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Diferenças entre Direito Público e Privado

O direito é dividido em direito público, que regula interesses coletivos e a relação entre o Estado e a sociedade, e direito privado, que trata das relações entre indivíduos com igualdade jurídica. No direito público, o interesse coletivo prevalece sobre o privado, permitindo ações como desapropriações, enquanto no direito privado, as partes têm igualdade e autonomia. O Estado pode atuar em ambos os ramos, mas sempre respeitando as normas de direito público.

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Diferenças entre Direito Público e Privado

O direito é dividido em direito público, que regula interesses coletivos e a relação entre o Estado e a sociedade, e direito privado, que trata das relações entre indivíduos com igualdade jurídica. No direito público, o interesse coletivo prevalece sobre o privado, permitindo ações como desapropriações, enquanto no direito privado, as partes têm igualdade e autonomia. O Estado pode atuar em ambos os ramos, mas sempre respeitando as normas de direito público.

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o direito é tradicionalmente dividido em dois grandes

ramos: direito público e direito privado. O direito público


tem por objeto principal a regulação dos interesses da
sociedade como um todo, a disciplina das relações entre
esta e o Estado, e das relações das entidades e órgãos
estatais entre si. Tutela ele o interesse público, só
alcançando as condutas individuais de forma indireta ou
reflexa. É característica marcante do direito público a
desigualdade nas relações jurídicas por ele regidas, tendo
em conta a prevalência do interesse público sobre os
interesses privados. O fundamento da existência dessa
desigualdade, portanto, é a noção de que os interesses da
coletividade devem prevalecer sobre interesses privados.
Assim, quando o Estado atua na defesa do interesse
público, goza de certas prerrogativas que o situam em
posição jurídica de superioridade ante o particular,
evidentemente, em conformidade com a lei, e respeitadas
as garantias individuais consagradas pelo ordenamento
jurídico. Por esse motivo, são possíveis medidas como a
desapropriação de um imóvel privado para a construção de
uma estrada. A Constituição assegura o direito de
propriedade, mas faculta ao poder público efetuar
desapropriações, desde que o proprietário receba justa e
prévia indenização. Dessa forma, se for necessária, tendo
em vista o interesse público, a construção de uma estrada
em cujo trajeto esteja um imóvel particular, o Estado
promoverá a desapropriação, independentemente do
interesse do proprietário. Os direitos deste, como a
indenização justa e prévia, serão evidentemente
respeitados, mas a desapropriação, por ser fundada no
interesse público, ocorrerá mesmo que seja contrária à
vontade do particular, aos seus interesses. Em suma, nas
relações jurídicas de direito público o Estado encontra-se
em posição de desigualdade jurídica relativamente ao
particular, subordinando os inte 2 DIREITO
ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO • Marcelo Alexandrino
& Vicente Paulo resses deste aos interesses da
coletividade, ao interesse público, representados pelo
Estado na relação jurídica. Integram esse ramo o direito
constitucional, o direito administrativo, o direito tributário,
o direito penal etc. O direito privado tem como escopo
principal a regulação dos interesses particulares, como
forma de possibilitar o convívio das pessoas em sociedade
e uma harmoniosa fruição de seus bens. A nota
característica do direito privado é a existência de
igualdade jurídica entre os polos das relações por ele
regidas. Como os interesses tutelados são particulares,
não há motivo para que se estabeleça, abstratamente,
subordinação jurídica entre as partes. Mesmo quando o
Estado integra um dos polos de uma relação regida pelo
direito privado, há igualdade jurídica entre as partes.
Nessas hipóteses - são exemplos a venda no mercado de
produtos fabricados por uma sociedade de economia mista
e a celebração de um contrato de abertura de conta-
corrente entre um particular e a Caixa Econômica Federal
-, não está o Estado atuando, precipuamente, na tutela de
interesses coletivos, descabendo cogitar o uso de seu
poder de império; deve, por isso, colocar-se em pé de
igualdade com o polo oposto da relação jurídica. O direito
comercial e o direito civil são os integrantes típicos do
direito privado. Cabe observar, todavia, que não há ramo do
direito em que todas as relações jurídicas sejam
integralmente regidas pelo direito privado. Há
determinadas relações, mesmo travadas exclusivamente
entre particulares, que podem ter repercussão nos
interesses da coletividade como um todo. Em casos assim,
é comum o ordenamento estabelecer regras de direito
público, impositivas, derrogatórias do direito privado,
excluindo a possibilidade de as partes livremente fazerem
valer sua vontade, afastando a incidência dos princípios
basilares do direito privado: autonomia da vontade e
liberdade negociai. Por outro lado, também no âmbito dos
ramos do direito classificados como ramos do direito
público, inúmeras relações jurídicas sujeitam-se à
aplicação subsidiária do direito privado, ou, até mesmo,
são regidas predominantemente pelo direito privado. O que
não é possível é alguma atuação do Estado, em qualquer
campo, ser regida exclusivamente pelo direito privado, com
total afastamento de normas de direito público. O Estado
pode integrar relações jurídicas regidas exclusiva ou
predominantemente pelo direito público, o que ocorre na
maioria das situações, e pode integrar relações jurídicas
regidas predominantemente pelo direito privado, o que se

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