ADAPTAÇÕES DO ROTEIRO!!
PERSONAGENS
RAINHA GERTRUDES – Sophia
REI CLAUDIO – Rafael
PRÍNCIPE HAMLET – Ícaro
FANTASMA – Pedro
HORÁCIO– Roberth
LAERTE – Cauã
POLÓNIO - Jefferson
OFÉLIA - Júlia
ATO I --------------------------------------
CENA I
(MÚSICA: The Four Scrybes)
DE NOITE, CENÁRIO DO CASTELO TRONO, APENAS HORÁCIO NA CENA
HORÁCIO – (olhando para os lados) Eu ouvi algo!
HORÁCIO – (começando a caminhar e gesticular) VOCÊ! Espírito perdido!
Em nome da realeza, fale comigo!
(Fantasma o encara e desaparece ao som de um galo)
HORÁCIO – Ele era idêntico ao morto Rei... espíritos desaparecem sob a
luz do dia... devo avisar Hamlet....
CENA II
(MÚSICA: Étude in E Minor, Op. 25, No. 5)
DE DIA, CENÁRIO DO CASTELO TRONO, HAMLET, RAINHA, CLAUDIO E
LAERTES NA CENA
REI CLAUDIO – Com muita lástima declaro a morte de Rei Hamlet,
devemos chorar pela perda e pela natureza mórbida da situação,
assumirei a imperatriz como esposa e continuarei seu legado...
Agora Laertes, o que tens a dizer?
LAERTE – (De joelhos) Senhor, venho pedir permissão para me deslocar
para França...
REI CLAUDIO – Seu pai Polónio permitiu, Laerte?
POLÓNIO – Minha majestade, estou em consenso com a saída de meu
filho para França
LAERTE – Muito obrigado, pai
REI CLAUDIO – Permissão concedida, use e aproveite de seu tempo Laerte.
LAERTE – Vamos, pai, irei arrumar minhas malas
POLÓNIO – Vamos, filho
(Polónio e Laerte saem)
REI CLAUDIO – Mas e você? Querido sobrinho, agora filho, Hamlet
HAMLET – Parente? Talvez, querido? Nem tanto.
REI CLAUDIO – Por que encara as nuvens assim Hamlet?
HAMLET – Nem tanto, senhor, o sol atrapalha.
RAINHA – Hamlet... Deixe deste luto, é vão procurar seu nobre pai na
poeira, é a lei natural, morrer e viver eternamente
HAMLET – De fato, boa mãe, é a lei comum.
RAINHA – Então porque parece estar tão cabisbaixo
HAMLET - Não “parece” é um fato... Meu semblante baixo, e suspiros
pesados são roupas e enfeites do infortúnio que sinto em mim...
REI CLAUDIO – É bom sentir luto por seu pai, Hamlet, mas lembre-se, seu
pai perdeu um pai, que por sua vez também perdeu o seu e assim por
diante, é seu dever como filho lastimá-lo, entretanto, demonstrar tal dor é
uma demonstração de uma mente débil e de um coração rebelde,
recomponha-se e honre seu pai.
HAMLET – Certo, tio.
(Saem todos com exceção de Hamlet)
HAMLET – (Sozinho) Oh... se Deus não tivesse condenado o suicídio, um
rei tão bom, morto há apenas um mês! E sua esposa já se casa com seu
antigo irmão! Em um mês acontece o casamento incestuoso... meu
coração deve ficar calado.
(Entra Horácio)
HORÁCIO – Majestade.
HAMLET – Me alegra te ver, Horácio, o que o traz até mim?
HORÁCIO – Senhor, trago notícias, senti uma perturbação no castelo, e
presenciei algo... um fantasma... o fantasma de seu morto pai
HAMLET – Como diz?!
HORÁCIO – Com olhos profundos e pálidos, tentei falar com ele, mas não
obtive resposta, o observei na sala do trono na noite
HAMLET – Você tem certeza?!
HORÁCIO – Absoluta
HAMLET – Absoluta mesmo?!
HORÁCIO – Completa majestade
HAMLET – Devo falar com ele! Nem que as portas do inferno se abram e
tentem me calar! Falar-lhe-ei com meu pai está noite
HORÁCIO – Como deseja majestade
(Horácio e Hamlet saem para lados opostos)
CENA III
(MÚSICA: The Four Scrybes)
CENARIO, CASTELO TRONO DE NOITE
HAMLET – Mas que vento forte! E esse frio insuportável! Que horas são?
HORÁCIO – Creio que falta pouco paras 12...
HAMLET – Creio que já bateram 12 horas
(Entra o fantasma)
HORÁCIO – Ali está! Meu príncipe!
HAMLET – Anjos do céu! Seja você uma alma penada ou um milagre!
Tenha você intenções boas ou ruins! Por favor! Me ajude a entender o
que acontece! Meu querido pai!
(O fantasma acena)
HORÁCIO – Irei me retirar para que converse com ele, majestade
(Sai Horácio)
FANTASMA – Ouça-me com atenção, logo devo me entregar as chamas do
inferno!
HAMLET – Pobre espírito! Estou a ouvidos!
FANTASMA – Filho, você deve me vingar de meu assassino! Sou o espírito
de seu pai, condenado a jejuar no dia nas chamas ardentes, e a vagar
neste castelo até que minhas dívidas se resolvam!
HAMLET – Vinga-lo?! Assassino! Por favor! Explique-me da situação!
FANTASMA – Hamlet! Lhe contaram que uma cobra me picou em quando
dormia e por isso vim a falecer! Mas a cobra que me envenenou na
verdade é o ser vil e pútrido que agora utiliza da coroa real!
HAMLET - Você está dizendo que o meu tio Claudio o matou?
FANTASMA – Exatamente Hamlet, me vingue, e extingue a vida daquele
ser pútrido, nojento e repugnante, sedento por poder, lembre-se disso
Hamlet!
HAMLET – Ah meu deus! Cadê meu caderno! (começa a anotar) Eu juro,
Nobre pai, que vingarei você...
FANTASMA – Jurai pela tua espada!
HAMLET – Eu juro!
(fantasma saí)
HAMLET – Horácio, meu caro amigo, tu és a pessoa que mais confio, não
conte disso para ninguém! Jurai!
HORÁCIO – Eu juro majestade.
ATO II -------------------------------------
CENA I
NO QUARTO, POLÓNIO E ÓRFELIA NA CENA
(MÚSICA: Étude in E Minor, Op. 25, No. 5)
ÓRFELIA – Meu irmão, tomarei, quase morro de susto, eu o vi pálido,
assustado, ele me agarrou pelo braço e me levou para longe, creio
que ele esteja louco.
POLÓNIO – De amor por ti?
ÓRFELIA – Ele aparece de forma tão louca, as vezes tenho medo dele
mesmo, eu o rejeitei.
POLÓNIO – É o delírio do amor minha filha, é coisa da idade, ainda
mais com a lástima da perda de seu pai, cuidado com seu namoro.
ÓRFELIA – Certo meu pai
CENA II
RAINHA, CLAUDIO E HORÁCIO NA SALA DO TRONO
(MÚSICA:
REI CLAUDIO – Bem-vindo Horácio! como colega de Hamlet, venho lhe
fazer um pedido, todos notaram a transformação de Hamlet, peço que o
distraiam de sua tristeza com vossa companhia e que o observe.
RAINHA – Tratem-no com gentileza e serão dignos do reconhecimento de
um monarca
HORACÍO – Certo senhor, seu pedido é uma ordem.
(Sai Horácio e entra Polónio)
POLONIO – Senhor trago novas notícias, eu talvez tenha encontrado o
motivo de Hamlet estar louco. Ele tem enviado cartas ridículas para minha
filha, está louco de amor.
RAINHA – E como ela tem reagido as cartas?
POLONIO – Eu a aconselhei a negar, Hamlet está em uma esfera social
acima da dela, não pode ser, ela tem negado os recados e presentes.
REI – Então é isso? E como prova isso?
POLÓNIO – Podemos fazer se encontrarem enquanto observamos.
REI – Que assim seja.
CENA III
QUARTO COM HAMLET E HORÁCIO
(MÚSICA:
HAMLET – Horácio, eu tive uma ideia recentemente, por que não
podemos fazer um teatro a noite?
HORÁCIO – Ideia interessante Hamlet, qual seria a trama de tal peça?
HAMLET – Caro Horácio, gostaria de saber se você não gostaria de
atuar uma peça, cuja trama consiste em um rei, traído por seu irmão
por um envenenamento?
HORÁCIO – Hamlet, parece uma ideia interessante.
(entra Polónio)
POLÓNIO – Poderia atuar junto, jovem príncipe?
HAMLET – Claro, você poderia me fazer o favor de chamar Claudio e
minha mãe para assistirmos juntos na peça?
POLÓNIO – Claro.
ATO III ------------------------------------
CENA I
NO CASTELO, REI, POLÔNIO, RAINHA, OFÉLIA E HORÁCIO NA CENA
(MÚSICA:
REI – Horácio, tem passado tempo com Hamlet como combinado?
HORACIO – Sim senhora, ele está falando de si mesmo o tempo todo.
RAINHA – Marcou algum passatempo com ele para o futuro?
HORÁCIO – Na verdade sim, ele me fez o pedido para atuar em uma
peça para a corte, amanhã à noite, atuada por mim e Polônio
POLONIO – É verdade senhora, ele me pediu para que chamasse
vocês dois
REI – Que ideia brilhante, animá-lo com o gosto para festas
HORÁCIO – Pois não senhor
(Horácio sai)
RAINHA – Agora só basta esperar que a razão da loucura de meu filho
seja mesmo o amor por ti, Ofélia. Agora me retiro
(Rainha saí)
REI – Hamlet está vindo, Polônio, vamos nos esconder.
(Saem Rei e Polônio, entra Hamlet)
HAMLET – Ser ou não ser, eis a questão, o que será mais nobre,
aguentar os fardos da vida sempre adversos ou armar-se contra um
mar de desventuras e dar-lhe um fim tentando resisti-las? Imaginar
que um sono pode acabar com os sofrimentos do coração e aos
golpes infinitos que causam a herança da carne, será que a vida vale
os sofrimentos que ela causa? Mas agora silêncio, aqui vem a bela
Ofélia.
OFELIA – Como tem passado seus últimos dias, príncipe?
HAMLET - Muitíssimo obrigado, bem, bem, bem.
OFELIA - Eu vim devolver os presentes que me entregaste, príncipe...
HAMLET - Eu, não; eu, não; nunca lhe entreguei nada
OFELIA - Príncipe, sabe bem que é verdade, suas palavras doces
encareciam os presentes, mas agora eles se empobrecem, me fazem
mal, por favor príncipe.
HAMLET - Ahh! Então você está sendo honesta?
OFELIA - Como?
HAMLET - E você é bela?
OFELIA - O que quer dizer com isso?
HAMLET - É muito mais fácil a beleza te tornar alguém desonesto do
que sua honestidade modificar sua imagem para torná-la bela; já
ouve um tempo que isso era um paradoxo para mim, mas já
confirmei, cheguei a te amar
OFELIA - Você me fez acreditar nisso
HAMLET - Não deveria ter confiado tanto em mim, a virtude não
pode entrar em meu corpo sem deixar marcas. Eu nunca lhe amei.
OFELIA - Esta é minha maior decepção.
HAMLET - Se posso dizer algo antes de ir, te deixo uma última
maldição, nunca poderá se casar com um homem decente, nem que
seja pura como a neve, pois eles saberão o que teve comigo, então
recomendo que vá para o convento e se torne freira.
(Hamlet sai)
OFELIA - Que nobre inteligência, gentileza e força desde homem foi
perdida! E eu, a mais desgraçadas das mulheres, provei de suas juras
musicais, perdidas pela insanidade!
(Entram Polônio e Rei)
CENA II
NO DIA SEGUINTE, NO CASTELO COM VARIAS CADEIRAS PARA SE VER
A PEÇA, HAMLET, POLÔNIO E HORÁCIO
HAMLET - Meus dois atores! Estão prontos para a peça?
HORÁCIO - Sim, eu atuarei como o irmão do rei, enquanto Polônio
será o Rei
POLONIO - Certo, creio que estou pronto
HAMLET - O rei está a caminho?
POLONIO - Junto de sua esposa, a rainha estará aqui sem atraso,
Horácio, venha, logo a peça começara.
(Entra Rainha, Ofélia e Rei) (Polônio e Horácio se distanciam)
RAINHA - Hamlet, meu filho, venha, sentar-se do meu lado
HAMLET - Claro mãe, olhe, a peça já vai começar
POLONIO (ATUANDO COMO REI) - Meu bom irmão, estou cansado...
preciso cochilar, saiba que confio em ti com meu corpo e alma.
HORÁCIO (ATUANDO COMO IRMÃO) - Claro, majestade (curvar-se)
(Polônio se deita para dormir e Horácio o envenena)
HAMLET - Está peça se chama morte de Gonzaga, esses são irmãos, é
uma antiga história italiana, o irmão envenena o rei e conquista a
esposa de seu irmão
REI - (se levanta abruptamente)
OFELIA - O que ocorre, majestade)
RAINHA - Querido, o que ocorre
(Rei saí, Ofélia e a Rainha o seguem)
POLONIO - Parem a peça!
(Polônio sai, deixando Horácio e Hamlet)
HAMLET - Eu apostei tudo na palavra do fantasma, notou a reação do
rei?
HORACIO - Perfeitamente, príncipe
HAMLET - Especialmente na hora do veneno!
(Entra Polônio)
POLONIO - Príncipe!
HAMLET - Polônio! Onde se encontra o rei?
POLONIO - Se dirigiu de volta para seus aposentos, mas sua mãe
deseja falar com você, príncipe.
HAMLET - Ei, aquela nuvem não parece um camelo?
POLONIO - Deus! Parece mesmo!
HAMLET - Ou esta mais para uma doninha?
POLONIO - O dorso é de doninha mesmo...
HAMLET - (a parte) Esse povo está brincando de louco comigo, logo
perderei a paciência (em alto) certo, irei atrás de minha mãe!
(Saem todos)
CENA III
NA IGREJA, REI E HORÁCIO
REI - Horácio! A loucura de Hamlet não me agrada, nem um pouco, tu
que és próximo dele, enviarei vocês dois para Inglaterra para
entregar uma carta, os riscos que ele causa são grandes, e apresse a
viagem
HORÁCIO - (ajoelhado) Sim, majestade, irei me preparar
(sai Horácio e entra Polônio)
POLONIO - Majestade, ele está se dirigindo para os aposentos da
rainha, ela irá repreendê-lo irei observá-lo de forma discreta, vou lhe
contar o que descobrir
REI - Obrigado, Polônio (Sai Polônio) (Rei se ajoelha rezando) Meu
deus, meu podre crime está chegando a luz do sol, perdoai-me pelos
horrendos pecados que cometi, meu casamento com a Rainha, o
assassinato (Entra Hamlet discretamente)
HAMLET - Ele está ajoelhado, eu poderia matá-lo agora e enfim
acabar com meu objetivo de vingança (Agarra a espada e hesita).
Não, se ele morresse agora rezando ele iria para o céu, seu destino é
queimar eternamente no inferno
(Saí Hamlet)
CENA IV
NO QUARTO, RAINHA E POLÔNIO
(MÚSICA: Odisseia)
POLÔNIO - Vou me esconder, repreenda Hamlet
RAINHA - Certo (Polônio se esconde) (Hamlet entra)
HAMLET - Mãe! Mãe!
RAINHA - Você ofendeu grandemente seu pai, Hamlet
HAMLET - Você ofendeu grandemente o meu pai, mãe
RAINHA - Olha a língua, Hamlet!
HAMLET - Eu que o diga mãe
RAINHA - Esqueceu quem eu sou?!
HAMLET - Esquecer? Nunca, lembro perfeitamente, você é a rainha
que se casou com o irmão de seu esposo, mas além disso, é minha
mãe. Vamos nos sentar, não sairei daqui até que reflita sua alma.
RAINHA - O que vai fazer comigo?! Socorro!
POLONIO - (Escondido) O que há? Socorro!
HAMLET - (saca a espada) Que som é esse? Um rato? (Estoca Polônio)
POLONIO - (cai morto)
RAINHA - O que você fez?!
HAMLET - Não era o rei?
RAINHA - Que ação precipitada e sanguinária!
HAMLET - Tão precipitada e sanguinária quanto matar um rei e se
casar com seu irmão, não é mãe?
RAINHA - O que eu fiz para ser tão grosseiro??
HAMLET - Uma ação tão monstruosa quanto pragas do juízo final,
casou-se com um homem vil e assassino! Que não representa um
vigésimo do que seu antigo esposo era, um rei palhaço, tolo e fútil!
(Entra fantasma)
FANTASMA - Não se esqueça Hamlet, minha aparição aqui serve para
estimular seu objetivo, veja o susto de sua mãe, ajude-a a tentar
entender.
RAINHA - Para onde olhas, meu filho?
HAMLET - Não vê nada? Nem ouve nada?
RAINHA - Não, Hamlet.
HAMLET - (agarra a rainha) veja! Meu pai! Tal como em vida!
RAINHA - Está ficando louco Hamlet! Me parte o coração em dois!
HAMLET - Pois jogue fora o lado podre de seu coração e mantenha o
lado puro, fique longe da cama de meu tio, eu devo ir para Inglaterra,
boa noite mãe.
(Saem para lados opostos, Hamlet arrastando o corpo de Polônio)
ATO VI ------------------------------------
CENA I
SALA DO TRONO, REI, RAINHA E HORÁCIO NA CENA
REI - Você parece tensa, o que ocorreu? E onde este meu filho?
RAINHA - Por favor Horácio, se afeaste por um tempo por favor
(Horácio se curva e vai ao lado) Caro esposo, Hamlet assassinou
Polônio em um ataque de loucura!
REI - Que coisa horrível! A liberdade de Hamlet mostra ameaça para
todos nós, onde está Hamlet?
RAINHA - Foi sepultar o corpo de Polônio
REI - A noite não chegara antes que Hamlet embarque para
Inglaterra, Horácio! (Horácio volta) encontre Hamlet e deem o recado
da viagem
(SAI HORACIO QUE VOLTA LOGO EM SEGUIDA COM HAMLET)
REI - Hamlet! Onde está Polônio?
HAMLET - Aos seus, foi enviar uma mensagem por mim, talvez só não
volte.
REI - Hamlet, sua insanidade é perigosa, prepare suas malas, partira
para Inglaterra hoje aina
HAMLET - Inglaterra?
REI - Sim
HAMLET - Ta certo então, adeus amada mãe
(HAMLET SAI)
REI - Horácio, entregue está carta para o rei da Inglaterra, nela diz
que Hamlet deve morrer
CENA II
QUARTO, RAINHA, ÓFELIA E REI NA CENA
REI - Doce Ofélia, o que há?
(Ofélia quieto)
RAINHA - Ela está assim desde a perda do pai
(ENTRA LAERTE)
LAERTE - Finamente, voltei de viagem, onde se encontra meu pai?
REI - Foi assassinado, por Hamlet
LAERTE - COMO?! Minha doce irmã
(se aproxima de Ofélia)
Por favor, acalme-se... vamos para fora
CENA III
EM UM BARCO HAMLET E HORÁCIO
HORÁCIO - Príncipe Hamlet, senhor, devo lhe contar algo
HAMLET - Sim, Horácio?
HORÁCIO - Hamlet, a carta que seu pai me entregou é uma requisição
para o seu assassinato, ele quer que o rei da Inglaterra o mate.
Claudio não esperava que eu fosse te contar isso.
HAMLET - Por céus, eu esperava algo deste tipo, o que podemos
fazer?
HORÁCIO - Podemos editar a carta
HAMLET - Certo.
CENA IV
SALA DO TRONO, REI E LAERTE
LAERTE - (de joelhos) Senhor, recebi a notícia que Hamlet está
retornando.
REI - Como??
LAERTE - Não sei, mas rei, eu suplico por uma forma de me vingar,
minha irmã se afunda em loucura e demência por aquele homem vil.
REI - Meu plano de assassinato de Hamlet dessa viagem foi frustrado,
então sobra uma opção, chame-o para um duelo
LAERTE - Claro! Essa ideia é magnífica! E digo mais! Devo envenenar
minha lâmina
REI - Certo
ATO V -------------------------------------
CENA I
CEMÍTERIO, ENTRA HAMLET E HORÁCIO
HORÁCIO - Hamlet, olhe, algum coveiro deixou uma caveira para fora
do caixão
HAMLET - Deus, o homem que enterra os corpos é tão insensível?
HORÁCIO - O hábito facilita o trabalho, para ele deve ser simples
HAMLET - Deixe me ver... (pega o crânio e lê a lápide) deus, é a
caveira de Yorick, este homem costumava a ser meu bobo da corte,
eu lembro que ele utilizava destes lábios para fazer piada que eu
gargalhava, agora estão assim, sem vida e morto, não sobrou uma de
suas piadas, tudo descarnado! Horácio! Já parou para pensar que
Alexandre o Grande ficou desta mesma forma?
HORÁCIO - Ficou mesmo, senhor
HAMLET - E o cheiro, credo (joga o crânio)
(Entra Laerte, Rei, Rainha com o corpo de Ofélia)
HAMLET - Deus, a corte toda, vamos nos esconder
(SE ESCONDE COM HORÁCIO)
RAINHA - Pobre garota, com um futuro tão brilhante, eu esperava
que ela se casasse com Hamlet e fosse feliz...
LAERTE - Coloque-a na terra, minha irmã será um anjo no céu
(Coloca ela no caixão)
HAMLET - (Sussurrando para Horácio) é a Ofélia?
LAERTE - Que deus a tenha, minha pobre irmã, eu a vingarei
HAMLET - (Sai do esconderijo) Escute a si mesmo para falar sobre ela!
Sou Hamlet! Aquele que procura
LAERTE - Maldito! Que o diabo leve tua alma! (Ataca Hamlet)
HAMLET - Amava ela mais do que quatro mil irmãos poderiam a
amar!
LAERTE - Com amar você quer dizer faze-la chorar? Brigas? Jejuar
sem motivo? Matar seu pai? Ela se suicidou por sua causa!
REI - Separem-os! Laerte! Ele está louco, não o escute!
RAINHA - Hamlet! Filho!
(HAMLET E LAERTE SE SEPARAM)
LAERTE - Vamos duelar de verdade, Hamlet, no palácio
HAMLET - Que assim seja
(TODOS SAEM, HAMLET E HORÁCIO PARA UM LADO E OS OUTROS
PARA O OUTRO)
CENA V
HAMLET E HORÁCIO EM CENA
(MÚSICA: ODISSEIA)
HORÁCIO - É chegado o grande dia, príncipe Hamlet, você está
pronto?
HAMLET - Claro que estou Horácio
HORÁCIO - Laerte participara do duelo com diversas vantagens
devida sua posição como louco Hamlet, o rei apostou alto nele, você
acha que consegue?
HAMLET - Eu treino esgrima desde que ele foi a França, eu consigo
(ENTRAM TODOS OS PERSONAGENS VIVOS)
LAERTE - Hamlet, está pronto?
(ambos bebem do vinho e começam a lutar, MÚSICA MUDA PARA)
RAINHA - Hamlet... (bebe a taça)
REI - Não beba! Gertrudes!
REI - (a parte) Esta era a taça envenenada, já é tarde
(NA LUTA, LAERTE FERE HAMLET, E ELES TROCAM DE ARMAS, EM
SEGUIDA, HAMLET FERE LAERTE)
REI - Separe-nos!
HAMLET - Nada disso!
RAINHA - (cai da cadeira) Deus, estou fraca
HAMLET - Mãe?
RAINHA - A bebida... a bebida estava envenenada...
LAERTE - Deus... (cai pelo veneno da lâmina) Hamlet, a lâmina
também estava envenenada... fui vítima do meu próprio crime...
Hamlet, o rei é culpado, o veneno da sua mãe
HAMLET - (Se vira ao rei e o corta, rei grita em resposta) Monstro,
assassino e incestuoso, morra agora e deixe este mundo, beba do
vinho e vá com minha mãe. (rei morre)
LAERTE - Hamlet, perdoemo-nos, que você não seja culpado pela
morte de meu pai, e que você não seja culpado pela minha morte...
(morre)
HORÁCIO - (se aproxima da taça envenenada) eu irei tomar...
HAMLET - Não, Horácio, como último desejo, conte minha história e
viva, o veneno me consume... O resto é silêncio (morre)
HORÁCIO - Um nobre coração, boa noite, príncipe.
FIM.