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Ficção Científica — “O Último Sopro da Terra”
O ano é 2197. A Terra não gira mais como antes. Literalmente. Após décadas de
desastres climáticos, erupções solares e falhas no núcleo planetário, o mundo
entrou em colapso. A rotação do planeta desacelerou drasticamente. O que antes eram
dias de 24 horas, agora são ciclos de 42. A luz do sol fere. A noite congela. A
humanidade sobrevive em cidades subterrâneas, alimentadas por energia geotérmica e
governadas por conselhos de IA.
Dentre os poucos que se atrevem a explorar a superfície está a Equipe Atlas, um
grupo de cientistas e engenheiros que busca compreender os últimos sinais do
planeta antes do colapso total. Liderados pela doutora Leona Mathers, eles são a
última tentativa da espécie humana de se reconectar com o que sobrou da Terra — ou
de abandoná-la de vez.
Durante uma missão no que restou da Cordilheira dos Andes, a equipe encontra um
antigo santuário inca, parcialmente preservado pela geada. Dentro, um disco de
obsidiana, em perfeito estado, começa a emitir sinais de frequência baixa, como se
respondesse à presença humana. Leona, ao analisá-lo, percebe que não é apenas uma
relíquia — é um repositório de dados. O que está ali registrado pode ser a última
história da civilização... ou as instruções para seu renascimento.
Mas a cada segundo, a atmosfera se torna menos respirável. O “Sopro da Terra”, como
chamavam as antigas correntes de vento, já não existe. Agora, o ar parece parado.
Espesso. Cheio de despedidas. A decisão que a doutora precisa tomar não é mais
científica — é moral. Ela precisa escolher entre continuar tentando salvar a
Terra... ou usar o disco para encontrar outro mundo.