História dos computadores
Podemos pensar no computador como uma ferramenta que nos ajuda nas diversas tarefas no dia-a-dia, desde fazer
um cálculo complexo à guardar fotos antigas. Porém, nem sempre ele foi assim, antigamente pessoas usavam
ferramentas mais simples, como o ábaco (uma “calculadora de contas”). Com a constante evolução humana e de
seus problemas, foi ficando cada vez mais evidente a necessidade de criações de ferramentas melhores para ajudar
nas resoluções de problemas. Charles Babbage, projetou uma máquina mais esperta que o ábaco, podendo essa
realizar cálculos complexos, mas não foi construída. Ainda na mesma época, por volta do século XIX, Hermann
Hollerith desenvolver cartões perfurados para processamento de dados censitários (uma espécie de “pendrive”
antigo).
Primeiro computador e como era?
O ENIAC foi o primeiro computador eletrônico programável, desenvolvido para cálculos balísticos da segunda guerra
mundial. Era gigante, do tamanho de uma sala e usava cerca de 18.000 válvulas (parecidas com lâmpadas) para
funcionar. Era tão caro que só governos e empresas podiam ter, sendo o UNIVAC o primeiro computador vendido
para empresas.
Avanço das tecnologias
O avanço tecnológico permitiu substituir as inúmeras e espaçosas válvulas (que também eram quentes e quebravam
com facilidade) por transistores, reduzindo o tamanho, custo e consumo de energia. Além disso, o desenvolvimento
dos circuitos integrados, os famosos “chips”, que juntavam milhões de pequenos transistores, aumentou a
capacidade de processamento exponencialmente.
A popularização do computador
Antes, computadores eram só para empresas. O PC da IMB (1981) fez eles chegarem em casa. O Windows trouxe
ícones e mouse, facilitando o uso. O Pentium foi um processador superpotente para a época.
Conceito de computador
Para o ser humano, o computador é uma ferramenta para solucionar problemas. Sendo assim, um computador é
uma máquina projetada para processar dados, transformando-os em informação. Dados são representações brutas
de fatos, enquanto informação é o resultado organizado e contextualizado desses dados. O computador é a
ferramenta central da tecnologia da informação, atuando como meio de manipulação e gerenciamento de dados. Em
termos simples, o computador é uma máquina/ferramenta que utiliza as informações “cruas” e as transforma em
algo útil.
Características do computador
Dado que o computador é uma máquina, ele é capaz de realizar tarefas denominadas a ele em questões de segundos
com muita precisão, independente da complexibilidade da tarefa. Entretanto, como é uma máquina, é necessário
informar os passos que ele deve seguir para realizar tal tarefa. Em termos simples, o computador é rápido e preciso,
mas só faz o que é programado para fazer e não pensa sozinho, não inventa coisas novas e muito menos aprende
com os erros. É necessário explicar exatamente o que quer para o bom funcionamento dele.
Ciclo de trabalho
Todo computador opera em quatro etapas. A primeiras é a entrada, isto é, recebe dados do usuário (digitando algo).
A segunda é o processamento, ou seja, o computador transforma os dados brutos em informações. A terceira é a
saída, isto é, ele exibe ou envia o resultado da transformação dos dados através de monitores ou impressoras. A
quarta etapa é o armazenamento, ou seja, os dados brutos e a informações (transformação dos dados brutos) são
armazenadas em algum lugar (HD ou pen drive, por exemplo).
Estrutura interna
A estrutura interna de um computador é dívida em três grandes partes. A primeira é a CPU (Central Processing Unit),
que é a parte que coordena todas as operações do computador, além de realizar lógica aritmética. De forma simples,
a CPU é o “cérebro” do computador, uma parte manda nas tarefas e outra faz as contas.
A segunda parte é a memória. Essa, por sua vez, é dividia em outras duas partes: a memória RAM e a memória ROM.
A primeira é como se fosse uma mesa de trabalho, guardando o que está sendo usado no momento, mas ao desligar
o computador, essa “mesa de trabalho” é limpa. Já a segunda, armazena instruções básicas de inicialização, sendo
uma espécie de instruções fixas.
A terceira parte são os periféricos de entrada e saída. Os de entrada são os dispositivos que enviam dados ao
computador. Os dispositivos de saída são aqueles que exibem resultados das transformações de dados. Há também
os dispositivos de entrada/saída que fazem ambas as funções.
Computadores em rede
Uma rede conecta dois ou mais computadores para compartilhar dados e recursos. A arquitetura cliente-servidor é
comum, onde um servidor central gerencia recursos para clientes. A internet é maior rede global. De forma simples,
quando os computadores estão conectados em uma rede (cabos ou WI-FI), eles podem trocar arquivos e usar a
mesma impressora.
Dispositivos específicos
Existem outros dispositivos mais específicos que fazem parte do computador. A placa e rede é como um “telefone”
para o computador se conectar com outros computadores. Já a placa de som faz o áudio funcionar. O modem é o que
faz a conexão do computador com a internet.
Armazenamento de dados e sistema binário
Computadores armazenam dados usando circuitos eletrônicos que reconhecem dois estados: 0 (desligado) e 1
(ligado). A unidade básica é o bit (binary digit). O sistema binário representa números através de potências de 2. De
forma simples, cada 0 ou 1 é um bit. Para formar números, ele usa combinações desses bits. Por exemplo, 1011 em
binários vale 11 em decimal. Cada integrante do número em binário é multiplicado por 2 elevado a sua posição, em
ordem decrescente (considera-se a posição 0), e depois é feita uma soma dessas multiplicações para se obter o
número forma decimal e etc.
Sistema hexadecimal
O sistema hexadecimal (base 16) simplifica a representação de números binários. Cada dígito hexadecimal equivale a
4 bits. Dígitos: 0-9 e A-F (onde A=10, B11, ..., F=15). Isto é, por exemplo, o número 15 em binário (1111) é
representado pela letra F no sistema hexadecimal. Já o 10 (1010), por sua vez, é representado pela letra A no sistema
hexadecimal. Para transformar um binário em hexadecimal, primeiro, separa-se o número binário em grupos de 4
bits (da direita para esquerda), logo após, converta cada grupo para hexadecimal. Por exemplo, o número binário
10110101, é dividido em dois binários de 4 bits: 1011, representado pela letra B no sistema hexadecimal; e 0101,
representado pelo número 5 em hexadecimal. O Sistema hexadecimal é útil pois facilita a leitura e escrita de grandes
números binários e é amplamente usada na computação.
Byte
Um byte é um conjunto de 8 bits, permitindo 256 combinações (de 0 a 255). Essas combinações são usadas para
representar caracteres (letras, números, símbolos) via padrões ASCII. Por exemplo, a letra "A" é 01000001 em
binário, 41 em hexadecimal e 65 em decimal.
Organização de dados
Os dados são organizados no computador em partes. Um campo seria uma sequência de bytes, ou seja, uma
informação (ex.: nome, idade). Um registro é um conjuntos de campos (bytes) relacionados), ou seja, todas as
informações de uma pessoa (ex.: nome + idade + matrícula). Um arquivo é uma coleção de registros similares, ou
seja, uma lista de registros (ex.: todos os alunos). Um banco de dados, por sua vez, é um conjunto e arquivos
gerenciados por um SGBD (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados), ou seja, são vários arquivos interligados
(ex.: dados de uma escola inteira).
Unidade de medida
1 KB (Kilobyte) – 1024 bytes. 1MB (Megabyte) = 1024 Kb. 1 GB (Gigabyte) = 1024 MB. Essa unidades são basedas em
potência de 2, não em 1000.
Memoria cache
A memória cache (SRAM) é rápida e integrada à CPU, armazenando dados usados frequentemente para compensar
lentidão da RAM (DRAM). Apresenta também níveis de velocidade: L1 (mais rápido), L2, L3. A cache é uma “memoria
secreta” dentro da CPU que guarda coisas usadas muitas vezes, para não precisar buscar na memória principal (que é
mais lenta).
Processadores multi-core
São processadores com múltiplos núcleos (ex.: dual-core, quad-core) executam tarefas em paralelo, melhorando o
desempenho. Ou seja, em um processador com 4 núcleos, é como ter 4 cérebros trabalhando juntos. Isso deixa o
computador mais rápido para multitarefas.
TDP e ACP
O TDP (Thermal Design Power) mede o calor máximo dissipado pela CPU (em watts). Quanto menor, melhor. Essa
medida indica quanto calor o processador esquenta. Processadores para notebooks têm TDP baixo para não
esquentar demais. Já o ACP (Average CPU Power), por sua vez, é a potência média consumida pela CPU, ou seja,
mostra o consumo médio de energia.
Hardware e software
A definição formal diz que os componentes físicos do computador (ex.: processador, memória, teclado) são
denominados como hardware. Já para os componentes “não físicos”, ou seja, os conjuntos de instruções lógicas que
controlam o hardware, são denominados como software. De uma forma simples, podemos pensar no hardware
como os “ossos” do computador.
Softwares básicos/essenciais
São programas essenciais para o funcionamento básico do computador e que criam um ambiente para outros
softwares. Por exemplo:
Sistemas operacionais: São softwares que gerenciam recursos de hardware e fornecem interface para o
usuário (ex.: Windows/Linux/MacOs). De forma simples, é o “chefe” do computador, controlando tudo,
desde o mouse até como os arquivos são salvos.
Gerenciadores de redes: São softwares que administram conexões e a segurança em redes de computadores.
Funcionam como um “guarda” que organiza quem pode acessar a internet ou compartilhar arquivos.
Bancos de dados: São softwares que armazenam e organizam grandes volumes de dados com segurança. É
uma “biblioteca digital” que guarda informações de forma organizada e rápida de consultar.
Softwares aplicativos
Esses são programas que “rodam” nos softwares básicos. Ou seja, programas que atendem a necessidades
específicas do usuário. Por exemplo:
Aplicativos de uso geral: Ferramentas flexíveis para diversas tarefas (edição de texto, cálculos).
Aplicativos específicos: São programas focados em resolver um problema específico (ex.: calcular salários).
Linguagem de programação
A linguagem de programação, diferente da linguagem de máquina, possui uma sintaxe mais próxima da linguagem
humana para facilitar o desenvolvimento. Ou seja, é uma forma de “conversar” ou dar instruções para o computador
traduzindo as ideias para um idioma que o computador quase entende.
Linguagens de baixo e alto nível
As linguagens de programação de baixo nível são as mais próximas da linguagem de máquina (Assembly). Já a da de
alto nível, possui uma sintaxe intuitiva, independente do hardware (ex.: Python, Java).
Compiladores e interpretadores
Um compilador é um programa que traduz o código-fonte (escrito em linguagem de alto nível) em executável em
linguagem de máquina (binário), de uma só vez. Já o interpretador, por sua vez, traduz e executa o código-fonte linha
por linha, durante a execução, não gera um executável independente.
Organizações de discos
O disco rígido (HD) é um componente crítico do computador, responsável por armazenar o sistema operacional,
aplicativos e dados. Diferencia-se de dispositivos como a fita magnética por permitir acesso direto (busca imediata de
dados), enquanto a fita opera por ac3esso sequencial. De forma simples, é como se fosse o “armário” do
computador, onde tudo fica guardado (sistema, programas, fotos, etc.).
Disquete vs. HD
O disquete é uma estrutura flexível, removível, de baixa capacidade e de lento acesso. Já o HD, é rígido, fico, de alta
capacidade, lacrado, de múltiplas superfícies magnéticas e de acesso rápido. Ou seja, os disquetes são como “folhas
soltas” que você pode tirar do computador, mas guardam pouco e são lentos. O HD é uma “caixa forte” dentro do PC:
guarda muito mais, é rápido e não pode ser removido.
Organização de arquivos
O sistema operacional gerencia arquivos como unidades básicas, oferecendo serviços como: Alocação de espaço em
disco; Localização, cópia, exclusão e renomeação. Os arquivos são identificados por nomes e extensões (tipo do
arquivo), separados por um ponto. Isto é, o sistema operacional organiza arquivos como pastas em uma gaveta: ele
cria, encontra, move ou apaga eles. Cada arquivo tem um nome e uma extensão, e essa diz que tipo de arquivo é.
Árvore de diretórios
É uma estrutura hierárquica de diretórios (pastas) e subdiretórios, iniciando no diretório raiz (\). Recomenda-se
organizar por temas, por exemplo: Documentos/Projetos, Imagens/Férias. De forma simples, é como uma árvore de
pastas: a raiz C:\ é o tronco, e cada pasta é um galho.
Sistemas operacionais práticos
O MS-DOS é um sistema baseado em texto, ou seja, nesse sistema os comados de ações como dir (listar arquivos) e
copy (copiar) são digitados em um prompt. O sistema Windows, por sua vez, usa uma interface gráfica (GUI) com
ícones, menus e janelas. Ferramentas como explorar, painel de controle e paint simplificam a interação com o
usuário. De forma simples, o MS-DOS é como um “computador sem mouse”, você digita comandos para fazer algo. Já
o Windows é um computador com “janelas e ícones”, onde é possível interagir com esses programas com o mouse.
Processo de boot
É a sequência de ações que o computador realiza ao ser ligado. Nessa sequência, o computador inicializa e carrega
do sistema operacional para a memória RAM, permitindo o uso do computador.
Gerenciamento de disco no Windows
O Windows possui ferramentas para o gerenciamento do espaço no disco. São elas a limpeza de disco,
desfragmentação (organiza dados fragmentados) e NTFS. Essas ferramentas otimizam o espaço e desempenho.