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Apostila Concurso SUS: História e Lei 8.080

O documento é uma apostila preparatória para concurso público na área da saúde, abordando a Lei 8.080, a história da saúde pública no Brasil, o calendário de vacinação e a lista de doenças de notificação compulsória. Ele fornece um resumo da evolução da saúde pública no Brasil desde 1900 até a criação do SUS em 1990, destacando eventos e legislações importantes. Além disso, inclui trechos relevantes da Constituição Federal relacionados à saúde e à seguridade social.

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Apostila Concurso SUS: História e Lei 8.080

O documento é uma apostila preparatória para concurso público na área da saúde, abordando a Lei 8.080, a história da saúde pública no Brasil, o calendário de vacinação e a lista de doenças de notificação compulsória. Ele fornece um resumo da evolução da saúde pública no Brasil desde 1900 até a criação do SUS em 1990, destacando eventos e legislações importantes. Além disso, inclui trechos relevantes da Constituição Federal relacionados à saúde e à seguridade social.

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PREPARATÓRIO para concurso público - SUS

Lei 8080 com explicações – Resumo da História da Saúde Pública – Calendário de Vacinação –
Lista de Doenças de Notificação Compulsória

26 DE MAIO DE 2019
PREPARATÓRIO PARA CONCURSO NA ÁREA DA SAÚDE
Rick – Atendente SUS
Rick – Atendente Sus
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

DICA

NUM PRIMEIRO MOMENTO LEIA APENAS OS TÍTULOS E TRECHOS


DESTACADOS
ASSIM VOCÊ COMPREENDERÁ A ESSÊNCIA DO TRECHO
DEPOIS, PARA UM MELHOR APROFUNDAMENTO, VOLTE E LEIA O
CONTEÚDO COMPLETO.

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Rick – Atendente Sus
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Índice:

Roteiro da história pg. 06


História resumida pg. 08
Constituição federal pg. 11
Lei 8.080 pg. 14
Calendário de vacinas pg. 36
Lista de Doenças de Notificação Compulsória pg. 39
Links e referências pg. 41

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Rick – Atendente Sus
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL


RESUMO

O que veremos?

1900
SANTA CASA DE MISERICORDIA

1904
REVOLTA DA VACÍNA

CAP (Ferroviários)

1923
LEI ELOY CHAVES
CAP (Todas as Empresas)

1933
Getúlio Vargas – Passou as CAPs para o Ministério do Trabalho
IAP (Comerciários, Bancários, Maritimos...)

1953
Ministério da Saúde

1966
INPS

1977
INAMPS

1986
OITAVA CONFERÊNCIA

1987
SUDS
(Pré-SUS)

CONSTITUINTE

1988
CONSTITUIÇÃO

1990
LEI 8080 - SUS

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Rick – Atendente Sus
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

História resumida

1900
SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA – Não existia saúde pública no Brasil.
Apenas quem tinha dinheiro para pagar consultas particulares tinham
acesso. Os pobres dependiam da caridade das freiras que atendiam nas
Santas Casas de Misericórdias. Com quase nenhuma condição.
Nessa época o país enfrentava várias crises com doenças.
Inclusive por causa da peste na costa brasileira, navios de outros
países se recusavam a atracar em nossos portos.

1904
REVOLTA DA VACÍNA – o governo decidiu que iria obrigar a
população a tomar as vacinas. Mas houve uma revolta, pois algumas
pessoas achavam um absurdo o governo mandar em seus corpos.

CAP (Caixa de Aposentadoria e Pensão) – Os trabalhadores,


enquanto tinham emprego, conseguiam pagar um médico e comprar
remédios. Mas, quando o trabalhador ficava velho, e sem condições
de trabalhar. Ele não tinha mais dinheiro, então não tinha mais como
nem comprar remédio, ou comer. Então os FERROVIÁRIOS, decidiram
criar uma caixa. Cada funcionário depositava um valor todo mês,
assim quando ficasse velho e não pudesse mais trabalhar, ele
receberia uma APOSENTADORIA, paga com o dinheiro daquela caixa.
Assim os trabalhadores passaram a ter acesso à saúde, paga pela
CAP. Mas, apenas o trabalhador, sua família não podia.

1923
Lei Eloy Chaves – Se deram conta que o CAP era algo legal. Então
em 1923 a lei Eloy Chaves estabeleceu que todas as empresas
tivessem uma CAP. Assim, todos os trabalhadores das industrias
teriam uma aposentadoria e conseguiriam se manter na velhice.
(Cada empresa tinha sua própria CAP)

1933
Getúlio Vargas, presidente na época, viu que as CAPs eram
interessantes e decidiu que o governo é quem iria administrar as
Caixas de Aposentadorias e Pensões dos trabalhadores. Passando o
controle das CAPs para o Ministério do Trabalho. Criando os IAPs
(Institutos de Aposentadorias e Pensão) e expandiu para outros tipos
de trabalhadores.

1953
Foi criado o Ministério da Saúde

1966
Foi Criado o INPS e o INAMPS

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Rick – Atendente Sus

Todos os IAPS se fundiram numa coisa só. Mas, algumas pessoas


eram contra isso por algumas razões. Por exemplo:
Alguns IAPs tinham muito mais dinheiro que os outros, porque
eles tinham o Caixa deles há muito mais tempo, eles colocavam mais
dinheiro, e outras caixas com pouco dinheiro seria misturadas com as
deles. E o dinheiro que os trabalhadores tinham conseguido guardar
naquela época, era tanto que se igualava ao orçamento que o
governo tinha. Então o governo pegou o dinheiro dos IAPs para fazer
obras.
Nessa mesma época surgiu o conceito de Hospital Centralizado.
Foram construídos vários hospitais com esse dinheiro. Quem
precisasse ir ao médico precisava ir até o hospital. Não tinha
atendimento perto de onde as pessoas viviam. Depois que os
hospitais ficavam prontos, muitos deles paravam de atender o
trabalhador. E como o governo “usou” todo o dinheiro dos IAPs, a
previdência quebrou.

1986
Oitava Conferência – Por causa da insatisfação com tudo que
vinha acontecendo. Pelo fato de somente os trabalhadores poderem
ter acesso aos benefícios das CAP ou IAP, por causa do dinheiro ter
sido usado para fabricar hospitais que ficavam longe e depois até se
recusavam a atender os trabalhadores. O povo decidiu participar da
Conferencia de Saúde. Até então o povo nunca tinha participado. E
por isso é considerado um marco, pois naquela conferencia o povo
decidiu que queria um sistema de saúde que não fosse centralizado,
nem nas mãos do governo, nem centralizado em hospitais.

1987

E dessa forma surgiu o SUDS (chamado de pré SUS )


Aconteceu a constituinte, que é onde se define como será a
próxima Constituição. E o povo conseguiu fazer a ideia do novo
sistema de saúde entrar nessa constituinte.

1988
Foi criada a Constituição Federal, e por causa de tudo que já foi
dito, o SUS foi incluído na Constituição, tornando-se parte do
regimento país.

1990
Foi criada a lei 8.080 que regulamentou o SUS e todos os
serviços de saúde no Brasil.
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Rick – Atendente Sus

CONSTITUIÇÃO FEDERAL ( PARTE QUE INTERESSA PARA O CONCURSO )

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

TÍTULO VIII
DA ORDEM SOCIAL

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÃO GERAL

Art. 193. A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-
estar e a justiça sociais.

ATENÇÃO: ESSE TRECHO NÃO FOI MENCIONADO DIRETAMENTE NO EDITAL. MAS,


ESTÁ RELACIONADO INDIRETAMENTE, POR ISSO A BANCA PODE INCLUIR ALGUMA
PERGUNTA RELACIONADA PARA ELIMINAR QUEM NÃO ESTUDOU.

PERGUNTA
CAPÍTULO II
ASSASSINA DA SEGURIDADE SOCIAL
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa
dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social.
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade
social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e
rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - eqüidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão
quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do
Governo nos órgãos colegiados.
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo


contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social
de que trata o art. 201;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.
§ 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à
seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da
União.

DECORE, PODE CAIR TUDO !

SEÇÃO II
DA SAÚDE

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder
Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo
sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou
jurídica de direito privado.

Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo
dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
§ 1º. O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do
orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
além de outras fontes.
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em
ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais
calculados sobre:
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não
podendo ser inferior a 15% (quinze por cento);
II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a
que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e
inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios;
III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos
impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I,
alínea b e § 3º.
§ 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos,
estabelecerá:
I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º;
II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos
Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais;

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Rick – Atendente Sus

III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas
federal, estadual, distrital e municipal

§ 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários


de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo
com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação.
§ 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as
diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar
assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o
cumprimento do referido piso salarial.
§ 6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da Constituição
Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de
agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos
requisitos específicos, fixados em lei, para o seu exercício.

Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.


§ 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema
único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio,
tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
§ 2º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
§ 3º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na
assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos,
tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a
coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de
comercialização.

Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da
lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde
e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e
outros insumos;
II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do
trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a
inovação;
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional,
bem como bebidas e águas para consumo humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

ATENÇÃO: NÃO CONFUNDIR COM:

CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

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Rick – Atendente Sus

LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990.

Dispõe sobre as condições para a promoção,


proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e dá outras providências.
ONDE ESSA LEI VALE?
R: território nacional

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
PARA QUEM
Art. 1º Esta lei regula, em todo o território
nacional, as ações e serviços de saúde, executados VALE?
isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou R: Todos! PF,
eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito PJ, Público e
Público ou privado. Privado

TÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado


prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

§ 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de


políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros
agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às
ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

O DEVER É SÓ § 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família,


DO ESTADO? das empresas e da sociedade.
R: NÃO !

Art. 3o Os níveis de saúde expressam a organização social e


econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes,
entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio
ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o O que é
transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Parágrafo saúde?
único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto
no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade
condições de bem-estar físico, mental e social.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

TÍTULO II

DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE


DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e


instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único
de Saúde (SUS).
O que
§ 1º Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas éo
federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de
insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de SUS ?
equipamentos para saúde.

§ 2º A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde


(SUS), em caráter complementar.

CAPÍTULO I

Dos Objetivos e Atribuições

Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:

I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;

II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e


social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei;

III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e


recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades
preventivas.

Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS):

I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica;
c) de saúde do trabalhador;
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;

II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento


básico;

III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;

IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;

V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho;

VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros


insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção;

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Rick – Atendente Sus

VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a


saúde;

VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano;

IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e


utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico;

XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.

§ 1º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de O que é


ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de vigilância
intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da Sanitária?
produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse
da saúde, abrangendo:

Ex: a Anvisa fiscaliza os produtos de higiene pessoal,


shampoo, sabonete. Fiscaliza fabricas de alimentos, restaurantes
etc. O que a maioria das pessoas não sabem é que isso é um
serviço do SUS. Ou seja, até mesmo aquelas pessoas que dizem
que não usam o SUS por ter convênio, na verdade usa o SUS
todos os dias.

I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a


saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e

II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a


saúde.

§ 2º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto O que é


de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou
vigilância
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de Epidemiológica
recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das ?
doenças ou agravos.

§ 3º Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei,


um conjunto de atividades que se destina, através das ações de O que é saúde
vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção do
da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e trabalhador?
reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e
agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:

I - assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador de doença


profissional e do trabalho;

II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), em


estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no
processo de trabalho;

III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), da


normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento,
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doenças de notificação compulsória e orientações.

transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de


equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador;

IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde;

V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre


os riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados
de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de
demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;

VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do


trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas;

VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho,


tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais; e

VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a


interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando
houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores.

CAPÍTULO II

Dos Princípios e Diretrizes


Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou
conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com
as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes
princípios:

I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;

II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das


ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em
todos os níveis de complexidade do sistema;

III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e


moral;

IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer


espécie;

V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;

VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua


utilização pelo usuário; [aqui não tem ortopedista, mas lá no outro hospital tem ]

VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de


recursos e a orientação programática; [surto de febre amarela? Vamos parar tudo
parar vacinar o povo! ]

VIII - participação da comunidade;

IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de


governo:

a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;

18
Rick – Atendente Sus

b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;

X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento


básico;

XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União,


dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à
saúde da população;

XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e

XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para
fins idênticos.

XIV – organização de atendimento público específico e especializado para


mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros,
atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras.

CAPÍTULO III

Da Organização, da Direção e da Gestão

Art. 8º As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão
organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.

[Comentário: Ou seja, o FOCO É A ATENÇÃO BÁSICA ( UBS que a galera


chama de postinho ). A atenção básica é responsável por 80% , enviando para os
serviços de ESPECIALIDADE ou INTERVENÇÂO apenas àquilo que não for possível
fazer na UBS, ou casos de necessidade de intervenção.]

Art. 9º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o, sendo
exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:

I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;

II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde


ou órgão equivalente; e

III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão


equivalente.

Art. 10. Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto


as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.

[comentário: para entender melhor sobre essa parte, vamos ver as divisões de
Guarulhos. É só decorar e arrebentar na prova.]

[ vou explicar isso em sala de aula ]

§ 1º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da direção


única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

§ 2º No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS), poderá organizar-se em


distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura
total das ações de saúde.

Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas


ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos competentes e por
entidades representativas da sociedade civil.

Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular políticas


e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Art. 13. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais,
abrangerá, em especial, as seguintes atividades:

I - alimentação e nutrição;

II - saneamento e meio ambiente;

III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia;

IV - recursos humanos;

V - ciência e tecnologia; e

VI - saúde do trabalhador.

Art. 14. Deverão ser criadas Comissões Permanentes de integração entre os serviços de
saúde e as instituições de ensino profissional e superior.

Parágrafo único. Cada uma dessas comissões terá por finalidade propor prioridades,
métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos recursos humanos do
Sistema Único de Saúde (SUS), na esfera correspondente, assim como em relação à pesquisa
e à cooperação técnica entre essas instituições.

Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas


como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos
operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

20
Rick – Atendente Sus

Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por
objetivo:

I - decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão


compartilhada do SUS, em conformidade com a definição da política consubstanciada em
planos de saúde, aprovados pelos conselhos de saúde;

II - definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito da


organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante à sua
governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes federados;

III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de territórios,
referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços
de saúde entre os entes federados.

DICA: Somente os CONSELHOS NACIONAIS fazem parte das Comissões Intergestores.

Tripartite são três partes: Conselho de Secretários + Conselho de Secretarias +


Ministério da Saúde
Quando for Bipartite o Ministério da Saúde não participa

Apenas GESTORES, ou seja, apenas os administradores. A Sociedade Civil não faz parte

Art. 14-B. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho


Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) são reconhecidos como
entidades representativas dos entes estaduais e municipais para tratar de matérias referentes à
saúde e declarados de utilidade pública e de relevante função social, na forma do
regulamento.

§ 1o O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União por


meio do Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas institucionais,
podendo ainda celebrar convênios com a União.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

§ 2o Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são


reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para
tratar de matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems,
na forma que dispuserem seus estatutos.

Secretaria:
Instituição, é a
secretaria de
saúde, o
prédio

22
Rick – Atendente Sus

Secretaria:
Instituição, é a
secretaria de
saúde, o
prédio

Secretário:
O chefe da
secretaria
Estadual, é a
PESSOA !

CAPÍTULO IV
Da Competência e das Atribuições
Seção I

Das Atribuições Comuns


Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios Quando se trata de
exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições: SAÚDE, todas as esferas
administrativas têm as
I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e mesmas atribuições.
de fiscalização das ações e serviços de saúde; Para melhor
II - administração dos recursos orçamentários e financeiros compreensão, leia
destinados, em cada ano, à saúde; apenas as partes
III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde destacadas
da população e das condições ambientais;
IV - organização e coordenação do sistema de informação de saúde;
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e


parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde;
VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade para
promoção da saúde do trabalhador;
VII - participação de formulação da política e da execução das ações de saneamento
básico e colaboração na proteção e recuperação do meio ambiente;
VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde;
IX - participação na formulação e na execução da política de formação e
desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;
X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS), de
conformidade com o plano de saúde;
XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde,
tendo em vista a sua relevância pública;
XII - realização de operações externas de natureza financeira de interesse da saúde,
autorizadas pelo Senado Federal;
XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias,
decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de
irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa
correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais
como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;
XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados;
XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos à
saúde, saneamento e meio ambiente;
XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e recuperação da
saúde;
XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício profissional e
outras entidades representativas da sociedade civil para a definição e controle dos padrões
éticos para pesquisa, ações e serviços de saúde;
XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde;
XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;
XX - definir as instâncias e mecanismos de controle e fiscalização inerentes ao poder de
polícia sanitária;
XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e de
atendimento emergencial.

Seção II

Da Competência

24
Rick – Atendente Sus

COM PET ÊNCIA


NACIONAL ESTADUAL MUNICIAPL

I - promover a descentralização para os I - planejar, organizar, controlar e avaliar as


I - formular, avaliar e apoiar políticas de
Municípios dos serviços e das ações de ações e os serviços de saúde e gerir e
alimentação e nutrição;
saúde; executar os serviços públicos de saúde;

II - participar do planejamento, programação e


II - acompanhar, controlar e avaliar as organização da rede regionalizada e
II - participar na formulação e na
redes hierarquizadas do Sistema Único hierarquizada do Sistema Único de Saúde
implementação das políticas:
de Saúde (SUS); (SUS), em articulação com sua direção
estadual;
III - prestar apoio técnico e financeiro
III - participar da execução, controle e
a) de controle das agressões ao meio aos Municípios e executar
avaliação das ações referentes às condições
ambiente; supletivamente ações e serviços de
e aos ambientes de trabalho;
saúde;
IV - coordenar e, em caráter
b) de saneamento básico; e complementar, executar ações e IV - executar serviços:
serviços:
c) relativas às condições e aos
a) de vigilância epidemiológica; a) de vigilância epidemiológica;
ambientes de trabalho;
III - definir e coordenar os sistemas: b) de vigilância sanitária; b) vigilância sanitária;
a) de redes integradas de assistência
c) de alimentação e nutrição; e c) de alimentação e nutrição;
de alta complexidade;
b) de rede de laboratórios de saúde
d) de saúde do trabalhador; d) de saneamento básico; e
pública;
V - participar, junto com os órgãos afins,
do controle dos agravos do meio
c) de vigilância epidemiológica; e e) de saúde do trabalhador;
ambiente que tenham repercussão na
saúde humana;
VI - participar da formulação da política V - dar execução, no âmbito municipal, à
d) vigilância sanitária; e da execução de ações de saneamento política de insumos e equipamentos para a
básico; saúde;
IV - participar da definição de normas e VI - colaborar na fiscalização das agressões
mecanismos de controle, com órgão VII - participar das ações de controle e ao meio ambiente que tenham repercussão
afins, de agravo sobre o meio ambiente avaliação das condições e dos sobre a saúde humana e atuar, junto aos
ou dele decorrentes, que tenham ambientes de trabalho; órgãos municipais, estaduais e federais
repercussão na saúde humana; competentes, para controlá-las;
V - participar da definição de normas,
VIII - em caráter suplementar, formular,
critérios e padrões para o controle das
executar, acompanhar e avaliar a VII - formar consórcios administrativos
condições e dos ambientes de
política de insumos e equipamentos intermunicipais;
trabalho e coordenar a política de
para a saúde;
saúde do trabalhador;
IX - identificar estabelecimentos
VI - coordenar e participar na
hospitalares de referência e gerir VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e
execução das ações de vigilância
sistemas públicos de alta complexidade, hemocentros;
epidemiológica;
de referência estadual e regional;

VII - estabelecer normas e executar a X - coordenar a rede estadual de


vigilância sanitária de portos, laboratórios de saúde pública e IX - colaborar com a União e os Estados na
aeroportos e fronteiras, podendo a hemocentros, e gerir as unidades que execução da vigilância sanitária de portos,
execução ser complementada pelos permaneçam em sua organização aeroportos e fronteiras;
Estados, Distrito Federal e Municípios; administrativa;
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.
COM PET ÊNCIA
NACIONAL ESTADUAL MUNICIAPL

VIII - estabelecer critérios, parâmetros I - promover a descentralização para os I - planejar, organizar, controlar e avaliar as
I - formular, avaliar e apoiar políticas de X - observado o disposto no art. 26 desta Lei,
e métodos para o controle da Municípios dos serviços
XI - estabelecer e dasem
normas, ações de ações e os serviços de saúde e gerir e
caráter
alimentação e nutrição; celebrar contratos e convênios com entidades
qualidade sanitária de produtos, saúde;
suplementar, para o controle e avaliação executar os serviços públicos de saúde;
prestadoras de serviços privados de saúde,
substâncias e serviços de consumo e das ações e serviços de saúde;
bem como controlar e avaliar sua execução;
uso humano;
IX - promover articulação com os
XII - formular normas e estabelecer
órgãos educacionais e de fiscalização
padrões, em caráter suplementar, de
do exercício profissional, bem como XI - controlar e fiscalizar os procedimentos
procedimentos de controle de qualidade
com entidades representativas de dos serviços privados de saúde;
para produtos e substâncias de
formação de recursos humanos na
consumo humano;
área de saúde;
X - formular, avaliar, elaborar normas e
participar na execução da política
XIII - colaborar com a União na execução
nacional e produção de insumos e
da vigilância sanitária de portos, XII - normatizar complementarmente as ações
equipamentos para a saúde, em
aeroportos e fronteiras;
articulação com os demais órgãos e serviços públicos de saúde no seu âmbito
governamentais; de atuação.
XI - identificar os serviços estaduais e XIV - o acompanhamento, a avaliação e
municipais de referência nacional para divulgação dos indicadores de
o estabelecimento de padrões morbidade e mortalidade no âmbito da
técnicos de assistência à saúde; unidade federada.
XII - controlar e fiscalizar
procedimentos, produtos e
substâncias de interesse para a
saúde;
XIII - prestar cooperação técnica e
financeira aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios para o
aperfeiçoamento da sua atuação
institucional;
XIV - elaborar normas para regular as
relações entre o Sistema Único de
Saúde (SUS) e os serviços privados
contratados de assistência à saúde;
XV - promover a descentralização para
as Unidades Federadas e para os
Municípios, dos serviços e ações de
saúde, respectivamente, de
abrangência estadual e municipal;
XVI - normatizar e coordenar
nacionalmente o Sistema Nacional de
Sangue, Componentes e Derivados;
XVII - acompanhar, controlar e avaliar
as ações e os serviços de saúde,
respeitadas as competências
estaduais e municipais;
XVIII - elaborar o Planejamento
Estratégico Nacional no âmbito do
SUS, em cooperação técnica com os
Estados, Municípios e Distrito Federal;
XIX - estabelecer o Sistema Nacional
de Auditoria e coordenar a avaliação
técnica e financeira do SUS em todo o
Território Nacional em cooperação
técnica com os Estados, Municípios e
Distrito Federal.
Parágrafo único. A União poderá
executar ações de vigilância
epidemiológica e sanitária em
circunstâncias especiais, como na
ocorrência de agravos inusitados à
saúde, que possam escapar do
controle da direção estadual do
Sistema Único de Saúde (SUS) ou que
representem risco de disseminação
nacional.

26
Rick – Atendente Sus

Art. 19. Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos
Municípios.

Com relação à lista de competências, vale destacar:

Art. 16. A direção nacional [ o melhor é ler ]

Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância


epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de
agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção
estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de
disseminação nacional.

VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e


fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e
Municípios;

Art. 17. À direção estadual

XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos,


aeroportos e fronteiras

Art. 18. À direção municipal

IX - colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância


sanitária de portos, aeroportos e fronteiras
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

CAPÍTULO V

Do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena

Art. 19-A. As ações e serviços de saúde voltados para o


atendimento das populações indígenas, em todo o território nacional,
coletiva ou individualmente, obedecerão ao disposto nesta Lei.

Art. 19-B. É instituído um Subsistema de Atenção à Saúde Índio


Indígena, componente do Sistema Único de Saúde – SUS, criado e É
definido por esta Lei, com o qual funcionará em perfeita Assunto
integração. FEDERAL

Art. 19-C. Caberá à União, com seus recursos próprios,


financiar o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.

Art. 19-D. O SUS promoverá a articulação do Subsistema instituído por esta Lei com os
órgãos responsáveis pela Política Indígena do País.

Art. 19-E. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-


governamentais poderão atuar complementarmente no custeio e execução das
ações.
O Sistema pode
Art. 19-F. Dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração sofrer
a realidade local e as especificidades da cultura dos povos modificações
indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à saúde para atender o
indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e povo indígena
global, contemplando os aspectos de assistência à saúde,
saneamento básico, nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação
de terras, educação sanitária e integração institucional.

Art. 19-G. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS,
descentralizado, hierarquizado e regionalizado.

§ 1o O Subsistema de que trata o caput deste artigo terá como base os Distritos
Sanitários Especiais Indígenas.

§ 2o O SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à Saúde


Indígena, devendo, para isso, ocorrer adaptações na estrutura e organização do SUS nas
regiões onde residem as populações indígenas, para propiciar essa integração e o
atendimento necessário em todos os níveis, sem discriminações.

§ 3o As populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito local,


regional e de centros especializados, de acordo com suas necessidades, compreendendo a
atenção primária, secundária e terciária à saúde.
O índio participa
Art. 19-H. As populações indígenas terão direito a
participar dos organismos colegiados de formulação, e sua opinião
acompanhamento e avaliação das políticas de saúde, tais como o conta!

28
Rick – Atendente Sus

Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos Estaduais e


Municipais de Saúde, quando for o caso.

[ Lembra dos conselhos de saúde? Os indígenas podem participar, fiquem atentos


para esse tipo de pergunta na prova ]

CAPÍTULO VI

DO SUBSISTEMA DE ATENDIMENTO E INTERNAÇÃO DOMICILIAR

Art. 19-I. São estabelecidos, no âmbito do Sistema


Único de Saúde, o atendimento domiciliar e a internação Pacientes que tenham passado
domiciliar. por algum procedimento
hospitalar e que voltando para
§ 1o Na modalidade de assistência de atendimento e casa, ainda precisem de
internação domiciliares incluem-se, principalmente, os atendimento médico – SEM
procedimentos médicos, de enfermagem, fisioterapêuticos, POSSIBILIDADE DE LOCOMOÇÃO
psicológicos e de assistência social, entre outros
necessários ao cuidado integral dos pacientes em seu Recebe o atendimento domiciliar
domicílio.
Sigla: EMAD
§ 2o O atendimento e a internação domiciliares serão
realizados por equipes multidisciplinares que atuarão nos
níveis da medicina preventiva, terapêutica e
reabilitadora.

§ 3o O atendimento e a internação domiciliares só


poderão ser realizados por indicação médica, com expressa
concordância do paciente e de sua família.

CAPÍTULO VII

DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O TRABALHO DE PARTO,


PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO

Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou
conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um)
acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto
imediato.

§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela


parturiente.

§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este
artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder
Executivo.

§ 3o Ficam os hospitais de todo o País obrigados a manter, em local visível de suas


dependências, aviso informando sobre o direito estabelecido no caput deste artigo.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

CAPÍTULO VIII

DA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA E DA INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIA EM SAÚDE”

Art. 19-M. A assistência terapêutica integral a que se refere a alínea d do inciso I do art.
6o consiste em:

I - dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde, cuja prescrição


esteja em conformidade com as diretrizes terapêuticas definidas em protocolo clínico para a
doença ou o agravo à saúde a ser tratado ou, na falta do protocolo, em conformidade com o
disposto no art. 19-P;

II - oferta de procedimentos terapêuticos, em regime domiciliar, ambulatorial e hospitalar,


constantes de tabelas elaboradas pelo gestor federal do Sistema Único de Saúde - SUS,
realizados no território nacional por serviço próprio, conveniado ou contratado.

Art. 19-N. Para os efeitos do disposto no art. 19-M, são adotadas as seguintes
definições:

I - produtos de interesse para a saúde: órteses, próteses, bolsas coletoras e


equipamentos médicos;

II - protocolo clínico e diretriz terapêutica: documento que estabelece critérios para o


diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os
medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias recomendadas;
os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados
terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.

Art. 19-O. Os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas deverão estabelecer os


medicamentos ou produtos necessários nas diferentes fases evolutivas da doença ou do
agravo à saúde de que tratam, bem como aqueles indicados em casos de perda de eficácia e
de surgimento de intolerância ou reação adversa relevante, provocadas pelo medicamento,
produto ou procedimento de primeira escolha.

Parágrafo único. Em qualquer caso, os medicamentos ou produtos de que trata


o caput deste artigo serão aqueles avaliados quanto à sua eficácia, segurança, efetividade
e custo-efetividade para as diferentes fases evolutivas da doença ou do agravo à saúde de
que trata o protocolo.

Art. 19-P. Na falta de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, a dispensação será


realizada:

I - com base nas relações de medicamentos instituídas pelo gestor federal do SUS,
observadas as competências estabelecidas nesta Lei, e a responsabilidade pelo fornecimento
será pactuada na Comissão Intergestores Tripartite;

II - no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de forma suplementar, com base


nas relações de medicamentos instituídas pelos gestores estaduais do SUS, e a
responsabilidade pelo fornecimento será pactuada na Comissão Intergestores
Bipartite;

30
Rick – Atendente Sus

III - no âmbito de cada Município, de forma suplementar, com base nas relações de
medicamentos instituídas pelos gestores municipais do SUS, e a responsabilidade pelo
fornecimento será pactuada no Conselho Municipal de Saúde.

Art. 19-Q. A incorporação, a exclusão ou a alteração pelo SUS de novos


medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou a alteração de
protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são atribuições do Ministério da Saúde,
assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

§ 1o A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja composição e


regimento são definidos em regulamento, contará com a participação de 1 (um) representante
indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e de 1 (um) representante, especialista na área,
indicado pelo Conselho Federal de Medicina.

§ 2o O relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS levará


em consideração, necessariamente:

I - as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança do


medicamento, produto ou procedimento objeto do processo, acatadas pelo órgão competente
para o registro ou a autorização de uso;

II - a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às


tecnologias já incorporadas, inclusive no que se refere aos atendimentos domiciliar,
ambulatorial ou hospitalar, quando cabível.

Art. 19-R. A incorporação, a exclusão e a alteração a que se refere o art. 19-Q serão
efetuadas mediante a instauração de processo administrativo, a ser concluído em prazo não
superior a 180 (cento e oitenta) dias, contado da data em que foi protocolado o pedido,
admitida a sua prorrogação por 90 (noventa) dias corridos, quando as circunstâncias
exigirem.

§ 1o O processo de que trata o caput deste artigo observará, no que couber, o disposto
na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e as seguintes determinações especiais:

I - apresentação pelo interessado dos documentos e, se cabível, das amostras de


produtos, na forma do regulamento, com informações necessárias para o atendimento do
disposto no § 2o do art. 19-Q;

III - realização de consulta pública que inclua a divulgação do parecer emitido pela
Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS;

IV - realização de audiência pública, antes da tomada de decisão, se a relevância da


matéria justificar o evento.

Art. 19-T. São vedados, em todas as esferas de gestão do SUS:

I - o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento, produto e


procedimento clínico ou cirúrgico experimental, ou de uso não autorizado pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA;

II - a dispensação, o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento e


produto, nacional ou importado, sem registro na Anvisa.”

Art. 19-U. A responsabilidade financeira pelo fornecimento de medicamentos,


produtos de interesse para a saúde ou procedimentos de que trata este Capítulo será
pactuada na Comissão Intergestores Tripartite.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

TÍTULO III

DOS SERVIÇOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÙDE

CAPÍTULO I

Do Funcionamento

Art. 20. Os serviços privados de assistência à saúde caracterizam-se pela


atuação, por iniciativa própria, de profissionais liberais, legalmente habilitados, e de
pessoas jurídicas de direito privado na promoção, proteção e recuperação da saúde.

Art. 21. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

Art. 22. Na prestação de serviços privados de assistência à saúde, serão observados os


princípios éticos e as normas expedidas pelo órgão de direção do Sistema Único de Saúde
(SUS) quanto às condições para seu funcionamento.

Art. 23. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou


de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos:

I - doações de organismos internacionais vinculados à


Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação
técnica e de financiamento e empréstimos;

II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar Empresas estrangeiras


ou explorar: só podem ter
participação ou
a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital controle de serviços de
especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada; saúde no Brasil de
e
acordo com esses três
casos.
b) ações e pesquisas de planejamento familiar;

III - serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por


empresas, para atendimento de seus empregados e dependentes,
sem qualquer ônus para a seguridade social; e

IV - demais casos previstos em legislação específica.

CAPÍTULO II

Da Participação Complementar
Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a
cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde
(SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.

Parágrafo único. A participação complementar dos serviços privados será formalizada


mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito público.

Art. 25. Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem fins


lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS).

32
Rick – Atendente Sus

Art. 26. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de


cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do Sistema Único de Saúde
(SUS), aprovados no Conselho Nacional de Saúde.

§ 1° Na fixação dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da


remuneração aludida neste artigo, a direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS)
deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-financeiro que garanta a efetiva
qualidade de execução dos serviços contratados.

§ 2° Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas e aos


princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido o equilíbrio econômico e
financeiro do contrato.

§ 4° Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços


contratados é vedado exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema Único
de Saúde (SUS).

TÍTULO IV

DOS RECURSOS HUMANOS

Art. 27. A política de recursos humanos na área da saúde será formalizada e executada,
articuladamente, pelas diferentes esferas de governo, em cumprimento dos seguintes objetivos:

I - organização de um sistema de formação de recursos humanos em todos os níveis de


ensino, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de programas de permanente
aperfeiçoamento de pessoal;

IV - valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Parágrafo único. Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde (SUS)
constituem campo de prática para ensino e pesquisa, mediante normas específicas, elaboradas
conjuntamente com o sistema educacional.

Art. 28. Os cargos e funções de chefia, direção e Quem assume cargo de


assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), só Chefia, Direção ou
poderão ser exercidas em regime de tempo integral. Assessoramento, deve
trabalhar no mínimo 40
§ 1° Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou horas semanais e
empregos poderão exercer suas atividades em mais de um dedicação exclusiva. Ou
estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
seja, não pode ter outro
vínculo empregatício.
§ 2° O disposto no parágrafo anterior aplica-se também aos
servidores em regime de tempo integral, com exceção dos Além de ficar à disposição
ocupantes de cargos ou função de chefia, direção ou sempre que necessário.
assessoramento.
fonte: decreto 60.091
Art. 30. As especializações na forma de treinamento em
serviço sob supervisão serão regulamentadas por Comissão
Nacional, instituída de acordo com o art. 12 desta Lei, garantida a
participação das entidades profissionais correspondentes.

TÍTULO V
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

DO FINANCIAMENTO

CAPÍTULO I

Dos Recursos

Art. 31. O orçamento da seguridade social destinará ao Sistema Único de Saúde


(SUS) de acordo com a receita estimada, os recursos necessários à realização de
suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua direção nacional, com a
participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência Social, tendo em vista as
metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias .

Art. 32. São considerados de outras fontes os recursos provenientes de:

II - Serviços que possam ser prestados sem prejuízo da assistência à saúde;

III - ajuda, contribuições, doações e donativos;

IV - alienações patrimoniais e rendimentos de capital;

V - taxas, multas, emolumentos e preços públicos arrecadados no âmbito do Sistema


Único de Saúde (SUS); e

VI - rendas eventuais, inclusive comerciais e industriais.

§ 1° Ao Sistema Único de Saúde (SUS) caberá metade da receita de que trata o inciso I
deste artigo [ Inciso I foi vetado ] , apurada mensalmente, a qual será destinada à recuperação
de viciados.

§ 2° As receitas geradas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) serão


creditadas diretamente em contas especiais, movimentadas pela sua direção, na esfera
de poder onde forem arrecadadas.

§ 3º As ações de saneamento que venham a ser executadas supletivamente pelo


Sistema Único de Saúde (SUS), serão financiadas por recursos tarifários específicos e outros
da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e, em particular, do Sistema Financeiro da
Habitação (SFH).

§ 5º As atividades de pesquisa e desenvolvimento científico As pesquisas na área


e tecnológico em saúde serão co-financiadas pelo Sistema Único da saúde não são
de Saúde (SUS), pelas universidades e pelo orçamento fiscal, bancadas só pelo SUS
além de recursos de instituições de fomento e financiamento ou de
origem externa e receita própria das instituições executoras.

CAPÍTULO II

Da Gestão Financeira

Art. 33. Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) serão depositados em
conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos
respectivos Conselhos de Saúde.

§ 1º Na esfera federal, os recursos financeiros, originários do Orçamento da


Seguridade Social, de outros Orçamentos da União, além de outras fontes, serão
administrados pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde.

34
Rick – Atendente Sus

§ 4º O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de auditoria, a


conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a Estados e
Municípios. Constatada a malversação, desvio ou não aplicação dos recursos, caberá
ao Ministério da Saúde aplicar as medidas previstas em lei.

Art. 34. As autoridades responsáveis pela distribuição da receita efetivamente arrecadada


transferirão automaticamente ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), observado o critério do
parágrafo único deste artigo, os recursos financeiros correspondentes às dotações
consignadas no Orçamento da Seguridade Social, a projetos e atividades a serem executados
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Parágrafo único. Na distribuição dos recursos financeiros da Seguridade Social será


observada a mesma proporção da despesa prevista de cada área, no Orçamento da
Seguridade Social.

Art. 35. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito


Federal e Municípios, será utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo
análise técnica de programas e projetos:

I - perfil demográfico da região; [Quantas pessoas vivem naquela região]

II - perfil epidemiológico da população a ser coberta; [O histórico de doenças]

III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área;

IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior;

V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais;

VI - previsão do plano qüinqüenal de investimentos da rede;

VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo.

§ 2º Nos casos de Estados e Municípios sujeitos a notório processo de migração, os


critérios demográficos mencionados nesta lei serão ponderados por outros indicadores de
crescimento populacional, em especial o número de eleitores registrados.

§ 6º O disposto no parágrafo anterior não prejudica a atuação dos órgãos de controle


interno e externo e nem a aplicação de penalidades previstas em lei, em caso de
irregularidades verificadas na gestão dos recursos transferidos.

CAPÍTULO III

Do Planejamento e do Orçamento

Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do


Sistema Único de Saúde (SUS) será ascendente, do nível
local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos, Ou seja, primeiro todas as
compatibilizando-se as necessidades da política de saúde cidades fazem o seu
com a disponibilidade de recursos em planos de saúde dos planejamento, aí o Estado vai
Municípios, dos Estados, do Distrito Federal e da União. conseguir se planejar. Depois
que todos os estados se
planejarem, a União (governo
Federal) vai poder se planejar
§ 1º Os planos de saúde serão a base das atividades e
também.
programações de cada nível de direção do Sistema Único de
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Saúde (SUS), e seu financiamento será previsto na respectiva


proposta orçamentária.

É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações


§ 2º
não previstas nos planos de saúde, exceto em situações emergenciais ou de
calamidade pública, na área de saúde.

Art. 37. O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas


na elaboração dos planos de saúde, em função das características epidemiológicas e da
organização dos serviços em cada jurisdição administrativa.

Art. 38. Não será permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições


prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

§ 5º A cessão de uso dos imóveis de propriedade do Inamps para órgãos integrantes do


Sistema Único de Saúde (SUS) será feita de modo a preservá-los como patrimônio da
Seguridade Social.

§ 6º Os imóveis de que trata o parágrafo anterior serão inventariados com todos os seus
acessórios, equipamentos e outros bens móveis e ficarão disponíveis para utilização pelo órgão
de direção municipal do Sistema Único de Saúde - SUS ou, eventualmente, pelo estadual, em
cuja circunscrição administrativa se encontrem, mediante simples termo de recebimento.

§ 8º O acesso aos serviços de informática e bases de dados, mantidos pelo Ministério da


Saúde e pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, será assegurado às Secretarias
Estaduais e Municipais de Saúde ou órgãos congêneres, como suporte ao processo de gestão,
de forma a permitir a gerencia informatizada das contas e a disseminação de estatísticas
sanitárias e epidemiológicas médico-hospitalares.

Art. 41. As ações desenvolvidas pela Fundação das Pioneiras Sociais e pelo Instituto
Nacional do Câncer, supervisionadas pela direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS),
permanecerão como referencial de prestação de serviços, formação de recursos humanos e
para transferência de tecnologia.

Art. 43. A gratuidade das ações e serviços de saúde fica preservada nos serviços
públicos contratados, ressalvando-se as cláusulas dos contratos ou convênios estabelecidos
com as entidades privadas.

Art. 45. Os serviços de saúde dos hospitais universitários e de ensino integram-se ao


Sistema Único de Saúde (SUS), mediante convênio, preservada a sua autonomia
administrativa, em relação ao patrimônio, aos recursos humanos e financeiros, ensino,
pesquisa e extensão nos limites conferidos pelas instituições a que estejam vinculados.

§ 1º Os serviços de saúde de sistemas estaduais e municipais de previdência social


deverão integrar-se à direção correspondente do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme
seu âmbito de atuação, bem como quaisquer outros órgãos e serviços de saúde.

§ 2º Em tempo de paz e havendo interesse recíproco, os serviços de saúde das Forças


Armadas poderão integrar-se ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme se dispuser em
convênio que, para esse fim, for firmado.

Art. 46. o Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecerá mecanismos de incentivos à


participação do setor privado no investimento em ciência e tecnologia e estimulará a

36
Rick – Atendente Sus

transferência de tecnologia das universidades e institutos de pesquisa aos serviços de saúde


nos Estados, Distrito Federal e Municípios, e às empresas nacionais.

Art. 47. O Ministério da Saúde, em articulação com os níveis estaduais e municipais do


Sistema Único de Saúde (SUS), organizará, no prazo de dois anos, um sistema nacional de
informações em saúde, integrado em todo o território nacional, abrangendo questões
epidemiológicas e de prestação de serviços.

Art. 50. Os convênios entre a União, os Estados e os Municípios, celebrados para


implantação dos Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde, ficarão rescindidos à
proporção que seu objeto for sendo absorvido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Art. 52. Sem prejuízo de outras sanções cabíveis, constitui crime de emprego irregular de
verbas ou rendas públicas a utilização de recursos financeiros do Sistema Único de Saúde
(SUS) em finalidades diversas das previstas nesta lei.

Art. 53-A. Na qualidade de ações e serviços de saúde, as atividades de apoio à


assistência à saúde são aquelas desenvolvidas pelos laboratórios de genética humana,
produção e fornecimento de medicamentos e produtos para saúde, laboratórios de analises
clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por imagem e são livres à participação direta ou
indireta de empresas ou de capitais estrangeiros.

Art. 54. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 55. São revogadas disposições em contrário.

Brasília, 19 de setembro de 1990; 169º da Independência e 102º da República.

FERNANDO COLLOR
Alceni Guerra

Este texto não substitui o publicado no DOU de 20.9.1990


Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Calendário Nacional de Vacinação

Criança
Para vacinar, basta levar a
criança a um posto ou
Unidade Básica de Saúde
(UBS) com o cartão da
criança

AO BCG (Bacilo Calmette-Guerin) A criança indígena


NASCE Hepatite B
segue o mesmo
R
calendário até os
4 anos.
Pentavalente
Vacina Inativada Poliomielite 02
mese Aos 5 anos:
(VIP)
Pneumocócica 10 Valente s Pneumocócica
Rotavírus 23 v

Aos 9 anos
03 Meningocócica C HPV
meses

Pentavalente
04
Vacina Inativada Poliomielite
(VIP) mese
Pneumocócica 10 Valente s
Rotavírus

05 Meningocócica C
meses

Pentavalente 06
Vacina Inativada Poliomielite mese
(VIP) s

09 Febre Amarela
meses

38
Rick – Atendente Sus

Tríplice viral
Pneumocócica 10 Valente 12
Meningocócica C mese
s

DTP
15 Vacina Oral Poliomielite (VOP)
mese Hepatite A
s Tetra viral ou tríplice viral + varicela

DTP 04
Vacina Oral Poliomielite ANOS
(VOP)
Varicela atenuada

Adolescente
O adolescente
indígena segue o
mesmo
9a calendário
14 HPV ( meninas )
anos

HPV ( meninos ) 11 e
14
anos
11 e
Meningocócica C
14
anos
Hepatite B
Febre Amarela
10 a
Dupla Adulto
19
Tríplice viral
anos
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Pneumocócica 23 Valente
Dupla Adulto

Adulto

Hepatite B
20 a Febre Amarela
O adulto indígena
59 Tríplice viral
segue o mesmo
Dupla adulto (DT)
Pneumocócica 23 Valente calendário

Idoso

Hepatite B *
O idoso indígena
Febre Amarela *
60 segue o mesmo
Dupla Adulto
anos calendário
Pneumocócica 23 Valente
[ * verificar situação vacinal ]

Gestante
Hepatite B*
Dupla Adulto (DT)*

40
Rick – Atendente Sus

dTpa ** A gestante indígena segue o


mesmo calendário de vacina.
* de acordo com a situação vacinal
** Uma dose a cada gestação a partir da *** Uma dose a cada
20ª semana de gestação ou no puerpério gestação a partir da 20ª
(até 45 dias após o parto)
semana de gestação
Fonte: Portal do Ministério da Saúde
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Relação de Doenças de Notificação Compulsória (DNC)


para o Estadual e Nacional (tente decorar)
 Acidentes por Animal Peçonhento
 Botulismo (*)
 Carbúnculo ou "antrax" (*)
 Cólera (*)
 Coqueluche
 Dengue
 Difteria
 Doença de Chagas (casos agudos)
 Doença Meningocócica
 Meningites
 Esquistossomose (**)
 Febre Amarela (*)
 Febre do Nilo Ocidental(*)
 Febre Maculosa
 Febre Tifóide
 Gestação com sífilis
 Hanseníase (**)
 Hantavirose (*)
 Hepatite B e C
 Hipertemia Maligna (*)
 Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em gestantes e crianças
expostas ao risco de transmissão vertical
 Intoxicação por Agrotóxicos
 Leishmaniose Tegumentar Americana
 Leishmaniose Visceral
 Leptospirose
 Malária
 Peste (*)
 Poliomielite / Paralisia flácida aguda (*)
 Raiva Humana (*)
 Rubéola / Síndrome da Rubéola Congênita
 Sarampo (*)
 Sífilis Congênita
 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) (**)

42
Rick – Atendente Sus

 Síndrome Respiratória Aguda Grave (*)


 Tétano
 Tétano neonatal (*)
 Tracoma (**)
 Tularemia (*)
 Tuberculose (**)
 Varíola (*)
 Agravos inusitados (epidemias)
(* notificação imediata)
(** notificar apenas casos confirmados)
.
Apostila para concurso SUS – C.F, Lei 8.080, história da saúde pública, Calendário de vacinação, Lista de
doenças de notificação compulsória e orientações.

Rick
Atendente SUS em exercício desde 2014
Anterior: ACS

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comentários sobre diretrizes (não foi usado no material, mas serve como consulta para duvidas)
[Link]
de-setembro-de-1990

[Link]
intergestores-tripartite

[Link]

[Link]

[Link]
dnc2016_nac_port204_205_17022016_monitoramento_unidades_sentinelas.pdf

[Link]
dnc_lista_2016.pdf

[Link]

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