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Estrutura e Funções da União Europeia

A União Europeia é uma união económica e política de 27 países que evoluiu de uma cooperação económica pós-Segunda Guerra Mundial para uma organização abrangente em diversas áreas. A UE promove a paz, estabilidade e prosperidade, com um mercado único que facilita a livre circulação de pessoas, bens e serviços, e é um importante ator no comércio global e na ajuda humanitária. Suas instituições, como o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, garantem a representação democrática e a implementação de políticas, enquanto o Banco Central Europeu supervisiona a política monetária da moeda única, o euro.
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Estrutura e Funções da União Europeia

A União Europeia é uma união económica e política de 27 países que evoluiu de uma cooperação económica pós-Segunda Guerra Mundial para uma organização abrangente em diversas áreas. A UE promove a paz, estabilidade e prosperidade, com um mercado único que facilita a livre circulação de pessoas, bens e serviços, e é um importante ator no comércio global e na ajuda humanitária. Suas instituições, como o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, garantem a representação democrática e a implementação de políticas, enquanto o Banco Central Europeu supervisiona a política monetária da moeda única, o euro.
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Administração Pública Europeia

1. A União Europeia

1.1. O que é?
A União Europeia é uma união económica e política de características únicas, constituída por
27 países europeus que, em conjunto, abarcam grande parte do continente europeu.
A antecessora da UE foi criada no rescaldo da Segunda Guerra Mundial. Os primeiros passos
visavam incentivar a cooperação económica, partindo do pressuposto de que se os países
tivessem relações comerciais entre si se tornariam economicamente dependentes uns dos
outros, reduzindo assim os riscos de conflitos.
Foi assim, que, em 1958, foi criada a Comunidade Económica Europeia (CEE), então constituída
por seis países: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos.
Desde então, mais 22 países aderiram a esta grande organização, formando um enorme
mercado único (também conhecido como «mercado interno») que continua a evoluir para
atingir o seu pleno potencial.
Em 31 de janeiro de 2020, o Reino Unido saiu da União Europeia – fenómeno do Brexit.
O que começou por ser uma união meramente económica evoluiu para uma organização com
uma vasta gama de domínios de intervenção, desde o clima, o ambiente e a saúde até às relações
externas e a segurança, passando pela justiça e a migração. Em 1993, a Comunidade Económica
Europeia (CEE) passou a chamar-se União Europeia (UE), refletindo esta evolução.

1.2 Estabilidade, moeda única, mobilidade e crescimento

A UE é, há mais de meio século, um fator de paz, de estabilidade e de prosperidade, tendo


contribuído para melhorar o nível de vida dos europeus e dado origem a uma moeda única, o
euro. Mais de 340 milhões de cidadãos europeus de 19 países utilizam o euro como moeda e
usufruem das suas vantagens.
Graças à supressão dos controlos nas fronteiras entre os países da UE, as pessoas podem
circular livremente em quase todo o continente, sendo muito mais fácil viver, trabalhar e viajar
noutros países da UE. Todos os cidadãos europeus têm o direito e a liberdade de escolher em
que país da UE querem trabalhar, estudar ou passar a sua reforma. Em termos de emprego,
segurança social e impostos, os países da UE devem tratar os outros cidadãos europeus
exatamente da mesma forma que tratam os seus próprios cidadãos.

O principal motor da economia europeia é o mercado único, que permite que a maioria das
pessoas, bens, serviços e capitais circulem livremente. O objetivo da UE é desenvolver este
enorme recurso também noutras áreas, como os mercados da energia, do conhecimento e dos
capitais, para que os europeus possam tirar o máximo partido do seu potencial.

Instituições democráticas e transparentes

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A UE mantém-se empenhada em reforçar a transparência e o funcionamento democrático das
suas instituições. As decisões são tomadas com a maior transparência possível e de uma forma
tão próxima do cidadão quanto possível.

Os poderes do Parlamento Europeu, eleito por sufrágio universal direto, têm sido
progressivamente alargados. Por sua vez, os parlamentos nacionais, que trabalham em paralelo
com as instituições europeias, têm assumido um papel cada vez mais importante.

A UE norteia-se pelo princípio da democracia representativa, com os cidadãos diretamente


representados ao nível da União no Parlamento Europeu os Estados-Membros no Conselho
Europeu e no Conselho da UE.

Os cidadãos europeus são incentivados a contribuir para a vida democrática da União dando a
sua opinião sobre as políticas europeias durante a sua elaboração e sugerindo melhorias das leis
e políticas em vigor. A iniciativa de cidadania europeia permite que os cidadãos tenham uma
palavra a dizer sobre as políticas da UE que afetam as suas vidas. Os cidadãos podem igualmente
apresentar queixas sobre a aplicação do direito europeu.

1.3 A União Europeia e o resto do mundo


1.3.1 Comércio

A União Europeia é o principal bloco comercial do mundo. A UE é o maior exportador mundial


de bens e serviços e o maior mercado de importação para mais de 100 países.
O comércio livre entre os países da UE foi um dos princípios fundadores da UE, concretizado no
mercado único. Fora das suas fronteiras, a UE está igualmente empenhada na liberalização do
comércio mundial.

1.3.2 Ajuda humanitária

A UE está empenhada em ajudar as vítimas de catástrofes naturais e causadas pelo Homem em


todo o mundo, prestando apoio a mais de 120 milhões de pessoas por ano. No seu conjunto, a
UE e os países que a compõem são o principal doador mundial de ajuda humanitária.

1.3.3 Diplomacia e segurança

A UE desempenha um papel importante no plano diplomático, procurando promover a


estabilidade, a segurança e a prosperidade, a democracia, as liberdades fundamentais e o Estado
de direito a nível internacional.

1.4 As funções da UE

As três maiores funções da EU são:


• Função Legislativa
• Função Judicial

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• Função Executiva (administrativa)

1.5 As instituições da EU

• Conselho da Europa
✓ Define ímpeto e direção;
✓ É a cimeira dos chefes de governo, liderado pelo Presidente do Conselho Europeu;
✓ Dá o impulso necessário para o desenvolvimento e define os objetivos e as prioridades
gerais;
✓ Não legisla;
✓ Sediado em Bruxelas;
✓ Grandes prioridades da UE são definidas por esta instituição;

• Parlamento Europeu
✓ Corresponde ao poder legislativo (semelhante a uma câmara baixa);
✓ Atua junto com o Conselho como o poder legislativo;
✓ Partilha com o Conselho o poder orçamental e decide em última instância sobre o
orçamento geral da União Europeia;
✓ Exerce o controle democrático sobre as instituições da UE, incluindo a Comissão Europeia
e nomeia os membros da Comissão;
✓ Sede e sessões plenárias em Estrasburgo, Secretaria-Geral em Luxemburgo e reuniões
principalmente em Bruxelas;
✓ Os euro deputados representam os cidadãos europeus no Parlamento Europeu e são por
eles diretamente eleitos – eleições europeias;

• Comissão Europeia
✓ Corresponde ao poder executivo;
✓ É o "governo";
✓ Apresenta propostas de novas legislações ao Parlamento e ao Conselho;
✓ Implementa a política da UE e administra o orçamento;
✓ Garante a conformidade com Lei da UE;
✓ Negoceia tratados internacionais;
✓ Sediado em Bruxelas;
✓ Os interesses da EU no seu conjunto são defendidos pela Comissão Europeia, cujos
membros são designados pelos governos nacionais;

• Conselho da EU
✓ Poder legislativo (semelhante a uma câmara alta);
✓ Atua junto com o Parlamento como poder legislativo;
✓ Exerce, juntamente com o Parlamento, o poder orçamental;
✓ Assegura a coordenação da ampla política econômica e social e estabelece diretrizes para
a Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia (PESC);
✓ Concluí acordos internacionais;
✓ Sediado em Bruxelas;

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✓ É no conselho da UE que os países defendem os seus próprios interesses nacionais.

1.6 Instituições não-políticas da EU

• Tribunal de Justiça
✓ Corresponde ao Poder judicial;
✓ Garante uniformidade de interpretação da Lei da UE;
✓ Tem o poder de decidir disputas legais entre os Estados-membros, instituições, empresas e
indivíduos da UE;
✓ Sediado em Luxemburgo;
✓ O supremo tribunal da União em matéria de Direito da União e é composto por 27 juízes;
✓ O seu papel é garantir que o direito da União é aplicado da mesma forma em todos os Estados
e para resolver litígios entre as instituições ou Estados.
✓ Tornou-se numa instituição poderosa em matéria de Direito da União, podendo substituir a
legislação nacional;
✓ O Tribunal de Justiça é assistido por um tribunal inferior chamado de Tribunal de Primeira
Instância (TPI) e um Tribunal da Função Pública, com o objetivo de reduzir a carga de trabalho
do tribunal principal;

• Tribunal de Contas
✓ O Tribunal de Contas Europeu é uma instituição, que apesar do nome, não tem poder judicial;
✓ Ele garante que os fundos dos contribuintes do orçamento da União Europeia foram
corretamente gastos;
✓ O órgão faz um relatório de auditoria para cada exercício, ao Conselho e ao Parlamento;
✓ O Parlamento usa isso para decidir se aprova o Orçamento;
✓ O Tribunal também dá opiniões e propostas sobre legislação financeira e ações antifraude;
✓ É a única instituição que não é mencionada nos tratados originais, tendo sido criado em 1975;
✓ Foi criada como uma instituição independente, devido à sensibilidade da questão da fraude
na União Europeia;

1.7 Instituições financeiras

• Banco Central Europeu


✓ O Banco Central Europeu (BCE) é responsável pela política monetária europeia
✓ É o banco central da moeda única europeia, o Euro (€);
✓ Além do controlo sobre as questões monetárias e exigências, comanda a política cambial e
as taxas de juros, incluindo a competência monetária, cujo objetivo fundamental é preservar
a estabilidade dos preços e o controlo da inflação;
✓ Exerce as suas funções com total independência;
✓ Em cumprimento com as disposições do Tratado de Lisboa, passará a deter o estatuto
constitucional de Instituição;
✓ Tornou-se numa instituição com o Tratado de Lisboa, em 2009.

1.8 Outros órgãos e agências da União

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Os órgãos são comparáveis a instituições de menor nível (embora não beneficiem deste
estatuto), e se as funções são concretas, a área em que se podem implantar é transversal ou,
eventualmente, são aplicadas por campos mais específicos, mas com amplos poderes que vão
muito além da gestão. Eles têm independência no exercício das suas funções.
As agências são filiais de outras instituições, mas com autonomia funcional, geralmente
qualificadas em áreas especializadas da gestão delegada.

1.8.1 Órgãos de garantia


O Provedor de Justiça Europeu tem como objetivo defender os cidadãos e as empresas da UE contra
a má gestão, abuso ou tratamento discriminatório das instituições, órgãos e agências da União e das
autoridades nacionais, caso entrem em infração, em detrimento dos cidadãos e das obrigações das
empresas ou abrir os respetivos direitos ao abrigo do direito comunitário.

1.8.2 Órgãos consultivos


• Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias: edita, imprime e distribui
informação sobre a UE e as suas atividades;
• Serviço Europeu de Seleção de Pessoal: seleciona o pessoal das instituições da UE e de outras
agências;
• Autoridade Europeia para a Proteção de Dados (AEPD): garante que as instituições e órgãos
da UE respeitem o direito dos indivíduos à privacidade no processamento de dados pessoais.

1.8.3. Agências descentralizadas (Agências Europeias)

As agências europeias não são instituições da União Europeia, não estando abrangidas pelo regime
linguístico das instituições. Estão encarregues de áreas específicas com técnica, científica ou de
gestão, a nível da UE. Estas agências não estavam previstas nos tratados europeus: cada uma é criada
por um ato legislativo específico, e nem todos têm o termo "agência" no seu título oficial: a
autoridade pode ser chamada de centro, instituto ou fundação.

• Agências para a Política Externa e de Segurança Comum Instituto de Estudos de Segurança


da União Europeia: contribui para a construção de uma cultura europeia comum de
segurança e promove a discussão estratégica.
• Centro de Satélites da União Europeia

1.8.4 Agências de coordenação e cooperação policial e judiciária em matéria penal

Estas agências foram criadas para ajudar os Estados-membros a cooperar no combate ao crime
organizado internacional. Executa tarefas no contexto do diálogo, da assistência e da cooperação
entre polícias, alfândegas, serviços de imigração e da Justiça dos Estados-membros.
• Europol: responsável por facilitar as operações de luta contra o crime na União Europeia.
• Eurojust: reforça a cooperação judiciária entre os Estados-membros.

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2. A Evolução Histórica da UE
Alguns líderes visionários foram uma verdadeira fonte de inspiração para a criação da atual União
Europeia. Sem a sua energia e motivação, não viveríamos no ambiente de paz e estabilidade que hoje
consideramos um dado adquirido.
De combatentes da resistência a advogados e deputados, estas personalidades, provenientes de
diferentes quadrantes, partilhavam o mesmo ideal: uma Europa em paz, unida e próspera.
Para além das personalidades aqui referidas, muitas outras inspiraram o projeto europeu e
contribuíram de forma incansável para a sua realização. Esta secção sobre os pioneiros da UE está,
portanto, em permanente atualização.
2.1 1949-1969

A União Europeia é criada com o objetivo de pôr termo às frequentes guerras sangrentas entre países
vizinhos, que culminaram na Segunda Guerra Mundial. A partir de 1951, a Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço (CECA) começa a unir económica e politicamente os países europeus, tendo como
objetivo primordial assegurar uma paz duradoura. Os seis países fundadores são a Alemanha, a
Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos. Foi o início de uma cooperação, na época
era uma organização supranacional que tomaria decisões de forma mais neutra em questões do
carvão e do aço (de grande importância por conta da indústria bélica), a CECA foi instituída no Tratado
de Paris e nele dizia que essa se caducaria em 50 anos, tudo foi uma experiência histórica de uma
possível integração. Os anos 50 são dominados pela guerra fria entre os países do Leste e os países
ocidentais. Na Hungria, as manifestações contra o regime comunista são reprimidas pelos tanques
soviéticos em 1956.
Em 1957, foi instituído o Tratado de Roma em que nasceu a Comunidade Económica Europeia - CEE
e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (para criar condições de desenvolvimento de uma
indústria nuclear). Era uma forma de reproduzir o CECA a nível geral económico, em busca de um
mercado comum e as suas 4 liberdades: mercadorias, capitais, trabalhadores e serviços. Era uma
forma de fugir um pouco da política protecionista e visar uma liberação da circulação de mercadorias
como meio de alcançar o desenvolvimento da Europa.

2.2 1960 – 1969


Um período de crescimento económico
A década de 60 é um bom período para a economia, favorecida pelo facto de os países da União
Europeia terem deixado de cobrar direitos aduaneiros sobre as trocas comerciais realizadas entre si.
Estes países decidem também gerir em conjunto a produção alimentar, de forma a assegurar
alimentos suficientes para todos. Rapidamente, passam a existir excedentes de produtos agrícolas.
O mês de maio de 68 torna-se famoso pelas manifestações de estudantes em Paris, tendo muitas
mudanças na sociedade e a nível dos comportamentos ficado para sempre associadas à denominada
«geração de 68».

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A CEE estabeleceu a união aduaneira que foi conhecida como “mercado comum”.
Ficou acordado que iria existir um período transitório de 12 anos, onde deveriam desaparecer
totalmente as barreiras alfandegárias entre os estados membros. Esse mercado comum possuí varias
políticas comuns de regulamentação de produtos e com liberdade de circulação de todos os quatro
fatores de produção (pessoas, serviços, mercadorias e capitais). Mas nessa altura, somente havia
circulação de bens, foi só com AUE que se foi possível livre movimento de pessoas, capitais e serviços.
Estabeleceu também a política agrícola comum, esta medida estabeleceu a livre circulação de
produtos agrícolas dentro da CEE, e adotou políticas protecionistas, que permitiram aos agricultores
europeus evitarem a concorrência de produtos procedentes de outros países não pertencentes à
CEE. Também foi a CEE que criou as instituições europeias, como: Comissão Europeia, Conselho
Europeu, Parlamento Europeu, TJUE e Comité Econômico e social europeu.

2.3 1970 – 1979


Uma Comunidade em expansão - O primeiro alargamento
A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderem à União Europeia em 1 de Janeiro de 1973, elevando
assim o número dos Estados-Membros para nove. Na sequência do breve, mas violento, conflito
israelo-árabe em outubro de 1973, a Europa debate-se com uma crise energética e problemas
económicos. A queda do regime de Salazar em Portugal, em 1974, e a morte do General Franco em
Espanha, em 1975, põem fim às últimas ditaduras de direita na Europa. No âmbito da política regional
da UE, as regiões mais pobres começam a beneficiar da transferência de montantes elevados para
fomentar a criação de emprego e de infraestruturas. O Parlamento Europeu aumenta a sua influência
na UE e, em 1979, pela primeira vez, os cidadãos elegem diretamente os seus deputados. A luta
contra a poluição intensifica-se. A UE adota legislação para proteger o ambiente e introduz o conceito
do «poluidor-pagador».
2.4 1980 - 1989
Uma Europa em mutação – A queda do Muro de Berlim
O sindicato polaco Solidarność e o seu dirigente Lech Walesa tornam-se num símbolo por todos
conhecido não só na Europa como no mundo inteiro na sequência do movimento grevista dos
trabalhadores do estaleiro de Gdansk durante o Verão de 1980. Em 1981, a Grécia torna-se o décimo
Estado-Membro da UE, seguindo-se-lhe a Espanha e Portugal cinco anos mais tarde. Em 1987, é
assinado o Ato Único Europeu, um Tratado que prevê um vasto programa para seis anos destinado
a eliminar os entraves que se opõem ao livre fluxo de comércio na UE, criando assim o «Mercado
Único». Com a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989, dá-se uma grande convulsão
política: a fronteira entre a Alemanha de Leste e a Alemanha Ocidental é aberta pela primeira vez em
28 anos o que leva à reunificação das duas Alemanhas.
A partir da criação da CEE houveram evoluções e criações de tratados que levaram a criação da UE
de hoje. Essa evolução tinham 3 vetores em mente: o
Aperfeiçoamento - deixar mais claro e concretizada essa integração;

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Aprofundamento - eram os saltos qualitativos, ou seja, buscava alcançar assuntos ainda não
alcançados, novas políticas; e Alargamento - é a política de expansão, para chegar até hoje os 28
estados membros (contando com UK).
Assim, em 1987, é assinado o Ato Único Europeu, um Tratado que prevê um vasto programa para
seis anos destinado a eliminar os entraves que se opõem ao livre fluxo de comércio na UE, criando
assim o Mercado Único Interno, é um aperfeiçoamento do CEE as novas circunstâncias do cenário da
época. Com objetivo de impulsionar o domínio econômico e dotar as comunidades de objetivos
políticos através do aperfeiçoamento dos mecanismos das relações externas.
Designa-se ato único europeu, porque com um único ato se procedeu à revisão dos três tratados:
CECA, EURATOM, CEE. E porque num único instrumento são tratadas as questões relativas às
comunidades europeias e à cooperação europeia que corria até aqui à margem do quadro das
comunidades.
Mudanças a partir desse ato, constam: extensão da votação por maioria qualificada no Conselho,
introdução de processos de cooperação e de comum acordo que conferiram maior peso ao
Parlamento.
2.4 1990 – 1999
Uma Europa sem fronteiras
Com o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental, assiste-se a um estreitamento
das relações entre os europeus. Em 1993, é concluído o Mercado Único com as «quatro liberdades»:
livre circulação de mercadorias, de serviços, de pessoas e de capitais. A década de noventa é também
marcada por dois Tratados: o Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht, de 1993, e o
Tratado de Amesterdão, de 1999.
O Tratado de Maastricht, é um tratado que tem como vetor o aprofundamento da integração e assim
adicionou para além do CEE - que passa a ser CE, a UE. Essa união da altura era mais limitada e
buscava integrar áreas de mais difícil acesso, no fundo, tinha um objetivo duplo: criar a união
europeia e alterar tratados comunitários. Mas a criação da UE não substituía as comunidades
europeias, mas sim coexistia com elas como estrutura externa e paralela às comunidades, sendo-lhe
atribuídos domínios particulares como a polícia externa e de segurança comum, mais próximos do
modelo intragovernamental.
Algumas alterações importantes com esse tratado a nível institucional, identificam-se á atribuição de
poderes de natureza legislativa ao Parlamento; criação do Comité das regiões e qualificação do
Tribunal de Contas como uma verdadeira instituição. Em nível de atribuições modificou: abertura à
integração diferenciada; criação da união económica e monetária, introdução da cidadania da União.
O Tratado de Amsterdão em que manteve a CE e UE, institui mudanças como o aprofundamento de
políticas tributárias; previsão da não discriminação de gênero etc. No fundo provocou mudanças
mínimas. Aqui aderiram-se mais 3 estados: Áustria, Finlândia e Suécia. Teve quatro objetivos
essenciais como: reforma dos pilares cooperativos, preparação do alargamento aos países lestes,
hierarquia dos atos comunitários e consolidação das políticas comunitárias anunciadas e
simplificação dos tratados.

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Ainda nesta década, a opinião pública mostra-se preocupada com a proteção do ambiente e com a
forma como os europeus poderão cooperar em matéria de defesa e segurança. Em 1995, a União
Europeia acolhe três novos Estados-Membros: a Áustria, a Finlândia e a Suécia. Uma pequena
localidade luxemburguesa dá o seu nome aos acordos de «Schengen», que, gradualmente,
permitirão às pessoas viajar sem que os seus passaportes sejam controlados nas fronteiras. Milhões
de jovens estudam noutros países com o apoio da UE. Torna-se mais fácil comunicar à medida que
cada vez mais pessoas começam a utilizar o telemóvel e a Internet.
2.5 2000 – 2009
Continuação do alargamento
Em 2001, aconteceu o Tratado de Nice em que continuou mantendo a divisão entre CE e UE, mas
esse foi o tratado mais relevante de alargamento, focou-se em enquadramento global das regras da
União e já alcançava mais de 10 estados membros, isso aconteceu por críticas aos resultados obtidos
pelo Tratado de Amsterdão. Tinha objetivos como: reforma institucional, alterando a composição da
Comissão e a maioria qualificada do Conselho, desenvolvimento das cooperações forçadas e crítica
do que não se fez, a refundação da união pela elaboração de uma constituição da UE.
Em 2007, aconteceu o Tratado de Lisboa que fez a fusão entre o CE e UE em uma única União. Essa
ideia da fusão em uma união veio para reestruturar e dar nova rodem de matérias, além de vincular
o catálogo de direitos fundamentais da UE. É importante estacar que antes do tratado de Lisboa,
ouve um fracasso de integração, o chamado de “tratado que estabelecia uma constituição para a
Europa” com um primado do direito comunitário, conferia personalidade jurídica e símbolos próprios
a UE e assumir o parlamento como pleno legislador, como pode-se ver, esse era muito extremo, pois
uma constituição geral seria de grande peso, já que relaciona as leis fundamentais que derivam do
povo, por isso morreu e assim o tratado de Lisboa simplificou e reformou essa ideia para um fusão
entre CE e UE para melhor compreensibilidade do direito da união e ainda foi nesse tratado que
foram claramente definidas as competências da UE.
O euro é a nova moeda de muitos europeus. Ao longo da década, o número dos países que adotam
o euro aumenta. O 11 de Setembro de 2001 torna-se sinónimo de «guerra contra o terrorismo»,
depois de aviões desviados embaterem em edifícios em Nova Iorque e Washington. Os países da UE
começam a trabalhar cada vez mais em conjunto para lutar contra a criminalidade. As divisões
políticas entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental são finalmente sanadas quando dez novos
países aderem à União Europeia em 2004, seguidos pela Bulgária e a Roménia em 2007. A economia
mundial é abalada por uma crise financeira em setembro de 2008. O Tratado de Lisboa é ratificado
por todos os países da UE antes de entrar em vigor em 2009, dotando a UE de instituições modernas
e de métodos de trabalho mais eficientes.
2.6 2010 – 2019
Uma década de desafios
A crise económica mundial tem repercussões profundas na Europa. A UE ajuda a vários países de
enfrentar as suas dificuldades e cria a «União Bancária» para garantir bancos mais seguros e mais
fiáveis. Em 2012, a União Europeia recebe o Prémio Nobel da Paz. Em 2013, a Croácia torna-se o
28.º Estado-Membro da UE. As alterações climáticas continuam a ser uma prioridade e os dirigentes

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chegam a acordo para reduzir as emissões nocivas para o ambiente. Com as eleições europeias de
2014, o número de eurocéticos no Parlamento Europeu aumenta. Na sequência da anexação da
Crimeia pela Rússia, é estabelecida uma nova política de segurança. O extremismo religioso
intensifica-se no Médio Oriente e em vários países e regiões em todo o mundo, conduzindo a
conflitos e guerras que resultam num grande número de pessoas que fogem dos seus países e
procuram refúgio na Europa. Além de ter de fazer face aos problemas decorrentes desta onda de
refugiados, a UE torna-se o alvo de vários atentados terroristas.
2.7 2020 – presente

[Link]
n&att_download=y (documento anexo)

3. Os tratados e acordos da UE

A União Europeia assenta no Estado de Direito. Isso significa que todas as suas iniciativas têm por
base Tratados que foram aprovados voluntária e democraticamente por todos os países da UE. Por
exemplo, se um domínio de intervenção não for mencionado num Tratado, a Comissão não pode
propor legislação nesse domínio.
Os Tratados são acordos vinculativos entre os países da UE, que definem os objetivos prosseguidos
pela UE, as regras de funcionamento das instituições europeias, o processo de tomada de decisão e
as relações entre a UE e os países que a constituem.
Por vezes, os Tratados são alterados para melhorar a eficácia e a transparência do funcionamento
da UE, preparar a adesão de novos países ou alargar a cooperação entre os países da UE a novos
domínios, como no caso da moeda única.
Ao abrigo dos tratados, as instituições europeias podem adotar legislação que, em seguida, é aplicada
pelos países da UE.

• OECE – Organização Europeia de Coordenação Económica


Portugal foi um dos países fundadores da Organização Europeia de Cooperação Económica (OECE),
criada a 16 de abril de 1948, tendo em vista a cooperação económica entre os países europeus na
sequência do "Plano Marshall" e da "Conferência dos Dezasseis", após a Segunda Guerra Mundial,
sob a Presidência de Robert Marjolin.
A OECE contava com a participação de 18 Estados-Membros (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França,
Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça,
Turquia e Alemanha Ocidental), sendo que Portugal possuía estatuto de membro fundador e fazia
parte do Comité Executivo.
Esta organização tinha como objetivo a regularização dos pagamentos internacionais, a liberalização
do comércio de mercadorias invisíveis, e tenta a realização de uma união aduaneira entre membros.
Porém, este último objetivo falha, porque no âmbito da OECE, se confrontam diferentes interesses
protagonizados pela Grã-Bretanha e pela França. A Grã-Bretanha pretendia manter a posição de
aliada privilegiada dos EUA e conservar relações especiais com as nações da Commonwealth.

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A 14 de dezembro de 1960, os membros da OECE assinaram com os EUA e o Canadá uma nova
Convenção que criou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE),
substituindo esta a anterior OECE.
A Convenção entrou em vigor a 3 de setembro de 1961, data em que a OCDE foi oficialmente
fundada. Atualmente, a Organização integra um total de 36 países membros, encontrando-se em
processo de adesão a Colômbia (foi convidada a juntar-se e assinou um acordo de adesão com a
Organização em maio de 2018. A sua adesão está iminente) e a Costa Rica.
Portugal faz parte de três Agências da OCDE: Agência Internacional de Energia (AIE), Agência de
Energia Nuclear (AEN) e Fórum Internacional de Transportes (ITF).
A OCDE possui cerca de 280 entidades, entre Comités, Grupos de Trabalho e Grupos de Peritos. A
participação portuguesa é assegurada por Delegados nacionais e pelos Conselheiros da Missão de
Portugal junto da OCDE.

✓ Tratado de Paris
O Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) foi assinado, em Paris,
pela Bélgica, França, República Federal da Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos. Entrou em vigor
por um período de 50 anos. Os membros da Assembleia Parlamentar Europeia eram selecionados
pelos Parlamentos nacionais. A Assembleia tinha o poder de destituir a Alta Autoridade (precursora
da Comissão).

• Assinado em: Paris (França), 18 de Abril de 1951


• Entrada em vigor: 26 de Julho de 1952
• Expirou em: 23 de Julho de 2002
• Finalidade: tornar os setores do carvão e do aço interdependentes para que um país deixasse
de poder mobilizar as suas forças armadas sem que os restantes tivessem conhecimento,
dissipando assim a desconfiança e a tensão existentes entre os países europeus depois da
Segunda Guerra Mundial; o Tratado CECA atingiu o termo de vigência em 2002

✓ Tratado de Roma
• Foram assinados dois tratados – o Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia
(CEE) e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica (CEEA ou
EURATOM).
• As decisões das duas Comunidades foram tomadas pelo Conselho, mediante proposta da
Comissão. A Assembleia Parlamentar deve ser consultada e transmitir os seus pareceres ao
Conselho. A Assembleia é aumentada, passando a ter 142 membros. A Assembleia
Parlamentar Europeia realizou a sua primeira sessão no ano seguinte, em 19 de Março de
1958. Com os Tratados de Roma foi introduzida uma disposição específica para que os
eurodeputados passassem a ser eleitos por sufrágio direto (aplicada em 1979).
• Principais mudanças: aprofundamento da integração europeia, que passa a abranger a
cooperação económica.
• Assinado em: Roma (Itália), 25 de Março de 1957
• Entrada em vigor: 1 de Janeiro de 1958

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✓ Tratado EURATOM
Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica
Os principais objetivos do Tratado EURATOM são:
- promover a investigação e assegurar a difusão dos conhecimentos técnicos;
- estabelecer normas de segurança uniformes com vista a proteger a saúde da população e dos
trabalhadores da indústria;
- facilitar a investigação;
- garantir que os materiais nucleares não são desviados para fins diferentes daqueles a que se
destinam, em particular militares;

A importância do Tratado EURATOM pode ser claramente constatada no contexto do alargamento.


A energia nuclear é uma importante fonte de energia para muitos países da Europa de Leste, mas as
normas de segurança das suas centrais de energia nuclear e o nível de proteção da população e dos
trabalhadores nem sempre são suficientes. É no contexto do Tratado EURATOM que se desenvolve
a ajuda da UE neste domínio.

• Assinado em: Roma (Itália), 25 de Março de 1957


• Entrada em vigor: 1 de Janeiro de 1958

✓ Tratado de Fusão – Tratado de Bruxelas


• Assinatura: 8 de abril de 1965
• Entrada em vigor: 1 de julho de 1967
• Finalidade: simplificar o funcionamento das instituições europeias
• Principais mudanças: criação de uma Comissão única e de um Conselho único para as
três Comunidades Europeias (CEE, Euratom, CECA); revogado pelo Tratado de
Amesterdão.

✓ Tratado do Luxemburgo
Tratado que altera algumas disposições orçamentais/Primeiro Tratado Orçamental.
Com a assinatura do Tratado do Luxemburgo, que altera algumas disposições orçamentais
consagradas nos Tratados, os poderes orçamentais da Assembleia são aumentados por meio da
substituição do sistema de financiamento das Comunidades através das contribuições dos Estados-
Membros através do sistema de "recursos próprios".

• Assinado em: Luxemburgo (Luxemburgo), 22 de Abril de 1970


• Entrada em vigor: 1 de Janeiro de 1971

✓ Segundo Tratado Orçamental/Tratado de Bruxelas


O Tratado de Bruxelas, de 1975, alterou novamente algumas disposições financeiras consagradas
nos Tratados. O Tratado de Bruxelas reforçou os poderes orçamentais da Assembleia (o PE detém o
direito de rejeitar o orçamento comunitário e de dar quitação à Comissão relativamente à aplicação
do orçamento) e preparou a criação do Tribunal de Contas.

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• Assinado em: Bruxelas (Bélgica), 22 de Julho de 1975
• Entrada em vigor: 1 de Junho de 1977

✓ Ato Único Europeu (AUE)


A primeira Conferência Intergovernamental teve início sob a Presidência italiana, em 9 de Setembro
de 1985, e culminou com a adoção do Ato Único Europeu, em 28 de Fevereiro de 1986, em Bruxelas.
O Ato Único Europeu introduziu alterações nos Tratados que instituem as Comunidades Europeias e
consagrou a cooperação política europeia. Quando o Ato Único Europeu (AUE) entrou em vigor, o
título "Parlamento Europeu" (em uso pela Assembleia desde 1962) foi tornado oficial. O AUE
aumentou também os poderes legislativos do PE com a introdução dos processos de cooperação e
de parecer favorável.
Finalidade: proceder à reforma das instituições para preparar a adesão de Portugal e de
Espanha e simplificar a tomada de decisões na perspetiva do mercado único.
Principais mudanças: extensão da votação por maioria qualificada no Conselho (tornando
assim mais difícil que um único país possa vetar uma proposta legislativa), introdução de
processos de cooperação e de comum acordo que conferiram maior peso ao Parlamento.
Finalidade: proceder à reforma das instituições para preparar a adesão de Portugal e de
Espanha e simplificar a tomada de decisões na perspetiva do mercado único.
• Assinado em: Luxemburgo (Luxemburgo), 17 de Fevereiro de 1986, e em Haia (Holanda), 28
de Fevereiro de 1986
• Entrada em vigor: em 1 de Julho de 1987

✓ Tratado da União Europeia – Tratado de Maastricht


• Assinatura: 7 de fevereiro de 1992
• Entrada em vigor: 1 de novembro de 1993
• Finalidade: preparar a União Monetária Europeia e introduzir elementos para uma união
política (cidadania, política comum em matéria de relações externas e assuntos internos).
• Principais mudanças: criação da União Europeia e introdução do procedimento de codecisão,
que confere mais peso ao Parlamento no processo de tomada de decisão; novas formas de
cooperação entre os governos dos países da UE, nomeadamente no quadro da defesa, da
justiça e dos assuntos internos.
• O Tratado da União Europeia foi assinado em Maastricht na presença do Presidente do
Parlamento Europeu, Egon Klepsch.
• De acordo com o Tratado, a União assenta em três pilares: as Comunidades Europeias
(primeiro pilar) e duas áreas de cooperação adicionais (segundo e terceiro pilares): Política
Externa e de Segurança Comum (PESC) e Justiça e Assuntos Internos (JAI).
• Com a entrada em vigor do Tratado da União Europeia, a CEE torna-se Comunidade Europeia
(CE). Os poderes legislativo e de controlo do PE reforçam-se com a introdução do processo de
co-decisão e com o alargamento do processo de cooperação.
• Ao abrigo do novo Tratado, o Parlamento Europeu tem o direito de convidar a Comissão a
apresentar propostas legislativas em matérias que, em seu entender, requeiram nova

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legislação comunitária. A Comissão, no seu todo, tem agora de ser aprovada pelo PE, que
nomeia o Provedor de Justiça Europeu.

✓ Tratado de Amesterdão
Em Março de 1996, em Turim (Itália), teve início uma Cimenira com a finalidade de rever o Tratado
da União Europeia. O subsequente Tratado de Amesterdão que altera o Tratado da União Europeia,
os Tratados que instituem as Comunidades Europeias e alguns actos relativos a esses Tratados foi
assinado na presença do Presidente do Parlamento Europeu, José María Gil-Robles.
Com a entrada em vigor do Tratado de Amesterdão, em Maio de 1999, o processo de codecisão foi
simplificado e alargado. O Parlamento passou então a ter o direito de aprovar o Presidente da
Comissão.

• Finalidade: proceder à reforma das instituições para preparar a adesão de mais países à EU.
• Principais mudanças: alteração, renumeração dos artigos e consolidação dos Tratados UE e
CEE, reforço da transparência do processo de tomada de decisão (utilização mais frequente
do processo legislativo ordinário).
• Assinado em: Amesterdão (Holanda), 2 de Outubro de 1997
• Entrada em vigor: 1 de Maio de 1999

✓ Tratado de Nice
A Carta dos Direitos Fundamentais foi assinada pelos presidentes do Parlamento Europeu, da
Comissão e do Conselho no Conselho Europeu de Nice. O Tratado de Nice que altera o Tratado da
União Europeia, os Tratados que instituem as Comunidades Europeias e alguns atos relativos a esses
Tratados foi assinado na presença da Presidente do Parlamento Europeu, Nicole Fontaine. O objetivo
do Tratado de Nice era reformar a estrutura institucional da União Europeia, a fim de fazer face aos
desafios do novo alargamento. Com o Tratado de Nice, os poderes legislativos e de supervisão do
Parlamento são aumentados e a votação por maioria qualificada no Conselho é alargada a mais áreas.
Finalidade: proceder à reforma das instituições por forma a que UE pudesse continuar a
funcionar eficazmente após o seu alargamento a 25 países


Principais mudanças: métodos para alterar a composição da Comissão e redefinição do
sistema de votação do Conselho.
• Principais mudanças: alteração, renumeração dos artigos e consolidação dos Tratados UE
e CEE, reforço da transparência do processo de tomada de decisão (utilização mais
frequente do processo legislativo ordinário).
• Assinado em: Nice (França), 26 de Fevereiro de 2001
• Entrada em vigor: 1 de Fevereiro de 2003

✓ Tratado de Lisboa
• Assinatura: 13 de dezembro de 2007
• Entrada em vigor: 1 de dezembro de 2009

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• Finalidade: tornar a UE mais democrática e eficaz e mais apta a fazer face a problemas
mundiais, como as alterações climáticas, permitindo-lhe falar a uma só voz.

• Principais mudanças: reforço dos poderes do Parlamento Europeu, alteração dos processos
de votação no Conselho, introdução da iniciativa de cidadania europeia, criação dos cargos
de Presidente do Conselho Europeu e de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e
a Política e Segurança, bem como de um novo serviço diplomático da UE

• O Tratado de Lisboa clarifica a repartição de competências:


- competências da UE
- competências dos países da UE
- competências partilhadas

• Os objetivos e valores da UE estão consagrados no Tratado de Lisboa e na Carta dos Direitos


Fundamentais da UE.
• O Tratado que estabelece uma Constituição para a EuropaVer esta ligação noutra
línguaEN••• (2004), com objetivos idênticos aos do Tratado de Lisboa, foi assinado mas não
chegou a ser ratificado.
• A CIG responsável pela elaboração de um tratado reformador europeu teve início em 23 de
Julho de 2007, em Lisboa (representantes do Parlamento Europeu: Elmar Brok, Enrique Barón
Crespo e Andrew Duff). O texto do Tratado foi aprovado numa cimeira de Chefes de Estado e
de Governo, em 18 e 19 de Outubro de 2007, em Lisboa. O Tratado de Lisboa foi assinado na
presença do Presidente do PE, Hans-Gert Pöttering, em 13 de Dezembro de 2007, no
seguimento da proclamação, no Parlamento, da Carta dos Direitos Fundamentais da União
Europeia pelos presidentes do Parlamento Europeu, da Comissão e do Conselho.
• Em 19 de Fevereiro de 2008, o Tratado de Lisboa foi adotado pelo Parlamento Europeu
(relatório Corbett/Méndez de Vigo). De acordo com o Tratado de Lisboa, o Parlamento tem o
direito de nomear o Presidente da Comissão, com base numa proposta do Conselho Europeu
que tem em consideração os resultados das eleições parlamentares europeias. A co-decisão
é alargada a novas áreas e passa a ser denominada "processo legislativo ordinário".
• Com poucas exceções, o Tratado coloca o Parlamento Europeu, enquanto legislador, em pé
de igualdade com o Conselho numa série de domínios em que antes o Parlamento não
desfrutava dessa prerrogativa, nomeadamente na definição do orçamento da UE (neste
aspeto, o Parlamento usufrui de paridade total), na política agrícola e no sector da Justiça e
dos Assuntos Internos.
• O Tratado entrou em vigor em 1 de Dezembro de 2009, depois de ter sido ratificado pela
totalidade dos 27 Estados¬ Membros.

O Tratado de Lisboa, introduz alterações importantes nas instituições da união, como:


- Reconhecimento de uma dupla legitimidade ao edifício institucional europeu, qual estarão
representados os cidadãos e os estados – artigo 10º TUE.
- Consagra pela primeira vez, com transparência, as funções da Comissão.

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- Autonomiza a figura de Alto Representante para os negócios estrangeiros e a política de
segurança.
- O presidente da comissão continua a ser uma figura central no sistema institucional
europeu.
- O parlamento reconhece como legislador de pleno direito, em estrita igualdade com o
Conselho no processo legislativo ordinário.
- O parlamento vê também crescerem os seus poderes de controlo político, quer em relação
ao conselho europeu e ao conselho, quer em relação à Comissão – afirma-se explicitamente
que a Comissão é responsável perante o Parlamento e a este cabe eleger o seu presidente.
Note-se: O Tratado de Lisboa veio consagrar, com grande transparência, as funções e o
enquadramento de cada órgão.
NOTA!
A Constituição um conjunto de normas que regem um Estado (País), que pode ser ou não codificado
como um documento escrito, que enumera e limita os poderes e funções de uma entidade política.
Essas regras formam, ou seja, constituem, o que a entidade é. No caso dos países e das regiões
autônomas dos países, o termo refere-se especificamente a uma Constituição que define a política
fundamental, princípios políticos, e estabelece a estrutura, procedimentos, poderes e direitos, de um
governo. Ao limitar o alcance do próprio governo, a maioria das constituições garantem certos
direitos para as pessoas. O termo Constituição pode ser aplicado a qualquer sistema global de leis
que definem o funcionamento de um governo, incluindo várias constituições históricas não
codificadas que existiam antes do desenvolvimento de modernas constituições.
DIFERENTE
A Carta Constitucional é quando se cede poder, é dar graça ao poder.
Por conta desta diferença, é muito comum dizer que os tratados são cartas constitucionais, pois
os Estados decidem auto limitar o seu poder para criar a união e a sua integração.
4. As competências, atribuições e objetivos da EU

A União Europeia (UE) dispõe apenas das competências que lhe são atribuídas pelos Tratados
(princípio de atribuição). Ao abrigo deste princípio, a UE só pode atuar dentro dos limites das
competências que os países da União lhe tenham atribuído nos Tratados para alcançar os
objetivos fixados por estes últimos.
As competências que não sejam atribuídas à UE nos Tratados pertencem aos países da União.
O Tratado de Lisboa clarifica a repartição de competências entre a União Europeia e os países
da União.
Estas competências estão divididas em três categorias principais:

• Competências exclusivas;
• Competências partilhadas;
• Competências de apoio.

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4.1 Competências exclusivas
- artigo 3º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia — TFUE
- artigo 2º, número 1 - TFUE

São os domínios nos quais a UE é a única a poder legislar e adotar atos vinculativos. Os países
da União só podem fazê-lo se habilitados pela UE para darem execução a esses atos.
A União Europeia dispõe de competência exclusiva nos seguintes domínios:
• união aduaneira;
• estabelecimento das regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado
interno;
• política monetária para os países da área do euro;
• conservação dos recursos biológicos do mar, no âmbito da política comum das pescas;
• política comercial comum;
• celebração de acordos internacionais em determinadas condições.
4.2 Competências partilhadas
- artigo 4º do TFUE
- artigo 2º, número 2 TFUE

A UE e os países da União estão habilitados a legislar e a adotar atos juridicamente


vinculativos. Os países da UE exercem a sua competência na medida em que a União Europeia
não tenha exercido a sua ou tenha decidido não o fazer.
As competências partilhadas entre a UE e os países da União aplicam-se nos seguintes
domínios: ( artigo 5º, número 3 do TUE)
• mercado interno;
• política social, mas apenas no que se refere aos aspetos especificamente definidos no
Tratado;
• coesão económica, social e territorial (política regional);
• agricultura e pescas (exceto a conservação dos recursos biológicos do mar);
• ambiente;
• defesa dos consumidores;
• transportes;
• redes transeuropeias;
• energia;
• espaço de liberdade, segurança e justiça;
• problemas comuns de segurança em matéria de saúde pública, circunscritos aos aspetos
definidos no TFUE;
• investigação, desenvolvimento tecnológico, espaço;
• cooperação para o desenvolvimento e ajuda humanitária.

4.3. Competências de apoio


- artigo 6º do TFUE
- artigo 2º, número 5 do TFUE

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- artigo 5º, número 3 do TUE

A UE só pode intervir para apoiar, coordenar ou completar a ação dos países da União. Os atos
juridicamente vinculativos da UE não devem exigir a harmonização das disposições legislativas
ou regulamentares dos países da União.
As competências de apoio dizem respeito aos seguintes domínios de intervenção:
• proteção e melhoria da saúde humana;
• indústria;
• cultura;
• turismo;
• educação, formação profissional, juventude e desporto;
• proteção civil;
• cooperação administrativa.

4.4 Competências particulares/ complementares


A UE pode tomar medidas para garantir que os países da UE coordenam as suas políticas
económicas, sociais e de emprego a nível da UE.
A política externa e de segurança comum da UE apresenta características institucionais
específicas como a participação limitada da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu no
processo de tomada de decisão e a exclusão de qualquer atividade de legislação. Esta política é
definida e aplicada pelo Conselho Europeu (composto pelos chefes de Estado e de Governo dos
países da UE) e pelo Conselho (composto por um representante ministerial de cada país da UE).
O presidente do Conselho Europeu e o alto-representante da União Europeia para os Negócios
Estrangeiros e a Política de Segurança representam a UE nas matérias relacionadas com a
Política Externa e de Segurança Comum.

4.5 O exercício das competências


O exercício das competências da UE está sujeito a dois princípios fundamentais previstos no
artigo 5º do Tratado da União Europeia (TUE):

• Princípio da Proporcionalidade
Está presente tanto nas atuações da união em competências exclusivas, tanto nas
competências partilhadas.
Impõe um imperativo da mínima intervenção possível, quer seja numa dimensão
subjetiva (defesa particulares ou estados) quer seja numa dimensão objetiva (pois
externa-se em qualquer atuação da administração comunitária, mesmo que seja
positiva).
Na relação com os Estados membros, este princípio impõe à união a adoção de meios
materiais e formalmente menos gravosos, ou seja, que defiram a maior margem de
conformação aos estados, o que induz a uma limitação ao mínimo exigível da
intervenção comunitária.

• Princípio da Subsidiariedade – artigo 2º TUE

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No âmbito das suas competências não exclusivas, a UE intervém apenas se — e na medida em que
— o objetivo de uma ação considerada não puder ser suficientemente alcançado pelos países da UE,
podendo, contudo, ser mais bem alcançado ao nível da União Europeia.
Esse princípio serve de travão ao avanço da união, ou seja, uma delimitação de competências da EU.
Tanto pode apontar no sentido da afirmação como da limitação das competências da Comunidade,
depende do preenchimento cumulativo de dois pressupostos:
1. Se os Estados sozinhos não são suficientes, existe deficiência da atuação dos estados –
requisito negativo;
2. A UE caso intervenha, irá cumprir melhor o objetivo, se a sua intendência possuir valor
acrescentado - requisito positivo.

Exemplos dessas competências: mercado interno, agricultura, ambiente.


A justificabilidade deste princípio afirma-se agora decisivamente, já que o protocolo anexo refere
que o TJUE tem competências para conhecer recursos de anulação, com fundamento em violação
desse princípio que sejam orientados pelos estados membros. Este princípio também tem dimensão
regional e é acentuada pelo Comité das regiões.

• Princípio da Preempção – artigo 2º, número 2 TFUE

Se estivermos perante matéria que a EU regula, os estados devem retrair, se por acaso
a EU deixar de regular, os estados podem recuperar a competência, se quiserem, em
outras palavras: os estados membros não ficam impedidos do exercício daas
competências partilhadas, podendo exercita-las, ou mesmo, voltar a exercita-las na
medida em que a EU não o faça.
Exemplo: se a união deixar de exercer competência, em virtude de revogação de atos
legislativos que tenham deixado de ser necessários, assim pode solicitar a comissão que
apresente proposta de “retrocesso” da competência e os estados que regulam sobre
esta. Isto é, um princípio que visa gestão de competências para evitar conflitos positivos
ou negativos no seu exercício, estando, ligado a uma tradicional visão da repartição
vertical de poderes.
Este princípio atua juntamente com o princípio da cooperação legal – artigo 4º,
número 3 TUE.

• Princípio da especialidade com o fim /competências por atribuição – artigo 4º e 5º TUE


e artigo 7º TFUE
Este princípio menciona enfatiza que as competências que não sejam atribuídas à União nos
tratados, pertencem aos Estados Membros.
Em suma, a ideia de competências, a partir do Tratado de Lisboa, pretende passar-se de uma
perspetiva de coordenação e interdependência de competências recíprocas, principalmente quando
se torna mais operativos, diabólicos e plurais os princípios de preempção e da subsidiariedade.

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Contudo, há matérias em que não necessitam desses princípios, assim esses não têm nenhuma
validade, como ajuda comunitária, políticas de emprego, educação, etc.

5. Quadro institucional Europeu


As comunidades europeias e a EU evoluíram ao longo do tempo, no sentido de uma uniformização
da sua estrutura orgânica. A criação da EU em 1993, pretendeu reforçar a ideia de uma unidade de
estrutura orgânica institucional – artigo 3º EU-M, principalmente pela falta de coerência que havia
entre os tratados comunitários (o Tratado de Amesterdão foi responsável por corrigir isso), mas para
além desta, o Conselho Europeu, órgão de direção política, não encontrava até então acolhimento
no elenco formal das instituições da comunidade – artigo 13º TUE.
A União Europeia tem um quadro institucional/sistema institucional único:

• As grandes prioridades da EU são definidas pelo conselho europeu, que reúne dirigentes
nacionais e da UE;
• Os eurodeputados representam os cidadãos europeus no Parlamento Europeu e são por
eles eleitos diretamente;
• Os interesses da EU no seu conjunto são defendidos pela Comissão Europeia, cujos
membros são designados pelos governos nacionais;
• Os países defendem os seus próprios interesses nacionais no Conselho da União
Europeia.
Os estados membros consentem, com efeito, delegações de soberania a favor de instituições
independentes que representam simultaneamente interesses comunitários, nacionais e dos
cidadãos. A Comissão defende tradicionalmente os interesses comunitários, cada governo, nacional
está representado a nível do Conselho da União e o Paramento Europeu é diretamente eleito pelos
cidadãos da união.
Direito e Democracia constituem assim, os fundamentos da União Europeia.
A este “triângulo institucional” vêm juntar-se duas outras instituições: O Tribunal da Justiça das
Comunidades Europeias e o Tribunal de Contas Europeu, bem como cinco órgãos. Por último, foram
criadas agências especializadas para desempenharem tarefas específicas de carácter essencialmente
técnico, científico ou de gestão.
5.1 As instituições Europeias
✓ Conselho Europeu - 235° e 236° do TFUE
A criação e afirmação do conselho europeu, ocorreu inicialmente fora das comunidades.
Surge em 1974 como Cimeira de Paris de chefes de Estados da então CEE e passou a ser
referido como Conselho da Comunidade a título de cooperação política. Foi apenas no
Tratado de Maastricht que o Conselho Europeu foi previsto no quadro da despersonalizada
UE. Tem como função definir as orientações e prioridades políticas gerais da UE.
É o principal órgão da UE e integra o leque das instituições, nas terminologias do tratado de
Lisboa - art. 13º TUE.
O Conselho assegura a representação dos estados membros ao nível da EU e constitui a
principal instância de decisão. Os representantes dos governos reunidos no conselho são

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politicamente responsáveis perante os respetivos parlamentos nacionais, bem como perante
os cidadãos que representam.
O Conselho Europeu reúne os Chefes de Estado e de Governo dos Estados-Membros para
definir a agenda política da UE. Representa o nível mais elevado de cooperação política entre
os países da UE. A sua composição é fixa e é graças a essa rigidez constitutiva que, permite
distingui-lo mais claramente de uma próxima formação de um Conselho. São os próprios
membros do Conselho Europeu que decidem se, em razão de uma ordem de trabalhos,
pretendem ser assistidos por um ministro ou comissário.
O Conselho Europeu, que é uma das sete instituições oficiais da UE, reveste a forma de
cimeiras dos dirigentes da UE (geralmente trimestrais), que são presididas por um presidente
permanente.
É considerado o órgão da cúpula da união europeia <quarto poder>, aparece hoje nos
tratados após o Parlamento Europeu - art. 13º a 15º TUE.
Apesar que o Conselho Europeu que determina a composição do parlamento europeu e que
o presidente do parlamento é ouvido pelo Conselho Europeu sempre que este o convide.
Mostrando que não há literal superioridade do Parlamento Europeu ao conselho europeu.
Mas o conselho europeu é apenas ouvido pelo parlamento nos casos e consideres previstos
no regulamento do conselho europeu.
O Conselho reúne geralmente quatro vezes por ano – mas o Presidente pode convocar
reuniões extraordinárias para discutir questões urgentes.
As decisões são geralmente tomadas por consenso e, em certos casos, por unanimidade ou
maioria qualificada. Só os Chefes de Estado ou de Governo têm direito de voto.
- O Papel do Conselho Europeu:
• Decide sobre as orientações gerais e as prioridades políticas, mas não aprova legislação;
• Trata de questões complexas e sensíveis que não podem ser resolvidas a níveis inferiores
de cooperação intergovernamental;
• Define a política externa e de segurança comum da UE, tendo em conta os interesses
estratégicos e as implicações em termos de defesa;
• Designa e nomeia candidatos a determinados altos cargos nas instituições da UE, como a
presidência do BCE e da Comissão;
• Em relação a cada questão agendada, o Conselho Europeu pode instar a Comissão Europeia
a elaborar uma proposta;
• Transmitir a questão ao Conselho da UE.

- Membros: Chefes de Estado ou de Governo dos países da UE, Presidente do Conselho Europeu,
Presidente da Comissão Europeia
Presidente: Charles Michel
Instituído: em 1974 (instância informal), 1992 (estatuto formal), 2009 (instituição da UE)
Sede: Bruxelas (Bélgica) – 2004

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✓ Parlamento Europeu
As origens do Parlamento Europeu remontam aos anos 50, mas é em 1979 que é pela primeira vez
eleito por sufrágio universal por todos os cidadãos dos estados membros. Torna-se, assim, a
emanação democrática direta dos povos da UE e o principal representante ao nível das instituições
comunitárias.
A história do Parlamento Europeu ficou marcada pelas reformas adotadas em 1970 (disposições
orçamentais), 1975 (disposições financeiras), 1986 (Ato Único Europeu), 1993 (Tratado de
Maastricht) e 1997 (Tratado de Amesterdão), que não só fizeram do Parlamento uma verdadeira
instância legislativa, mas também reforçaram o seu papel de controlo democrático da União
Europeia.
Eleito por um período de 5 anos por sufrágio universal direto, o Parlamento Europeu é a expressão
democrática dos cidadãos europeus. No Parlamento Europeu estão representadas, a nível de
formações políticas pan-europeias, as grandes tendências políticas existentes nos países membros.
O Parlamento tem três funções essenciais:
1. Partilha com o conselho a função legislativa, ou seja, adota a legislação europeia (diretivas,
regulamentos, decisões). A sua participação contribuí para garantir a legitimidade
democrática dos textos adotados.
2. Partilha com Conselho a função orçamental, ou seja, pode alterar as despesas comunitárias.
Em última instância, adota o orçamenta na sua integralidade.
3. Exerce um controlo democrático sobre a Comissão. Aprova a designação dos seus membros
e dispõe do direito de votar uma moção de censura. Exerce igualmente um controlo político
sobre o conjunto das instituições.
Os locais de trabalho do Parlamento estão repartidos entre a França, a Bélgica e o Luxemburgo. As
sessões plenárias, que reúnem todos os deputados, têm lugar em Bruxelas, estando o Secretariado
– Geral instalado no Luxemburgo.
O Parlamento é eleito por um período de 5 anos, sendo constituído por 785 deputados dos 27 países
da União Europeia, reunidos em grupos políticos transacionais que representam as grandes
tendências políticas presentas nos estados membros da união.
É o órgão da UE que é diretamente eleito pelos cidadãos da União, é composto por 751 deputados,
um número que é aproximadamente proporcional à população de cada país (6 deputados é o mínimo
para cada país).
Tem responsabilidades legislativas, orçamentais e de supervisão. Assim, o Parlamento tem três tipos
principais de poderes: poderes legislativos, poderes de supervisão e poderes orçamentais.
Os poderes legislativos consistem em a ação de adotar uma legislação, juntamente com o Conselho
da UE, com base em propostas vindas da Comissão Europeia.
Além disso, decide sobre acordos internacionais, sobre alargamentos e analisa o programa de
trabalho da Comissão e a convida a propor a legislação.

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Os poderes de supervisão incluem o controlo democrático de todas as instituições da UE, elege o
Presidente da Comissão e aprova a Comissão do seu todo, aprova a forma como o orçamente da UE
é gasto, examina petições, debate a política monetária com Banco Central Europeu entre outros.
Os poderes orçamentais constituem em definir o orçamento da UE, juntamente com o Conselho e
aprova o quadro financeiro plurianual da UE.
O trabalho do parlamento comporta duas etapas principais: as comissões parlamentares que são
onde ocorrem a preparação da legislação, se ouvindo as propostas dos deputados e dos grupos
políticos; e as sessões plenárias que é quando se aprovam as legislações, é a votação final do projeto
de lei e alterações propostas.
Pode-se dizer que o Parlamento é a “voz” do cidadão, por ser o órgão que é diretamente eleito, por
isso o cidadão tem direito de pedir ao parlamento que intervenha relativamente a uma determinada
questão, pode apresentar-lhe uma petição, essas petições podem cobrir qualquer assunto no âmbito
das competências da UE.
O atual presidente do Parlamento Europeu é o italiano David Sassoli, do S&D, eleito em julho de
2019. O Parlamento é composto por oito grupos políticos, sendo o PPE, com 187 eurodeputados, o
maior deles, seguido por S&D (147), RE (98), ID (76), Verdes–EFA (67), ECR (61), GUE/NGL (39) e 29
não inscritos.
Os eurodeputados reúnem-se em Estrasburgo, França, a sede oficial do Parlamento Europeu, mas os
escritórios administrativos (Secretariado) são abrigados em Luxemburgo e a maior parte das reuniões
das comissões e das sessões do pleno ocorrem em Bruxelas, Bélgica.
✓ Conselho da União Europeia

▪ Voz dos governos dos países UE, aprova a legislação e coordena as políticas
O Conselho assegura a representação dos estados membros ao nível da EU e constitui a principal
instância de decisão. Os representantes dos governos reunidos no Conselho são politicamente
responsáveis perante os respetivos parlamentos nacionais, bem como perante os cidadãos que
representam.
O campo de intervenção do Conselho abrange os três “pilares” da UE (comunidades europeias,
política externa e de segurança comum e cooperação policial e judiciária em matéria penal9, mas
com procedimentos de votação diferentes segundo os casos.
Desde a entrada em vigor do Tratado de Fusão dos órgãos executivos, de 1965, existe um Conselho
único para as três comunidades europeias (CECA, EURATOM e CE). Em 1993 a instituição passou a
designar-se “Conselho da União Europeia”, a fim de refletir os fato de que delibera tanto no domínio
comunitário como no quadro intergovernamental do segundo e do terceiro pilares instituídos pelo
Tratado da União Europeia.
O Conselho constitui a principal instância de decisão da União Europeia. É a expressão da vontade
dos estados membros, cujos representantes se reúnem regularmente. A nível ministerial.

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Em função das questões a analisar, o Conselho reúne-se em diferentes formações: política
extrema, finanças, educação, telecomunicações, etc.
O conselho assume várias funções essenciais:
1. É o órgão legislativo da União; em relação a um grande conjunto de competências
comunitárias, exerce este poder legislativo em codecisão com o Parlamento Europeu.
2. Assegura a coordenação das políticas económicas gerais dos estados membros.
3. Celebra, em nome da Comunidade, os acordos internacionais entre esta e um ou vários
estados ou organizações internacionais.
4. Partilha a autoridade orçamental com o parlamento.
5. Aprova as decisões necessárias à definição e à execução da política externa e de segurança
comum com base em orientações gerais definidas pelo conselho europeu.
6. Assegura a coordenação da ação, dos estados-membros e adota as medidas no domínio da
cooperação policial e judiciária em matéria penal.

O conselho tem sede em Bruxelas, onde tem lugar as sessões ministeriais, exceto em abril, junho
e outubro, meses em que as sessões se realizam no Luxemburgo.
O conselho é composto por um representante de cada estado membro a nível ministerial, com
poderes para vincular o seu governo. Embora formalmente exista um conselho, este reúne-se em
formações diferentes em função dos assuntos agendados. Existem nove configurações diferentes
do concelho:
-Assuntos gerais e relações externas
-Assuntos económicos e financeiros (ECOFIN)
- Justiça e Assuntos Internos (JAI)
- Emprego, Política social, saúde, e proteção dos consumidores
-Competitividade
-Transportes, telecomunicações e energia
-Agricultura e pescas
- Ambiente
- Educação, Cultura e Juventude
Cada ministro que participa num conselho tem competência para vincular seu governo. Assim, a
assinatura do ministro obriga toso o seu governo. Além disso, cada ministro que participa no conselho
é responsável perante o seu parlamento nacional e perante os cidadãos que esse parlamento
representa, assegurando-se desta forma a legitimidade democrática das decisões do conselho. A
presidência do conselho é exercida rotativamente por cada estado membro, por períodos de 6
meses.
Quatro vezes por ano, os presidentes e/ou os primeiros ministros dos estados membros, bem como
o presidente da comissão europeia, reúnem –se no âmbito do conselho europeu. Nestas “cimeiras”
são determinadas as grandes políticas da EU e nelas são resolvidas questões que não puderam ser
decididas num nível inferior (pelos ministros em reuniões normais do conselho).

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✓ Comissão Europeia
A Comissão é um dos principais órgãos da União.
É um órgão de indivíduos de funcionamento colegial que representa o interesse geral da UE –
objetivo principal.
Os seus membros são escolhidos segundo critérios de independência, competência e qualidades.
Estas últimas deverão ser mantidas ao longo do exercício da função e depois da sua cessação. - É um
órgão de funcionamento colegial, uma vez que as suas deliberações, sob proposta dos seus membros,
são adotadas com independência e por maioria dos seus membros. - Há uma tripla dependência da
Comissão em relação ao PE: composição da Comissão, designação e estatuto do Presidente da
Comissão e estatuto da própria Comissão Europeia. No entanto, a Comissão revela-se independente
de outros órgãos da União e dos EM.
- Há uma responsabilização política como o PE.
- O procedimento de constituição e nomeação da Comissão Europeia é complexo e envolve o
Conselho, o PE e o Conselho Europeu, que tem a última decisão - art.17 TUE. (ver esquema da aula e
o ponto que vem mais à frente).

- 1ª dimensão: A Comissão Europeia é o órgão executivo da UE, sendo politicamente


independente. Fala-se se um executivo bicéfalo, uma vez que partilha esta função executiva com
o Conselho. Esta tem competência para adotar atos gerais delegados, nos casos e condições
previstas e, quando se justificar uma execução uniforme dos atos vinculativos da União, atos de
execução.

- Os poderes legislativos da Comissão são a priori poderes delegados e sujeitos a uma


“autorização legislativa”. O PE e o Conselho podem realizar um controlo sobre a atividade
normativa da Comissão, uma vez que esta última não é um órgão legislativo de primeiro nível e
só tem competências de delegação de atos legislativos.

- A delegação deve ser sempre expressa e delimitada nos seus elementos essenciais, …, de forma
evitar conflitualidade judicial

- Afirma-se o Princípio da Livre Revogabilidade do Ato de Delegação e há sempre a possibilidade


de o Conselho ou o PE impedirem a entrada em vigor do ato delegados, por maioria absoluta.

- 2ª dimensão: É responsável pela iniciativa de elaboração de propostas de novos atos


legislativos europeus órgão com o “monopólio” do direito de iniciativa legislativa e pela execução
das decisões do Parlamento Europeu e do Conselho da UE. Os atos legislativos propostos pela
Comissão, são sempre acompanhados por esta.
- A Comissão pode alterar as suas próprias propostas até ao Conselho deliberar. Por maioria
simples dos seus membros, O Conselho só pode alterar as propostas da Comissão, quando são
pressupostos dos próprios atos do Conselho tem de ser, obrigatoriamente, deliberado por
unanimidade. Isto pode dificultar uma modificação e pode mesmo impor uma aceitação ou
rejeição em bloco das propostas da Comissão.

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- No entanto, continuam a existir matérias onde a Comissão não dispõe de qualquer intervenção
ou partilha de iniciativa legislativa, designadamente com os EM. Isto acontece em matérias
específicas e previstas, como cooperação judiciária, domínio da PESC, etc. Noutras situações, a
Comissão participa no processo decisório não como órgão propulsor de iniciativa, mas si como
instância consultiva ou de negociação entre EM e outros organismos.

- A participação no processo decisório, legislativo ou não legislativo, não se esgota no direito de


iniciativa, legislativa ou não. A Comissão pode, assim, “realizar consultas às partes interessadas”,
através da abertura à iniciativa dos cidadãos, quer o diálogo com o PE e o Conselho com vista à
apresentação de propostas nos vários domínios da ação da União.

- A adoção de ANL também pode estar dependente da proposta da Comissão.

- A Comissão pode adotar decisões de forma a controlar os EM às suas liberdades, formulando


recomendações, advertências, etc.

-O Presidente da Comissão Europeia tem em si o poder de:


1. designar os restantes comissários e o Vice-presidente e a sua destituição;
2. representar a Comissão externamente;
3. ser um membro do Conselho Europeu;
4. cooperação com o Presidente do Conselho Europeu na preparação e execução das
decisões deste órgão.
5. definir a organização da Comissão e as orientações da ação da Comissão Europeia.
– Presidente com estatuto singular e ampla autonomia. A Comissão apresenta, desta forma,
um poder de auto-organização, uma vez que pode preparar e executar as suas ações.
- O Presidente da Comissão tem a responsabilidade política da própria atuação dos seus
comissários.

- O Vice-Presidente da Comissão é o Alto Representante – é responsável pela ação externa.

Atos legislativos (AL) – normas criadas através do PE e do Conselho, mas propostas pela
Comissão - art.266º, 289º e 291º

Atos não legislativos (ANL) – os atos não legislativos podem ser adotados pelo Conselho, pelo
PE e pela Comissão.

O que faz a Comissão? Propõe novas leis. O Conselho e o PE podem permitir a Comissão de
legislar – delegação de poderes –art.290º.

A Comissão é a única instituição da UE que apresenta legislação para adoção pelo Parlamento e
pelo Conselho com o objetivo de:

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o Proteger os interesses da UE e dos seus cidadãos em questões que podem ser tratadas
com maior eficácia ao nível europeu do que ao nível nacional – realização de
importantes objetivos da União.

o Representar a União a nível externo: mercado comum, políticas comuns e políticas de


concorrência;

• Os Tratados conferem à Comissão meios materiais de ação, recursos financeiros,


administrativos e operacionais.
• Elabora orçamentos anuais que devem ser aprovados pelo Parlamento e pelo Conselho;
• Controla as despesas, que são verificadas pelo Tribunal de Contas.
• Juntamente com o Tribunal de Justiça, garante a aplicação da legislação da UE. Fiscaliza,
assim, todos os Estados-Membros, instituições, órgãos e organismos da União, as empresas e
os particulares – função de ser a guardiã dos tratados e verificar se todos cumprem o direito
da União.
• Pode emitir pareceres, programas, recomendações, ...
• Representa a UE a nível internacional: é a voz de todos os países da UE nas instâncias
internacionais (PESC), designadamente nas áreas da política comercial e da ajuda humanitária
e negoceia acordos internacionais em nome da EU.
• Intervém na revisão dos tratados (revisão ou consulta) e nos processos de adesão de novos
EM.

▪ COMPOSIÇÃO
- A direção política é exercida por uma equipa de 27 Comissários (um de cada EM diferente),
liderada pelo Presidente da Comissão, que decide da repartição das pastas políticas pelos
Comissários. Ou seja, 28 membros.
- No entanto, o Tratado de Lisboa prevê que haja uma redução do número dos comissários
correspondente a dois terços dos EM (19 comissários), escolhidos através de um sistema de
rotação igualitária. No entanto, nenhum dos EM quer perder o seu Comissão e, por isso, tal
disposto ainda não é verificado.
- O colégio de Comissários é constituído pelo Presidente da Comissão, seis Vice-Presidentes,
incluindo o Primeiro Vice-Presidente, a Alta Representante da União para os Negócios
Estrangeiros e a Política de Segurança – PESC-, e 21 Comissários, cada um responsável por um
pelouro diferente.
- A Comissão tem um mandato de 5 anos, que coincide com o mandato do PE, uma vez que este
está associado à sua instituição.
- A demissão dos comissários pode ocorrer através de uma moção de censura do PE e se o
Presidente da Comissão o pedir. No entanto, nesta última situação a nomeação de um novo
membro é feita sem a aprovação do PE, que é apenas consultado.

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▪ Procedimento de constituição e nomeação da Comissão Europeia
- A constituição e nomeação da Comissão é um processo partilhado do ponto de vista de
legitimação democrática. Envolve o PE, o Conselho e o Conselho Europeu.
- A pré-designação do “candidato” a Presidente da Comissão é feita pelo Conselho Europeu,
(tendo em conta as eleições para o PE) e este é “eleito” pelo PE. A Configuração final de toda
a Comissão também depende da aprovação prévia do PE- há uma dependência politico-
democrática genética da Comissão com a maioria política do PE: “embrião da investidura de
um Governo Europeu”.
- O Presidente é eleito pelo PE e o colégio é nomeado pelo Conselho Europeu.

NOTAS:
Inicialmente, o poder da EU pertencia ao Conselho, mas o método de participação por país era
injusto. Este fundamento foi alterado de modo a ver igualdade – Principio Fundamental de Igualdade
de Estados.
Atualmente os maiores (em termos de dimensão) EM têm uma maior capacidade de decisão – art. 4
do TUE: democracia representativa.

• TJUE
O tribunal de justiça da União Europeia, tem como missão velar que o direito europeu seja
interpretado e aplicado da mesma forma em todos os países da UE e garantir que as instituições
e os países da UE respeitem o direito Europeu.
Ainda dentre suas diversas funções, destacam, a interpretação legislativas, como: Se uma
jurisdição tem dúvidas sobre a interpretação ou a validade de um ato legislativo europeu, pode
pedir esclarecimentos ao Tribunal.
O mesmo mecanismo pode ser utilizado para determinar se uma dada lei ou prática nacional é
compatível com o direito europeu. Esse também aplica a legislação, a partir de ações por
incumprimento, um processo que é desencadeado quando um país da UE não respeita o direito
europeu, se o incumprimento é constatado, o país deve imediatamente corrigir a situação, caso
contrário corre o risco de lhe ser intentada uma segunda ação e de lhe ser imposta uma multa.
E ainda, a anulação de atos legislativos europeus quando esses viola os tratados da UE ou os
direitos fundamentais, assim, o Conselho, a Comissão ou, em alguns casos o Parlamento, podem
solicitar ao Tribunal a anulação do ato em questão.
Tem sede em Luxemburgo e é formado por um juiz de cada país da Ue e 11 advogados-gerais.
O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) interpreta o direito europeu para garantir que
este é aplicado da mesma forma em todos os países da UE e delibera sobre diferendos jurídicos
entre governos nacionais e instituições europeias.
Em determinadas circunstâncias, os particulares, empresas ou organizações que considerem
que os seus direitos foram violados por uma instituição europeia também podem recorrer ao
TJUE.

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• O que faz o TJUE?
O TJUE pronuncia-se sobre os processos que são submetidos à sua apreciação. São os seguintes
os tipos de processos mais comuns:
Interpretação da legislação (decisões prejudicais) - os tribunais nacionais dos países da UE devem
velar pela correta aplicação da legislação da UE, mas esta pode ser interpretada de maneira
diferente consoante o país. Se uma jurisdição tem dúvidas sobre a interpretação ou a validade
de um ato legislativo europeu, pode pedir esclarecimentos ao Tribunal. O mesmo mecanismo
pode ser utilizado para determinar se uma dada lei ou prática nacional é compatível com o direito
europeu.
Aplicação da legislação (ações por incumprimento) – processo desencadeado quando um país da
UE não respeita o direito europeu. Este tipo de ação pode ser iniciado pela Comissão Europeia
ou por um país da UE. Se o incumprimento é constatado, o país deve imediatamente corrigir a
situação, caso contrário corre o risco de lhe ser intentada uma segunda ação e de lhe ser imposta
uma multa.
Anulação de atos legislativos europeus (recurso de anulação) - se considerarem que um ato
legislativo viola os tratados da UE ou os direitos fundamentais, o Conselho da UE, a Comissão
Europeia ou, em certos casos, o Parlamento Europeu, podem solicitar ao Tribunal a anulação do
ato em questão.
Um particular pode também solicitar ao Tribunal a anulação de um ato da UE que lhe diga
diretamente respeito.
Obrigação de ação (ações por omissão) - o Parlamento, o Conselho e a Comissão são instados a
agir em determinadas circunstâncias. Se não o fizerem, os governos nacionais, as outras
instituições europeias ou (em certos casos) os particulares podem recorrer ao Tribunal.
Aplicação de sanções às instituições europeias (ações de indemnização) - qualquer pessoa ou
empresa cujos interesses tenham sido lesados na sequência de ação ou inação da UE ou do seu
pessoal pode recorrer ao Tribunal.

• Composição
O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) é composto por 2 jurisdições:
- O Tribunal de Justiça, que trata dos pedidos de decisões a título prejudicial provenientes das
jurisdições nacionais, bem como de certas ações de anulação e de recursos.
- O Tribunal Geral, que trata dos recursos de anulação interpostos por particulares, empresas e,
em certos casos, governos nacionais. Na prática, isto significa que este tribunal trata
essencialmente processos relacionados com direito da concorrência, auxílios estatais, comércio,
agricultura e marcas registadas.
Os juízes e os advogados-gerais são nomeados pelos governos dos países da UE por períodos
renováveis de seis anos. Em cada uma das jurisdições, os juízes escolhem um Presidente que é
investido no cargo por um período renovável de três anos.

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• Como funciona o TJCE?
No Tribunal de Justiça, para cada processo é designado um juiz (juiz-relator) e um advogado-
geral. Os processos são tratados em duas fases:
Fase escrita
As partes envolvidas começam por entregar uma declaração escrita Tribunal, podendo as
observações ser também remetidas às autoridades nacionais, às instituições europeias e por
vezes aos cidadãos individualmente.
Todas estas informações são reunidas e resumidas pelo juiz-relator e analisadas durante a
sessão plenária do Tribunal que decide:
O número de juízes que irão tratar do processo e que será de três, cinco ou 15 (todo o Tribunal),
consoante a importância e a complexidade do assunto. A maior parte dos processos são
entregues a cinco juízes, sendo raras as situações em que um processo é tratado por todo o
Tribunal.
Da necessidade de uma audição (fase oral) e do parecer do advogado-geral.
Fase oral – audição pública
Durante a audição, os advogados de ambas as partes apresentam as suas alegações aos juízes e
ao advogado-geral, que podem fazer as perguntas que entenderem pertinentes.
Quando o Tribunal considera que é necessário o parecer do advogado-geral, o mesmo é emitido
algumas semanas após a audição.
Os juízes deliberam e pronunciam a sentença.
As audiências do Tribunal Geral processam-se de forma semelhante, salvo que a maior parte
dos processos são entregues a três juízes e não há intervenção de um advogado-geral.
O TJUE e o cidadão
Qualquer cidadão ou empresa que se considere lesado na sequência de uma ação ou de inação de
uma instituição europeia ou do respetivo pessoal, pode recorrer para o TJUE, de duas formas:

• indiretamente através dos tribunais nacionais, os quais podem decidir remeter o caso
para o TJUE
• diretamente para o Tribunal Geral, se uma decisão de uma instituição europeia o
afetou direta e individualmente
Se considerar que as autoridades de um país infringiram o direito europeu, deve seguir o
procedimento oficial para a apresentação de denúncias.
Missão: Velar por que o direito europeu seja interpretado e aplicado da mesma forma em todos os
países da UE e garantir que as instituições e os países da UE respeitam o direito europeu.
Membros:

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• Tribunal de Justiça: um juiz de cada país da UE e 11 advogados-gerais
• Tribunal Geral: dois juízes por cada país da UE
Criado em 1952
Sede: Luxemburgo
✓ Tribunal de contas Europeu
Esse tem funções como de controlar a cobrança e utilização dos fundos da UE e ajudar a melhorar a
gestão financeira da União. Dessa forma esse audita as receitas e despesas da UE, controla as pessoas
e as organizações que ferem fundos da UE, principalmente nas instituições, em especial a Comissão,
os estados membros e nos países que recebem ajuda da UE. E também comunica fraudes, corrupção
ou atividades ilícitas ao Organismo Europeu de Luta Antifraude.
Enquanto órgão independente de controlo externo da UE, o Tribunal de Contas Europeu defende os
interesses dos contribuintes europeus. Ainda que não disponha de poder jurisdicional próprio, cabe
ao TCE contribuir para a melhoria da gestão do orçamento de UE por parte da Comissão Europeia e
dar conta da situação financeira da União.

• O que faz o TCE?


Audita as receitas e despesas da UE, para verificar se os fundos são corretamente cobrados e gastos,
se são investidos com eficácia para produzir valor acrescentado e se as operações foram
devidamente contabilizadas.
Controla as pessoas e as organizações que gerem fundos da UE, nomeadamente através de controlos
aleatórios nas instituições europeias (em especial a Comissão), nos Estados-Membros e nos países
que recebem ajudas da UE
Apresenta as suas conclusões e recomendações em relatórios de auditoria dirigidos à Comissão
Europeia e aos Estados-Membros
Comunica suspeitas de fraude, corrupção ou atividades ilícitas ao Organismo Europeu de Luta
Antifraude (OLAF)
Elabora um relatório anual dirigido ao Parlamento Europeu e ao Conselho da UE, que o Parlamento
analisa antes de proceder à aprovação do orçamento da UE
Emite pareceres especializados dirigidos aos responsáveis políticos sobre como melhor gerir os
dinheiros públicos e prestar contas da sua utilização aos cidadãos
Além disso, publica pareceres sobre propostas legislativas que têm incidência na gestão financeira
da UE, assim como documentos de opinião e análise e outras publicações sobre finanças públicas da
UE.
Para ser eficaz, o Tribunal de Contas tem de ser independente em relação às instituições e aos
organismos que controla, devendo, por conseguinte, poder decidir sobre o que controlo, como
controla como e quando apresenta as suas conclusões.

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O trabalho de auditoria do TCE incide essencialmente na Comissão Europeia, a principal instituição
responsável pela execução do orçamento da UE. Mas o Tribunal também trabalha em estreita
colaboração com as autoridades nacionais, uma vez que a maior parte (cerca de 80 %) dos fundos da
UE é gerida em conjunto por estas e pela Comissão.
Composição:
Os membros do Tribunal de Contas são nomeados pelo Conselho, após consulta do Parlamento, por
um período de 6 anos renovável. Os membros elegem de entre si o Presidente por um período de
três anos renovável.
Como funciona o TCE?
O TCE leva a cabo 3 tipos de auditorias:

• auditorias financeiras - verifica se as contas são um retrato fiel da situação financeira, dos
resultados e da situação líquida para o exercício em causa
• auditorias de conformidade - verifica se as operações financeiras respeitam as regras em vigor.
• auditorias de desempenho - verifica se os fundos da UE cumprem os objetivos a que se destinam
com um mínimo de recursos possível e com a máxima rentabilidade.
O Tribunal está dividido em grupos de auditoria designados «câmaras». Cabe-lhes preparar
relatórios e pareceres que são, em seguida, adotados pelos membros do Tribunal, tornando-se assim
oficiais.
✓ O Banco Central Europeu
Tem função de gerir o euro, manter a estabilidade dos preços e conduzir a política económica e
monetária da União. Esse pode fazer isso, através da fixação de taxas de juro dos empréstimos que
concede aos bancos comerciais na zona do euro, controlando assim, a oferta monetária e a inflação.
Pode gerir as reservas de divisas da zona do euro, assim como a compra e venda de divisas para
equilibrar as taxas de câmbio. A produção de notas de euro são também autorizadas por ele.
Funções: gerir o euro, assegurar a estabilidade dos preços e conduzir a política económica e
monetária da UE
Presidente: Christine Lagarde
Membros: Presidente e Vice-Presidente do BCE e governadores dos bancos centrais de todos os
países da UE
Criado em 1998
Sede: Frankfurt (Alemanha)
O que faz o BCE?
Fixa as taxas de juroVer esta ligação noutra línguaEN••• dos empréstimos que concede aos bancos
comerciais da zona euro, controlando, desta forma, a oferta monetária e a inflação

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Gere as reservas de divisas da zona euro, assim como a compra e venda de divisas para equilibrar
as taxas de câmbio
Garante uma supervisão adequada das instituições e mercados financeiros pelas autoridades
nacionais e o bom funcionamento dos sistemas de pagamento
Preserva a segurança e a solidez do sistema bancário europeu
Autoriza a emissão de notas de euro pelos países da zona euro
Acompanha a evolução dos preços e avalia os riscos para a estabilidade dos preços
Lista completa das funções do BCE
Composição
O Presidente do BCE representa o banco nas reuniões europeias e internacionais de alto nível. O
BCE tem três instâncias de decisão:
O Conselho do BCE, que é a principal instância de decisão.
É composto pelos seis membros da Comissão Executiva e pelos governadores dos bancos centrais
dos países da zona euro.
A Comissão Executiva, que trata da gestão quotidiana do BCE.
É constituída pelo Presidente, o Vice-Presidente e quatro vogais que são nomeados por um período
de oito anos pelos dirigentes dos países da zona euro.
O Conselho Geral, que desempenha essencialmente funções de assessoria e coordenação.
É constituído pelo Presidente e pelo Vice-Presidente do BCE e pelos governadores dos bancos
centrais de todos os países da UE.
Como funciona o BCE?
O BCE trabalha com os bancos centrais de todos os países da UE. Juntos, constituem o Sistema
Europeu de Bancos Centrais.
O BCE dirige a cooperação entre os bancos centrais da zona euro (o Eurosistema).
O que fazem as instâncias de decisão.
O Conselho do BCE acompanha a evolução da política económica e monetária, define a política
monetária da zona euro e fixa as taxas de juro a que os bancos comerciais podem contrair
empréstimos junto do Banco Central.
A Comissão Executiva executa a política monetária, gere as operações correntes, prepara as reuniões
do Conselho do BCE e exerce os poderes que lhe são delegados pelo Conselho do BCE.
O Conselho Geral participa nos trabalhos de consulta e coordenação e ajuda a preparar a adesão de
novos países à zona euro.

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[Link] Legislativo

6.1 Atos legislativos e atos não legislativos - vontade da União


Evolução: Direito Originário -> Atos Legislativos -> Atos Não Legislativos
NOTA: O Tratado de Lisboa Introduziu a diferença entre Atos Legislativos e Atos Não Legislativos. O
que é AT e o que é ATL é estipulado aqui, ou seja, há uma descrição do valor de cada um – art.209/1.
Estes são diferentes no seu processo de elaboração e designação.
6.2 Atos legislativos
▪ Triângulo representativo
Atos legislativos – normas criadas através do PE e do Conselho, mas propostas pela Comissão -
art.266º, 289º, 290º e 291º. O ato legislativo pode ser desdobrado no procedimento legislativo
ordinário e procedimento legislativo especial.
- Atos que cumprem o procedimento legislativo são atos legislativos – art.118º. As competências dos
atos têm regras de definição e identificação.
- Todos os Atos legislativos são exercidos pelo Conselho e PE. - Todos os órgãos com funções
legislativas têm de ser passivas de ser controladas. O conselho Europeu não adota atos legislativos
(uma alteração do Tratado de Lisboa), mas é fiscalizado e monitorado.
- Os atos legislativos têm de ser publicados no Jornal Oficial da União Europeia.
✓ Procedimento legislativo ordinário – art.294º e 289º
- A Comissão tem o monopólio de iniciativa no âmbito dos processos que vão para o PE. No entanto,
está submisso ao PE e ao Conselho para que haja uma decisão final de concretização da iniciativa que
começou.
- A natureza vinculativa dos atos a adotar são os regulamentos, a diretiva ou a decisão e estes podem
ser adotados conjuntamente pelo PE e pelo Conselho. Por vezes, é imposto um tipo específico de
ato, como o regulamento.
Processo legislativo: da Comissão para o PE -> apresentação de proposta -> proposta enviada para
todos os EM (é necessário um parecer destes até um certo prazo) -> proposta enviada para o PE para
leitura e análise -> o PE envia a proposta para o Conselho.
- O Conselho e o PE podem aprovar essa proposta (que é assinada) e esta acaba por ter um
seguimento e é publicada no Jornal Oficial da EU.
- O Conselho e o PE podem não aprovar a proposta e esta volta de novo para o PE para uma segunda
leitura. Depois desta segunda leitura volta, novamente, para o Conselho para que haja aprovação.
- Se, pela segunda vez, o Conselho rejeita a proposta é criado um Comité de Conciliação – art.294/10
TFUE. Este pode ser convocado para resolver as divergências que possam surgir entre o Conselho e
o Parlamento Europeu após a segunda leitura de uma proposta de lei da Comissão Europeia. O comité
é composto por igual número de representantes do Conselho e do Parlamento.

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- Se o Comité de Conciliação não aprovar o texto conjunto, considera-se que o ato legislativo
proposto não foi adotado. Este processo demora algum tempo.
- O próprio Ato legislativo pode conceder a realização de ANL à Comissão, de maneira que estes
complementem outros ou os próprios Atos, pois a Comissão possui mais conhecimento técnico –
atos delegados. (explicado mais à frente).
- No entanto, podem existir algumas iniciativas que advém de um grupo dos EM ou por
recomendação ou pedido do Tribunal de Justiça e do Banco Central Europeu.
- art.282º - procedimentos consultivos e de exame – 2 tipos de procedimentos.
- Há a possibilidade de intervenção dos Parlamentos Nacionais, no controlo do princípio de
Subsidiariedade.

✓ Procedimento legislativo especial


- Matérias sensíveis e previstas nas normas. Os EM acabam por se afastar e o PE e o Conselho têm
uma ação limitada, meramente consultiva.
- Qualquer um dos atos vinculativos da União (diretiva, regulamento, decisão) é adotado por apenas
1 dos órgãos, mas com a participação do outro.

o Também o processo de revisão dos Tratados sofre algumas alterações. Todo o processo está
descrito no art.48º TUE.
6.3 Atos não legislativos (ANL)
– São os atos não legislativos podem ser adotados pelo Conselho, pelo PE e pela Comissão.
Os Atos não legislativos podem ser desdobrados em:
• Atos de Delegação
• Atos de Execução
- Os ANL têm de respeitar o AL e o direito originário – ordem hierárquica. ANL de alcance geral a
considerar são as normativas, os regulamentos, etc.
- Aquando a criação de um ato legislativo, é necessário criar um ANL. O procedimento legislativo
não vai dizer aspetos específicos, mas vai acabar por ser a Comissão que aprova esses critérios
específicos e técnicos, assim como a monitorização desses aspetos - através da administração
direta e indireta. No entanto, a Comissão não consegue realizar tudo sozinha e precisa da ajuda
dos Comités, que é uma organização dentro da realidade da Comissão.
- A Comissão tem, também, a responsabilidade dos atos de delegação.
- O AL ordinário remete para atos de delegação e de execução.
6.4 Atos Delegados
- Ato delegado à Comissão, onde esta adota atos delegados com base numa delegação concedida
num ato legislativo da UE.
As competências da Comissão para adotar atos delegados estão sujeitas a limites rigorosos:

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1. o ato delegado não pode alterar os elementos fundamentais do ato legislativo.
2. o ato legislativo deve definir os objetivos, o conteúdo, o âmbito de aplicação e o período de
vigência da delegação de poderes.
3. o Parlamento e o Conselho podem revogar a delegação ou formular objeções ao ato delegado e,
nesse momento, o ato volta a eles.
- Os atos delegados são mais balizados do que os atos de execução e têm de ser comunicados aos
EM. Estes permitem dar autorização a outrem para realizar certas competências segundo
determinadas limitações.
- Os atos de delegação podem alterar certos parâmetros e devem ser indicados os seus conteúdos,
termos, condições, pois é onde a Comissão corre grande risco de extrapolação de “poder”. Todos os
ANL que são comandados à Comissão, têm valor jurídico.
6.5 Atos de Execução
Os EM são os principais responsáveis pela execução da legislação europeia – adm. indireta. No
entanto, em áreas onde são necessárias condições uniformes de aplicação (fiscalidade, agricultura,
mercado interno, saúde e segurança dos alimentos, etc.), a Comissão (ou excecionalmente o
Conselho) adota um ato de execução – adm. direta.

- A decisão de execução está relacionada com contratos públicos.


- Dever: é necessário que haja fundamentação para a legislação, de maneira a que esta possa ser
sindicável para os trabalhadores, fiscalizada, uniforme e legítima.
- Se é a Comissão a propor leis e o PE e o Conselho a concretizar as mesmas, quem as executa? Os
Estados-membros!
• Em geral, são os EM a executar e a administrar os atos legislativos e os atos não legislativos.
Esta não é uma competência da Comissão.
• Competências de execução – art.145º. Execução do Dto. Comunitário é responsabilidade
dos EM – art. 291º
• Quem atribui a competência de execução aos EM? Conselho.
• O Dto. Comunitário é responsabilidade dos EM. Para que este seja efetuado é necessário
auxílio da própria administração nacional de um determinado país, de empresas, … No
entanto, em algumas raras situações poder ser o próprio Conselho ou Comissão a executar,
assim, isto só acontece em situações muito esporádicas e quando é necessário que haja
uniformização de políticas entre todos os EM.

• Existem vários tipos de administração:


o Administração Direta – o Conselho ou a Comissão executam;
o Administração Indireta – quando é o próprio EM a executar – adm. nacional. Situação
que advém do Tratado de Lisboa.
o Administração em Rede – ver as agências de concorrência nos apontamentos da aula.
o Coadministração
• Dentro dos modelos tradicionais é a administração indireta que prevalece, sendo que este é
o modelo normal de execução das atividades da EU e os seus atos. A administração indireta

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também é designada como o modelo de federalismo executivo. A Comissão pode atuar
diretamente – o que é muito raro – para fiscalizar e monitorizar a administração dos EM e a
sua atuação. A própria administração está envolvida na parte de execução, monitorização…

• Evolução da execução:
Tratado de Roma – a CE só pode atuar com a autorização do Conselho.
AUE – O Conselho atribui competências à Comissão e estas executam os seus atos. Há
controlo total por parte do Conselho.
Tratado de Lisboa – Os EM executam o dt. Comunitário ou a Comissão, se for dito previamente
e só se for necessária harmonização das normas.

• A administração, na sua atuação, tem de respeitar o Dto. Nacional e o Dto. Comunitário ->
Princípio da Boa Administração: art.41º - Carta dos Dtos. Fundamentais e art. 6º.

• Desdobramento funcional – os EM cumprem os seus objetivos enquanto EM, como os seus


órgãos nacionais. No entanto, estes órgãos acabam por realizar dupla função – a função
nacional e comunitária. Ex. tribunais que aplicam as leis nacionais e da União, a própria
administração, …

• A administração portuguesa tem de respeitar todo um bloco de jurisdicionalidade (nacional +


da União). Existem vários princípios que fazem com que o EM aplique o Dto. Da União
(Princípio da Prevalência ou do Primado). Não há invalidade e ineficácia das normas nacionais
que estejam de acordo comas normas da UE.

• Os EM têm de assegurar que o Dto. Da União seja aplicada e respeitado. Se isto não acontecer
pode existir uma desaplicação do direito nacional. A obrigação da desaplicação relaciona-se
com o Princípio da Prevalência.

• Quando um EM não cumpre o Direito da União, inicia-se um processo de incumprimento.


Este é iniciado pela Comissão que vai realizar uma análise. No final desta análise a Comissão
emite um parecer que envia de volta para o EM, de forma a que este mude a sua ação ou não.
Se o EM não alterar esta situação (obrigação que tem de ocorrer) é iniciado uma ação de
incumprimento do Tribunal de Justiça.

• Princípio da efetividade = Princípio da Eficácia: cada EM organiza a sua administração à sua


maneira, mas dentro dessa organização tem de ser cumprido o máximo possível o Direito da
União – liberdade de organização.

• O Princípio da Efetividade tem de ser balançado com o Princípio da autonomia, pois os


organismos nacionais vão-se comportar funcionalmente como organismos da União – garante
a primazia do Direito Comunitário.
• Existem certas áreas, como as divisões territoriais, são impostas pela União. Ex. em Portugal o
poder dos 18 distritos está a diminuir, porque a UE instituiu NUTS. Com a NUT 2 foram criadas

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regiões em Portugal – região norte, centro, do Alentejo, região de Lisboa e Vale do Tejo e do
Algarve. Assim, a base territorial deixou de ser o distrito, pois quando a União distribui
financiamento e apoio é às NUT. O EM não é obrigada a criara entidades baseadas nas NUTS,
mas vai-se reorganizar assim porque é mais cómodo.

• Domínios Harmonizados -> proximidade com os EM.

• Domínios pouco harmonizados -> maior podes discricionário entre os EM, sempre respeitando
o Dto. Comunitário.
• Na administração direta, a Comissão pode executar o Direito da União quando for necessária
uniformização de políticas. A Comissão tem competências de execução através da emanação
de atos, decisões, etc. A Comissão também pode chamar a si poderes no domínio da
concorrência, de forma a tramitar o processo, a dar audiência aos interessados, …, sancionar
um EM ou uma empresa específica.

• Se um empresa especifica recusar a pagar a sanção imposta pela Comissão, o que acontece?
Os EM têm de cooperar e assegurar a prevalência da decisão da Comissão. Assim, a
administração direta pode acabar por ser uma administração indireta.

• A Coadministração tem a ver com procedimentos relacionados com fundos e com o controlo
e gestão dos mesmos por parte dos EM.

• A execução é bicéfala (no seio da União): Comissão Europeia e Conselho – sendo que estes não
participam ao mesmo tempo.

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