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Escala CARS para Diagnóstico de Autismo

A Escala de Pontuação para Autismo na Infância (CARS) é um questionário utilizado para avaliar a presença de autismo em crianças a partir dos 2 anos, sendo uma ferramenta pré-diagnóstica confiável, mas que não substitui um diagnóstico formal. A escala possui 15 subescalas com pontuação de 1 a 4, onde uma pontuação total acima de 30 indica a possibilidade de autismo, e deve ser complementada por uma avaliação profissional. É recomendada para pais que suspeitam que seus filhos possam estar no espectro autista, ajudando a orientar a busca por avaliação médica.

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Escala CARS para Diagnóstico de Autismo

A Escala de Pontuação para Autismo na Infância (CARS) é um questionário utilizado para avaliar a presença de autismo em crianças a partir dos 2 anos, sendo uma ferramenta pré-diagnóstica confiável, mas que não substitui um diagnóstico formal. A escala possui 15 subescalas com pontuação de 1 a 4, onde uma pontuação total acima de 30 indica a possibilidade de autismo, e deve ser complementada por uma avaliação profissional. É recomendada para pais que suspeitam que seus filhos possam estar no espectro autista, ajudando a orientar a busca por avaliação médica.

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CARS – ESCALA DE PONTUAÇÃO

PARA AUTISMO NA INFÂNCIA


3 DE SETEMBRO DE 2019 / AUDREY BUENO

A escala CARS (CHILDHOOD AUTISM RATING SCALE, em


português ESCALA DE PONTUAÇÃO PARA AUTISMO NA
INFÂNCIA) é um questionário frequentemente utilizado por
profissionais da área da saúde para averiguar a possibilidade
da presença de autismo em crianças, assim como a escala
ATA (acesse a ATA aqui).
Costuma ser aplicada a crianças a partir dos 2 anos de idade
e é considerada uma ferramenta pré-diagnóstica bastante
confiável. Dentre todas as escalas de avaliação do autismo, a
CARS é a de maior validação e preferência.

Vale lembrar, no entanto, que escalas de avaliação não


substituem o diagnóstico formal feito por um profissional
qualificado, geralmente um neurologista, um psiquiatra ou um
neuropediatra, sendo ferramentas de apoio à investigação
clínica.

Pode ser útil aos pais que desconfiam que seu filho ou filha
esteja no espectro do autismo, e que pensam em buscar uma
avaliação profissional, antecipar-se no preenchimento da
escala, como parâmetro que os ajude a estimar a maior ou
menor probabilidade de confirmarem suas suspeitas, e levar a
escala preenchida à primeira consulta, para auxiliar o médico
na investigação.

De qualquer modo, independentemente da pontuação obtida,


se a criança apresentar qualquer dificuldade no seu
desenvolvimento, em especial problemas com a fala,
coordenação motora, aprendizado, andar na ponta dos pés,
fixação em objetos ou assuntos específicos por período de
tempo que pareça exagerado, comportamento repetitivo,
choro excessivo ou dificuldades na interação social, é sempre
recomendada uma avaliação profissional.

PONTUAÇÃO
São 15 subescalas, que somam a pontuação máxima de 60,
e a ‘nota de corte’ para considerar a pessoa como
pertencendo ao espectro do autismo é 30.
Atribui-se pontuação de 1 a 4 para cada subescala, sendo:
• 1 = não presença de alterações no comportamento
• 2 = presença leve de alterações no comportamento
• 3 = presença moderada de alterações no comportamento
• 4 = presença muito acentuada/severa de alterações no
comportamento
Então, efetua-se somatória simples dos pontos obtidos em
todos os subitens.

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Podem ser utilizadas pontuações ‘quebradas”, por exemplo:


1,5 em vez de 2 ou 2,5 em vez de 3. Isso serve para situações
no “limiar”, por exemplo: se determinado comportamento já
não é tão leve (2), mas também não chega a ser moderado
(3), ou seja, é um “leve carregado”, pode-se marcar “2,5”
nesse caso. Se um comportamento é moderado (3), mas
“indo mais para muito acentuado do que menos”, pode-se
marcar “3,5”.

Exemplo:
“Mike é uma criança que, quando chamada pelo nome,
atende apenas cerca de metade das vezes. Parece sempre
muito concentrado numa brincadeira ou objeto, e
frequentemente é preciso chamá-lo 5 ou 6 vezes até que
atenda. Dá a impressão de ser surdo. Passa bastante tempo
isolado e quase não demonstra interesse em incluir outras
pessoas em suas brincadeiras.”
Ao pontuar a subescala I (Relações pessoais), muito
provavelmente marcaríamos um “X” no subitem “3”, que é o
que melhor define o comportamento observado em Mike.
Portanto, a subescala I teria pontuação “3”.

I. Relações pessoais: 3
1. Nenhuma evidência de dificuldade ou anormalidade nas
relações pessoais: O comportamento da criança é adequado à
sua idade. Alguma timidez, nervosismo ou aborrecimento
podem ser observados quando é dito à criança o que fazer,
mas não em grau atípico;
2. Relações levemente anormais: A criança pode evitar olhar
o adulto nos olhos, evitar o adulto ou ter uma reação
exagerada se a interação é forçada, ser excessivamente
tímida, não responder ao adulto como esperado ou agarrar-se
ao pais um pouco mais que a maioria das crianças da mesma
idade;
3. Relações moderadamente anormais: Às vezes, a criança
demonstra indiferença (parece ignorar o adulto). Outras
vezes, tentativas persistentes e vigorosas são necessárias
para se conseguir a atenção da criança. O contato iniciado
pela criança é mínimo; X
4. Relações gravemente anormais: A criança está
constantemente indiferente ou inconsciente ao que o adulto
está fazendo. Ela quase nunca responde ou inicia contato com
o adulto. Somente a tentativa mais persistente para atrair a
atenção tem algum efeito.
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A estimativa classificatória do resultado total é:

• Menor que 30 pontos = sem autismo*


• Entre 30 e 35 = autismo leve a moderado
• Entre 36 e 60 = autismo moderado a severo

(Fonte: Scielo)
* Alguns pesquisadores (Tachimori et al. 2003) consideram 25
como nota de corte para a síndrome de Asperger, ou seja,
entre 25 e 30 é bastante provável a presença da síndrome,
atualmente denominada (desde a publicação do DSM-V)
“autismo de nível 1 (leve) sem prejuízo da fala ou cognição”.
Importante: esta classificação é uma estimativa, devendo
ser confirmada por avaliação clínica feita por um profissional
qualificado (geralmente um psiquiatra ou neurologista
infantil), pois resultados limítrofes podem não ser precisos.
Por exemplo, se a pontuação obtida é 29, pode ou não haver
autismo presente; se a pontuação é 32, uma avaliação clínica
mais cuidadosa determinará se a criança apresenta autismo
leve ou mais projetado para o moderado. Entre 36 e 60 há
ampla variação do quadro, de moderado a grave,
devendo o nível de severidade ser determinado pelo
médico. Sobretudo, o caráter subjetivo de observação e
interpretação aplicado nas pontuações atribuídas a cada item,
especialmente por pessoas não pertencentes à área de saúde
mental, pode alterar a pontuação para mais ou para menos,
de forma que nada substitua o olhar profissional de um
médico especializado em autismo.
CARS – Childhood Autism
Rating Scale
Nome da
criança:______________________________________________________
_________________
Idade: _________
Data da aplicação: ____/____/____
I. Relações pessoais:
1. Nenhuma evidência de dificuldade ou anormalidade nas
relações pessoais: O comportamento da criança é adequado à
sua idade. Alguma timidez, nervosismo ou aborrecimento
podem ser observados quando é dito à criança o que fazer,
mas não em grau atípico;

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2. Relações levemente anormais: A criança pode evitar olhar


o adulto nos olhos, evitar o adulto ou ter uma reação
exagerada se a interação é forçada, ser excessivamente
tímida, não responder ao adulto como esperado ou agarrar-se
ao pais um pouco mais que a maioria das crianças da mesma
idade;

3. Relações moderadamente anormais: Às vezes, a criança


demonstra indiferença (parece ignorar o adulto). Outras
vezes, tentativas persistentes e vigorosas são necessárias
para se conseguir a atenção da criança. O contato iniciado
pela criança é mínimo;
4. Relações gravemente anormais: A criança está
constantemente indiferente ou inconsciente ao que o adulto
está fazendo. Ela quase nunca responde ou inicia contato com
o adulto. Somente a tentativa mais persistente para atrair a
atenção tem algum efeito.

II. Imitação:
1. Imitação adequada: A criança pode imitar sons, palavras e
movimentos, os quais são adequados para o seu nível de
habilidade;

2. Imitação levemente anormal: Na maior parte do tempo, a


criança imita comportamentos simples como bater palmas ou
sons verbais isolados; ocasionalmente imita somente após
estimulação ou com atraso;

3. Imitação moderadamente anormal: A criança imita apenas


parte do tempo e requer uma grande dose de persistência ou
ajuda do adulto; freqüentemente imita apenas após um
tempo (com atraso);

4. Imitação gravemente anormal: A criança raramente ou


nunca imita sons, palavras ou movimentos mesmo com
estímulo e assistência.

III. Resposta emocional:


1. Resposta emocional adequada à situação e à idade: A
criança demonstra tipo e grau adequados de resposta
emocional, indicada por uma mudança na expressão facial,
postura e conduta;

2. Resposta emocional levemente anormal: A criança


ocasionalmente apresenta um tipo ou grau inadequados de
resposta emocional. Às vezes, suas reações não estão
relacionadas a objetos ou a eventos ao seu redor;

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3. Resposta emocional moderadamente anormal: A criança


demonstra sinais claros de resposta emocional inadequada
(tipo ou grau). As reações podem ser bastante inibidas ou
excessivas e sem relação com a situação; pode fazer caretas,
rir ou tornar-se rígida até mesmo quando não estejam
presentes objetos ou eventos produtores de emoção;

4. Resposta emocional gravemente anormal: As respostas são


raramente adequadas à situação. Uma vez que a criança
atinja um determinado humor, é muito difícil alterá-lo. Por
outro lado, a criança pode demonstrar emoções diferentes
quando nada mudou.

IV. Uso corporal:


1. Uso corporal adequado à idade: A criança move-se com a
mesma facilidade, agilidade e coordenação de uma criança
normal da mesma idade;

2. Uso corporal levemente anormal: Algumas peculiaridades


podem estar presentes, tais como falta de jeito, movimentos
repetitivos, pouca coordenação ou a presença rara de
movimentos incomuns;

3. Uso corporal moderadamente anormal: Comportamentos


que são claramente estranhos ou incomuns para uma criança
desta idade podem incluir movimentos estranhos com os
dedos, postura peculiar dos dedos ou corpo, olhar fixo,
beliscar o corpo, auto-agressão, balanceio, girar ou caminhar
nas pontas dos pés;

4. Uso corporal gravemente anormal: Movimentos intensos ou


freqüentes do tipo listado acima são sinais de uso corporal
gravemente anormal. Estes comportamentos podem persistir
apesar das tentativas de desencorajar as crianças a fazê-los
ou de envolver a criança em outras atividades.

V. Uso de objetos:
1. Uso e interesse adequados por brinquedos e outros objetos:
A criança demonstra interesse normal por brinquedos e outros
objetos adequados para o seu nível de habilidade e os utiliza
de maneira adequada;

2. Uso e interesse levemente inadequados por brinquedos e


outros objetos: A criança pode demonstrar um interesse
atípico por um brinquedo ou brincar com ele de forma
inadequada, de um modo pueril (exemplo: batendo ou
sugando o brinquedo);

3. Uso e interesse moderadamente inadequados por


brinquedos e outros objetos: A criança pode demonstrar
pouco interesse por brinquedos ou outros objetos, ou pode
estar preocupada em usá-los de maneira estranha. Ela pode
concentrar-se em alguma parte insignificante do brinquedo,
tornar-se fascinada com a luz que reflete do mesmo,
repetitivamente mover alguma parte do objeto ou
exclusivamente brincar com ele;

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4. Uso e interesse gravemente inadequados por brinquedos e


outros objetos: A criança pode engajar-se nos mesmos
comportamentos citados acima, porém com maior freqüência
e intensidade. É difícil distrair a criança quando ela está
engajada nestas atividades inadequadas.

VI. Resposta a mudanças:


1. Respostas à mudança adequadas à idade: Embora a
criança possa perceber ou comentar as mudanças na rotina,
ela é capaz de aceitar estas mudanças sem angústia
excessiva;

2. Respostas à mudança adequadas à idade levemente


anormal: Quando um adulto tenta mudar tarefas, a criança
pode continuar na mesma atividade ou usar os mesmos
materiais;

3. Respostas à mudança adequadas à idade moderadamente


anormal: A criança resiste ativamente a mudanças na rotina,
tenta continuar sua antiga atividade é difícil de distraí-la. Ela
pode tornar-se infeliz e zangada quando uma rotina
estabelecida é alterada;

4. Respostas à mudança adequadas à idade gravemente


anormal: A criança demonstra reações graves às mudanças.
Se uma mudança é forçada, ela pode tornar-se extremamente
zangada ou não disposta a ajudar e responder com acessos
de raiva.
VII. Resposta visual:
1. Resposta visual adequada: O comportamento visual da
criança é normal e adequado para sua idade. A visão é
utilizada em conjunto com outros sentidos como forma de
explorar um objeto novo;

2. Resposta visual levemente anormal: A criança precisa,


ocasionalmente, ser lembrada de olhar para os objetos. A
criança pode estar mais interessada em olhar espelhos ou
luzes do que o fazem seus pares, pode ocasionalmente olhar
fixamente para o espaço, ou pode evitar olhar as pessoas nos
olhos;

3. Resposta visual moderadamente anormal: A criança deve


ser lembrada freqüentemente de olhar para o que está
fazendo, ela pode olhar fixamente para o espaço, evitar olhar
as pessoas nos olhos, olhar objetos de um ângulo incomum ou
segurar os objetos muito próximos aos olhos;

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4. Resposta visual gravemente anormal: A criança evita


constantemente olhar para as pessoas ou para certos objetos
e pode demonstrar formas extremas de outras peculiaridades
visuais descritas acima.

VIII. Resposta auditiva:


1. Respostas auditivas adequadas para a idade: O
comportamento auditivo da criança é normal e adequado
para idade. A audição é utilizada junto com outros sentidos;

2. Respostas auditivas levemente anormais: Pode haver


ausência de resposta ou uma resposta levemente exagerada
a certos sons. Respostas a sons podem ser atrasadas e os
sons podem necessitar de repetição para prender a atenção
da criança. A criança pode ser distraída por sons externos;

3. Respostas auditivas moderadamente anormais: As


respostas da criança aos sons variam. Freqüentemente ignora
o som nas primeiras vezes em que é feito. Pode assustar-se
ou cobrir as orelhas ao ouvir alguns sons do cotidiano;
4. Respostas auditivas gravemente anormais: A criança reage
exageradamente e/ou despreza sons num grau
extremamente significativo, independente do tipo de som.

IX. Resposta e uso do paladar, olfato e tato:


1. Uso e resposta normais do paladar, olfato e tato: A criança
explora novos objetos de um modo adequado a sua idade,
geralmente sentindo ou olhando. Paladar ou olfato podem ser
usados quando adequados. Ao reagir a pequenas dores do dia
a dia, a criança expressa desconforto, mas não reage
exageradamente;

2. Uso e resposta levemente anormais do paladar, olfato e


tato: A criança pode persistir em colocar objetos na boca;
pode cheirar ou provar/experimentar objetos não comestíveis.
Pode ignorar ou ter reação levemente exagerada à uma dor
mínima, para a qual uma criança normal expressaria somente
desconforto;

3. Uso e resposta moderadamente anormais do paladar,


olfato e tato: A criança pode estar moderadamente
preocupada em tocar, cheirar ou provar objetos ou pessoas. A
criança pode reagir demais ou muito pouco;

4. Uso e resposta gravemente anormais do paladar, olfato e


tato: A criança está preocupada em cheirar, provar e sentir
objetos, mais pela sensação do que pela exploração ou uso
normal dos objetos. Acriança pode ignorar completamente a
dor ou reagir muito fortemente a desconfortos leves.

X. Medo ou nervosismo:
1. Medo ou nervosismo normais: O comportamento da criança
é adequado tanto à situação quanto à idade;

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2. Medo ou nervosismo levemente anormais: A criança


ocasionalmente demonstra muito ou pouco medo ou
nervosismo quando comparada às reações de uma criança
normal da mesma idade e em situação semelhante;
3. Medo ou nervosismo moderadamente anormais: A criança
demonstra bastante mais ou bastante menos medo do que
seria típico para uma criança mais nova ou mais velha em
uma situação similar;

4. Medo ou nervosismo gravemente anormais: Medos


persistem mesmo após experiências repetidas com eventos
ou objetos inofensivos. É extremamente difícil acalmar ou
confortar a criança. A criança pode, por outro lado, falhar em
demonstrar consideração adequada aos riscos que outras
crianças da mesma idade evitam.

XI. Comunicação verbal:


1. Comunicação verbal normal, adequada à idade e à
situação;

2. Comunicação verbal levemente anormal: A fala demonstra


um atraso global. A maior parte do discurso tem significado;
porém, alguma ecolalia ou inversão pronominal podem
ocorrer. Algumas palavras peculiares ou jargões podem ser
usados ocasionalmente;

3. Comunicação verbal moderadamente anormal: A fala pode


estar ausente. Quando presente, a comunicação verbal pode
ser uma mistura de alguma fala significativa e alguma
linguagem peculiar, tais como jargão, ecolalia ou inversão
pronominal. As peculiaridades na fala significativa podem
incluir questionamentos excessivos ou preocupação com
algum tópico em particular;

4. Comunicação verbal gravemente anormal: Fala significativa


não é utilizada. A criança pode emitir gritos estridentes e
infantis, sons animais ou bizarros, barulhos complexos
semelhantes à fala, ou pode apresentar o uso bizarro e
persistente de algumas palavras reconhecíveis ou frases.

XII. Comunicação não-verbal:


1. Uso normal da comunicação não-verbal adequado à idade e
situação;
2. Uso da comunicação não-verbal levemente anormal: Uso
imaturo da comunicação não-verbal; a criança pode somente
apontar vagamente ou esticar-se para alcançar o que quer,
nas mesmas situações nas quais uma criança da mesma
idade pode apontar ou gesticular mais especificamente para
indicar o que deseja;

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3. Uso da comunicação não-verbal moderadamente anormal:


A criança geralmente é incapaz de expressar suas
necessidades ou desejos de forma não verbal, e não consegue
compreender a comunicação não-verbal dos outros;

4. Uso da comunicação não-verbal gravemente anormal: A


criança utiliza somente gestos bizarros ou peculiares, sem
significado aparente, e não demonstra nenhum conhecimento
dos significados associados aos gestos ou expressões faciais
dos outros.

XIII. Nível de atividade:


1. Nível de atividade normal para idade e circunstâncias: A
criança não é nem mais nem menos ativa que uma criança
normal da mesma idade em uma situação semelhante;

2. Nível de atividade levemente anormal: A criança pode


tanto ser um pouco inquieta quanto um pouco “preguiçosa”,
apresentando, algumas vezes, movimentos lentos. O nível de
atividade da criança interfere apenas levemente no seu
desempenho;

3. Nível de atividade moderadamente anormal: A criança


pode ser bastante ativa e difícil de conter. Ela pode ter uma
energia ilimitada ou pode não ir prontamente para a cama à
noite. Por outro lado, a criança pode ser bastante letárgica e
necessitar de um grande estímulo para mover-se;

4. Nível de atividade gravemente anormal: A criança exibe


extremos de atividade ou inatividade e pode até mesmo
mudar de um extremo ao outro.

XIV. Nível e consistência da resposta intelectual:


1. A inteligência é normal e razoavelmente consistente em
várias áreas: A criança é tão inteligente quanto crianças
típicas da mesma idade e não tem qualquer habilidade
intelectual ou problemas incomuns;

2. Funcionamento intelectual levemente anormal: A criança


não é tão inteligente quanto crianças típicas da mesma idade;
as habilidades apresentam-se razoavelmente regulares
através de todas as áreas;

3. Funcionamento intelectual moderadamente anormal: Em


geral, a criança não é tão inteligente quanto uma típica
criança da mesma idade, porém a criança pode funcionar
próximo do normal em uma ou mais áreas intelectuais;

4. Funcionamento intelectual gravemente anormal: Embora a


criança geralmente não seja tão inteligente quanto uma
criança típica da mesma idade, ela pode funcionar até mesmo
melhor que uma criança normal da mesma idade em uma ou
mais áreas.

XV. Impressões gerais:


1. Sem autismo: a criança não apresenta nenhum dos
sintomas característicos do autismo;

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2. Autismo leve: A criança apresenta somente um pequeno


número de sintomas ou somente um grau leve de autismo;

3. Autismo moderado: A criança apresenta muitos sintomas


ou um grau moderado de autismo;

4. Autismo grave: a criança apresenta inúmeros sintomas ou


um grau extremo de autismo.

ATA – ESCALA DE AVALIAÇÃO DE


TRAÇOS AUTÍSTICOS
3 DE SETEMBRO DE 2019 / AUDREY BUENO

A escala ATA (AVALIAÇÃO DE TRAÇOS AUTÍSTICOS) é um


questionário utilizado por profissionais da área da saúde para
averiguar a possibilidade da presença de autismo em
crianças, assim como a escala CARS (acesse a CARS aqui).
Costuma ser aplicada a crianças a partir dos 2 anos de idade
e é considerada uma ferramenta pré-diagnóstica bastante
confiável. Sua utilização é fácil, de modo que possa ser
preenchida também pelos próprios pais.

Vale lembrar, no entanto, que escalas de avaliação não


substituem o diagnóstico formal feito por um profissional
qualificado, geralmente um neurologista, um psiquiatra ou um
neuropediatra, sendo ferramentas de apoio à investigação
clínica.
Sua pontuação é feita da seguinte forma: são 23 subescalas,
cujas pontuações variam de 0 a 2 cada, sendo “0” quando
não há presença de qualquer dos comportamentos citados
naquela subescala, “1” quando a criança apresenta apenas
um dos vários subitens citados ou “2” quando apresentar dois
ou mais subitens. O atingimento de 15 pontos sugere a
presença de transtorno autista, sendo mais severo quanto
maior for a pontuação.
Exemplo de preenchimento e
pontuação:
(= 2 pontos, pois dois itens ou
I. INTERAÇÃO SOCIAL

mais foram assinalados nessa subescala)


1. Não sorri
2. Ausência de aproximações espontâneas X
3. Não busca companhia X
4. Busca constantemente seu cantinho (esconderijo)
5. Evita pessoas X
6. É incapaz de manter um intercâmbio social (conversa com
trocas, pergunta e resposta)
7. Isolamento intenso
(= 1 ponto, pois somente um item foi
II. AMBIENTE

assinalado nessa subescala)


1. Não responde às solicitações X
2. Mudança repentina de humor
3. Mantém-se indiferente, sem expressão
4. Risos compulsivos
5. Birra e raiva frequente
6. Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, falar
sem parar)
(= zero pontos, porque
III. PESSOAS AO SEU REDOR

nenhum item foi assinalado nessa subescala)


1. Utiliza-se do adulto como um objeto (por exemplo, levando
a mão do adulto até o interruptor, para acender a luz)
2. O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja
(por exemplo, faz a perna do adulto de ponte para o carrinho
passar)
3. O adulto é essencialmente um meio para suprir uma
necessidade (por exemplo, a aproximação tem o objetivo
principal de pedir coisas)
4. Se o adulto não responde às suas demandas, atua
interferindo na conduta desse adulto (por exemplo, desliga a
TV que o adulto esteja assistindo, ameaça quebrar algo, joga
coisas no adulto, toma coisas da mão do adulto como pirraça)

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Pode ser útil aos pais que desconfiam que seu filho ou filha
esteja no espectro do autismo, e que pensam em buscar uma
avaliação profissional, antecipar-se no preenchimento da
escala, como parâmetro que os ajude a estimar a maior ou
menor probabilidade de confirmarem suas suspeitas, e levar a
escala preenchida à primeira consulta, para auxiliar o médico
na investigação.

De qualquer modo, independentemente da pontuação obtida,


se a criança apresentar qualquer dificuldade no seu
desenvolvimento, em especial problemas com a fala,
coordenação motora, aprendizado, andar na ponta dos pés,
fixação em objetos ou assuntos específicos por período de
tempo que pareça exagerado, comportamento repetitivo,
choro excessivo ou dificuldades na interação social, é sempre
recomendada uma avaliação profissional.
ATA – Autistic Traits
Assessment (Avaliação de
Traços Autistas)
Nome da
criança:______________________________________________________
_________________
Idade: _________
Data da aplicação: ____/____/____
Responda as questões de acordo com sua percepção sobre a
criança. Marque um X sobre os comportamentos que você
observa na criança.

I. INTERAÇÃO SOCIAL
1. Não sorri
2. Ausência de aproximações espontâneas
3. Não busca companhia
4. Busca constantemente seu cantinho (esconderijo)
5. Evita pessoas
6. É incapaz de manter um intercâmbio social (conversa com
trocas, pergunta e resposta)
7. Isolamento intenso

II. AMBIENTE
1. Não responde às solicitações
2. Mudança repentina de humor
3. Mantém-se indiferente, sem expressão
4. Risos compulsivos
5. Birra e raiva frequente
6. Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, falar
sem parar)

III. PESSOAS AO SEU REDOR


1. Utiliza-se do adulto como um objeto (por exemplo, levando
a mão do adulto até o interruptor, para acender a luz)
2. O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja
(por exemplo, faz a perna do adulto de ponte para o carrinho
passar)
3. O adulto é essencialmente um meio para suprir uma
necessidade (por exemplo, a aproximação tem o objetivo
principal de pedir coisas)
4. Se o adulto não responde às suas demandas, atua
interferindo na conduta desse adulto (por exemplo, desliga a
TV que o adulto esteja assistindo, ameaça quebrar algo, joga
coisas no adulto, toma coisas da mão do adulto como pirraça)

IV. RESISTÊNCIA A MUDANÇAS


1. Insistente em manter a rotina (por exemplo, prefere fazer
sempre o mesmo passeio ou comer sempre a mesma coisa)
2. Grande relutância em aceitar fatos que alteram sua rotina,
tais como mudanças de atividade, horário ou mobília
3. Apresenta resistência a mudanças, persistindo na mesma
resposta ou atividade (por exemplo, brincar sempre do
mesmo jeito)

V. BUSCA DE UMA ORDEM RÍGIDA


1. Ordenação dos objetos de acordo com critérios próprios e
pré-estabelecidos
2. Prende-se a uma ordenação espacial (cada coisa tem um
lugar próprio rígido para ficar)
3. Prende-se a uma sequência temporal (por exemplo, só
pode por a meia depois da blusa)
4. Prende-se a uma correspondência pessoa-lugar (por
exemplo, a mesma pessoa precisa sentar sempre no mesmo
lugar)

VI. CONTATO VISUAL


1. Desvia o olhar, não olhando nos olhos ou olhando sempre
rapidamente
2. Olha para outra direção quando é chamado
3. Expressão do olhar vazio e sem vida (sem expressão de
emoções, indiferente)
4. Quando segue os estímulos com os olhos, somente o faz de
maneira intermitente (não contínua, ou seja, com pausas)
5. Fixa os objetos com um olhar periférico, não central (olhar
de lado, com a cabeça um pouco virada e não de frente)
6. Dá a sensação de que não olha

VII. MÍMICA INEXPRESSIVA


1. Se fala, não utiliza a expressão facial, gestual ou vocal com
a frequência esperada
2. Não mostra uma reação antecipatória (como um ‘suspense’
pelo que vai acontecer)
3. Não expressa através da mímica ou olhar aquilo que quer
ou o que sente
4. Imobilidade facial

VIII. DISTÚRBIOS DE SONO


1. Não quer ir dormir (relutância frequente, choro, birra,
resistência intensa e prolongada)
2. Levanta-se muito cedo
3. Sono irregular (em intervalos)
4. Troca o dia pela noite
5. Dorme poucas horas

IX. ALTERAÇÃO NA ALIMENTAÇÃO


1. Seletividade alimentar rígida (ex.: come o mesmo tipo de
alimento sempre)
2. Come outras coisas além de alimentos (papel, insetos)
3. Quando pequeno, não mastigava
4. Apresenta uma atividade ruminante (fica um tempo longo
com a comida na boca, de um lado para o outro, antes de
engolir)
5. Vômitos
6. Come grosseiramente, esparrama a comida ou a atira
7. Rituais (por exemplo, esfarelar alimentos antes da
ingestão)
8. Ausência de paladar (falta de sensibilidade gustativa)

X. CONTROLE DOS ESFÍNCTERES


1. Medo de sentar-se no vaso sanitário
2. Utiliza os esfíncteres para manipular o adulto (por exemplo,
ameaça fazer xixi no local errado de propósito)
3. Utiliza os esfíncteres como estimulação corporal, para
obtenção de prazer
4. Tem controle diurno, porém o noturno é tardio ou ausente

XI. EXPLORAÇÃO DOS OBJETOS (APALPAR, CHUPAR)


1. Morde e engole objetos não alimentares
2. Chupa e coloca as coisas na boca
3. Cheira tudo
4. Apalpa tudo, examina as superfícies com os dedos de
forma minuciosa

XII. USO INAPROPRIADO DOS OBJETOS


1. Ignora os objetos ou mostra um interesse momentâneo
2. Pega, golpeia ou simplesmente os atira no chão
3. Conduta atípica com os objetos (segura indiferentemente
nas mãos ou gira)
4. Carrega insistentemente consigo determinado objeto
5. Se interessa somente por uma parte do objeto ou do
brinquedo
6. Coleciona objetos estranhos
7. Utiliza os objetos de forma particular (pouco usual) e
inadequada

XIII. ATENÇÃO
1. Quando realiza uma atividade, fixa a atenção por curto
espaço de tempo ou é incapaz de fixá-la
2. Age como se fosse surdo
3. Tempo de latência de resposta aumentado, entende as
instruções com dificuldade.
4. Resposta retardada
5. Muitas vezes dá a sensação de ausência

XIV. AUSÊNCIA DE INTERESSE PELA APRENDIZAGEM


1. Não quer aprender
2. Cansa-se muito depressa, ainda que de atividade que goste
3. Esquece rapidamente
4. Insiste em ser ajudado, ainda que saiba fazer
5. Insiste constantemente em mudar de atividade

XV. FALTA DE INICIATIVA


1. É incapaz de ter iniciativa própria
2. Busca a comodidade
3. Passividade, falta de interesse
4. Lentidão
5. Prefere que outro faça o trabalho para ele
XVI. ALTERAÇÃO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO
1. Mutismo
2. Estereotipias vocais (fazer sempre os mesmos sons)
3. Entonação incorreta
4. Ecolalia imediata e/ou retardada (repetir palavras ou falas
que acabou de ouvir, imediatamente ou algum tempo depois)
5. Repetição de palavras ou frases que podem (ou não) ter
valor comunicativo
6. Emite sons estereotipados quando está agitado e em
outras ocasiões, sem nenhuma razão aparente
7. Não se comunica por gestos
8. As interações com o adulto nunca são um diálogo

XVII. NÃO MANIFESTA HABILIDADES E CONHECIMENTOS


1. Ainda que saiba fazer uma coisa, não a realiza porque não
quer, mesmo que solicitado
2. Não demonstra o que sabe, até ter uma necessidade
primária ou um interesse específico
3. Aprende coisas, porém somente as demonstra em
determinados lugares e com determinadas pessoas
4. Às vezes, surpreende por suas habilidades inesperadas

XVIII. REAÇÕES INAPROPRIADAS ANTE A FRUSTRAÇÃO


1. Reações de desagrado intenso caso seja esquecida alguma
coisa
2. Reações de desagrado intenso caso seja interrompida
alguma atividade que goste
3. Desgostoso quando os desejos e as expectativas não se
cumprem
4. Reações de birra

XIX. RESPONSABILIDADES
1. Não assume nenhuma responsabilidade, por menor que
seja
2. Para chegar a fazer alguma coisa, há que se repetir muitas
vezes ou elevar o tom de voz

XX. HIPERATIVIDADE/ HIPOATIVIDADE


A criança pode apresentar desde agitação, excitação
desordenada e incontrolada, até grande passividade, com
ausência total de resposta. Estes comportamentos não têm
nenhuma finalidade.

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DENUNCIAR ESTE ANÚNCIOPRIVACIDADE

1. A criança está constantemente em movimento


2. Mesmo estimulada, não se move
3. Barulhento, a maioria das coisas que faz geram
ruído/barulho
4. Vai de um lugar a outro, sem parar
5. Fica pulando (saltando) no mesmo lugar
6. Não se move nunca do lugar onde está sentado

XXI. MOVIMENTOS ESTEREOTIPADOS E REPETITIVOS


Ocorrem em situações de repouso ou atividade, com início
repentino.

1. Balança-se
2. Olha e brinca com as mãos e os dedos
3. Tapa os olhos e as orelhas
4. Dá pontapés
5. Faz caretas e movimentos estranhos com a face
6. Fica rodopiando ou rodando objetos
7. Caminha na ponta dos pés ou saltando, arrasta os pés,
anda fazendo movimentos estranhos
8. Torce o corpo, mantém uma postura desequilibrada,
posições estranhas, pernas dobradas, cabeça recolhida aos
pés, extensões violentas do corpo

XXII. IGNORA O PERIGO


1. Não se dá conta do perigo
2. Sobe em todos os lugares
3. Parece insensível à dor

XXIII. APARECIMENTO DOS SINTOMAS ANTES DOS 36


MESES (DSM-IV)*

* Nota do blog: o último item da escala (XXIII) não possui


subescalas/subitens e refere-se à visão geral dos sintomas
assinalados no decorrer da escala. Se os sintomas assinalados
nos itens anteriores já estavam presentes antes dos 3 anos
(36 meses) de idade, marque 2 pontos para o item XXIII. Se
apareceram depois dessa idade, não pontuar este item.

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