0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações5 páginas

Entendendo a Fibromialgia: Sintomas e Tratamento

A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor musculoesquelética crônica e diversos sintomas associados, com prevalência maior em mulheres. O diagnóstico é baseado em critérios específicos e o tratamento deve ser multidisciplinar, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas, incluindo atividade física. A prática regular de exercícios físicos é crucial para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Enviado por

enyamorais08
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações5 páginas

Entendendo a Fibromialgia: Sintomas e Tratamento

A fibromialgia é uma síndrome clínica caracterizada por dor musculoesquelética crônica e diversos sintomas associados, com prevalência maior em mulheres. O diagnóstico é baseado em critérios específicos e o tratamento deve ser multidisciplinar, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas, incluindo atividade física. A prática regular de exercícios físicos é crucial para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Enviado por

enyamorais08
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Discente: Enya Morais de Albuquerque

Docente: Claudiana Bauman Donato


Disciplina: Saúde Coletiva
7º Período

FIBROMIALGIA

-​ O que é?

A fibromialgia (FM), por ser entendida como uma síndrome clínica dolorosa
associada a outros sintomas. Ela é caracterizada por quadro de dor musculoesquelética
crônica associada a variados sintomas, a FM pode ser confundida com diversas outras
doenças reumáticas e não reumáticas, quando estas cursam com quadros de dor difusa e
fadiga crônica.A FM ocorre em qualquer idade e é diagnosticada muito mais frequentemente
no sexo feminino. Estudo realizado pelo Colégio Americano de Reumatologia encontrou uma
prevalência de FM de 3,4% para as mulheres e 0,5% para os homens, com uma prevalência
estimada de 2% para ambos os sexos.

-​ Histórico:

Embora seja reconhecida há muito tempo, a FM tem sido seriamente pesquisada há


quatro décadas.A FM não era considerada uma entidade clinicamente bem definida até a
década de 1970, quando foram publicados os primeiros relatos sobre os distúrbios do sono.A
FM foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, e hoje é diagnosticada com base
nos critérios descritos em 1990 pelo American College of Rheumatology.

-​ Sintomas:

A fibromialgia (SFM) é uma síndrome de dor crônica sem etiologia orgânica


totalmente conhecida (Walfe, T., & Bruusgaard, 1994 e Peña Arrebola, 1995) que se
caracteriza por dor musculoesquelética generalizada, aumento da sensibilidade à dor, rigidez,
fadiga, entendida como cansaço contínuo e sono não reparador (alterações na fase IV) de tal
forma que têm a sensação de não ter descansado durante a noite por se tratar de um sono
superficial de má qualidade com despertares frequentes durante a noite.
Em grande parte dos pacientes, outras patologias aparecem associadas, como
síndrome do intestino irritável, cefaléia tensional predominantemente posterior, fenômeno de
Raynaud, parestesias em membros superiores, sensação de inchaço ou inchaço nas mãos à
medida que a FM evolui. Os múltiplos desconfortos causam incerteza e ansiedade a quem os
sofre, aliado ao fato de que muitas vezes o processo não é identificado. Por esse motivo, os
pacientes com fibromialgia se beneficiam muito se receberem uma explicação adequada
sobre a natureza de seu processo e, assim, entenderem suas próprias limitações e fizerem as
mudanças apropriadas em seu estilo de vida.
Dor generalizada e crónica com mais de 3 meses de evolução, sendo considerada
como tal a dor que ocorra em todo o hemicorpo, acima ou abaixo da cintura e em todo o
esqueleto axial, afastando-se a existência de outras [Link] aspectos emocionais da dor
crônica são indissociáveis ​dos aspectos neurobiológicos, bem como comportamentais e
cognitivos, sendo assim, a FM pode causar:

-​ depressão reativa (como consequência de dor crônica e terapias ineficazes), ansiedade


transtorno, transtorno de personalidade (perfeccionismo), estresse (causa surtos,
aumento do nível de estresse psicossocial), incapacidade física, hostilidade, ideias
paranoicas, psicoticismo, somatização, pensamentos obsessivo-compulsivos e
sensibilidade interpessoal.

-​ Diagnóstico:

A FM pode ser confundida com diversas outras doenças quando estas cursam com
quadros de dor difusa e fadiga crônica. O diagnóstico de fibromialgia é feito com base nos
desconfortos indicados e nos dados que o médico encontra ao examinar o paciente. Com
diagnóstico precoce, tratamento eficaz e participação ativa do paciente, podemos evitar uma
evolução crônica e incapacitante.
Os critérios mais comumente admitidos para a avaliação clínica são os propostos pelo
American Collège of Rheumatology (Wolfe et al., 1990). Eles se ligam, essencialmente, à
observação positiva e só levam em conta uma associação eventual com outros transtornos no
caso de definição de uma fibromialgia secundária. São assim definidas, excluindo-se todos os
outros signos radiológicos ou biológicos significativos: a existência de dores difusas há mais
de três meses e a presença de pelo menos onze pontos dolorosos (dos dezoito descritos pela
A.C.R.) por ocasião de uma pressão digital moderada, indolor em um sujeito sadio. Os
elementos de uma autoavaliação da dor são geralmente coletados com o auxílio de entrevistas
semiestruturadas e instrumentos de avaliação, tais como escalas de medida (intensidade da
dor, estado psicológico, intensidade do alívio da dor etc.), questionários de descrições
verbais, esquemas de zonas dolorosas e instrumentos de avaliação multidimensional sobre as
implicações da dor.
A escala Regional Pain Scale (RPS) é um questionário autoadministrado que permite
medir a dor corporal sem pesquisa dos pontos dolorosos (Wolfe, 2003). O questionário
Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ) permite avaliar o impacto da fibromialgia sobre as
ações da vida cotidiana, familar e social, a capacidade de trabalho e as consequências do
trabalho sobre as dores, mas também o nível de fadiga, o nível de ansiedade etc. Permite,
igualmente, medir a eficácia dos cuidados. (Bennett, 2005). Todavia, o diagnóstico adequado
das síndromes dolorosas apresenta-se sempre como uma tarefa delicada. (Boureau, Luu e
Doubrere, 1994).
-​ Tratamento:

O tratamento da FM deve ser multidisciplinar, individualizado, contar com a


participação ativa do paciente e basear-se na combinação das modalidades não
farmacológicas e farmacológicas, devendo ser elaborado de acordo com a intensidade e
características dos sintomas. É importante que sejam consideradas também as questões
biopsicossociais envolvidas no contexto do adoecimento. Como parte inicial do tratamento,
devem ser fornecidas aos pacientes informações básicas sobre a FM e suas opções de
tratamento, orientando-os sobre controle da dor e programas de autocontrole. O tratamento
farmacológico da FM, além do controle da dor, tem como objetivos induzir um sono de
melhor qualidade, e tratar os sintomas associados como, por exemplo, a depressão e a
ansiedade. Os anti-inflamatórios não hormonais (AINH) não devem ser utilizados como
medicação de primeira linha nos pacientes com FM. Apesar de não haver evidências da
existência de inflamação, os AINH usados na abordagem de queixas dolorosas mais
proeminentes atuam satisfatoriamente em sintomas associados a FM como a cefaleia e a dor
articular.
Os corticosteroides não fazem parte do arsenal terapêutico utilizado na FM. No Brasil
há dois dos três medicamentos aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration) para o
tratamento da FM: pregabalina e duloxetina. A pregabalina é um modulador do canal de
cálcio, que diminui a liberação de neurotransmissores excitatórios da dor nas terminações
nervosas, particularmente a substância P e o glutamato. Os estudos demonstram alívio
significativo da dor, fadiga, ansiedade e dos distúrbios do sono com este fármaco. A
duloxetina é um inibidor da recaptação da serotonina e da noradrenalina que também tem se
mostrado eficaz na redução da dor e na melhora da capacidade funcional na FM,
independentemente da presença de depressão. Os antidepressivos tricíclicos, especialmente a
amitriptilina e a ciclobenzaprina, tomados em dose única duas a três horas antes de deitar,
podem ser eficazes na melhora da dor e da qualidade do sono, além de contribuírem para a
capacidade funcional. Os aspectos psicológicos devem ser sempre avaliados e eventuais
distúrbios identificados, objetivando um real suporte e, se necessária, uma ajuda
especializada. Os distúrbios do sono também devem ser abordados e tratados.

-​ Atividade física e fibromialgia:

O tratamento não farmacológico tem papel crucial no controle dos sintomas da FM53.
Os portadores de fibromialgia se beneficiam com a realização de atividade física. Há diversos
motivos para justificar a atividade física nesta síndrome: aumento dos níveis de serotonina e
de outros neurotransmissores inibitórios; aumento da produção de GH (hormônio do
crescimento) e IGF-1; regulação do eixo hipotálamo-hipófise adrenal e do sistema nervoso
autônomo; aumento da densidade capilar; aumento da quantidade de mioglobina; aumento da
atividade mitocondrial. Todas estas mudanças contribuem para a melhora da dor, da
qualidade do sono, da fadiga, da ansiedade e de outros sintomas. Some-se o fato de que pode
haver uma socialização, dependendo de circunstâncias, e influenciar positivamente alguns
aspectos psicológicos.
Os exercícios físicos têm representado a intervenção não medicamentosa mais
empregada e estudada na FM. Inicialmente os programas de exercícios, podem ocasionar um
aumento dos sintomas, principalmente dor e fadiga, contudo, com a continuidade das
atividades, esses desconfortos tendem a diminuir. Os benefícios começam a aparecer entre a
oitava e décima semana após o inicio dos exercícios efetuados e continuam aumentando até a
vigésima semana, se sobrepondo ao desconforto inicial (VALIM et al., 2003; PFRIMER,
2008).
Assim, a prática regular de exercícios físicos pode ser adotada como uma abordagem
de otimização do tratamento da fibromialgia, promovendo redução da dor e do impacto dos
outros sintomas, restabelecendo a capacidade física, mantendo a funcionalidade e
promovendo melhora na qualidade de vida (MARTINEZ et al., 1998). Assim como a
prescrição de medicamentos deve conter dose, duração e intervalo específicos, a prescrição
do exercício ao paciente fibromiálgico também deve ser detalhada, sobretudo quando
utilizada como estratégia terapêutica não-medicamentosa.
Os profissionais responsáveis precisam manter certos cuidados e estarem atentos em
relação à intensidade e execução de exercícios, preferencialmente iniciando com cargas leves
e progredindo de acordo com as necessidades e evolução de cada indivíduo. Para a prescrição
individual ser adequada, é importante considerar as preferências do paciente, comorbidades,
uso de medicamentos, capacidade funcional e, se possível, avaliação ergométrica (VALIM et
al., 2003).
Em relação ao prognóstico, estudos de longo prazo sobre a fibromialgia mostraram
que é uma doença crônica, mas os sintomas flutuam e variam em frequência e intensidade. O
futuro no tratamento desta doença é promissor, uma vez que as pesquisas sobre fibromialgia
estão avançando rapidamente. Os avanços no conhecimento dos mecanismos físicos e
químicos que ocorrem em nosso corpo em resposta a estímulos externos, como o estresse, são
especialmente relevantes.

REFERÊNCIAS:

Bueno, Roberta Chiden et al. Exercício físico e fibromialgia. Cad. Ter. Ocup., São Carlos -
SP, v. 20, n. 2, p. 280 - 282, 2011.

Clark P, Gentile MJ, Helfenstein M, Jannaut MJ, Liendo V, Ríos C et al. Tratamiento
farmacológico y no farmacológico de la fibromialgia - Síntesis de la mejor evidencia. Drugs
Today. 2011;47(Suppl A):1-28

Espino, Manuel López; ADÁN, José Carlos Mingote. Fibromyalgia. Clínica y Salud ,
Madrid, vol.19, no.3, p. 345 - 355, 2008.

Heymann RE, Paiva ES, Helfenstein M, Pollak DF, Martinez JE, Provenza JR et al. Consenso
brasileiro do tratamento da fibromialgia. Rev Bras Reumatol. 2010;50:56-66.
Júnior, Milton Helfenstein; Goldenfum, Marco Aurélio; Siena, César Augusto Fávaro.
Fibromialgia: aspectos clínicos e ocupacionais. Elsevier Editora Ltda., São Paulo, p. 358 -
363, 2012.

Lopes Besset, Vera; Gaspard, Jean-Luc; Doucet, Caroline; Veras, Marcelo; P. Cohen, Ruth
Helena Um nome para a dor: fibromialgia Revista Subjetividades, vol. 10, núm. 4,
diciembre-, 2010, pp. 1245-1269 Universidade de Fortaleza. Fortaleza, Brasil.

Martinez, J. E. et al. Análise crítica de parâmetro de qualidade de vida em fibromialgia. Acta


Fisiátrica, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 116-120, ago. 1998.

Pfrimer, L. Atividade física adaptada à osteoartrite, fibromialgia e dor miofascial. In:


TEIXEIRA, L. Atividade física adaptada e saúde. São Paulo: Phorte, 2008. p. 161-163.

Walfe, F., T., A., & Bruusgaard, D. (1994). Síndrome fibromiálgica. Em Compêndio de
doenças reumáticas (pp. 82-84): Salvat.

Você também pode gostar