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Adaptações do Roteiro de Hamlet

O roteiro adapta a história de Hamlet, apresentando personagens como a Rainha Gertrudes, Rei Claudio e o Príncipe Hamlet. O enredo gira em torno da morte do Rei Hamlet e a busca de seu filho por vingança contra seu tio, que usurpou o trono. A narrativa inclui encontros com fantasmas, intrigas familiares e a preparação de uma peça teatral que revela a verdade sobre o assassinato do rei.

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Adaptações do Roteiro de Hamlet

O roteiro adapta a história de Hamlet, apresentando personagens como a Rainha Gertrudes, Rei Claudio e o Príncipe Hamlet. O enredo gira em torno da morte do Rei Hamlet e a busca de seu filho por vingança contra seu tio, que usurpou o trono. A narrativa inclui encontros com fantasmas, intrigas familiares e a preparação de uma peça teatral que revela a verdade sobre o assassinato do rei.

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ADAPTAÇÕES DO ROTEIRO!!

PERSONAGENS

RAINHA GERTRUDES – Sophia


REI CLAUDIO – Rafael
PRÍNCIPE HAMLET – Ícaro
FANTASMA – Pedro
HORÁCIO– Roberth
LAERTE – Cauã
POLÓNIO - Jefferson
OFÉLIA - Júlia

ATO I --------------------------------------
CENA I
(MÚSICA: The Four Scrybes)

DE NOITE, CENÁRIO DO CASTELO TRONO, APENAS HORÁCIO NA CENA

HORÁCIO – (olhando para os lados) Eu ouvi algo!

HORÁCIO – (começando a caminhar e gesticular) VOCÊ! Espírito perdido!


Em nome da realeza, fale comigo!

(Fantasma o encara e desaparece ao som de um galo)

HORÁCIO – Ele era idêntico ao morto Rei... espíritos desaparecem sob a


luz do dia... devo avisar Hamlet....
CENA II
(MÚSICA: Étude in E Minor, Op. 25, No. 5)

DE DIA, CENÁRIO DO CASTELO TRONO, HAMLET, RAINHA, CLAUDIO E


LAERTES NA CENA

REI CLAUDIO – Com muita lástima declaro a morte de Rei Hamlet,


devemos chorar pela perda e pela natureza mórbida da situação,
assumirei a imperatriz como esposa e continuarei seu legado...
Agora Laertes, o que tens a dizer?

LAERTE – (De joelhos) Senhor, venho pedir permissão para me deslocar


para França...

REI CLAUDIO – Seu pai Polónio permitiu, Laerte?

POLÓNIO – Minha majestade, estou em consenso com a saída de meu


filho para França

LAERTE – Muito obrigado, pai

REI CLAUDIO – Permissão concedida, use e aproveite de seu tempo Laerte.

LAERTE – Vamos, pai, irei arrumar minhas malas

POLÓNIO – Vamos, filho


(Polónio e Laerte saem)

REI CLAUDIO – Mas e você? Querido sobrinho, agora filho, Hamlet

HAMLET – Parente? Talvez, querido? Nem tanto.

REI CLAUDIO – Por que encara as nuvens assim Hamlet?

HAMLET – Nem tanto, senhor, o sol atrapalha.

RAINHA – Hamlet... Deixe deste luto, é vão procurar seu nobre pai na
poeira, é a lei natural, morrer e viver eternamente
HAMLET – De fato, boa mãe, é a lei comum.

RAINHA – Então porque parece estar tão cabisbaixo

HAMLET - Não “parece” é um fato... Meu semblante baixo, e suspiros


pesados são roupas e enfeites do infortúnio que sinto em mim...

REI CLAUDIO – É bom sentir luto por seu pai, Hamlet, mas lembre-se, seu
pai perdeu um pai, que por sua vez também perdeu o seu e assim por
diante, é seu dever como filho lastimá-lo, entretanto, demonstrar tal dor é
uma demonstração de uma mente débil e de um coração rebelde,
recomponha-se e honre seu pai.

HAMLET – Certo, tio.


(Saem todos com exceção de Hamlet)

HAMLET – (Sozinho) Oh... se Deus não tivesse condenado o suicídio, um


rei tão bom, morto há apenas um mês! E sua esposa já se casa com seu
antigo irmão! Em um mês acontece o casamento incestuoso... meu
coração deve ficar calado.

(Entra Horácio)

HORÁCIO – Majestade.

HAMLET – Me alegra te ver, Horácio, o que o traz até mim?

HORÁCIO – Senhor, trago notícias, senti uma perturbação no castelo, e


presenciei algo... um fantasma... o fantasma de seu morto pai

HAMLET – Como diz?!

HORÁCIO – Com olhos profundos e pálidos, tentei falar com ele, mas não
obtive resposta, o observei na sala do trono na noite

HAMLET – Você tem certeza?!

HORÁCIO – Absoluta
HAMLET – Absoluta mesmo?!

HORÁCIO – Completa majestade

HAMLET – Devo falar com ele! Nem que as portas do inferno se abram e
tentem me calar! Falar-lhe-ei com meu pai está noite

HORÁCIO – Como deseja majestade


(Horácio e Hamlet saem para lados opostos)

CENA III
(MÚSICA: The Four Scrybes)
CENARIO, CASTELO TRONO DE NOITE

HAMLET – Mas que vento forte! E esse frio insuportável! Que horas são?

HORÁCIO – Creio que falta pouco paras 12...

HAMLET – Creio que já bateram 12 horas


(Entra o fantasma)

HORÁCIO – Ali está! Meu príncipe!

HAMLET – Anjos do céu! Seja você uma alma penada ou um milagre!


Tenha você intenções boas ou ruins! Por favor! Me ajude a entender o
que acontece! Meu querido pai!
(O fantasma acena)

HORÁCIO – Irei me retirar para que converse com ele, majestade


(Sai Horácio)

FANTASMA – Ouça-me com atenção, logo devo me entregar as chamas do


inferno!

HAMLET – Pobre espírito! Estou a ouvidos!

FANTASMA – Filho, você deve me vingar de meu assassino! Sou o espírito


de seu pai, condenado a jejuar no dia nas chamas ardentes, e a vagar
neste castelo até que minhas dívidas se resolvam!
HAMLET – Vinga-lo?! Assassino! Por favor! Explique-me da situação!

FANTASMA – Hamlet! Lhe contaram que uma cobra me picou em quando


dormia e por isso vim a falecer! Mas a cobra que me envenenou na
verdade é o ser vil e pútrido que agora utiliza da coroa real!

HAMLET - Você está dizendo que o meu tio Claudio o matou?

FANTASMA – Exatamente Hamlet, me vingue, e extingue a vida daquele


ser pútrido, nojento e repugnante, sedento por poder, lembre-se disso
Hamlet!

HAMLET – Ah meu deus! Cadê meu caderno! (começa a anotar) Eu juro,


Nobre pai, que vingarei você...

FANTASMA – Jurai pela tua espada!

HAMLET – Eu juro!
(fantasma saí)

HAMLET – Horácio, meu caro amigo, tu és a pessoa que mais confio, não
conte disso para ninguém! Jurai!

HORÁCIO – Eu juro majestade.

ATO II -------------------------------------
CENA I
NO QUARTO, POLÓNIO E ÓRFELIA NA CENA
(MÚSICA: Étude in E Minor, Op. 25, No. 5)

ÓRFELIA – Meu irmão, tomarei, quase morro de susto, eu o vi pálido,


assustado, ele me agarrou pelo braço e me levou para longe, creio
que ele esteja louco.

POLÓNIO – De amor por ti?


ÓRFELIA – Ele aparece de forma tão louca, as vezes tenho medo dele
mesmo, eu o rejeitei.

POLÓNIO – É o delírio do amor minha filha, é coisa da idade, ainda


mais com a lástima da perda de seu pai, cuidado com seu namoro.

ÓRFELIA – Certo meu pai

CENA II
RAINHA, CLAUDIO E HORÁCIO NA SALA DO TRONO
(MÚSICA:

REI CLAUDIO – Bem-vindo Horácio! como colega de Hamlet, venho lhe


fazer um pedido, todos notaram a transformação de Hamlet, peço que o
distraiam de sua tristeza com vossa companhia e que o observe.

RAINHA – Tratem-no com gentileza e serão dignos do reconhecimento de


um monarca

HORACÍO – Certo senhor, seu pedido é uma ordem.


(Sai Horácio e entra Polónio)

POLONIO – Senhor trago novas notícias, eu talvez tenha encontrado o


motivo de Hamlet estar louco. Ele tem enviado cartas ridículas para minha
filha, está louco de amor.

RAINHA – E como ela tem reagido as cartas?

POLONIO – Eu a aconselhei a negar, Hamlet está em uma esfera social


acima da dela, não pode ser, ela tem negado os recados e presentes.

REI – Então é isso? E como prova isso?

POLÓNIO – Podemos fazer se encontrarem enquanto observamos.

REI – Que assim seja.

CENA III
QUARTO COM HAMLET E HORÁCIO
(MÚSICA:

HAMLET – Horácio, eu tive uma ideia recentemente, por que não


podemos fazer um teatro a noite?

HORÁCIO – Ideia interessante Hamlet, qual seria a trama de tal peça?

HAMLET – Caro Horácio, gostaria de saber se você não gostaria de


atuar uma peça, cuja trama consiste em um rei, traído por seu irmão
por um envenenamento?

HORÁCIO – Hamlet, parece uma ideia interessante.


(entra Polónio)

POLÓNIO – Poderia atuar junto, jovem príncipe?

HAMLET – Claro, você poderia me fazer o favor de chamar Claudio e


minha mãe para assistirmos juntos na peça?

POLÓNIO – Claro.

ATO III ------------------------------------


CENA I
NO CASTELO, REI, POLÔNIO, RAINHA, OFÉLIA E HORÁCIO NA CENA
(MÚSICA:

REI – Horácio, tem passado tempo com Hamlet como combinado?

HORACIO – Sim senhora, ele está falando de si mesmo o tempo todo.

RAINHA – Marcou algum passatempo com ele para o futuro?

HORÁCIO – Na verdade sim, ele me fez o pedido para atuar em uma


peça para a corte, amanhã à noite, atuada por mim e Polônio
POLONIO – É verdade senhora, ele me pediu para que chamasse
vocês dois

REI – Que ideia brilhante, animá-lo com o gosto para festas

HORÁCIO – Pois não senhor


(Horácio sai)

RAINHA – Agora só basta esperar que a razão da loucura de meu filho


seja mesmo o amor por ti, Ofélia. Agora me retiro
(Rainha saí)

REI – Hamlet está vindo, Polônio, vamos nos esconder.


(Saem Rei e Polônio, entra Hamlet)

HAMLET – Ser ou não ser, eis a questão, o que será mais nobre,
aguentar os fardos da vida sempre adversos ou armar-se contra um
mar de desventuras e dar-lhe um fim tentando resisti-las? Imaginar
que um sono pode acabar com os sofrimentos do coração e aos
golpes infinitos que causam a herança da carne, será que a vida vale
os sofrimentos que ela causa? Mas agora silêncio, aqui vem a bela
Ofélia.

OFELIA – Como tem passado seus últimos dias, príncipe?

HAMLET - Muitíssimo obrigado, bem, bem, bem.

OFELIA - Eu vim devolver os presentes que me entregaste, príncipe...

HAMLET - Eu, não; eu, não; nunca lhe entreguei nada

OFELIA - Príncipe, sabe bem que é verdade, suas palavras doces


encareciam os presentes, mas agora eles se empobrecem, me fazem
mal, por favor príncipe.
HAMLET - Ahh! Então você está sendo honesta?

OFELIA - Como?
HAMLET - E você é bela?

OFELIA - O que quer dizer com isso?

HAMLET - É muito mais fácil a beleza te tornar alguém desonesto do


que sua honestidade modificar sua imagem para torná-la bela; já
ouve um tempo que isso era um paradoxo para mim, mas já
confirmei, cheguei a te amar

OFELIA - Você me fez acreditar nisso

HAMLET - Não deveria ter confiado tanto em mim, a virtude não


pode entrar em meu corpo sem deixar marcas. Eu nunca lhe amei.

OFELIA - Esta é minha maior decepção.

HAMLET - Se posso dizer algo antes de ir, te deixo uma última


maldição, nunca poderá se casar com um homem decente, nem que
seja pura como a neve, pois eles saberão o que teve comigo, então
recomendo que vá para o convento e se torne freira.
(Hamlet sai)

OFELIA - Que nobre inteligência, gentileza e força desde homem foi


perdida! E eu, a mais desgraçadas das mulheres, provei de suas juras
musicais, perdidas pela insanidade!
(Entram Polônio e Rei)

CENA II
NO DIA SEGUINTE, NO CASTELO COM VARIAS CADEIRAS PARA SE VER
A PEÇA, HAMLET, POLÔNIO E HORÁCIO

HAMLET - Meus dois atores! Estão prontos para a peça?

HORÁCIO - Sim, eu atuarei como o irmão do rei, enquanto Polônio


será o Rei
POLONIO - Certo, creio que estou pronto

HAMLET - O rei está a caminho?

POLONIO - Junto de sua esposa, a rainha estará aqui sem atraso,


Horácio, venha, logo a peça começara.
(Entra Rainha, Ofélia e Rei) (Polônio e Horácio se distanciam)

RAINHA - Hamlet, meu filho, venha, sentar-se do meu lado

HAMLET - Claro mãe, olhe, a peça já vai começar

POLONIO (ATUANDO COMO REI) - Meu bom irmão, estou cansado...


preciso cochilar, saiba que confio em ti com meu corpo e alma.

HORÁCIO (ATUANDO COMO IRMÃO) - Claro, majestade (curvar-se)


(Polônio se deita para dormir e Horácio o envenena)

HAMLET - Está peça se chama morte de Gonzaga, esses são irmãos, é


uma antiga história italiana, o irmão envenena o rei e conquista a
esposa de seu irmão

REI - (se levanta abruptamente)

OFELIA - O que ocorre, majestade)

RAINHA - Querido, o que ocorre


(Rei saí, Ofélia e a Rainha o seguem)

POLONIO - Parem a peça!


(Polônio sai, deixando Horácio e Hamlet)

HAMLET - Eu apostei tudo na palavra do fantasma, notou a reação do


rei?

HORACIO - Perfeitamente, príncipe

HAMLET - Especialmente na hora do veneno!


(Entra Polônio)

POLONIO - Príncipe!

HAMLET - Polônio! Onde se encontra o rei?

POLONIO - Se dirigiu de volta para seus aposentos, mas sua mãe


deseja falar com você, príncipe.

HAMLET - Ei, aquela nuvem não parece um camelo?

POLONIO - Deus! Parece mesmo!

HAMLET - Ou esta mais para uma doninha?

POLONIO - O dorso é de doninha mesmo...

HAMLET - (a parte) Esse povo está brincando de louco comigo, logo


perderei a paciência (em alto) certo, irei atrás de minha mãe!
(Saem todos)

CENA III
NA IGREJA, REI E HORÁCIO

REI - Horácio! A loucura de Hamlet não me agrada, nem um pouco, tu


que és próximo dele, enviarei vocês dois para Inglaterra para
entregar uma carta, os riscos que ele causa são grandes, e apresse a
viagem

HORÁCIO - (ajoelhado) Sim, majestade, irei me preparar


(sai Horácio e entra Polônio)

POLONIO - Majestade, ele está se dirigindo para os aposentos da


rainha, ela irá repreendê-lo irei observá-lo de forma discreta, vou lhe
contar o que descobrir
REI - Obrigado, Polônio (Sai Polônio) (Rei se ajoelha rezando) Meu
deus, meu podre crime está chegando a luz do sol, perdoai-me pelos
horrendos pecados que cometi, meu casamento com a Rainha, o
assassinato (Entra Hamlet discretamente)

HAMLET - Ele está ajoelhado, eu poderia matá-lo agora e enfim


acabar com meu objetivo de vingança (Agarra a espada e hesita).
Não, se ele morresse agora rezando ele iria para o céu, seu destino é
queimar eternamente no inferno
(Saí Hamlet)

CENA IV
NO QUARTO, RAINHA E POLÔNIO
(MÚSICA: Odisseia)

POLÔNIO - Vou me esconder, repreenda Hamlet

RAINHA - Certo (Polônio se esconde) (Hamlet entra)

HAMLET - Mãe! Mãe!

RAINHA - Você ofendeu grandemente seu pai, Hamlet

HAMLET - Você ofendeu grandemente o meu pai, mãe

RAINHA - Olha a língua, Hamlet!

HAMLET - Eu que o diga mãe

RAINHA - Esqueceu quem eu sou?!

HAMLET - Esquecer? Nunca, lembro perfeitamente, você é a rainha


que se casou com o irmão de seu esposo, mas além disso, é minha
mãe. Vamos nos sentar, não sairei daqui até que reflita sua alma.

RAINHA - O que vai fazer comigo?! Socorro!


POLONIO - (Escondido) O que há? Socorro!

HAMLET - (saca a espada) Que som é esse? Um rato? (Estoca Polônio)

POLONIO - (cai morto)

RAINHA - O que você fez?!

HAMLET - Não era o rei?

RAINHA - Que ação precipitada e sanguinária!

HAMLET - Tão precipitada e sanguinária quanto matar um rei e se


casar com seu irmão, não é mãe?

RAINHA - O que eu fiz para ser tão grosseiro??

HAMLET - Uma ação tão monstruosa quanto pragas do juízo final,


casou-se com um homem vil e assassino! Que não representa um
vigésimo do que seu antigo esposo era, um rei palhaço, tolo e fútil!
(Entra fantasma)

FANTASMA - Não se esqueça Hamlet, minha aparição aqui serve para


estimular seu objetivo, veja o susto de sua mãe, ajude-a a tentar
entender.

RAINHA - Para onde olhas, meu filho?

HAMLET - Não vê nada? Nem ouve nada?

RAINHA - Não, Hamlet.

HAMLET - (agarra a rainha) veja! Meu pai! Tal como em vida!

RAINHA - Está ficando louco Hamlet! Me parte o coração em dois!


HAMLET - Pois jogue fora o lado podre de seu coração e mantenha o
lado puro, fique longe da cama de meu tio, eu devo ir para Inglaterra,
boa noite mãe.
(Saem para lados opostos, Hamlet arrastando o corpo de Polônio)

ATO VI ------------------------------------
CENA I
SALA DO TRONO, REI, RAINHA E HORÁCIO NA CENA

REI - Você parece tensa, o que ocorreu? E onde este meu filho?

RAINHA - Por favor Horácio, se afeaste por um tempo por favor


(Horácio se curva e vai ao lado) Caro esposo, Hamlet assassinou
Polônio em um ataque de loucura!

REI - Que coisa horrível! A liberdade de Hamlet mostra ameaça para


todos nós, onde está Hamlet?

RAINHA - Foi sepultar o corpo de Polônio

REI - A noite não chegara antes que Hamlet embarque para


Inglaterra, Horácio! (Horácio volta) encontre Hamlet e deem o recado
da viagem
(SAI HORACIO QUE VOLTA LOGO EM SEGUIDA COM HAMLET)

REI - Hamlet! Onde está Polônio?

HAMLET - Aos seus, foi enviar uma mensagem por mim, talvez só não
volte.

REI - Hamlet, sua insanidade é perigosa, prepare suas malas, partira


para Inglaterra hoje aina

HAMLET - Inglaterra?
REI - Sim

HAMLET - Ta certo então, adeus amada mãe


(HAMLET SAI)

REI - Horácio, entregue está carta para o rei da Inglaterra, nela diz
que Hamlet deve morrer

CENA II
QUARTO, RAINHA, ÓFELIA E REI NA CENA

REI - Doce Ofélia, o que há?


(Ofélia quieto)

RAINHA - Ela está assim desde a perda do pai


(ENTRA LAERTE)

LAERTE - Finamente, voltei de viagem, onde se encontra meu pai?

REI - Foi assassinado, por Hamlet

LAERTE - COMO?! Minha doce irmã


(se aproxima de Ofélia)
Por favor, acalme-se... vamos para fora

CENA III
EM UM BARCO HAMLET E HORÁCIO

HORÁCIO - Príncipe Hamlet, senhor, devo lhe contar algo

HAMLET - Sim, Horácio?


HORÁCIO - Hamlet, a carta que seu pai me entregou é uma requisição
para o seu assassinato, ele quer que o rei da Inglaterra o mate.
Claudio não esperava que eu fosse te contar isso.
HAMLET - Por céus, eu esperava algo deste tipo, o que podemos
fazer?

HORÁCIO - Podemos editar a carta

HAMLET - Certo.

CENA IV
SALA DO TRONO, REI E LAERTE

LAERTE - (de joelhos) Senhor, recebi a notícia que Hamlet está


retornando.

REI - Como??

LAERTE - Não sei, mas rei, eu suplico por uma forma de me vingar,
minha irmã se afunda em loucura e demência por aquele homem vil.

REI - Meu plano de assassinato de Hamlet dessa viagem foi frustrado,


então sobra uma opção, chame-o para um duelo

LAERTE - Claro! Essa ideia é magnífica! E digo mais! Devo envenenar


minha lâmina

REI - Certo

ATO V -------------------------------------
CENA I
CEMÍTERIO, ENTRA HAMLET E HORÁCIO

HORÁCIO - Hamlet, olhe, algum coveiro deixou uma caveira para fora
do caixão

HAMLET - Deus, o homem que enterra os corpos é tão insensível?


HORÁCIO - O hábito facilita o trabalho, para ele deve ser simples

HAMLET - Deixe me ver... (pega o crânio e lê a lápide) deus, é a


caveira de Yorick, este homem costumava a ser meu bobo da corte,
eu lembro que ele utilizava destes lábios para fazer piada que eu
gargalhava, agora estão assim, sem vida e morto, não sobrou uma de
suas piadas, tudo descarnado! Horácio! Já parou para pensar que
Alexandre o Grande ficou desta mesma forma?

HORÁCIO - Ficou mesmo, senhor

HAMLET - E o cheiro, credo (joga o crânio)


(Entra Laerte, Rei, Rainha com o corpo de Ofélia)

HAMLET - Deus, a corte toda, vamos nos esconder


(SE ESCONDE COM HORÁCIO)

RAINHA - Pobre garota, com um futuro tão brilhante, eu esperava


que ela se casasse com Hamlet e fosse feliz...

LAERTE - Coloque-a na terra, minha irmã será um anjo no céu


(Coloca ela no caixão)

HAMLET - (Sussurrando para Horácio) é a Ofélia?

LAERTE - Que deus a tenha, minha pobre irmã, eu a vingarei

HAMLET - (Sai do esconderijo) Escute a si mesmo para falar sobre ela!


Sou Hamlet! Aquele que procura

LAERTE - Maldito! Que o diabo leve tua alma! (Ataca Hamlet)

HAMLET - Amava ela mais do que quatro mil irmãos poderiam a


amar!

LAERTE - Com amar você quer dizer faze-la chorar? Brigas? Jejuar
sem motivo? Matar seu pai? Ela se suicidou por sua causa!
REI - Separem-os! Laerte! Ele está louco, não o escute!

RAINHA - Hamlet! Filho!

(HAMLET E LAERTE SE SEPARAM)

LAERTE - Vamos duelar de verdade, Hamlet, no palácio

HAMLET - Que assim seja


(TODOS SAEM, HAMLET E HORÁCIO PARA UM LADO E OS OUTROS
PARA O OUTRO)

CENA V
HAMLET E HORÁCIO EM CENA
(MÚSICA: ODISSEIA)

HORÁCIO - É chegado o grande dia, príncipe Hamlet, você está


pronto?

HAMLET - Claro que estou Horácio

HORÁCIO - Laerte participara do duelo com diversas vantagens


devida sua posição como louco Hamlet, o rei apostou alto nele, você
acha que consegue?

HAMLET - Eu treino esgrima desde que ele foi a França, eu consigo


(ENTRAM TODOS OS PERSONAGENS VIVOS)

LAERTE - Hamlet, está pronto?


(ambos bebem do vinho e começam a lutar, MÚSICA MUDA PARA)

RAINHA - Hamlet... (bebe a taça)

REI - Não beba! Gertrudes!

REI - (a parte) Esta era a taça envenenada, já é tarde


(NA LUTA, LAERTE FERE HAMLET, E ELES TROCAM DE ARMAS, EM
SEGUIDA, HAMLET FERE LAERTE)

REI - Separe-nos!

HAMLET - Nada disso!

RAINHA - (cai da cadeira) Deus, estou fraca

HAMLET - Mãe?

RAINHA - A bebida... a bebida estava envenenada...

LAERTE - Deus... (cai pelo veneno da lâmina) Hamlet, a lâmina


também estava envenenada... fui vítima do meu próprio crime...
Hamlet, o rei é culpado, o veneno da sua mãe

HAMLET - (Se vira ao rei e o corta, rei grita em resposta) Monstro,


assassino e incestuoso, morra agora e deixe este mundo, beba do
vinho e vá com minha mãe. (rei morre)

LAERTE - Hamlet, perdoemo-nos, que você não seja culpado pela


morte de meu pai, e que você não seja culpado pela minha morte...
(morre)

HORÁCIO - (se aproxima da taça envenenada) eu irei tomar...

HAMLET - Não, Horácio, como último desejo, conte minha história e


viva, o veneno me consume... O resto é silêncio (morre)

HORÁCIO - Um nobre coração, boa noite, príncipe.

FIM.

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