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Diversidade e Adaptações dos Anfíbios

O documento aborda a classificação e características dos anfíbios, incluindo suas adaptações morfológicas e fisiológicas para a vida terrestre e aquática. Destaca a diversidade de espécies, modos de reprodução e a importância das glândulas cutâneas na defesa e na respiração. Além disso, discute a evolução dos membros e a especialização dos sistemas sensoriais e respiratórios dos anfíbios.

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Diversidade e Adaptações dos Anfíbios

O documento aborda a classificação e características dos anfíbios, incluindo suas adaptações morfológicas e fisiológicas para a vida terrestre e aquática. Destaca a diversidade de espécies, modos de reprodução e a importância das glândulas cutâneas na defesa e na respiração. Além disso, discute a evolução dos membros e a especialização dos sistemas sensoriais e respiratórios dos anfíbios.

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❏ Reino: Animal - Metazoa

❏ Filo: Chordata
❏ Classe: Amphibia
❏ Sub-classes:
➢ Temnospondyli +
➢ Lisamphibia
❏ Ordens:
➢ Anura
➢ Urodela
➢ Gymnophiona
➢ Amphi = duplo / bio = vida
➢ 8,736 spp. (Amphibiaweb database - 2024)
★ Anura: 7.698 spp.
★ Urodela: 816 spp.
★ Gymnophiona - Apoda: 222 spp.
➢ Perda dos ossos operculares e formação do pescoço:
- Conectavam a cabeça dos peixes à cintura escapular
- Formação do pescoço → vértebras cervicais
- Cintura peitoral em tetrápodes: suspensa por diversas musculaturas
Transformação das nadadeiras pares dos peixes em quatro patas:
- Membros reforçados e ligados às cinturas peitorais e pélvicas
desenvolveram-se para que fosse possível vencer a força gerada pela gravidade
Especializações entre os tetrápodes: Saltar (anuros)
➢ A alça muscular → absorve impactos dos saltos
➢ Membros posteriores mais robustos e longos (músculos extensores)
➢ Membros anteriores resistentes para auxiliar na aterrissagem
➢ Grupo monofilético: 1. Tegumento permeável e glandular
➢ Especializada para trocas gasosas
➢ Escamas dérmicas simples → cecílias tropicais
➢ 5 classes de cromatóforos são encontradas na derme: xantóforos, eritróforos,
iridóforos, melanóforos e cianóforos)
Proceratophrys boiei
➢ Células de Leydig:

1. Larvas

2. Grandes e dispersas

3. Substâncias antibacterianas e antivirais

➢ Adultos:

1. Estrato córneo fino (retarda a perda de água)

2. Sem células de leydig

3. Glândulas multicelulares: muco e veneno


➢ Glândulas dos anfíbios: localizadas na derme

● Glândulas de muco:
1. Menores
2. Liberam as secreções em ducto comum
3. Lubrificação e ação antibacteriana
4. Dificulta a captura por predadores
5. Podem ser tóxicas / não palatáveis
6. Podem ser adesivas
7. Salamandras: glândulas na cauda para defesa
● Glândulas de veneno (paratóide):
1. Anuros: sapos - armazenam secreções
→ mucosas ou em corrente sanguínea
2. Alcalóides adquiridos na alimentação
- Utilização indígena
- “O veneno na ponta da flecha chega a
durar até um ano para perder seu efeito
massivo.”
- Permeabilidade cutânea: captação
de água e respiração
- Os anfíbios não ingerem água pela
boca
3. Dentes pedicelados:
- formados pela coroa e pelo pedicelo
- Se a coroa é perdida, uma nova coroa nasce pelo
pedicelo e a substitui.
➢ Pesquisa FAPESP e Butantan:
- glândulas de peçonha na boca associada
aos dentes de cecílias

- “Nas cascavéis e jararacas, por exemplo,


esses dentes são ocos, semelhantes a
agulhas de injeção. No caso das cecílias, a
compressão das glândulas durante a
mordida libera o veneno, que penetra no
ferimento.”
4. Bastonetes verdes:
- Em Anuros e caudados
5. Músculo levator bulbi:
- Anuros e caudados são os únicos vertebrados capazes de abaixar e levantar seus olhos
dentro da órbita
- Em cecílias o músculo é vestigial
6. Papilla amphibiorum:
- Capta frequências sonoras inferiores a 1.000 Hertz

7. Papilla basilaris:
- Detecta frequências sonoras superiores a 1.000 Hertz
8. Número de dígitos: dentre os vertebrados viventes, os anfíbios são os únicos que
exibem quatro dígitos nas mãos.
➢ Anfíbios:
- Boca anterior e larga
- Língua longa e protrátil

● Propulsão da língua:
1. Contração dos músculos genioglossos -
ponta da lingua
2. Contração do submentalis (maxilas) -
ponto de apoio
➢ Salamandras: olhos mais frontais para capturar a presa → precisão no
lançamento da língua


➢ Sem glândulas salivares → glândulas mucosas na boca
➢ Esôfago curto e estômago “vertical”
➢ Cecílias: sem diferenciação em delgado e grosso
➢ Intestino:
- Girinos X adultos
- Pode ter um único ceco cólico pequeno
- Cloaca
➢ Os anfíbios, como a maioria dos
vertebrados, não têm alça de Henle.

➢ Os néfrons são constituídos de:


- Glomérulo
- Túbulo proximal
- Segmento intermediário
- Túbulo distal
- Ducto coletor

Vista dorsal dos rins fora do corpo


➢ Implicações fisiológicas: urina hipo ou isosmótica, mas não hiperosmótica
(típica de mamíferos), em relação ao plasma sanguíneo
- Cecílias ou cobras-cegas
- Fossoriais ou aquáticas → pouca variação morfológica
- Olhos reduzidos e pouco funcionais, ápodes
- Tronco curto e inflexível

- Desprovidos de cauda

- Quatro membros locomotores: saltar, nadar,

caminhar

- Vocalização
1. Rãs:
- Pele lisa
- Patas traseiras alongadas e robustas
- Membranas interdigitais
- Saltos longos e boas nadadoras
- Ambientes aquáticos e úmidos
2. Pererecas:
- Pele lisa e fina
- Patas traseiras alongadas e finas
- Discos adesivos nos dígitos
- Normalmente menores

Dígitos
3. Sapos:
- Pele verrugosa, levemente mais grossa e seca
- Patas traseiras curtas e robustas
- Locais com pouca água
- Gl. de veneno
- Salamandras e tritões
- Com cauda
- ~ membros posteriores e anteriores de tamanho similar
- Movimentam-se por ondulações laterais
➢ Sustentação e deslocamento do corpo em
terra firme:
- Meio aquático: alta densidade e viscosidade
- Meio terrestre: gravidade
➢ Adaptações:
1. Coluna vertebral mais reforçada:
- Pescoço flexível
- Ancoramento de músculos
- Costelas para proteção e propulsão
- Anuros: uróstilo + patas
➢ Girinos: bomba bucal e faríngea → fluxo unidirecional de água pelas brânquias
(similar aos peixes).
➢ A bomba bucal permanece nos anfíbios adultos para ventilar os pulmões e gera
dois ritmos ventilatórios distintos:
1. Bucal contínuo em que não
há trocas gasosas
2. Pulmonar intermitente
1. Expansão do assoalho bucal: entrada de ar pelas narinas para a cavidade bucal.
2. Compressão: a posição da glote e das narinas irá determinar se o ar será
encaminhado para fora ou para os pulmões.
➢ Pulmões unicamerais ocupam boa parte da cavidade:
- Rede de trabéculas compostas por músculo liso e tecido elástico
- Aspecto sacular dos pulmões

Vista ventral dos pulmões de


Pseudopaludicola sp. (A), após
remoção do coração e demais
estruturas viscerais.
➢ Pulmões de Siphonops paulensis:
- Pares, porém o pulmão esquerdo é reduzido
- Algumas espécies de gymnophiona perderam o pulmão esquerdo
➢ Coachar → anuros: bem desenvolvida → machos

➢ Típico de cada espécie:

- Atração de parceiros sexuais → menor custo energético

- Isolamento reprodutivo pré-gamético

- Distinção de espécies

- Determinar período reprodutivo


➢ A cada ciclo respiratório:
- O ar é bombeado para dentro dos pulmões pelos músculos (cavidade bucal)
- Ar sai dos pulmões e vai em direção à laringe, vibrando as cordas vocais
- O som é transmitido → saco vocal inflado (propagador do som)
- Algumas espécies não
têm saco vocal

- Fonoteca
- Vídeo 1
- Vídeo 2
➢ Existem quatro tipos básicos de sacos vocais:
1. A grande maioria das espécies tem um único saco vocal subgular
2. Saco vocal subgular e bilobado
3. Saco vocal pareado subgular
4. Saco vocal duplo e lateralmente disposto
➢ Canto de anúncio:
- Produzido por machos e importante no reconhecimento específico
- Dupla função: atração de fêmeas e demarcação territorial
- É o tipo de coaxo mais escutado no ambiente.

➢ Canto agressivo:
- Defesa do território contra machos invasores,
fêmeas e recursos.
- Primeira tática: emitir o canto
territorial (intimidação)
- Combate
➢ Canto de reciprocidade:
- Emitido pelas fêmeas receptivas em resposta ao canto de anúncio dos machos
(poucas espécies)

➢ Canto de libertação:
- Machos e fêmeas não receptivas em resposta a uma tentativa de acasalamento.
- ~ acompanhado por vibrações do corpo
- Macho tenta se acasalar com uma fêmea de outra
espécie ou com outro macho
- O grito de agonia é emitido com a boca aberta e
sem auxílio do saco vocal
➢ Cecílias: comportamento reprodutivo pouco conhecido (detalhes da corte e

cópula são pouco conhecidos)

- Fertilização interna → órgão copulador intromitente - falodeu.

- Exclusivo em gymnophiona: órgão copulador e glândulas do fluido seminal


➢ Os ovos, larvas e juvenis da maioria das espécies nunca foram vistos na natureza
➢ Ovíparas ou vivíparas
➢ Desenvolvimento direto ou indireto
Vivíparas → ovidutos → dentes embrionários
Ovíparas → oviduto → cloaca
➢ Salamandras, fertilização:

- Externa (basal) ou interna (+ 90%)

- Transferência de espermatóforo

→ fêmea o recolhe com a cloaca.


➢ Espécies de fertilização interna:
- ~ o macho corteja a fêmea e deposita um ou mais espermatóforos sobre o substrato
➢ Espécies terrestres:
- Liberação de feromônio com contato físico
- Macho aplica substâncias no corpo da fêmea durante a corte
- Glândulas localizadas na face, na região gular ou na cloaca.
➢ Fêmeas se acasalam com muitos machos
durante o período reprodutivo:
- Estocam espermatozoides viáveis
- Competição de esperma

➢ Espermatóforos podem atuar no


isolamento pré-zigótico:
- Formato distinto entre as espécies
➢ Maioria ovípara, poucos ovovivíparos e vivíparos
➢ Desova em ambientes aquáticos (fase larval) ou terrestres (serrapilheira)
→ larvas terrestres completam seu desenvolvimento com vitelo
➢ Pedomorfose:
- Comum em populações que vivem no Planalto Mexicano → região
relativamente árida, com muitos lagos permanentes.
- Todos os adultos das famílias Cryptobranchidae, Sirenidae, Amphiumidae e
Proteidae retêm características larvais, mesmo quando tratados com hormônios
tireoidianos
➢ Anuros:
- Reprodução pode ser prolongada ou explosiva
→ Prolongada: se reproduzem de algumas semanas até praticamente o ano todo
→ Explosiva vocalizam de um a poucos dias por ano

- Pantanal, Cerrado e
Caatinga
- 1 a 3 dias por ano
- Início da estação
chuvosa
Hypsiboas pulchellus Dermatonotus muelleri
➢ Fêmeas são capazes de avaliar a qualidade do macho por meio de seu canto:
- Frequência e outros parâmetros físicos do canto estão correlacionados com o
tamanho corpóreo do macho e com o seu estado de saúde
➢ Tendência de predomínio de espécies de reprodução prolongada em
ambientes estáveis: florestas tropicais

➢ Ambientes com períodos


sazonais mais marcantes
prevalece as espécies de
reprodução explosiva
tende: caatinga e cerrado
➢ Enorme diversidade de comportamentos reprodutivos
➢ Anamniotas: ovos desprovidos de casca e anexos embrionários
→ envoltos por cápsulas gelatinosas → proteção mecânica

➢ Ovos depositados em locais desprotegidos possuem o polo animal


pigmentado (pela presença de melanina)
→ maior absorção de calor pelos ovos, elevando a taxa de desenvolvimento
embrionário; conferir proteção contra os efeitos deletérios da radiação UV.

➢ Ovos depositados em locais protegidos são despigmentados


Desova de Dendropsophus sp. Ninho de espuma de Eupemphyx
(Hylidae) sobre a vegetação nattereri - corpos de água lênticos
➢ Girinos:

- Cauda longa, comprimida lateralmente, com nadadeiras ventral e dorsal

- Olhos são protuberantes e sem pálpebras

- Boca terminal

- Dentículos queratinizados

e um bico córneo

- Brânquias
➢ Mudanças durante a transição larva-juvenil-adulto:
- Remodelamento da boca
- Desaparecimento da cauda
- Reabsorção de parte do intestino
- Desaparecimento das brânquias
- Desenvolvimento dos pulmões
- Modificação na composição do tegumento
- Desenvolvimento dos membros
➢ Brachycephalus spp. → secreção cutânea tóxica → doenças
cardiovasculares
➢ Brilham na luz ultravioleta

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