utilizadas para autodefesa ou
predação, como o caso dos venenos ofídicos, de abelhas, entre outros.
O envenenamento é o efeito produzido no organismo por um veneno, quer este seja
introduzido pela via digestiva, pela via respiratória ou pela pele.

1. A. ENVENENAMENTO POR VIA DIGESTIVA


 Produtos alimentares
Sinais e sintomas: Arrepios e sudação abundante, dores abdominais, náuseas e vómitos,
diarreia, vertigens, prostração, síncope (desmaio), agitação e delírio.
Atitudes a tomar
o Recolher informação junto da vítima, no sentido de tentar perceber a origem
o do envenenamento.
o Manter a vítima confortavelmente aquecida.
o É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.
 Medicamentos
Sinais e sintomas (dependem do medicamento ingerido) pode-se observar vómitos,
dificuldade respiratória, perda de consciência, sonolência, confusão mental, etc.

Atitudes a tomar
o Falar com a vítima no sentido de tentar obter o maior número possível de
o informações sobre o envenenamento.
o Pedir imediatamente orientações para o Centro de Informação Antivenenos
o Indicar o produto ingerido, a quantidade provável, a hora a que foi ingerido e a hora
da última refeição.
o Manter a vítima confortavelmente aquecida.
o É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.
 Produtos tóxicos
Muitos produtos químicos são altamente tóxicos quando ingeridos: detergentes, outros
produtos de limpeza, lixívia, álcool puro ou similares, amoníaco, pesticidas, produtos de uso
agrícola ou industrial, ácidos (sulfúrico, clorídrico, nítrico e outros), gasolina, potassa
cáustica, soda cáustica, etc.
Sinais e sintomas
É importante recolher informação junto da vítima, ou de alguém perto desta, sobre o contacto
com o veneno ou a presença de algum recipiente que possa ter contido ou contenha veneno.
Os sintomas variam com a natureza do produto ingerido; podem ser: Vómitos e diarreia,
Espuma na boca,Face, lábios e unhas azuladas, Dificuldade respiratória, Queimaduras à volta
da boca (venenos corrosivos), Delírio e convulsões, Inconsciência.
Atitudes a tomar
o Se a vítima estiver consciente, questioná-la no sentido de tentar obter
o o maior número possível de informações sobre o envenenamento.
o Pedir imediatamente orientações para o Centro de Informação Anti-Venenos
o Ingestão de álcool – Apenas neste caso, dar uma bebida açucarada.
o Queimaduras nos lábios – Molhá-los suavemente com água,
o sem deixar engolir.
o Contacto com os olhos – Afastar as pálpebras e lavar com água corrente
o durante 15 minutos.
o Contaminação da pele – Retirar as roupas e lavar abundantemente
o com água durante 15 minutos.

2. ENVENENAMENTO POR VIA RESPIRATÓRIA


Os mais frequentes são o envenenamento pelo gás carbónico (fossas sépticas), pelo monóxido
de carbono, presente nos gases de combustão (braseiras, automóveis, esquentadores,
aquecimentos a gás, etc.) e pelo gás propano/butano (gás de uso doméstico).
Sinais e sintomas: A vítima começa por sentir um ligeiro mal-estar, seguido de dor de cabeça,
zumbidos, tonturas, náuseas, vómitos e uma apatia profunda ou confusão que a impede de
fugir do local onde se encontra. Se a vítima não é rapidamente socorrida, este estado é seguido
por perda gradual de consciência e coma.
Atitudes a tomar
o Entrar na sala onde ocorreu o acidente, contendo a respiração, e abrir a janela.
o Voltar ao exterior para respirar fundo.
o Entrar de novo e arrastar a vítima para o exterior, de preferência para o ar livre.
o Desapertar as roupas.
o Se necessário, realizar o Suporte Básico de Vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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