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Evolução Galáctica e Astrobiologia

O documento aborda a evolução galáctica, introduzindo conceitos como protogaláxias, galáxias elípticas e espirais, e discute a formação e a estrutura das galáxias. Além disso, apresenta objetivos de aprendizado relacionados à astrobiologia e métodos de detecção de planetas fora do Sistema Solar. O material também enfatiza a importância da organização e do foco nos estudos para uma melhor compreensão do conteúdo.

Enviado por

Renato Barbosa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Evolução Galáctica e Astrobiologia

O documento aborda a evolução galáctica, introduzindo conceitos como protogaláxias, galáxias elípticas e espirais, e discute a formação e a estrutura das galáxias. Além disso, apresenta objetivos de aprendizado relacionados à astrobiologia e métodos de detecção de planetas fora do Sistema Solar. O material também enfatiza a importância da organização e do foco nos estudos para uma melhor compreensão do conteúdo.

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Introdução à Astronomia

e à Astrofísica
Material Teórico
Evolução Galáctica: Uma Síntese

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Dr. Jaime Sandro da Veiga
Profa. Ms. Rachel Zuchi Faria

Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Evolução Galáctica: Uma Síntese

• Introdução: O Estudo da Evolução de Galáxias


• Questões Iniciais
• Protogaláxias
• Momento Angular
• Galáxias Elípticas
• Galáxias Espirais
• As Nuvens de Magalhães
• Como são Medidas as Distâncias a Galáxias
• Radiogaláxias
• Quasares

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Apresentar de forma geral o conceito de astrobiologia e uma
cronologia histórica do debate sobre a origem da vida.
· Conhecer e compreender os processos desenvolvidos pelos
astrobiologos no que se refere a busca de vida fora da Terra.
· Entender como os estudos aqui na Terra podem auxiliar a astrobiologia.
· Mostrar o potencial que algumas regiões do Sistema Solar possuem
para abrigar alguma forma de vida.
· Apresentar alguns métodos utilizados pelos astrônomos para detecção
de planetas fora do Sistema Solar.
· Dar um panorama geral da astrobiologia no Brasil.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como o seu “momento do estudo”.

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.

No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão,
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Introdução: O Estudo da Evolução de Galáxias


Nosso Universo é composto por cerca
de 2 trilhões de galáxias segundo pesquisa
coordenada pelo astrofísico Christopher
Conselice, da Universidade de Nottingham,
no Reino Unido. Desse modo, o número
de estrelas seria algo em torno de 700
sextilhões (700 mil bilhões de bilhões). O
diâmetro de nossa Galáxia, a Via Láctea,
é de aproximadamente 100 mil anos-luz.
Isso significa que a luz viajando a 300 mil
quilômetros por segundo, levará 100 mil
anos para cruzá-la diametralmente. Ela é
muito grande e contém cerca de 100 bilhões Figura 1
de estrelas. Fonte: Wikimedia Commons

Já em um típico aglomerado de galáxias existem de centenas a milhares de galá-


xias. Um aglomerado de galáxias é um conjunto de galáxias ligados e concentrados
em uma enorme região do espaço pela força gravitacional. Apesar dessa região
em que existe um aglomerado ser vasta, ela ainda assim é pequena se comparada
ao restante do Universo.

Figura 2 – Típico Aglomerado de Galáxias


Fonte: Wikimedia Commons

8
A Via Láctea pertence ao aglomerado de Virgo, que tem 54 galáxias.

O Superaglomerado de Laniakea (Laniakea, também chamado Superaglomerado


Local (ou em inglês, Local SCl) ou, às vezes, Lenakaeia) é o superaglomerado de
galáxias que abriga a Via Láctea e, aproximadamente, 100.000 outras galáxias
próximas. Foi definido em setembro de 2014, quando um grupo de astrônomos,
incluindo R. Brent Tully da Universidade do Havaí e Hélène Courtois da Universidade
de Lyon, publicaram uma nova maneira de definir supergrupos de acordo com
as velocidades relativas das galáxias. A nova definição do superaglomerado local
inclui o antigo superaglomerado local, da forma que foi definido anteriormente.
O Superaglomerado de Virgo (ou de Virgem) é, atualmente, considerado apenas
como um apêndice do Laniakea.

Estudos de acompanhamento da evolução do superaglomerado sugerem que


Laniakea não está gravitacionalmente ligado; ele se dispersará em vez de continuar
a se manter como uma alta densidade relativa às áreas em sua volta.

Figura 3 – Superaglomerado de Laniakea


Fonte: Wikimedia Commons
Explor

Laniakea: [Link]

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9
UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 4 – Aglomerados vistos em outros comprimentos de onda


Fonte: Wikimedia Commons

Figura 5 – Ao fundo: galáxias distantes, brilhante à frente, estrela de nossa galáxia


Fonte: Wikimedia Commons

Você já pensou em: Como tudo isso se formou? Qual foi a gênese do Universo? Ele é finito ou
Explor

infinito? Há apenas este Universo ou existem outros os quais desconhecemos? Ele é eterno
ou terminará algum dia? Estas são perguntas que ainda procuramos uma resposta definitiva
para cada uma delas. Todavia, já avançamos o suficiente para que possamos admirar ainda
mais a natureza na qual estamos imersos.

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Explor
Assista ao vídeo do link a seguir para você ter uma ideia do que estamos tratando e de como
todas as perguntas acima fazem muito sentido.
“How the Universe is Way Bigger than You Think”: [Link]

Questões Iniciais
Como as galáxias são formadas?
Para a observação das primeiras e mais antigas galáxias formadas no Universo
é preciso utilizar ou construir imensos telescópios e, ao mesmo tempo, que sejam
sensíveis para capturar a radiação na faixa do infravermelho, já que as primeiras
galáxias formadas possuem velocidades muito altas, próximas à velocidade da luz.
A situação é, sem dúvida, relativística, pois o efeito Doppler deve ser bastante
intenso, com um grande desvio para o vermelho (de agora em diante, utilizaremos
o termo em inglês, já que é mais comum o uso da palavra redshift). Assim, devido
ao extremo redshift, o telescópio de observação deve ser sensível ao infravermelho.

Figura 6 – Galáxia em Espiral

Como poderemos observar a história de galáxias dentro do limite da vida


de um ser humano, sendo que as galáxias levam bilhões de anos para que
sejam formadas?

O texto estimulará sua imaginação no sentido de sentir a dificuldade de uma


pequena parte do que existe hoje em termos de Astronomia e de Astrofísica. O
tema é extremamente vasto, talvez tanto com os objetos celestes.

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 7 – Berçario de estrelas e formação de proto estrela


Fonte: Wikimedia Commons

Como as galáxias irão evoluir ao longo do tempo?


Não sabemos exatamente como as galáxias irão evoluir. Mas, de posse de uma
porção de teorias e de uma porção de ajustes de modelos teóricos fenomenológicos,
isto é, de modelos que são ajustados aos dados observacionais, o céu torna-se
um laboratório que nos apresenta grandes surpresas. O que é mais emocionante
é que podemos acessar vários períodos no tempo simultaneamente durante as
observações, pois algumas estrelas emitiram sua luz há 2 milhões de anos e outros
objetos que estão sendo vistos hoje, sua luz foi emitida há 11 bilhões de anos. É
provável que ele não exista mais. De certa forma, temos acesso ao que ocorreu no
passado e em vários passados ao mesmo tempo. Isto é magnífico!

Figura 8 – Estrura galáctica ímpar


Fonte: [Link]

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Há três tipos de galáxias: as espirais, as elípticas e as irregulares. Há ligações
entre os três tipos de galáxias?

Todas são aglomerados de estrelas. Um tipo é mais velho, outro é de mais nova
formação. Elas são estruturas. A compreensão dessas estruturas e os mecanismos
subjacentes à sua formação podem revelar fatos científicos ímpares e muito
interessantes.

Protogaláxias

Figura 9 – ilustração de colisão de protogaláxias


Fonte: Wikimedia Commons

Uma protogaláxia é uma galáxia em seu estágio inicial de formação, isto


é, quando a nuvem de gás está começando a formar a galáxia. A definifição
geral de protogaláxias, apesar de o termo aparecer em publicações com
diversas denominações diferentes, pode ser dada mais ou menos assim: são os
progenitores das galáxias normais de hoje nos estágios iniciais de formação e
que possuem extremos desvios para o vermelho (redshifts). Na verdade, são
enormes nuvens de gás que estão formando galáxias. Os redshifts (ou desvios
para o vermelho aqui mencionados) são os desvios de frequência no espectro
luminoso para o sentido das frequências maiores e isso ocorre pelo fato de as
protogaláxias estarem se afastando da Terra (que é nosso ponto de observação)
com grande velocidade. Esse é o conhecido efeito Doppler relativístico para as
fontes de luz que estão se afastando do observador a velocidades próximas à da
luz. Como os redshifts são extremos, a radiação emitida pela protogaláxia acaba
em quase sua totalidade recaindo na região do infravermelho, o que retringe
enormemente a gama de telescópios construídos capazes de observá-las.

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 10 – protogaláxia mais antiga visualizada pelo Hubble (13,2 bilhões de anos)
Fonte: [Link]

Acredita-se que a rapidez com que as estrelas são formadas em uma protogaláxia
(rapidez conhecida como taxa de formação estelar) seja o fator determinante
da futura morfologia galáctica: se for alta, a galáxia será elíptica, caso contrário,
será espiral. Na nuvem primordial de gás há uma infinitude de nuvens menores
com densidades mais altas do que a da nuvem primordial. Os acúmulos pequenos
de gás com alta densidade em uma protogaláxia formarão as estrelas.

Figura 11 – Protogaláxia a 10 bilhões de anos-luz


Fonte: [Link]

Momento Angular
Uma galáxia tem a forma oblata (ou seja, ela é achatada), discoide, e é envolta por
um halo fraco de matéria escura, muito maior que a galáxia e de formato esférico.

Entender a estrutura e a formação de discos galácticos é, de certa forma,


entender como essa estrutura se estabelece a partir do momento angular galáctico.

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Mas, o que é o momento angular de um corpo?

Assim como Newton estabeleceu o que hoje é conhecida como a 2ª Lei (ou
Princípio) da Dinâmica ou 2ª Lei de Newton, qual seja, que a taxa de variação do
momento linear p de um corpo em relação ao tempo t é a força externa resultante
Fres, o momento angular L é ligado ao torque externo Text, de forma que a taxa de
variação do momento angular L em relação ao tempo t é igual ao torque externo
Text. Aqui, os símbolos em negrito representam vetores tridimensionais.

Nos diversos cenários referentes à formação estrutural de galáxias, os setores da


galáxia que são mais luminosos formam-se a partir de gases que estão em processo
de resfriamento e condensação no interior de halos de matéria escura, que é uma
matéria de natureza ainda desconhecida. Esses halos agem para tornar os objetos
cada vez maiores, pois a matéria escura faz a galáxia inflar.

Assim, o mecanismo da formação do disco galáctico abarca três principais influ-


ências, quais sejam:
1. Torques cosmológicos fazem variar o momento angular da massa gasosa;
2. O gás da protogaláxia e a matéria escura em sistemas onde vale o teorema
do virial possuem idênticas distribuições do momento angular inicial;
3. O gás conserva seu próprio momento angular ao ser resfriado.

Assim, atualmente, pensamos que o gerador das rotações da matéria galáctica


em sua formação são os conhecidos torques de maré, que são torques externos
causados por outras massas muito grandes, obviamente, fora da protogaláxia.

A dissipação que ocorre quando um gás é empurrado para um centro de


gravidade (há muitas colisões nessa situação) é parcialmente interrompida pelo
acrécimo de momento angular ao gás e esse momento angular faz a matéria girar
em torno de um eixo imaginário, em um movimento que está mais próximo de um
corpo rígido em rotação do que a simples compressão do gás (claro que ainda está
muito longe de ser um corpo realmente rígido, mas houve um passo nessa direção
ao incorporar a rotação). Assim, a dissipação é diminuída pela incorporação do
momento angular ao gás, já que em rotação, o gás diminui a taxa de compressão
e as colisões radiais e/ou pela formação estelar.

Quer saber mais sobre protogaláxias e a inluência do momento angular em sua formação?
Explor

Acesse a aula do curso Elementos de Astronomia do professor Jorge Meléndez do IAG-USP.


Acesse: [Link]

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Você Sabia? Importante!

As protogaláxias são as galáxias mais antigas conhecidas. Recentemente, foram desc-


obertas protogaláxias a cerca de 11 bilhões de anos-luz da Terra. Elas possibilitaram
novos questionamentos acerca do Big Bang.
Explor

Quer saber mais sobre protogaláxias? Acesse: [Link]

Galáxias Elípticas
As galáxias elípticas são sistemas estelares de formato arredondado, tênues,
suaves e com pouco gás ou poeira. Cerca de um terço das galáxias são elípticas
na sua forma. Até a década de 70, acreditava-se que elas seriam sistemas oblatos,
achatados pela rotação, pouco ligados e com distribuição de velocidades muito
próxima ao que podemos chamar de distribuição isotrópica. .
Atualmente, sabe-se que as galáxias elípticas são sistemas mais complexos do
que essa morfologia branda e simétrica sugeria. Baseando-se na cinemática e em
dados fotométricos, pode-se classificar as galáxias elípticas em três classes, a saber:
1. A extremidade brilhante ( MB ≤ −20, 5 ) é dominada por sistemas com
pouca rotação.
2. Elípticas de luminosidade intermediária ( −20, 5 ≤ MB ≤ −18 ), por outro
lado, parecem ser suportadas por rotação.
3. Na extremidade fraca ( MB ≥ −18 ), a maioria das elípticas anãs (dEs)
e esferoides anãs (dSphs) revelam não ter rotação ou com muito pouca
rotação. A Galáxia de Andrómeda (M31) tem duas companheiras que são
galáxias elípticas anãs.

Embora ocorram claras diferenças, as galáxias elípticas se ajustam a um número


de relações de escala bem definido e conexo dentro de uma classe. Elas ocupam
uma região plana bidimensional (conhecida como plano fundamental) em um
espaço tridimensional cujos eixos são tamanho, dispersão de velocidades e brilho
superficial. Além disso, as cores e metalicidades de galáxias elípticas são fortemente
correlacionadas às suas luminosidades, de forma que quanto mais luminosas
são as galáxias, mais vermelhas e ricas em metal elas são. As galáxias elípticas
caracterizam-se também pela quase inexistência de estrelas jovens, gás e poeiras,

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pelo que deverão ser as estruturas galácticas mais antigas cuja formação estelar já
está praticamente concluída. As estrelas normalmente são de populações do tipo II,
isto é, de estrelas velhas com baixa metalicidade. Aí está o motivo de quase não se
encontrar galáxias elípticas de cor azulada com laivos de vermelho, características
das regiões com estrelas jovens. As galáxias são quase sempre amareladas.

Figura 12 – Galáxias Elípticas mais velhas


Fonte: [Link]

As maiores dessas galáxias elípticas podem ter cerca de 105 anos-luz de


diâmetro e ter até 1013 massas solares. Contudo, essas galáxias gigantes são
muito raras. O que é mais comum é encontrar galáxias elípticas anãs com apenas
cerca de 6 mil anos-luz de diâmetro e com alguns milhões de massas solares.
Explor

Gálaxias Elípticas mais novas: [Link]

Um ótimo livro sobre evolução de galáxias é o livro Galaxy Evolution in Groups and Clusters de
Explor

Catarina Lobo Margarida Serote Roos Andrea Biviano (editores), 2002.


[Link]

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Galáxias Espirais

Figura 13 – Galáxia em espiral com nítida formação dos braços


Fonte: Wikimedia Commons

Esta classe de galáxias representa as que possuem as estruturas mais intrigantes e


belas de todas as classes. O primeiro astronômo a descrevê-las foi Edwin Hubble (o
astronômo que empresta o nome ao conhecido telescópio espacial) no ano de 1936.

Imagem 14 – Viata fronta de uma Espiral


Fonte: Wikimedia Commons

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Ao descrever sua estrutura, deparamo-nos com braços espirais ligados a um
disco achatado e em rotação, mais denso do que os braços, contendo gás, poeira
e, principalmente, estrelas. Essa concentração de estrelas no centro pode ser mais
arredondada ou pode ser barrada, como é caso de nossa galáxia, a Via Láctea. Essa
parte central é chamada de bojo ou núcleo galáctico.

As galáxias barradas representam cerca de 2/3 (cerca de 67%) de todas as


galáxias espirais e esse número está crescendo com o tempo, pois há dois bilhões
e meio de anos, ele era cerca de 25% e bem antes, há oito bilhões de anos era em
torno de um décimo (ou 10%).

Figura 15 – Espiral barrada no visível e no infravermelho


Fonte: [Link]

Os braços de uma galáxia em espiral são mais brilhantes que o restante da


galáxia, isto é, que o disco, pois são locais de nascimento de estrelas, em que as
estrelas jovens são quentes e acrescentam brilho à galáxia.

Estes são muitas vezes cercados por um halo de estrelas muito mais fraco, muitos
dos quais residem em aglomerados globulares.

Figura 16 – Via Láctea


Fonte: [Link]

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 17 – Via Láctea visão panorâmica


Fonte: Wikimedia Commons

Juntamente com galáxias irregulares, as galáxias espirais representam aproxima-


damente 60% das galáxias no universo de hoje. Elas são encontradas principalmente
em regiões de baixa densidade e são raras nos centros de aglomerados de galáxias.

Figura 18 – Andrômeda
Fonte: [Link]

A galáxia de Andrômeda e a Via Láctea pertencem ao chamado Grupo Local de galáxias.


Explor

Saiba mais o que é o Grupo Local acessando: [Link]

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Figura 19 – Grupo Local
Fonte: Wikimedia Commons
Explor

Você conhece a constelação das Plêiades?

Figura 20 – Plêiades
Fonte: Wikimedia Commons

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

As Nuvens de Magalhães
As Nuvens de Magalhães são duas galáxias anãs irregulares visíveis no Hemisfério
Celestial Sul. Elas são membros do Grupo Local, o aglomerado de galáxias a que
pertencem a Via Láctea (nossa galáxia) e Andrômeda (nossa galáxia vizinha). As
Nuvens de Magalhães estão orbitando a nossa galáxia e, portanto, são galáxias
satélites da Via Láctea.

Figura 21 – As duas Nuvens de Magalhães


Fonte: Wikimedia Commons

Já que ambas mostram sinais de uma estrutura barrada, eles são muitas vezes
reclassificados como galáxias espirais de Magalhães.

As duas galáxias de Magalhães têm as seguintes características:


1. A Grande Nuvem de Magalhães (mais conhecida do inglês, LMC (Large
Magellanic Cloud)) está a aproximadamente 160.000 anos-luz de distância;
2. A Pequena Nuvem de Magalhães (do inglês, SMC (Small Magellanic Cloud))
está a aproximadamente 200.000 anos-luz de distância

Figura 22 – Grande Nuvem de Magalhães (vista panorâmica)


Fonte: Wikimedia Commons

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Figura 23 – LMC – Vista detalhada
Fonte: [Link]

Figura 24 – Pequena Nuvem de Magalhães


Fonte: [Link]

Está localizada a cerca de 160 mil anos-luz da Terra, a Grande Nuvem de


Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea que flutua no espaço, em uma dança
longa e lenta ao redor da nossa galáxia. Vastas nuvens de gás dentro dela vão
lentamente colapsando para formar novas estrelas. Por sua vez, estas iluminam
as nuvens de gás em uma sinfonia de cores, visível nessa imagem do Telescópio
espacial Hubble NASA / ESA e do Spitzer telescope.

A Grande Nuvem de Magalhães (LMC) está em ignição em regiões formadoras


de estrelas. Da Nebulosa da Tarântula, o berçário estelar mais brilhante em nosso
“bairro” cósmico, para a LHA 120-N 11, parte da qual é destaque nessa imagem
do Hubble, a galáxia pequena e irregular está espalhada na nebulosa brilhante, o
sinal mais notável de que novas estrelas estão nascendo.
Explor

Sobre as Nuvens de Magalhães: [Link]

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Como são Medidas as Distâncias a Galáxias


Quando temos ideia de quão brilhante é uma fonte luminosa, temos a intuição
de quão longe ela está. Por exemplo, todos sabemos estimar grosseiramente
o tamanho de um farol de carro. Em um lugar escuro, de forma simplesmente
perceptiva, fazemos uma ideia, uma espécie de estimativa da distância de um
automóvel que se aproxima no exato momento em que estamos atravessando a
estrada. Daí, corremos para fazer a travessia logo ou achamos que não é preciso
tanto, pois ele está longe o suficiente para que possamos atravessar sem perigo.

O processo para medir distâncias de galáxias é semelhante, porém mais preciso


e com a utilização de instrumentação sofisticada. Para medir a distância de uma
galáxia qualquer, tentamos encontrar estrelas naquela galáxia cuja liberação absoluta
de luz nós podemos medir. Assim, podemos determinar quão longe a galáxia está
ao observer o brilho de suas estrelas. Tais estrelas poderão assim determinar as
distâncias das galáxias ao observar o brilho das estrelas. Tal método pode nos
ajudar a medir a distância das galáxias que estão em um raio de 300 milhões de
anos-luz de nós.

Se uma galáxia está tão longe de nós que não seja possível distinguir estrelas
individuais, os astronômos podem utilizar supernovas da mesma maneira, porque
a luz de saída da supernova em seu pico de brilho é um fato conhecido. Assim,
caso uma galáxia esteja muito distante, uma supernova pode ser usada para medir a
distância das galáxias que estejam em um raio de 10 bilhões de anos-luz de distância.

Você Sabia? Importante!

Há um antigo método de medida de distâncias de estrelas (isto é, qual é a distância


que uma determinada estrela fica da Terra?) denominado “método da paralaxe”. Esse
método consiste em se fazer duas medidas de ângulo, uma hoje e outra após 6 meses,
usando apenas trigonometria para determinar a distância. Não é um método que possa
ser usado para qualquer estrela, mas ele deu suporte para a implantação e calibração
de novos e mais modernos métodos. Veja: [Link] da Khan Academy e
entenderá melhor o que é paralaxe.

Estrelas Variáveis Cefêidas e a Medida de Distância de Galáxias


Os astrônomos usam estrelas pulsantes ou de brilho variável para determinar
quão distantes outras galáxias estão da Via Láctea.

As estrelas variáveis cefêidas são, conforme definido pelo livro The Facts on File
Dictionary of Astronomy, supergigantes amarelas muito luminosas que pulsam
com períodos que variam de 1 a 50 dias. As variações de luminosidade dessas
estrelas são contínuas e extremamente regulares, permitindo que os períodos das
estrelas sejam medidos com precisão.

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Usando estrelas como se fossem um padrão de brilho, a astrónoma Henrietta
Leavitt descobriu que havia uma relação entre o período de pulsação em uma
estrela cefêida e seu brilho. As estrelas mais brilhantes apresentaram períodos mais
longos. Essa relação período-luminosidade poderia ser usada para medir distâncias
para as galáxias próximas. O tempo que leva para uma estrela brilhar e desaparecer
pode ser calculado para encontrar o brilho intrínseco da estrela. Compare isso com
o brilho medido da estrela para encontrar a distância.

O nome variável cefêida vem da estrela protótipo para a qual isso foi descoberto,
a estrela Delta Cephei. Essa estrela está na constelação de Cepheus, o Rei e varia
entre a magnitude 3,5 e 4,3 ao longo de cinco dias e meio.

Henrietta Leavitt estava estudando cefêidas na Pequena Nuvem de Magalhães


(SMC) quando fez sua descoberta. Considera-se que a SMC fica atualmente a 200
mil anos-luz de distância.

Figura 25 – NGC 247


Fonte: Wikimedia Commons

Problemas de Medidas com a utilização de Cefêidas


Um dos problemas que ocorre com o uso de variáveis Cefêidas como marcadores
de local para a determinação de distâncias é que parte da luz da estrela pode ser
absorvida no caminho da Terra. Se a estrela perder alguma luz devido à poeira
intermediária (ou seja, que está no meio do caminho), ela parecerá mais fraca e,
portanto, mais distante do que realmente é. Este foi o caso da galáxia NGC 247.

Uma equipe de astrônomos tem trabalhado para eliminar tais erros de cálculo e
descobriu que a NGC 247 está acima de um milhão de anos-luz mais próxima da
Via Láctea do que se acreditava anteriormente. NGC 247 agora parece estar um
pouco mais de 11 milhões de anos-luz distantes. A NGC 247 faz parte do chamado
Grupo Escultor de galáxias, um dos grupos de galáxias mais próximos do nosso
Grupo Local. O Grupo Local é composto por mais de 54 galáxias, incluindo as
Nuvens de Magalhães e a Galáxia Andrômeda.

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Limitações com variáveis Cefêidas


As variáveis Cefêidas podem ser usadas para medir distâncias de cerca de 30
ou 40 megaparsecs com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble. Existem também
dois tipos diferentes de variáveis Cefêidas, e esses dois tipos têm diferentes relações
entre período-luminosidade. No entanto, essas estrelas são as melhores ferramentas
que temos agora para medir distâncias cósmicas.

Para saber mais sobre as variáveis cefêidas e sua utilização para medidas de distâncias,
Explor

consulte Valerie Illingworth, John O.E. Clark (editors), The Facts on File dictionary of
astronomy 4th ed. Published by Facts on File in New York, 2000.

É fácil medir a distância de objetos que estão em locais em que nunca iremos? Para saber
Explor

mais, visite: [Link]

Radiogaláxias

Figura 26 – radiogaláxias
Fonte: Wikimedia Commons

26
Figura 27 – radiogaláxia com cores falsas
Fonte: Wikimedia Commons

A imagem acima tem cores falsas e refere-se à radiogaláxia Centaurus A, mos-


trando rádio (vermelho), infravermelho de 24 micrômetros (verde) e emissão de
raios X de 0,5-5 keV (azul). O jato pode ser visto emitindo radiação sincrotron em
todas as três bandas de ondas. Os lobos apenas emitem na faixa de frequência de
rádio e, assim, parecem vermelhos. O gás e a poeira na galáxia emitem radiação
térmica no infravermelho. A radiação térmica de raios-X, a partir de gás quente e
emissão não térmica de elétrons relativísticos, podem ser vistas nas “conchas” azuis
ao redor dos lobos, particularmente ao sul (inferior).

Figura 28 – Centaurus A
Fonte: Wikimedia Commons

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

As galáxias de rádio e seus parentes, quasares e blazares de altas emissões na


banda de rádio são tipos de galáxias ativas que são muito luminosas em comprimentos
de onda de rádio, com luminosidades até 1039 W entre 10 MHz e 100 GHz. A
emissão de rádio é devida ao processo de sincronismo. A estrutura observada na
emissão de rádio é determinada pela interação entre jatos duplos e o meio externo,
modificado pelos efeitos de feixes relativisticos. As galáxias hospedeiras são quase
exclusivamente grandes galáxias elípticas. As galáxias ativas de alta emissão de
rádio podem ser detectadas em grandes distâncias, tornando-as ferramentas
valiosas para a cosmologia observacional. Recentemente, muito trabalho foi feito
sobre os efeitos desses objetos sobre o meio intergaláctico, particularmente em
grupos de galáxias e clusters (aglomerados galácticos).

Figura 29 – 3C323
Fonte: [Link]

A emissão de rádio de galáxias ativas com intensa emissão nesta banda é a


emissão síncrotron, como inferido de sua natureza muito suave, de banda larga
e forte polarização. Isso implica que o plasma emissor de rádio contém, pelo
menos, elétrons com velocidades relativísticas (fatores de Lorentz de ~ 104) e
campos magnéticos. Uma vez que o plasma deve ser neutro, ele também deve
conter prótons ou pósitrons. Não há como determinar o conteúdo de partículas
diretamente das observações da radiação síncrotron. Além disso, não há como
determinar a densidade de energia em partículas e campos magnéticos a partir
da observação: a mesma emissividade do sincrotron pode ser o resultado de
alguns elétrons e um campo forte, ou um campo fraco e muitos elétrons ou algo
intermediário. É possível determinar uma condição de energia mínima que é a
densidade de energia mínima que uma região com uma emissividade dada pode
ter, mas por muitos anos não havia nenhuma razão particular para acreditar que as
energias verdadeiras estavam próximas de energias mínimas.

28
Um processo similar para a radiação sincrotron é o processo Compton inverso,
no qual os elétrons relativisticos interagem com fótons do banho térmico e o
espalhamento Thomson envia-os para altas energias. A emissão de Compton
inversa de fontes intensas de rádio parece ser particularmente importante nos
raios X e, porque ela depende apenas da densidade de elétrons, a detecção de
espalhamento Compton inverso permite fazer uma estimativa de alguma maneira
dependente do modelo para as densidades de energia nas partículas e campos
magnéticos. Isso tem sido usado para argumentar que muitas fontes potentes estão
realmente bastante próximas da condição de energia mínima.
A radiação sincrotrónica não se limita aos comprimentos de onda de rádio: se a
fonte de rádio pode acelerar as partículas para energias suficientemente elevadas,
as características que são detetadas nos comprimentos de ondas de rádio também
podem ser vistos no infravermelho, óptico, ultravioleta ou mesmo no raio X. No
último caso, os elétrons responsáveis devem ter energias em excesso de 1 TeV em
intensidades de campo magnético típicas. Novamente, a polarização e o espectro
contínuo são usados para distinguir a radiação síncrotron de outros processos de
emissão. Jatos e hotspots (manchas quentes) são as fontes usuais de emissão de
radiação síncrotron de alta frequência. É difícil distinguir observacionalmente entre
a radiação síncroton e a radiação Compton inversa, tornando-os um assunto de
pesquisa em andamento.
Processos, coletivamente conhecidos como aceleração de partículas, produzem
populações de partículas relativísticas e não térmicas que dão origem a radiação
síncrotron e e à radiação Compton inversa. A aceleração de Fermi é um processo
plausível de aceleração de partículas em galáxias ativas de emissão de rádio intensa.

Estruturas de Rádio Galáxias


As galáxias de rádio e, em menor grau, os quasa-
res de emissão de rádio intensa exibem uma ampla
gama de estruturas em mapas de rádio. As estrutu-
ras de grande escala mais comuns são chamadas de
lobos: são estruturas duplas, muitas vezes bastante
simétricas, grosseiramente elipsoidais colocadas em
ambos os lados do núcleo ativo. Uma minoria sig-
nificativa de fontes de baixa luminosidade exibe es-
truturas normalmente conhecidas como plumas, que
são muito mais alongadas. Algumas galáxias de rádio
mostram uma ou duas longas estruturas estreitas co-
nhecidas como jatos (o exemplo mais famoso sendo a
galáxia gigante M87 no aglomerado de Virgo) vindo
diretamente do núcleo e indo para os lobos. Desde a
década de 1970, o modelo mais amplamente aceito
foi que os lóbulos ou plumas são alimentados por fei-
xes de partículas de alta energia e campo magnético
Figura 30 – C38
vindo próximo ao núcleo ativo. Considera-se que os Fonte: Wikimedia Commons
jatos são as manifestações visíveis dos feixes, e muitas vezes o termo jato é usado para
se referir à característica observável e ao fluxo subjacente.

29
29
UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Em 1974, as fontes de rádio foram classificadas


por Fanaroff e Riley em duas principais classes,
atualmente conhecidas como Fanaroff e Riley
Classe I (FRI) e Classe II (FRII). A distinção foi
originalmente feita com base na morfologia da
emissão de rádio em grande escala (o tipo foi
determinado pela distância entre os pontos mais
brilhantes na emissão de rádio): as fontes FRI eram
mais brilhantes em direção ao centro, enquanto
as fontes FRII eram mais brilhantes nas bordas.
Fanaroff e Riley observaram que havia uma divisão
razoavelmente nítida de luminosidade entre as duas
classes: os FRIs eram de baixa luminosidade, os
FRIIs eram de alta luminosidade. Com observações
de rádio mais detalhadas, a morfologia revela o
método de transporte de energia na fonte de rádio.
Os objetos FRI tipicamente têm jatos brilhantes
no centro, enquanto os FRIIs têm jatos fracos, Figura 31 – rádio estrutura em larga
mas pontos de luz brilhantes nas extremidades dos escala rádio galáxia FRI 3C31.
lobos. Os FRII parecem ser capazes de transportar Jatos e plumas estão marcados
energia de forma eficiente para as pontas dos Fonte: Wikimedia Commons
lobos, enquanto os feixes de FRI são ineficientes no sentido de que eles irradiam
uma quantidade significativa de sua energia enquanto viajam.

Figura 32 – Galáxia M87


Fonte: Wikimedia Commons

30
Mais detalhadamente, a divisão FRI / FRII depende das imediações da galáxia
hospedeira, no sentido de que a transição FRI / FRII aparece em maior luminosidade
em galáxias mais maciças. Os jatos FRI são conhecidos por desacelerar nas regiões
em que suas emissões de rádio são mais brilhantes e, portanto, parece que a
transição FRI / FRII reflete-se em um jato / feixe e pode se propagar através
da galáxia hospedeira sem se desacelerar para velocidades sub-relativísticas por
interação com o meio intergaláctico.

Figura 33 – Galáxia NGC 1700


Fonte: Wikimedia Commons

A partir da análise dos efeitos de radiação relativística, sabe-se que os jatos das
fontes do FRII permanecem relativisticos (com velocidades de pelo menos 0,5c) até
às extremidades dos lobos. Os pontos críticos que são geralmente vistos nas fontes
FRII são interpretados como sendo as manifestações visíveis de choques formados
quando o jato rápido e, portanto, supersônico (a velocidade do som não pode
exceder ) termina abruptamente no final da fonte, e suas distribuições espectrais
de energia são consistentes com essa visão. Muitas vezes, são observados pontos
de acesso múltiplos, refletindo a saída contínua após o choque ou o movimento
do ponto de terminação do jato: a região hotspot global às vezes é chamada de
hotspot complexa.

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 34 – Galáxia 3C 75 em fonte de Rádio e raio X


Fonte: Wikimedia Commons

Os nomes são fornecidos a vários tipos particulares de fontes de rádio com base
em sua estrutura de rádio:
• Duplo clássico refere-se a uma fonte FRII com pontos bem claros.
• A cauda de ângulo largo normalmente refere-se a uma fonte intermediária
entre a estrutura padrão FRI e FRII, com jatos eficientes e, às vezes, com hots-
pots, mas com plumas em vez de lóbulos, encontrados no ou perto dos centros
de aglomerados de galáxias.
• A cauda de ângulo estreito ou fonte de cabeça-cauda descreve um FRI que parece
ser dobrado pela pressão de aríete quando ele se move através de um aglomerado.
• Os duplos inchados ou duplos gordos são fontes com lóbulos difusos, mas sem
jatos nem hotspots. Algumas dessas fontes podem ser relíquias cujo suprimento
de energia foi desligado permanentemente ou temporariamente.

Figura 35 – Radiogaláxia 3C219 Figura 36 – Pictor A


Fonte: Wikimedia Commons Fonte: Wikimedia Commons

32
Brazil Astronomy é um site muito interessante acerca do tema radioastronomia.
Explor

Acesse: [Link]

Quasares

Figura 37 – A impressão artística de um dos quasares mais distantes,


mais antigos e mais brilhantes já vistos
Fonte: [Link]

O Guia de Campo Comparativo em Astronomia de Raios X do Observatório


Chandra compara uma galáxia normal, galáxia ativa e um quasar. Os Quasares
são objetos peculiares que irradiam tanta energia por segundo quanto mil ou
mais galáxias de uma região que tem um diâmetro de cerca de um milionésimo
da galaxia hospedeira. É como se uma potência do tamanho de uma pequena
lanterna produzisse tanta luz quanto todas as casas e empresas de uma cidade
grande inteira. Quasares são fontes intensas de raios X, bem como de luz visível.
Eles são o tipo mais poderoso de fonte de raios X que já foram descobertos.
Alguns quasares são tão brilhantes que podem ser vistos a uma distância de 12
bilhões de anos-luz. A potência de emissão de um quasar depende da massa de
seu buraco negro supermassivo central e a taxa com a qual ele engoliu toda aquela
matéria. Acredita-se que em quase todas as galáxias, incluindo a nossa, contenham
buracos negros supermassivos em seus centros e, às vezes, outros não tão massivos
existem na periferia da galáxia. Quasares representam casos extremos em que
grandes quantidades de gás estão entrando no buraco negro com tanta rapidez que
a produção de energia é mil vezes maior que a própria galáxia. Uma galáxia com
um buraco negro supermassivo que seja menos ativo é chamado de galáxia ativa
e seu buraco negro é chamado de “Núcleo Galáctico Ativo” ou AGN (do inglês
Active Galaxy Nucleus). Nossa galáxia, a Via Láctea e a nossa vizinha, a galáxia
Andrómeda, são exemplos de galáxias normais, onde o buraco negro supermassivo
tem muito pouco gás para capturar.

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Figura 38 – Quasar 3C 273


Fonte: Wikimedia Commons

Os raios X dos quasares e os AGNs são produzidos quando a matéria colapsada


aquece a temperaturas de milhões de graus enquanto gira em direção ao buraco
negro supermassivo. No entanto, nem toda a matéria no turbilhão gravitacional está
condenada a cair no buraco negro. As observações de rádio e raios X mostram que
a matéria está sendo lançada para longe de alguns buracos negros supermassivos
em jatos de alta energia. Esses jatos movem-se próximos da velocidade da luz em
feixes estreitos que são lançados na galáxia e viajam por centenas de milhares de
anos-luz. Uma possível explicação para esses incríveis jatos é que o movimento de
torção do gás magnetizado em um espesso disco de gás perto do buraco negro cria
uma bobina eletromagnética que expulsa a matéria do disco e vai pinçando-a de
dentro para fora em um jato estreito. Os astrônomos dividiram os AGNs em duas
grandes categorias. Os AGN de ​​Tipo 1 mostram evidências de atividade energética
sob a forma de nuvens de gás quentes e em movimento rápido, rádio brilhante,
emissão óptica e de raios X do núcleo. Nos AGN de ​​Tipo 2, o gás está se movendo
mais devagar, e os jatos de rádio e de raios X podem ser vistos, mas a emissão
de rádio, óptica e de raios X do núcleo é muito mais fraca. De acordo com uma
teoria bem aceita, os AGN Tipo 1 e Tipo 2 são os mesmos objetos vistos a partir
de um ângulo diferente. O buraco negro central é suposto ser cercado por uma
nuvem grossa de poeira em forma de donuts (rosquinha) e gás. A fonte parece
diferente, dependendo se é observada a partir do lado através da borda da rosca
(Tipo 2), ou da parte superior através do furo (Tipo 1). Essa teoria explica muitas
das observações de galáxias ativas, e ganhou ampla aceitação entre os astrônomos,
embora continuem as questões. A principal delas é se a teoria se aplica aos quasares
cujo buraco negro central é pelo menos mil vezes mais enérgico do que o AGN
típico. Poderia uma nuvem de gás existir durante algum tempo em torno de um
buraco negro gigante que gerasse energia a uma taxa tão imensa? As observações

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de quasares do Chandra mostraram que elas podem. Vários candidatos fortes para
o Tipo 2, ou quasares obscuros foram descobertos. Esses objetos são discretos nos
comprimentos de onda ópticos, de modo que as observações de raios X levaram
à conclusão de que a população de buracos negros gigantes no universo é muito
maior do que as observações com telescópios ópticos indicam.

Chandra Imagem de Pictor A Jet Ilustração de Black Hole com Accretion Disk
e Torus (CXC / [Link])

Figura 39 – Blazares
Fonte: [Link]

Blazares são objetos astronômicos estremamente singulares, pois têm altíssima produção
Explor

de energia. Acesse: [Link]

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UNIDADE Evolução Galáctica: Uma Síntese

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Sites
Galex
Um site interessante é o do satélite GALEX em que um satélite para observações em
ultravioleta apresenta suas fotos e notícias.
[Link]

Livros
Galaxy Formation and Evolution
Um livro muito bom sobre evolução galáctica.

Vídeos
The Galaxy Evolution Explorer
Um vídeo interessante acerca do assunto.
[Link]
How the Universe Evolved
Assista ao vídeo da Evolução do Universo.
[Link]

Leitura
Cosmological Evolution of Galaxies
No link você escontra o texto Cosmological Evolution of Galaxies de Isaac Shlosman
da University of Kentcky.
[Link]

36
Referências
CONSELICE, C. J. et al. The Evolution of Galaxy Number Density at z < 8 and its
Implications. The Astrophysical Journal. v. 830, n. 2, out. 2016. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 13 mai. 2017.

MILONE, A. de C., et al. INTRODUÇÃO À ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA,


INPE. São José dos Campos, 2003.

OLIVEIRA FILHO, K. de S.; SARAIVA, [Link] F. O. Astronomia e Astrofísica. 3


ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2013. 780 p.

RIDPATH, I. Guia Ilustrado Zahar: Astronomia. 3 ed. Rio de Janeiro: Zahar,


2011. 300 p.

Valerie Illingworth, John O.E. Clark (editors), The Facts on File dictionary of
astronomy 4th ed. Published by Facts on File in New York, 2000.

Sites Visitados
[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link]

[Link] Livro do Kepler gratuit

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