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Inclusão de Crianças Autistas na Educação

O documento analisa a inclusão de crianças autistas nas escolas regulares no Brasil, destacando a necessidade de práticas pedagógicas adaptadas e formação contínua dos professores. A pesquisa qualitativa revisa estudos sobre a temática e conclui que a inclusão efetiva requer um ambiente educacional flexível e individualizado. A importância do diagnóstico precoce e da valorização das particularidades de cada aluno é enfatizada para garantir o desenvolvimento e a integração social.

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Inclusão de Crianças Autistas na Educação

O documento analisa a inclusão de crianças autistas nas escolas regulares no Brasil, destacando a necessidade de práticas pedagógicas adaptadas e formação contínua dos professores. A pesquisa qualitativa revisa estudos sobre a temática e conclui que a inclusão efetiva requer um ambiente educacional flexível e individualizado. A importância do diagnóstico precoce e da valorização das particularidades de cada aluno é enfatizada para garantir o desenvolvimento e a integração social.

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A criança autista na sala de aula: uma análise a

partir das pesquisas brasileiras realizadas sobre as


práticas escolares inclusivas
Loislene Pereira Brito 1

Carla Luciane Blum Vestena2

RESUMO

O tema autismo é conhecido por profissionais da área da educação, mais muitas


vezes esses profissionais não sabem a melhor forma de atender
pedagogicamente as crianças com autismo. Apesar disso, é um tema que vem
sendo discutido com maior frequência devido ao aumento do número de crianças
com diagnóstico de autismo inserido no ambiente escolar regular, e pela
crescente necessidade de pesquisas que abordem esse tema no Brasil. O
presente trabalho teve por objetivo analisar as pesquisas realizadas sobre a
inclusão de crianças com autismo, dando ênfase especialmente, as práticas
escolares inclusivas realizadas com essas crianças em escolas de ensino
regular. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico com análise
de banco de dados Scielo e Capes. Conclui-se que a prática dos professores
diante da inclusão é de grande relevância e que os mesmos devem procurar
sempre novas informações para que o desenvolvimento de todos aconteça.

Palavras- chave: Autismo, práticas escolares, inclusão e educação.

[Link]ÇÃO
Quando se fala em inclusão é importante considerar a entrada do aluno,
ou seja, a metodologia não pode ser igual para todos, deve ser planejado com
base no que o aluno já sabe fazer e no que ainda não consegue e em como ele
aprende. É preciso, então, respeitar o ritmo do aluno e garantir critérios de
aprendizagem para que aconteça o progresso sem criar defasagens
pedagógicas.
Diante da inclusão percebe-se que, muitas vezes a criança com autismo
precisa de um ambiente de ensino individualizado dentro da escola, salas de
recursos com atividades que permitem a criança fazer as atividades concretas e

1 Acadêmica do Curso de Pedagogia, Unicentro.


2 Docente do Departamento de Pedagogia, Orientado do trabalho de Conclusão de Curso.
lúdicas, novas metodologias, utilização de jogos, ou seja, a criança autista
precisa de uma flexibilidade curricular levando em conta suas necessidades.
Sendo assim, “não há como se implementar processos de inclusão que
visem oferecer, de fato, uma educação de qualidade, sem efetivos serviços de
apoio ao trabalho docente efetuado nas escolas regulares” (VOIVODIC, 2004,
p.147).
Partindo desse pressuposto, almejou-se neste trabalho analisar as
pesquisas realizadas sobre a inclusão de crianças com autismo, dando ênfase
especialmente, as práticas escolares inclusivas realizadas com essas crianças
em escolas de ensino regular.

O referido artigo, no primeiro tópico, expõe o conceito de autismo, depois


apresenta as características e o diagnóstico do autismo. No tópico seguinte,
apresenta a temática da inclusão educacional em um contexto geral. E por fim,
no último tópico aborda algumas pesquisas realizadas sobre as práticas
escolares desenvolvidas com autistas. As pesquisas elencadas nesta análise
formam as de Costa (2017), Melo (2016), Alencar [Link], (2017), Farias [Link]
(2008), Tiradentes [Link] (2017), Porto (2014) e Uchôa (2015.

2. Fundamentação Teórica

2.1 Conceito e características do autismo

O termo autismo faz referência à um sujeito retraído que evita ter contato
com o mundo exterior. Conforme a Organização Mundial da Saúde (1998) o
autismo é considerado como:

Uma síndrome presente desde o nascimento ou que começa quase


sempre durante os trinta primeiros meses. Caracterizando-se por
respostas anormais a estímulos auditivos ou visuais, e por problemas
graves quanto à compreensão da linguagem falada. A fala custa
aparecer e, quando isto acontece, nota-se ecolalia, uso inadequado
dos pronomes, estrutura gramatical, uma incapacidade na utilização
social, tanto da linguagem verbal quanto corpórea (OMS, 1998 s.p).

Ainda de acordo com a OMS a pessoa com esse tipo de deficiência


sempre se mostra resistente a mudanças e a objetos que não estejam presentes
no seu cotidiano e também o autismo é classificado como uma doença anormal
que se manifesta nos três primeiros anos, quanto mais cedo a família e a escola
forem orientadas sobre essa criança melhor será a inserção social e a aquisição
da autonomia.
Por isso, a importância do diagnóstico precoce, pois ele é o caminho mais
eficaz para reduzir os problemas, visando estimular as potencialidades e auxiliar
no desenvolvimento de formas adaptativas de comunicação e interação social.

As características comportamentais do transtorno do espectro autista


tornam-se inicialmente evidentes na primeira infância, com alguns
casos apresentando falta de interesse em interações sociais no
primeiro ano de vida. Algumas crianças com transtorno do espectro
autista apresentam platôs ou regressão no desenvolvimento, com uma
deterioração gradual ou relativamente rápida em comportamentos
sociais ou uso da linguagem, frequentemente durante os dois primeiros
anos de vida. Tais perdas são raras em outros transtornos, podendo
ser um sinal de alerta útil para o transtorno do espectro autista.
(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2013 p.55)

Assim como qualquer outro tipo de deficiência o autismo tem suas


características que são: o problema na interação social, na comunicação e no
comportamento que se transforma em um modo repetitivo.
Uma criança autista prefere ficar sozinha, se tratando das relações
sociais, não abraça evita contato de olho, resiste às mudanças, é presa a objetos
familiares e repete continuamente certos atos e rituais.
Uma das características do autismo é o desenvolvimento da linguagem
expressiva mais especifico a fala, algumas crianças sofrem o atraso da
aprendizagem e começam a falar depois de outras crianças da mesma idade, ou
aquelas que já adquiriram podem sofrer regressões.
A criança com autismo tem grande resistência em agrupar-se, ela
geralmente, age como se fora surdo, além disso, também pode vir a ter:

[...] resistência a situações novas; ausência de medo frente a perigos


reais; resistência a novos aprendizados; indicação das necessidades
através dos gestos; riso sem motivo aparente; não abraçar
afetivamente as pessoas; hiperatividade física acentuada; evitar olhar
de frente; girar ou rodar objetos incansavelmente; afeto incomum a
objetos especiais; jogos ocasionais de forma repetitiva;
comportamento indiferente, isolado, retraído e não participante.
(LÓPEZ, 2000, p. 2)
Quando falamos com a criança com autismo, ela frequentemente tem
dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas
a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes.
O diagnóstico para descobrir se uma criança possui autismo acontece
através da observação, pois ainda não há nenhum teste específico para
diagnosticar o autismo. A maioria das crianças com autismo tem desempenho
intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples.

No diagnóstico do transtorno do espectro autista, as características


clínicas individuais são registradas por meio do uso de especificadores
(com ou sem comprometimento intelectual concomitante; com ou sem
comprometimento da linguagem concomitante; associado a alguma
condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental), bem
como especificadores que descrevem os sintomas autistas (idade da
primeira preocupação; com ou sem perda de habilidades
estabelecidas; gravidade). Tais especificadores oportunizam aos
clínicos a individualização do diagnóstico e a comunicação de uma
descrição clínica mais rica dos indivíduos afetados. Por exemplo,
muitos indivíduos anteriormente diagnosticados com transtorno de
Asperger atualmente receberiam um diagnóstico de transtorno do
espectro autista sem comprometimento linguístico ou intelectual.
(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2013 p.32)

Em 2013 surge o tema Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este termo,


TEA é caracterizado por:
O transtorno do espectro autista caracteriza-se por déficits persistentes
na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos,
incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não
verbais de comunicação usados para interação social e em habilidades
para desenvolver, manter e compreender relacionamentos.
(AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2013 p.31)

Para Mello (2004) existe uma tríade de dificuldades que seriam as


manifestações mais comuns causadas pelo autismo, dentre elas, o autor cita as
seguintes:

Dificuldade de comunicação - caracterizada pela dificuldade em utilizar


sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal;
Dificuldade de sociabilização - este é o ponto crucial no autismo e o
mais fácil de gerar falsas interpretações; Dificuldade no uso da
imaginação - se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende às
várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da criança.
Exemplo: comportamentos obsessivos e ritualísticos (MELLO, 2004, p
114-115).
Dessa maneira percebemos que as crianças com autismo têm suas
especificidades, o tempo e a melhor maneira de se desenvolver, pois cada um
tem ritmos e maneiras de aprendizagem diferentes.

2.2 A Inclusão Educacional

A inclusão educacional se caracteriza em princípios que visam à


aceitação das diferenças de cada indivíduo, à valorização da contribuição de
cada pessoa, à aprendizagem através da cooperação e à convivência dentro da
diversidade humana.
Para Sanchez (2005 p.11) a inclusão defende:

[...] uma educação eficaz para todos, sustentada em que as escolas,


enquanto comunidades educativas devem satisfazer as necessidades
de todos os alunos, sejam quais forem as suas características
pessoais, psicológicas ou sociais (com independência de ter ou não
deficiência). Trata-se de estabelecer os alicerces para que a escola
possa educar com êxito a diversidade de seu alunado e colaborar com
a erradicação da ampla desigualdade e injustiça social

O ato de incluir vai além da inserção, é preciso que torne o indivíduo parte
de um todo, para que as crianças com deficiência não sejam rotuladas e
excluídas por apresentar comportamentos e características diferentes dos outros
colegas.
O ensino que possibilita educar de forma inclusiva para as diversidades,
segundo Melo, Lira e Facion (2008, p.65) é a inclusão.

[...] impõe a construção de um projeto que não se dará ao acaso nem


de uma hora para outra e que não é uma tarefa individual. Ao contrário,
trata-se de um trabalho coletivo, que envolve discussões e embates
entre diferentes esferas (governo, sociedade, escola e indivíduo) em
que seja possível refletir sobre que escola queremos construir e que
indivíduos pretendemos formar. (MELO, LIRA, FACION (2008, p.65)

Há uma grande importância de inserir a criança que possui alguma


deficiência em sala de aula, mas também é importante criar metodologias para
que a mesma permaneça na escola, para que não seja prejudicada de nenhum
modo.
Nesse sentido, os princípios da escola inclusiva devem garantir conforme
Balbino (2010 p 41):

O direito à educação; o direito à igualdade de oportunidades, o que não


significa um “modo igual” de educar a todos e sim dar a cada um o que
necessita, em função de suas características e necessidades
individuais; escolas responsivas e de boa qualidade; o direito de
aprendizagem; e o direito à participação. (BALBINO, 2010 p 41)

Desse modo, o principal papel da educação é inserir esse aluno


reconhecendo suas particularidades e os valorizando. O conceito de inclusão diz
respeito também as pessoas que são excluídas da sociedade e não somente
alunos com deficiência. Assim, a educação inclusiva abrange também alunos
acometidos de alguma doença ou impossibilidade e também alunos de
diferentes culturas.
Paulon, Freitas e Pinho (2005) enfatizam que, as escolas, de modo geral,
“têm conhecimento da existência das leis acerca da inclusão de pessoas com
necessidades educacionais especiais, no ambiente escolar e da obrigatoriedade
da garantia de vaga para estas” (p. 25-26). Os autores complementam ainda
que:

[...] as equipes diretivas respeitam e garantem a entrada destes alunos,


mostrando-se favoráveis à política de inclusão, mas apontam alguns
entraves pelo fato de não haver a sustentação necessária, como por
exemplo, a ausência de definições mais estruturais acerca da
educação especial e dos suportes necessários à sua implementação
(PAULON, FREITAS e PINHO, 2005).

No que diz respeito a inclusão de alunos com autismo esta é de grande


complexidade, pois eles demonstram algumas características quando são
inseridos no meio escolar. Quando o professor recebe um aluno com autismo
essa situação se torna desafiadora, pois será ele o mediador.
Diante disso, Felício (2007 p.25) aponta que:

É importante salientar que, para se educar um autista é preciso


também promover sua integração social e, neste ponto, a escola é,
sem dúvidas, o primeiro passo para que aconteça esta integração,
sendo possível por meio dela a aquisição de conceitos importantes
para o curso da vida (FELÍCIO, 2007 p.25).
Por isso, muitas vezes a criança com autismo precisa de um ambiente de
ensino individualizado dentro da escola, por exemplo: salas de recursos,
materiais diferenciados e tornem possível a execução de atividades mais
concretas e lúdicas, ou seja, a criança autista precisa de uma flexibilidade
curricular levando em conta suas necessidades.

3. Análise de pesquisas já realizadas sobre o autismo

A pesquisa realizada por Costa (2017), intitulada O processo de inclusão


do aluno autista na escola regular: análise sobre as práticas pedagógica, trata-
se de um estudo desenvolvido, na Escola Municipal de Educação Infantil e
Fundamental Sandoval Rubens de Figueiredo, localizada no município de
Várzea-PB e na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) da Escola Estadual
Professor Odilon de Figueiredo. A presente pesquisa compreendeu um estudo
de caso, com entrevista e observação. O principal objetivo dessa pesquisa foi
identificar as práticas pedagógicas utilizadas pelo professor frente ao processo
de inclusão do aluno autista no contexto da sala de aula da escola regular.
Os resultados verificados pela autora demonstram que

Os estudos e reflexões possibilitaram constatar que infelizmente as


práticas evidenciadas no contexto da sala de aula e sua organização,
não estão sendo precedidas de planejamento, Atendimento
Educacional Especializado não está acontecendo interação entre o
professor da sala de aula e o professor do Atendimento Educacional
Especializado para a efetivação da inclusão do aluno com TEA; além
de apresentarem necessidade de formação dos professores, levando
em consideração sua falta de conhecimento mais real e aprofundado
sobre o TEA ( COSTA, 2017, p. 75).

A pesquisa de Melo (2016), intitulada Estratégias Pedagógicas


direcionadas ao aluno com Autismo no Ensino Fundamental, trata-se de um
estudo desenvolvido em uma Organização Não Governamental (ONG) na cidade
de Natal/RN, a pesquisa compreendeu um estudo qualitativo com observação
participante e entrevista. Tendo como principal objetivo analisar as concepções
e estratégias pedagógicas na escolarização de alunos com autismo na cidade
de Natal/RN.
Os resultados obtidos pela autora na pesquisa mostram que:
De maneira geral, como são aplicadas as estratégias utilizadas na
escolarização desses alunos, suas interações com outras crianças e
com o ambiente com o qual convive, promovendo a construção de uma
rotina que contribua para o seu desenvolvimento social, cognitivo e
motor (MELO 2016 p.1).

Melo destaca dois depoimentos coletados durante sua pesquisa, na qual


as entrevistadas relatam sobre a adaptação de atividades:

Aqui dentro da sala a gente trabalha atividades que geralmente é em


grupo e a gente já faz de propósito, a gente faz justamente pra incluir
esse aluno, porque como eles estão trabalhando em grupo e ela (a
criança autista) está dentro do processo, então ela está aprendendo
também só que de outra maneira, o mesmo conteúdo, o mesmo
assunto só que com os amigos e aí eu sempre oriento as crianças que
estão no grupo da criança com autismo pra eles sempre se dirigirem a
ela, sempre trabalharem com ela, explicar o que ela tem que fazer,
explicar o que o grupo está fazendo e assim ela consegue
compreender a proposta. (ENTREVISTA COM A PROFESSORA
ROSA).
Tem algumas atividades que nós adaptamos para que ela participe, por
exemplo, eu passo muitas aulas com vídeos ilustrativos que ela
consegue se concentrar e prestar atenção, em outros momentos eu
faço aulas com músicas, teve uma aula que eu procurei trazer as
músicas que ela gosta, então ela está sempre atenta (...). A gente está
sempre procurando adaptar as atividades, é claro que algumas
atividades, nós fazemos específicas pra ela pra trabalhar a questão
motora dela, costumamos trabalhar segundo a necessidade do aluno.
A gente costuma falar que “se a necessidade do aluno é aprender um
número muitas vezes é pra pegar um ônibus, discar o número de
telefone da mãe numa emergência”, pra que esses conhecimentos
sirvam pra eles viverem no mundo. Procuramos sempre incluir a aluna.
(ENTREVISTA COM A PROFESSORA MARIA).

Diante dos relatos abordados pela autora podemos perceber a


importância de trabalhar com diferentes estratégias, possibilitando a interação e
a comunicação para o desenvolvimento das criança autista.
A pesquisa de Alencar [Link].(2017) intitulada de O Desenvolvimento do
Aluno Autista: um Relato de Experiência sobre o Autismo e a Afetividade, trata-
se de um estudo desenvolvido em uma escola na cidade de Engenheiro Coelho
no interior de São Paulo e está escrito em forma de relato de experiência, tendo
como objetivo principal observar se o desenvolvimento social do autista pode ou
não influenciar no seu desenvolvimento cognitivo. A metodologia utilizada foi a
de observação participativa e também bibliográfica. Com esse trabalho a autora
constatou que o vinculo criado entre a professora e os alunos contribuem e
refletem no desenvolvimento social, cognitivo do aluno levando a sua inclusão
na sala de aula.
A pesquisa de FARIAS [Link].(2008) intitulada de a Interação professor-
aluno com autismo no contexto da educação inclusiva: análise do padrão de
mediação do professor com base na teoria da experiência de aprendizagem
mediada. O objetivo deste estudo foi discutir sobre a prática profissional de duas
professoras e suas crianças com autismo em classes de educação infantil. A
metodologia se deu com entrevistas e também a Escala de avaliação da
Experiência de Aprendizagem Mediada para avaliar o padrão de interação
professor-aluno. Os autores concluíram que uma das professoras entrevistadas
não favoreceu o desenvolvimento cognitivo da criança, e que a partir disso a
escola tem o papel de promover qualificação para que a inclusão social
aconteça.
A pesquisa de TIRADENTES [Link]. (2017) intitulada de Educação infantil
e o autismo: relato de experiência, trata- se de um estudo desenvolvido em uma
escola municipal em Goiânia-GO. Tem como objetivo principal relatar uma
experiência de um aluno autista no processo de inclusão, a metodologia utilizada
se deu através de observações e anotações. Os resultados obtidos pelos
pesquisadores permitem inferir que

Identifica que são aplicadas metodologias diferenciadas para que o


estudante consiga se socializar e realizar as atividades propostas. Um
fator importante que auxiliou a escola neste processo foi a presença da
mãe no ambiente escolar. Conclui-se que se escola e família estão
unidas no processo de inclusão é possibilitado ao estudante maiores
chances de aprendizado e sucesso em sua vida (TIRADENTES [Link]
2017 p.70)

A pesquisa de Porto (2014) intitulada Estudo de caso: a experiência da


mediação com autista trata- se de um estudo desenvolvido em uma escola
privada no estado do rio de janeiro tendo como objetivo analisar o processo de
inclusão de uma criança autista e a partir de observações e entrevistas chegando
a conclusão de que a escola deve ter um papel mais ativo no processo de
inclusão.
A pesquisa de UCHÔA (2015) intitulada a criança autista na Educação
Infantil: desafios e possibilidades na educação inclusiva. Trata- se de um estudo
desenvolvido em uma escola da educação infantil de rede particular na cidade
de Campina Grande-PB, com objetivo principal de compreender a inclusão
escolar de um aluno autista na perspectiva de professoras da educação infantil.
A pesquisa se deu com entrevistas.
Os resultados obtidos foram de:

Que ainda falta muito para se implantar a inclusão dos alunos autistas
no ensino regular, são necessários professores com formação
profissional adequada e especializada, para assim desenvolver nas
crianças uma aprendizagem que ainda não foi alcançada, deste modo
o papel do professor é procurar promover a interação do aluno autista
com os colegas e com todos do contexto escolar, transformando suas
necessidades em igualdade. (UCHÔA 2015 p.1)

As pesquisas de UCHÔA (2015), COSTA (2017) FARIAS [Link]. (2008),


compartilham dos mesmos resultados, no qual os autores abordam a formação
dos professores como sendo essencial para o desenvolvimento das crianças
autistas, servindo como mediadoras do conhecimento. Já em contrapartida as
demais pesquisas revelam que as metodologias utilizadas são de extrema
importância para a aprendizagem e que a escola juntamente com a família pode
promover esse desenvolvimento das crianças autistas.

Considerações Finais
Diante das análises dos estudos sobre o autismo em crianças
evidenciamos a importância do acesso e permanência na escola de ensino
regular. Percebemos também que, a inclusão não é uma tarefa fácil e que se faz
necessário a união da escola, professores, família e governo para que juntos
possam promover uma educação de qualidade para todos, possibilitando o
desenvolvimento das crianças inclusas e respeitando suas especificidades.
Através das análises pudemos identificar o papel do professor perante a
inclusão, papel este no qual o professor oportuniza o processo de ensino-
aprendizagem respeitando as necessidades dos alunos.
Compreendemos ainda que, a falta de uma formação sobre a inclusão
interfere negativamente na prática docente do professor, pois ele precisa, de
formação continuada e estar aberto as novidades com novas informações
referente a sua atuação profissional.

REFERÊNCIAS

ALENCAR, L. P., CARVALHO, M. N. L., CENTURION, R. B. M., COSTA, B. S.,


SANTOS, R. P. L. dos. O desenvolvimento do aluno autista: um relato de
experiência sobre o autismo e a afetividade. II Jornada Ibero-Americana de
Pesquisas em Políticas Educacionais e Experiências Interdisciplinares na
Educação, Natal, 2017.

BALBINO, E. S. A inclusão de uma aluna com deficiência visual na


universidade estadual de alagoas: um estudo de caso. 2010. 122 f.
Dissertação (Mestrado em Educação Brasileira) – Universidade Federal de
Alagoas. Centro de Educação. Programa de Pós-graduação em Educação
Brasileira, Maceió, 2010.

COSTA, F. B. L. O Processo de Inclusão do aluno autista na Escola Regular:


análise sobre as Práticas Pedagógicas Caicó: UFRN, 2017.

FARIAS. I. M.; MARANHÃO, R.V.A e CUNHA A.C.B. Interação Professor-Aluno


Com Autismo No Contexto Da Educação Inclusiva: Análise Do Padrão De
Mediação Do Professor Com Base Na Teoria Da Experiência De Aprendizagem
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