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Disjunção Lógica: Exemplo e Aplicação

Este documento é um material de estudo focado em raciocínio lógico, oferecendo conteúdo estruturado e suporte para estudantes. Inclui informações sobre proposições lógicas, suas negações, conectivos, tabelas-verdade, e equivalências lógicas, além de proibir a pirataria do material. O documento também fornece canais de comunicação para suporte e esclarecimento de dúvidas.

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Disjunção Lógica: Exemplo e Aplicação

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RAIO-X | Raciocínio Lógico |1 de 98

FALA, FUTURO(A) APROVADO(A)!

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RAIO-X | Raciocínio Lógico |2 de 98


SUMÁRIO INTELIGENTE
(Clique no tema para ir à página correspondente)

ASSUNTO ESTATÍSTICAS PÁGINA

Estrutura lógica de relações arbitrárias 24.89% 04

Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando 7,15%


as funções intelectuais 27

Operação com conjuntos 22.43% 42

Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, 45,53%


geométricos e matriciais 54

*Importante: As estatísticas apresentadas não são provenientes da banca FUNECE, pois a base de dados
consultada não contém questões específicas dessa organizadora. Os dados foram elaborados com base em
questões de concursos anteriores da área policial, considerando conteúdos semelhantes e padrões de cobrança
recorrentes nesse tipo de seleção.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |3 de 98


1. ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ARBITRÁRIAS

Queridos alunos, neste capítulo trataremos do seguinte tópico do seu edital: Estrutura lógica de relações
arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações das relações
fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações.

LÓGICA DE PROPOSIÇÕES
A proposição lógica é uma oração declarativa que pode ser classificada como verdadeira ou falsa, mas nunca
ambos. Vamos aos critérios e exemplos:
1. Oração: A proposição lógica deve ser uma oração, ou seja, deve conter um verbo
2. Sentença declarativa (afirmativa ou negativa): Apenas sentenças que afirmam ou negam algo são
consideradas proposições. Sentenças exclamativas, interrogativas, imperativas e optativas não são
proposições lógicas.
Exemplos de sentenças que não são proposições:

• "Está chovendo muito!" (exclamativa)


• "Qual é o capital da França?" (interrogativa)
• "Feche a porta, por favor." (imperativa)
• "Que você tenha um ótimo dia!" (optativa)

3. Admite um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: Sentenças abertas e paradoxos não são
proposições lógicas porque não possuem um valor verdadeiro ou falso definido.

• Sentenças abertas: São aquelas que dependem de variáveis ou informações adicionais para
determinar seu valor lógico.

o "y + 5 = 12" (O valor lógico depende do valor de 'y')


o "Ele completou a maratona em 2 horas." (Sem saber quem é "ele", a sentença permanece
indefinida)

• Paradoxo: É uma sentença que se contradiz, impossibilitando a atribuição de um valor lógico único.
o "Esta afirmação é falsa." (Se a afirmação é verdadeira, então ela é falsa, e vice-versa)
Atenção! Quantificadores: Termos como "todo", "algum", "nenhum", "pelo menos um" e "existe"
transformam sentenças abertas em proposições, já que especificam uma quantidade ou existência,
permitindo determinar se são verdadeiras ou falsas.

LÓGICA BIVALENTE = Lógica Proposicional, Lógica Clássica, Lógica Aristotélica.


É um sistema que atribui um de dois valores lógicos a uma proposição: verdadeiro ou falso, sem meio-termo.
Ela segue três princípios fundamentais, chamados de Leis do Pensamento:

• Identidade: Uma proposição verdadeira permanece verdadeira, e uma proposição falsa permanece
falsa.
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• Não Contradição: Uma proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.
• Terceiro Excluído: Uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa; não há um terceiro valor possível.
Esses princípios garantem a consistência e clareza do raciocínio lógico dentro desse sistema.

PROPOSIÇÕES SIMPLES

Proposição simples: não pode ser dividida proposições menores.

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES SIMPLES

A negação de uma proposição simples p gera uma nova proposição simples ~p.
Uso do "não" e de expressões correlatas: "não", "não é verdade que", "é falso que". A nova proposição ~p
sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p.
Se a proposição original é uma sentença declarativa negativa, a negação dela será uma sentença declarativa
afirmativa.
q: "Brasília não é a capital do Rio de Janeiro."
~q: " Brasília é a capital do Rio de Janeiro."
Negação usando antônimos: nem sempre o uso de um antônimo nega a proposição original.
"O Grêmio venceu o jogo".
É errado dizer que a negação é "o Grêmio perdeu o jogo", porque o jogo poderia ter empatado. Para negar
uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas, devemos negar o
verbo da oração principal.
Dupla negação: ~(~p) ≡ p.
Várias negações em sequência:
• Número par de negações: proposição equivalente a original; e
• Número ímpar de negações: nova proposição é a negação da proposição original.

Diferença entre a língua portuguesa e a linguagem proposicional: para a linguagem proposicional, "não
vou comer nada" seria equivalente a "vou comer". Na língua portuguesa, tal frase significa que a pessoa
realmente não vai comer coisa alguma.
p: "Vou comer."
~p: "Vou comer nada."
~ (~p): "Não vou comer nada."

A LÓGICA BIVALENTE E AS LEIS DO PENSAMENTO


Lógica bivalente = lógica proposicional, lógica clássica, lógica aristotélica. Obedece a
três princípios, conhecidos por leis do pensamento:

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1. Identidade: uma proposição verdadeira é sempre verdadeira, e uma proposição falsa
é sempre falsa.
2. Não contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
3. Terceiro excluído: uma proposição ou é verdadeira ou é falsa. Não existe um terceiro
valor "talvez".

PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

PROPOSIÇÃO COMPOSTA: resulta da combinação de duas ou mais proposições simples por meio do uso de
conectivos.

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÃO COMPOSTA: depende dos valores lógicos atribuídos às proposições simples que
a compõem. O operador lógico de negação (~) não é um conectivo.

PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

CONECTIVO
TIPO NOTAÇÃO CONECTIVOS ALTERNATIVOS
COMUM

p, mas q
CONJUNÇÃO e p^q

DISJUNÇÃO -
ou pVq
INCLUSIVA

p ou q, mas não ambos


DISJUNÇÃO
ou…ou pVq p, ou q
EXCLUSIVA

p implica q

quando p, q

toda vez que p, q


CONDICIONAL Se…, então p→q
p somente se q

se p, q

como p, q

RAIO-X | Raciocínio Lógico |6 de 98


p, logo q

p, se p

q, pois q

q porque q

p é condição suficiente para q

q é condição suficiente para q

p assim como q

p se e só se q

Se p então q e se q então p
Se e somente
BICONDICIONAL p <--> q
Se p é condição necessária e

suficiente para q

q é condição necessária e suficiente para


p

CONJUNÇÃO (P ∧ Q)
A conjunção é verdadeira apenas quando ambas as proposições são verdadeiras.

p q p∧q
V V V

V F F
F V F

F F F

DISJUNÇÃO INCLUSIVA (P∨Q)


A disjunção inclusiva é verdadeira se pelo menos uma das proposições é verdadeira.

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p q p∨q
V V V
V F V
F V V
F F F

CONDICIONAL (P→Q)
A condicional é falsa apenas quando p é verdadeira e q é falsa.

p q p→q
V V V
V F F
F V V
F F V

DISJUNÇÃO EXCLUSIVA (P∨Q)


A disjunção exclusiva é verdadeira quando apenas uma das proposições é verdadeira.

p q pvq
V V F
V F V
F V V
F F F

BICONDICIONAL (P ↔ Q)
A bicondicional é verdadeira quando ambas as proposições possuem o mesmo valor lógico (ambas verdadeiras
ou ambas falsas).

p q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

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TABELA VERDADE

Número de linhas = 2 elevado a N números de proposições simples

O operador de negação "~" não altera o número de linhas.


Passo 1: determinar o número de linhas da tabela-verdade.
Passo 2: desenhar o esquema da tabela-verdade.
Passo 3: atribuir V ou F às proposições simples de maneira alternada.
Passo 4: obter o valor das demais proposições.

DEFINIÇÃO DE TABELA-VERDADE
A tabela de verdade é uma ferramenta empregada para estabelecer todos os valores lógicos
(Verdadeiro ou Falso) assumidos por uma proposição composta, com base nos valores lógicos atribuídos
às proposições simples das quais ela é constituída.

TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA

Tautologia é uma proposição cujo valor lógico da tabela-verdade é sempre verdadeiro.


Contradição é uma proposição cujo valor lógico é sempre falso.
Contingência é uma proposição cujos valores lógicos podem ser tanto V quanto F, dependendo
diretamente dos valores atribuídos às proposições simples que a compõem.
p ∨~ p é uma tautologia
p ∧~ p é uma contradição

Métodos para determinar se uma proposição é uma tautologia ou uma contradição


Primeiro método: determinar a tabela-verdade.
Segundo método: provar por absurdo.
Terceiro método: álgebra de proposições
Dizemos que uma proposição p implica q quando a condicional p→q é uma tautologia. A representação da
afirmação "p implica q" é representada por p ⇒ q

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EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS

Em lógica proposicional, dizemos que duas proposições são equivalentes quando, ao construirmos
suas respectivas tabelas-verdade, os resultados são idênticos em todas as combinações possíveis de valores
lógicos (verdadeiro ou falso) das variáveis envolvidas. Isso significa que, independentemente das
circunstâncias, as duas proposições sempre terão o mesmo valor lógico — ou ambas são verdadeiras ou
ambas são falsas ao mesmo tempo.

A equivalência lógica é representada pelos símbolos ⇔ (dupla implicação) ou ≡ (identidade lógica). Essas
notações indicam que uma proposição "tem o mesmo conteúdo lógico" que a outra. Assim, se as proposições
A e B forem logicamente equivalentes, podemos expressar isso de duas formas:

• A ⇔ B, que pode ser lida como "A se e somente se B".

• A ≡ B, que enfatiza a ideia de equivalência lógica ou identidade entre proposições.

EQUIVALÊNCIAS FUNDAMENTAIS
No estudo da lógica proposicional, uma das equivalências mais cobradas em provas é a
contrapositiva da condicional. Trata-se de uma forma alternativa — mas logicamente idêntica — de
expressar uma proposição condicional.

A equivalência pode ser expressa da seguinte forma:

p→q ≡ ∼q→∼p

Ou seja, “se p, então q” é logicamente equivalente a “se não q, então não p”.

Como construir a contrapositiva?

Para encontrar a contrapositiva de uma condicional p→q siga dois passos:

1. Inverta a ordem das proposições (o consequente passa a ser o antecedente e vice-versa);

2. Negue ambas as proposições.

Exemplo: Considere as proposições:

• p: “O trânsito está congestionado.”

• q: “Pedro chegou atrasado ao trabalho.”

A proposição condicional original é:

p→q: “Se o trânsito está congestionado, então Pedro chegou atrasado ao trabalho.”

Aplicando a contrapositiva:

• Negando q: “Pedro não chegou atrasado ao trabalho” (∼q)


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• Negando p: “O trânsito não está congestionado” (∼p)

• Invertendo a ordem: ∼q→∼p

“Se Pedro não chegou atrasado ao trabalho, então o trânsito não está congestionado.”

Ambas as proposições — a condicional e sua contrapositiva — sempre terão os mesmos valores lógicos, em
qualquer situação. Por isso, são chamadas de equivalentes logicamente.

CONTRAPOSITIVA DA CONDICIONAL
p→q≡ ∼q→∼p

Essa equivalência afirma que uma proposição condicional tem o mesmo valor lógico que sua contrapositiva.
Para formá-la, basta negar os dois termos e inverter a ordem. Se “Se p, então q” é verdadeira, então “Se não
q, então não p” também será — e vice-versa. Ambas sempre andam juntas.

Exemplo:

p: “Está chovendo.”
q: “A rua está molhada.”

Proposição original:
“Se está chovendo, então a rua está molhada.”

Contrapositiva:
“Se a rua não está molhada, então não está chovendo.”

TRANSFORMAÇÃO DA CONDICIONAL EM DISJUNÇÃO


p→q≡∼p∨q

A condicional pode ser reescrita como uma disjunção (ou) com negação do antecedente. Essa é uma das
equivalências mais usadas em provas de negação. A única forma de a condicional ser falsa é se p for
verdadeira e q for falsa. Isso é exatamente o mesmo que dizer: “Ou p é falsa, ou q é verdadeira.”

Exemplo:

p: “João estuda.”

q: “João será aprovado.”

“Se João estuda, então ele será aprovado.”

Equivalente a: “João não estuda ou ele será aprovado.”

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TRANSFORMAÇÃO DA DISJUNÇÃO EM CONDICIONAL

p∨q≡∼p→q

Essa é a equivalência inversa da anterior. A disjunção pode ser transformada em uma condicional, desde
que se negue o primeiro termo e se use o segundo como consequente. “p ou q” é logicamente equivalente
a “Se não p, então q”. Essa forma aparece bastante nas alternativas disfarçadas das provas.

Exemplo:

p: “Pedro comparece à reunião.”

q: “As decisões serão adiadas.”

Disjunção:
“Pedro comparece à reunião ou as decisões serão adiadas.”

Condicional equivalente:

“Se Pedro não comparecer à reunião, então as decisões serão adiadas.”

TRANSFORMAÇÃO DA BICONDICIONAL EM DUAS CONDICIONAIS

p↔q≡(p→q)∧(q→p)

Uma bicondicional afirma que p e q sempre têm o mesmo valor lógico. Para isso, é necessário que p implique
q e que q implique p. Daí sua equivalência como a conjunção de duas condicionais. A afirmação “p se e
somente se q” só é verdadeira quando p implica q e q implica p. Ou seja, um depende do outro.

Exemplo:

p: “Ana trabalha.”

q: “Ana recebe salário.”

“Ana trabalha se e somente se recebe salário.”

Equivale a:

• “Se Ana trabalha, então recebe salário.”

• “E se Ana recebe salário, então trabalha.”

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EQUIVALÊNCIAS FUNDAMENTAIS

p→q ≡ ~q→~p Contrapositiva

p→q ≡ ~p∨q Transformação da condicional em disjunção inclusiva

p∨q ≡~p→q Transformação da disjunção inclusiva em condicional

p↔q ≡ (p→q)∧(q→p) Transformação da bicondicional em condicional/conjunção

NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO E DA DISJUNÇÃO INCLUSIVA


(LEIS DE DE MORGAN)
Saber negar proposições compostas é essencial em provas de lógica, especialmente quando o
comando pede a forma logicamente equivalente da negação de um enunciado. Algumas provas costumam
apresentar alternativas com formas reescritas, e dominar as regras a seguir ajuda a identificar rapidamente a
resposta correta sem precisar montar a tabela-verdade. Você vai economizar um tempo precioso. Portanto,
preste atenção!

As Leis de De Morgan são regras fundamentais da lógica proposicional que explicam como negar
expressões compostas envolvendo os conectivos conjunção (∧) e disjunção (∨). Elas mostram que negar uma
proposição composta não é o mesmo que negar cada parte isoladamente sem alterar o conectivo.

Portanto, preste atenção! As Leis de De Morgan mostram como negar conjunções (e) e disjunções
inclusivas (ou).

∼(p∧q)≡∼p∨∼q

Como fazer:

1. Negue cada proposição;

2. Troque o “e” (∧) por “ou” (∨).

Exemplo:

• Proposição original: “Maria estuda e trabalha.”


• Negação: “Maria não estuda ou não trabalha.”

NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO

Para realizar a negação conjunção p∧q, deve-se seguir o seguinte procedimento:

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1. Negam-se ambas as parcelas da conjunção;

2. Troca-se a conjunção (∧) pela disjunção inclusiva (∨).

Como resultado, podemos escrever que a negação de p∧q, também conhecida por ~(p∧q), é
equivalente a ~p ∨~q:

~(p∧q) ≡~p ∨~q

NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO INCLUSIVA


Negar “p ou q” é o mesmo que dizer “não p e não q”.

1. Negam-se ambas as parcelas da disjunção inclusiva;

2. Troca-se a disjunção inclusiva (∨) pela conjunção (∧).

Como resultado teremos:

~ (p∨q) ≡ ~p∧~q

NEGAÇÃO DA CONDICIONAL

A negação de p→q é realizada por meio da seguinte equivalência:

~ (p→q) ≡ p∧~q
A negação da condicional é realizada do seguinte modo:

1. Mantém-se o primeiro termo;

2. Troca-se a condicional (→) pela conjunção (∧); e

3. Nega-se o segundo termo

Exemplo:

• Proposição: “Se eu estudar, então serei aprovado.”


• Negação: “Eu estudo e não serei aprovado.”

NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO EXCLUSIVA

Negar uma disjunção exclusiva é dizer que os dois valores são iguais — ou ambos verdadeiros, ou ambos
falsos — que é justamente a definição de bicondicional.~(p∨q) ≡ pq

ATENÇÃO DECORE! A negação da disjunção exclusiva é equivalente a própria bicondicional.

~ (p∨q) ≡ pq
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NEGAÇÃO DA BICONDICIONAL
A negação de uma bicondicional não é simplesmente negar os termos diretamente. Em lógica
proposicional, a negação de uma bicondicional se transforma em uma disjunção exclusiva (ou-exclusivo), ou
seja:

Exemplo prático:

Considere:

• p: “Maria estudou.”

• q: “Maria foi aprovada.”

A bicondicional seria:

"Maria estudou se e somente se foi aprovada."

Negar essa bicondicional significa dizer que as duas afirmações não têm a mesma verdade lógica, ou seja, uma
é verdadeira e a outra é falsa. A negação correta será:

"Maria estudou e não foi aprovada, ou Maria não estudou e foi aprovada."

Dica de ouro para provas! Nunca negue a bicondicional apenas negando os dois lados! Isso é um erro comum.
A negação envolve mostrar que há descompasso entre as proposições, ou seja, elas não ocorrem juntas.

ORDEM DE PRECEDÊNCIA DA NEGAÇÃO E DOS CONECTIVOS


Na lógica proposicional, a clareza na estruturação das proposições compostas é essencial para evitar
ambiguidades. Em muitas situações, a ausência de parênteses pode gerar interpretações equivocadas,
principalmente sobre qual operação deve ser realizada primeiro. Assim como na matemática, a lógica formal
também segue uma ordem de precedência entre seus operadores. Considere a seguinte proposição composta:

∼p → q ∧ r

Sem o uso de parênteses, surgem dúvidas legítimas:

• A negação abrange apenas p ou a proposição inteira?

• A condicional é feita antes da conjunção?

• Como interpretar corretamente essa sentença?

Para resolver essas dúvidas, observe a ordem padrão de precedência dos conectivos lógicos (do mais forte
para o mais fraco):

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1. Negação (~)

2. Conjunção (∧)

3. Disjunção inclusiva (∨)

4. Disjunção exclusiva (V)

5. Condicional (→)

6. Bicondicional (⇔)

Análise da proposição:

∼p→q∧r

Com base na ordem acima, a leitura correta da expressão é:

(∼p)→(q∧r)

Ou seja:

• Primeiro, nega-se p;

• Em seguida, conjuga-se q com r;

• Por fim, aplica-se a condicional.

ÁLGEBRA DE PROPOSIÇÕES
A álgebra das proposições é uma ferramenta poderosa no raciocínio lógico que permite manipular e
simplificar expressões lógicas por meio de regras e equivalências conhecidas. Em vez de recorrer sempre à
construção de tabelas-verdade, o domínio dessa técnica proporciona respostas mais rápidas e estratégicas,
especialmente em provas com tempo limitado.

PROPRIEDADE COMUTATIVA
A comutatividade indica que a ordem das proposições não altera o valor lógico da proposição
composta. Em outras palavras, trocar os termos de lugar não afeta o resultado.

Aplicações:

• Conjunção (E): p∧q≡q∧P

• Disjunção (OU): p∨q≡q∨q

• Disjunção Exclusiva (OU-exclusivo): pVq≡qVp

• Bicondicional: p↔q≡q↔p

RAIO-X | Raciocínio Lógico |16 de 98


A condicional (p→q) não é comutativa. Isso ocorre porque o valor lógico da condicional depende da
relação de implicação entre antecedente e consequente. Trocar a ordem altera o sentido lógico.

PROPRIEDADE ASSOCIATIVA
A associatividade permite agrupar proposições de maneiras diferentes sem alterar o valor lógico final. Trata-
se de reordenar parênteses em cadeias com o mesmo conectivo. Essa propriedade existe porque, para esses
conectivos, a avaliação lógica é acumulativa e não depende da ordem da avaliação dos grupos. Ou seja,
agrupar à esquerda ou à direita não altera o resultado.

Aplicações:

• Conjunção: (p∧q)∧r≡p∧(q∧r)

• Disjunção: (p∨q)∨r≡p∨(q∨r)

PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA
A distributividade permite reorganizar proposições compostas combinando dois conectivos diferentes.
Trata-se de "distribuir" uma proposição comum a dois termos dentro de outro conectivo. É uma ferramenta
útil para "expandir" ou "fatorar" expressões, assim como fazemos na álgebra comum. Ela permite manipular
logicamente sentenças para facilitar negações ou comparações com outras proposições.

Aplicações:

• Distributiva da conjunção sobre disjunção:


p∧(q∨r)≡(p∧q)∨(p∧r)

• Distributiva da disjunção sobre conjunção:


p∨(q∧r)≡(p∨q)∧(p∨r)

PROPRIEDADE DA IDENTIDADE
Esta propriedade trata do efeito de conectar uma proposição a uma constante lógica — uma tautologia
(sempre verdadeira) ou contradição (sempre falsa). No caso da conjunção, se você conjuga uma proposição
com uma falsidade, o resultado será falso. Com uma verdade, a conjunção não muda a proposição. O inverso
vale para a disjunção.

Aplicações:

• p∧V≡p

• p∧F≡F

• p∨F≡p

• p ∨ V ≡V
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PROPRIEDADE DA ABSORÇÃO
A absorção mostra que, em certos contextos, uma parte da proposição já é suficiente para determinar seu
valor lógico, tornando os demais elementos redundantes. No primeiro caso, se p for verdadeiro, o disjuntor
inteiro já será verdadeiro, independentemente do que vier depois. No segundo, se p for falso, a conjunção
toda será falsa, mesmo que p∨qp \lor qp∨q seja verdadeira. Assim, p "absorve" os termos adicionais.

Aplicações:

• p∨(p∧q)≡p

• p∧(p∨q)≡p

PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
As proposições categóricas pertencem ao campo da lógica clássica (ou lógica aristotélica) e têm por
finalidade afirmar ou negar que certos membros de uma classe (sujeito) pertencem a outra classe
(predicado). Elas fazem isso por meio do uso explícito de quantificadores, que determinam a quantidade de
elementos da classe sobre a qual se está afirmando ou negando algo.

Exemplo clássico: “Todo professor é dedicado.”

Essa proposição está afirmando uma inclusão total da classe "professores" dentro da classe "dedicados". Por
isso, é chamada de universal afirmativa, um dos quatro tipos básicos de proposições categóricas.

CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS


Cada proposição categórica pode ser analisada segundo duas dimensões fundamentais:

QUANTIDADE
Refere-se ao número de elementos do sujeito aos quais o predicado se aplica.

• Universal: o predicado se aplica a todos os elementos da classe do sujeito.


Exemplos: “Todo A é B”; “Nenhum A é B”.

• Particular: o predicado se aplica a alguns elementos da classe do sujeito.


Exemplos: “Algum A é B”; “Algum A não é B”.

QUALIDADE
Refere-se ao tipo de relação estabelecida entre o sujeito e o predicado.

• Afirmativa: estabelece uma relação de inclusão (total ou parcial).


Exemplo: “Todo A é B”; “Algum A é B”.

• Negativa: estabelece uma relação de exclusão (total ou parcial).


Exemplo: “Nenhum A é B”; “Algum A não é B”.
RAIO-X | Raciocínio Lógico |18 de 98
OS QUATRO TIPOS PADRÃO (FORMA CLÁSSICA SILOGÍSTICA)

CÓDIGO TIPO QUANTIDADE QUALIDADE FORMA EXEMPLO


PADRÃO

A Universal Universal Afirmativa Todo S é P Todo juiz é


Afirmativa servidor público.

E Universal Universal Negativa Nenhum S é Nenhum policial é


Negativa P omisso.

I Particular Particular Afirmativa Algum S é P Algum réu é


Afirmativa inocente.

O Particular Particular Negativa Algum S não Algum deputado


Negativa éP não é corrupto.

Proposições universais que possuem qualidades distintas, isto é, todo par


PROPOSIÇÕES afirmativo-negativo de proposições universais.
CONTRÁRIAS Todo marinheiro é pescador. [forma a]
Todo marinheiro não é pescador. [forma e]

Proposições particulares que possuem qualidades distintas, isto é, todo par


PROPOSIÇÕES afirmativo-negativo de proposições particulares.
SUBCONTRÁRIAS Algum empresário é rico. [forma i]
Algum empresário não é rico. [forma o]

Proposições que, apesar de possuírem a mesma qualidade, diferem pela


quantidade.

PROPOSIÇÕES A: todo estudante é preparado.


SUBALTERNAS I: algum estudante é preparado.

E: nenhum cachorro é feio


O: algum cachorro não é feio.

Proposições que diferem, simultaneamente, em qualidade e quantidade.


PROPOSIÇÕES
CONTRADITÓRIAS A: todo animal é dócil.
O: algum animal não é dócil.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |19 de 98


DIAGRAMAS LÓGICOS
Diagramas lógicos, também conhecidos como diagramas de Venn, são representações visuais usadas
para ilustrar as relações entre diferentes conjuntos ou categorias de elementos, facilitando a compreensão de
proposições categóricas e a análise lógica. Eles são especialmente úteis para visualizar a interseção, união,
diferença e complementaridade entre conjuntos, ajudando a resolver problemas de lógica e matemática.

ESTRUTURA DOS DIAGRAMAS LÓGICOS


Os diagramas lógicos são geralmente representados por círculos ou outras formas
geométricas que se sobrepõem ou se separam, indicando a relação entre os conjuntos. Cada
conjunto é representado por uma área específica, e a forma como esses conjuntos se cruzam ou se
afastam indica a relação entre eles.

APLICAÇÕES DE DIAGRAMAS LÓGICOS


Os diagramas são usados para:

• Analisar Proposições Categóricas: Por exemplo, para visualizar proposições como "Todo A é
B", representamos o conjunto A completamente dentro do conjunto B.
• Testar Validade de Argumentos: Os diagramas ajudam a verificar se a conclusão de um
argumento é consistente com as premissas apresentadas.
• Resolução de Problemas Lógicos: São frequentemente usados para resolver questões de
lógica e raciocínio, como aquelas envolvendo conjuntos numéricos, conjuntos de pessoas, ou
características específicas.

PRINCIPAIS COMPONENTES
1. Conjunto: Representado por um círculo ou outra forma, é um grupo de elementos que
compartilham uma característica em comum.

2. Interseção: Quando dois ou mais conjuntos se sobrepõem, a área compartilhada representa


os elementos que estão em ambos os conjuntos.

3. União: Inclui todos os elementos de dois ou mais conjuntos, independentemente de estarem


na interseção ou não.

4. Complemento: Refere-se aos elementos que estão fora de um conjunto específico.

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EXEMPLOS PRÁTICOS
Todos os pássaros são animais.

O círculo que representa "pássaros" está completamente dentro do


P círculo que representa "animais", mostrando que todos os elementos de
"pássaros" são também elementos de "animais".

ANIMAIS

Alguns estudantes são atletas.

O círculo que representa "estudantes" se sobrepõe


parcialmente ao círculo que representa "atletas",
ATLETAS indicando que há uma interseção e, portanto,
alguns estudantes são atletas.
ESTUDANTES

Nenhum peixe é mamífero.

O círculo que representa "peixes" não se sobrepõe ao círculo que representa "mamíferos",
mostrando que os dois conjuntos são totalmente separados.

PEIXE MAMÍFERO

VERDADES E MENTIRAS

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As questões de “verdades e mentiras” pertencem ao domínio da lógica proposicional, mais
especificamente à análise semântica de proposições interdependentes. O objetivo é determinar o valor lógico
(verdadeiro ou falso) atribuído a cada proposição, sob determinadas restrições de consistência, com base
nas relações entre elas.

Em termos formais, essas questões exigem a aplicação de um conjunto de proposições mutuamente


condicionadas, com valorações limitadas por regras explícitas (como “exatamente um é verdadeiro”, “no
máximo dois mentem”, “todos exceto um falam a verdade”, etc.).

ESTRUTURA DAS QUESTÕES


As questões geralmente envolvem um grupo de pessoas (ou personagens) e trazem afirmações
interdependentes, como:

• “A diz que B está mentindo”

• “Apenas uma pessoa está dizendo a verdade”

• “Se C está dizendo a verdade, então D está mentindo”

A partir dessas pistas, o candidato precisa testar hipóteses, assumindo uma das falas como verdadeira e
verificando as consequências lógicas disso nas demais.

Características Comuns:

• Condições e Regras: As questões geralmente estabelecem regras ou condições claras, como "se a
pessoa A está dizendo a verdade, então a pessoa B está mentindo" ou "apenas um entre os três diz a
verdade".

• Raciocínio Dedutivo: Para resolver essas questões, é necessário analisar as condições dadas e deduzir,
passo a passo, quem está falando a verdade e quem está mentindo, eliminando possibilidades até
chegar à conclusão correta.

ESTRATÉGIA DE RESOLUÇÃO (PASSO A PASSO)

PASSO 1 – LISTE AS AFIRMAÇÕES

Escreva claramente o que cada pessoa disse. Use nomes curtos ou letras para facilitar.

PASSO 2 – ASSUMA HIPÓTESES

Escolha uma das falas como verdadeira e veja se as demais fazem sentido com base nisso. Se houver
contradição, descarte a hipótese e teste outra.

PASSO 3 – CONSIDERE AS REGRAS DO ENUNCIADO

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Exemplos comuns:

• "Apenas um diz a verdade"

• "Apenas dois mentem"

• "Exatamente um entre A, B e C mente"

Essas restrições quantitativas são cruciais. A solução deve satisfazer integralmente o enunciado.

PASSO 4 – VERIFIQUE COERÊNCIA

A configuração final escolhida deve:

• Respeitar o número de pessoas dizendo a verdade ou mentindo

• Ser logicamente consistente (sem contradições internas)

Exemplo Prático

Três pessoas — Lucas, Mariana e Thiago — fazem as seguintes afirmações:

• Lucas: “Mariana está mentindo.”

• Mariana: “Thiago está mentindo.”

• Thiago: “Lucas e Mariana estão mentindo.”

Resolução por tentativa e eliminação:

Hipótese 1: Lucas está dizendo a verdade.


Então Mariana está mentindo.
Se Mariana está mentindo, sua frase (“Thiago está mentindo”) é falsa, ou seja, Thiago está dizendo a
verdade.

Mas Thiago afirma: “Lucas e Mariana estão mentindo.”


Se Lucas está dizendo a verdade, a fala de Thiago (“Lucas mente”) é falsa.

Contradição. Thiago não pode estar dizendo a verdade.


Logo, essa hipótese está descartada.

Hipótese 2: Mariana está dizendo a verdade.


Então Thiago está mentindo.
Se Thiago está mentindo, sua frase (“Lucas e Mariana estão mentindo”) é falsa. Para isso, ao menos um
deles deve estar dizendo a verdade.

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Mariana, pela hipótese, está dizendo a verdade. Ok.

Verifiquemos Lucas: Lucas diz: “Mariana está mentindo.” Mas pela hipótese, Mariana está dizendo a verdade,
então a fala de Lucas é falsa.

Temos:

• Lucas mente
• Mariana diz a verdade
• Thiago mente

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

ARGUMENTOS DEDUTIVOS

Um argumento é um encadeamento lógico entre premissas e uma conclusão. Nos argumentos dedutivos,
a conclusão é consequência lógica necessária das premissas.

• As premissas são proposições assumidas como verdadeiras para efeitos de análise. Também são
chamadas de hipóteses.

• A conclusão decorre logicamente das premissas sem introduzir conhecimento novo.

• O argumento dedutivo típico é o silogismo, composto por duas premissas e uma conclusão.

Tipos:

• Argumentos categóricos: utilizam proposições categóricas (universais e particulares).

• Argumentos hipotéticos: usam conectivos lógicos como →,∨,∧,↔,∼

VALIDADE DOS ARGUMENTOS DEDUTIVOS × VERACIDADE DAS PROPOSIÇÕES

• Validade refere-se ao argumento como um todo: um argumento é válido se, supondo as premissas
verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.

• Veracidade é uma propriedade das proposições: elas podem ser verdadeiras ou falsas,
independentemente da validade do argumento.

Situações possíveis em argumentos válidos:

• Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira

• Premissas falsas e conclusão verdadeira

• Premissas falsas e conclusão falsa


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A única combinação impossível em um argumento válido é:

• Premissas verdadeiras e conclusão falsa

Argumentos inválidos (falácias formais ou sofismas):

Podem ocorrer em qualquer das quatro combinações acima.

SILOGISMO CATEGÓRICO

Um silogismo categórico é um argumento dedutivo com duas premissas e uma conclusão, todas expressas
em proposições categóricas do tipo A, E, I, O.

Estrutura dos termos:

• Termo maior: predicado da conclusão.

• Termo menor: sujeito da conclusão.

• Termo médio: aparece nas premissas, mas não na conclusão.

Estrutura das premissas:

• Premissa maior: contém termo maior + termo médio.

• Premissa menor: contém termo menor + termo médio.

Modos silogísticos:

Cada modo é identificado por três letras (A, E, I, O) que indicam o tipo da premissa maior, menor e da
conclusão.
Exemplo: A (premissa maior universal afirmativa, premissa menor universal afirmativa, conclusão universal
afirmativa).

FIGURAS DO SILOGISMO

A posição do termo médio nas premissas define a figura:

1. Primeira figura: termo médio é sujeito na maior e predicado na menor.

2. Segunda figura: termo médio é predicado nas duas premissas.

3. Terceira figura: termo médio é sujeito nas duas premissas.

4. Quarta figura: termo médio é predicado na maior e sujeito na menor.

REGRAS DE VALIDADE DO SILOGISMO CATEGÓRICO

1. Deve haver exatamente três termos.

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2. O termo médio deve ser distribuído (universal) ao menos uma vez.

3. O termo médio nunca aparece na conclusão.

4. Um termo não pode ser mais abrangente na conclusão do que era nas premissas.

5. A conclusão acompanha a premissa mais fraca (particular ou negativa).

6. Duas premissas afirmativas → conclusão afirmativa.

7. Duas premissas negativas → nenhuma conclusão válida.

8. Duas premissas particulares → nenhuma conclusão válida.

MÉTODOS DE VERIFICAÇÃO DA VALIDADE DE UM ARGUMENTO DEDUTIVO

1. Método dos Diagramas Lógicos

Usa-se principalmente em argumentos categóricos. Representa-se a relação entre conjuntos (classes) por
meio de diagramas de Venn, avaliando se a conclusão decorre das premissas.

2. Método da Tabela-Verdade

Utilizado quando os argumentos envolvem conectivos lógicos (proposicionais).

Passos:

1. Traduzir as premissas e a conclusão para linguagem simbólica.

2. Construir a tabela-verdade com todas as combinações possíveis.

3. Verificar se sempre que as premissas forem verdadeiras, a conclusão também é.

Se a condicional (premissas → conclusão) for uma tautologia, o argumento é válido.

3. Método da Verificação com Premissas Verdadeiras

Pressupõe todas as premissas como verdadeiras e testa se a conclusão é obrigatoriamente verdadeira. Se


houver uma possibilidade de a conclusão ser falsa, o argumento é inválido.

4. Método da Conclusão Falsa

Aplica-se preferencialmente quando a conclusão é simples, uma condicional ou uma disjunção. Parte-se da
negação da conclusão e verifica-se se isso contradiz as premissas, o que indicaria validade do argumento.

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2. COMPREENSÃO E ANÁLISE DA LÓGICA DE UMA SITUAÇÃO,
UTILIZANDO AS FUNÇÕES INTELECTUAIS

Queridos alunos, nesse capítulo estudaremos o seguinte tópico do seu edital: Compreensão e análise da lógica
de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio
sequencial, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos.

RACIOCÍNIO SEQUENCIAL
Raciocínio sequencial é a capacidade de identificar padrões lógicos e relações de causa e efeito
entre elementos que se apresentam em uma sequência (normalmente de números, letras ou figuras).
Diferente de um raciocínio puramente teórico, esse tema exige raciocínio prático. A banca quer ver se você
sabe identificar padrões, regras e comportamentos lógicos, e não se você memorizou fórmulas. Entende?

Uma sequência é uma lista de elementos organizados de maneira ordenada, geralmente com base
em uma regra de formação. Exemplos de sequências numéricas simples:

• (1, 2, 3, 4, 5, 6, …) – sequência crescente com diferença comum de 1.


• (2, 4, 8, 16, 32, …) – cada número é o dobro do anterior.
• (1, -1, 1, -1, …) – alternância entre dois valores.
• (1, 1, 2, 3, 5, 8, …) – sequência de Fibonacci, que veremos já já.

REPRESENTAÇÃO FORMAL DE UMA SEQUÊNCIA

Em Matemática, uma sequência pode ser representada como:

(a₁, a₂, a₃, a₄, a₅, …)

• a₁ é o primeiro termo

• a₂ é o segundo termo

• a₃ é o terceiro termo

• E assim por diante…

Essa notação é útil para entender a lei de formação, que é a regra que define como os termos são
construídos. Por exemplo: Se temos a sequência (3, 6, 9, 12, 15, …), a regra é: aₙ = 3 × n

• a₁ = 3 × 1 = 3

• a₂ = 3 × 2 = 6

• a₃ = 3 × 3 = 9

• a₄ = 3 × 4 = 12
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• a₅ = 3 × 5 = 15

Essa expressão aₙ = 3n permite encontrar qualquer termo da sequência, mesmo o milésimo, sem
precisar escrever tudo.

SEQUÊNCIA DE FIBONACCI

A Sequência de Fibonacci é uma sucessão numérica definida por uma relação de recorrência simples,
em que cada termo, a partir do terceiro, é obtido pela soma dos dois termos imediatamente anteriores. Sua
formulação matemática é dada por:

• F₁ = 0
• F₂ = 1
• Fₙ = Fₙ₋₁ + Fₙ₋₂, para todo n ≥ 3

Essa definição cria uma sequência crescente de números inteiros positivos, comumente iniciada da
seguinte forma:

(0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, …)

Cada termo é, portanto, função direta dos dois termos que o precedem.

Para compreender a construção da sequência, vejamos os primeiros elementos gerados pela fórmula:

F₁ = 0

F₂ = 1

F₃ = F₂ + F₁ = 1 + 0 = 1

F₄ = F₃ + F₂ = 1 + 1 = 2

F₅ = F₄ + F₃ = 2 + 1 = 3

F₆ = F₅ + F₄ = 3 + 2 = 5

F₇ = F₆ + F₅ = 5 + 3 = 8

F₈ = F₇ + F₆ = 8 + 5 = 13

E assim sucessivamente.

PROPRIEDADES DA SEQUÊNCIA DE FIBONACCI

• Crescimento Progressivo: A sequência cresce de forma não linear, com os valores aumentando de
maneira mais acentuada a partir de determinado ponto.
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• Relação com a Proporção Áurea (φ): À medida que os termos aumentam, a razão entre um termo
e seu antecessor tende a se aproximar de φ (phi), a razão áurea, cujo valor é aproximadamente:

• Fórmula de Binet: Embora a definição padrão da sequência seja recursiva, existe uma fórmula
explícita para calcular o n-ésimo termo, conhecida como fórmula de Binet:

PROGRESSÃO ARITMÉTICA
A progressão aritmética, ou simplesmente P.A., é um tipo de sequência onde os números andam
sempre com o mesmo passo. Esse "passo" é chamado de razão. Se a gente começa com um número e vai
somando (ou até subtraindo) sempre esse mesmo valor, temos uma P.A.
Por exemplo: 4, 7, 10, 13... Cada número está 3 unidades à frente do anterior. Esse 3 é a tal da razão.
Diferente da progressão geométrica, onde os números se multiplicam (tipo 2, 4, 8, 16...), na P.A. a
gente só soma ou subtrai. Por isso ela é mais linear, cresce (ou decresce) de forma constante.
Outra coisa é que a P.A. pode ser finita, ou seja, ter um fim — como (70, 60, 50, 40, 30, 20, 10) — ou
pode continuar pra sempre, quando é infinita, como (1, 2, 3, 4, 5, ...).
E cada termo tem uma posição: o primeiro, o segundo, o terceiro... Por isso usamos símbolos tipo a1,
a2, a3, an e assim vai. Por exemplo, em (2, 4, 6, 8, 10), o termo da quarta posição (o a4) é 8.

CLASSIFICAÇÃO DE UMA P.A.

FÓRMULA DO TERMO GERAL

An: termo que queremos calcular


a1: primeiro termo da P.A.
n: posição do termo que queremos descobrir
r: razão

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SOMA DOS TERMOS DE UMA P.A.

Para encontrar a soma dos termos de uma P.A. finita, basta utilizar a fórmula:

o Sn: soma dos n primeiros termos da P.A.


o a1: primeiro termo da P.A.
o an: ocupa a enésima posição na sequência (um termo na posição n)

o n: posição do termo

ORIENTAÇÃO TEMPORAL
A orientação temporal é a capacidade de operar logicamente com referências de tempo, como datas,
dias da semana, unidades de medida temporal e funcionamento do calendário. Em provas de concursos, esse
conteúdo aparece para avaliar o domínio do candidato sobre relações temporais estruturadas e cálculos com
precisão lógica. Os problemas costumam envolver três eixos principais:

• Conversão de unidades de tempo


• Compreensão do calendário civil e suas regras
• Determinação e manipulação de dias da semana por meio de intervalos

UNIDADES DE TEMPO: CONVERSÕES FUNDAMENTAIS

A lógica temporal exige domínio completo das relações entre as unidades básicas de tempo. Veja:

• 1 minuto = 60 segundos
• 1 hora = 60 minutos = 3.600 segundos
• 1 dia = 24 horas = 1.440 minutos = 86.400 segundos
• 1 semana = 7 dias
• 1 ano comum = 365 dias
• 1 ano bissexto = 366 dias

Observação: o segundo bissexto é inserido a cada 4 anos, exceto nos múltiplos de 100 que não são múltiplos
de 400. Ou seja, 2000 foi bissexto, mas 1900 não foi.

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ANO NORMAL E ANO BISSEXTO: IMPLICAÇÕES LÓGICAS

• Um ano normal tem 365 dias → 52 semanas + 1 dia → ele começa e termina no mesmo dia da
semana.
• Um ano bissexto tem 366 dias → 52 semanas + 2 dias → ele termina dois dias da semana após o dia
em que começou.

Exemplo: se 1º de janeiro de um ano bissexto é uma segunda-feira, então 31 de dezembro cairá em uma terça-
feira.

Atenção! Dois anos terão calendários idênticos quando:

• Começarem no mesmo dia da semana, e


• Ambos forem normais ou ambos bissextos

Essas condições garantem que a estrutura mensal e a sequência dos dias da semana se repitam integralmente.

INTERVALO INCLUSIVE × INTERVALO EXCLUSIVE

a) Intervalo inclusive:

Conta do dia inicial ao dia final, incluindo ambos.

Intervalo inclusive=(Data final−Data inicial)+1

b) Intervalo exclusive:

Conta somente os dias entre as datas, excluindo o dia inicial.

Intervalo exclusive=Data final−Data inicial

Quando as datas envolvem meses diferentes, o intervalo exclusive pode ser obtido por:

Exclusive=Inclusive−1

Essa distinção é crucial para problemas que exigem precisão ao lidar com contagens de dias úteis, folgas,
prazos processuais, etc.

DIAS DA SEMANA: PROBLEMAS CLASSIFICADOS

a) Data inicial e dia da semana conhecidos:

Para encontrar o dia da semana da data final:

1. Calcular o intervalo exclusive entre as datas

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2. Dividir por 7 e observar o resto da divisão
3. Somar o resto ao dia da semana inicial, usando o ciclo de 7 dias

Exemplo:
Se segunda-feira é dia 1 e o intervalo exclusive até a data final é 10 dias:
10 ÷ 7 = 1 semana e resto 3
Segunda + 3 dias = quinta-feira

b) Data final e dia da semana conhecidos:

Aqui o raciocínio é o mesmo, mas em sentido reverso:

1. Calcular o intervalo exclusive


2. Dividir por 7 e extrair o resto
3. Subtrair o resto da data final para encontrar o dia da semana da data inicial

c) Datas com o mesmo dia da semana:

Duas datas caem no mesmo dia da semana quando o intervalo exclusive entre elas for múltiplo de 7. Isso
permite inferências como:

• "Qual será o dia da semana 28 dias depois de uma sexta-feira?"


R: Mesmo dia, pois 28 é múltiplo de 7
• "Qual era o dia da semana 14 dias antes de um domingo?"
R: Também domingo

ORIENTAÇÃO ESPACIAL
A orientação espacial é a habilidade de interpretar e manipular informações relativas a direção,
posição e deslocamento no espaço. Em provas de raciocínio lógico, essa habilidade é testada por meio de
situações envolvendo mapas mentais, deslocamentos relativos e identificação de rotas. O domínio da
orientação espacial exige conhecimento dos pontos cardeais e colaterais, além da compreensão dos ângulos
formados entre as direções e de regras de deslocamento com ou sem mudança de orientação. O plano de
orientação convencional é composto por quatro direções principais, chamadas de pontos cardeais:

• Norte (N) – aponta para cima


• Sul (S) – aponta para baixo
• Leste (L ou E) – aponta para a direita
• Oeste (O ou W) – aponta para a esquerda

Regras importantes:

• O movimento do Sol nasce no Leste e se põe no Oeste.


• Em mapas, o Norte é geralmente representado para cima, o que define a base da referência espacial.
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PONTOS COLATERAIS: INTERMEDIÁRIOS ENTRE OS CARDEAIS

Entre os pontos cardeais, localizam-se os pontos colaterais, que formam os quatro quadrantes diagonais do
plano:

• Nordeste (NE): entre Norte e Leste


• Sudeste (SE): entre Sul e Leste
• Sudoeste (SO): entre Sul e Oeste
• Noroeste (NO): entre Norte e Oeste

Esses pontos são úteis para descrever direções angulares, movimentos em diagonal ou posicionamento
relativo.

PONTO CARDEAL ABREVIAÇÃO DIREÇÃO DESCRIÇÃO


NORTE N Direção oposta ao É a direção que aponta para o Polo
Sul Norte. Em muitos mapas, o Norte
está posicionado na parte superior.
No hemisfério norte, pode ser
encontrado observando-se a
Estrela Polar à noite.
SUL S Direção oposta ao Direção oposta ao norte,
Norte apontando para o Polo Sul. No
hemisfério sul, pode ser
identificado pela constelação do
Cruzeiro do Sul.
LESTE L ou E Direção onde o Também conhecido como
Sol nasce (ao "oriente", é a direção pela qual o
amanhecer) Sol nasce. Está à direita de quem
está voltado para o norte.
OESTE O ou W Direção onde o Chamado de "ocidente", é a
Sol se põe (ao direção onde o Sol se põe e está à
entardecer) esquerda de quem está voltado
para o norte.
PONTO COLATERAL ABREVIAÇÃO POSIÇÃO RELATIVA
Situado entre o norte e o leste, representa a
direção intermediária ao se mover um pouco
NORDESTE NE
para a direita quando estamos voltados para
o norte.
Localizado entre o sul e o leste, indicando uma
SUDESTE SE
direção a meio caminho entre o leste e o sul.
Situado entre o norte e o oeste, posicionando-
NOROESTE NO se entre o norte e o oeste ao olhar para a
esquerda em relação ao norte.
Posicionado entre o sul e o oeste,
SUDOESTE SO
representando a direção entre o oeste e o sul.

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PONTOS SUBCOLATERAIS
PONTO SUBCOLATERAL ABREVIAÇÃO POSIÇÃO ENTRE
NORTE-NORDESTE NNE Norte (N) e Nordeste (NE)
LESTE-NORDESTE ENE Leste (E) e Nordeste (NE)
LESTE-SUDESTE ESE Leste (E) e Sudeste (SE)
SUL-SUDESTE SSE Sul (S) e Sudeste (SE)
SUL-SUDOESTE SSO Sul (S) e Sudoeste (SO)
OESTE-SUDOESTE OSO Oeste (O) e Sudoeste (SO)
OESTE-NOROESTE ONO Oeste (O) e Noroeste (NO)
NORTE-NOROESTE NNO Norte (N) e Noroeste (NO)

APLICAÇÕES EM QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO

As questões com orientação espacial exigem:

a) Interpretação de deslocamentos:

Exemplo: “Um indivíduo parte para o Norte, vira à direita, caminha 2 km, depois vira à esquerda...”

• Ao caminhar para o Norte, a direita é o Leste, e a esquerda é o Oeste.


• Ao caminhar para o Sul, a direita será o Oeste, e a esquerda será o Leste.

É necessário ajustar as noções de "direita" e "esquerda" em relação à orientação atual do movimento.

b) Análise de rota e ponto final:

O candidato deve seguir instruções sequenciais e reconstruir mentalmente o percurso, registrando cada
mudança de direção. Ao final, pode-se perguntar:

• Em que direção ele está voltado?


• A que distância está do ponto de partida?
• Em qual quadrante ou ponto cardeal o destino se encontra?

c) Reconhecimento de simetrias:

Muitas questões trabalham com rotacionar mapas, refletir trajetos ou inverter orientações (como “se
estivesse de costas para o Norte, qual seria sua esquerda?”). Essas transformações exigem análise espacial e
noção de ângulo entre direções.

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VISTAS DE UM SÓLIDO
A vista de um sólido é a representação bidimensional da sua forma tridimensional, observada a partir de um
determinado ponto de referência. Tecnicamente, trata-se da projeção ortogonal da forma sobre um plano.
Ou seja, cada vista representa como o sólido é percebido de uma direção específica, considerando a incidência
perpendicular do observador ao plano de projeção. Em problemas de raciocínio espacial e visualização de
sólidos, as três vistas mais comuns são:

• Vista Frontal: o que se vê ao observar o objeto de frente, em direção perpendicular à face frontal.
• Vista Superior (ou planta): o que se vê de cima, como se estivesse projetando o objeto sobre um plano
horizontal.
• Vista Lateral Direita: o que se vê do lado direito, olhando perpendicularmente à lateral direita do
sólido.

Cada uma dessas vistas elimina a profundidade do objeto na direção observada, ou seja, não revela o que está
oculto atrás ou dentro da forma. Elas mostram apenas os contornos e relevos visíveis do ângulo observado.

Considere um cilindro vertical, como uma lata de refrigerante.

• Vista lateral (esquerda ou direita): um retângulo, pois o observador enxerga a altura e o diâmetro do
cilindro, mas não percebe a curvatura.
• Vista superior: uma circunferência, pois ao olhar de cima, o observador projeta apenas o topo circular
do cilindro sobre o plano.

Essa diferença mostra que a forma percebida depende diretamente da posição do observador em relação ao
objeto.

RACIOCÍNIO MATEMÁTICO
O raciocínio matemático é uma das ferramentas cognitivas mais importantes para a resolução de
problemas estruturados, especialmente em contextos de provas e concursos. Diferente da matemática
aplicada diretamente a cálculos aritméticos, o raciocínio matemático envolve a capacidade de interpretar,
modelar, deduzir e resolver situações-problema por meio de lógica formal, estruturação de informações e
aplicação de princípios fundamentais de contagem, análise combinatória, proporcionalidade, sequências,
entre outros.

Trata-se de um campo voltado à resolução estratégica de problemas, no qual o candidato deve extrair
do enunciado os dados relevantes, estabelecer relações lógicas entre as variáveis envolvidas e, a partir disso,
construir uma linha de raciocínio que leve à conclusão correta — geralmente, com economia de tempo e alto
rigor lógico.

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PRINCÍPIO ADITIVO

Aplica-se quando há escolha entre eventos mutuamente exclusivos (isto é, não ocorrem simultaneamente).
Se:

• O evento A ocorre de mmm formas,

• O evento B ocorre de nnn formas,

E A e B não ocorrem ao mesmo tempo, então:

m+n

Exemplo: Pedro pode usar 3 tênis ou 2 sapatos. Como ele deve escolher apenas um calçado, há 3+2=5

PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO

Se um processo envolve duas ou mais etapas independentes, e:

• A primeira etapa pode ocorrer de m formas,

• A segunda de n formas,

Então o número total de maneiras de ocorrerem as duas etapas em conjunto é:

M×n

Exemplo: João tem 3 camisas e 4 calças. Quantas combinações de roupa ele pode formar?
R: 3×4=12

Esse princípio se estende a qualquer número de etapas sucessivas e independentes.

FATORIAL

O fatorial de um número natural nnn, denotado por n!n!n!, é o produto de todos os números inteiros
positivos menores ou iguais a nnn:

n!= n ⋅(n−1)⋅(n−2)⋅⋯⋅2⋅1

Exemplo:

5!=5⋅4⋅3⋅2⋅1=120

Por convenção:

0!=1

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PRINCÍPIO DA CASA DOS POMBOS

Se você deseja distribuir n objetos (os chamados "pombos") em m compartimentos (as "casas"), e se
n>m, então pelo menos um compartimento conterá dois ou mais objetos. Esse resultado não é apenas
provável — ele é necessário. Trata-se de uma garantia lógica de repetição, válida independentemente da
distribuição adotada.

Esse princípio se baseia no conceito fundamental de distribuição discreta. Suponha o caso ideal de
distribuição uniforme: cada compartimento recebe exatamente um objeto. Isso só é possível quando n≤m

Porém, se há mais objetos do que compartimentos, então:

Como os objetos são indivisíveis, ao menos um compartimento deve conter dois ou mais.

Exemplo:

Se colocarmos 5 pombos em 4 casas, há duas possibilidades:

• Se cada casa tiver no máximo um pombo → apenas 4 pombos são acomodados.

• O 5º pombo não pode ocupar uma casa vazia (não há mais), então ele obrigatoriamente irá
compartilhar uma casa com outro.

Conclusão: com n=5, m = 4, pelo menos uma casa terá ≥2 pombos.

Atenção!

O Princípio da Casa dos Pombos não diz onde está a repetição, nem como ela ocorre. Ele apenas garante
que, sob certas condições, a repetição é inevitável. Trata-se de uma ferramenta poderosa para:

• Identificar contradições;

• Provar impossibilidades de distribuição uniforme;

• Fundar argumentos de mínima ocorrência.

PERMUTAÇÃO
Permutação é uma disposição ordenada de elementos. Ou seja, trata-se do número de maneiras
distintas de organizar todos os elementos de um conjunto, considerando que a ordem importa. Se temos
nnn elementos distintos, o total de permutações simples possíveis é dado por:

P (n) = n!

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PERMUTAÇÃO SIMPLES
É o número total de formas diferentes de organizar um conjunto de elementos distintos entre si,
ocupando todas as posições disponíveis. Quando usar?

• Todos os elementos são diferentes.

• Todos os elementos devem ser usados.

• A ordem faz diferença (ou seja, mudar a ordem muda o resultado).

Exemplo: Quantas formas distintas de organizar os números 1, 2 e 3?

P(3) = 3! = 3 x 2 x 1 = 6

PERMUTAÇÃO COM RESTRIÇÃO


Aqui há limitações específicas quanto à posição de certos elementos. Existem duas variações principais:

ELEMENTOS COM POSIÇÃO FIXADA

Quando alguns elementos devem ocupar posições específicas e não podem se mover.

Como resolver? Fixamos os elementos e permutamos apenas os que estão livres.

P(n−p)

onde p é o número de posições já fixadas.

Exemplo:

5 pessoas numa fila. Maria e João têm lugares obrigatórios (fixos). Quantas formas de organizar as outras 3?

P(3)=3! =6

ELEMENTOS DEFINIDOS PARA CERTAS POSIÇÕES (MAS SEM POSIÇÃO FIXA ENTRE SI)

Quando certos elementos devem ocupar um grupo de posições, mas sem definir quem vai em qual lugar.

Como resolver?

1. Primeiro permutamos os p elementos entre as p posições livres:

P(p)

2. Depois, permutamos os demais n−p elementos entre o restante das posições:

P(n−p)

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P(n−p)×P(p)

6 pessoas vão se sentar. Sabemos que 2 delas devem ocupar as duas primeiras cadeiras (mas sem especificar
quem). Quantas formas?

P(4)×P(2)=24×2=48

PERMUTAÇÃO COM REPETIÇÃO


É quando você tem elementos repetidos, ou seja, que são idênticos entre si. Como trocá-los não gera uma
nova ordem visível, você elimina essas repetições do total.

Por que dividir?

Porque as permutações entre elementos iguais não criam novas disposições distintas. Para cada grupo de
repetições, você divide pelo fatorial do número de vezes que ele se repete.

Fórmula:

onde:
• n é o total de elementos,
• ai são as repetições de cada grupo de elementos iguais.

Exemplo 1:
Quantos anagramas da palavra ANA?
Letras: A, N, A → total = 3 letras, com A repetido 2 vezes.

PERMUTAÇÃO CIRCULAR
Quando os elementos são dispostos em círculo, como ao redor de uma mesa. Nesse caso, rotacionar todos
os elementos ao mesmo tempo não gera uma nova configuração — é simetricamente igual.

Por que subtrair 1? Porque uma das posições pode ser fixada (já que girar o círculo não muda a ordem relativa
dos elementos). Então, permuta-se apenas os n−1 restantes.

Pc(n)=(n−1)!

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Exemplo:

Quantas formas diferentes de sentar 6 pessoas ao redor de uma mesa circular?

Pc(6)=5!=120

Se fosse uma fila linear:

P(6)=720

Logo, 600 disposições a mais seriam equivalentes por rotação e são descartadas.

ARRANJO E COMBINAÇÃO

SITUAÇÃO NOME DO PROCESSO FÓRMULA APLICADA

SELEÇÃO COM ORDEM ARRANJO

SELEÇÃO SEM ORDEM COMBINAÇÃO

ARRANJO
Um arranjo é uma seleção ordenada de k elementos distintos extraídos de um conjunto de n elementos, sem
repetição. Isto é, a posição importa.

Justificativa:

• Para o 1º elemento: n opções

• Para o 2º: n−1 opções

• Para o 3º: n−2 opções

• … até k elementos.

Exemplo 1: 6 pessoas, e serão sorteadas 3, com ordem relevante (ex: 1º, 2º, 3º lugar no pódio).

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Exemplo 2: Em uma competição com 8 candidatos, serão escolhidos 5 para 5 prêmios diferentes.
A posição (1º, 2º, 3º...) importa.

COMBINAÇÃO

Uma combinação é uma seleção sem importar a ordem entre os k elementos retirados de um conjunto de n
elementos. Ou seja, o grupo é o que importa — não quem está na frente. Como no arranjo a ordem importa,
removemos da contagem as permutações internas de cada grupo — ou seja, dividimos por k! o número de
formas de rearranjar os selecionados.

Exemplo 1:

Quantos grupos de 3 pessoas podem ser formados com 5 mulheres e 4 homens?

Total de pessoas: 5+4=9

Esse valor inclui todas as seleções possíveis de 3 pessoas, independentemente da ordem.

Exemplo 2: Seleção com restrição lógica

Conjunto: {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}

Pergunta: Quantas duplas não consecutivas podemos formar?

Primeiro, calcule todas as combinações sem restrição:

Agora, subtraia os pares consecutivos: Consecutivos possíveis: {1,2}, {2,3}, {3,4}, {4,5}, {5,6}, {6,7}, {7,8} → 7
pares

Resultado:

28−7=21 pares não consecutivos

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3. OPERAÇÃO COM CONJUNTOS

TEORIA DOS CONJUNTOS


A Matemática é construída sobre bases sólidas de lógica, estruturas e linguagem precisa. A teoria dos
conjuntos surge como um dos fundamentos mais importantes dessa construção. Criada formalmente no
século XIX por Georg Cantor, essa teoria nos permite estudar coleções de objetos, chamadas de conjuntos, e
entender suas relações, estruturas e operações.

Um conjunto é uma coleção de elementos que possuem uma característica em comum, e essa
característica permite determinar com clareza se um objeto pertence ou não a esse conjunto. Os elementos
de um conjunto podem ser números, letras, objetos ou qualquer entidade bem definida.

FORMAS DE REPRESENTAR CONJUNTOS

Os conjuntos podem ser representados de três formas principais:

• Listagem (ou extensão): enumera-se todos os elementos entre chaves. Exemplo: A = {1, 2, 3, 4, 5}.

• Propriedade (ou compreensão): descreve-se uma regra que caracteriza os elementos. Exemplo: B = {x
∈ ℕ | x é par e menor que 10}.

• Diagrama de Venn-Euler: representação visual, muito útil para resolver problemas envolvendo
relações e operações entre conjuntos.

A representação é escolhida de acordo com a natureza do problema e com a clareza que ela pode oferecer ao
raciocínio envolvido.

DIAGRAMAS DE VEEN

Diagramas de Venn são representações visuais que usamos para mostrar a relação entre conjuntos.
Eles foram criados pelo matemático John Venn, no século XIX, e se tornaram uma das formas mais intuitivas
de lidar com operações entre conjuntos como união, interseção, diferença e complementar.

Em um diagrama de Venn, cada conjunto é representado por uma forma fechada, geralmente um
círculo. Os elementos do conjunto são colocados dentro do círculo. Quando há sobreposição entre os círculos,
isso indica que há elementos em comum entre os conjuntos. Os diagramas de Venn são muito úteis para:

• Visualizar relações de inclusão e interseção entre conjuntos;

• Resolver problemas de lógica ou de probabilidade;

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• Representar situações de classificação múltipla (por exemplo, alunos que falam línguas diferentes,
clientes que compraram diferentes produtos, etc.);

• Tornar mais claras as operações entre conjuntos, como:

o União (A∪B)

o Interseção (A∩B)

o Diferença (A−B)

o Complementar (Ac)

Exemplo básico com dois conjuntos:

Imagine dois conjuntos:

• A: alunos que praticam futebol

• B: alunos que praticam natação

No diagrama de Venn seria assim:

• O círculo A representa quem pratica futebol;

• O círculo B representa quem pratica natação;

• A região onde os círculos se cruzam mostra os alunos que praticam os dois esportes;

• As partes fora da interseção, mas ainda dentro dos círculos, representam quem pratica só um dos
esportes;

• A região fora dos dois círculos representa quem não pratica nenhum dos dois.

RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA
A relação de pertinência estabelece uma ligação direta entre um elemento e o conjunto ao qual ele
pertence. Essa relação é expressa por meio do símbolo "∈" (lê-se: pertence a). Assim, se um elemento x está
dentro do conjunto A, escrevemos x ∈ A. Caso contrário, usamos x ∉ A, indicando que x não pertence ao
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conjunto. Essa distinção entre pertinência e inclusão é fundamental: pertinência diz respeito a elementos e
conjuntos, enquanto inclusão relaciona dois conjuntos. Por exemplo:

• Se A = {1, 2, 3}, então 2 ∈ A (pois 2 está em A);

• Mas {2} ⊂ A (pois o conjunto {2} está contido em A, o que é uma relação entre conjuntos).

Outro exemplo: considere B = {a, b, c}. Dizemos que "b ∈ B". Porém, o conjunto {b, c} é um subconjunto de
B, ou seja, {b, c} ⊂ B. Portanto, ∈ sempre liga um elemento a um conjunto, enquanto ⊂ liga um conjunto a
outro. É importante entender essa relação para evitar erros conceituais e para interpretar corretamente a
estrutura de expressões envolvendo conjuntos

RELAÇÃO DE INCLUSÃO

Quando todos os elementos de um conjunto A também pertencem a um conjunto B, dizemos que A


está contido em B, o que é expresso pela notação A ⊂ B. Caso A possa ser igual a B, utilizamos A ⊆ B. Essa é a
relação de inclusão, fundamental para classificar subconjuntos e estabelecer hierarquias entre conjuntos.

Exemplo 1: A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 3, 4, 5}.

Como todos os elementos de A estão também em B, então: A ⊂ B (A está propriamente contido em B)

Exemplo 2: Se C = {2, 4, 6} e D = {2, 4, 6}, temos: C ⊆ D e D ⊆ C (pois possuem os mesmos elementos), logo C
= D.

Contraexemplo: E = {7, 8}, F = {8, 9, 10} → E ⊄ F porque 7 não pertence a F.

Representação com Diagrama de Venn: Seja A o conjunto dos múltiplos de 3 até 30: A = {3, 6, 9, 12, 15, 18,
21, 24, 27, 30}

E B o conjunto dos múltiplos de 6 até 30: B = {6, 12, 18, 24, 30}

Neste caso, B ⊂ A, pois todo múltiplo de 6 até 30 também é múltiplo de 3, mas o contrário não é verdadeiro.
No diagrama de Venn, B é representado como um círculo completamente dentro do círculo que representa A.

A
B

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A relação de inclusão é base para definir subconjuntos e para o estudo mais avançado de álgebra de conjuntos,
incluindo famílias de conjuntos, partições, e a contagem de subconjuntos.

Exemplo: A = {1, 2, 3}, B = {1, 2, 3, 4, 5} ⇒ A ⊂ B

Se um único elemento de A não estiver em B, então A não está contido em B.

SUBCONJUNTOS
Dizemos que um conjunto A é subconjunto de um conjunto B quando todos os elementos de A
também pertencem a B.

Notação: Seja A⊆B, isso significa: "A está contido em B" ou "A é subconjunto de B".

Atenção!

1. Todo conjunto é subconjunto de si mesmo. Ex: A={1,2,3}⇒A⊆A


2. O conjunto vazio (∅) é subconjunto de qualquer conjunto. Ex: ∅⊆A, para qualquer A.
3. O número total de subconjuntos de um conjunto com n elementos é 2 n.

CONJUNTOS NUMÉRICOS
Os conjuntos numéricos são importantes subconjuntos do conjunto dos números reais (ℝ):
• Naturais (ℕ): {0, 1, 2, 3, ...}
• Inteiros (ℤ): {..., -2, -1, 0, 1, 2, ...}
• Racionais (ℚ): números expressos como frações de inteiros.
• Irracionais (ℝ \ ℚ ou 𝕀): números que não podem ser expressos como fração (ex: √2, π).
• Reais (ℝ): união dos racionais e irracionais.
Esses conjuntos formam uma hierarquia onde cada um está contido no seguinte: ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ.

UNIÃO, INTERSECÇÃO, COMPLEMENTAR E DIFERENÇA


As operações com conjuntos permitem combinar, comparar e manipular coleções de elementos com
base em regras lógicas bem definidas, sendo de extrema importância não apenas para a Matemática, mas
também para a Estatística, Informática, Lógica e áreas aplicadas como a Teoria dos Bancos de Dados. Ao operar
conjuntos, estabelecemos relações que nos ajudam a modelar e resolver problemas diversos do cotidiano,
como organizar categorias de produtos, dividir grupos, ou entender sobreposições de critérios.

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Essas operações seguem regras precisas, e cada uma possui propriedades que podem ser exploradas
de forma sistemática, inclusive com o apoio visual dos diagramas de Venn. As principais operações com
conjuntos que estudaremos nesta aula são:

• União (∪): Representa todos os elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos
envolvidos;

• Intersecção (∩): Representa os elementos que estão simultaneamente nos conjuntos envolvidos;

• Diferença (−): Representa os elementos que pertencem a um conjunto, mas não ao outro;

• Complementar (Aᶜ): Representa os elementos que estão fora de um conjunto, considerando um


conjunto universo U previamente definido.

UNIÃO

A união de A com B é o conjunto formado por todos os elementos que estão em A, em B ou em


ambos simultaneamente.

Formalmente, dizemos que: A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B}. Isso significa que se um elemento estiver


presente em qualquer um dos dois conjuntos, ele fará parte da união. Vale lembrar que, mesmo que um
elemento esteja presente nos dois conjuntos, ele aparece apenas uma vez no conjunto resultante.

Exemplo: A = {1, 2, 3, 5}; B = {3, 4, 5, 6}; A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}

INTERSECÇÃO

A operação de intersecção é um dos pilares da Teoria dos Conjuntos. Ela seleciona, dentre dois ou mais
conjuntos, apenas os elementos comuns entre eles. É representada pelo símbolo ∩ (lê-se: "A interseção com
B") e é usada amplamente na matemática, estatística, lógica e áreas aplicadas.

Definição formal: Sejam A e B dois conjuntos, então:

A∩B={x∣x∈A e x∈B}

Ou seja, a intersecção entre A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem simultaneamente a A e


a B.
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Exemplo 1: Intersecção com números
Sejam os conjuntos:
• C = {2, 4, 6, 8}
• D = {1, 2, 3}
Aqui, o único elemento comum entre C e D é o número 2. Logo:
C∩D={2}
Isso significa que 2 é o único valor que está presente tanto no conjunto C quanto no conjunto D.

Exemplo 2: Intersecção entre conjuntos de letras


Considere agora os conjuntos:
• X = {A, B, C, D}
• Z = {B, C, D, E}
Neste caso, os elementos comuns são: B, C e D. Portanto:
X∩Z={B,C,D}
Observe que mesmo que os conjuntos sejam diferentes, pode haver sobreposição parcial entre eles. A
intersecção representa essa sobreposição.
Exemplo Visual:
Conjuntos:
• A = {1, 2, 3}
• B = {2, 3, 4}
A intersecção A ∩ B = {2, 3} é representada assim:

DIFERENÇA
A operação de diferença entre conjuntos é uma das mais úteis para analisar aquilo que é exclusivo
de um conjunto em relação a outro. Quando escrevemos A − B, estamos nos referindo ao conjunto formado
apenas pelos elementos que pertencem a A, mas que não pertencem a B. Essa operação, portanto, elimina
do conjunto A todos os elementos que são também elementos de B.

Para entender isso de forma mais intuitiva, imagine que o conjunto A representa todos os alunos de
uma turma, e o conjunto B representa os alunos que faltaram à aula. A operação A − B nos daria o grupo de
alunos que estavam presentes, ou seja, os que pertencem a A, mas que não estão em B.

Por exemplo, se temos A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e B = {1, 3, 5}, vemos que os dois conjuntos compartilham
os elementos 1, 3 e 5. Esses são os elementos que aparecem em ambos, logo, a intersecção A ∩ B é {1, 3, 5}.
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Quando fazemos a operação A − B, estamos justamente retirando esses elementos compartilhados, sobrando
apenas os que são exclusivos de A. Assim, o resultado da operação é: A − B = {2, 4, 6}.

Essa operação é especialmente útil para selecionar dados exclusivos, eliminar repetições ou isolar
subconjuntos em problemas mais complexos. E é importante perceber que a ordem importa: A − B não é igual
a B − A. Se invertermos a operação no exemplo acima (fazendo B − A), o resultado seria o conjunto dos
elementos que estão em B e que não aparecem em A — ou seja, neste caso, nenhum: B − A = ∅ (conjunto
vazio).

Outro caso interessante ocorre quando os dois conjuntos são disjuntos, ou seja, não têm nenhum
elemento em comum. Nesse caso, a diferença A − B é simplesmente igual a A, já que nada será retirado. E B −
A será igual a B, pela mesma lógica.

Nos diagramas de Venn, a operação de diferença é representada como a parte do círculo de A que
não está sobreposta ao círculo de B — visualmente, é o que “sobra” de A após retirarmos a intersecção com
B.

COMPLEMENTAR
O complementar de um conjunto, representado por Ac, é uma operação que nos permite identificar
quais elementos não pertencem a um determinado conjunto, a partir de um conjunto universo previamente
definido. Isso significa que, para falarmos em complementar, é obrigatório conhecer o universo U, ou seja, o
conjunto total de elementos possíveis naquele contexto.

Imagine que o universo seja um grupo de alunos de uma sala, e o conjunto A represente os alunos
que praticam natação. O complementar de A, isto é, Ac, seria o conjunto dos alunos da sala que não praticam
natação. Portanto, o complementar é sempre relativo ao universo em que se está trabalhando.

Formalmente, o complementar de A em relação a U é definido como:

Ac ={x∈U ∣ x∉A}

Ou seja, é o conjunto de todos os elementos do universo U que não estão no conjunto A.

Exemplo:

Seja o universo U={1,2,3,4,5,6}, e o conjunto A={2,4,6}.


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O complementar de A em relação a U será:

Ac ={1,3,5}

Nesse exemplo, os elementos 1, 3 e 5 estão em U, mas não pertencem a A. Portanto, fazem parte do seu
complementar.

PRINCIPAIS RELAÇÕES ENTRE CONJUNTOS

DIAGRAMAS LÓGICOS

A-B B–A A∩B AUB


Elementos que estão em Elementos que estão em Elementos comuns aos A reunião de elementos
A, mas não em B. Ou B, mas não em A. Ou dois conjuntos. de todos os conjuntos.
seja: Apenas em “A” seja: Apenas em “B” Elementos de A ou B.

CONJUNTOS NUMÉRICOS
Pessoal, cada conjunto numérico reúne elementos com propriedades bem definidas, e seu estudo é
indispensável para compreender as operações, relações e funções que permeiam desde a aritmética básica
até o cálculo avançado. Compreender a lógica por trás da classificação dos números é mais do que memorizar
símbolos: é perceber como a matemática organiza o mundo em camadas de abstração e precisão.

CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (ℕ)


O conjunto dos números naturais, denotado por ℕ, corresponde aos números usados na contagem e começa
com o zero. Ele é definido por:

ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}

Em algumas abordagens, exclui-se o zero, adotando-se a notação ℕ* = {1, 2, 3, 4, …}, especialmente


quando se deseja trabalhar apenas com os números positivos. Os números naturais são infinitos, todos
inteiros e não negativos. São úteis para contar objetos, identificar posições e formar sequências.

Por exemplo:

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– O número 7 pertence a ℕ, pois representa uma quantidade inteira e positiva.
– O número −2 não pertence a ℕ, pois é negativo.
– O número 3,14 não pertence a ℕ, pois não é inteiro.

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)

Os números inteiros surgem da necessidade de representar perdas, déficits ou valores abaixo de zero. Esse
conjunto é denotado por ℤ e inclui os números naturais, seus opostos e o zero:

ℤ = {…, −4, −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, 4, …}

Os inteiros ainda são números sem parte decimal, mas agora abrangem valores negativos. Note que todo
número natural é inteiro, mas nem todo número inteiro é natural.

Exemplos:
– O número −5 pertence a ℤ, mas não a ℕ.
– O número 12 pertence tanto a ℕ quanto a ℤ.
– O número 0 pertence aos dois conjuntos.

CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)

O conjunto dos números racionais, indicado por ℚ, inclui todos os números que podem ser expressos como
fração entre dois inteiros, com denominador diferente de zero:

ℚ = {a/b | a ∈ ℤ, b ∈ ℤ, b ≠ 0}

Ou seja, qualquer número que possa ser escrito na forma de uma razão entre inteiros é um número racional.
Isso inclui os números decimais finitos, as frações comuns e as dízimas periódicas.

Exemplos:
– O número ¾ pertence a ℚ, pois 3 e 4 são inteiros e 4 ≠ 0.
– O número −2 pode ser escrito como −2/1, portanto também pertence a ℚ.
– O número 0,666... (dízima periódica) é racional e equivale a 2/3.
– O número 8,75 também é racional, pois é igual a 35/4.

CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS (𝕀 OU ℝ − ℚ)

Os números irracionais são aqueles que não podem ser escritos como fração de dois inteiros. Suas
representações decimais são infinitas e não periódicas. Eles surgem em contextos como raízes não exatas,

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razões geométricas e constantes matemáticas fundamentais. Esse conjunto é geralmente denotado por 𝕀 ou
como ℝ − ℚ.

Exemplos:
– √5 ≈ 2,2360679… é irracional, pois sua parte decimal é infinita e não se repete.
– π ≈ 3,14159265… é irracional e não pode ser expresso como fração exata.
– O número de Euler e ≈ 2,7182818… também é irracional.

CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (ℝ)

O conjunto dos números reais, representado por ℝ, engloba todos os números racionais e irracionais. Ou
seja, ℝ = ℚ ∪ 𝕀. Ele abrange todos os números que podem ser representados em uma reta numérica contínua,
sem lacunas, e é utilizado em praticamente toda a matemática aplicada.

Exemplos:
– O número 3 pertence a ℝ, pois é natural, inteiro, racional e real.
– O número −7,5 pertence a ℝ, pois é um número decimal racional.
– O número √3 pertence a ℝ, pois, embora irracional, está contido no conjunto real.

HIERARQUIA DOS CONJUNTOS NUMÉRICOS

Os conjuntos numéricos obedecem a uma estrutura de inclusão. Veja:

ℕ⊂ℤ⊂ℚ⊂ℝ

Isso significa que todo número natural é também inteiro, racional e real. Todo número racional é também
real. Mas nem todo número real é racional, pois os irracionais estão fora do conjunto ℚ.

OPERAÇÕES EM CONJUNTO
As quatro operações básicas da aritmética — soma, subtração, multiplicação e divisão — assumem
comportamentos distintos dependendo do conjunto numérico em que são aplicadas. Compreender como
cada conjunto se comporta frente a essas operações é essencial para reconhecer propriedades algébricas,
validar resultados e evitar generalizações incorretas.

SOMA
A operação de adição consiste na união de duas ou mais quantidades. No conjunto dos números naturais (ℕ),
a soma de quaisquer dois elementos sempre resulta em um número natural. Esse mesmo comportamento se
repete no conjunto dos números inteiros (ℤ): somar dois inteiros produz outro número inteiro. O mesmo vale
para os números racionais (ℚ), uma vez que a soma de frações ou decimais com representação exata resulta

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em outro número racional. E, por fim, no conjunto dos números reais (ℝ), que inclui racionais e irracionais, a
adição de dois números reais produz sempre outro número real.
Exemplos:
– 7 + 5 = 12 (ℕ);
– (−4) + 9 = 5 (ℤ);
– ¾ + ½ = 5/4 (ℚ);
– √2 + 1 ≈ 2,4142 (ℝ).

SUBTRAÇÃO
A subtração corresponde à operação inversa da adição e, por isso, seu comportamento é mais restrito em
alguns conjuntos. Nos números naturais, a subtração nem sempre resulta em outro natural — por exemplo, 3
− 5 = −2, que não pertence a ℕ. Já no conjunto dos números inteiros, qualquer subtração entre dois inteiros
gera outro inteiro. Entre os racionais, a diferença entre frações ou decimais também permanece racional. E
no conjunto dos reais, a subtração entre quaisquer dois reais gera um número real.

Exemplos:
– 12 − 7 = 5 (ℕ);
– 3 − 8 = −5 (ℤ);
– 2/3 − 1/6 = 1/2 (ℚ);
– π − 1 ≈ 2,1416 (ℝ).

MULTIPLICAÇÃO

A multiplicação é uma operação de composição repetida, e apresenta consistência em todos os conjuntos


numéricos básicos. O produto de dois números naturais é sempre um natural. Isso também se aplica aos
números inteiros: multiplicar dois inteiros sempre resulta em outro inteiro. No caso dos racionais, o produto
de duas frações ou decimais exatos sempre gera outro número racional. Por fim, no conjunto dos números
reais, a multiplicação entre reais — mesmo irracionais — retorna um real.

Exemplos:
– 4 × 6 = 24 (ℕ);
– (−3) × 5 = −15 (ℤ);
– ½ × 4/3 = 2/3 (ℚ);
– √2 × 3 ≈ 4,2426 (ℝ).

DIVISÃO
A divisão é a operação inversa da multiplicação e exige atenção especial, pois nem sempre é fechada em todos
os conjuntos. Nos naturais e inteiros, a divisão nem sempre permanece dentro do próprio conjunto. Por

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exemplo, 7 ÷ 2 = 3,5, que não é natural nem inteiro. Já no conjunto dos racionais, a divisão de dois números
(com denominador diferente de zero) sempre gera outro número racional. O mesmo vale para os reais: dividir
dois números reais (com divisor ≠ 0) resulta em um número real.

Exemplos:
– 9 ÷ 3 = 3 (ℕ, ℤ, ℚ, ℝ);
– 4 ÷ 6 = 2/3 (ℚ);
– π ÷ 2 ≈ 1,5708 (ℝ);
– 3 ÷ 0: indefinido, pois não há divisão por zero.

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4. RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS ARITMÉTICOS,
GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS

GEOMOETRIA PLANA
A Geometria Plana é um ramo da matemática que estuda as propriedades e relações entre figuras
que se situam em um único plano, ou seja, que não apresentam profundidade. Esse campo é essencial para a
compreensão de formas, medidas, posicionamentos e movimentos no espaço bidimensional. Seu alicerce está
na definição de três entidades primitivas: o ponto, a reta e o plano. Essas entidades não têm definição formal
baseada em outros conceitos (são indefiníveis), mas suas propriedades e comportamentos são estudados por
meio de axiomas e postulados.

PONTO

O ponto é a menor e mais fundamental unidade da geometria. Não possui dimensão, área, volume, nem
forma. Ele representa apenas uma posição no espaço, sendo, por isso, um conceito puramente abstrato.
• Símbolo gráfico: geralmente um pequeno traço ou bolinha.
• Representação usual: letras maiúsculas, como A, B, C.
• Natureza: é adimensional, isto é, não mede comprimento, largura ou altura.
• Função geométrica: serve de base para a construção de todos os demais objetos geométricos — uma
reta, por exemplo, é formada por infinitos pontos alinhados.

B
A C

RETA
A reta é um conjunto infinito de pontos alinhados numa mesma direção. Ela representa a extensão infinita
em uma única dimensão, o comprimento.
• Natureza: unidimensional — possui comprimento, mas não possui largura nem profundidade.
• Extensão: infinita em ambos os sentidos, sem espessura.
• Determinação: basta dois pontos distintos para definir uma única reta.
• Subdivisões importantes:
o Semirreta: porção da reta que tem origem em um ponto e se estende infinitamente em uma
direção.
o Segmento de reta: porção limitada entre dois pontos finais.

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Portanto, a reta é considerada um objeto unidimensional, ou seja, possui apenas uma única dimensão.

PLANO
O plano é uma entidade geométrica que se estende infinitamente em duas dimensões — largura e
comprimento — sendo visualizado como uma superfície contínua e perfeitamente lisa. Sua natureza é
bidimensional, ou seja, o plano não possui espessura. Conceitualmente, pode ser definido a partir de três
pontos não colineares, ou seja, que não estejam alinhados numa mesma reta.

Na realidade física, encontramos aproximações de planos em superfícies como folhas de papel, mesas
ou quadros-negros. É dentro do plano que se formam e se estudam as principais figuras da geometria plana,
como triângulos, quadriláteros e circunferências.

CIRCUNFERÊNCIA
A circunferência é uma figura central na geometria plana e pode ser definida como o conjunto de
todos os pontos que se encontram à mesma distância de um ponto fixo chamado centro. Essa distância
constante é denominada raio, e a regularidade dessa relação é o que confere à circunferência sua simetria
perfeita. Por não possuir início nem fim e por manter a mesma medida em torno de todo o seu contorno, ela
é amplamente utilizada em problemas envolvendo movimentos circulares, sistemas de rotação, medidas
angulares, simetrias radiais e fenômenos cíclicos.
Além de sua definição formal, a circunferência é composta por elementos geométricos importantes,
que permitem uma descrição precisa de suas propriedades e aplicações. Esses elementos estão organizados
na tabela abaixo:

ELEMENTO DEFINIÇÃO

Distância do centro da circunferência até qualquer ponto. É a unidade básica para


RAIO (R) definir o círculo.

Segmento de reta que liga dois pontos opostos da circunferência, passando pelo
DIÂMETRO (2R) centro. É o dobro do raio.

Segmento de reta que une dois pontos quaisquer da circunferência. Não precisa
CORDA
passar pelo centro.

Explorar a circunferência nos permitirá entender diversas propriedades e conceitos fundamentais da


geometria, além de ser uma figura geométrica amplamente utilizada em diversas áreas da matemática e da
vida prática.

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Corda
R

CUMPRIMENTO DA CIRCUNFERÊNCIA
O comprimento da circunferência — também conhecido como perímetro — representa a medida linear total
de sua borda externa. Trata-se da distância que se percorre ao dar uma volta completa ao redor da figura.
Diferentemente da área, que calcula a região interna de uma figura plana, o comprimento está associado
apenas à extensão do contorno da circunferência.

A fórmula matemática que determina o comprimento de uma circunferência é:

C=2⋅π⋅r
Onde:

• C é o comprimento da circunferência (ou perímetro);

• r é o raio, ou seja, a distância do centro até a borda;

• π (pi) é uma constante irracional, com valor aproximado de 3,1416, que representa a razão entre o
comprimento de qualquer circunferência e seu diâmetro.

Atenção:
O diâmetro é o maior segmento interno da circunferência e mede o dobro do raio (d = 2r).
Já o comprimento é a medida da volta completa ao redor da figura.

Exemplo:
Se o raio de uma circunferência é 5 cm, então:

C = 2 · π · 5 = 10π ≈ 31,416 cm

Assim, o comprimento total da circunferência é de aproximadamente 31,416 cm.

CALCULANDO A ÁREA DO INTERIOR DE UMA CIRCUNFERÊNCIA


A área é a medida da superfície ocupada por uma figura plana. No caso da circunferência, o objetivo é calcular
toda a região interna delimitada pelo seu contorno (bordas).

A fórmula usada para calcular essa área é:


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A = π · r²
Onde:
• A representa a área da circunferência;
• π (pi) é uma constante irracional, com valor aproximado de 3,1416;
• r é o raio da circunferência (distância do centro até a borda).
Importante:
• O valor de r² significa “raio ao quadrado”, ou seja, o raio multiplicado por ele mesmo.
• A unidade da área será sempre expressa ao quadrado (ex: cm², m², etc.), pois se refere a uma
superfície, não a um comprimento.
Exemplo:
Se uma circunferência tem raio igual a 6 cm:
A = π · r² = π · 6² = π · 36 ≈ 3,1416 · 36 ≈ 113,0976 cm²
Portanto, a área da circunferência é aproximadamente 113,10 cm².

TRIÂNGULOS
O triângulo é uma das figuras mais fundamentais da Geometria Plana. Ele é definido como uma figura
poligonal fechada de três lados, formada pela união de três segmentos de reta que se encontram dois a dois
nos seus extremos, formando três vértices e três ângulos internos. Para que esses segmentos possam formar
um triângulo válido, devem obedecer à chamada condição de existência do triângulo, que afirma:

A soma das medidas de dois lados quaisquer deve ser sempre maior que a medida do terceiro lado.

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM OS LADOS

Um triângulo equilátero possui todos os três lados iguais. Além disso, todos os seus
ângulos internos têm a mesma medida, que é de 60 graus. Esse tipo de triângulo tem
simetria e é considerado regular.

TRIÂNGULO
EQUILÁTERO

RAIO-X | Raciocínio Lógico |57 de 98


Um triângulo isósceles possui dois lados iguais. Os ângulos opostos aos lados iguais
também têm a mesma medida. O terceiro lado e o terceiro ângulo podem ser
diferentes. Esse tipo de triângulo apresenta uma linha de simetria.

TRIÂNGULO
ISÓSCELES

Um triângulo escaleno possui todos os três lados e ângulos internos diferentes. Não
há lados ou ângulos iguais nesse tipo de triângulo.

TRIÂNGULO
ESCALENO

CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM OS ÂNGULOS

É um triângulo que possui um ângulo reto, com medida exatamente igual a 90


graus. O lado oposto ao ângulo reto é chamado de hipotenusa, e os outros dois lados
são os catetos. As relações entre os lados desse tipo de triângulo são estudadas na
trigonometria.

TRIÂNGULO
RETÂNGULO Atenção!

O lado c é chamado de hipotenusa. Ele é o maior dos lados e está oposto ao ângulo
de 90°. • Os lados 𝒂 e 𝒃 são os catetos.

o Com relação ao ângulo 𝛼, 𝑎 é o cateto oposto e 𝑏 é o cateto adjacente.


o Com relação ao ângulo 𝛽, 𝑏 é o cateto oposto e 𝑎 é o cateto adjacente.

• Relações trigonométricas

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É um triângulo em que todos os três ângulos internos são agudos, ou seja, têm
medidas menores que 90 graus. Nesse tipo de triângulo, nenhum ângulo é reto (90
graus) ou obtuso (maior que 90 graus).
TRIÂNGULO
ACUTÂNGULO

É um triângulo em que um dos ângulos internos é obtuso, ou seja, possui medida


maior que 90 graus. Os outros dois ângulos internos são agudos.
TRIÂNGULO
OBTUSÂNGULO

Em resumo, nós temos que:

QUANTO AOS LADOS CARACTERÍSTICA

EQUILÁTERO Possui os três lados congruentes (iguais).

ISÓSCELES Possui dois lados congruentes e um lado diferente.

ESCALENO Possui todos os lados com medidas diferentes.

QUANTO AOS ÂNGULOS CARACTERÍSTICA

ACUTÂNGULO Possui três ângulos agudos, ou seja, menores que 90°.

RETÂNGULO Possui um ângulo reto, exatamente igual a 90°.

OBTUSÂNGULO Possui um ângulo obtuso, ou seja, maior que 90°.

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COMO CALCULAR A ÁREA DO TRIÂNGULO
A área de um triângulo pode ser calculada de diferentes maneiras, e a escolha da fórmula depende das
informações disponíveis.

- Quando temos a base e a altura do triângulo:

- Quando o triângulo é retângulo:

- Quando o triângulo é equilátero:

- Quanto temos apenas os lados do triângulo:

Se você conhece os comprimentos dos três lados do triângulo (a, b e c), pode usar a fórmula de Heron.
Primeiro, calcule o semiperímetro do triângulo, que é dado pela fórmula: s = (a + b + c) / 2. Em seguida, usar
a fórmula de Heron.

TEOREMA DE PITÁGORAS
O Teorema de Pitágoras é um dos fundamentos mais importantes da geometria e se aplica exclusivamente
aos triângulos retângulos, ou seja, aqueles que possuem um ângulo interno de 90°. Esse teorema estabelece
uma relação matemática entre os lados do triângulo: o quadrado da hipotenusa (o lado oposto ao ângulo
reto) é igual à soma dos quadrados dos catetos (os dois lados que formam o ângulo de 90°).

Matematicamente, o teorema pode ser expresso da seguinte forma:

a² + b² = c²
Onde:

• "a" e "b" representam as medidas dos catetos e


• "c" representa a medida da hipotenusa.

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Essa relação é extremamente útil para calcular a medida de um lado desconhecido de um triângulo
retângulo, desde que se conheça a medida dos outros dois lados.

LEI DO SENOS E A LEI DOS COSSENOS

Lei dos Senos e a Lei dos Cossenos são duas importantes relações matemáticas utilizadas em
trigonometria para determinar medidas desconhecidas em um triângulo qualquer. A Lei dos Senos estabelece
uma relação entre os lados de um triângulo e os senos dos ângulos opostos a esses lados. De forma geral, a
Lei dos Senos pode ser expressa da seguinte maneira:

Essa relação permite determinar a medida de um lado desconhecido ou de um ângulo desconhecido


em um triângulo, desde que se conheçam as medidas dos outros lados e/ou ângulos.

Já a Lei dos Cossenos relaciona os lados de um triângulo com o cosseno de um de seus ângulos. Ela
pode ser escrita da seguinte forma:

Essa relação permite determinar a medida de um lado desconhecido em um triângulo, quando se


conhece a medida dos outros dois lados e o ângulo entre eles.

QUADRILÁTEROS

Os quadriláteros são polígonos com quatro lados. Dependendo de suas características específicas, eles
recebem nomes especiais, que são: quadrado, retângulo, trapézio e losango.

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QUADRADO
O quadrado é um quadrilátero com todos os lados iguais e todos os ângulos internos de 90 graus.

ÁREA DO QUADRADO: A = a.a ou A=a²

RETÂNGULO
É um quadrilátero com ângulos internos de 90 graus, mas nem todos os lados são iguais. Os lados opostos são
paralelos e congruentes.

ÁREA DO RETANGULO: A= a.b

TRAPÉZIO

É um quadrilátero com apenas dois lados paralelos. Os outros dois lados não são paralelos.

LOSANGO
É um quadrilátero com todos os lados iguais, mas os ângulos internos não são necessariamente retos.

ÁREA DO LOSANGO:

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GEOMETRIA ESPACIAL
Na geometria espacial, estudamos figuras tridimensionais — ou seja, aquelas que ocupam volume e
possuem comprimento, largura e altura. Um dos principais grupos de sólidos espaciais é o dos poliedros. Um
poliedro é definido como um sólido geométrico limitado por um número finito de polígonos planos. Esses
polígonos são chamados de faces, e se conectam uns aos outros por meio de arestas, compartilhando sempre
um lado com a face vizinha.

A seguir, definimos os principais elementos que compõem qualquer poliedro:

ELEMENTO DEFINIÇÃO

FACE É a superfície plana que delimita o poliedro. Cada face é sempre um polígono.

ARESTA Segmento de reta resultante da intersecção entre duas faces.

VÉRTICE Ponto onde três ou mais arestas se encontram. É o “cantinho” do sólido.

ARESTA

FACE

VÉRTICE

Esses três elementos (face, aresta e vértice) estão presentes em todos os poliedros. O estudo desses
componentes permite aplicar propriedades e teoremas importantes, como o Teorema de Euler, além de
analisar superfícies e volumes.

RELAÇÃO DE EULER
A Relação de Euler é um importante teorema da geometria espacial que estabelece uma conexão
matemática entre os três elementos fundamentais de um poliedro convexo: os vértices (V), as faces (F) e as
arestas (A).

Essa relação é expressa pela seguinte fórmula:

V+F=A+2

Onde:

• V representa o número de vértices do poliedro;

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• F representa o número de faces;
• A representa o número de arestas.

A equação mostra que, em qualquer poliedro convexo, a soma entre o número de vértices e faces será
sempre igual ao número de arestas mais dois. Essa fórmula não depende do tamanho, tipo ou simetria do
poliedro, desde que ele seja convexo (ou seja, sem cavidades ou reentrâncias).

Continuando nosso estudo, podemos afirmar que os poliedros podem ser classificados em dois tipos:

POLIEDROS CONVEXOS POLIEDROS NÃO CONVEXOS

Todos os segmentos de reta cujas extremidades


Sólidos com pelo menos uma região
DEFINIÇÃO pertencem às faces do poliedro estão
côncava.
completamente contidos dentro dele.

Pode ter curvaturas ou partes voltadas para


SUPERFÍCIE Sem curvaturas ou partes voltadas para dentro.
dentro.

Segmento de reta entre dois pontos fica Segmento de reta entre dois pontos pode
PROPRIEDADES totalmente dentro do sólido. sair do sólido.

Dodecaedro estrelado, estrela truncada,


EXEMPLOS Cubo, tetraedro, octaedro.
bipirâmide.

POLIEDROS DE PLATÃO
Os Poliedros de Platão formam um grupo especial de sólidos geométricos tridimensionais que se
destacam por sua simetria perfeita. Eles são poliedros convexos regulares, ou seja, apresentam
faces congruentes entre si, formadas por polígonos regulares, com mesmo número de faces
encontrando-se em cada vértice. Esses sólidos recebem esse nome em homenagem ao filósofo grego Platão
(427 a.C. – 347 a.C.), que estudou suas propriedades e os relacionou aos elementos da natureza em sua obra
“Timeu”.

Os poliedros de Platão possuem algumas características distintas:

1. São poliedros convexos, ou seja, suas faces são planas e não apresentam curvaturas.

2. Todas as faces são polígonos regulares, ou seja, possuem lados e ângulos congruentes.

3. O mesmo número de faces se encontra em torno de cada vértice.

4. Possuem a mesma configuração de faces ao redor de cada vértice.

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NOME TIPO Nº DE FACES (F) Nº DE ARESTAS (A) Nº DE VÉRTICES (V)
Triângulo
TETRAEDRO 4 6 4
equilátero
CUBO
Quadrado 6 12 8
(HEXAEDRO)
Triângulo
OCTAEDRO 8 12 6
equilátero
Pentágono
DODECAEDRO 12 30 20
regular
Triângulo
ICOSAEDRO 20 30 12
equilátero

POLIEDROS REGULARES
Os poliedros regulares são sólidos geométricos tridimensionais que obedecem a critérios rigorosos
de simetria e regularidade. Sua importância na geometria está relacionada à perfeição estrutural: cada face,
aresta e vértice apresenta um padrão constante que se repete ao longo de toda a figura.

Para que um poliedro seja considerado regular, ele precisa atender a três condições fundamentais:

1. Todas as faces devem ser polígonos regulares – ou seja, com lados e ângulos congruentes entre si.

2. O mesmo número de arestas deve incidir sobre cada vértice – garantindo simetria uniforme em toda
a estrutura.

3. O poliedro deve ser convexo – suas faces formam ângulos voltados para fora, sem cavidades ou
reentrâncias.

Observação importante! Todo poliedro regular é um poliedro de Platão, mas a recíproca também é
verdadeira: Os cinco poliedros de Platão são exatamente os cinco poliedros regulares existentes. Isso
significa que não há outros sólidos tridimensionais convexos que atendam simultaneamente às três condições
de regularidade descritas acima. Eles são únicos.

Análise das Condições de Regularidade

• Faces regulares: Como cada face é um polígono regular, todas as arestas terão o mesmo comprimento,
e todos os ângulos internos serão iguais, garantindo harmonia estrutural.

• Simetria nos vértices: O mesmo número de arestas parte de cada vértice, o que assegura equilíbrio e
proporção em toda a figura.

• Convexidade: A estrutura deve estar voltada para fora, de modo que qualquer linha reta entre dois
pontos do interior do sólido permaneça dentro dele.

Essas três propriedades juntas definem os poliedros regulares clássicos.

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PRIMAS
O prisma é um tipo de poliedro convexo que possui duas bases paralelas e congruentes, formadas
por polígonos, e faces laterais planas que são paralelogramos. As arestas que ligam as bases são chamadas de
arestas laterais, e a altura do prisma é a distância entre as duas bases.

Prisma quadrangular
Tem como base um quadrilátero. Portanto, possui:
• 2 bases quadrangulares paralelas;
• 4 faces laterais que são paralelogramos (em prismas retos, são retângulos).

Prisma pentagonal
Tem como base um pentágono. Assim, apresenta:
• 2 bases pentagonais paralelas;
• 5 faces laterais que são paralelogramos (ou retângulos, em prismas retos).

Esses prismas possuem diferentes números de vértices, arestas e faces, dependendo do polígono da base. A
forma das bases determina a estrutura geral do prisma.

São elementos do prisma:

ELEMENTO DEFINIÇÃO

São dois polígonos congruentes e paralelos que determinam o tipo do prisma


BASE
(triangular, quadrangular, pentagonal etc.).

São paralelogramos que ligam as bases. Em prismas retos, essas faces são
FACES LATERAIS
retângulos.

ARESTAS DA BASE Segmentos de reta que compõem o contorno de cada base.

Segmentos que ligam os vértices correspondentes das bases. Todas têm o mesmo
ARESTAS LATERAIS
comprimento em prismas retos.

Pontos de encontro entre duas ou mais arestas. O número total de vértices é o


VÉRTICES
dobro do número de vértices de uma base.

Distância perpendicular entre as duas bases. Em prismas retos, coincide com a


ALTURA (H)
medida das arestas laterais.

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ÁREA DE UM PRISMA

A área total da superfície de um prisma é a soma da área lateral com o dobro da área da base, conforme a
fórmula:

Área Total: A_total = A_lateral + 2 × A_base

Cálculo da Área Lateral (prisma reto)

Em um prisma reto, as faces laterais são retângulos. Suponha que as dimensões da base sejam a e b, e que a
altura (distância entre as bases) seja c. A área lateral é dada por:

A_lateral = 2 × a × c + 2 × b × c

Cálculo da Área da Base (retângulo)

Se a base do prisma for retangular, com lados a e b:

A_base = a × b

VOLUME DO PRISMA

O volume representa a quantidade de espaço ocupada no interior do prisma. A fórmula geral é:

V = A_base × H

Onde:

• A_base é a área da base do prisma;

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• H é a altura (distância entre as bases).

VOLUME DO PARALELEPÍPEDO

O paralelepípedo é um caso particular de prisma em que a base é um retângulo e todas as faces são também
retângulos. Se suas dimensões forem:

• a = comprimento

• b = largura

• c = altura

A fórmula para o volume é:

V=a×b×c

PIRÂMIDES
As pirâmides são sólidos geométricos do tipo poliedro que se destacam por uma estrutura particular:
possuem uma base poligonal e faces laterais triangulares que se encontram em um ponto comum chamado
vértice da pirâmide (ou ápice).

Características principais

1. A base é um polígono qualquer (triângulo, quadrado, pentágono, etc.).

2. As faces laterais são triângulos que se unem no vértice da pirâmide.

3. O número de faces laterais é igual ao número de lados da base.

4. A pirâmide é sempre um poliedro convexo.

5. A altura (h) da pirâmide é a distância perpendicular do vértice até o plano da base.

Classificação das pirâmides

Triangular Quadrangular Pentagonal Hexagonal

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As pirâmides recebem o nome de acordo com o formato de sua base.

Elementos de uma pirâmide

ELEMENTO DESCRIÇÃO

BASE Polígono plano que determina o tipo da pirâmide.

FACES LATERAIS Triângulos que partem do vértice e se ligam aos lados da base.

ARESTAS Segmentos que unem os vértices da base ao ápice e também os lados da base.

VÉRTICE Ponto comum de encontro de todas as faces laterais (ápice da pirâmide).

ALTURA (H) Distância entre o vértice e o plano da base (perpendicular).

Fonte: [Link]

Tipos de pirâmide

• Pirâmide reta: quando a altura incide exatamente no centro da base (no caso de bases regulares).

• Pirâmide oblíqua: quando a altura não parte do centro da base, ou seja, é inclinada em relação ao
plano da base.

ÁREA LATERAL (AL)

Se a base é regular, a área lateral é a soma das áreas dos triângulos laterais iguais:

Al = (n × b × A) / 2

Onde:
n = número de lados da base
b = comprimento de cada lado
A = apótema da pirâmide (altura da face lateral)
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Se a base é irregular, calcule a área de cada triângulo separadamente: Al = Área1 + Área2 + ... + Árean

ÁREA DA BASE (AB)

Depende do polígono da base. Exemplos:

• Base quadrada: Ab = b²

• Base regular (polígono de n lados): Ab = (n × b × a) / 2

Onde:
b = lado da base
a = apótema do polígono da base

ÁREA TOTAL (AT)

A soma da área lateral com a área da base:

At = Al + Ab

VOLUME (V)

O volume da pirâmide é um terço do volume de um prisma com a mesma base e altura:

V = (Ab × h) / 3

Onde:
Ab = área da base
h = altura da pirâmide (do vértice ao centro da base, perpendicularmente)

PROBLEMAS ARITMÉTICOS - EQUAÇÕES

ASPECTOS INICIAIS
Uma equação é uma sentença matemática que expressa uma igualdade entre duas expressões
algébricas. Em sua forma mais simples, uma equação possui incógnitas — elementos representados por letras
(geralmente x, y, z) — cujo valor ainda não é conhecido, mas que se deseja determinar. A solução de uma
equação consiste em encontrar o(s) valor(es) que tornam essa igualdade verdadeira.

Exemplo: 2x + 5 = 13

EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU


Como dito anteriormente, uma equação é uma igualdade entre duas expressões matemáticas, onde
ao menos uma delas contém uma incógnita — ou seja, um valor desconhecido representado por uma letra (x,
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y, z etc.). Essa igualdade só será verdadeira para certos valores atribuídos à incógnita: tais valores são
chamados de raízes ou soluções da equação.

A resolução de uma equação consiste em isolar a incógnita em um dos membros da equação, utilizando as
operações inversas. Vamos ver:

x+2=4

Subtraia 2 do outro lado

x=4–2

x=2

Regra geral: Ao transpor um termo para o outro lado da equação, seu sinal deve ser invertido.

CASO COM MULTIPLICAÇÃO


Quando a variável estiver multiplicada por um número, aplicamos a operação inversa da multiplicação, ou
seja, a divisão.
Exemplo: 2x = 10
Passo 1 – Isolar o x, dividindo ambos os lados da equação por 2:
x = 10 / 2
x=5
A mesma lógica vale para divisões: se a incógnita estiver dividida, multiplicamos.

Dica: Como identificar se é equação de primeiro grau? Para que uma equação seja classificada como do
primeiro grau, é necessário que o maior expoente da variável seja 1. Isso significa que a incógnita não pode
estar elevada ao quadrado (²), ao cubo (³) ou a qualquer outro valor maior que 1.

Exemplos:

• Equação do primeiro grau:

x + 2 = 5x – 4

O expoente de todas as ocorrências de x é 1.

• Equação que não é do primeiro grau:

x² + 2 = x

A variável aparece elevada ao quadrado, portanto trata-se de uma equação do segundo grau.

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SISTEMA DE EQUAÇÕES
Um sistema de equações do primeiro grau com duas variáveis (duas incógnitas) é um conjunto de
duas equações lineares que compartilham as mesmas variáveis. O objetivo é encontrar os valores numéricos
que satisfazem simultaneamente ambas as equações. Cada solução corresponde ao ponto de interseção das
duas retas no plano cartesiano.

Exemplo:

Considere o sistema a seguir:

(1) x + y = 10
(2) x – y = 4

Temos duas incógnitas (x e y) e duas equações, o que nos permite aplicar o método da substituição para
resolvê-lo.

Atenção, pessoal! O método da substituição consiste em:

• Isolar uma das variáveis em uma das equações;

• Substituir essa expressão na outra equação;

• Resolver a equação resultante com apenas uma variável;

• Substituir o valor encontrado em qualquer das equações originais para descobrir o valor da outra
variável.

Vamos resolver o sistema:


(1) x + y = 10
(2) x – y = 4

Passo 1: Isolar uma variável


A partir da equação (2), isolamos o x:
x=y+4

Passo 2: Substituir na equação (1)


Substituímos o valor de x na equação (1):
(y + 4) + y = 10

Passo 3: Resolver a equação resultante


2y + 4 = 10
2y = 10 – 4
2y = 6

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y=6/2
y=3

Passo 4: Substituir y em qualquer equação original


Usando a equação (1):
x + y = 10
x + 3 = 10
x = 10 – 3
x=7
Solução do sistema:
x=7
y=3
Verificação:
• Na equação (1): 7 + 3 = 10
• Na equação (2): 7 – 3 = 4

PROBLEMAS ARITMÉTICOS – FRAÇÃO, RAZÃO E PROPORÇÃO

FRAÇÕES

Uma fração representa uma divisão entre duas quantidades inteiras. É composta por dois termos:

• Numerador: representa a parte considerada.

• Denominador: representa o número total de partes iguais em que o todo foi dividido.

𝑨 (𝒏𝒖𝒎𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐𝒓)
𝑩 (𝒅𝒆𝒏𝒐𝒎𝒊𝒏𝒂𝒅𝒐𝒓)
Por exemplo, na fração 3 sobre 5, temos três partes consideradas de um total de cinco.

SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES

Simplificar uma fração significa dividir tanto o numerador quanto o denominador por um mesmo número,
desde que ele seja diferente de zero e maior que um. O objetivo é reescrever a fração na forma mais simples
possível, chamada de fração irredutível.

Exemplo:

A fração 18 sobre 24 pode ser simplificada dividindo-se ambos por 6.

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18 ÷ 6 = 3
24 ÷ 6 = 4

Fração simplificada: 3 sobre 4

SOMA E SUBTRAÇÃO DE FRAÇÕES

Quando as frações envolvidas em uma operação de adição ou subtração possuem denominadores diferentes,
não é possível realizar a operação diretamente. É necessário padronizar os denominadores, tornando-os
iguais por meio do mínimo múltiplo comum (MMC).

Passo a passo do processo:

1. Determinar o MMC dos denominadores das frações envolvidas.

2. Reescrever as frações equivalentes com o novo denominador comum.

3. Somar ou subtrair os numeradores, mantendo o mesmo denominador.

4. Simplificar a fração final, se possível.

Exemplo: Somar 1/3 + 1/4

Passo 1: Calcular o MMC dos denominadores 3 e 4:


MMC(3, 4) = 12

Passo 2: Reescrever as frações com denominador 12:


1/3 = 4/12
1/4 = 3/12

Passo 3: Agora que as frações têm o mesmo denominador, somamos os numeradores:


4/12 + 3/12 = 7/12

Resultado final: 1/3 + 1/4 = 7/12

Atenção! Como calcular o MMC?

O MMC entre dois ou mais números é o menor número múltiplo comum entre eles.
Ou seja, é o menor número que é divisível por todos os números dados.
Passo a passo:
1. Decomponha cada número em fatores primos.
2. Para cada fator primo que aparece, pegue aquele com maior expoente.
3. Multiplique todos esses fatores.
Exemplo: MMC de 3 e 4
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1. Decompor em fatores primos:
• 3 = 3¹
• 4 = 2²
2. Pegar todos os fatores com maior expoente:
• Temos 2² e 3¹
3. Multiplicar:
MMC = 2² × 3¹ = 4 × 3 = 12

MÚLTIPLOS
O conceito de múltiplo está diretamente associado à ideia de repetição por multiplicação. Dizemos que um
número n é múltiplo de um número a quando existe um número inteiro k tal que n = a × k.

Por exemplo, os múltiplos de 5 são obtidos multiplicando o 5 por inteiros positivos, negativos ou nulo:

M(5) = {..., –15, –10, –5, 0, 5, 10, 15, 20, 25, ...}

É comum que, no contexto escolar, os múltiplos sejam apresentados apenas com números positivos, mas o
conjunto completo inclui também os negativos e o zero. Criticamente, todo múltiplo de um número contém
aquele número como fator.

Exemplo: 30 é múltiplo de 5, pois 30 = 5 × 6.

DIVISORES

Os divisores de um número n são todos os inteiros positivos que o dividem exatamente, ou seja, cuja divisão
resulta em quociente inteiro e resto zero. Formalmente, d é divisor de n se n ÷ d ∈ ℤ e o resto é zero.

Exemplo:
Para o número 16, os divisores são: 1, 2, 4, 8, 16.

Cálculo do número total de divisores (para n ∈ ℕ*):

1. Decompõe-se n em fatores primos:


Exemplo: 48 = 2⁴ × 3¹

2. Soma-se 1 a cada expoente dos fatores primos.

3. Multiplicam-se os resultados:
Total de divisores = (4 + 1) × (1 + 1) = 5 × 2 = 10 divisores

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RAZÃO
A razão é a relação entre duas grandezas de mesma natureza, expressa por meio de uma divisão. Em termos
matemáticos, a razão entre dois números a e b (com b ≠ 0) é representada por:

a ÷ b ou a : b

A razão é um conceito fundamental para comparar grandezas em termos relativos, e é a base para proporções,
escalas e análises estatísticas.

Exemplo: Se em um galpão há 18 caixas distribuídas em 6 prateleiras, a razão entre o número de caixas e o


número de prateleiras é: 18 ÷ 6 = 3, ou seja, 3 caixas por prateleira.

MULTIPLICAÇÃO CRUZADA
Em uma proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos. Em outras palavras, dada a
𝐴 𝐶
proporção 𝐵 = temos que 𝐶 × 𝐵 = 𝐴 × 𝐷.
𝐷

PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Quando dizemos que a/b = c/d, afirmamos que os pares
(a, b) e (c, d) estão relacionados da mesma forma.

A propriedade mais importante da proporção é a multiplicação cruzada, que nos diz que:

a·d=b·c

Essa propriedade é amplamente utilizada na resolução de problemas envolvendo escalas, regras de três, e
comparações de grandezas em contextos práticos e teóricos.
𝐴 𝐶
A proporção = será 𝐶 × 𝐵 = 𝐴 × 𝐷.
𝐵 𝐷

PROPORCIONALIDADE
Duas ou mais grandezas são proporcionais quando apresentam uma relação constante entre seus valores.

𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐴
(𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝑏)𝑥 (𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐶) 𝑥 (𝐺𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑧𝑎 𝐷)
=k

Proporcionalidade direta

As grandezas crescem ou decrescem juntas, mantendo uma constante k:

RAIO-X | Raciocínio Lógico |76 de 98


A / (B × C × D) = k

Ou seja, quanto maior A, maior será o produto B × C × D, desde que a proporção se mantenha.

Proporcionalidade inversa

Duas grandezas são inversamente proporcionais quando o aumento de uma implica na diminuição da outra.

A relação algébrica assume a forma:

A ÷ (1/C) = B ÷ (1/D)

REGRA DE TRÊS
A regra de três é um método algébrico utilizado para resolver problemas que envolvem duas ou mais
grandezas que se relacionam entre si. Seu objetivo é descobrir o valor desconhecido a partir de três valores
conhecidos, com base em uma relação de proporcionalidade direta ou inversa.

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Envolve duas grandezas, cada uma com dois valores (um conhecido e outro desconhecido). Pode ser:

• Diretamente proporcional: quando uma aumenta, a outra também aumenta (ou quando uma diminui,
a outra também diminui).

• Inversamente proporcional: quando uma aumenta e a outra diminui, e vice-versa.

IDENTIFIQUE AS
É importante identificar claramente as duas grandezas envolvidas no
1 GRANDEZAS
problema, bem como seus respectivos valores conhecidos.
ENVOLVIDAS
Com base nas grandezas identificadas, escrevemos uma proporção
ESTABELEÇA A entre elas. Por exemplo, se estamos relacionando a quantidade de
2
PROPORÇÃO pessoas com o tempo necessário, podemos ter a proporção "x
pessoas em y horas".
Com base nos valores conhecidos, podemos calcular a constante de
CALCULE A proporcionalidade. Para grandezas diretamente proporcionais, a
3 CONSTANTE DE constante é igual à razão entre os valores correspondentes das
PROPORCIONALIDADE grandezas. Para grandezas inversamente proporcionais, a constante
é igual ao produto dos valores correspondentes das grandezas.

APLIQUE A REGRA DE Utilizando a proporção estabelecida e a constante de


4
TRÊS proporcionalidade, podemos resolver a regra de três por meio de

RAIO-X | Raciocínio Lógico |77 de 98


uma simples operação matemática, como a multiplicação ou a
divisão. Isso nos permitirá encontrar o valor desconhecido.

Vamos a um exemplo prático?

Suponha que você esteja organizando um evento e precisa calcular quanto tempo levará para encher
um reservatório de água, sabendo que duas torneiras juntas levam 4 horas para encher o
reservatório. No entanto, você precisa descobrir quanto tempo levaria se apenas uma das torneiras
estivesse aberta.

[Link] as grandezas envolvidas

1) Primeira grandeza: Número de torneiras abertas (2 torneiras)


2) Segunda grandeza: Tempo necessário para encher o reservatório (4 horas)
3) Terceira grandeza (desconhecida): Tempo necessário com apenas uma torneira aberta

2. Estabeleça a proporção

Podemos escrever a proporção: "2 torneiras em 4 horas é igual a 1 torneira em x horas". Aqui, "x" representa
o tempo que queremos descobrir.

2 TORNEIRAS ---------- 4 HORAS

1 TORNEIRA ------------ X

3. Calcule a constante de proporcionalidade

Neste caso, como estamos tratando de grandezas diretamente proporcionais (quanto mais torneiras abertas,
menos tempo leva), a constante de proporcionalidade é obtida dividindo o número de torneiras pelo tempo
correspondente.

4. Aplique a regra de três

2 TORNEIRAS ---------- 4 HORAS

1 TORNEIRA ------------ X

Então...

2X= 4 x 1

RAIO-X | Raciocínio Lógico |78 de 98


X = 4/2

X= 2

Descobrimos que com apenas uma torneira aberta, levará 2 horas para encher o reservatório. Esse é um
exemplo básico de regra de três simples, mostrando como podemos encontrar o valor desconhecido com base
na relação de proporção entre duas grandezas

PROBLEMAS ARITMÉTICOS - PROBABILIDADE


A probabilidade é uma área fundamental da estatística que lida com situações de incerteza. Ela nos
ajuda a quantificar a chance de um evento acontecer — ou seja, responder à pergunta: “Qual a possibilidade
de isso ocorrer?”. Em outras palavras, probabilidade é uma forma de medir quanto é provável que um
determinado evento aconteça. É como uma ferramenta que usamos para avaliar o risco, a chance ou a
incerteza de algo acontecer.

Imagina que você vai lançar uma moeda. Você não sabe se vai cair cara ou coroa, mas sabe que tem
50% de chance para cada lado. Essa “chance” é a probabilidade.

ESPAÇO AMOSTRAL

O espaço amostral, representado pela letra grega Ω (ômega), é o conjunto de todos os resultados
possíveis de um experimento aleatório. Também é conhecido como universo.

Exemplo: Ao lançar uma moeda, o espaço amostral consiste nos resultados possíveis desse
lançamento. No caso de uma moeda não viciada, o espaço amostral seria composto por dois elementos: {cara,
coroa}. Esses são os únicos resultados possíveis do experimento.

Ω = {CARA, COROA}

O espaço amostral é uma ferramenta fundamental na teoria da probabilidade, pois nos permite definir
e analisar os eventos e suas probabilidades associadas. A partir do espaço amostral, podemos construir
eventos, que são subconjuntos desse espaço, representando combinações específicas de resultados.

EVENTO

Um evento é um subconjunto do espaço amostral, ou seja, um ou mais resultados que queremos


que aconteçam.

Exemplo no dado:

RAIO-X | Raciocínio Lógico |79 de 98


Queremos que saia um número par: Evento A = {2, 4, 6}

Esse conjunto representa os resultados favoráveis ao nosso objetivo.

TIPOS DE EVENTOS:

• Simples: quando tem só um elemento (ex: sair o número 3).


• Composto: quando tem mais de um resultado (ex: sair par: {2, 4, 6}).
• Impossível: quando o evento não tem chance de ocorrer (ex: tirar o número 7 num dado: conjunto
vazio {}).
• Certo: quando o evento é igual ao espaço amostral (ex: “sair algum número de 1 a 6” ao lançar o dado).

Entenderam? Vamos prosseguir.

Sendo U o Espaço Amostral, a probabilidade de ocorrer o evento A é, pela definição clássica:

𝑛(𝐴)
𝑃(𝐴) =
𝑛(𝑈)
A probabilidade de um evento A acontecer é igual ao número de resultados favoráveis dividido pelo número
total de resultados possíveis.

Exemplo:

Suponha que vamos lançar um dado honesto (sem vícios) de 6 lados.


Evento A: sair um número par, ou seja, A = {2, 4, 6}

• n(A) = 3 (tem 3 resultados favoráveis)

• n(U) = 6 (são 6 possibilidades totais)

Aplicando a fórmula: P(A) = n(A) / n(U) = 3 / 6 = 0,5

Ou seja, 50% de chance de sair um número par.

OUTROS EXEMPLOS ASPECTOS

Qual é a probabilidade de obter cara?

Espaço amostral: {cara, coroa}


LANÇAMENTO DE UMA
MOEDA JUSTA Evento: Sair cara

Probabilidade: P(cara) = 1/2 ou 0,5 (50%)

RAIO-X | Raciocínio Lógico |80 de 98


Qual é a probabilidade de obter um número par?

LANÇAMENTO DE UM Espaço amostral: {1, 2, 3, 4, 5, 6}


DADO DE SEIS FACES
Evento: Número par (eventos {2, 4, 6})

Probabilidade: P(número par) = 3/6 ou 1/2 ou 0,5 (50%)

Qual é a probabilidade de obter um ás?

RETIRADA DE UMA CARTA Espaço amostral: baralho de 52 cartas


DE UM BARALHO DE 52 Evento: Retirar um ás (eventos {ás de paus, ás de copas, ás de ouros, ás
CARTAS de espadas})

Probabilidade: P(ás) = 4/52 ou 1/13 ou aproximadamente 0,077 (7,7%)

Qual é a probabilidade de obter uma soma de 7?


Espaço amostral: todas as combinações possíveis dos resultados dos
LANÇAMENTO DE DOIS dois dados
DADOS JUSTOS Evento: Soma de 7 (eventos {(1, 6), (2, 5), (3, 4), (4, 3), (5, 2), (6, 1)})
Probabilidade: P(soma de 7) = 6/36 ou 1/6 ou aproximadamente 0,167
(16,7%)

AXIOMAS DE KOLMOGOROV

Os axiomas são regras fundamentais, que não precisam ser provadas, mas que servem de base para
desenvolver toda a teoria. Em 1933, o matemático russo Andrey Kolmogorov estabeleceu três axiomas para
formalizar o estudo da probabilidade como parte da matemática pura.

AXIOMA 1: NÃO-NEGATIVIDADE

A probabilidade de um evento é sempre maior ou igual a zero. Ou seja, P(A) ≥ 0, para qualquer evento A.

Isso quer dizer que a probabilidade nunca pode ser negativa. Não existe "chance negativa" de algo acontecer.
Por exemplo, dizer que a chance de chover é -20% não faz sentido.

AXIOMA 2 – NORMALIZAÇÃO (OU TOTALIDADE)

A probabilidade do espaço amostral é 1. Ou seja, P(Ω) = 1.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |81 de 98


AXIOMA 3 – ADIÇÃO PARA EVENTOS MUTUAMENTE EXCLUSIVOS

Se A e B são eventos mutuamente exclusivos (ou seja, não podem ocorrer ao mesmo tempo), então a
probabilidade de A ou B acontecer é a soma das probabilidades de A e de B.

Veja: Se A ∩ B = ∅, então: P(A ∪ B) = P(A) + P(B)

Em outras palavras, se dois eventos não têm interseção (um exclui o outro), basta somar as probabilidades.

Exemplo:

Evento A: tirar número 2 num dado: P(A) = 1/6

Evento B: tirar número 5: P(B) = 1/6

Como é impossível tirar 2 e 5 ao mesmo tempo, P(A ou B) = 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3

PROPRIEDADES DA PROBABILIDADE
PROPRIEDADE DA PROBABILIDADE ENTRE 0 E 1

• Para qualquer evento A, a probabilidade P(A) está sempre entre 0 e 1: 0 ≤ P(A) ≤ 1.


• A probabilidade 0 indica que o evento é impossível, enquanto a probabilidade 1 indica que o evento é
certo.

PROPRIEDADE DA PROBABILIDADE DO ESPAÇO AMOSTRAL

• A probabilidade do espaço amostral completo U é sempre igual a 1: P(U) = 1.


• Isso significa que pelo menos um dos eventos possíveis ocorrerá.

PROPRIEDADE DO EVENTO COMPLEMENTAR

• O complemento de um evento A, denotado por A', é o evento que consiste em todos os


resultados que não pertencem a A.
• A probabilidade do evento complementar é igual a 1 subtraída da probabilidade do evento
original: P(A') = 1 - P(A).

PROPRIEDADE DA UNIÃO DE EVENTOS DISJUNTOS

• Se A e B são eventos disjuntos (mutuamente exclusivos), ou seja, não podem ocorrer simultaneamente,
então a probabilidade da união desses eventos é igual à soma das probabilidades individuais: P(A ∪ B) =
P(A) + P(B).

PROPRIEDADE DA PROBABILIDADE DO EVENTO VAZIO

• A probabilidade de um evento vazio, denotado por ∅, é sempre igual a 0: P(∅) = 0.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |82 de 98


Isso ocorre porque um evento vazio não possui elementos e, portanto, não pode ocorrer.

PROBABILIDADE CONDICIONAL E INDEPENDÊNCIA

PROBABILIDADE CONDICIONAL

A probabilidade condicional é a chance de um evento acontecer sabendo que outro já aconteceu.


Em outras palavras, é quando a gente quer saber a chance de algo acontecer, considerando que outra coisa
já aconteceu.

Matematicamente, a probabilidade condicional de um evento A ocorrer, dado que um evento B já


ocorreu, é denotada como P(A|B) e é calculada usando a fórmula:

𝑷(𝑨 ∩ 𝑩)
𝑷(𝑨|𝑩) =
𝑷(𝑩)

Leia assim: a probabilidade de A acontecer dado que B já aconteceu é igual à probabilidade de A e


B acontecerem juntos, dividida pela probabilidade de B. Gente, quando falamos em probabilidade
condicional, estamos lidando com situações em que alguma informação nova já foi revelada. A ideia é a
seguinte: Quando descobrimos que o evento B aconteceu, a gente muda o foco.

Agora, em vez de considerar todos os casos possíveis, a gente olha apenas para os casos em que B
já aconteceu. Esse novo "recorte" dos dados cria um novo espaço amostral, mais restrito, e é dentro dele
que vamos calcular a chance do evento A acontecer. Por isso, a probabilidade de A pode mudar: ela não é
mais calculada com base em todos os cenários, mas apenas nos que respeitam a condição de que B ocorreu.

Exemplo 1:

Imagine que você é professor e precisa fazer um levantamento de alunos que fizeram uma prova. Você sabe
que:

• 100 alunos fizeram prova.


• Desses, 60 são meninas.
• E entre as meninas, 30 passaram na prova.

A pergunta é: Qual é a probabilidade de uma aluna ter passado na prova, sabendo que é menina?

Vamos resolver da seguinte forma: Você não vai olhar para os 100 alunos no total. Você vai olhar só para as
meninas, porque a condição é que seja uma menina.

• Total de meninas = 60

RAIO-X | Raciocínio Lógico |83 de 98


• Meninas que passaram = 30

Então a probabilidade condicional de ter passado, dado que é menina, é:

P(passar | ser menina) = 30 / 60 = 0,5 ou 50%

Exemplo 2:

Imagine que você foi a uma feira e comprou uma caixa com 10 frutas:

• 6 maçãs (4 vermelhas e 2 verdes)

• 4 laranjas

Você pega uma fruta de olhos fechados, e alguém diz: “A fruta que você pegou é uma maçã.”

Agora a pergunta é: Qual a chance de ela ser vermelha, sabendo que é maçã? Você descarta as laranjas,
porque sabe que é maçã!

Agora só olha para as maçãs:

• 4 vermelhas

• 2 verdes

Total: 6 maçãs

Então: P(maçã vermelha | é maçã) = 4 / 6 = 0,666 ou 66,6%

TEOREMA DA MULTIPLICAÇÃO

Quando a gente quer saber a probabilidade de um evento acontecer, sabendo que outro
aconteceu, usamos a fórmula:

Ou seja, a chance de A acontecer dado B é igual à chance de A e B acontecerem juntos, dividida


pela chance de B acontecer. Ok! Agora, se a fórmula acima é verdadeira, então podemos reorganizar ela para
descobrir a probabilidade de A e B acontecerem ao mesmo tempo.

𝑷(𝑨 ∩ 𝑩) = 𝑷(𝑩) × 𝑷(𝑨|B)

Isso é o Teorema da Multiplicação! Esse teorema nos diz que a probabilidade da interseção de
dois eventos (A e B acontecerem juntos) pode ser calculada multiplicando:

RAIO-X | Raciocínio Lógico |84 de 98


• A probabilidade de B acontecer
• Pela probabilidade de A acontecer, sabendo que B aconteceu

Vamos para um exemplo.

Suponha que você precisou comprar duas caixas. Na Caixa 1, há 5 bolas: 3 vermelhas e 2 azuis. Se você tirar
uma bola da Caixa 1, e só se ela for vermelha, você vai para a Caixa 2, que tem 4 bolas: 2 vermelhas e 2
azuis. Queremos saber: Qual a probabilidade de tirar uma bola vermelha da Caixa 1 e, depois, uma vermelha
da Caixa 2?

Usando o teorema, temos que:

• Evento A: tirar bola vermelha da Caixa 1

• Evento B: tirar bola vermelha da Caixa 2 sabendo que foi para lá porque a bola da Caixa 1 foi vermelha

Agora aplicamos:

A chance de as duas coisas acontecerem juntas é 3/10 (ou 30%)

TEOREMA DE BAYES

O Teorema de Bayes é uma fórmula usada para atualizar uma probabilidade com base em uma nova
informação. Ele mostra como calcular a probabilidade de um evento A acontecer, dado que B aconteceu,
mesmo que inicialmente você só conheça o contrário: a probabilidade de B dado A. A fórmula do Teorema
de Bayes é a seguinte:

Nessa fórmula, temos:

RAIO-X | Raciocínio Lógico |85 de 98


• P(A|B): probabilidade condicional do evento A ocorrer, dado que o evento B ocorreu.
• P(B|A): probabilidade condicional do evento B ocorrer, dado que o evento A ocorreu.
• P(A): probabilidade a priori do evento A ocorrer.
• P(B): probabilidade a priori do evento B ocorrer

INDEPENDÊNCIA

Na probabilidade, dois eventos são independentes quando um não influencia o outro. Ou seja, saber que um
evento aconteceu não muda a chance do outro acontecer. Eventos A e B são independentes se:

P(B|A) = P(B) e P(B|A) = P(A)

Exemplo: Uma moeda é lançada duas vezes.

Queremos:

• A probabilidade de sair cara no segundo lançamento.


• A probabilidade de sair cara no segundo lançamento, sabendo que saiu cara no primeiro.

E no final, vamos ver se esses eventos são independentes.

Etapa 1: Entendendo o espaço amostral (E)

Quando você lança uma moeda duas vezes, cada lançamento pode dar cara (C) ou coroa (K).

Os possíveis resultados são pares (primeiro lançamento, segundo lançamento):

E={(C,C),(C,K),(K,C),(K,K)}

Ou seja, existem 4 possibilidades no total, então n(E) = 4

Etapa 2: Probabilidade de sair cara no segundo lançamento.

O que estamos olhando aqui? A segunda posição do par. Vamos ver quais pares têm cara na segunda jogada:

• (C, C)

• (K, C)

Então o evento A (cara no segundo lançamento) é:

A = {(C,C), (K,C)}, ou seja n(A)=2


RAIO-X | Raciocínio Lógico |86 de 98
Ou seja, a chance de sair cara no segundo lançamento é 50%.

Etapa 3: Probabilidade de sair cara no segundo, sabendo que no primeiro deu cara

Agora entrou a probabilidade condicional. Vamos entender: "Qual a chance de sair cara no segundo
lançamento, sabendo que no primeiro já saiu cara?" Isso muda o foco. A gente não olha mais para todos os
4 resultados, só para aqueles em que o primeiro lançamento foi cara.

Quais são?

• (C, C)

• (C, K)

Isso é o evento B (cara no primeiro lançamento):

B={(C,C),(C,K)}, ou seja, n(B)=2

Agora: dentro de B, quais também têm cara no segundo?

Olha de novo pra B:

• (C, C) - cara no segundo

• (C, K) - coroa no segundo

Ou seja, só (C, C) serve.

Então a interseção de A e B é:

A∩B={(C,C)}

Logo:

E agora o mais importante!!

Você viu que:

• P(A) = 1/2 - probabilidade de cara no segundo lançamento

• P(A | B) = 1/2 - probabilidade de cara no segundo sabendo que no primeiro deu cara
RAIO-X | Raciocínio Lógico |87 de 98
Por isso, dizemos que os eventos são independentes. O resultado do primeiro lançamento não influencia
o do segundo. A chance continua a mesma.

Vamos para um exemplo mais fácil:

• Evento A: hoje é terça-feira

• Evento B: joguei uma moeda e deu "cara"

Se eu te disser que hoje é terça, isso muda a chance da moeda cair em cara? Não! Continua 50%. Então os
eventos são independentes. Um não afeta o outro.

PORCENTAGEM

A porcentagem é uma ferramenta matemática que permite representar quantidades relativas, ou


seja, partes de um todo. Sua essência está na ideia de razão com base 100. O símbolo % expressa justamente
isso: "por cento" significa dividido por 100. Dizer que algo equivale a 25% significa que estamos tratando de
25 partes de um total de 100.

Matematicamente:

• 25% = 25 dividido por 100 = 25/100

• Essa fração pode ser simplificada ou convertida em número decimal: 25/100 = 0,25

CALCULANDO A PORCENTAGEM

FORMA 1: MULTIPLICAÇÃO DIRETA (MAIS RÁPIDA)

Para encontrar x% de um valor A, basta:

• Converter x% em número decimal

• Multiplicar pelo valor

Exemplo 1:
Quanto é 35% de 80?

35% = 0,35
0,35 × 80 = 28
Resposta: 28

FORMA 2: FRAÇÃO COM DENOMINADOR 100

Transformamos a porcentagem em fração e multiplicamos.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |88 de 98


Exemplo 2:
Calcule 20% de 150

20% = 20/100
(20/100) × 150 = (2/10) × 150 = 30
Resposta: 30

FORMA 3: REGRA DE TRÊS

Muito útil quando a porcentagem ou o total são incógnitas.

Exemplo 3:
60 é 20% de qual número?

100% → x
20% → 60

Multiplicação cruzada: 20 × x = 100 × 60


20x = 6000
x = 6000 ÷ 20
x = 300

Resposta: 60 é 20% de 300

AUMENTOS E DESCONTOS PERCENTUAIS

A matemática financeira cotidiana é repleta de situações que envolvem alterações relativas em um


valor base: preços de produtos que aumentam ou recebem desconto, salários reajustados, tarifas reajustadas
anualmente, entre outros. Essas alterações relativas são medidas em porcentagem porque queremos
expressar o quanto variou em relação ao valor original. Ou seja: a porcentagem representa a parte que foi
adicionada ou subtraída do total inicial. Atenção para o seguinte:

• Valor original (ou base): É o número sobre o qual será aplicado o aumento ou o desconto.

• Percentual de variação: A porcentagem a ser aumentada ou reduzida.

• Valor da variação: O resultado da multiplicação entre o valor original e a porcentagem.

• Valor final: A soma ou subtração entre o valor original e o valor da variação.

AUMENTO PERCENTUAL

Quando dizemos que houve um aumento de X%, significa que um acréscimo proporcional ao valor inicial foi
adicionado.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |89 de 98


Valor final = valor original + (valor original × percentual)

Ou seja:

Vf = Vo × (1 + p)

Onde:

• Vf = valor final

• Vo = valor original

• p = porcentagem em forma decimal (ex: 12% = 0,12)

Exemplo:

Um produto custa R$ 500,00 e sofreu um aumento de 12%. Qual o novo preço?

• Identifique o valor original:


Vo = 500

• Transforme a porcentagem em decimal:


12% = 12 ÷ 100 = 0,12

• Multiplique para obter o valor do aumento:


Aumento = 500 × 0,12 = R$ 60,00

• Some ao valor original:


Valor final = 500 + 60 = R$ 560,00

Forma direta:

Também poderíamos fazer:

Vf = 500 × (1 + 0,12) = 500 × 1,12 = R$ 560,00

DESCONTO PERCENTUAL

Já no desconto, ocorre o oposto: estamos reduzindo uma fração do valor original.

Valor final = valor original – (valor original × percentual)

Ou:

Vf = Vo × (1 – p)

Exemplo:

Um produto custa R$ 320,00 e está com 15% de desconto. Qual o preço final?
RAIO-X | Raciocínio Lógico |90 de 98
• Valor original: Vo = 320

• Porcentagem em decimal: 15% = 0,15

• Valor do desconto: 320 × 0,15 = 48

• Valor com desconto: 320 – 48 = R$ 272,00

Forma direta:

Vf = 320 × (1 – 0,15) = 320 × 0,85 = R$ 272,00

Cuidado! Aumento de 20% e depois desconto de 20% não zera o efeito

Esse é um erro comum: aplicar um aumento e um desconto do mesmo percentual não retorna ao valor
original, pois a segunda variação é aplicada sobre um valor já alterado.

Exemplo:

Produto de R$ 100,00:

• Aumento de 20% → 100 × 1,20 = R$ 120,00

• Desconto de 20% sobre 120 → 120 × 0,80 = R$ 96,00

Resultado final: perda de R$ 4,00, e não zero.

PORCENTAGEM DE PORCENTAGEM

Esse cálculo aparece quando uma porcentagem é aplicada sobre outra porcentagem.

Exemplo:

Calcule 30% de 50%

Forma decimal:
30% = 0,30
50% = 0,50
0,30 × 0,50 = 0,15
Resposta: 15%

VARIAÇÃO PERCENTUAL
A variação percentual é um indicador que expressa, em termos percentuais, o quanto uma
quantidade aumentou ou diminuiu em relação a um valor inicial. Ela é muito usada para avaliar crescimento,

RAIO-X | Raciocínio Lógico |91 de 98


queda ou mudanças relativas — por exemplo, variação de preços, salários, investimentos, produção, entre
outros. A variação percentual (representada por Δ%) é calculada da seguinte forma:

𝒗𝑭𝒊𝒏𝒂𝒍−𝑽𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍
𝜟% = × 𝟏𝟎𝟎
𝒗𝒊𝒏𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍

Interpretamos o resultado da seguinte forma, querido aluno:


• Se o resultado de Δ% for positivo, houve aumento.
• Se for negativo, houve redução.
• Se for zero, o valor final não mudou em relação ao inicial.

Exemplo 1: Um plano de assinatura caiu de R$ 150 para R$ 120. Qual foi a variação percentual?

Δ% = (120 – 150) / 150 × 100

Δ% = (–30) / 150 × 100

Δ% = –0,2 × 100 = –20%

Houve uma redução de 20%.

Exemplo 2 : Um produto custava R$ 200 e passou a custar R$ 260. Qual foi a variação percentual?

Δ% = (260 – 200) / 200 × 100

Δ% = 60 / 200 × 100

Δ% = 0,3 × 100 = 30%

Houve um aumento de 30%. Entendeu?

MATRIZES

Uma matriz é uma ferramenta matemática poderosa que representa dados organizados em linhas e
colunas, permitindo operações algébricas e computacionais sistemáticas. Mais do que uma tabela de
números, a matriz é um objeto abstrato fundamental da Álgebra Linear, e está na base de diversas áreas do
conhecimento e da tecnologia.

RAIO-X | Raciocínio Lógico |92 de 98


Formalmente, uma matriz Aₘₓₙ é uma função que associa cada par ordenado (i, j), onde i pertence
ao conjunto das linhas (1 até m) e j ao conjunto das colunas (1 até n), a um número real (ou outro tipo de
número, como complexo), chamado de elemento aᵢⱼ.

Como dito anteriormente, ela é representada por uma notação do tipo:

A = [aᵢⱼ]ₘₓₙ

Onde:

• A é o nome da matriz.
• aᵢⱼ é o elemento que está na i-ésima linha e j-ésima coluna.
• m é o número de linhas.
• n é o número de colunas.

Dizemos que essa matriz tem ordem m × n.

MATRIZES ESPECIAIS

Matriz de uma linha.


MATRIZ LINHA Exemplo: Matriz linha 1 x 2.

Matriz de uma coluna.


Exemplo: Matriz coluna 2 x 1.
MATRIZ COLUNA

Matriz de elementos iguais a zero.


Exemplo: Matriz nula 2 x 3.
MATRIZ NULA

Matriz com igual número de linhas e colunas.


Exemplo: Matriz quadrada 2 x 2.
MATRIZ QUADRADA

RAIO-X | Raciocínio Lógico |93 de 98


DETERMINANTE

A determinante é um número real associado a uma matriz quadrada (ou seja, com o mesmo número
de linhas e colunas). Esse número resume certas propriedades da matriz e é muito usado em álgebra linear,
sistemas lineares, geometria, física e outras áreas.

INTERPRETAÇÕES DA DETERMINANTE

Escalar que resume a matriz

A determinante é um número que expressa o "comportamento geral" da matriz, especialmente quando ela
representa uma transformação.

Volume com orientação

Geometricamente, o valor absoluto da determinante representa o volume do paralelogramo (2D) ou


paralelepípedo (3D) formado pelas colunas da matriz. O sinal da determinante (positivo ou negativo) indica se
há inversão de orientação (espelhamento).

Critério de invertibilidade

Uma matriz só tem inversa se sua determinante for diferente de zero.

• Se det(A) = 0, dizemos que a matriz é singular (não invertível).


• Se det(A) ≠ 0, a matriz é invertível.

Solução de sistemas lineares

A determinante aparece em métodos como a Regra de Cramer, que resolve sistemas lineares.

Seja a matriz:

Determinante de A:

det(A)=ad−bc

Exemplo:

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REGRA DE SARRUS E O CÁLCULO DO DETERMINANTE
DA MATRIZ DE ORDEM 3
A regra de Sarrus é um método para calcular o determinante de uma matriz 3×3.
O determinante é calculado da seguinte forma:

DET(A) = DP - DS

Para calcular o determinante, siga os seguintes passos:

1. Escrever a matriz 3×3 da forma:

2. Repetir as duas primeiras colunas da matriz ao lado direito da matriz original, formando uma matriz
aumentada:

3. Calcular a soma dos produtos das diagonais principais que vão da esquerda para a direita e calcular a
soma dos produtos das diagonais secundárias que vão da direita para a esquerda.

a ⋅e⋅i + b⋅f⋅g + c⋅d⋅h

4. Subtrair a soma das diagonais secundárias da soma das diagonais principais para obter o
determinante:

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MATRIZ IDENTIDADE

A matriz identidade, representada geralmente por Iₙ, é uma matriz quadrada (ou seja, com o mesmo número
de linhas e colunas) cuja diagonal principal é formada por elementos iguais a 1 e todos os demais elementos
são iguais a 0.

MATRIZ INVERSA

A matriz inversa é um conceito análogo ao inverso multiplicativo de um número real. Por exemplo, para o
número real 5, o inverso é 1/5, pois:

5 × (1/5) = 1

De forma semelhante, uma matriz quadrada A (ou seja, com mesmo número de linhas e colunas) terá uma
matriz inversa A⁻¹ se:

A × A⁻¹ = A⁻¹ × A = Iₙ

Onde Iₙ é a matriz identidade de ordem n, que age como o "1" da multiplicação matricial.

Atenção! Determinante ≠ 0

Nem toda matriz tem inversa. Para que uma matriz quadrada A admita uma inversa A⁻¹, é obrigatório que seu
determinante seja diferente de zero:

det(A) ≠ 0

Se det(A) = 0, dizemos que a matriz é singular, e não possui inversa.

MATRIZ TRANSPOSTA

A matriz transposta de uma matriz Aₘₓₙ é obtida trocando as linhas pelas colunas. O que era linha vira coluna,
e o que era coluna vira linha.

É representada por Aᵗ (lê-se “A transposta”).

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MATRIZ OPOSTA

A matriz oposta de uma matriz A é aquela em que todos os elementos de A têm seus sinais trocados.

Se:

Exemplo: – A é a matriz oposta de A.

A soma de uma matriz com a sua matriz oposta resulta em uma matriz nula.

OPERAÇÕES ENTRE MATRIZES

ADIÇÃO DE MATRIZES

A soma de duas matrizes A e B é possível apenas se elas forem do mesmo tipo — ou seja, mesmo número de
linhas e colunas. A matriz resultante C=A+B é obtida somando elemento a elemento:

SUBTRAÇÃO DE MATRIZES
A subtração de matrizes é feita elemento a elemento, e só é possível quando as matrizes têm a mesma
ordem (mesmo número de linhas e colunas).

Sejam duas matrizes A e B, ambas de ordem mx n então:

C=A−B

é a matriz C tal que:

cij=aij−bij

Ou seja, você subtrai cada elemento correspondente das matrizes.

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Importante:

• Só é possível subtrair matrizes da mesma ordem.


• A subtração não é comutativa:

A−B ≠ B−A

MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES
Duas matrizes podem ser multiplicadas se:
• O número de colunas da 1ª matriz for igual ao número de linhas da 2ª.
Seja:
• A: matriz de ordem m xn
• B: matriz de ordem n x p
Então o produto A⋅B é possível e resulta em uma matriz C de ordem m×p.
Exemplo:

Temos:

• A é 2×2
• B é 2x2
Podemos multiplicar: A⋅B

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