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Intervenções de Enfermagem em Choque

O documento aborda o choque, uma síndrome caracterizada pela redução da perfusão tecidual, e classifica seus tipos: hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo. Também descreve os quadros clínicos e intervenções de enfermagem necessárias para cada tipo de choque, enfatizando a importância do controle rigoroso dos sinais vitais e da reposição volêmica. Além disso, menciona a necessidade de tratamento definitivo e suporte básico à vida em situações de emergência.
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Intervenções de Enfermagem em Choque

O documento aborda o choque, uma síndrome caracterizada pela redução da perfusão tecidual, e classifica seus tipos: hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo. Também descreve os quadros clínicos e intervenções de enfermagem necessárias para cada tipo de choque, enfatizando a importância do controle rigoroso dos sinais vitais e da reposição volêmica. Além disso, menciona a necessidade de tratamento definitivo e suporte básico à vida em situações de emergência.
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ICSI

Qualificaçao em ESMI

CHOQUE E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

Facilitador: Chipenduro

Maputo, Junho de 2025


OBJECTIVOS

Até ao final da aula, os sformandos deverão ser capazes de :


Definir choque;
Classificar os tipos de choque;
Identificar o quadro clinico de cada tipo de choque,
Des crescrever as intervençoes de enfermagem perante um
quadro de choque.
Choque

O choque é uma síndrome caracterizada por uma redução considerável


da perfusão tecidual sistêmica devido a diferentes etiologias e
fisiopatologias, levando a uma baixa oferta de oxigênio e nutrientes aos
tecidos, bem como de sua efetiva utilização.
Classificação
Tipos de Causas / factores
choque
1. Hemorragias externas ou internas (trauma, hemorragia digestiva)
Hipovolêmico - Perdas cutâneas (queimaduras extensas, febre),
gastrointestinais (diarreia, vômitos) ou urinárias - Sequestro de
líquidos para o terceiro espaço (pancreatite, peritonite)

2. IAM (principalmente afetando ventrículo esquerdo), Arritmias,


Cardiogênico Miocardiopatia dilatada avançada -Causas mecânicas (defeitos
valvares, ruptura de septo, aneurisma de parede) - Insuficiência
mitral aguda
3. Obstrutivo Tromboembolismo pulmonar maciço, Tamponamento cardíaco,
Pneumotórax hipertensivo, Hipertensão pulmonar e Coartação
de aorta
4. Distributivo Choque séptico, Choque anafilático, Choque neurogênico
(traumatismo raquimedular), Insuficiência adrenal e Coma
mixedematoso
Destaque
1. Hipovolemico ( hemorragia grave, desidratacao),
2. Septico (bacterias que produzem endotoxina que causa
vasodilatacao)
3. Cardiogenico ( falencia do coracao em manter pressao
sanguinea)
4. Anaf il atico (causada por alergeno derivado dedrogas,
mo rd ed ura o u pic ad as d e insec to s, med ic amento s,
alimentos, derivados de sangue)
Quadro clinico do choque hipovolemico
 Taquicardia,
 Hipotensão,
 Sede
 Oliguria,
 Alterações de comportamento,
 Taquipneia.
Cuidados de enfermagem

 Controle rigoroso da tensao arterial e outros sinais vitais;


 Reposição dos volumes dos líquidos perdidos: - SF a 0,9% e ringer
lactato.
 Preparo do paciente para cirurgia em caso de hemorragia persistente,
 Administração de anti-hemorrágicas prescrito pelo médico;
 Controle e vigilância constantes no paciente.
Choque anafilatico

 Cianose,
 Comichao,
 Perda da consciência,
 Paragem cardiorrespiratoria progressiva,
 Queda repentina da tensao sanguínea,
 Respiração ruidosa, tosse, rubor de face.
Cuidados de enfermagem perante choque
anafilatico
 Colocar o paciente em posição supina: - manter livre as vias aéreas;
 Monitorar os sinais vitais;
 Administrar oxigênio, epenifrina, aminofilina,corticoides injetáveis, segundo
a prescricao;
 Atentar aos efeitos adversos e colaterais;
 Manter veia canalizada com soluções de cloreto de sódio a 0,9%.
Conduta
Choque séptico: antibioticoterapia empírica deverá ser instituída
precocemente até que se tenham os resultados das culturas e o tratamento
específico possa ser empregado.
Na sepse existem metas norteadoras da ressuscitação inicial durante as seis
primeiras horas segundo diretrizes internacionalmente aceitas. São elas: PVC
de 8-12 mmHg; PAM ≥65 mmHg; Diurese ≥0,5 mL/kg/h; Pressão venosa ou
Svc O2 de 70% e 65% respectivamente; normalizar os níveis de lactato nos
pacientes com níveis altos
Choque obstrutivo: dependendo de sua causa base, pode exigir tratamento
imediato ainda na sala de emergência.
Choque cardiogênico: poderá demandar o uso de balão intra-aórtico para
manter a perfusão cardíaca. A revascularização coronária aumenta a
sobrevida nos paciente cujo choque foi causado por isquemia miocárdica
Plano de cuidados no quadro de choque
Sinais e NHBA Diag. de enfermagem Intervencoes de Enferm. Resultados
sintomas

Hemorragia ? padrao circulatorio comprometida Valiar de imediato o nivel de


relacionado ao choque sangramento,
hipovolemico evidenciado pela Efetuar tamponamento ou compressao
hemorragia com compressas esteril, monitorar os
sinais vitais imediatamente administrar
infusao venosa (SF-0,9% ou LR,
Transfusao)mediante a indicacao

Dispneia Oxigenacao/ Padrao respiratorio alterado Colocar o paciente em semi-sentado,...


respiracao relacionado a baixa perfusao Complente..?
gasosa
hipertermia Termoregulacao ? ? ?

hipotermia ? ? ? ?
Suporte básico a vida 

O manejo inicial e cuidados intensivos


consiste no suporte básico a vida, dando-se prioridade sempre à avaliação do
“CAB”:
C (circulation): deve-se dar atenção as possíveis causas do choque, visando
um tratamento definitivo para o problema.
A (airway): assegurar via aérea, mantendo-a pérvia e protegida contra
obstrução ou aspiração.
B (breathing): manter adequada ventilação e oxigenação do paciente
fornecendo oxigênio suplementar. A ventilação mecânica deve ser instituída
sempre que a ventilação por acessórios não invasivos for insuf ic iente, e em
todos os pacientes em choque grave, diminuindo seu consumo energético.
Acesso venoso calibroso

O acesso ao sistema vascular deve se inserir de dois cateteres intravenosos periféricos de


calibre 16 ou 18, antes de qualquer possibilidade de cateterismo venoso central. A
velocidade do f lu xo através dos cateteres responde a Lei de Poiseuille, onde o f lu xo é
proporcional à quarta potência do raio do cateter, e inversamente proporcional ao seu
comprimento.

Reposição volêmica agressiva

A pré-carga deve ser aumentada visto que a hipovolemia, seja ela absoluta ou relativa, quase
sempre está presente, inclusive em determinadas fases dos choques cardiogênico e
distributivo.
Cont.

O tipo de líquido a ser infundido, podem ser empregados tanto cristaloides (Solução Fisiológica,
Ringer) quanto coloides, entretanto o custo dos cristaloides é bem menor, sendo estes os mais
utilizados. O líquido deve estar aquecido para evitar hipotermia, e deve ser administrado tão rápido
quanto possível.

A dose da reposição volêmica inicial é habitualmente de 2 litros no adulto e de 20 mL/kg na criança, e


a resposta ao volume deve ser monitorizada pela diminuição da taquicardia, melhora do débito
urinário e do estado neurológico. Transfusões são reservadas a pacientes com grandes perdas (>30%
volemia). Em geral procura-se manter o hematócrito em 30% e a hemoglobina em 10 g/dL.
Agentes inotrópicos e vasoativos
Devem ser administrados com cautela e somente após a ressuscitação volêmica, ou então como
ponte, enquanto esta é realizada e a PA continua muito baixa.2 Servem como auxílio para manter a
pressão de perfusão. Uma PAM-alvo ainda não foi estabelecida, mas uma PAM de pelo menos 60
-65 mmHG é um alvo razoável.5 São representados por agentes inotrópicos (Dobutamina,
Inibidores da Fosfodiesterase), vasopressores (Dopamina, Noradrenalina) e vasodilatadores
(Nitroprussiato, Nitroglicerina).
Finalmente, após o manejo inicial, o paciente deve ser prontamente encaminhado a UTI, onde os
esforços devem ser direcionados ao tratamento definitivo da causa base do quadro.
Referencia
1. Dias FS, Rezende E, Mendes CL, et al. Choque circulatório. Rio de Janeiro: Revinter;
2008.
2. Sanga RR, Martins HS. Hipotensão e choque. In: Martins HS, et al. Emergências
clínicas: abordagem prática. 5. ed. ampl. e rev. Barueri: Manole; 2010. p. 76-94.
3. Felice CD, Susin CF, Costabeber AM, et al. Choque: diagnóstico e tratamento na
emergência. Rev AMRIGS 2011 Abr-Jun; 55(2):179-96
4. Bruna e Sudart- 2013- tratado de enfermagem medico cirugica, Guanabara, Rio
Janeiro, 2012

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