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Estudo de Expressões Idiomáticas e Fraseologia

O artigo analisa as expressões idiomáticas sob a ótica da fraseologia, destacando suas definições, características e tipologias. A pesquisa teórica busca fornecer subsídios para educadores no ensino dessas expressões, enfatizando a importância do conhecimento sobre sua natureza e estrutura. Autores como Saussure e Bally são citados para fundamentar a discussão sobre a relevância das expressões idiomáticas na cultura e na língua.
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Estudo de Expressões Idiomáticas e Fraseologia

O artigo analisa as expressões idiomáticas sob a ótica da fraseologia, destacando suas definições, características e tipologias. A pesquisa teórica busca fornecer subsídios para educadores no ensino dessas expressões, enfatizando a importância do conhecimento sobre sua natureza e estrutura. Autores como Saussure e Bally são citados para fundamentar a discussão sobre a relevância das expressões idiomáticas na cultura e na língua.
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Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS
SOB A PERSPECTIVA DOS ESTUDOS FRASEOLÓGICOS
Dhienes Charla Ferreira Tinoco (UENF)
dhienesch@[Link]
Eliana Crispim França Luquetti (UENF)
elinafff@[Link]

RESUMO
O objetivo dessa proposta consiste em apresentar um estudo sobre as expressões
idiomáticas na perspectiva da fraseologia. E para isso, propomos uma pesquisa teórica
que traça uma visão panorâmica das definições e conceitos relacionados às expressões
idiomáticas de acordo com a fraseologia. Além disso, serão destacadas as unidades
fraseológicas, apresentando suas características essenciais e sua tipologia, sobretudo
as expressões fraseológicas. E para isso, abordamos as contribuições de Saussure
quanto aos agrupamentos; Bally (1951), com seus postulados sobre unidades fraseoló-
gicas; além de autores mais recentes como Xatara (1998) e Tagnin (1989), dentre ou-
tros que ajudaram a compor e fundamentar este tema. Esperamos com este artigo
fornecer suporte teórico ao educador para o ensino das expressões idiomáticas. Assim,
partimos do pressuposto de que conhecendo a natureza e estrutura dessas expressões,
estará mais bem preparado a elaborar suas estratégias pedagógicas.
Palavras-chave: Fraseologia. Expressões idiomáticas. Formação docente.

1. Considerações iniciais
O conhecimento das expressões idiomáticas é extremamente im-
portante para a ampliação da competência lexical do aluno e para manter
viva a tradição cultural de uma língua. Apesar disso, percebemos que
elas ainda não possuem o seu devido lugar no ensino de português como
língua materna. Acreditamos que isto aconteça devido a inúmeros moti-
vos, dentre eles, a falta de conhecimento da natureza, classificação e es-
trutura dessas expressões.
Nesse sentido, este artigo consiste em apresentar reflexões sobre a
natureza e características das expressões idiomáticas, com intuito de for-
necer subsídios para que o professor conheça melhor esse tipo de expres-
são complexa.
Aqui apresentamos um estudo teórico da fraseologia e das unida-
des fraseológicas (UFs) como seu objeto de estudo. Nesse sentido, mos-
tramos uma visão panorâmica das definições e conceitos sobre fraseolo-
gia. Além disso, serão destacadas as unidades fraseológicas, apresentan-

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do suas características essenciais e sua tipologia, sobretudo as expressões
fraseológicas.
Para tanto, apresentamos as contribuições de Saussure quanto aos
agrupamentos; Bally (1951), com seus postulados sobre unidades fraseo-
lógicas; além de autores mais recentes como Xatara (1998) e Tagnin
(1989), dentre outros que ajudaram a compor e fundamentar este tema.

2. A fraseologia e alguns de seus pressupostos


As combinações fixas existem desde a antiguidade nas línguas e
são muito mais usadas na produção textual do que as combinações livres
(GROSS, 1988). Entretanto, os estudos sobre a fraseologia aparecem, de
forma ainda vaga, somente no início do século XIX.
Para Ortiz Alvarez (1997), as primeiras pesquisas sobre o tema fo-
ram realizadas por Charles Bally. De acordo com a autora, em 1951,
Bally publicou pesquisas que permitiram a delimitação do objeto de es-
tudo da fraseologia e da apresentação de suas especificidades. O linguista
francês apresentou pela primeira vez a existência de expressões fixas e de
combinação estável, atentando para a necessidade de um estudo científi-
co que tratasse dessas combinações.
Silva (2006) já diverge de Ortiz Alvarez, ao apresentar que o
grande estudioso da língua, Saussure em 1916, antes de Bally, já teria
feito referências às locuções, sendo um dos primeiros a assinalar a pre-
sença de combinações não livres. Em seu Curso de Linguística Geral,
Ferdinand de Saussure (1916) estabelece as locuções como elementos
pertencentes ao sistema da língua.
Por sua vez, Saussure, em uma reedição de seu trabalho em 1969,
chama essas combinações de “agrupamentos”, mais precisamente sin-
tagmas compostos por mais de uma unidade sucessiva, que constituíam
um encadeamento de caráter linear. Esses encadeamentos também pode-
riam se contrapor a palavras, grupos de palavras, lexias complexas de
qualquer dimensão ou espécie.
Contudo, as contribuições de Bally não são ignoradas por Silva,
até mesmo porque ele introduziu pela primeira vez o termo phraséologie.
Esse termo foi usado “para abarcar o conjunto de fenômenos sintáticos e
semânticos que dão lugar, por uma parte aos grupos usuais ou séries fra-
seológicas e, por outra, às unidades fraseológicas” (SILVA, 2006, p. 13).

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Assim, Bally apresenta uma teoria da fraseologia e, devido à notoriedade
de seu trabalho, passa a ser considerado como o “pai da fraseologia”.
É fato que Bally progride um pouco mais em relação a Saussure,
ao estabelecer índices para o reconhecimento e caracterização das unida-
des fraseológicas, sendo eles: os índices exteriores (estabilidade, impos-
sibilidade de inserir e de substituir seus componentes) e os interiores (o
sentido é estabelecido pelo conjunto dos componentes e não pelo sentido
individual de cada um deles, e a existência de arcaísmos e elipses nas
unidades).
Já nos anos 1940, as ideias de Bally foram retomadas pelo linguis-
ta russo Vinogradov. Este estudioso classifica os fraseologismos em fun-
ção do grau de coesão e motivação semântica. Essa classificação se daria
nos seguintes tipos: fusões fraseológicas, unidades fraseológicas e com-
binações fraseológicas.
Já Corpas Pastor (1996) defende as origens da fraseologia nos
anos 50, na remota URSS. A autora ressalta essa região por ter proporci-
onado considerável contribuição para as pesquisas sobre o assunto. Esta
ideia também é seguida por Rodriguez (2004), quando postula, com base
em pesquisas descritivas sincrônicas, contrastivas e históricas, que a fra-
seologia se concretiza como uma disciplina linguística independente a
partir de 1956, em Leningrado.
A década de 1960 também foi um período de consideráveis estu-
dos fraseológicos, conforme Ortiz Alvarez (1997). Nessa época, por meio
da semântica estrutural, foram publicados novos estudos na Europa Oci-
dental que abarcam o conceito de discurso repetido elaborado por Euge-
nio Coseriu (1977). Segundo Coseriu, nessa forma incluem-se as expres-
sões fixas, tais como as frases feitas, as locuções que possuem elementos
insubstituíveis ou com recombinações de acordo com as renovações rea-
lizadas na língua.
Concomitantemente, nos Estados Unidos as expressões fraseoló-
gicas já vinham ganhando espaço através da proposta da gramática gera-
tivo-transformacional, o que já evidenciava a preocupação por essas
composições complexas. (ORTIZ ALVAREZ, 1997, p. 196)
Com base nesses autores, podemos entender a fraseologia como a
ciência que trata das combinações de elementos linguísticos de certa lín-
gua, com relação semântica e sintática cujo significado se dá pela união
dos seus componentes, não pertencendo a uma categoria gramatical espe-

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cífica. Em se tratando de estrutura, essas combinações abarcam aquelas
que possuem elementos estáveis e estáveis parcialmente. Isto acontece,
pois em alguns casos essa estabilidade não é total, permitindo algumas
alterações que, por sua vez, não mudam o significado da expressão.
Vale ressaltar, também, que a fraseologia é um veículo de identi-
dade e de cultura, pois delineia a sabedoria de um povo, as experiências
do dia a dia, do mundo real. As unidades que a integram são meios de
conhecimento da história e de um cenário social no decorrer dos anos,
trazendo vivências de uma ou mais gerações.

3. As expressões idiomáticas
Em consonância com estudos anteriores (XATARA, 1998; TAG-
NIN, 1989), podemos dizer que uma expressão idiomática é uma unidade
lexical complexa e indecomponível, e não apenas uma locução. Desse
modo, em sua composição, seus elementos não se separam e ainda po-
dem sofrer pequenas modificações, sem que se comprometa o sentido
comum da estrutura completa.
Xatara (1998, p. 49) define o seguinte conceito: “expressão idio-
mática é uma lexia complexa indecomponível, conotativa e cristalizada
em um idioma pela tradição cultural”. Assim, para que seja classificada
como idiomática, uma lexia complexa possui três aspectos que atuam em
seu processo de lexicalização: indecomposição, a conotação e a cristali-
zação.
Essas unidades lexicais complexas são indecomponíveis em sua
forma e conteúdo na medida em que sua distribuição admite:
I. Troca de elementos por outros semelhantes;
II. A introdução de elementos pertinentes;
III. A inserção de certas categorias gramaticais.
Ao mesmo tempo, de modo funcional, uma expressão idiomática
é unidade locucional ou frasal que constitui uma combinatória fechada,
de distribuição única ou distribuição bastante restrita, pois se apresenta
como sintagma complexo que não tem paradigmas, ou seja, quase ne-
nhuma operação de substituição característica das associações paradig-
máticas pode ser normalmente aplicada. Dessa forma, uma expressão
idiomática é conduzida pelo “princípio da distribuição única ou restrita”

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(XATARA, 2001, p. 52). Esse princípio é caracterizado pela não desa-
gregação de seus componentes.
O segundo aspecto da natureza de uma expressão idiomática atri-
buída por Xatara, a conotativa, consiste na motivação metafórica na ori-
gem da expressão. Além disso, no processo de construção discursiva,
com fins de criação do seu significado, cada elemento da combinação
abandona seu sentido próprio e dessemantiza, ou seja, altera sua signifi-
cação.
No interior das fraseologias, as palavras perdem o seu significado
individual e constituem em conjunto um significado fraseológico novo,
que será idiomatizado, isto é, um “semema fraseológico” (ou mesmo vá-
rios “sememas fraseológicos”). (VILELA, 2002, p. 162)
Assim, o sentido da combinação não pode ser inferido a partir dos
significados individuais de cada lexema. E, mesmo que saibamos o signi-
ficado de todas as palavras em sua composição, inclusive suas funções
gramaticais, uma interpretação isolada ou mudança de ordem das pala-
vras resultaria num significado confuso, pois sua forma tende a se manter
congelada.
Outro aspecto importante para o processo de lexicalização de uma
expressão é o seu uso constante por uma determinada comunidade de fa-
lantes, configurando a sua cristalização - terceiro aspecto já citado de
uma expressão idiomática. Assim, ao adquirir o caráter imutável em seu
sentido, a expressão idiomática se cristaliza em uma língua e é propagada
de geração em geração nas diversas situações reais de comunicação.
À vista disso, a frequência do emprego da expressão idiomática
irá convencionar o seu sentido na comunidade. Esta dinâmica irá garantir
elevado nível de codificabilidade, tornando uma combinação lexical re-
conhecida pelos indivíduos. Seria, pois, “a sua consagração pela tradição
cultural que o cristaliza em um idioma, tornando-o estável em significa-
ção”. (XATARA, 1998, p. 151)
Tagnin (1989) trabalha com dois aspectos diferentes para combi-
nações: a convencionalidade e a idiomaticidade. Assim, a autora, estabe-
lece a distinção entre expressões fraseológicas e expressões convencio-
nais. Para ela,
 Expressões idiomáticas são estruturas cujo sentido não possui
previsibilidade, assim não pode ser entendido somando o signi-

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ficado de cada elemento que a compõe. Exemplos: deixar o bar-
co correr, tirar a barriga da miséria.
 Expressões convencionais são estruturas consagradas, por con-
venção social (por costume) que possuem sentido claro ou lite-
ral. Exemplos: Feliz natal, doce ilusão.
Xatara (1998) elabora a tipologia das expressões idiomáticas de
acordo com critérios morfossintáticos e semânticos. Devido aos limites
impostos por este espaço, nos pautaremos para análise na seção 5.1, so-
mente os critérios morfossintáticos.
Para a pesquisadora, os aspectos morfossintáticos se organizam
nas seguintes estruturas das expressões fraseológicas: sintagmas nomi-
nais, verbais, com função adjetiva, com função adverbial e frasal. Assim,
a) Sintagma nominal – possui função de substantivo na oração.
Exemplos: tudo azul, cara de tacho.
b) Sintagma verbal – Possuem elemento verbal em sua estrutura.
Exemplos: estar em baixa; dar bandeira. Podendo ocorrer ca-
sos em que um elemento aparece oculto.
c) Sintagma de função adjetiva: possui função adjetiva, mas que
modifica o substantivo. Exemplos: homem de bem (qualidade:
honesto)
d) Sintagma de função adverbial: possui função de adverbial, ou
seja, modifica ou complementa o verbo. Exemplos: de cara, na
linha.
e) Sintagma frasal: consistem em expressões estruturadas em fra-
ses exclamativas, interrogativas ou nominais. Exemplos: Está
com fogo no rabo? É o fim da picada! Fim da linha!
De acordo com ao sentido, autora classifica como os casos especi-
ais aquelas expressões idiomáticas que possuem certas relações semânti-
cas específicas e devem ser consideradas devido ao seu alto uso:
a) Alusivas: expressões em que para saber o significado é necessá-
rio recorrer a outros conhecimentos históricos, enciclopédicos,
... Exemplos: beijo de judas (alusão ao texto bíblico, cuja apre-
senta o modo que Judas Iscariotes identificou Jesus para os sol-
dados que queriam prendê-lo; evento que significou a traição a
Jesus).

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b) Análogas: possuem formas similares. Exemplos: pôr a limpos,
pôr em pratos limpos (possuem sentido parecidos: esclarecer al-
go ou algum fato).
c) Depreciativas: Possuem tom pejorativo. Exemplos: filhinho de
papai, olho de peixe morto.
d) Comparativas: São fundamentadas na figura da comparação.
Exemplos: vestido igual a um jeca; escorrega igual sabonete.
e) Hiperbólicas: possuem caráter de provocar exagero. Exemplos:
pele e osso; matar cachorro a grito.
f) Irônicas: produzem o efeito de dizer o contrário. Exemplos: rai-
nha da cocada preta.
g) Negativas: são utilizadas na forma negativa. Exemplos: não es-
quenta a cabeça; não dá a mínima.
h) Situacionais: Possuem uso determinado em caso ou situação es-
pecífica. Exemplos: vai pentear macaco (pedir que alguém reti-
re sua presença, ideia ou comportamento); Nem mais um pio.
Para a estruturação sintática, Xatara estabelece a seguinte classifi-
cação conforme uma escala abstrata:
a) Fortemente conotativas: dificuldade de decodificação porque seus
elementos não estão semanticamente presentes e “há dificuldade
para recuperar sua motivação metafórica e o sentido literal está
bloqueado pela realidade extralinguística” (XATARA, 1998, p.
172). Exemplo: sair do papel; pisar no freio, dentre outros.
b) Fracamente conotativas: decodificação mais facilitada porque
seus componentes de valor denotativo estão presentes semantica-
mente e estão ligados a elementos ausentes, de valor conotativo.
Exemplo: estar sempre um passo à frente, dentre outros.

4. Considerações finais
Acreditamos que o professor como mediador no processo de ensi-
no-aprendizagem deve estar consciente do que realmente consiste uma
expressão idiomática, além de conhecer sua natureza. Até mesmo, porque
ele tem a função de mediar e criar situações que propicie o desenvolvi-

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mento do aluno, sobretudo da competência lexical. Bagno traz a impor-
tância de o professor conhecer a fundo sua língua ao explicar que,
Nós, sim, professores, temos que conhecer profundamente o hardware da
língua, a mecânica do idioma, porque nós somos instrutores, os especialistas,
os técnicos. Mas não nossos alunos. Precisamos, portanto, redirecionar todos
os nossos esforços, voltá-los para a descoberta de novas maneiras que nos
permitam fazer de nossos alunos bons motoristas da língua, bons usuários de
seus programas. (BAGNO, 2004, p. 120)

E ainda, especificamente sobre a função do professor no ensino


das expressões idiomáticas, Xatara (2001) afirma que cabe ao professor
explanar e apresentar as principais características dessas expressões. De
modo que os educandos sejam capazes de reconhecer essas estruturas nos
textos, bem como entender seu sentido e sua relação com o contexto fa-
zendo possíveis associações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Paulo: Loyola, 2004.
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SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. 8. ed. São Paulo:
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Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos
VILELA, Mario. As expressões idiomáticas na língua e no discurso. In:
Actas do Encontro Comemorativo dos 25 Anos do Centro de Linguística
da Universidade de Porto, vol. 2, 2002, p. 159-189.
XATARA, Cláudia Maria. O campo minado das expressões idiomáticas.
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88 Cadernos do CNLF, vol. XX, nº 02 – Lexicografia, lexicologia, fraseologia,

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