Disjunção Lógica: Exemplo e Aplicação
Disjunção Lógica: Exemplo e Aplicação
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eficiência.
*Importante: As estatísticas apresentadas não são provenientes da banca FUNECE, pois a base de dados
consultada não contém questões específicas dessa organizadora. Os dados foram elaborados com base em
questões de concursos anteriores da área policial, considerando conteúdos semelhantes e padrões de cobrança
recorrentes nesse tipo de seleção.
Queridos alunos, neste capítulo trataremos do seguinte tópico do seu edital: Estrutura lógica de relações
arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações
fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações.
LÓGICA DE PROPOSIÇÕES
A proposição lógica é uma oração declarativa que pode ser classificada como verdadeira ou falsa, mas nunca
ambos. Vamos aos critérios e exemplos:
1. Oração: A proposição lógica deve ser uma oração, ou seja, deve conter um verbo
2. Sentença declarativa (afirmativa ou negativa): Apenas sentenças que afirmam ou negam algo são
consideradas proposições. Sentenças exclamativas, interrogativas, imperativas e optativas não são
proposições lógicas.
Exemplos de sentenças que não são proposições:
3. Admite um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: Sentenças abertas e paradoxos não são
proposições lógicas porque não possuem um valor verdadeiro ou falso definido.
• Sentenças abertas: São aquelas que dependem de variáveis ou informações adicionais para
determinar seu valor lógico.
• Paradoxo: É uma sentença que se contradiz, impossibilitando a atribuição de um valor lógico único.
o "Esta afirmação é falsa." (Se a afirmação é verdadeira, então ela é falsa, e vice-versa)
Atenção! Quantificadores: Termos como "todo", "algum", "nenhum", "pelo menos um" e "existe"
transformam sentenças abertas em proposições, já que especificam uma quantidade ou existência,
permitindo determinar se são verdadeiras ou falsas.
• Identidade: Uma proposição verdadeira permanece verdadeira, e uma proposição falsa permanece
falsa.
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• Não Contradição: Uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.
• Terceiro Excluído: Uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa; não há um terceiro valor possível.
Esses princípios garantem a consistência e clareza do raciocínio lógico dentro desse sistema.
PROPOSIÇÕES SIMPLES
A negação de uma proposição simples p gera uma nova proposição simples ~p.
Uso do "não" e de expressões correlatas: "não", "não é verdade que", "é falso que". A nova proposição ~p
sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p.
Se a proposição original é uma sentença declarativa negativa, a negação dela será uma sentença declarativa
afirmativa.
q: "Brasília não é a capital do Rio de Janeiro."
~q: " Brasília é a capital do Rio de Janeiro."
Negação usando antônimos: nem sempre o uso de um antônimo nega a proposição original.
"O Grêmio venceu o jogo".
É errado dizer que a negação é "o Grêmio perdeu o jogo", porque o jogo poderia ter empatado. Para negar
uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas, devemos negar o
verbo da oração principal.
Dupla negação: ~(~p) ≡ p.
Várias negações em sequência:
• Número par de negações: proposição equivalente a original; e
• Número ímpar de negações: nova proposição é a negação da proposição original.
Diferença entre a língua portuguesa e a linguagem proposicional: para a linguagem proposicional, "não
vou comer nada" seria equivalente a "vou comer". Na língua portuguesa, tal frase significa que a pessoa
realmente não vai comer coisa alguma.
p: "Vou comer."
~p: "Vou comer nada."
~ (~p): "Não vou comer nada."
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
PROPOSIÇÃO COMPOSTA: resulta da combinação de duas ou mais proposições simples por meio do uso de
conectivos.
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÃO COMPOSTA: depende dos valores lógicos atribuídos às proposições simples que
a compõem. O operador lógico de negação (~) não é um conectivo.
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
CONECTIVO
TIPO NOTAÇÃO CONECTIVOS ALTERNATIVOS
COMUM
p, mas q
CONJUNÇÃO e p^q
DISJUNÇÃO -
ou pVq
INCLUSIVA
p implica q
quando p, q
se p, q
como p, q
p, se p
q, pois q
q porque q
p assim como q
p se e só se q
Se p então q e se q então p
Se e somente
BICONDICIONAL p <--> q
Se p é condição necessária e
suficiente para q
CONJUNÇÃO (P ∧ Q)
A conjunção é verdadeira apenas quando ambas as proposições são verdadeiras.
p q p∧q
V V V
V F F
F V F
F F F
CONDICIONAL (P→Q)
A condicional é falsa apenas quando p é verdadeira e q é falsa.
p q p→q
V V V
V F F
F V V
F F V
p q pvq
V V F
V F V
F V V
F F F
BICONDICIONAL (P ↔ Q)
A bicondicional é verdadeira quando ambas as proposições possuem o mesmo valor lógico (ambas verdadeiras
ou ambas falsas).
p q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V
DEFINIÇÃO DE TABELA-VERDADE
A tabela de verdade é uma ferramenta empregada para estabelecer todos os valores lógicos
(Verdadeiro ou Falso) assumidos por uma proposição composta, com base nos valores lógicos atribuídos
às proposições simples das quais ela é constituída.
Em lógica proposicional, dizemos que duas proposições são equivalentes quando, ao construirmos
suas respectivas tabelas-verdade, os resultados são idênticos em todas as combinações possíveis de valores
lógicos (verdadeiro ou falso) das variáveis envolvidas. Isso significa que, independentemente das
circunstâncias, as duas proposições sempre terão o mesmo valor lógico — ou ambas são verdadeiras ou
ambas são falsas ao mesmo tempo.
A equivalência lógica é representada pelos símbolos ⇔ (dupla implicação) ou ≡ (identidade lógica). Essas
notações indicam que uma proposição "tem o mesmo conteúdo lógico" que a outra. Assim, se as proposições
A e B forem logicamente equivalentes, podemos expressar isso de duas formas:
EQUIVALÊNCIAS FUNDAMENTAIS
No estudo da lógica proposicional, uma das equivalências mais cobradas em provas é a
contrapositiva da condicional. Trata-se de uma forma alternativa — mas logicamente idêntica — de
expressar uma proposição condicional.
p→q ≡ ∼q→∼p
Ou seja, “se p, então q” é logicamente equivalente a “se não q, então não p”.
p→q: “Se o trânsito está congestionado, então Pedro chegou atrasado ao trabalho.”
Aplicando a contrapositiva:
“Se Pedro não chegou atrasado ao trabalho, então o trânsito não está congestionado.”
Ambas as proposições — a condicional e sua contrapositiva — sempre terão os mesmos valores lógicos, em
qualquer situação. Por isso, são chamadas de equivalentes logicamente.
CONTRAPOSITIVA DA CONDICIONAL
p→q≡ ∼q→∼p
Essa equivalência afirma que uma proposição condicional tem o mesmo valor lógico que sua contrapositiva.
Para formá-la, basta negar os dois termos e inverter a ordem. Se “Se p, então q” é verdadeira, então “Se não
q, então não p” também será — e vice-versa. Ambas sempre andam juntas.
Exemplo:
p: “Está chovendo.”
q: “A rua está molhada.”
Proposição original:
“Se está chovendo, então a rua está molhada.”
Contrapositiva:
“Se a rua não está molhada, então não está chovendo.”
A condicional pode ser reescrita como uma disjunção (ou) com negação do antecedente. Essa é uma das
equivalências mais usadas em provas de negação. A única forma de a condicional ser falsa é se p for
verdadeira e q for falsa. Isso é exatamente o mesmo que dizer: “Ou p é falsa, ou q é verdadeira.”
Exemplo:
p: “João estuda.”
p∨q≡∼p→q
Essa é a equivalência inversa da anterior. A disjunção pode ser transformada em uma condicional, desde
que se negue o primeiro termo e se use o segundo como consequente. “p ou q” é logicamente equivalente
a “Se não p, então q”. Essa forma aparece bastante nas alternativas disfarçadas das provas.
Exemplo:
Disjunção:
“Pedro comparece à reunião ou as decisões serão adiadas.”
Condicional equivalente:
p↔q≡(p→q)∧(q→p)
Uma bicondicional afirma que p e q sempre têm o mesmo valor lógico. Para isso, é necessário que p implique
q e que q implique p. Daí sua equivalência como a conjunção de duas condicionais. A afirmação “p se e
somente se q” só é verdadeira quando p implica q e q implica p. Ou seja, um depende do outro.
Exemplo:
p: “Ana trabalha.”
Equivale a:
As Leis de De Morgan são regras fundamentais da lógica proposicional que explicam como negar
expressões compostas envolvendo os conectivos conjunção (∧) e disjunção (∨). Elas mostram que negar uma
proposição composta não é o mesmo que negar cada parte isoladamente sem alterar o conectivo.
Portanto, preste atenção! As Leis de De Morgan mostram como negar conjunções (e) e disjunções
inclusivas (ou).
∼(p∧q)≡∼p∨∼q
Como fazer:
Exemplo:
NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO
Como resultado, podemos escrever que a negação de p∧q, também conhecida por ~(p∧q), é
equivalente a ~p ∨~q:
~ (p∨q) ≡ ~p∧~q
NEGAÇÃO DA CONDICIONAL
~ (p→q) ≡ p∧~q
A negação da condicional é realizada do seguinte modo:
Exemplo:
Negar uma disjunção exclusiva é dizer que os dois valores são iguais — ou ambos verdadeiros, ou ambos
falsos — que é justamente a definição de bicondicional.~(p∨q) ≡ pq
~ (p∨q) ≡ pq
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NEGAÇÃO DA BICONDICIONAL
A negação de uma bicondicional não é simplesmente negar os termos diretamente. Em lógica
proposicional, a negação de uma bicondicional se transforma em uma disjunção exclusiva (ou-exclusivo), ou
seja:
Exemplo prático:
Considere:
• p: “Maria estudou.”
A bicondicional seria:
Negar essa bicondicional significa dizer que as duas afirmações não têm a mesma verdade lógica, ou seja, uma
é verdadeira e a outra é falsa. A negação correta será:
"Maria estudou e não foi aprovada, ou Maria não estudou e foi aprovada."
Dica de ouro para provas! Nunca negue a bicondicional apenas negando os dois lados! Isso é um erro comum.
A negação envolve mostrar que há descompasso entre as proposições, ou seja, elas não ocorrem juntas.
∼p → q ∧ r
Para resolver essas dúvidas, observe a ordem padrão de precedência dos conectivos lógicos (do mais forte
para o mais fraco):
2. Conjunção (∧)
5. Condicional (→)
6. Bicondicional (⇔)
Análise da proposição:
∼p→q∧r
(∼p)→(q∧r)
Ou seja:
• Primeiro, nega-se p;
ÁLGEBRA DE PROPOSIÇÕES
A álgebra das proposições é uma ferramenta poderosa no raciocínio lógico que permite manipular e
simplificar expressões lógicas por meio de regras e equivalências conhecidas. Em vez de recorrer sempre à
construção de tabelas-verdade, o domínio dessa técnica proporciona respostas mais rápidas e estratégicas,
especialmente em provas com tempo limitado.
PROPRIEDADE COMUTATIVA
A comutatividade indica que a ordem das proposições não altera o valor lógico da proposição
composta. Em outras palavras, trocar os termos de lugar não afeta o resultado.
Aplicações:
• Bicondicional: p↔q≡q↔p
PROPRIEDADE ASSOCIATIVA
A associatividade permite agrupar proposições de maneiras diferentes sem alterar o valor lógico final. Trata-
se de reordenar parênteses em cadeias com o mesmo conectivo. Essa propriedade existe porque, para esses
conectivos, a avaliação lógica é acumulativa e não depende da ordem da avaliação dos grupos. Ou seja,
agrupar à esquerda ou à direita não altera o resultado.
Aplicações:
• Conjunção: (p∧q)∧r≡p∧(q∧r)
• Disjunção: (p∨q)∨r≡p∨(q∨r)
PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA
A distributividade permite reorganizar proposições compostas combinando dois conectivos diferentes.
Trata-se de "distribuir" uma proposição comum a dois termos dentro de outro conectivo. É uma ferramenta
útil para "expandir" ou "fatorar" expressões, assim como fazemos na álgebra comum. Ela permite manipular
logicamente sentenças para facilitar negações ou comparações com outras proposições.
Aplicações:
PROPRIEDADE DA IDENTIDADE
Esta propriedade trata do efeito de conectar uma proposição a uma constante lógica — uma tautologia
(sempre verdadeira) ou contradição (sempre falsa). No caso da conjunção, se você conjuga uma proposição
com uma falsidade, o resultado será falso. Com uma verdade, a conjunção não muda a proposição. O inverso
vale para a disjunção.
Aplicações:
• p∧V≡p
• p∧F≡F
• p∨F≡p
• p ∨ V ≡V
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PROPRIEDADE DA ABSORÇÃO
A absorção mostra que, em certos contextos, uma parte da proposição já é suficiente para determinar seu
valor lógico, tornando os demais elementos redundantes. No primeiro caso, se p for verdadeiro, o disjuntor
inteiro já será verdadeiro, independentemente do que vier depois. No segundo, se p for falso, a conjunção
toda será falsa, mesmo que p∨qp \lor qp∨q seja verdadeira. Assim, p "absorve" os termos adicionais.
Aplicações:
• p∨(p∧q)≡p
• p∧(p∨q)≡p
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
As proposições categóricas pertencem ao campo da lógica clássica (ou lógica aristotélica) e têm por
finalidade afirmar ou negar que certos membros de uma classe (sujeito) pertencem a outra classe
(predicado). Elas fazem isso por meio do uso explícito de quantificadores, que determinam a quantidade de
elementos da classe sobre a qual se está afirmando ou negando algo.
Essa proposição está afirmando uma inclusão total da classe "professores" dentro da classe "dedicados". Por
isso, é chamada de universal afirmativa, um dos quatro tipos básicos de proposições categóricas.
QUANTIDADE
Refere-se ao número de elementos do sujeito aos quais o predicado se aplica.
QUALIDADE
Refere-se ao tipo de relação estabelecida entre o sujeito e o predicado.
• Analisar Proposições Categóricas: Por exemplo, para visualizar proposições como "Todo A é
B", representamos o conjunto A completamente dentro do conjunto B.
• Testar Validade de Argumentos: Os diagramas ajudam a verificar se a conclusão de um
argumento é consistente com as premissas apresentadas.
• Resolução de Problemas Lógicos: São frequentemente usados para resolver questões de
lógica e raciocínio, como aquelas envolvendo conjuntos numéricos, conjuntos de pessoas, ou
características específicas.
PRINCIPAIS COMPONENTES
1. Conjunto: Representado por um círculo ou outra forma, é um grupo de elementos que
compartilham uma característica em comum.
ANIMAIS
O círculo que representa "peixes" não se sobrepõe ao círculo que representa "mamíferos",
mostrando que os dois conjuntos são totalmente separados.
PEIXE MAMÍFERO
VERDADES E MENTIRAS
A partir dessas pistas, o candidato precisa testar hipóteses, assumindo uma das falas como verdadeira e
verificando as consequências lógicas disso nas demais.
Características Comuns:
• Condições e Regras: As questões geralmente estabelecem regras ou condições claras, como "se a
pessoa A está dizendo a verdade, então a pessoa B está mentindo" ou "apenas um entre os três diz a
verdade".
• Raciocínio Dedutivo: Para resolver essas questões, é necessário analisar as condições dadas e deduzir,
passo a passo, quem está falando a verdade e quem está mentindo, eliminando possibilidades até
chegar à conclusão correta.
Escreva claramente o que cada pessoa disse. Use nomes curtos ou letras para facilitar.
Escolha uma das falas como verdadeira e veja se as demais fazem sentido com base nisso. Se houver
contradição, descarte a hipótese e teste outra.
Essas restrições quantitativas são cruciais. A solução deve satisfazer integralmente o enunciado.
Exemplo Prático
Verifiquemos Lucas: Lucas diz: “Mariana está mentindo.” Mas pela hipótese, Mariana está dizendo a verdade,
então a fala de Lucas é falsa.
Temos:
• Lucas mente
• Mariana diz a verdade
• Thiago mente
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
ARGUMENTOS DEDUTIVOS
Um argumento é um encadeamento lógico entre premissas e uma conclusão. Nos argumentos dedutivos,
a conclusão é consequência lógica necessária das premissas.
• As premissas são proposições assumidas como verdadeiras para efeitos de análise. Também são
chamadas de hipóteses.
• O argumento dedutivo típico é o silogismo, composto por duas premissas e uma conclusão.
Tipos:
• Validade refere-se ao argumento como um todo: um argumento é válido se, supondo as premissas
verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.
• Veracidade é uma propriedade das proposições: elas podem ser verdadeiras ou falsas,
independentemente da validade do argumento.
SILOGISMO CATEGÓRICO
Um silogismo categórico é um argumento dedutivo com duas premissas e uma conclusão, todas expressas
em proposições categóricas do tipo A, E, I, O.
Modos silogísticos:
Cada modo é identificado por três letras (A, E, I, O) que indicam o tipo da premissa maior, menor e da
conclusão.
Exemplo: A (premissa maior universal afirmativa, premissa menor universal afirmativa, conclusão universal
afirmativa).
FIGURAS DO SILOGISMO
4. Um termo não pode ser mais abrangente na conclusão do que era nas premissas.
Usa-se principalmente em argumentos categóricos. Representa-se a relação entre conjuntos (classes) por
meio de diagramas de Venn, avaliando se a conclusão decorre das premissas.
2. Método da Tabela-Verdade
Passos:
Aplica-se preferencialmente quando a conclusão é simples, uma condicional ou uma disjunção. Parte-se da
negação da conclusão e verifica-se se isso contradiz as premissas, o que indicaria validade do argumento.
Queridos alunos, nesse capítulo estudaremos o seguinte tópico do seu edital: Compreensão e análise da lógica
de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio
sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos.
RACIOCÍNIO SEQUENCIAL
Raciocínio sequencial é a capacidade de identificar padrões lógicos e relações de causa e efeito
entre elementos que se apresentam em uma sequência (normalmente de números, letras ou figuras).
Diferente de um raciocínio puramente teórico, esse tema exige raciocínio prático. A banca quer ver se você
sabe identificar padrões, regras e comportamentos lógicos, e não se você memorizou fórmulas. Entende?
Uma sequência é uma lista de elementos organizados de maneira ordenada, geralmente com base
em uma regra de formação. Exemplos de sequências numéricas simples:
• a₁ é o primeiro termo
• a₂ é o segundo termo
• a₃ é o terceiro termo
Essa notação é útil para entender a lei de formação, que é a regra que define como os termos são
construídos. Por exemplo: Se temos a sequência (3, 6, 9, 12, 15, …), a regra é: aₙ = 3 × n
• a₁ = 3 × 1 = 3
• a₂ = 3 × 2 = 6
• a₃ = 3 × 3 = 9
• a₄ = 3 × 4 = 12
RAIO-X | Raciocínio Lógico |27 de 98
• a₅ = 3 × 5 = 15
Essa expressão aₙ = 3n permite encontrar qualquer termo da sequência, mesmo o milésimo, sem
precisar escrever tudo.
SEQUÊNCIA DE FIBONACCI
A Sequência de Fibonacci é uma sucessão numérica definida por uma relação de recorrência simples,
em que cada termo, a partir do terceiro, é obtido pela soma dos dois termos imediatamente anteriores. Sua
formulação matemática é dada por:
• F₁ = 0
• F₂ = 1
• Fₙ = Fₙ₋₁ + Fₙ₋₂, para todo n ≥ 3
Essa definição cria uma sequência crescente de números inteiros positivos, comumente iniciada da
seguinte forma:
Cada termo é, portanto, função direta dos dois termos que o precedem.
Para compreender a construção da sequência, vejamos os primeiros elementos gerados pela fórmula:
F₁ = 0
F₂ = 1
F₃ = F₂ + F₁ = 1 + 0 = 1
F₄ = F₃ + F₂ = 1 + 1 = 2
F₅ = F₄ + F₃ = 2 + 1 = 3
F₆ = F₅ + F₄ = 3 + 2 = 5
F₇ = F₆ + F₅ = 5 + 3 = 8
F₈ = F₇ + F₆ = 8 + 5 = 13
E assim sucessivamente.
• Crescimento Progressivo: A sequência cresce de forma não linear, com os valores aumentando de
maneira mais acentuada a partir de determinado ponto.
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• Relação com a Proporção Áurea (φ): À medida que os termos aumentam, a razão entre um termo
e seu antecessor tende a se aproximar de φ (phi), a razão áurea, cujo valor é aproximadamente:
• Fórmula de Binet: Embora a definição padrão da sequência seja recursiva, existe uma fórmula
explícita para calcular o n-ésimo termo, conhecida como fórmula de Binet:
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
A progressão aritmética, ou simplesmente P.A., é um tipo de sequência onde os números andam
sempre com o mesmo passo. Esse "passo" é chamado de razão. Se a gente começa com um número e vai
somando (ou até subtraindo) sempre esse mesmo valor, temos uma P.A.
Por exemplo: 4, 7, 10, 13... Cada número está 3 unidades à frente do anterior. Esse 3 é a tal da razão.
Diferente da progressão geométrica, onde os números se multiplicam (tipo 2, 4, 8, 16...), na P.A. a
gente só soma ou subtrai. Por isso ela é mais linear, cresce (ou decresce) de forma constante.
Outra coisa é que a P.A. pode ser finita, ou seja, ter um fim — como (70, 60, 50, 40, 30, 20, 10) — ou
pode continuar pra sempre, quando é infinita, como (1, 2, 3, 4, 5, ...).
E cada termo tem uma posição: o primeiro, o segundo, o terceiro... Por isso usamos símbolos tipo a1,
a2, a3, an e assim vai. Por exemplo, em (2, 4, 6, 8, 10), o termo da quarta posição (o a4) é 8.
Para encontrar a soma dos termos de uma P.A. finita, basta utilizar a fórmula:
o n: posição do termo
ORIENTAÇÃO TEMPORAL
A orientação temporal é a capacidade de operar logicamente com referências de tempo, como datas,
dias da semana, unidades de medida temporal e funcionamento do calendário. Em provas de concursos, esse
conteúdo aparece para avaliar o domínio do candidato sobre relações temporais estruturadas e cálculos com
precisão lógica. Os problemas costumam envolver três eixos principais:
A lógica temporal exige domínio completo das relações entre as unidades básicas de tempo. Veja:
• 1 minuto = 60 segundos
• 1 hora = 60 minutos = 3.600 segundos
• 1 dia = 24 horas = 1.440 minutos = 86.400 segundos
• 1 semana = 7 dias
• 1 ano comum = 365 dias
• 1 ano bissexto = 366 dias
Observação: o segundo bissexto é inserido a cada 4 anos, exceto nos múltiplos de 100 que não são múltiplos
de 400. Ou seja, 2000 foi bissexto, mas 1900 não foi.
• Um ano normal tem 365 dias → 52 semanas + 1 dia → ele começa e termina no mesmo dia da
semana.
• Um ano bissexto tem 366 dias → 52 semanas + 2 dias → ele termina dois dias da semana após o dia
em que começou.
Exemplo: se 1º de janeiro de um ano bissexto é uma segunda-feira, então 31 de dezembro cairá em uma terça-
feira.
Essas condições garantem que a estrutura mensal e a sequência dos dias da semana se repitam integralmente.
a) Intervalo inclusive:
b) Intervalo exclusive:
Quando as datas envolvem meses diferentes, o intervalo exclusive pode ser obtido por:
Exclusive=Inclusive−1
Essa distinção é crucial para problemas que exigem precisão ao lidar com contagens de dias úteis, folgas,
prazos processuais, etc.
Exemplo:
Se segunda-feira é dia 1 e o intervalo exclusive até a data final é 10 dias:
10 ÷ 7 = 1 semana e resto 3
Segunda + 3 dias = quinta-feira
Duas datas caem no mesmo dia da semana quando o intervalo exclusive entre elas for múltiplo de 7. Isso
permite inferências como:
ORIENTAÇÃO ESPACIAL
A orientação espacial é a habilidade de interpretar e manipular informações relativas a direção,
posição e deslocamento no espaço. Em provas de raciocínio lógico, essa habilidade é testada por meio de
situações envolvendo mapas mentais, deslocamentos relativos e identificação de rotas. O domínio da
orientação espacial exige conhecimento dos pontos cardeais e colaterais, além da compreensão dos ângulos
formados entre as direções e de regras de deslocamento com ou sem mudança de orientação. O plano de
orientação convencional é composto por quatro direções principais, chamadas de pontos cardeais:
Regras importantes:
Entre os pontos cardeais, localizam-se os pontos colaterais, que formam os quatro quadrantes diagonais do
plano:
Esses pontos são úteis para descrever direções angulares, movimentos em diagonal ou posicionamento
relativo.
a) Interpretação de deslocamentos:
Exemplo: “Um indivíduo parte para o Norte, vira à direita, caminha 2 km, depois vira à esquerda...”
O candidato deve seguir instruções sequenciais e reconstruir mentalmente o percurso, registrando cada
mudança de direção. Ao final, pode-se perguntar:
c) Reconhecimento de simetrias:
Muitas questões trabalham com rotacionar mapas, refletir trajetos ou inverter orientações (como “se
estivesse de costas para o Norte, qual seria sua esquerda?”). Essas transformações exigem análise espacial e
noção de ângulo entre direções.
• Vista Frontal: o que se vê ao observar o objeto de frente, em direção perpendicular à face frontal.
• Vista Superior (ou planta): o que se vê de cima, como se estivesse projetando o objeto sobre um plano
horizontal.
• Vista Lateral Direita: o que se vê do lado direito, olhando perpendicularmente à lateral direita do
sólido.
Cada uma dessas vistas elimina a profundidade do objeto na direção observada, ou seja, não revela o que está
oculto atrás ou dentro da forma. Elas mostram apenas os contornos e relevos visíveis do ângulo observado.
• Vista lateral (esquerda ou direita): um retângulo, pois o observador enxerga a altura e o diâmetro do
cilindro, mas não percebe a curvatura.
• Vista superior: uma circunferência, pois ao olhar de cima, o observador projeta apenas o topo circular
do cilindro sobre o plano.
Essa diferença mostra que a forma percebida depende diretamente da posição do observador em relação ao
objeto.
RACIOCÍNIO MATEMÁTICO
O raciocínio matemático é uma das ferramentas cognitivas mais importantes para a resolução de
problemas estruturados, especialmente em contextos de provas e concursos. Diferente da matemática
aplicada diretamente a cálculos aritméticos, o raciocínio matemático envolve a capacidade de interpretar,
modelar, deduzir e resolver situações-problema por meio de lógica formal, estruturação de informações e
aplicação de princípios fundamentais de contagem, análise combinatória, proporcionalidade, sequências,
entre outros.
Trata-se de um campo voltado à resolução estratégica de problemas, no qual o candidato deve extrair
do enunciado os dados relevantes, estabelecer relações lógicas entre as variáveis envolvidas e, a partir disso,
construir uma linha de raciocínio que leve à conclusão correta — geralmente, com economia de tempo e alto
rigor lógico.
Aplica-se quando há escolha entre eventos mutuamente exclusivos (isto é, não ocorrem simultaneamente).
Se:
m+n
Exemplo: Pedro pode usar 3 tênis ou 2 sapatos. Como ele deve escolher apenas um calçado, há 3+2=5
PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO
• A segunda de n formas,
M×n
Exemplo: João tem 3 camisas e 4 calças. Quantas combinações de roupa ele pode formar?
R: 3×4=12
FATORIAL
O fatorial de um número natural nnn, denotado por n!n!n!, é o produto de todos os números inteiros
positivos menores ou iguais a nnn:
n!= n ⋅(n−1)⋅(n−2)⋅⋯⋅2⋅1
Exemplo:
5!=5⋅4⋅3⋅2⋅1=120
Por convenção:
0!=1
Se você deseja distribuir n objetos (os chamados "pombos") em m compartimentos (as "casas"), e se
n>m, então pelo menos um compartimento conterá dois ou mais objetos. Esse resultado não é apenas
provável — ele é necessário. Trata-se de uma garantia lógica de repetição, válida independentemente da
distribuição adotada.
Esse princípio se baseia no conceito fundamental de distribuição discreta. Suponha o caso ideal de
distribuição uniforme: cada compartimento recebe exatamente um objeto. Isso só é possível quando n≤m
Como os objetos são indivisíveis, ao menos um compartimento deve conter dois ou mais.
Exemplo:
• O 5º pombo não pode ocupar uma casa vazia (não há mais), então ele obrigatoriamente irá
compartilhar uma casa com outro.
Atenção!
O Princípio da Casa dos Pombos não diz onde está a repetição, nem como ela ocorre. Ele apenas garante
que, sob certas condições, a repetição é inevitável. Trata-se de uma ferramenta poderosa para:
• Identificar contradições;
PERMUTAÇÃO
Permutação é uma disposição ordenada de elementos. Ou seja, trata-se do número de maneiras
distintas de organizar todos os elementos de um conjunto, considerando que a ordem importa. Se temos
nnn elementos distintos, o total de permutações simples possíveis é dado por:
P (n) = n!
P(3) = 3! = 3 x 2 x 1 = 6
Quando alguns elementos devem ocupar posições específicas e não podem se mover.
P(n−p)
Exemplo:
5 pessoas numa fila. Maria e João têm lugares obrigatórios (fixos). Quantas formas de organizar as outras 3?
P(3)=3! =6
ELEMENTOS DEFINIDOS PARA CERTAS POSIÇÕES (MAS SEM POSIÇÃO FIXA ENTRE SI)
Quando certos elementos devem ocupar um grupo de posições, mas sem definir quem vai em qual lugar.
Como resolver?
P(p)
P(n−p)
6 pessoas vão se sentar. Sabemos que 2 delas devem ocupar as duas primeiras cadeiras (mas sem especificar
quem). Quantas formas?
P(4)×P(2)=24×2=48
Porque as permutações entre elementos iguais não criam novas disposições distintas. Para cada grupo de
repetições, você divide pelo fatorial do número de vezes que ele se repete.
Fórmula:
onde:
• n é o total de elementos,
• ai são as repetições de cada grupo de elementos iguais.
Exemplo 1:
Quantos anagramas da palavra ANA?
Letras: A, N, A → total = 3 letras, com A repetido 2 vezes.
PERMUTAÇÃO CIRCULAR
Quando os elementos são dispostos em círculo, como ao redor de uma mesa. Nesse caso, rotacionar todos
os elementos ao mesmo tempo não gera uma nova configuração — é simetricamente igual.
Por que subtrair 1? Porque uma das posições pode ser fixada (já que girar o círculo não muda a ordem relativa
dos elementos). Então, permuta-se apenas os n−1 restantes.
Pc(n)=(n−1)!
Pc(6)=5!=120
P(6)=720
Logo, 600 disposições a mais seriam equivalentes por rotação e são descartadas.
ARRANJO E COMBINAÇÃO
ARRANJO
Um arranjo é uma seleção ordenada de k elementos distintos extraídos de um conjunto de n elementos, sem
repetição. Isto é, a posição importa.
Justificativa:
• … até k elementos.
Exemplo 1: 6 pessoas, e serão sorteadas 3, com ordem relevante (ex: 1º, 2º, 3º lugar no pódio).
COMBINAÇÃO
Uma combinação é uma seleção sem importar a ordem entre os k elementos retirados de um conjunto de n
elementos. Ou seja, o grupo é o que importa — não quem está na frente. Como no arranjo a ordem importa,
removemos da contagem as permutações internas de cada grupo — ou seja, dividimos por k! o número de
formas de rearranjar os selecionados.
Exemplo 1:
Conjunto: {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
Agora, subtraia os pares consecutivos: Consecutivos possíveis: {1,2}, {2,3}, {3,4}, {4,5}, {5,6}, {6,7}, {7,8} → 7
pares
Resultado:
Um conjunto é uma coleção de elementos que possuem uma característica em comum, e essa
característica permite determinar com clareza se um objeto pertence ou não a esse conjunto. Os elementos
de um conjunto podem ser números, letras, objetos ou qualquer entidade bem definida.
• Listagem (ou extensão): enumera-se todos os elementos entre chaves. Exemplo: A = {1, 2, 3, 4, 5}.
• Propriedade (ou compreensão): descreve-se uma regra que caracteriza os elementos. Exemplo: B = {x
∈ ℕ | x é par e menor que 10}.
• Diagrama de Venn-Euler: representação visual, muito útil para resolver problemas envolvendo
relações e operações entre conjuntos.
A representação é escolhida de acordo com a natureza do problema e com a clareza que ela pode oferecer ao
raciocínio envolvido.
DIAGRAMAS DE VEEN
Diagramas de Venn são representações visuais que usamos para mostrar a relação entre conjuntos.
Eles foram criados pelo matemático John Venn, no século XIX, e se tornaram uma das formas mais intuitivas
de lidar com operações entre conjuntos como união, interseção, diferença e complementar.
Em um diagrama de Venn, cada conjunto é representado por uma forma fechada, geralmente um
círculo. Os elementos do conjunto são colocados dentro do círculo. Quando há sobreposição entre os círculos,
isso indica que há elementos em comum entre os conjuntos. Os diagramas de Venn são muito úteis para:
o União (A∪B)
o Interseção (A∩B)
o Diferença (A−B)
o Complementar (Ac)
• A região onde os círculos se cruzam mostra os alunos que praticam os dois esportes;
• As partes fora da interseção, mas ainda dentro dos círculos, representam quem pratica só um dos
esportes;
• A região fora dos dois círculos representa quem não pratica nenhum dos dois.
RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA
A relação de pertinência estabelece uma ligação direta entre um elemento e o conjunto ao qual ele
pertence. Essa relação é expressa por meio do símbolo "∈" (lê-se: pertence a). Assim, se um elemento x está
dentro do conjunto A, escrevemos x ∈ A. Caso contrário, usamos x ∉ A, indicando que x não pertence ao
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conjunto. Essa distinção entre pertinência e inclusão é fundamental: pertinência diz respeito a elementos e
conjuntos, enquanto inclusão relaciona dois conjuntos. Por exemplo:
• Mas {2} ⊂ A (pois o conjunto {2} está contido em A, o que é uma relação entre conjuntos).
Outro exemplo: considere B = {a, b, c}. Dizemos que "b ∈ B". Porém, o conjunto {b, c} é um subconjunto de
B, ou seja, {b, c} ⊂ B. Portanto, ∈ sempre liga um elemento a um conjunto, enquanto ⊂ liga um conjunto a
outro. É importante entender essa relação para evitar erros conceituais e para interpretar corretamente a
estrutura de expressões envolvendo conjuntos
RELAÇÃO DE INCLUSÃO
Exemplo 2: Se C = {2, 4, 6} e D = {2, 4, 6}, temos: C ⊆ D e D ⊆ C (pois possuem os mesmos elementos), logo C
= D.
Representação com Diagrama de Venn: Seja A o conjunto dos múltiplos de 3 até 30: A = {3, 6, 9, 12, 15, 18,
21, 24, 27, 30}
E B o conjunto dos múltiplos de 6 até 30: B = {6, 12, 18, 24, 30}
Neste caso, B ⊂ A, pois todo múltiplo de 6 até 30 também é múltiplo de 3, mas o contrário não é verdadeiro.
No diagrama de Venn, B é representado como um círculo completamente dentro do círculo que representa A.
A
B
SUBCONJUNTOS
Dizemos que um conjunto A é subconjunto de um conjunto B quando todos os elementos de A
também pertencem a B.
Notação: Seja A⊆B, isso significa: "A está contido em B" ou "A é subconjunto de B".
Atenção!
CONJUNTOS NUMÉRICOS
Os conjuntos numéricos são importantes subconjuntos do conjunto dos números reais (ℝ):
• Naturais (ℕ): {0, 1, 2, 3, ...}
• Inteiros (ℤ): {..., -2, -1, 0, 1, 2, ...}
• Racionais (ℚ): números expressos como frações de inteiros.
• Irracionais (ℝ \ ℚ ou 𝕀): números que não podem ser expressos como fração (ex: √2, π).
• Reais (ℝ): união dos racionais e irracionais.
Esses conjuntos formam uma hierarquia onde cada um está contido no seguinte: ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ.
• União (∪): Representa todos os elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos
envolvidos;
• Intersecção (∩): Representa os elementos que estão simultaneamente nos conjuntos envolvidos;
• Diferença (−): Representa os elementos que pertencem a um conjunto, mas não ao outro;
UNIÃO
INTERSECÇÃO
A operação de intersecção é um dos pilares da Teoria dos Conjuntos. Ela seleciona, dentre dois ou mais
conjuntos, apenas os elementos comuns entre eles. É representada pelo símbolo ∩ (lê-se: "A interseção com
B") e é usada amplamente na matemática, estatística, lógica e áreas aplicadas.
A∩B={x∣x∈A e x∈B}
DIFERENÇA
A operação de diferença entre conjuntos é uma das mais úteis para analisar aquilo que é exclusivo
de um conjunto em relação a outro. Quando escrevemos A − B, estamos nos referindo ao conjunto formado
apenas pelos elementos que pertencem a A, mas que não pertencem a B. Essa operação, portanto, elimina
do conjunto A todos os elementos que são também elementos de B.
Para entender isso de forma mais intuitiva, imagine que o conjunto A representa todos os alunos de
uma turma, e o conjunto B representa os alunos que faltaram à aula. A operação A − B nos daria o grupo de
alunos que estavam presentes, ou seja, os que pertencem a A, mas que não estão em B.
Por exemplo, se temos A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e B = {1, 3, 5}, vemos que os dois conjuntos compartilham
os elementos 1, 3 e 5. Esses são os elementos que aparecem em ambos, logo, a intersecção A ∩ B é {1, 3, 5}.
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Quando fazemos a operação A − B, estamos justamente retirando esses elementos compartilhados, sobrando
apenas os que são exclusivos de A. Assim, o resultado da operação é: A − B = {2, 4, 6}.
Essa operação é especialmente útil para selecionar dados exclusivos, eliminar repetições ou isolar
subconjuntos em problemas mais complexos. E é importante perceber que a ordem importa: A − B não é igual
a B − A. Se invertermos a operação no exemplo acima (fazendo B − A), o resultado seria o conjunto dos
elementos que estão em B e que não aparecem em A — ou seja, neste caso, nenhum: B − A = ∅ (conjunto
vazio).
Outro caso interessante ocorre quando os dois conjuntos são disjuntos, ou seja, não têm nenhum
elemento em comum. Nesse caso, a diferença A − B é simplesmente igual a A, já que nada será retirado. E B −
A será igual a B, pela mesma lógica.
Nos diagramas de Venn, a operação de diferença é representada como a parte do círculo de A que
não está sobreposta ao círculo de B — visualmente, é o que “sobra” de A após retirarmos a intersecção com
B.
COMPLEMENTAR
O complementar de um conjunto, representado por Ac, é uma operação que nos permite identificar
quais elementos não pertencem a um determinado conjunto, a partir de um conjunto universo previamente
definido. Isso significa que, para falarmos em complementar, é obrigatório conhecer o universo U, ou seja, o
conjunto total de elementos possíveis naquele contexto.
Imagine que o universo seja um grupo de alunos de uma sala, e o conjunto A represente os alunos
que praticam natação. O complementar de A, isto é, Ac, seria o conjunto dos alunos da sala que não praticam
natação. Portanto, o complementar é sempre relativo ao universo em que se está trabalhando.
Ac ={x∈U ∣ x∉A}
Exemplo:
Ac ={1,3,5}
Nesse exemplo, os elementos 1, 3 e 5 estão em U, mas não pertencem a A. Portanto, fazem parte do seu
complementar.
DIAGRAMAS LÓGICOS
CONJUNTOS NUMÉRICOS
Pessoal, cada conjunto numérico reúne elementos com propriedades bem definidas, e seu estudo é
indispensável para compreender as operações, relações e funções que permeiam desde a aritmética básica
até o cálculo avançado. Compreender a lógica por trás da classificação dos números é mais do que memorizar
símbolos: é perceber como a matemática organiza o mundo em camadas de abstração e precisão.
ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
Por exemplo:
Os números inteiros surgem da necessidade de representar perdas, déficits ou valores abaixo de zero. Esse
conjunto é denotado por ℤ e inclui os números naturais, seus opostos e o zero:
Os inteiros ainda são números sem parte decimal, mas agora abrangem valores negativos. Note que todo
número natural é inteiro, mas nem todo número inteiro é natural.
Exemplos:
– O número −5 pertence a ℤ, mas não a ℕ.
– O número 12 pertence tanto a ℕ quanto a ℤ.
– O número 0 pertence aos dois conjuntos.
O conjunto dos números racionais, indicado por ℚ, inclui todos os números que podem ser expressos como
fração entre dois inteiros, com denominador diferente de zero:
ℚ = {a/b | a ∈ ℤ, b ∈ ℤ, b ≠ 0}
Ou seja, qualquer número que possa ser escrito na forma de uma razão entre inteiros é um número racional.
Isso inclui os números decimais finitos, as frações comuns e as dízimas periódicas.
Exemplos:
– O número ¾ pertence a ℚ, pois 3 e 4 são inteiros e 4 ≠ 0.
– O número −2 pode ser escrito como −2/1, portanto também pertence a ℚ.
– O número 0,666... (dízima periódica) é racional e equivale a 2/3.
– O número 8,75 também é racional, pois é igual a 35/4.
Os números irracionais são aqueles que não podem ser escritos como fração de dois inteiros. Suas
representações decimais são infinitas e não periódicas. Eles surgem em contextos como raízes não exatas,
Exemplos:
– √5 ≈ 2,2360679… é irracional, pois sua parte decimal é infinita e não se repete.
– π ≈ 3,14159265… é irracional e não pode ser expresso como fração exata.
– O número de Euler e ≈ 2,7182818… também é irracional.
O conjunto dos números reais, representado por ℝ, engloba todos os números racionais e irracionais. Ou
seja, ℝ = ℚ ∪ 𝕀. Ele abrange todos os números que podem ser representados em uma reta numérica contínua,
sem lacunas, e é utilizado em praticamente toda a matemática aplicada.
Exemplos:
– O número 3 pertence a ℝ, pois é natural, inteiro, racional e real.
– O número −7,5 pertence a ℝ, pois é um número decimal racional.
– O número √3 pertence a ℝ, pois, embora irracional, está contido no conjunto real.
ℕ⊂ℤ⊂ℚ⊂ℝ
Isso significa que todo número natural é também inteiro, racional e real. Todo número racional é também
real. Mas nem todo número real é racional, pois os irracionais estão fora do conjunto ℚ.
OPERAÇÕES EM CONJUNTO
As quatro operações básicas da aritmética — soma, subtração, multiplicação e divisão — assumem
comportamentos distintos dependendo do conjunto numérico em que são aplicadas. Compreender como
cada conjunto se comporta frente a essas operações é essencial para reconhecer propriedades algébricas,
validar resultados e evitar generalizações incorretas.
SOMA
A operação de adição consiste na união de duas ou mais quantidades. No conjunto dos números naturais (ℕ),
a soma de quaisquer dois elementos sempre resulta em um número natural. Esse mesmo comportamento se
repete no conjunto dos números inteiros (ℤ): somar dois inteiros produz outro número inteiro. O mesmo vale
para os números racionais (ℚ), uma vez que a soma de frações ou decimais com representação exata resulta
SUBTRAÇÃO
A subtração corresponde à operação inversa da adição e, por isso, seu comportamento é mais restrito em
alguns conjuntos. Nos números naturais, a subtração nem sempre resulta em outro natural — por exemplo, 3
− 5 = −2, que não pertence a ℕ. Já no conjunto dos números inteiros, qualquer subtração entre dois inteiros
gera outro inteiro. Entre os racionais, a diferença entre frações ou decimais também permanece racional. E
no conjunto dos reais, a subtração entre quaisquer dois reais gera um número real.
Exemplos:
– 12 − 7 = 5 (ℕ);
– 3 − 8 = −5 (ℤ);
– 2/3 − 1/6 = 1/2 (ℚ);
– π − 1 ≈ 2,1416 (ℝ).
MULTIPLICAÇÃO
Exemplos:
– 4 × 6 = 24 (ℕ);
– (−3) × 5 = −15 (ℤ);
– ½ × 4/3 = 2/3 (ℚ);
– √2 × 3 ≈ 4,2426 (ℝ).
DIVISÃO
A divisão é a operação inversa da multiplicação e exige atenção especial, pois nem sempre é fechada em todos
os conjuntos. Nos naturais e inteiros, a divisão nem sempre permanece dentro do próprio conjunto. Por
Exemplos:
– 9 ÷ 3 = 3 (ℕ, ℤ, ℚ, ℝ);
– 4 ÷ 6 = 2/3 (ℚ);
– π ÷ 2 ≈ 1,5708 (ℝ);
– 3 ÷ 0: indefinido, pois não há divisão por zero.
GEOMOETRIA PLANA
A Geometria Plana é um ramo da matemática que estuda as propriedades e relações entre figuras
que se situam em um único plano, ou seja, que não apresentam profundidade. Esse campo é essencial para a
compreensão de formas, medidas, posicionamentos e movimentos no espaço bidimensional. Seu alicerce está
na definição de três entidades primitivas: o ponto, a reta e o plano. Essas entidades não têm definição formal
baseada em outros conceitos (são indefiníveis), mas suas propriedades e comportamentos são estudados por
meio de axiomas e postulados.
PONTO
O ponto é a menor e mais fundamental unidade da geometria. Não possui dimensão, área, volume, nem
forma. Ele representa apenas uma posição no espaço, sendo, por isso, um conceito puramente abstrato.
• Símbolo gráfico: geralmente um pequeno traço ou bolinha.
• Representação usual: letras maiúsculas, como A, B, C.
• Natureza: é adimensional, isto é, não mede comprimento, largura ou altura.
• Função geométrica: serve de base para a construção de todos os demais objetos geométricos — uma
reta, por exemplo, é formada por infinitos pontos alinhados.
B
A C
RETA
A reta é um conjunto infinito de pontos alinhados numa mesma direção. Ela representa a extensão infinita
em uma única dimensão, o comprimento.
• Natureza: unidimensional — possui comprimento, mas não possui largura nem profundidade.
• Extensão: infinita em ambos os sentidos, sem espessura.
• Determinação: basta dois pontos distintos para definir uma única reta.
• Subdivisões importantes:
o Semirreta: porção da reta que tem origem em um ponto e se estende infinitamente em uma
direção.
o Segmento de reta: porção limitada entre dois pontos finais.
PLANO
O plano é uma entidade geométrica que se estende infinitamente em duas dimensões — largura e
comprimento — sendo visualizado como uma superfície contínua e perfeitamente lisa. Sua natureza é
bidimensional, ou seja, o plano não possui espessura. Conceitualmente, pode ser definido a partir de três
pontos não colineares, ou seja, que não estejam alinhados numa mesma reta.
Na realidade física, encontramos aproximações de planos em superfícies como folhas de papel, mesas
ou quadros-negros. É dentro do plano que se formam e se estudam as principais figuras da geometria plana,
como triângulos, quadriláteros e circunferências.
CIRCUNFERÊNCIA
A circunferência é uma figura central na geometria plana e pode ser definida como o conjunto de
todos os pontos que se encontram à mesma distância de um ponto fixo chamado centro. Essa distância
constante é denominada raio, e a regularidade dessa relação é o que confere à circunferência sua simetria
perfeita. Por não possuir início nem fim e por manter a mesma medida em torno de todo o seu contorno, ela
é amplamente utilizada em problemas envolvendo movimentos circulares, sistemas de rotação, medidas
angulares, simetrias radiais e fenômenos cíclicos.
Além de sua definição formal, a circunferência é composta por elementos geométricos importantes,
que permitem uma descrição precisa de suas propriedades e aplicações. Esses elementos estão organizados
na tabela abaixo:
ELEMENTO DEFINIÇÃO
Segmento de reta que liga dois pontos opostos da circunferência, passando pelo
DIÂMETRO (2R) centro. É o dobro do raio.
Segmento de reta que une dois pontos quaisquer da circunferência. Não precisa
CORDA
passar pelo centro.
CUMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA
O comprimento da circunferência — também conhecido como perímetro — representa a medida linear total
de sua borda externa. Trata-se da distância que se percorre ao dar uma volta completa ao redor da figura.
Diferentemente da área, que calcula a região interna de uma figura plana, o comprimento está associado
apenas à extensão do contorno da circunferência.
C=2⋅π⋅r
Onde:
• π (pi) é uma constante irracional, com valor aproximado de 3,1416, que representa a razão entre o
comprimento de qualquer circunferência e seu diâmetro.
Atenção:
O diâmetro é o maior segmento interno da circunferência e mede o dobro do raio (d = 2r).
Já o comprimento é a medida da volta completa ao redor da figura.
Exemplo:
Se o raio de uma circunferência é 5 cm, então:
C = 2 · π · 5 = 10π ≈ 31,416 cm
TRIÂNGULOS
O triângulo é uma das figuras mais fundamentais da Geometria Plana. Ele é definido como uma figura
poligonal fechada de três lados, formada pela união de três segmentos de reta que se encontram dois a dois
nos seus extremos, formando três vértices e três ângulos internos. Para que esses segmentos possam formar
um triângulo válido, devem obedecer à chamada condição de existência do triângulo, que afirma:
A soma das medidas de dois lados quaisquer deve ser sempre maior que a medida do terceiro lado.
Um triângulo equilátero possui todos os três lados iguais. Além disso, todos os seus
ângulos internos têm a mesma medida, que é de 60 graus. Esse tipo de triângulo tem
simetria e é considerado regular.
TRIÂNGULO
EQUILÁTERO
TRIÂNGULO
ISÓSCELES
Um triângulo escaleno possui todos os três lados e ângulos internos diferentes. Não
há lados ou ângulos iguais nesse tipo de triângulo.
TRIÂNGULO
ESCALENO
TRIÂNGULO
RETÂNGULO Atenção!
O lado c é chamado de hipotenusa. Ele é o maior dos lados e está oposto ao ângulo
de 90°. • Os lados 𝒂 e 𝒃 são os catetos.
• Relações trigonométricas
Se você conhece os comprimentos dos três lados do triângulo (a, b e c), pode usar a fórmula de Heron.
Primeiro, calcule o semiperímetro do triângulo, que é dado pela fórmula: s = (a + b + c) / 2. Em seguida, usar
a fórmula de Heron.
TEOREMA DE PITÁGORAS
O Teorema de Pitágoras é um dos fundamentos mais importantes da geometria e se aplica exclusivamente
aos triângulos retângulos, ou seja, aqueles que possuem um ângulo interno de 90°. Esse teorema estabelece
uma relação matemática entre os lados do triângulo: o quadrado da hipotenusa (o lado oposto ao ângulo
reto) é igual à soma dos quadrados dos catetos (os dois lados que formam o ângulo de 90°).
a² + b² = c²
Onde:
Lei dos Senos e a Lei dos Cossenos são duas importantes relações matemáticas utilizadas em
trigonometria para determinar medidas desconhecidas em um triângulo qualquer. A Lei dos Senos estabelece
uma relação entre os lados de um triângulo e os senos dos ângulos opostos a esses lados. De forma geral, a
Lei dos Senos pode ser expressa da seguinte maneira:
Já a Lei dos Cossenos relaciona os lados de um triângulo com o cosseno de um de seus ângulos. Ela
pode ser escrita da seguinte forma:
QUADRILÁTEROS
Os quadriláteros são polígonos com quatro lados. Dependendo de suas características específicas, eles
recebem nomes especiais, que são: quadrado, retângulo, trapézio e losango.
RETÂNGULO
É um quadrilátero com ângulos internos de 90 graus, mas nem todos os lados são iguais. Os lados opostos são
paralelos e congruentes.
TRAPÉZIO
É um quadrilátero com apenas dois lados paralelos. Os outros dois lados não são paralelos.
LOSANGO
É um quadrilátero com todos os lados iguais, mas os ângulos internos não são necessariamente retos.
ÁREA DO LOSANGO:
ELEMENTO DEFINIÇÃO
FACE É a superfície plana que delimita o poliedro. Cada face é sempre um polígono.
ARESTA
FACE
VÉRTICE
Esses três elementos (face, aresta e vértice) estão presentes em todos os poliedros. O estudo desses
componentes permite aplicar propriedades e teoremas importantes, como o Teorema de Euler, além de
analisar superfícies e volumes.
RELAÇÃO DE EULER
A Relação de Euler é um importante teorema da geometria espacial que estabelece uma conexão
matemática entre os três elementos fundamentais de um poliedro convexo: os vértices (V), as faces (F) e as
arestas (A).
V+F=A+2
Onde:
A equação mostra que, em qualquer poliedro convexo, a soma entre o número de vértices e faces será
sempre igual ao número de arestas mais dois. Essa fórmula não depende do tamanho, tipo ou simetria do
poliedro, desde que ele seja convexo (ou seja, sem cavidades ou reentrâncias).
Continuando nosso estudo, podemos afirmar que os poliedros podem ser classificados em dois tipos:
Segmento de reta entre dois pontos fica Segmento de reta entre dois pontos pode
PROPRIEDADES totalmente dentro do sólido. sair do sólido.
POLIEDROS DE PLATÃO
Os Poliedros de Platão formam um grupo especial de sólidos geométricos tridimensionais que se
destacam por sua simetria perfeita. Eles são poliedros convexos regulares, ou seja, apresentam
faces congruentes entre si, formadas por polígonos regulares, com mesmo número de faces
encontrando-se em cada vértice. Esses sólidos recebem esse nome em homenagem ao filósofo grego Platão
(427 a.C. – 347 a.C.), que estudou suas propriedades e os relacionou aos elementos da natureza em sua obra
“Timeu”.
1. São poliedros convexos, ou seja, suas faces são planas e não apresentam curvaturas.
2. Todas as faces são polígonos regulares, ou seja, possuem lados e ângulos congruentes.
POLIEDROS REGULARES
Os poliedros regulares são sólidos geométricos tridimensionais que obedecem a critérios rigorosos
de simetria e regularidade. Sua importância na geometria está relacionada à perfeição estrutural: cada face,
aresta e vértice apresenta um padrão constante que se repete ao longo de toda a figura.
Para que um poliedro seja considerado regular, ele precisa atender a três condições fundamentais:
1. Todas as faces devem ser polígonos regulares – ou seja, com lados e ângulos congruentes entre si.
2. O mesmo número de arestas deve incidir sobre cada vértice – garantindo simetria uniforme em toda
a estrutura.
3. O poliedro deve ser convexo – suas faces formam ângulos voltados para fora, sem cavidades ou
reentrâncias.
Observação importante! Todo poliedro regular é um poliedro de Platão, mas a recíproca também é
verdadeira: Os cinco poliedros de Platão são exatamente os cinco poliedros regulares existentes. Isso
significa que não há outros sólidos tridimensionais convexos que atendam simultaneamente às três condições
de regularidade descritas acima. Eles são únicos.
• Faces regulares: Como cada face é um polígono regular, todas as arestas terão o mesmo comprimento,
e todos os ângulos internos serão iguais, garantindo harmonia estrutural.
• Simetria nos vértices: O mesmo número de arestas parte de cada vértice, o que assegura equilíbrio e
proporção em toda a figura.
• Convexidade: A estrutura deve estar voltada para fora, de modo que qualquer linha reta entre dois
pontos do interior do sólido permaneça dentro dele.
Prisma quadrangular
Tem como base um quadrilátero. Portanto, possui:
• 2 bases quadrangulares paralelas;
• 4 faces laterais que são paralelogramos (em prismas retos, são retângulos).
Prisma pentagonal
Tem como base um pentágono. Assim, apresenta:
• 2 bases pentagonais paralelas;
• 5 faces laterais que são paralelogramos (ou retângulos, em prismas retos).
Esses prismas possuem diferentes números de vértices, arestas e faces, dependendo do polígono da base. A
forma das bases determina a estrutura geral do prisma.
ELEMENTO DEFINIÇÃO
São paralelogramos que ligam as bases. Em prismas retos, essas faces são
FACES LATERAIS
retângulos.
Segmentos que ligam os vértices correspondentes das bases. Todas têm o mesmo
ARESTAS LATERAIS
comprimento em prismas retos.
A área total da superfície de um prisma é a soma da área lateral com o dobro da área da base, conforme a
fórmula:
Em um prisma reto, as faces laterais são retângulos. Suponha que as dimensões da base sejam a e b, e que a
altura (distância entre as bases) seja c. A área lateral é dada por:
A_lateral = 2 × a × c + 2 × b × c
A_base = a × b
VOLUME DO PRISMA
V = A_base × H
Onde:
VOLUME DO PARALELEPÍPEDO
O paralelepípedo é um caso particular de prisma em que a base é um retângulo e todas as faces são também
retângulos. Se suas dimensões forem:
• a = comprimento
• b = largura
• c = altura
V=a×b×c
PIRÂMIDES
As pirâmides são sólidos geométricos do tipo poliedro que se destacam por uma estrutura particular:
possuem uma base poligonal e faces laterais triangulares que se encontram em um ponto comum chamado
vértice da pirâmide (ou ápice).
Características principais
ELEMENTO DESCRIÇÃO
FACES LATERAIS Triângulos que partem do vértice e se ligam aos lados da base.
ARESTAS Segmentos que unem os vértices da base ao ápice e também os lados da base.
Fonte: [Link]
Tipos de pirâmide
• Pirâmide reta: quando a altura incide exatamente no centro da base (no caso de bases regulares).
• Pirâmide oblíqua: quando a altura não parte do centro da base, ou seja, é inclinada em relação ao
plano da base.
Se a base é regular, a área lateral é a soma das áreas dos triângulos laterais iguais:
Al = (n × b × A) / 2
Onde:
n = número de lados da base
b = comprimento de cada lado
A = apótema da pirâmide (altura da face lateral)
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Se a base é irregular, calcule a área de cada triângulo separadamente: Al = Área1 + Área2 + ... + Árean
• Base quadrada: Ab = b²
Onde:
b = lado da base
a = apótema do polígono da base
At = Al + Ab
VOLUME (V)
V = (Ab × h) / 3
Onde:
Ab = área da base
h = altura da pirâmide (do vértice ao centro da base, perpendicularmente)
ASPECTOS INICIAIS
Uma equação é uma sentença matemática que expressa uma igualdade entre duas expressões
algébricas. Em sua forma mais simples, uma equação possui incógnitas — elementos representados por letras
(geralmente x, y, z) — cujo valor ainda não é conhecido, mas que se deseja determinar. A solução de uma
equação consiste em encontrar o(s) valor(es) que tornam essa igualdade verdadeira.
Exemplo: 2x + 5 = 13
A resolução de uma equação consiste em isolar a incógnita em um dos membros da equação, utilizando as
operações inversas. Vamos ver:
x+2=4
x=4–2
x=2
Regra geral: Ao transpor um termo para o outro lado da equação, seu sinal deve ser invertido.
Dica: Como identificar se é equação de primeiro grau? Para que uma equação seja classificada como do
primeiro grau, é necessário que o maior expoente da variável seja 1. Isso significa que a incógnita não pode
estar elevada ao quadrado (²), ao cubo (³) ou a qualquer outro valor maior que 1.
Exemplos:
x + 2 = 5x – 4
x² + 2 = x
A variável aparece elevada ao quadrado, portanto trata-se de uma equação do segundo grau.
Exemplo:
(1) x + y = 10
(2) x – y = 4
Temos duas incógnitas (x e y) e duas equações, o que nos permite aplicar o método da substituição para
resolvê-lo.
• Substituir o valor encontrado em qualquer das equações originais para descobrir o valor da outra
variável.
FRAÇÕES
Uma fração representa uma divisão entre duas quantidades inteiras. É composta por dois termos:
• Denominador: representa o número total de partes iguais em que o todo foi dividido.
𝑨 (𝒏𝒖𝒎𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐𝒓)
𝑩 (𝒅𝒆𝒏𝒐𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒐𝒓)
Por exemplo, na fração 3 sobre 5, temos três partes consideradas de um total de cinco.
SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES
Simplificar uma fração significa dividir tanto o numerador quanto o denominador por um mesmo número,
desde que ele seja diferente de zero e maior que um. O objetivo é reescrever a fração na forma mais simples
possível, chamada de fração irredutível.
Exemplo:
Quando as frações envolvidas em uma operação de adição ou subtração possuem denominadores diferentes,
não é possível realizar a operação diretamente. É necessário padronizar os denominadores, tornando-os
iguais por meio do mínimo múltiplo comum (MMC).
O MMC entre dois ou mais números é o menor número múltiplo comum entre eles.
Ou seja, é o menor número que é divisível por todos os números dados.
Passo a passo:
1. Decomponha cada número em fatores primos.
2. Para cada fator primo que aparece, pegue aquele com maior expoente.
3. Multiplique todos esses fatores.
Exemplo: MMC de 3 e 4
RAIO-X | Raciocínio Lógico |74 de 98
1. Decompor em fatores primos:
• 3 = 3¹
• 4 = 2²
2. Pegar todos os fatores com maior expoente:
• Temos 2² e 3¹
3. Multiplicar:
MMC = 2² × 3¹ = 4 × 3 = 12
MÚLTIPLOS
O conceito de múltiplo está diretamente associado à ideia de repetição por multiplicação. Dizemos que um
número n é múltiplo de um número a quando existe um número inteiro k tal que n = a × k.
Por exemplo, os múltiplos de 5 são obtidos multiplicando o 5 por inteiros positivos, negativos ou nulo:
M(5) = {..., –15, –10, –5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...}
É comum que, no contexto escolar, os múltiplos sejam apresentados apenas com números positivos, mas o
conjunto completo inclui também os negativos e o zero. Criticamente, todo múltiplo de um número contém
aquele número como fator.
DIVISORES
Os divisores de um número n são todos os inteiros positivos que o dividem exatamente, ou seja, cuja divisão
resulta em quociente inteiro e resto zero. Formalmente, d é divisor de n se n ÷ d ∈ ℤ e o resto é zero.
Exemplo:
Para o número 16, os divisores são: 1, 2, 4, 8, 16.
3. Multiplicam-se os resultados:
Total de divisores = (4 + 1) × (1 + 1) = 5 × 2 = 10 divisores
a ÷ b ou a : b
A razão é um conceito fundamental para comparar grandezas em termos relativos, e é a base para proporções,
escalas e análises estatísticas.
MULTIPLICAÇÃO CRUZADA
Em uma proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Em outras palavras, dada a
𝐴 𝐶
proporção 𝐵 = temos que 𝐶 × 𝐵 = 𝐴 × 𝐷.
𝐷
PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Quando dizemos que a/b = c/d, afirmamos que os pares
(a, b) e (c, d) estão relacionados da mesma forma.
A propriedade mais importante da proporção é a multiplicação cruzada, que nos diz que:
a·d=b·c
Essa propriedade é amplamente utilizada na resolução de problemas envolvendo escalas, regras de três, e
comparações de grandezas em contextos práticos e teóricos.
𝐴 𝐶
A proporção = será 𝐶 × 𝐵 = 𝐴 × 𝐷.
𝐵 𝐷
PROPORCIONALIDADE
Duas ou mais grandezas são proporcionais quando apresentam uma relação constante entre seus valores.
𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐴
(𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝑏)𝑥 (𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐶) 𝑥 (𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐷)
=k
Proporcionalidade direta
Ou seja, quanto maior A, maior será o produto B × C × D, desde que a proporção se mantenha.
Proporcionalidade inversa
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando o aumento de uma implica na diminuição da outra.
A ÷ (1/C) = B ÷ (1/D)
REGRA DE TRÊS
A regra de três é um método algébrico utilizado para resolver problemas que envolvem duas ou mais
grandezas que se relacionam entre si. Seu objetivo é descobrir o valor desconhecido a partir de três valores
conhecidos, com base em uma relação de proporcionalidade direta ou inversa.
Envolve duas grandezas, cada uma com dois valores (um conhecido e outro desconhecido). Pode ser:
• Diretamente proporcional: quando uma aumenta, a outra também aumenta (ou quando uma diminui,
a outra também diminui).
IDENTIFIQUE AS
É importante identificar claramente as duas grandezas envolvidas no
1 GRANDEZAS
problema, bem como seus respectivos valores conhecidos.
ENVOLVIDAS
Com base nas grandezas identificadas, escrevemos uma proporção
ESTABELEÇA A entre elas. Por exemplo, se estamos relacionando a quantidade de
2
PROPORÇÃO pessoas com o tempo necessário, podemos ter a proporção "x
pessoas em y horas".
Com base nos valores conhecidos, podemos calcular a constante de
CALCULE A proporcionalidade. Para grandezas diretamente proporcionais, a
3 CONSTANTE DE constante é igual à razão entre os valores correspondentes das
PROPORCIONALIDADE grandezas. Para grandezas inversamente proporcionais, a constante
é igual ao produto dos valores correspondentes das grandezas.
Suponha que você esteja organizando um evento e precisa calcular quanto tempo levará para encher
um reservatório de água, sabendo que duas torneiras juntas levam 4 horas para encher o
reservatório. No entanto, você precisa descobrir quanto tempo levaria se apenas uma das torneiras
estivesse aberta.
2. Estabeleça a proporção
Podemos escrever a proporção: "2 torneiras em 4 horas é igual a 1 torneira em x horas". Aqui, "x" representa
o tempo que queremos descobrir.
1 TORNEIRA ------------ X
Neste caso, como estamos tratando de grandezas diretamente proporcionais (quanto mais torneiras abertas,
menos tempo leva), a constante de proporcionalidade é obtida dividindo o número de torneiras pelo tempo
correspondente.
1 TORNEIRA ------------ X
Então...
2X= 4 x 1
X= 2
Descobrimos que com apenas uma torneira aberta, levará 2 horas para encher o reservatório. Esse é um
exemplo básico de regra de três simples, mostrando como podemos encontrar o valor desconhecido com base
na relação de proporção entre duas grandezas
Imagina que você vai lançar uma moeda. Você não sabe se vai cair cara ou coroa, mas sabe que tem
50% de chance para cada lado. Essa “chance” é a probabilidade.
ESPAÇO AMOSTRAL
O espaço amostral, representado pela letra grega Ω (ômega), é o conjunto de todos os resultados
possíveis de um experimento aleatório. Também é conhecido como universo.
Exemplo: Ao lançar uma moeda, o espaço amostral consiste nos resultados possíveis desse
lançamento. No caso de uma moeda não viciada, o espaço amostral seria composto por dois elementos: {cara,
coroa}. Esses são os únicos resultados possíveis do experimento.
Ω = {CARA, COROA}
O espaço amostral é uma ferramenta fundamental na teoria da probabilidade, pois nos permite definir
e analisar os eventos e suas probabilidades associadas. A partir do espaço amostral, podemos construir
eventos, que são subconjuntos desse espaço, representando combinações específicas de resultados.
EVENTO
Exemplo no dado:
TIPOS DE EVENTOS:
𝑛(𝐴)
𝑃(𝐴) =
𝑛(𝑈)
A probabilidade de um evento A acontecer é igual ao número de resultados favoráveis dividido pelo número
total de resultados possíveis.
Exemplo:
AXIOMAS DE KOLMOGOROV
Os axiomas são regras fundamentais, que não precisam ser provadas, mas que servem de base para
desenvolver toda a teoria. Em 1933, o matemático russo Andrey Kolmogorov estabeleceu três axiomas para
formalizar o estudo da probabilidade como parte da matemática pura.
AXIOMA 1: NÃO-NEGATIVIDADE
A probabilidade de um evento é sempre maior ou igual a zero. Ou seja, P(A) ≥ 0, para qualquer evento A.
Isso quer dizer que a probabilidade nunca pode ser negativa. Não existe "chance negativa" de algo acontecer.
Por exemplo, dizer que a chance de chover é -20% não faz sentido.
Se A e B são eventos mutuamente exclusivos (ou seja, não podem ocorrer ao mesmo tempo), então a
probabilidade de A ou B acontecer é a soma das probabilidades de A e de B.
Em outras palavras, se dois eventos não têm interseção (um exclui o outro), basta somar as probabilidades.
Exemplo:
Como é impossível tirar 2 e 5 ao mesmo tempo, P(A ou B) = 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3
PROPRIEDADES DA PROBABILIDADE
PROPRIEDADE DA PROBABILIDADE ENTRE 0 E 1
• Se A e B são eventos disjuntos (mutuamente exclusivos), ou seja, não podem ocorrer simultaneamente,
então a probabilidade da união desses eventos é igual à soma das probabilidades individuais: P(A ∪ B) =
P(A) + P(B).
PROBABILIDADE CONDICIONAL
𝑷(𝑨 ∩ 𝑩)
𝑷(𝑨|𝑩) =
𝑷(𝑩)
Agora, em vez de considerar todos os casos possíveis, a gente olha apenas para os casos em que B
já aconteceu. Esse novo "recorte" dos dados cria um novo espaço amostral, mais restrito, e é dentro dele
que vamos calcular a chance do evento A acontecer. Por isso, a probabilidade de A pode mudar: ela não é
mais calculada com base em todos os cenários, mas apenas nos que respeitam a condição de que B ocorreu.
Exemplo 1:
Imagine que você é professor e precisa fazer um levantamento de alunos que fizeram uma prova. Você sabe
que:
A pergunta é: Qual é a probabilidade de uma aluna ter passado na prova, sabendo que é menina?
Vamos resolver da seguinte forma: Você não vai olhar para os 100 alunos no total. Você vai olhar só para as
meninas, porque a condição é que seja uma menina.
• Total de meninas = 60
Exemplo 2:
Imagine que você foi a uma feira e comprou uma caixa com 10 frutas:
• 4 laranjas
Você pega uma fruta de olhos fechados, e alguém diz: “A fruta que você pegou é uma maçã.”
Agora a pergunta é: Qual a chance de ela ser vermelha, sabendo que é maçã? Você descarta as laranjas,
porque sabe que é maçã!
• 4 vermelhas
• 2 verdes
Total: 6 maçãs
TEOREMA DA MULTIPLICAÇÃO
Quando a gente quer saber a probabilidade de um evento acontecer, sabendo que outro
aconteceu, usamos a fórmula:
Isso é o Teorema da Multiplicação! Esse teorema nos diz que a probabilidade da interseção de
dois eventos (A e B acontecerem juntos) pode ser calculada multiplicando:
Suponha que você precisou comprar duas caixas. Na Caixa 1, há 5 bolas: 3 vermelhas e 2 azuis. Se você tirar
uma bola da Caixa 1, e só se ela for vermelha, você vai para a Caixa 2, que tem 4 bolas: 2 vermelhas e 2
azuis. Queremos saber: Qual a probabilidade de tirar uma bola vermelha da Caixa 1 e, depois, uma vermelha
da Caixa 2?
• Evento B: tirar bola vermelha da Caixa 2 sabendo que foi para lá porque a bola da Caixa 1 foi vermelha
Agora aplicamos:
TEOREMA DE BAYES
O Teorema de Bayes é uma fórmula usada para atualizar uma probabilidade com base em uma nova
informação. Ele mostra como calcular a probabilidade de um evento A acontecer, dado que B aconteceu,
mesmo que inicialmente você só conheça o contrário: a probabilidade de B dado A. A fórmula do Teorema
de Bayes é a seguinte:
INDEPENDÊNCIA
Na probabilidade, dois eventos são independentes quando um não influencia o outro. Ou seja, saber que um
evento aconteceu não muda a chance do outro acontecer. Eventos A e B são independentes se:
Queremos:
Quando você lança uma moeda duas vezes, cada lançamento pode dar cara (C) ou coroa (K).
E={(C,C),(C,K),(K,C),(K,K)}
O que estamos olhando aqui? A segunda posição do par. Vamos ver quais pares têm cara na segunda jogada:
• (C, C)
• (K, C)
Etapa 3: Probabilidade de sair cara no segundo, sabendo que no primeiro deu cara
Agora entrou a probabilidade condicional. Vamos entender: "Qual a chance de sair cara no segundo
lançamento, sabendo que no primeiro já saiu cara?" Isso muda o foco. A gente não olha mais para todos os
4 resultados, só para aqueles em que o primeiro lançamento foi cara.
Quais são?
• (C, C)
• (C, K)
Então a interseção de A e B é:
A∩B={(C,C)}
Logo:
• P(A | B) = 1/2 - probabilidade de cara no segundo sabendo que no primeiro deu cara
RAIO-X | Raciocínio Lógico |87 de 98
Por isso, dizemos que os eventos são independentes. O resultado do primeiro lançamento não influencia
o do segundo. A chance continua a mesma.
Se eu te disser que hoje é terça, isso muda a chance da moeda cair em cara? Não! Continua 50%. Então os
eventos são independentes. Um não afeta o outro.
PORCENTAGEM
Matematicamente:
• Essa fração pode ser simplificada ou convertida em número decimal: 25/100 = 0,25
CALCULANDO A PORCENTAGEM
Exemplo 1:
Quanto é 35% de 80?
35% = 0,35
0,35 × 80 = 28
Resposta: 28
20% = 20/100
(20/100) × 150 = (2/10) × 150 = 30
Resposta: 30
Exemplo 3:
60 é 20% de qual número?
100% → x
20% → 60
• Valor original (ou base): É o número sobre o qual será aplicado o aumento ou o desconto.
AUMENTO PERCENTUAL
Quando dizemos que houve um aumento de X%, significa que um acréscimo proporcional ao valor inicial foi
adicionado.
Ou seja:
Vf = Vo × (1 + p)
Onde:
• Vf = valor final
• Vo = valor original
Exemplo:
Forma direta:
DESCONTO PERCENTUAL
Ou:
Vf = Vo × (1 – p)
Exemplo:
Um produto custa R$ 320,00 e está com 15% de desconto. Qual o preço final?
RAIO-X | Raciocínio Lógico |90 de 98
• Valor original: Vo = 320
Forma direta:
Esse é um erro comum: aplicar um aumento e um desconto do mesmo percentual não retorna ao valor
original, pois a segunda variação é aplicada sobre um valor já alterado.
Exemplo:
Produto de R$ 100,00:
PORCENTAGEM DE PORCENTAGEM
Esse cálculo aparece quando uma porcentagem é aplicada sobre outra porcentagem.
Exemplo:
Forma decimal:
30% = 0,30
50% = 0,50
0,30 × 0,50 = 0,15
Resposta: 15%
VARIAÇÃO PERCENTUAL
A variação percentual é um indicador que expressa, em termos percentuais, o quanto uma
quantidade aumentou ou diminuiu em relação a um valor inicial. Ela é muito usada para avaliar crescimento,
𝒗𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍−𝑽𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍
𝜟% = × 𝟏𝟎𝟎
𝒗𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍
Exemplo 1: Um plano de assinatura caiu de R$ 150 para R$ 120. Qual foi a variação percentual?
Exemplo 2 : Um produto custava R$ 200 e passou a custar R$ 260. Qual foi a variação percentual?
Δ% = 60 / 200 × 100
MATRIZES
Uma matriz é uma ferramenta matemática poderosa que representa dados organizados em linhas e
colunas, permitindo operações algébricas e computacionais sistemáticas. Mais do que uma tabela de
números, a matriz é um objeto abstrato fundamental da Álgebra Linear, e está na base de diversas áreas do
conhecimento e da tecnologia.
A = [aᵢⱼ]ₘₓₙ
Onde:
• A é o nome da matriz.
• aᵢⱼ é o elemento que está na i-ésima linha e j-ésima coluna.
• m é o número de linhas.
• n é o número de colunas.
MATRIZES ESPECIAIS
A determinante é um número real associado a uma matriz quadrada (ou seja, com o mesmo número
de linhas e colunas). Esse número resume certas propriedades da matriz e é muito usado em álgebra linear,
sistemas lineares, geometria, física e outras áreas.
INTERPRETAÇÕES DA DETERMINANTE
A determinante é um número que expressa o "comportamento geral" da matriz, especialmente quando ela
representa uma transformação.
Critério de invertibilidade
A determinante aparece em métodos como a Regra de Cramer, que resolve sistemas lineares.
Seja a matriz:
Determinante de A:
det(A)=ad−bc
Exemplo:
DET(A) = DP - DS
2. Repetir as duas primeiras colunas da matriz ao lado direito da matriz original, formando uma matriz
aumentada:
3. Calcular a soma dos produtos das diagonais principais que vão da esquerda para a direita e calcular a
soma dos produtos das diagonais secundárias que vão da direita para a esquerda.
4. Subtrair a soma das diagonais secundárias da soma das diagonais principais para obter o
determinante:
A matriz identidade, representada geralmente por Iₙ, é uma matriz quadrada (ou seja, com o mesmo número
de linhas e colunas) cuja diagonal principal é formada por elementos iguais a 1 e todos os demais elementos
são iguais a 0.
MATRIZ INVERSA
A matriz inversa é um conceito análogo ao inverso multiplicativo de um número real. Por exemplo, para o
número real 5, o inverso é 1/5, pois:
5 × (1/5) = 1
De forma semelhante, uma matriz quadrada A (ou seja, com mesmo número de linhas e colunas) terá uma
matriz inversa A⁻¹ se:
A × A⁻¹ = A⁻¹ × A = Iₙ
Onde Iₙ é a matriz identidade de ordem n, que age como o "1" da multiplicação matricial.
Atenção! Determinante ≠ 0
Nem toda matriz tem inversa. Para que uma matriz quadrada A admita uma inversa A⁻¹, é obrigatório que seu
determinante seja diferente de zero:
det(A) ≠ 0
MATRIZ TRANSPOSTA
A matriz transposta de uma matriz Aₘₓₙ é obtida trocando as linhas pelas colunas. O que era linha vira coluna,
e o que era coluna vira linha.
A matriz oposta de uma matriz A é aquela em que todos os elementos de A têm seus sinais trocados.
Se:
A soma de uma matriz com a sua matriz oposta resulta em uma matriz nula.
ADIÇÃO DE MATRIZES
A soma de duas matrizes A e B é possível apenas se elas forem do mesmo tipo — ou seja, mesmo número de
linhas e colunas. A matriz resultante C=A+B é obtida somando elemento a elemento:
SUBTRAÇÃO DE MATRIZES
A subtração de matrizes é feita elemento a elemento, e só é possível quando as matrizes têm a mesma
ordem (mesmo número de linhas e colunas).
C=A−B
cij=aij−bij
A−B ≠ B−A
MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES
Duas matrizes podem ser multiplicadas se:
• O número de colunas da 1ª matriz for igual ao número de linhas da 2ª.
Seja:
• A: matriz de ordem m xn
• B: matriz de ordem n x p
Então o produto A⋅B é possível e resulta em uma matriz C de ordem m×p.
Exemplo:
Temos:
• A é 2×2
• B é 2x2
Podemos multiplicar: A⋅B