O irmão mais velho da família Sentirey que é composta por Darius e Pandora Sentirey, pai e
mãe dos irmãos Sentirey, esses sendo Savian, Delilah e Morgana.
A família sempre foi muito “conservadora” no sentido religioso da palavra, todos
respeitavam muito a lua e toda a energia que ela os proporcionou nos anos que passavam.
Era uma honra sem tamanho ser próximo de algum mago cromático e eles conseguiram,
Blau era um amigo próximo da família tanto de Pandora quanto de Darius, isso sempre
manteve os Sentirey muito tradicionais e apegados ao legado da família.
Savian ia herdar todo o dinheiro que sua mãe conquistou escrevendo livros sobre bestas e
animais de outras dimensões, ele tentou seguir seus passos porém falhou miseravelmente
pois todos os olhos estavam voltados para a jovem prodígio domadora de bestas Delilah,
ninguém sequer se importava com o que Savian fazia ou deixava de fazer.
A bendita que foi exclusivamente abençoada pela lua em seu batizado, não dando espaço
na luz para sua outra metade e roubando os holofotes até mesmo dentro da própria casa.
O relacionamento de Savian com Delilah é complicado, uma inveja imensurável tomava
conta dele toda vez que ela entrava em um cômodo da casa, seguida sempre de sua fiel
sombra, nas noites de festa impressionando a todos com suas habilidades no piano, isso
tornava difícil para Savian de falar sobre suas futuras obras e sobre o que mais gostaria de
escrever além das criaturas, ninguém ligava, nos jantares sempre contava da nova besta
que catalogou com a ajuda de sua mãe e isso fazia seu sangue ferver.
Savian odiava Delilah, mas é claro que se algum fio da cabeça da garota fosse tocado ele
seria deserdado com certeza, sabendo disso Savian decidiu explorar suas frustrações em
contos de terror, escrevendo histórias macabras e sanguinolentas do ponto de vista dos
vilões e assassinos que protagonizam ditas histórias, tais obras nunca foram publicadas por
medo, esse não era o legado da família e seria ridículo apostar sua sorte nas palavras que
foram escritas em seus momentos mais obscuros.
Eventualmente escrever já não era o suficiente, por sorte existia uma alternativa mais
violenta para suas frustrações: Morgana. A exata face de Delilah, porém mais vulnerável,
mais acessível, mais dispensável. Ele foi testando as águas, coisas mais leves primeiro
como implicações “amigáveis” de irmão, bonecas sendo roubadas e devolvidas com alguma
peça faltando, mas tudo foi escalando quando viu que nada seria feito a respeito, as
bonecas que antes voltavam sem um braço ou uma perna agora tinham apenas a cabeça
para contar a história, cabeça essa que tinha seus cabelos completamente arrancados fora,
vestidos do armário da garota apareciam completamente picotados sem motivo aparente,
empurrões e puxões de cabelo quando estavam sozinhos, xingamentos e tapas já faziam
parte da rotina, tudo o que ele precisava evitar era danificar muito seu rosto.
O problema começou quando Morgana passou a fugir para a casa de Azazel, ela usava a
desculpa de que ia brincar e ninguém da família sentia muito a falta dela então ela só saia,
mas claro que Savian sabia o que estava acontecendo. Foi ficando cada vez mais difícil ter
um momento para si com Morgana, mas quando tinha as agressões eram muito piores.
Ver “Delilah” chorando era impagável para ele, sempre que sentia algum pingo de frustração
logo ele ia atrás da gêmea para se acalmar, isso é até Morgana morrer pelo menos.
Foi uma noite de viagem, toda a família havia saído para comemorar o aniversário das
gêmeas em uma das muitas dimensões lunares, Morgana acabou saindo da trilha e Savian
torcia para que ela se perdesse então não avisou ninguém, infelizmente Delilah foi atrás
dela dando uma desculpa qualquer e logo os três membros da família ficaram para trás,
algumas horas depois assim que Pandora começou a se preocupar com suas filhas Delilah
volta chorando, falando com a voz trêmula que Morgana havia sido devorada viva por uma
aranha gigante.
Após a morte de Morgana a casa ficou mais silenciosa, o clima ficou frio, parece que todos
evitam o assunto, sua existência foi varrida para debaixo do tapete e Delilah se tornou a
única gêmea da casa. Mencionar o nome de Morgana para outros era um tabu, mas entre
as paredes da casa o sr e sra Sentirey agradeciam aos céus e à terra por ter sido Morgana
e não Delilah naquela fatídica noite, afinal a abençoada pela lua não poderia morrer de jeito
algum.
O relacionamento de Savian não mudou muito com sua família, pelo menos Morgana
morreu sem contar o que acontecia , ele até sentia “saudades” dela, sua maior frustração
era se incomodar com Delilah e não ter mais um escape para extravasar suas emoções,
então voltou a focar nos contos violentos que escrevia sozinho em seu quarto.
Sua mãe seguia tão distante quanto sempre, saindo em aventuras para catalogar bestas
com a gêmea restante, indo de dimensão em dimensão para aproveitar a vida com Delilah
antes de ela entrar para Sininen. Já seu pai costumava ficar mais em casa, trancado no
escritório, ele não era o ganha pão da família mas precisava fingir que sim então suas
conversas com Savian eram superficiais e em poucas ocasiões, quando todos da família
estavam reunidos, como o jantar.
Resumo da personalidade de Savian: Escritor frustrado, nobre com traços fortes de
sadismo, filhadaputagem é o sobrenome dele. Nutria um ódio profundo pela Delilah então
descontava na Morgana, eu não sei o quanto isso mudou depois da guerra e depois que
“todos” os Sentirey faleceram, mas a Morgana com certeza não esqueceu tudo o que ela
passou.