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Manual de Formação Musical para Alunos

O documento aborda a prática pedagógica no ensino da música, com foco em um estágio realizado no Conservatório Regional de Castelo Branco. Ele é dividido em dois capítulos: o primeiro detalha a Prática de Ensino Supervisionada, enquanto o segundo apresenta um estudo sobre a música tradicional portuguesa como ferramenta pedagógica. O resultado inclui um livro de atividades que utiliza jogos didáticos para ensinar canções tradicionais.

Enviado por

Pedro Gomes
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Manual de Formação Musical para Alunos

O documento aborda a prática pedagógica no ensino da música, com foco em um estágio realizado no Conservatório Regional de Castelo Branco. Ele é dividido em dois capítulos: o primeiro detalha a Prática de Ensino Supervisionada, enquanto o segundo apresenta um estudo sobre a música tradicional portuguesa como ferramenta pedagógica. O resultado inclui um livro de atividades que utiliza jogos didáticos para ensinar canções tradicionais.

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“Da Capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do

1º Grau do Ensino Especializado

Ana Margarida Lobo Santos

Orientadores
Professor Doutor Gonçalo Nuno Moreno Risso Damásio Lourenço
Professor Especialista Pedro Miguel Reixa Ladeira

Relatório de Estágio apresentado à Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de


Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em
Ensino de Música – Formação Musical e Classe de Conjunto, realizada sob a orientação científica dos
Professores Coordenadores Gonçalo Nuno Moreno Risso Damásio Lourenço e Pedro Miguel Reixa
Ladeira, do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Março de 2024
II
Composição do júri

Presidente do júri
Grau académico, nome do presidente do júri”

Vogais
Grau académico, nome do presidente do júri”
Categoria profissional e o nome da Instituição

Grau académico, nome do presidente do júri”


Categoria profissional e o nome da Instituição

Grau académico, nome do presidente do júri”


Categoria profissional e o nome da Instituição

III
IV
Dedicatória

À minha família, de sangue, alma e coração. Obrigada por tudo.

V
VI
Agradecimentos

Aos meus Orientadores Professor Doutor Gonçalo Nuno Moreno Risso


Damásio Lourenço e Professor Especialista Pedro Miguel Reixa Ladeira, à
Supervisora Professora Doutora Maria Adélia Gonçalves Martins de Abrunhosa e à
Professora Cooperante Ana Margarida Leão pelos seus conselhos e orientações,
partilha de experiências, disponibilidade e motivação.
Ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, em especial à Escola Superior de
Artes Aplicadas, por tudo o que me trouxe: saber, amigos, família e muita música.
Ao Conservatório Regional de Castelo Branco, professores, alunos, por tudo o
que me ensinaram.
À Escola Dr. Manuel Fernandes, colegas, alunos e funcionários, por toda a boa
disposição, ajuda e paciência.
Aos músicos com que me cruzei até aqui e com quem tanto aprendi.
À minha família, pelo apoio, conselhos e valores.
À Professora Rita Dourado, por nunca ter desistido de mim e sempre me
incentivar a aprender. Porque, sem saber, me fez querer ensinar.
A todos eles, um enorme BEM HAJA!

VII
Resumo

Este documento incide sobre a prática pedagógica no ensino da música. Assim,


criámos dois grandes capítulos, o primeiro é dedicado à Unidade Curricular de
Prática de Ensino Supervisionada (PES), inserida no programa de Mestrado em
Ensino da Música – Variante de Formação Musical, da Escola Superior de Artes
Aplicadas de Castelo Branco. O estágio decorreu entre os dias 04 de outubro de
2022 e 31 de maio de 2023, no Conservatório Regional de Castelo Branco, onde
lecionámos aulas de Formação Musical e Classe de Conjunto (Coro), a turmas de
primeiro e segundo graus do ensino artístico especializado. Neste capítulo
apresentamos descrições refletivas sobre as aulas lecionadas durante este período,
assim como disponibilizamos os respetivos relatórios, planificações e material
didático utilizado.
No segundo capítulo, apresentamos um Estudo de Investigação que aplicámos
durante o estágio supracitado, onde tratámos a música tradicional portuguesa sob
um olhar pedagógico, ferramenta de ensino, de aprendizagem e de motivação,
aplicada ao ensino da música erudita. Deste estudo, nasce um pequeno livro de
atividades, onde as canções são apresentadas em forma de jogos didáticos.

Palavras-chave

Formação Musical; Estratégias de Ensino-aprendizagem; Música Tradicional


Portuguesa; Jogos Musicais; Livro de Atividades.

VIII
IX
Abstract

This document focuses on the pedagogical pratice of music teaching. Therefore,


we created two large chapters, the first is dedicated to the Supervised Teaching
Practice (STP), included in the Master’s program in Music Theaching – Musical
Formation Variant, at Escola Superior de Artes Aplicadas of Castelo Branco. The
internship took place between october 04, 2022 and may 31, 2023 at Conservatório
Regional de Castelo Branco, where we taught Musical Formation and Ensemble
(Choir) lessons, to first and second grade classes of specialized artistic education. In
this chapter we present reflective descriptions of the lessons taught during this
period, as well as providing the respective reports, plans and pedagogiacal material
used.
In the second chapter, we present a Research Study that we carried out during
the aforementioned internship, where we treated traditional Portuguese music
under a pedagogical perspective, a teaching, learning and motivation tool, applied to
the teaching of classical music. From this study, a small activity book was born,
where the songs are presented in the form of pedagogical games.

Keywords

Musical Formation; Teaching-learning Strategies; Traditional Portuguese Music;


Musical Games; Activity Book.

X
XI
Índice geral

Introdução .............................................................................. 1
PARTE I - Prática de Ensino Supervisionada ....................................... 3
[Link]ção ..................................................................... 5
1.1. Caracterização do Meio: Conservatório Regional de Castelo Branco ................................... 5
1.1.1.A História do Conservatório ................................................................................................ 5
1.1.2. As Instalações ................................................................................................................. 7
1.1.3. A Oferta Educativa.......................................................................................................... 9
1.1.4. Corpo Docente..............................................................................................................14
1.1.5. Corpo Discente .............................................................................................................16
1.1.6. Corpo Não-Docente ......................................................................................................18
1.2. Caracterização das Turmas..................................................................................................19
1.2.1. Caracterização da Turma de Formação Musical ..........................................................19
1.2.2. Caracterização da Turma de Classe de Conjunto .........................................................22
2. A Prática de Ensino Supervisionada ............................................ 26
2.1. Formação Musical ...............................................................................................................27
2.1.1. Calendarização .............................................................................................................27
2.1.2. Relatórios e Planificações .............................................................................................34
2.2. Classe de Conjunto (coro) ...................................................................................................56
2.2.1. Calendarização .............................................................................................................56
2.2.2. Relatórios e Planificações .............................................................................................59
3. Reflexões Finais Sobre a Prática de Ensino Supervisionada ................. 68
PARTE II - Investigação: “Da capo - Manual de Formação Musical dedicado
aos alunos do 1º Grau do Ensino Especializado” ..................................... 71
Capítulo 1 - Contextualização e Introdução ao Projeto de Investigação ..... 72
Estado da Arte ............................................................................................................................72
1.2. Objetivos .............................................................................................................................73
1.3. Metodologia de investigação e áreas de investigação em Formação Musical ...................73
1.4. O Papel do Guia Pedagógico como Recurso do Professor ..................................................74
Capítulo 2 – Enquadramento Teórico .............................................. 76
2.1 A Música Tradicional – Conceito e Contextualização ...........................................................76
Capítulo 3 – A Música Enquanto Jogo .............................................. 83
3.1 O Conceito de Jogo ...............................................................................................................83
3.2 Tipos de Jogos ......................................................................................................................84

XII
Capítulo 4 – Descrição e Organização do Manual ................................ 86
4.1 Objetivos Gerais................................................................................................................... 86
4.2 Processo de Construção do Manual .................................................................................... 86
4.2.1 Conteúdo Programático................................................................................................ 87
4.2.2 Material Didático .......................................................................................................... 88
Capítulo 5 – Apresentação e Discussão dos Resultados ....................... 106
5.1 Caracterização das Turmas ................................................................................................ 106
5.2 Inquéritos por Questionário .............................................................................................. 108
5.2.1 Inquéritos Pré Implementação do Estudo .................................................................. 108
5.2.2 Inquéritos Pós Implementação do Estudo.................................................................. 118
5.3 Grelhas de Observação ...................................................................................................... 130
5.3.1 Desenvolvimento Rítmico ........................................................................................... 130
5.3.2 Desenvolvimento Melódico ........................................................................................ 136
5.3.3 Desenvolvimento Musical .......................................................................................... 141
5.3.4 Interesse e Motivação ................................................................................................ 142
6. Validação do Livro de Atividades ............................................. 144
7. Conclusão......................................................................... 148
[Link] ....................................................................... 150
Anexos ............................................................................... 156

XIII
XIV
Índice de figuras

Figura 1 - Sede do Conservatório Regional de Castelo Branco ..................................... 5


Figura 2 - Entrada principal do Conservatório Regional de Castelo Branco ........... 7
Figura 3 - Ficha expositiva Nº1 – Pág.1 (Atividade 3) ................................................... 38
Figura 4 - Ficha expositiva Nº1 – Pág.2 (Atividade 3) ................................................... 39
Figura 5 - Ficha de trabalho Nº1 – Pág.1 (Atividade 3) ................................................. 41
Figura 6 - Ficha de trabalho Nº1 – Pág.2 (Atividade 3) ................................................. 41
Figura 7 - Ficha de trabalho Nº2 (Atividade 3) ................................................................ 43
Figura 8 - Ditado Rítmico (Atividade 2) .............................................................................. 50
Figura 9 - Ditado de sons (Atividade 6)............................................................................... 55
Figura 10 - Ditados rítmicos (Atividade 7) ........................................................................ 55
Figura 11– Fui-te Ver, Estavas Lavando ............................................................................. 90
Figura 12– Ó Rama Ó Que Linda Rama ............................................................................... 92
Figura 13 – Dom Solidom.......................................................................................................... 93
Figura 14 – Barqueiro ................................................................................................................ 95
Figura 15 – Vira do Minho ........................................................................................................ 96
Figura 16– Meu Lírio Roxo ....................................................................................................... 98
Figura 17 – Marião ....................................................................................................................100
Figura 18 – A Moda da Rita ....................................................................................................102
Figura 19 – Alecrim ...................................................................................................................103
Figura 20 – Aurora ....................................................................................................................105

XV
Índice de gráficos

Gráfico 1 - Distribuição dos alunos por curso ................................................................... 16


Gráfico 2 - Distribuição dos alunos por regime ................................................................ 17
Gráfico 3 - Distribuição dos alunos por instrumento ..................................................... 17
Gráfico 4 - Faixa etária do corpo discente .......................................................................... 18
Gráfico 5 - Distribuição do pessoal não-docente.............................................................. 18
Gráfico 6 – O quanto os alunos gostam do Conservatório Regional de Castelo
Branco ....................................................................................................................................................... 20
Gráfico 7 - Preferência de disciplina ..................................................................................... 20
Gráfico 8 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical ..................................... 21
Gráfico 9 - Preferência de atividades de Formação Musical ........................................ 21
Gráfico 10 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical ..................................... 22
Gráfico 11 - O quanto os alunos gostam do Conservatório Regional de Castelo
Branco ....................................................................................................................................................... 24
Gráfico 12 - Preferência de disciplina .................................................................................. 24
Gráfico 13 - O quanto os alunos gostam de Classe de Conjunto (Coro) .................. 25
Gráfico 14 - Dias dedicados ao estudo da Classe de Conjunto (Coro) ..................... 25
Gráfico 15 – O que é, para ti, música tradicional? ......................................................... 110
Gráfico 16 – Quais são as canções tradicionais que conheces? ............................... 111
Gráfico 17 – Onde ouviste essas canções? (Onde aprendeste ou quem te
ensinou?) .............................................................................................................................................. 112
Gráfico 18 – Consideras que a música tradicional te pode ajudar a interiorizar os
conteúdos introduzidos na aula de Formação Musical?..................................................... 113
Gráfico 19– Indica um aspeto que pode ser positivo sobre a aplicação de música
tradicional de Formação Musical ................................................................................................ 113
Gráfico 20 – Indica um aspeto que pode ser negativo sobre a aplicação de
música tradicional de Formação Musical ................................................................................. 114
Gráfico 21 – Achas que vais gostar de trabalhar as canções tradicionais nas aulas
de Formação Musical? ..................................................................................................................... 114
Gráfico 22 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical (pré
implementação do estudo) ............................................................................................................ 116
Gráfico 23 - Preferência de atividades de Formação Musical (pré implementação
do estudo)............................................................................................................................................. 116
Gráfico 24 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical (pré implementação
do estudo)............................................................................................................................................. 117
Gráfico 25 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical (pós
implementação do estudo) ............................................................................................................ 119
Gráfico 26 - Preferência de atividades de Formação Musical (pós implementação
do estudo)............................................................................................................................................. 119
Gráfico 27 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical (pós implementação
do estudo)............................................................................................................................................. 120
XVI
Gráfico 28 – O que te motiva nas aulas de Formação Musical?................................120
Gráfico 29 – Sentes-te motivado nas aulas de Formação Musical? Porquê? ......121
Gráfico 30 – Acreditas que a música tradicional te ajudou a aprender Formação
Musical? .................................................................................................................................................123
Gráfico 31 – Quais dos seguintes tópicos a música tradicional te ajudou a
desenvolver? ........................................................................................................................................123
Gráfico 32– O que te trouxe a música tradicional? .......................................................124
Gráfico 33 – Seleciona os aspetos que consideras positivos na música tradicional
(nas aulas de Formação Musical).................................................................................................124
Gráfico 34 – Seleciona os aspetos que consideras negativos na música
tradicional (nas aulas de Formação Musical) .........................................................................125
Gráfico 35– Gostaste de trabalhar com música tradicional nas aulas de Formação
Musical? .................................................................................................................................................125
Gráfico 36 – O quanto gostaste dos jogos aplicados nas aulas de Formação
Musical? .................................................................................................................................................127
Gráfico 37 – Porque é que gostaste destes jogos? .........................................................127
Gráfico 38 – Sentes que estes jogos te dão mais vontade de aprender Formação
Musical? .................................................................................................................................................128
Gráfico 39 – Que tipo de jogo é o teu favorito? ..............................................................128
Gráfico 40 – Gostas mais de jogos em grupo, ou individuais? ..................................129
Gráfico 41 – Gostarias de continuar a aprender Formação Musical através deste
tipo de jogos? Se sim, Porquê? ......................................................................................................129
Gráfico 42 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico ...................................................136
Gráfico 43 – Evolução do Desenvolvimento Melódico ................................................141
Gráfico 44 – Evolução do Desenvolvimento Musical ...................................................142
Gráfico 45 – Habilitação dos Avaliadores .........................................................................145
Gráfico 46 – Tempo de Serviço .............................................................................................146
Gráfico 47 – Nível de Ensino..................................................................................................146
Gráfico 48 – Avaliação do Livro de Atividades “Da Capo”..........................................147

XVII
XVIII
Índice de tabelas

Tabela 1 - Distribuição das salas do Conservatório Regional de Castelo Branco .. 8


Tabela 2 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Básico .. 10
Tabela 3 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário – Variante de Instrumento – Regime Articulado ............................................. 10
Tabela 4 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário – Variante de Instrumento -Regime Supletivo.................................................. 11
Tabela 5 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário – Variante de Formação Musical -Regime Articulado .................................... 11
Tabela 6 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário – Variante de Formação Musical -Regime Supletivo ...................................... 12
Tabela 7 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário - Variante de Composição – Regime Articulado ............................................... 12
Tabela 8 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário - Variante de Composição – Regime Supletivo ................................................. 13
Tabela 9 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino
Secundário - Variante de Canto – Regime Articulado ............................................................ 13
Tabela 10 - Distribuição do corpo docente por disciplina ........................................... 15
Tabela 11 - Caracterização da turma de Formação Musical ....................................... 19
Tabela 12 - Caracterização da turma de Classe de Conjunto (Coro) ....................... 22
Tabela 13 - Calendarização das aulas de Formação Musical ...................................... 27
Tabela 14 - Áreas de Competências do Perfil dos Alunos ............................................ 34
Tabela 15 -Relatório Nº1 .......................................................................................................... 35
Tabela 16 - Relatório Nº1 – Síntese das Atividades ....................................................... 36
Tabela 17- Relatório Nº6 .......................................................................................................... 44
Tabela 18 - Relatório Nº6 – Síntese das Atividades ....................................................... 45
Tabela 19 - Planificação Nº1 ................................................................................................... 46
Tabela 20 - Relatório Nº18 ...................................................................................................... 48
Tabela 21 - Relatório Nº18 – Síntese das Atividades..................................................... 48
Tabela 22 - Planificação Nº11 ................................................................................................. 49
Tabela 23- Relatório Nº27 ....................................................................................................... 51
Tabela 24- Relatório Nº27 – Síntese das Atividades...................................................... 52
Tabela 25- Planificação Nº16 .................................................................................................. 54
Tabela 26 - Calendarização das aulas de Classe de Conjunto (coro) ....................... 56
Tabela 27- Áreas de Competências do Perfil dos Alunos ............................................. 59
Tabela 28 - Relatório Nº2 ......................................................................................................... 60
Tabela 29 - Relatório Nº2 – Síntese das Atividades ....................................................... 60
Tabela 30 - Relatório Nº4 ......................................................................................................... 61
Tabela 31 - Relatório Nº4 – Síntese das Atividades ....................................................... 61
Tabela 32- Relatório Nº14 ....................................................................................................... 62
Tabela 33- Relatório Nº14 – Síntese das Atividades...................................................... 62
XIX
Tabela 34 - Relatório Nº15 ....................................................................................................... 63
Tabela 35 - Relatório Nº15 – Síntese das Atividades ..................................................... 63
Tabela 36 - Planificações de Classe de Conjunto (Coro) ............................................... 64
Tabela 37 – “Fui-te Ver, Estavas Lavando” ......................................................................... 89
Tabela 38 – “Ó Rama da Oliveira” .......................................................................................... 91
Tabela 39 – “Dom Solidom”...................................................................................................... 93
Tabela 40 – “Barqueiro” ............................................................................................................ 94
Tabela 41 – “Vira do Minho” .................................................................................................... 96
Tabela 42 – “Meu Lírio Roxo” .................................................................................................. 97
Tabela 43 – “Marião”................................................................................................................... 99
Tabela 44 – “A Moda da Rita” ............................................................................................... 101
Tabela 45 – “Alecrim” .............................................................................................................. 103
Tabela 46 – “Aurora”................................................................................................................ 104
Tabela 47- Caracterização daa turmas de Formação Musical ................................. 107
Tabela 48– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 1
.................................................................................................................................................................. 108
Tabela 49– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 2
.................................................................................................................................................................. 115
Tabela 50 – Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 3
.................................................................................................................................................................. 118
Tabela 51– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 4
.................................................................................................................................................................. 121
Tabela 52– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 5
.................................................................................................................................................................. 126
Tabela 53 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Interiorização de Métrica e
Pulsação ................................................................................................................................................ 131
Tabela 54 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico - Leitura ................................. 132
Tabela 55 - Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Capacidade de Reprodução
.................................................................................................................................................................. 133
Tabela 56 - Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Memória Auditiva ........... 134
Tabela 57 - Evolução do Desenvolvimento Melódico – Afinação ........................... 136
Tabela 58 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Leitura ............................... 138
Tabela 59 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Capacidade de
Reprodução .......................................................................................................................................... 139
Tabela 60 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Memória Auditiva ......... 140
Tabela 61 – Evolução do Interesse e Motivação ........................................................... 143
Tabela 62 – Validação do Livro de Atividades “Da Capo” .......................................... 144

XX
XXI
XXII
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Introdução

O presente Relatório de Estágio, realizado no âmbito da Unidade Curricular de


Prática de Ensino Supervisionada (PES), do Mestrado em Ensino de Música, variante
de Formação Musical e Música de Conjunto, debruça-se sobre práticas pedagógicas no
ensino da música em Portugal, especialmente no domínio da Formação Musical,
buscando por inovação no âmbito de conteúdos e metodologias de
ensino/aprendizagem.
As tarefas incluem a verificação de espólios e acervos de música portuguesa
enquanto elementos centrais para o desenvolvimento de material didático. Tendo em
vista a importância da Formação Musical, e considerando a escassez de material que
supra as lacunas existentes, o projeto propõe a valorização da cultura portuguesa
enquanto elemento pedagógico.
O objetivo principal consiste em promover a inserção de conteúdos artísticos
oriundos do contexto português como forma de renovar e inovar abordagens de
ensino/aprendizagem no âmbito da Formação Musical, tendo em vista a promoção da
motivação dos alunos, através de jogos e atividades didáticas. As metodologias de
investigação incluem a experimentação com conteúdos pedagógicos, estratégias e
abordagens práticas de ensino e recolha e análise de repertório. Os resultados
traduzem-se na criação de um manual didático de Formação Musical dedicado ao
primeiro grau do ensino especializado e alicerçado, exclusivamente, em repertórios
do contexto português.
Assim sendo, a estrutura deste Relatório de Estágio divide-se em duas partes: (1)
Prática de Ensino Supervisionada. Esta secção recai sobre a Unidade Curricular de
Prática de Ensino Supervisionada, desenvolvida de 04 de outubro de 2022 a 17 de
maio de 2023, no Conservatório Regional de Castelo Branco. Aqui integramos: a
caracterização do meio e da Instituição de Acolhimento; a caracterização das turmas
trabalhadas; o calendário anual e as planificações das aulas lecionadas e assistidas,
resultando num relatório aprofundado sobre a experiência vivenciada junto da
comunidade profissional e estudantil, sob a reflexão pessoal da mestranda, no
decorrer deste ano letivo. (2) “Da Capo - Manual Didático de Formação Musical”. Esta
segunda parte apresenta o projeto de investigação desenvolvido, sendo subdividida
em cinco Capítulos: (1) Contextualização e Introdução ao Projeto de Investigação; (2)
Revisão de Literatura; (3) A Música Tradicional Portuguesa como estratégia de
aprendizagem; (4) A Música Enquanto Jogo e (5) Descrição e Organização do Manual.

1
Ana Margarida Lobo Santos

2
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

PARTE I - Prática de Ensino Supervisionada

3
Ana Margarida Lobo Santos

4
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

[Link]ção
1.1. Caracterização do Meio: Conservatório Regional de Castelo
Branco
1.1.1.A História do Conservatório

Figura 1 - Sede do Conservatório Regional de Castelo Branco1

Localizado no Largo da Sé n.º 20, na cidade de Castelo Branco, este


Conservatório é uma associação cultural de utilidade pública e sem fins lucrativos que
deu início à sua atividade a 6 de dezembro de 1971, visando a formação de
professores e instrumentistas (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).
No ano de 1986, esta instituição contava não só com cerca de seiscentos
alunos, mas também com um vasto leque de ofertas formativas como curso de
iniciação, cursos básicos, complementares, até aos Superiores de Instrumento, Piano
e Composição (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).
De 2007 a 2015, o Conservatório Regional de Castelo Branco destaca-se pela
organização e promoção do concurso “Festival e Concurso de Acordeão de Castelo
Branco – Folefest”, projeto realizado em parceria com a Escola Superior de Artes
Aplicadas de Castelo Branco (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).

1 Fonte: [Link]
5
Ana Margarida Lobo Santos

Ciente da importância deste género de atividades, esta instituição promove,


desde 2012, o “Festival de Guitarra de Castelo Branco”, projeto que se tornou
referencia nacional (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).
Nos dias de hoje, a área de influência deste conservatório tem-se alargado cada
vez mais, contemplando várias cidades e regiões do país tais como Guarda, Covilhã,
Ponte de Sor, Portalegre, Proença-a-Nova, Alpedrinha, Idanha-a-Nova e Vila Velha de
Ródão. Inclusive, em algumas destas localidades foram construídas secções desta
escola (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).
“Atualmente, o Conservatório abarca quase todos os Cursos de Instrumento,
Canto, Composição e Formação Musical, desde a iniciação até ao secundário. Conta
com um corpo docente formado na sua maioria por professores que iniciaram a sua
formação nesta Escola e que detêm, hoje, habilitação de grau superior, bem como a
profissionalização no ensino especializado de música.” (Conservatório Regional de
Castelo Branco, 2022).
Segundo o site oficial desta instituição, “O resultado é um trabalho transversal
que resulta na obtenção de diversos prémios pelos seus alunos, e na frequente
prossecução para estudos de nível superior na rede de oferta atual do país. Para esse
nível de qualidade tem contribuído a realização de atividades muito diversificadas no
Conservatório, desde a promoção de cursos e concursos, colóquios e
conferências, masterclasses e workshops, seminários e concertos, muitos deles em
colaboração estreita com várias instituições, como por exemplo, a Escola Superior de
Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, ou outras instituições de
relevo.” (Conservatório Regional de Castelo Branco, 2022).

6
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

1.1.2. As Instalações

Figura 2 - Entrada principal do Conservatório Regional de Castelo Branco2

O Conservatório Regional de Castelo Branco conta com dois edifícios: a sede,


localizada no Largo da Sé nº 20, nas instalações do antigo tribunal de Castelo Branco,
e o segundo polo, localizado na mesma rua, nas instalações dos antigos CTT. Este
último edifício veio suprir a carência de espaço útil ao ensino do instrumento,
causada pelo aumento substancial do número de alunos matriculados nesta
instituição.
O primeiro edifício supracitado é constituído por três pisos (rés do chão,
primeiro andar e sótão), totalizando dezoito salas no seu interior (que dispõem de
piano, quadros pautados, mesas e cadeiras); dois auditórios (um deles dispõe de um
piano de concerto); cinco casas de banho (uma delas adaptada a utentes de
mobilidade reduzida); uma sala de serviços administrativos (onde se encontra a
Direção, Secretaria e Reprografia); uma Biblioteca e uma Sala de Professores. Este
edifício conta ainda com duas máquinas destinadas a pequenos lanches (uma de
bebidas quentes - como café, leite, entre outros - e outra de sandes, bolachas e outros
snacks), para além de vários cacifos destinados a alunos e professores, e sistema de
aquecimento/refrigeração.

2
Fonte: (Avaliações sobre Conservatório Regional de Castelo Branco. (Escola) em Castelo Branco (Castelo Branco)., s.d.)/

7
Ana Margarida Lobo Santos

Do segundo edifício do Conservatório fazem parte sete salas (destinadas a


aulas individuais de instrumento e/ou música de conjunto) e um auditório.
Nos dois edifícios localizados em Castelo Branco, as salas e auditórios estão
organizados da seguinte forma:

Tabela 1 - Distribuição das salas do Conservatório Regional de Castelo Branco

Sala Funcionalidade
Rés do Chão

Biblioteca Consulta de Recursos Bibliográficos


Estudo e Aulas Individuais
Sala de
Professores Descanso/ Trabalho de Professores

Serviços
Administrativos Secretaria, Reprografia e Direção

Carl Orff Aulas e Estudo de Percussão


Aulas de Classe de Conjunto
Audições
Auditório Vivaldi Aulas Individuais e de Classe de
Conjunto (Coro)
Sala de Estudo
Piso 1
Audições
Aulas de instrumento
Auditório Liszt e de Classe de Conjunto (Orquestra
Sede da Instituição

Sinfónica)
Sala de Estudo
Bach Aulas teóricas (em turma)
Sala de Estudo
Beethoven Aulas teóricas (em turma)
Sala de Estudo
Chopin Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Debussy Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Kodály Aulas teóricas (em turma)
Sala de estudo
Lopes Graça Aulas de instrumento (Órgão)
Sala de Estudo
Luís de Freitas Aulas teóricas (em turma)
Branco Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Aulas teóricas (em turma)
Messiaen Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Schubert Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Viana da Mota Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Sótão
Aulas de instrumento
Pierre Van
Aulas de classe de conjunto (Grupo
8
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Hauwe Orff)
Sala de Estudo

Rés do Chão
Aulas teóricas (em turma)
Schumann Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Duarte Lobo Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Manuel Cardoso Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Piso 1
Audições
Polo 2

Auditório Mahler Aulas de instrumento


Classe de conjunto
Emmanuel Aulas de instrumento
Nunes Sala de Estudo
Hindemith Aulas de instrumento
Sala de estudo
Ligeti Aulas de instrumento
Sala de Estudo
Pierre Van Aulas de instrumento
Hawke Classe de conjunto
Pujol Aulas de instrumento
Sala de Estudo

Já fora de Castelo Branco, o pólo de Idanha-a-Nova situava-se, inicialmente, no


Edifício da Incubadora de empresas da localidade. Contudo, no ano de 2008, a fim de
melhorar a acessibilidade e a qualidade das aulas (no que diz respeito à acústica das
salas), as instalações migraram para o centro da vila. Já nas secções de Vila Velha de
Ródão e Proença-a-Nova, as aulas decorrem em escolas de ensino regular
(Conservatório Regional de Castelo Branco, 2021b).

1.1.3. A Oferta Educativa

O Conservatório Regional de Castelo Branco dispõe dos Cursos (1) Básico e (2)
Secundário, organizados em três diferentes regimes: (1) Regime Articulado que,
segundo a Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto, artigo 3º alínea e), se traduz na
“frequência de um curso artístico especializado quando assegurado por duas escolas
distintas” (Portaria No 229-A/2018,” 2018); (2) Regime Supletivo, onde não existe
articulação entre a escola de ensino artístico e a escola de ensino regular. Assim, o
aluno é obrigado a frequentar todas as disciplinas de ambos os cursos em simultâneo;
e (3) Regime Livre, dedicado “a todas as pessoas que querem aprender a tocar um
instrumento, a melhorar as suas capacidades musicais, ou que simplesmente

9
Ana Margarida Lobo Santos

pretendem manter a sua ligação com a aprendizagem da música” (Conservatório


Regional de Castelo Branco, 2021c), de uma forma não oficial.
Nos cursos do Ensino Básico são contempladas as disciplinas de Instrumento,
Formação Musical e Classe de Conjunto, de acordo com a seguinte carga horária:

Tabela 2 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Básico3

2º Ciclo 3º Ciclo
1º Grau 2º Grau 3º Grau 4º Grau 5º Grau
Instrumento 45 min (x1) 45 min (x1)
Formação Musical 45 min (x3) 45 min (x2)
Classe de Conjunto 45 min (x2) 45 min (x3)*
*Nota: Instrumentos de Orquestra: Coro (45 min) + Orquestra de Cordas, Sopros ou Sinfónica (90
min); Outros instrumentos: Coro (90 min) + Classe de Conjunto a definir (45 min).

Já no Ensino Secundário, a oferta educativa desdobra-se nos cursos de


Instrumento, Canto, Composição e Formação Musical. Aqui são lecionadas as
disciplinas de Instrumento, Formação Musical, Análise e Técnicas de Composição,
História e Cultura das Artes, Tecnologia e Física da Música, Classe de Conjunto, Baixo
Contínuo/Instrumento de Tecla/Acompanhamento e Improvisação, e Música de
Câmara. Contudo, os alunos inscritos no Regime Supletivo frequentam apenas as
disciplinas de Instrumento, Formação Musical, Classe de Conjunto e Opção (Análise e
Técnicas de Composição, História e Cultura das Artes ou Tecnologia e Física da
Música)(Conservatório Regional de Castelo Branco, 2021b).
Os diferentes regimes conferem, também, diferentes cargas horárias para os
cursos em questão, como representado nas tabelas abaixo:

Tabela 3 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário – Variante de Instrumento –
Regime Articulado4

Variante de Instrumento - Regime Articulado


6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Instrumento 45 min (x2)

Formação Musical 45 min (x2)

Análise e Técnicas de Composição 45 min (x3)

História e Cultura das Artes 45 min (x3)

Tecnologia e Física da Música 45 min (x2)

3
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. Acedido em Fonte especificada inválida./

4
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

10
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Baixo Contínuo/Instrumento de Tecla/ x 45 min


Acompanhamento e Improvisação
Música de Câmara 45 min

Tabela 4 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário – Variante de Instrumento -
Regime Supletivo5

Variante de Instrumento
Regime Supletivo

6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Instrumento 45 min

Formação Musical 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Opção 45 min (x3)

* Nota: Instrumentos de Orquestra: Orquestra Sinfónica (90 min) + Coro (45 min); outros instrumentos: Coro (90
min) + Música de Câmara /Ensemble (45 min).

No Curso Secundário de Formação Musical são lecionadas as seguintes


disciplinas: Educação Vocal, Formação Musical, Análise e Técnicas de Composição,
História e Cultura das Artes, Tecnologia e Física da Música, Classe de Conjunto,
Instrumento de Tecla/Acompanhamento e Improvisação, e Prática, Leitura e
Harmonização ao Piano. Os alunos inscritos no Regime Supletivo apenas têm as seguintes
disciplinas: Educação Vocal, Formação Musical, Classe de Conjunto e Opção (Análise e
Técnicas de Composição, História e Cultura das Artes ou Tecnologia e Física da Música)
(Conservatório Regional de Castelo Branco, 2021b).

Tabela 5 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário – Variante de Formação
Musical -Regime Articulado6

Variante de Formação Musical


Regime Articulado
6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Educação Vocal 45 min (x2)

Formação Musical 45 min (x2)

Análise e Técnicas de Composição 45 min (x3)

5
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

6
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

11
Ana Margarida Lobo Santos

História e Cultura das Artes 45 min (x3)

Tecnologia e Física da Música 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Instrumento de Tecla/Acompanhamento e
x 45 min
Improvisação
Prática, Leitura e Harmonização ao Piano 45 min

Tabela 6 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário – Variante de Formação
Musical -Regime Supletivo7

Variante de Formação Musical


Regime Supletivo
6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Instrumento 45 min

Formação Musical 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Opção 45 min (x3)

* Nota: Coro (135 min) ou Coro (90 min) + Classe de Conjunto a definir (45 min).

No Curso Secundário de Composição são lecionadas as disciplinas de


Composição, Formação Musical, Análise e Técnicas de Composição, História e Cultura das
Artes, Tecnologia e Física da Música, Classe de Conjunto, Baixo Contínuo/Instrumento de
Tecla, e Laboratório Criativo. Porém, os alunos inscritos no Regime Supletivo assistem
apenas às aulas de Composição, Formação Musical, Classe de Conjunto e Opção (Análise e
Técnicas de Composição, História e Cultura das Artes ou Tecnologia e Física da Música)
(Conservatório Regional de Castelo Branco, 2021b).

Tabela 7 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário - Variante de Composição –
Regime Articulado8

Variante de Composição
Regime Articulado

6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Composição 45 min (x2)

Formação Musical 45 min (x2)

Análise e Técnicas de Composição 45 min (x3)

7
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

8
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

12
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

História e Cultura das Artes 45 min (x3)

Tecnologia e Física da Música 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Baixo Contínuo/Instrumento de Tecla x 45 min

Laboratório Criativo 45 min

Tabela 8 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário - Variante de Composição –
Regime Supletivo9

Variante de Composição
Regime Supletivo

6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Composição 45 min

Formação Musical 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Opção 45 min (x3)

* Nota: Coro (90 min) + Coro (45 min).

Por último, no Curso Secundário de Canto são lecionadas as disciplinas de


Canto, Formação Musical, Análise e Técnicas de Composição, História e Cultura das Artes,
Tecnologia e Física da Música, Classe de Conjunto, Línguas de Repertório, Baixo
Contínuo/Instrumento de Tecla/Acompanhamento e Improvisação, e Música de Câmara
(Conservatório Regional de Castelo Branco, 2021b).

Tabela 9 - Distribuição da carga horária relativa aos cursos de Ensino Secundário - Variante de Canto – Regime
Articulado10

Variante de Canto
Regime Articulado
6º Grau 7ºGrau 8ºGrau

Canto 45 min (x2)

Formação Musical 45 min (x2)

9
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

10
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

13
Ana Margarida Lobo Santos

Análise e Técnicas de Composição 45 min (x3)

História e Cultura das Artes 45 min (x3)

Tecnologia e Física da Música 45 min (x2)

Classes de Conjunto 45 min (x3)

Baixo Contínuo / Instrumento de Tecla /


x 45 min
Acompanhamento e Improvisação

Música de Câmara 45 min

* Nota: Coro (135 min) ou Coro (90 min) + Classe de Conjunto a definir (45 min).

1.1.4. Corpo Docente

Segundo a informação disponível no site oficial do Conservatório Regional de


Castelo Branco, esta instituição conta, à data, com trinta professores, distribuídos da
seguinte forma:
• Ana Isabel Pires – Violino;
• Ana Margarida Leão - Formação musical | Classe de conjunto;
• Ana Maria Cravo - Línguas de repertório: Alemão;
• Bruno Cândido - Trompete | Classe de conjunto;
• Bruno Ferreira – Oboé;
• Carisa Marcelino - Acordeão | Classe de conjunto;
• Carlos Canhoto – Saxofone;
• Carlos Salvado - Classe de conjunto;
• Cláudia Macedo - Clarinete | Classe de conjunto;
• Ema Casteleira - Formação musical | Classe de conjunto;
• Evandra Celis - Piano | Acompanhamento e improvisação;
• Flávio Damião – Guitarra;
• Francisco Ferreira – Trompa;
• Gonçalo Ruivo - Viola d’arco | Violino | Classe de conjunto;
• Hadewych Steenbergen - Violino | Classe de conjunto;
• Henrique Andrade – Contrabaixo;
• Horácio Pio - Acordeão | Classe de conjunto;
• Inês Alves – Violino;
• João Paulo Cunha - Piano | Instrumento de tecla | Acompanhamento;
• Joaquim Pires - Guitarra | Classe de conjunto;
• Jorge Pires - Guitarra | Classe de conjunto;
• José Carlos Oliveira - Órgão | Classe de conjunto;
• José Manuel Nunes - Formação musical | Classe de conjunto;
• Lídia Correia – Órgão;

14
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

• Maria Elena Santos - Flauta transversal | Classe de conjunto;


• Maria Gorete Cravo - Formação musical | Classe de conjunto;
• Maria Helena Nunes – Piano;
• Mónia Ventura - Formação musical | Classe de conjunto;
• Nélia Gonçalves – Canto;
• Nicolas Celis - Violino | Classe de conjunto;
• Paula Galhano - Violino | Classe de conjunto;
• Paula Ventura - Piano | História da Cultura e das Artes | Instrumento de tecla;
• Pedro Gazalho Martins - Formação musical;
• Rita Moreira - Línguas de repertório: Italiano;
• Rita Pires – Piano;
• Rogério Peixinho – Violoncelo;
• Sérgio Chitas - Guitarra | Classe de conjunto;
• Túlio Santos - Análise e Técnicas de Composição | Tecnologias e Física da
Música;
• Vasco Fazendeiro – Percussão.

Tabela 10 - Distribuição do corpo docente por disciplina11

Disciplina Número de Docentes


Acordeão 2
Órgão 2
Teclas

Piano 5
Acompanhamento e Improvisação 1
Instrumento de Tecla 1
Violino 6
Viola D’Arco 1
Cordas

Violoncelo 1
Contrabaixo 1
Guitarra Clássica 4
Trompete
Sop

1
ros

11
Fonte: Conservatório Regional de Castelo Branco. [Link]

15
Ana Margarida Lobo Santos

Oboé 1
Saxofone 1
Clarinete 1
Trompa 1
Flauta Transversal 1
Percussão 1
Canto 1
Línguas de Alemão 1
Repertório
Italiano 1
Classes de Conjunto 19
Formação Musical 6

Aulas História e Cultura das Artes 1


Teóricas Análise e Técnicas de Composição 1
Tecnologias e Física da Música 1
Professor Acompanhador 1

1.1.5. Corpo Discente

De acordo com o documento “Dados estatísticos das matrículas”, gentilmente


cedido pela instituição, o Conservatório conta, no ano letivo 2022/2023, com 407
discentes (163 do género masculino e 244 do género feminino), distribuídos da
seguinte forma:

DISTRIBUIÇÃO POR CURSO


Curso Secundário… Iniciação
8%
Curso Live
8%

Curso Básico
77%

Gráfico 1 - Distribuição dos alunos por curso

16
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

DISTRIBUIÇÃO POR REGIME


Iniciação
Livre 8%
8%
Profissional
4%

Supletivo
2%

Articulado
78%

Gráfico 2 - Distribuição dos alunos por regime

Distribuição por instumento


90
80
70
60
50
40
30
20
10
0

Gráfico 3 - Distribuição dos alunos por instrumento

17
Ana Margarida Lobo Santos

A maioria dos alunos encontra-se entre na faixa etária entre os 10 e os 15 anos


(328). A faixa que compreende alunos até aos 9 anos de idade dispõe de um total de
33 crianças. Os alunos dos 16 aos 19 totalizam 32 discentes, enquanto os alunos
compreendidos entre os 20 e os 74 anos de idade perfazem um total de 14 pessoas.

Distribuição por instumento


80

70

60

50

40

30

20

10

0
10 Anos

42 Anos
4 Anos
6 Anos
7 Anos
8 Anos
9 Anos

11 Anos
12 Anos
13 Anos
14 Anos
15 Anos
16 Anos
17 Anos
18 Anos
19 Anos
20 Anos
21 Anos
26 Anos
27 Anos

43 Anos
47 Anos
48 Anos
49 Anos
50 Anos
53 Anos
59 Anos
74 Anos
Gráfico 4 - Faixa etária do corpo discente

1.1.6. Corpo Não-Docente

O pessoal não-docente do Conservatório Regional de Castelo Branco é


distribuído por vários setores: (1) Serviços Administrativos – 3 funcionários; (2)
Assistente de Direção/Design Gráfico – 1 funcionário; (3) Reprografia e Logística – 2
funcionários; (4) Vigilância – 2 funcionários; (5) Serviço de Limpeza e Higiene – 2
funcionários e (6) Apoio ao Polo de Idanha-a-Nova – 1 funcionário. No gráfico abaixo,
encontra-se a distribuição do staff pelas respetivas funções:

3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
Serviços Assistente de Reprografia e Vigilância Apoio ao Polo de Serviço de
Administrativos Direção/ Design Logística Idanha-a-Nova Limpeza e Higiene
Gráfico
Gráfico 5 - Distribuição do pessoal não-docente

18
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

1.2. Caracterização das Turmas


1.2.1. Caracterização da Turma de Formação Musical

A turma de Formação Musical observada é composta por quinze alunos do


primeiro grau (5ºano de escolaridade), inscritos no regime articulado do
Conservatório Regional de Castelo Branco. Destes quinze alunos, sete são do sexo
masculino e os restantes oito do sexo feminino. Sendo assim, a turma é composta por
53% de meninas e 47% de rapazes.
Os alunos da turma apresentam idades compreendidas entre os nove e os dez
anos (à data da matrícula) e encontram-se matriculados nos seguintes instrumentos:
(1) Piano; (2) Violino; (3) Guitarra Clássica; (4) Flauta Transversal; (5) Trompete; (6)
Clarinete; (7) Acordeão e (8) Percussão.

Tabela 11 - Caracterização da turma de Formação Musical12

Caracterização da Turma

Aluno Género Idade Instrumento

Aluno 1 Masculino 10 Violino

Aluno 2 Feminino 10 Percussão

Aluno 3 Masculino 9 Acordeão

Aluno 4 Feminino 10 Guitarra

Aluno 5 Feminino 10 Flauta Transversal

Aluno 6 Masculino 9 Violino

Aluno 7 Masculino 10 Violino

Aluno 8 Feminino 10 Violino

Aluno 9 Feminino 9 Clarinete

Aluno 10 Feminino 9 Guitarra

Aluno 1113 Feminino 9 Guitarra

Aluno 12 Masculino 10 Trompete

Aluno 13 Masculino 9 Piano

Aluno 14 Feminino 10 Piano

Aluno 15 Masculino 9 Flauta Transversal

12
Fonte: Dados cedidos pela professora cooperante

13 Aluna diagnosticada com dislexia severa


19
Ana Margarida Lobo Santos

[Link]. Os alunos e o Conservatório Regional de Castelo Branco14

Quando questionados sobre o quanto gostam de frequentar o conservatório,


sete dos quinze alunos da turma escolheram a opção “Adoro”, cinco escolheram a
opção “Gosto muito” e quatro dos alunos optaram por “Gosto”. Apesar de terem estas
opções à disposição, nenhum dos alunos escolheu a opção “Não gosto” ou “Não gosto
nada”.

Gostas de frequentar o Conservatório?


Adoro

Gosto muito

Gosto

Não gosto

Não gosto nada

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Gráfico 6 – O quanto os alunos gostam do Conservatório Regional de Castelo Branco

Quando questionados sobre a sua disciplina preferida no conservatório, nove


dos alunos optaram por Instrumento, três preferem Coro e os restantes quatro
elegeram Formação Musical como disciplina de eleição.

Qual destas disciplinas mais gostas?

Instrumento

Coro

Formação Musical

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Gráfico 7 - Preferência de disciplina

14 Dados conseguidos através de questionário


20
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

[Link]. Os alunos e a Formação Musical15

Quando questionados sobre o quanto gostam da disciplina de Formação


Musical, três alunos optaram por “Adoro”, sete escolheram a opção “Gosto muito”,
quatro dos alunos optaram por “Gosto e um a opção “Não gosto”.

Gostas da disciplina de Formação Musical?


Adoro

Gosto muito

Gosto

Não gosto

Não gosto nada

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Gráfico 8 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical

Os alunos foram questionados sobre a sua preferência de atividades de


Formação Musical. Assim, a opção “Cantar” teve a maioria dos votos, sendo a
preferência de oito alunos. “Teoria Musical” foi escolhida por apenas um aluno,
enquanto quatro escolheram “Leituras” e dois alunos “Ditados (Rítmicos e
Melódicos)”.

Qual destas atividades mais gostas?

Teoria Musical

Leituras

Cantar

Ditados (Rítmicos ou Melódicos)

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Gráfico 9 - Preferência de atividades de Formação Musical

15 Dados conseguidos através de questionário


21
Ana Margarida Lobo Santos

A turma foi questionada quanto ao tempo que dedica ao estudo da Formação


Musical. Aqui, as respostas obtidas foram: dois alunos estudam menos de dois dias
por semana, dez alunos estudam de dois a três dias por semana e três alunos estudam
de quatro a cinco dias por semana.

Quantas vezes por semana estudas Formação


Musical?
Menos de 2 dias

2 ou 3 Dias

4 ou 5 Dias

6 Dias

Todos os dias

0 2 4 6 8 10 12

Gráfico 10 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical

1.2.2. Caracterização da Turma de Classe de Conjunto

A turma de Classe de Conjunto caracteriza-se da seguinte forma:

Tabela 12 - Caracterização da turma de Classe de Conjunto (Coro)

Caracterização da Turma

Aluno Género Idade Instrumento Grau Voz

Aluno 1 Masculino 11 Flauta Transversal 1º 1ª

Aluno 2 Feminino 12 Flauta Transversal 2º 2ª

Aluno 3 Feminino 10 Violino 1º 1ª

Aluno 4 Feminino 10 Violino 1º 1ª

Aluno 5 Masculino 10 Piano 1º 1ª

Aluno 6 Masculino 10 Saxofone 1º 1ª


Aluno 7 Feminino 11 Flauta Transversal 1º 1ª

Aluno 8 Feminino 12 Trompete 2º 2ª

22
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aluno 9 Feminino 12 Flauta Transversal 2º 2ª

Aluno 10 Feminino 12 Clarinete 2º 2ª

Aluno 11 Masculino 10 Piano 1º 1ª

Aluno 12 Masculino 10 Piano 1º 1ª

Aluno 13 Feminino 11 Piano 1º 1ª


Aluno 14 Masculino 10 Flauta Transversal 1º 1ª

Aluno 15 Feminino 11 Viola d’Arco 1º 1ª

Aluno 16 Feminino 11 Trompete 1º 1ª

Aluno 17 Feminino 11 Violoncelo 1º 1ª

Aluno 18 Masculino 11 Guitarra 1º 1ª

Aluno 19 Masculino 10 Guitarra 1º 1ª


Aluno 20 Masculino 10 Violino 1º 1ª
Aluno 21 Masculino 10 Trompete 1º 1ª

Aluno 22 Feminino 10 Violino 1º 1ª

Aluno 23 Feminino 10 Guitarra 1º 1ª

Aluno 24 Feminino 11 Piano 1º 1ª

Aluno 25 Feminino 11 Violino 1º 1ª

Aluno 26 Feminino 10 Guitarra 1º 1ª

Aluno 27 Feminino 10 Clarinete 1º 1ª

Aluno 28 Feminino 11 Flauta Transversal 1º 1ª

Aluno 29 Masculino 10 Violino 1º 1ª

Aluno 30 Feminino 12 Órgão 2º 2ª

Aluno 31 Feminino 12 Piano 2º 2ª

Aluno 32 Feminino 12 Piano 2º 2ª

Aluno 33 Feminino 12 Guitarra 2º 2ª

Aluno 34 Feminino 10 Piano 1º 1ª

Aluno 35 Masculino 10 Guitarra 1º 2ª

Aluno 36 Masculino 10 Acordeão 1º 1ª

Aluno 37 Masculino 12 Violino 2º 2ª

Aluno 38 Masculino 10 Trompete 1º 1ª

Aluno 39 Feminino 11 Percussão 1º 1ª

23
Ana Margarida Lobo Santos

[Link]. Os alunos e o Conservatório Regional de Castelo Branco16

Quando questionados sobre o quanto gostam de frequentar o conservatório,


dezasseis alunos escolheram a opção “Adoro”, doze escolheram a opção “Gosto
muito”, dez dos alunos optaram por “Gosto” e um dos alunos escolheu “Não gosto
nada”.

Gostas de frequentar o Conservatório?

Adoro

Gosto muito

Gosto

Não gosto

Não gosto nada

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

Gráfico 11 - O quanto os alunos gostam do Conservatório Regional de Castelo Branco

Quando questionados sobre a sua disciplina preferida no conservatório,


dezanove dos alunos optaram por Instrumento, quinze preferem Coro e os restantes
cinco elegeram Formação Musical como disciplina de eleição.

Qual destas disciplinas mais gostas?

Instrumento

Coro

Formação Musical

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

Gráfico 12 - Preferência de disciplina

16 Dados conseguidos através de questionário


24
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

[Link]. Os alunos e Classe de Conjunto (Coro)17

Quando questionados sobre o quanto gostam da disciplina de coro, vinte


alunos optaram por “Adoro”, dez escolheram a opção “Gosto muito”, cinco dos alunos
optaram por “Gosto e três a opção “Não gosto”.

Gostas da disciplina de Coro?


Adoro

Gosto muito

Gosto

Não gosto

Não gosto nada

0 5 10 15 20 25

Gráfico 13 - O quanto os alunos gostam de Classe de Conjunto (Coro)

A turma foi questionada quanto ao tempo dedicava ao estudo da Classe de


Conjunto. Aqui, as respostas obtidas foram: nove alunos estudam menos de dois dias
por semana, quinze alunos estudam de dois a rês dias por semana, cinco alunos
estudam de quatro a cinco dias por semana, cinco alunos estudam seis dias por
semana e cinco alunos dedicam todos os dias ao estudo do repertório.

Quantas vezes por semana estudas Coro?


Menos de 2 dias

2 ou 3 Dias

4 ou 5 Dias

6 Dias

Todos os dias

0 2 4 6 8 10 12 14 16

Gráfico 14 - Dias dedicados ao estudo da Classe de Conjunto (Coro)

17 Dados conseguidos através de questionário


25
Ana Margarida Lobo Santos

2. A Prática de Ensino Supervisionada

No decorrer do ano letivo de 2022/2023, a mestranda realizou a Prática de


Ensino Supervisionada (PES), integrada no Mestrado em Ensino da Música, Variante
em Formação Musical e Música de Conjunto, da Escola Superior de Artes Aplicadas do
Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART-IPCB). Este estágio teve lugar no
Conservatório Regional de Castelo Branco, entre os dias 04 de outubro de 2022 a 31
de maio de 2023.
Este estágio organizou-se em duas componentes: (1) Formação Musical, onde
a mestranda observou e lecionou uma turma de 1º Grau do Regime Articulado, sob a
orientação da Professora Cooperante Ana Margarida Leão e (2) Classe de Conjunto,
onde a mestranda observou e lecionou aulas de coro a uma turma de Coro Juvenil (1º
e 2º Graus) também sob a supervisão da Professora Cooperante Ana Margarida Leão.
Ao longo desta prática foram elaboradas planificações de aula, fichas de
trabalhos, questões de aula e vários materiais pedagógicos. Para além disso, a
mestranda foi recolhendo notas de campo que serviram para a elaboração de
relatórios da prática pedagógica.

Neste capítulo, foram selecionados apenas alguns dos relatórios e planificações


pensados, elaborados e aplicados durante estas aulas, a fim de ilustrar as mesmas na
sua forma mais versátil.

26
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

2.1. Formação Musical


2.1.1. Calendarização

No início do ano letivo, foram acordadas as datas em que a mestranda devia comparecer na escola, numa fase inicial. Ao longo do
ano, estas aulas (lecionadas ou assistidas) foram aumentando a sua frequência. Apesar de não ter estado presente em todas as aulas e,
por consequência, não existirem relatórios das mesmas, na tabela que se segue estão expostas todas as datas, tendo a mestranda estado
presente ou não.
Tabela 13 - Calendarização das aulas de Formação Musical

Nº de Nº de Nº de
Data Duração Tipo Sumário
Aula Relatório Planificação
Apresentação. Material necessário para a aula. Marcação de testes. Reprodução
Não
1e2 20/09/2022 90 min - - rítmica e exemplos de coordenação motora. Trabalho sensorial de pulsação. As
Assistida
figuras rítmicas e seus valores (árvore das figuras.)
Revisão da aula anterior. Os sinais de dinâmica - do pp ao ff. Entoação de escalas.
Não
3 21/09/2022 45 min - - Trabalho de movimento sonoro e ordem das notas com gesto da mão. Reprodução
Assistida
rítmica - trabalho de pulsação e divisão.
Revisão das figuras rítmicas- nomes e duração. Introdução à leitura rítmica -
interiorização pulsação, divisão e 1º tempo do compasso. Reconhecimento de
Não
4 28/09/2022 45 min - - frases rítmicas. As barras. Os compassos. Revisão das claves e sua função.
Assistida
Entoação de escalas. Trabalho de movimento sonoro e ordem das notas -
exercícios com gesto da mão.
Revisão das figuras rítmicas - nome e valor. Reprodução rítmica. interiorização da
pulsação, divisão e subdivisão do tempo. Fichas de aplicação de conhecimentos.
Ordem das notas - entoação de escalas e ordenação de notas com ajuda do gesto
5e6 04/10/2022 90min Assistida 1 - da mão (sem e com entoação). A pauta e seu funcionamento. Leitura por
relatividade. As claves. As notas - o dó central (pauta dupla) e 3 notas na clave de
sol - dó, ré, mi - introdução à leitura - página 8 das fotocópias. Simbologia -
dinâmica, sinal de respiração, ligadura de expressão e barras.

27
Ana Margarida Lobo Santos

Reprodução rítmica. Leitura de células rítmicas. Leituras rítmicas página 7 e 8-


individual e coletivo. Leituras em alternância-trabalho de coordenação e
destreza.
7e8 11/10/2022 90 min Assistida 2 -
Treino auditivo de escalas e movimento sonoro com gesto da mão. Revisão das
notas dadas na clave de sol-leitura no quadro. Leituras de notas em clave de sol
pág. 43.
Entoação de escalas. Exercícios de ordenação das notas e movimento sonoro.
Não
9 12/10/2022 45 min - - Interiorização do acorde M. Leituras em clave de sol e entoadas -pág. 87. Canção
Assistida
n.1 pág. 101- noção de sistema; como ler a partitura vocal; noção de frase.
Reprodução rítmica. Leitura de células rítmicas. Leituras rítmicas página 7 e 8-
individual e coletivo. Leituras em alternância-trabalho de coordenação e destreza.
10 e 11 18/10/2022 90 min Assistida 3 - Treino auditivo de escalas e movimento sonoro com gesto da mão. Revisão das
notas dadas na clave de sol-leitura no quadro. Leituras de notas em clave de sol
pág. 43.
Desenvolvimento da leitura rítmica com semicolcheias e da leitura em claves de
Não
12 19/10/2022 45 min - - sol e de fá - trabalho de leitura individual. Leituras melódicas - desenvolvimento
Assistida
da noção do movimento e altura sonora.
13 e 14 25/10/2022 90 min Assistida 4 - Prova oral. Canções 1,2 e 3.
Trabalho de coordenação motora-ritmo a duas partes. Trabalho sensorial -
vivência da pulsação, divisão e subdivisão. Sinais de repetição Dal segno e D.C.
15 26/10/2022 45 min Assistida 5 -
Treino auditivo- escalas e ditados de sons oral. Leituras melódicas-canção 3.
Conheceram a existência das duas alterações-sustenido e bemol.
Aula prática supervisionada dada pela Ana Lobo: Leitura das células rítmicas
16 02/11/2022 45 min Lecionada 6 1 dadas. Introdução à colcheia duas semicolcheias e duas semicolcheias colcheia-
jogos de interiorização e leitura.
Interiorização da nova célula rítmica - entoação de escalas com ritmo. A escala de
Dó M - constituição tons e meios tons. As alterações - sustenido, bemol e
bequadro. Noção de intervalo. O funcionamento das alterações na escala de dó
17 e 18 08/11/2022 90 min Lecionada 7 2 com # na subida e bemóis na descida, representados no teclado.
Leituras rítmicas página 11. Leituras em clave de sol página 44 - individual e
coletivo. Canção 4.

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Continuação do trabalho de interiorização da célula rítmica colcheia duas


Não
19 09/11/2022 45 min - - semicolcheias - reprodução, perceção e leitura pág. 12. leituras em clave de sol
Assistida
página 45. Treino auditivo- interiorização do modo Maior e menor.
Questão aula 1.
Aula lecionada pela mestranda Ana Lobo, no âmbito da prática supervisionada:
20 e 21 15/11/2022 90 min Lecionada 8 3 treino auditivo - entoação da escala de Dó M, ordenações e entoação com ritmo
colcheia duas semicolcheias. Treino de movimento sonoro. Leituras entoadas -
pág. 87 - individual e coletivo. Leituras rítmicas página 12. Canção 4.
22 16/11/2022 45 min Lecionada 9 4 Entrega e correção das Questões Aula
Teste escrito.
23 e 24 22/11/2022 90 min Lecionada 10 5 Leituras em clave de sol- pág. 46 da sebenta. Levaram para TPC estudar a pág. 46
e 54 para avaliação oral.
Aula de prática supervisionada: desenvolvimento da leitura de notas entoada e da
25 23/11/2022 45 min Lecionada 11 6
leitura rítmica em tempo simples - páginas 88, 36 e 11 da sebenta.
Aula prática supervisionada lecionada pela mestranda Ana Lobo - Figuração
Rítmica (Exercício Teórico); Divisão das figuras musicais; Simbologia Musical;
Divisão de Compassos; Leituras Rítmicas.

26 e 27 29/11/2022 90 min Lecionada 12 7


Continuação da aula anterior. Desenvolvimento da leitura de notas em clave de sol
- exercício no quadro e leituras da página 48. Entoação por relatividade no
quadro. Treino auditivo - entoação de escalas e ordenações de notas. Leituras
entoadas das págs. 88 e 43 da sebenta. Entrega dos testes escritos.
Tom e meio-tom- Constituição da escala Maior. As 2as M e menores trabalho
teórico e auditivo. Cópia dos exercícios para o caderno.

28 e 29 06/12/2022 90 min Lecionada 13 8


As 3ª Maiores e menores -auditivo e teórico. Leituras rítmicas em alternância e a 1
parte- pág. 30 e 12. Entrega de novas fichas de trabalho - da 12 a 18. Marcação do
TPC- ficha 12.
30 07/12/2022 45 min Assistida 14 - Revisão da aula anterior e esclarecimento das dúvidas sobre os intervalos.

29
Ana Margarida Lobo Santos

Leituras páginas 12 e 30. Solfejo pág. 77. Canção 7.


Leituras rítmicas e solfejadas-páginas 13 e 78. Interiorização da colcheia com
Não ponto semicolcheia. Treino auditivo-ordenações de notas.
31 09/12/2022 45 min - -
Assistida
Revisão das 3a M e m - reconhecimento auditivo.

Revisão dos intervalos - teórico e auditivo. Trabalho de leitura de células rítmicas.


32 e 33 13/12/2022 90 min Lecionada 15 9 Leituras rítmicas da pág. 13.
Leituras solfejadas. Treino auditivo de ordenações de notas. Canção 7.
Não Revisão da aula anterior - intervalos sem e com alterações - exercícios práticos e
34 14/12/2023 45 min - -
Assistida teóricos. Leituras rítmicas. Canções 7 e 8 - individual. Autoavaliação.
Breve diálogo sobre as férias. Treino auditivo- escalas, ordenações de notas e
arpejo e acorde. Interiorização da tercina. Introdução à tercina.
35 e 36 03/01/2023 90 min Lecionada 16 10
Leituras rítmicas pág. 15. Leituras de notas em clave de sol pág. 57 e de dó pág. 63.
Os intervalos de 4ª e 5ª -ficha da pág. 13. Leituras entoadas pág. 87.
Não Leitura de células rítmicas - reforço da tercina. Leituras rítmicas página 15. Ditado
37 04/01/2023 45 min - -
assistida rítmico. Leituras melódicas página 87.
Treino auditivo e trabalho de movimento melódico e ordenações de notas.
Vitaminas rítmicas. Exercícios de coordenação motora e interiorização de
38 e 39 10/01/2023 90 min Assistida 17 - pulsação, divisão e subdivisão.
Leituras rítmicas. Ditado rítmico. Leitura de notas. Canção 11.
Figuração rítmica-vivência corporal, padrões rítmicos, reconhecimento. Ditado
40 11/01/2023 45 min Lecionada 18 11
rítmico em compasso quaternário.
Leituras rítmicas em tempo simples - trabalho de leitura, coordenação motora e
41 e 42 17/01/2023 90 min Assistida 19 - interiorização da noção de cada tempo do compasso- páginas 9, 11, 13 e 30.
Ditado rítmico. Introdução ao compasso composto. Canção 8.
Aula prática supervisionada - Figuração rítmica - galope. Pequenas leituras
43 18/01/2023 45 min Lecionada 20 12
rítmicas com galope. Leitura de notas e leitura entoada.
Não Reprodução rítmica em simples e composto- Leituras rítmicas em tempo
44 e 45 24/01/2023 90 min - -
Assistida composto -pág.21 - introdução à leitura em compasso composto.

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Ordenações de notas. Revisão dos intervalos de 2a e 3a e da constituição da escala


Maior. Função das alterações nos intervalos de 2ª e 3ª. As escalas de Sol M e Fá M.
Treino auditivo - entoação de escalas maiores e reprodução melódica de
ordenações e arpejos. Leitura entoada. Leituras rítmicas. Ditado rítmico em duas
46 25/01/2023 45 min Lecionada 21 13 alturas (agudo e grave).
Prática supervisionada -Treino auditivo- entoação, ordenações de notas e
movimento sonoro. Leituras entoadas. Ditado rítmico com agudo e grave.
Continuação da aula anterior. A ordem dos sustenidos e dos bemóis. Ficha de
47 e 48 31/01/2023 90 min Lecionada 22 14
trabalho.
Não Ordem dos sustenidos e bemóis. Compasso composto. Leituras pág. 21 e 82 ex. 41.
49 01/02/2023 45 min - -
Assistida A semínima colcheia do compasso composto.
50 e 51 07/02/2023 90 min Lecionada 23 - Prova Oral
Treino auditivo. Leituras melódicas pág. 89 e 90. Conclusão da prova oral - leitura
52 08/02/2023 45 min Lecionada 24 -
melódica.
Questão aula - avaliação formativa.

53 e 54 14/02/2023 90 min Lecionada 25 15 Tercina VS colcheia duas semicolcheias- interiorização. Leituras rítmicas com
tercina e colcheia 2 semicolcheias - individual e em grupo. Leitura solfejada e
melódica - pág. 19 das fotocópias.
55 15/02/2023 45 min Lecionada 26 - Entrega e correção da Questão Aula
Escalas com # - armações de clave - prática de escrita na pauta. Reconhecimento
de frases rítmicas.
56 e 57 28/02/2023 90 min Lecionada 27 16
Divisão de compassos. Revisão da simbologia dada. Ditado rítmico em compasso
composto.
Aula prática supervisionada: Revisão dos intervalos – exercícios de aplicação de
58 01/03/2023 45 min Lecionada 28 17
conhecimentos. Leitura de notas em clave de sol. Ditado de sons.
Correção do TPC. Memorização rítmica lida. Leituras rítmicas em alternância pág.
Não 30. Ditado de células rítmicas em tempo simples.
59 e 60 03/03/2023 90 min - -
Assistida
Treino auditivo- escala de dó e ré Maior. Leituras melódicas pág. 93.

31
Ana Margarida Lobo Santos

Revisão das armações de clave com #. Ficha de trabalho - aplicação de


conhecimentos.
61 e 62 07/03/2023 90 min Lecionada 29 18 Classificação de intervalos. Ditado de sons. Trabalho de memória auditiva dos
sons. Pág. 45/46 - Leitura de notas ex.19 e 27,28 e 30, clave de sol. Ditado rítmico
em 3 por 4.
Não Treino auditivo - escalas; ordenações de notas; intervalos de 3a e 5a.
63 08/03/2023 45 min - -
Assistida Reconhecimento auditivo de intervalos de 3a e 5a. Canção 11.
64 e 65 14/03/2023 90 min Lecionada 30 - Teste escrito
Leituras rítmicas em tempo composto página 21 e 23- individual e coletivo. A
66 15/03/2023 45 min Lecionada 31 -
colcheia duas semicolcheias colcheia. Leitura melódica n. 36- fotocópia 20.
Leituras rítmicas em tempo composto - a colcheia duas semicolcheias colcheia -
Não individual. Ditado rítmico.
67 e 68 21/03/2023 90 min - -
Assistida Leituras solfejadas. Treino auditivo - arpejos, ordenações de notas e escalas.
Leituras melódicas. Canção 8 e 12.
Leituras em compasso composto. Cânone em Ré M página 95. Canção 12. Entrega
69 22/03/2023 45 min Lecionada 31 -
dos testes.
70 e 71 28/03/2023 90 min Lecionada 32 - Prova oral
72 29/03/2023 45 min Assistida 33 - Auto e hétero avaliação. Balanço do 2o período.
Breve diálogo sobre as férias. Reprodução rítmica em tempo simples. A semínima
73 e 74 18/04/2023 90 min Assistida 33 -
com ponto colcheia e o contratempo - interiorização. Leituras rítmicas pág. 17.
Não Revisão dos intervalos. A função das alterações nos intervalos. Ficha de trabalho
75 19/04/2023 45 min - -
Assistida com 2a M e m com alterações.
APSV (Aula prática supervisionada - Os intervalos de 2as e 3as m e M- teórico e
76 26/04/2023 45 min Lecionada 34 19
auditivo.
Treino auditivo. Ordenações 2as e 3as. Ditado de sons. Leituras melódicas pág. 90
77 e 78 02/05/2023 90 min Assistida 35 - Continuação da aula anterior. Leituras rítmicas em alternância pág. 30 a 32 -
trabalho de coordenação motora.
79 03/05/2023 45 min Lecionada 36 20 Aula prática supervisionada: Ditado rítmico em 4 por 4. Ditado melódico em 6 por

32
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

8.
Treino auditivo-escalas, intervalos, ordenações de notas. Leitura entoada. Ditado
de notas.
80 e 81 09/05/2023 90 min Assistida 37 -
Leituras melódicas pág. 90. Deteção de erros. Leituras rítmicas a 2 partes pág 30,
31 e 32. Trabalho de coordenação motora.
82 10/05/2023 45 min Lecionada 38 21 Questão aula

Não Treino auditivo. Desenvolvimento do ouvido relativo.


83 e 84 16/05/2023 90 min - -
Assistida Leituras.
Não Aula prática supervisionada - treino auditivo. Ditado melódico. Entrega da
85 17/05/2023 45 min - -
Assistida questão aula.
Não
86 e 87 23/05/2023 90 min - - Prova final componente escrita.
Assistida
Não Conclusão do teste escrito final- ditado de sons, ditado rítmico tempo composto e
88 24/05/2023 45 min - -
Assistida ditado de sons.
Não
89 e 90 30/05/2023 90 min - - Prova oral.
Assistida
Não
91 31/05/2023 45 min - - Conclusão da prova oral. Entrega dos testes escritos.
Assistida
Não
92 e 93 06/06/2023 90 min - - Provas de aferição do 5o ano.
Assistida

Não Leituras de notas nas 3 claves-individual. Leitura melódica de


94 07/06/2023 45 min - -
Assistida um cânone em FÁ M. Canção 18.

33
Ana Margarida Lobo Santos

2.1.2. Relatórios e Planificações

Neste capítulo constam todos os relatórios e planificações das aulas de


Formação Musical assistidas e lecionadas pela mestranda, no Conservatório Regional
de Castelo Branco.
Aqui, todos os relatórios e planificações se encontram numerados segundo a
tabela exposta no capítulo anterior, a fim de facilitar o processo de pesquisa, assim
como a sua compreensão. Todos os documentos supracitados foram elaborados
respeitando o determinado nas Áreas de Competência do Perfil dos Alunos à Saída da
Escolaridade Obrigatória presentes na Tabela 14.
Assim sendo, este capítulo segue o seguinte padrão expositivo: (1) Relatório:
Onde consta uma tabela introdutória, expondo os principais dados de cada aula,
seguido por uma descrição detalhada de cada atividade aplicada e uma tabla de
Síntese de Atividades; (2) Planificação: Quando aplicável, seguir-se-á a planificação
elaborada pela mestranda, descrevendo as atividades idealizadas para a aula em
questão e, por fim, (3) Materiais utilizados: Após cada relatório, será exposto o
material didático trabalhado com a turma.

Tabela 14 - Áreas de Competências do Perfil dos Alunos18

Áreas de Competências do Perfil dos Alunos


Pensamento
Informação e Raciocínio e
crítico e Relacionamento
Linguagens e textos (A) comunicação resolução de
pensamento interpessoal (E)
(B) problemas (C)
criativo (D)
Saber
Bem-estar, científico. Consciência e
Desenvolvimento pessoal Sensibilidade estética
saúde e Técnico e domínio do corpo
e autonomia (F) e artística (H)
ambiente (G) tecnológico (J)
(I)

18 “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”, homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, 26 de
julho.
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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 15 -Relatório Nº1

Relatório Nº1

Docente: Ana Leão Duração: 90 min Data: 04/10/2022


Aula assistida X Aula lecionada Aula Nº: 5 e 6
Sumário: Revisão das figuras rítmicas - nome e valor. Reprodução rítmica. interiorização da pulsação,
divisão e subdivisão do tempo. Fichas de aplicação de conhecimentos.
Ordem das notas - entoação de escalas e ordenação de notas com ajuda do gesto da mão (sem e com
entoação). A pauta e seu funcionamento. Leitura por relatividade. As claves. As notas - o dó central
(pauta dupla) e 3 notas na clave de sol - dó, ré, mi - introdução à leitura - página 8 das fotocópias.
Simbologia - dinâmica, sinal de respiração, ligadura de expressão e barras.

Atividade 1 – Revisão da aula anterior: A docente procedeu a uma breve


revisão teórica exposta no quadro. Aqui, os alunos presentes foram questionados
sobre os vários assuntos, de forma conjunta e individual, à medida que os temas iam
sendo apresentados.
Na fase de leitura, a docente começou por tocar algumas notas ao piano, a fim de
introduzir a tonalidade desejada. Logo depois, os alunos foram convidados a entoar as
notas propostas pela professora.
No final da atividade, a turma foi convidada a registar a informação nos cadernos
diários.
Atividade 2 – Expressão corporal: Após a revisão de conteúdos, a turma foi
convidada a levantar-se e, através da expressão corporal, realizar exercícios rítmicos
(Jogo de ecos - Imitação). A docente começou por introduzir combinações simples
como, por exemplo, apenas dividir a pulsação em dois. De seguida, e conforme a
aceitação da turma, foram sendo introduzidos padrões mais complexos, tanto a nível
rítmico quanto a nível de pulsação.
Atividade 3 - Figuração Rítmica: Seguiu-se a materialização das figuras
trabalhadas na atividade anterior. Aqui, a docente procedeu à exposição da árvore de
tempos, descrevendo as várias figuras rítmicas e introduzindo a semicolcheia.
Depois da exposição verbal, foram entregues: (1) uma Ficha Teórica, onde se
encontram descritas estas figuras e respetivas pausas, facultada para que os alunos a
pudessem consultar durante os exercícios que se seguiram e (2) duas fichas de
trabalho, uma dedicada à figuração rítmica (neste momento foi interdita aos alunos a
consulta da ficha anterior), e uma outra, dedicada à pauta musical e claves.
Os alunos foram convidados a realizar alguns dos exercícios da ficha de
trabalho número 2 e 3, individualmente. A correção deste exercício foi realizada pela
docente, em conjunto, no final de cada exercício, onde as dúvidas que, entretanto,
surgiram foram sanadas.
A ficha número 3 foi enviada como trabalho de casa autónomo, para ser corrigida
na aula seguinte.
Atividade 4 - Entoação: Acompanhados ao piano pela docente, os alunos
cantaram a escala de Dó maior em vários formatos:
35
Ana Margarida Lobo Santos

Cantar a escala, ascendente e descendentemente;


o
Cantar a escala, repetindo cada nota duas vezes;
o
Cantar a escala, saltando de duas em duas notas (Dó, Mi, Sol, Si);
o
Cantar a escala supracitada, representado a elevação das notas através da
o
expressão corporal. (Se anota é ascendente, as mãos devem subir; se for
descendente, estas devem descer);
Seguiu-se um exercício de afinação por relatividade, onde a docente representou
cada nota através da altura das mãos. Os alunos deveriam cantar a nota acima
daquela que lhes foi dada previamente, quando a docente representava uma altura
mais aguda e nota abaixo quando a altura representada era mais baixa.

Tabela 16 - Relatório Nº1 – Síntese das Atividades

Organizador Leitura/Escrita e Sensorial


Atividade 1 – Revisão da aula anterior

Exposição Teórica no quadro.


Recursos Pedagógicos/
Recursos Materiais Recursos Materiais: Piano; Quadro; Canetas;
Caderno Diário e Lápis.
Pauta; Linhas suplementares; Claves (Sol [2ª linha];
Conteúdo Fá [4ª linha] e Dó [3ª linha]) e Leitura por
relatividade.
Identificar visualmente as três claves e respetivas
Objetivos
posições na pauta; entoar as notas propostas.
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves notas
Instrumentos de
de campo
Observação
Duração 20 minutos
Organizador Sensorial
Relatório Nº1

Recursos Pedagógicos/
Expressão Corporal
Atividade 2 – Expressão

Recursos Materiais
Figuração Rítmica: Semínimas; Mínimas; Colcheias e
Conteúdo
Corporal

Semicolcheias
Objetivos Reprodução de padrões rítmicos
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves notas
Instrumentos de
de campo
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/ Escrita
Recursos Pedagógicos/ Exposição teórica escrita no quadro e Fichas
Atividade 3 – Figuração

Recursos Materiais Teóricas e de Trabalho (Autoria da Docente)


Figuração Rítmica: Semínimas; Mínimas; Colcheias e
Rítmica

Semicolcheias
Conteúdo
Pauta; Linhas suplementares; Claves (Sol [2ª linha];
Fá [4ª linha] e Dó [3ª linha])
Realizar, de forma correta, os exercícios das fichas
Objetivos
propostas
Avaliação/ Observação direta, diálogo intuitivo, breves notas de

36
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Instrumentos de campo e ficha de trabalho


Observação
Duração 30 minutos
Organizador Sensorial

Recursos Pedagógicos/ Expressão Corporal


Recursos Materiais Recursos Materiais: Piano
Atividade 4 - Entoação

Conteúdo Escala de Dó Maior e Entoação por Relatividade


Cantar a escala de Dó Maior com acompanhamento
Objetivos ao piano, assim como cantar as notas insinuadas pela
expressão corporal da docente
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves notas
Instrumentos de
de campo
Observação
Duração 30 minutos

37
Ana Margarida Lobo Santos

Figura 3 - Ficha expositiva Nº1 – Pág.1 (Atividade 3) 19

19 Este documento foi criado e facultado pela professora cooperante.


38
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Figura 4 - Ficha expositiva Nº1 – Pág.2 (Atividade 3) 20

20 Este documento foi criado e facultado pela professora cooperante.


39
Ana Margarida Lobo Santos

40
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Figura 5 - Ficha de trabalho Nº1 – Pág.1 (Atividade 3) 21

Figura 6 - Ficha de trabalho Nº1 – Pág.2 (Atividade 3) 22

21 Este documento foi criado e facultado pela professora cooperante.


41
Ana Margarida Lobo Santos

22 Este documento foi criado e facultado pela professora cooperante.


42
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Figura 7 - Ficha de trabalho Nº2 (Atividade 3) 23

23 Este documento foi criado e facultado pela professora cooperante.


43
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 17- Relatório Nº6

Relatório Nº6

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 02/11/2022


Aula assistida Aula lecionada X Aula Nº: 16
Sumário: Aula prática supervisionada dada pela Ana Lobo: Leitura das células rítmicas dadas.
Introdução à colcheia duas semicolcheias e duas semicolcheias colcheia- jogos de interiorização e
leitura.

Atividade 1 – Introdução à célula rítmica Colcheia-Semicolcheias: A aula teve


início com uma breve revisão sobre a figuração anteriormente trabalhada, visando,
principalmente, as colcheias e semicolcheias. Após esta introdução, os alunos foram
expostos à nova célula rítmica. Aqui a mestranda apresentou à turma a divisão da
colcheia, acabando por juntá-la a duas semicolcheias. Os alunos foram convidados a
reproduzir esta célula através de um jogo de ecos e repetição.

Atividade 2 – Jogo de cartas (jogo de construção frásica): Seguiu-se um jogo de


construção frásica, criado pela mestranda, com o intuito de dinamizar os exercícios de
leitura rítmica aplicados à turma. Este jogo é formado por uma vasta seleção de
cartas, onde cada uma representa uma das figuras rítmicas trabalhadas. Este jogo
consiste em retirar à sorte um determinado número de cartas, organizando-as para
criar uma nova linha rítmica a cada partida. Cada aluno foi convidado a escolher
quatro cartas, formando assim uma linha de quatro compassos a cada partida
(compasso 4/4).

44
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 18 - Relatório Nº6 – Síntese das Atividades

Organizador Leitura/Escrita
Recursos Pedagógicos/
Atividade 1 – Introdução à célula
rítmica Colcheia-Semicolcheias Exposição teórica no quadro
Recursos Materiais
Pulsação e divisão;
Conteúdo Figuração rítmica: Mínima; Semínima; Colcheia;
Semicolcheia e respetivas pausas.
Interiorizar, reconhecer e identificar visualmente a
Objetivos nova célula rítmica, assim como reproduzi-la de
forma autónoma.
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves notas
Relatório Nº6

Instrumentos de
de campo.
Observação
Duração 25 minutos
Organizador Leitura/Escrita
Atividade 2 – Jogo de cartas (jogo

Recursos Pedagógicos/ Baralho Musical (Jogo de construção frásica); quadro


Recursos Materiais e caneta
de construção frásica):

Figuração rítmica: Semínima; Mínimas; Colcheias;


Conteúdo Mínimas; Colcheias e Semicolcheias e respetivas
pausas
Objetivos Executar a leitura criada pelo jogo.
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves notas
Instrumentos de
de campo
Observação
Duração 20 minutos

45
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 19 - Planificação Nº1

Planificação Nº1
Recursos
Avaliação/
Pedagógicos
Organizador Conteúdos Objetivos Estratégias Instrumentos de Tempo
/ Recursos
Observação
Materiais
A aula iniciará com uma breve
revisão sobre a figuração
Atividade 1 – Introdução à célula rítmica

anteriormente trabalhada, dando


enfase a colcheias e
O aluno deve semicolcheias.
Colcheia-Semicolcheias

conseguir Após esta introdução, os alunos


Pulsação e divisão
interiorizar, serão expostos à nova célula
rítmica. Este processo terá início Observação direta,
Exposição Figuração rítmica: reconhecer e
com a divisão da colcheia, diálogo intuitivo e
Leitura/Escrita teórica no Mínima; Semínima; identificar 15 min
explicando a divisão de tempos breves notas de
quadro Colcheia; visualmente a nova
de forma teórica e visual, campo.
Semicolcheia e célula rítmica, assim
como reproduzi-la acabando por juntá-la a duas
respetivas pausas.
de forma autónoma. semicolcheias;
Por fim, os alunos serão
convidados a reproduzir esta
célula através de um jogo de ecos
e repetição, a fim de melhor
interiorizar a informação
Finalizada a introdução à nova
Atividade 2 – Jogo de cartas
(jogo de construção frásica):

O aluno deve criar célula rítmica, seguir-se-á um


uma frase rítmica jogo de construção frásica, criado
Figuração rítmica:
aleatória e executar pela mestranda, com o intuito de Observação direta,
Baralho Semínima; Mínimas;
a leitura criada pelo dinamizar os exercícios de leitura diálogo intuitivo e
Leitura/Escrita Musical (Jogo Colcheias; Mínimas; 30 min
jogo, de forma a rítmica aplicados à turma. Este breves notas de
de construção Colcheias e
manter a pulsação e jogo é formado por uma vasta campo.
frásica) Semicolcheias e
velocidade seleção de cartas, onde cada uma
respetivas pausas.
constantes. representa uma das figuras
rítmicas trabalhadas. Este jogo
consiste em retirar à sorte um

46
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

determinado número de cartas,


organizando-as para criar uma
nova linha rítmica a cada partida.
Cada aluno será convidado a
escolher quatro cartas, formando
assim uma linha de quatro
compassos a cada partida
(compasso 4/4);

47
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 20 - Relatório Nº18

Relatório Nº18

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 11/01/2023


Aula assistida Aula lecionada x Aula Nº: 40
Sumário: Figuração rítmica-vivência corporal, padrões rítmicos, reconhecimento. Ditado rítmico em
compasso quaternário.

Atividade 1 – Reprodução rítmica: A mestranda deu início à aula com um


jogo de memorização e repetição. A turma foi convidada a levantar-se a executar uma
série de padrões rítmicos através da expressão corporal. Neste exercício, os alunos
foram imitando os padrões improvisados pela mestranda.

Atividade 2 – Ditado rítmico: A mestranda iniciou um ditado rítmico de


quatro compassos, de compasso quaternário. Após expor no quadro o compasso e
algumas figuras de apoio, iniciou-se o exercício, onde cada compasso foi executado
individualmente, três vezes. Finalizado o último compasso, o ditado foi reproduzido
mais uma vez a fim de rever o exercício. Terminado o exercício, este foi corrigido no
quadro, de forma conjunta, e executado em jeito de leitura.

Tabela 21 - Relatório Nº18 – Síntese das Atividades

Organizador Leitura e Escrita e Sensorial


Atividade 1 – Reprodução rítmica

Recursos Pedagógicos/
Recursos Materiais Expressão corporal

Reprodução rítmica
Conteúdo
Memória auditiva
Reproduzir os padrões rítmicos propostos pela
Objetivos
mestranda
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Relatório Nº 18

Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 15 minutos
Organizador Leitura /Escrita
Recursos Pedagógicos/
Atividade 2 – Ditado rítmico

Recursos Materiais Ditado rítmico

Figuração rítmica: Semínima; Mínimas; Colcheias;


Conteúdo Mínimas; Colcheias, tercinas e Semicolcheias e
respetivas pausas
Objetivos Identificar as figuras e registar o ditado
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 30 minutos

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 22 - Planificação Nº11

Planificação Nº11
Recursos
Avaliação/
Pedagógicos
Organizador Conteúdos Objetivos Estratégias Instrumentos de Tempo
/ Recursos
Observação
Materiais
A mestranda iniciará a aula com
Reprodução rítmica

O aluno deve um exercício de memorização e


Atividade 1 –

conseguir reprodução de padrões e/ou Observação direta,


Leitura e sequências. Aqui, os alunos
Expressão Reprodução rítmica memorizar e diálogo intuitivo e
Escrita e deverão memorizar os padrões 15 min
corporal reproduzir os breves notas de
Sensorial Memória auditiva rítmicos ou melódicos e
padrões propostos campo
pela mestranda reproduzi-los obedecendo às
regras de expressão corporal
propostas.
Exercício
A mestranda iniciará um ditado
Atividade 2 – Ditado

teórico
exposto no Figuração rítmica: rítmico de quatro compassos.
Semínima; Mínimas; O aluno deve Cada compasso será executado Observação direta,
Leitura e quadro;
rítmico

Colcheias; Mínimas; identificar e registar individualmente, três vezes. diálogo intuitivo e


Escrita e 15 min
Colcheias, tercinas e figuração rítmica Finalizado o último compasso, o breves notas de
Sensorial
Piano Semicolcheias e proposta ditado será tocado mais uma vez campo
respetivas pausas; a fim de rever o exercício.
Cadernos

49
Ana Margarida Lobo Santos

Entoação e afinação
Leitura de Notas A aula terminará com a leitura
Atividade 3 – Canção

(Clave de Sol [2ª O aluno deve entoar entoada da canção nº12.


linha]) a linha melódica Primeiramente, a turma será Observação direta,
Leitura e Livro de proposta, mantendo diálogo intuitivo e
convidada a ler as notas de forma 15 min
Escrita Leituras (Pág. Figuração rítmica: a pulsação, breves notas de
conjunta. Logo depois, os alunos
109) Semínima; Mínimas; velocidade e campo
cantarão o exercício proposto,
Colcheias; Mínimas; afinação constantes acompanhados ao piano pela
Colcheias, tercinas e mestranda
Semicolcheias e
respetivas pausas;

Figura 8 - Ditado Rítmico (Atividade 2)

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 23- Relatório Nº27

Relatório Nº27

Docente: Ana Leão Duração: 90 min Data: 28/02/2023


Aula assistida Aula lecionada X Aula Nº: 56 e 57
Sumário: Escalas com # - armações de clave - prática de escrita na pauta. Reconhecimento de frases
rítmicas.
Divisão de compassos. Revisão da simbologia dada. Ditado rítmico em compasso composto.

Atividade 1 – Armação de Clave: A aula teve início com uma breve revisão sobre a
ordem dos sustenidos e bemóis. Aqui a turma foi convidada a criar uma história em
torno da ordem dos sustenidos “Fá- Dó – Sol – Ré – Lá – Mi - Si”. Após a mestranda os
ter introduzido à mnemónica “Frade ao sol reza a missinha”, os alunos aceitaram este
jogo, criando a fábula: Era uma vez, um jovem frade que vivia num convento algures
por aí. Este frade gostava tanto do ar livre, que todos os dias passeava pelos jardins
do convento para sentir o vento. Para o encontrar, bastava sair à rua para o ouvir
rezar as suas missas ao sol. Assim, surgiu a ordem dos sustenidos: Frade ao sol reza
a missinha!
Logo em seguida, a turma foi introduzida à construção das escalas de Fá e Sol
maiores. Dada a explicação teórica, os alunos foram convidados a contruir estas
escalas nos seus cadernos, de forma individual.

Atividade 2 - Reconhecimento de frases rítmicas: Após escrever seis


pequenas frases rítmicas no quadro, a mestranda procedeu à sua realização. Desta
vez, o jogo proposto foi um puzzle de frases rítmicas. Aqui os alunos foram
convidados a colocar estas frases por ordem, segundo a reprodução que escutaram,
primeiro de forma conjunta e, logo de seguida em duas equipas.

Atividade 3 - Divisão de compassos: Após verificar a dificuldade da turma


em entender e interiorizar a correta divisão de compassos, a mestranda propôs um
exercício relacionado. Após um breve esclarecimento teórico, a turma foi convida a
dividir as frases expostas no quadro conforme o compasso pedido.

Atividade 4 - Classificação de intervalos: Seguiu-se uma breve revisão sobre


a formação de intervalos. Logo depois, a mestranda procedeu a um breve exercício
coletivo, exposto no quadro.

Atividade 5 – Simbologia: Finalizado o exercício anterior, a mestranda expôs


no quadro uma pequena frase melódica, repleta de simbologia. Os alunos forma
convidados a identificar cada uma delas.

51
Ana Margarida Lobo Santos

Atividade 6 – Ditado de sons: A mestranda iniciou um pequeno ditado de


sons, que compreendia notas entre Dó e Sol. Este ditado foi corrigido no quadro de
forma conjunta e reproduzido em jeito de leitura.
Atividade 7 – Ditados rítmicos: Seguiram-se dois pequenos ditados rítmicos.
Um escrito em compasso simples, e outro em compasso composto. Ambos foram
corrigidos no quadro, de forma conjunta e reproduzidos em jeito de leitura. Ao ler o
ditado anteriormente desenvolvido, a turma foi convidada a levanta-se e a reproduzir
as diferentes figuras num jogo de “Vitaminas Rítmicas”. Aqui, cada figura
correspondia a uma parte do corpo, como: Semínima = pés; Colcheia = palmas
(mãos); tercina = peito; etc. Os alunos deveriam reproduzir cada figura rítmica,
percutindo na parte do corpo correspondente, mantendo a pulsação e o tempo
constantes.
Tabela 24- Relatório Nº27 – Síntese das Atividades

Organizador Leitura/Escrita e Sensorial


Recursos
Atividade 1 – Armação de Clave

Exercício teórico exposto no quadro


Pedagógicos/
Recursos Materiais
Ordem de sustenidos e bemóis;
Conteúdo
Construção de escalas
Interiorizar e reproduzir a construção das escalas
Objetivos
de Fá e Sol maiores
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 15 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Atividade 2 – Reconhecimento de
Relatório Nº 27

Recursos Exercício teórico exposto no quadro


Pedagógicos/
Recursos Materiais Piano
frases rítmicas

Conteúdo Identificação auditiva de frases rítmicas


Identificar, auditivamente, as frases rítmicas
Objetivos
escritas no quadro
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/ Escrita
Recursos
Atividade 3 – Divisão de

Exercício teórico exposto no quadro


Pedagógicos/
Recursos Materiais
compassos

Conteúdo Compassos Simples: Quaternário; Ternário e


Binário.
Conseguir dividir uma frase musical de acordo com
Objetivos
o compasso dado.

Avaliação/ Observação direta, notas de campo e grelha e


Instrumentos de avaliação.

52
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita
Atividade 4 - Classificação de Recursos
Pedagógicos/ Exercício teórico exposto no quadro
Recursos Materiais
Intervalos

Conteúdo Intervalos de 2ª e 3ª maiores; 4ª, 5ª e 8ª perfeitas


Objetivos Classificar os intervalos propostos
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita
Recursos
Pedagógicos/ Exercício teórico exposto no quadro
Atividade 5 - Simbologia

Recursos Materiais
Conteúdo Simbologia musical
Identificar e nomear a simbologia exposta no
Objetivos
quadro
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Atividade 6 - Ditado de sons

Recursos Ditado de sons


Pedagógicos/
Recursos Materiais Piano

Conteúdo Notas musicais de dó a sol


Objetivos Identificar os sons reproduzidos e registar o ditado
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Recursos
Atividade 7 - Ditados rítmicos

Pedagógicos/ Ditado rítmico


Recursos Materiais
Figuras rítmicas: Semínima; Mínimas; Colcheias;
Conteúdo Mínimas; Colcheias, tercinas e Semicolcheias e
respetivas pausas
Objetivos Identificar as figuras e registar o ditado
Avaliação/
Observação direta, notas de campo e grelha e
Instrumentos de
avaliação.
Observação
Duração 20 minutos

53
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 25- Planificação Nº16

Planificação Nº16
Recursos
Avaliação/
Pedagógicos
Organizador Conteúdos Objetivos Estratégias Instrumentos de Tempo
/ Recursos
Observação
Materiais
A aula terá início com uma breve
Atividade 1 – Armação

O aluno deve revisão sobre a ordem dos


Exercício conseguir sustenidos e bemóis. Logo em
Ordem de Observação direta,
teórico interiorizar e seguida, a turma será introduzida
de Clave

Leitura/Escrita sustenidos e notas de campo,


exposto no reproduzir a à construção das escalas de Fá e 15 min
e Sensorial bemóis; folha de prova e
quadro; construção das Sol maiores.
Construção de grelha e avaliação.
escalas de Fá e Sol Dada a explicação teórica, os
escalas
maiores alunos serão convidados a
contruir estas escalas nos seus
cadernos, de forma individual.
Exercício O aluno deve
Reconheciment
Atividade 2 –

teórico conseguir Após escrever seis pequenas Observação direta,


o de frases

exposto no Identificação frases rítmicas no quadro, a


rítmicas

Leitura/Escrita identificar, diálogo intuitivo e


quadro; auditiva de frases mestranda convidará alunos a 10 min
e Sensorial auditivamente, as breves notas de
rítmicas frases rítmicas colocar estas frases por ordem, campo
escritas no quadro segundo a ordem que escutarem.
Piano
O aluno deve dividir Após verificar a dificuldade da Observação direta,
Exercício
3 – Divisão

compassos
Atividade

Compassos Simples: uma frase musical turma em entender e interiorizar diálogo intuitivo e
Leitura/Escrita teórico 10 min
Quaternário; a correta divisão de compassos, a
de

exposto no de acordo com o breves notas de


Ternário e Binário. compasso dado. mestranda procederá a um breve campo
quadro
esclarecimento teórico.

54
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

A mestranda iniciará um
Ditado de sons O aluno deve
Atividade 4 -

pequeno ditado de sons, de notas Observação direta,


Leitura/Escrita Ditado de conseguir identificar
Notas musicais de compreendidas entre Dó e Sol. diálogo intuitivo e
sons; os sons 20 min
Sensorial dó a sol breves notas de
reproduzidos e Este ditado será corrigido no
Piano campo
registar o ditado quadro de forma conjunta e
reproduzido em jeito de leitura.
Figuras rítmicas: A aula será finalizada com dois
Ditados rítmicos

pequenos ditados rítmicos. Um


Atividade 5 -

Semínima; Mínimas; O aluno deve Observação direta,


Leitura/Escrita Colcheias; Mínimas; conseguir identificar escrito em compasso simples, e diálogo intuitivo e
Ditado 20 min
Colcheias, tercinas e as figuras e registar outro em compasso composto. breves notas de
Sensorial rítmico
Semicolcheias e o ditado Ambos serão corrigidos no campo
respetivas pausas; quadro, de forma conjunta e
reproduzidos em jeito de leitura

Figura 9 - Ditado de sons (Atividade 6)

Figura 10 - Ditados rítmicos (Atividade 7)

55
Ana Margarida Lobo Santos

2.2. Classe de Conjunto (coro)


2.2.1. Calendarização

No início do ano letivo, foram acordadas as datas em que a mestranda devia comparecer, numa fase inicial. Ao longo do ano, estas
aulas (lecionadas ou assistidas) foram aumentando a sua frequência. Apesar de não ter estado presente em todas as aulas e, por
consequência, não existirem relatórios das mesmas, na tabela que se segue estão expostas todas as datas, tendo a mestranda estado
presente ou não.
Tabela 26 - Calendarização das aulas de Classe de Conjunto (coro)

Nº de Nº de Nº de
Data Duração Tipo Sumário
Aula Relatório Planificação
Não Apresentação. Exercícios de alongamento, relaxamento e aquecimento vocal.
1 20/09/2022 45 min - -
Assistida Colocação da voz e postura. Cânone " Hoje eu vim".
Alongamento, relaxamento e aquecimento vocal. Exercícios de colocação da voz e
2 04/10/2022 45 min Assistida 1 - trabalho de diafragma. Cânones "Hoje eu vim" e "Sing Together". Informação
sobre o repertório a trabalhar no Natal.
Alongamento e aquecimento vocal. Exercícios de colocação. Cânones "Hoje eu
3 11/10/2022 45 min Assistida 2 - vim" e" Sing Together. "Entrega e organização das partituras da "lenda das 3
árvores " Início do trabalho com nova obra.
Treino de alongamento e aquecimento vocal realizado pela estagiária de
4 18/10/2022 45 min Lecionada 3 1 mestrado Ana Lobo. Continuação do trabalho com a "Lenda das 3 árvores" -
páginas 1 a 3- exercícios de fraseado e colocação nos agudos.
Aquecimento vocal realizado pela estagiária de mestrado Ana Lobo. Continuação
5 25/10/2022 45 min Lecionada 4 2
do trabalho com Lenda das 3 árvores- Até "com um golpe e...Zás, já está!".
Exercícios de aquecimento vocal, colocação e relaxamento corporal. Continuação
6 08/11/2022 45 min Lecionada 5 3
do trabalho com a lenda das 3 árvores.
Prática supervisionada: Exercícios de alongamento, relaxamento e aquecimento
7 15/11/2022 45 min Lecionada 6 4 vocal. Continuação do trabalho com lenda das 3 árvores: letra 2 do início e
revisão do que já foi trabalhado anteriormente.

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aula prática supervisionada dada pela estagiária. Relaxamento e Aquecimento


8 22/11/2022 45 min Lecionada 7 5 vocal. Continuação do trabalho com a lenda das 3 árvores- a partir do compasso
328.
Prática supervisionada e assistida via Zoom pela professora coordenadora da
9 29/11/2022 45 min Lecionada 8 6 mestranda - Exercícios de alongamento e relaxamento. Aquecimento vocal.
Conclusão da leitura da obra "Lenda das 3 árvores".
Não Aquecimento vocal. Leitura da peça "The Drummer Boy". Continuação do trabalho
10 06/12/2022 45 min - -
Assistida com a Lenda das árvores.
11 10/12/2022 45 min Lecionada 9 7 Ensaio da obra "A lenda das três árvores".
12 13/12/2022 45 min Lecionada 10 8 Avaliação. Trabalho das obras para o concerto de Natal.
Aula prática supervisionada: exercícios de relaxamento e alongamento. Cânones
13 03/01/2023 45 min Lecionada 11 9
"o nosso galo" e " Frère Jacques".
Aula prática supervisionada - exercícios de alongamento, relaxamento e
14 10/01/2023 45 min Lecionada 12 10
aquecimento vocal. Rosa Amarela, de Villa-Lobos - 1a voz.
15 17/01/2023 45 min Assistida 13 11 Visualização do vídeo do concerto de Natal.
Exercícios de relaxamento corporal, colocação e aquecimento vocal. Afinação em
16 24/01/2023 45 min Assistida 14 -
3as. Canção "O barqueiro" - 1a quadra a duas vozes.
Aula prática supervisionada - Aquecimento vocal. Canção "Rosa amarela" :
17 31/01/2023 45 min Lecionada 15 12
revisão da 1a voz e início do trabalho com 2a voz.
Prática supervisionada - Alongamentos, aquecimento vocal. Canções: "barqueiro"
18 07/02/2023 45 min Lecionada 16 13
- Tradicional; "Rosa Amarela" Villa Lobos.
Exercícios de aquecimento vocal e colocação. Afinação em 3as. Canção "
19 14/02/2023 45 min Assistida 17 -
Cirandeiro".
20 28/02/2023 45 min Lecionada 18 14 Aquecimento vocal. Canção "Shosholoza".
21 07/03/2023 45 min Lecionada 19 15 Aquecimento vocal. Canção "Shosholoza".
22 14/03/2023 45 min Lecionada 20 16 Aquecimento vocal. Canção "Meu lírio roxo do campo"
Não
23 21/03/2023 45 min - - Ensaio das canções para o concerto.
Assistida

57
Ana Margarida Lobo Santos

24 28/03/2023 45 min Lecionada 21 17 Ensaio do repertório para o Concerto de Páscoa.


Visualização do vídeo do concerto de Páscoa. Análise do concerto. Exercícios de
25 18/04/2023 45 min Assistida 22 -
aquecimento vocal. Canção "Meu lírio roxo"- popular.
Aula prática: Exercícios de aquecimento vocal. Cânone "o nosso galo". Canção
26 02/05/2023 45 min Assistida 23 -
"Meu Lírio Roxo".
Relaxamento e aquecimento vocal. Cânone: mandagalingole. Canção a duas
27 09/05/2023 45 min Assistida 24 -
vozes "meu lírio roxo "- trabalho de afinação.
28 16/05/2023 45 min Lecionada 25 18 Aula prática supervisionada: canção " menina estás à janela".
Não
29 23/05/2023 45 min - - Exercícios de aquecimento. Avaliação individual.
Assistida
Não
30 30/05/2023 45 min - - Avaliação individual.
Assistida
Não
31 06/06/2023 45 min - - Provas de aferição do 5o ano.
Assistida

58
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

2.2.2. Relatórios e Planificações

Neste capítulo constam todos os relatórios e planificações das aulas de Classe


de Conjunto (coro) assistidas e lecionadas pela mestranda, no Conservatório Regional
de Castelo Branco.
Todos os relatórios e planificações se encontram numerados segundo a tabela
exposta no capítulo anterior, a fim de facilitar o processo de pesquisa, assim como a
sua compreensão.
Todos os documentos supracitados foram descritos sobre os seguintes
Descritores do Perfil dos Alunos: A; B; C; D; E; F; G; H; I e J.

Tabela 27- Áreas de Competências do Perfil dos Alunos24

Áreas de Competências do Perfil dos Alunos


Pensamento
Informação e Raciocínio e
crítico e Relacionamento
Linguagens e textos (A) comunicação resolução de
pensamento interpessoal (E)
(B) problemas (C)
criativo (D)
Saber
Bem-estar, científico. Consciência e
Desenvolvimento pessoal Sensibilidade estética
saúde e Técnico e domínio do corpo
e autonomia (F) e artística (H)
ambiente (G) tecnológico (J)
(I)

Tendo em conta de que as planificações de Classe de Conjunto (Coro) recaem,


principalmente, sobre técnicas de aquecimento e leitura de repertório, estas foram
sintetizadas numa só tabela, presente no final deste capítulo.
Todo o repertório citado se encontra em anexo.

24 “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”, homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, 26 de
julho.
59
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 28 - Relatório Nº2

Relatório Nº2

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 11/10/2022


Aula assistida X Aula lecionada Aula Nº: 3
Sumário: Alongamento e aquecimento vocal. Exercícios de colocação. Cânones "Hoje eu vim" e" Sing
Together." Entrega e organização das partituras da "lenda das 3 árvores " Início do trabalho com nova
obra.

Atividade 1 – Aquecimento: Logo depois da entrega e organização do


repertório a trabalhar este período, o aquecimento teve início com alguns
alongamentos corporais e de respiração. Em seguida, tiveram lugar alguns vocalizes,
com silabas soltas; escalas; harpejos e cânones como “Hoje eu vim" e" Sing Together ".

Atividade 2 – Leitura de repertório: A docente iniciou a aula trabalhando o


texto da peça, frase a frase. Logo após este exercício, introduziram-se as respetivas
frases musicais com a fonética correspondente. Já familiarizados com os primeiros 14
compassos, estes foram repetidos várias vezes, acompanhados ao piano pela docente.

Tabela 29 - Relatório Nº2 – Síntese das Atividades

Organizador Sensorial
Atividade 1 – Aquecimento

Recursos Pedagógicos/ Piano


Recursos Materiais Expressão corporal
Conteúdo Escalas, arpejos, vocalizes, sequencias,
ordenações, cânones e jogos de ecos.
Objetivos Preparar a voz e o corpo
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
Relatório Nº 2

notas de campo
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Recursos Pedagógicos/ Partituras
Atividade 2 – Leitura de

Recursos Materiais Piano


Conteúdo "Lenda das 3 árvores" (Excerto da pág.1 à pág.3)
repertório

Leitura e consolidação do repertório a


Objetivos
interpretar
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 35 minutos

60
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 30 - Relatório Nº4

Relatório Nº4

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 25/10/2022


Aula assistida Aula lecionada X Aula Nº: 5
Sumário: Aquecimento vocal realizado pela estagiária de mestrado Ana Lobo. Continuação do trabalho
com Lenda das 3 árvores- Até "com um golpe e…Zás, já está!".

Atividade 1 – Aquecimento: O aquecimento teve início com alguns


alongamentos corporais e de respiração. Em seguida, tiveram lugar alguns vocalizes,
com silabas soltas; escalas; harpejos e cânones como “Hoje eu vim" e "O nosso galo".

Atividade 2 – Leitura de repertório: A mestranda iniciou a aula com uma


breve revisão sobre o repertório visto na aula anterior, logo depois trabalhando o
texto deste novo excerto, frase a frase. Após este exercício, introduziram-se as
respetivas frases musicais com a fonética correspondente. Já familiarizados com a
secção, esta foi repetida várias vezes, acompanhados ao piano pela docente. Enquanto
isto, foram trabalhadas e corrigidas pequenas questões fonéticas e de afinação.

Tabela 31 - Relatório Nº4 – Síntese das Atividades

Organizador Sensorial
Atividade 1 – Aquecimento

Recursos Pedagógicos/ Piano


Recursos Materiais Expressão corporal
Conteúdo Escalas, arpejos, vocalizes, sequencias,
ordenações, cânones e jogos de ecos.
Objetivos Preparar a voz e o corpo
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Relatório Nº 4

Observação
Duração 15 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Atividade 2 – Leitura de repertório

Recursos Pedagógicos/ Partituras


Recursos Materiais Piano
"Lenda das 3 árvores" (Excerto do compasso 1 ao
Conteúdo
173)
Leitura e consolidação do repertório a
Objetivos
interpretar
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 30 minutos

61
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 32- Relatório Nº14

Relatório Nº14

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 07/02/2023


Aula assistida Aula lecionada X Aula Nº: 18
Sumário: Prática supervisionada - Alongamentos, aquecimento vocal. Canções: "Barqueiro” -
Tradicional; "Rosa Amarela" Villa-Lobos.

Atividade 1 – Aquecimento: O aquecimento teve início com alguns


alongamentos corporais e de respiração. Em seguida, tiveram lugar alguns vocalizes,
com silabas soltas; escalas; harpejos e cânones como “Hoje eu vim" e "O nosso galo".

Atividade 2 – Leitura de repertório: Após a revisão dos conteúdos


trabalhados anteriormente, foi introduzida a 2ª voz da obra “Barqueiro” onde toda a
turma a leu, de forma conjunta, visando a afinação e dicção. Dada a interiorização
desta nova linha, a turma foi dividia em dois grupos, onde a mestranda trabalhou a
junção das duas vozes anteriormente introduzidas.
Logo depois, foram revistas as duas vozes da “Rosa Amarela” e trabalhadas as
principais questões de caráter.

Tabela 33- Relatório Nº14 – Síntese das Atividades

Organizador Sensorial
Atividade 1 – Aquecimento

Recursos Pedagógicos/ Piano


Recursos Materiais Expressão corporal
Conteúdo Escalas, arpejos, vocalizes, sequencias,
ordenações, cânones e jogos de ecos.
Objetivos Preparar a voz e o corpo
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
Relatório Nº 14

notas de campo
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Recursos Pedagógicos/ Partituras
Atividade 2 – Leitura de

Recursos Materiais Piano


Conteúdo "Rosa Amarela” e “Barqueiro”
repertório

Leitura e consolidação do repertório a


Objetivos
interpretar
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 35 minutos

62
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 34 - Relatório Nº15

Relatório Nº15

Docente: Ana Leão Duração: 45 min Data: 14/02/2023


Aula assistida X Aula lecionada Aula Nº: 19
Sumário: Exercícios de aquecimento vocal e colocação. Afinação em 3 as. Canção "Cirandeiro".

Atividade 1 – Aquecimento: A docente iniciou o aquecimento com alguns


exercícios de respiração. Em seguida, tiveram lugar alguns vocalizes, com silabas
soltas; escalas; harpejos e o cânone “Hoje eu vim".

Atividade 2 – Leitura de repertório: Após um breve diálogo sobre a obra, a


docente deu início aos trabalhos com um jogo de ecos. Aqui foi introduzida a melodia
principal, já com o texto a ser trabalhado. A turma foi convidada a repetir as frases
expostas pela docente.
Tabela 35 - Relatório Nº15 – Síntese das Atividades

Organizador Sensorial
Atividade 1 – Aquecimento

Recursos Pedagógicos/ Piano


Recursos Materiais Expressão corporal
Conteúdo Escalas, arpejos, vocalizes, sequencias,
ordenações, cânones e jogos de ecos.
Objetivos Preparar a voz e o corpo
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
Relatório Nº 15

notas de campo
Observação
Duração 10 minutos
Organizador Leitura/Escrita e Sensorial
Recursos Pedagógicos/ Partituras
Atividade 2 – Leitura de

Recursos Materiais Piano


Conteúdo "Cirandeiro”
repertório

Leitura e consolidação do repertório a


Objetivos
interpretar
Avaliação/
Observação direta, diálogo intuitivo e breves
Instrumentos de
notas de campo
Observação
Duração 35 minutos

63
Ana Margarida Lobo Santos

Tabela 36 - Planificações de Classe de Conjunto (Coro)

Aquecimento Peça a trabalhar Objetivos/ Decisões


Interpretativas
Aula Planificação Técnicas aplicadas Duração Excerto Duração
• Leitura do excerto
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
• Resolução de
músculos.
"Lenda das 3 árvores" possíveis problemas
4 1 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 15 min 30 min
(Excerto da pág.1 à pág.3) de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e
• Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.

• Leitura do excerto
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
• Resolução de
músculos. "Lenda das 3 árvores" possíveis problemas
5 2 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min (Excerto do compasso 1 ao 35 min
de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e 173)
• Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.

• Revisão da aula
1º Período

anterior
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos • Leitura do novo
músculos. excerto
"Lenda das 3 árvores"
6 3 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 15 min 30 min • Resolução de
(Excerto da pág.1 à pág. 17)
ordenações), exercícios de colocação, afinação e possíveis problemas
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes. de dicção
• Afinação/Colocação

• Revisão da aula
anterior
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos • Leitura do novo texto
músculos.
"Lenda das 3 árvores" • Resolução de
7 4 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min 35 min
(Excerto da pág.1 à pág. 17) possíveis problemas
ordenações), exercícios de colocação, afinação e
de dicção
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.
• Afinação/Colocação

64
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

• Revisão da aula
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos anterior
músculos. "Lenda das 3 árvores" • Leitura do novo texto
8 5 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min (Excerto do compasso 328 ao 35 min • Resolução de
ordenações), exercícios de colocação, afinação e 387) possíveis problemas
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes. de dicção
• Afinação/Colocação
• Revisão da aula
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos anterior
músculos. • Leitura do novo texto
"Lenda das 3 árvores"
9 6 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min 35 min • Resolução de
(Conclusão da leitura)
ordenações), exercícios de colocação, afinação e possíveis problemas
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes. de dicção
• Afinação/Colocação
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos • Revisão do repertório
músculos. • Trabalhar o carater
Prova de avaliação Sumativa
12 7 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min 35 min de cada secção
(Todas as peças trabalhadas)
ordenações), exercícios de colocação, afinação e • Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.
• Afinação
• Colocação
• Dicção
Aula dedicada a vocalizes, • Amplitude
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
13 8 5 min pequenos excertos, colocação 40 min • Ressonância
músculos
e jogos de ecos • Memória auditiva
• Concentração
2º Período

• Respiração

• Leitura da 1ª voz
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
• Resolução de
músculos.
possíveis problemas
14 9 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min “Rosa Amarela” 35 min de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e
• Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.

15 - Visualização do vídeo do concerto de Natal.

65
Ana Margarida Lobo Santos

• Leitura da 2ª voz
• Resolução de
possíveis problemas
Canção "Rosa Amarela”: de dicção
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
17 10 10 min revisão da 1a voz e início do 35 min
músculos. • Afinação/Colocação
trabalho com 2ª voz
• Revisão do conteúdo
trabalhado
anteriormente

• Resolução de
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos "Rosa Amarela” – possíveis problemas
músculos. Consolidação da junção das de dicção
18 11 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min vozes 35 min • Afinação/Colocação
ordenações), exercícios de colocação, afinação e “Barqueiro” – Leitura da 2ª • Revisão do conteúdo
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes. voz trabalhado
anteriormente

• Leitura de texto/
trabalho de fonética
• Leitura da 1ª voz
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
• Resolução de
músculos. Canção "Shosholoza”:
possíveis problemas
20 12 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min consolidação da fonética e 35 min de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e leitura da 1ª voz
• Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.
• Revisão do conteúdo
trabalhado
anteriormente

Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos


• Leitura da 2ª voz
músculos. Canção "Shosholoza”:
• Resolução de
21 13 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min consolidação da 1ª voz e 35 min
possíveis problemas
ordenações), exercícios de colocação, afinação e introdução à 2ª voz
de dicção
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.

66
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

• Afinação/Colocação
• Revisão do conteúdo
trabalhado
anteriormente

• Leitura da 2ª voz
• Junção das duas
vozes
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos
• Resolução de
músculos.
possíveis problemas
26 14 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 15 min "Meu lírio roxo do campo" 30 min de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e
• Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes.
• Revisão do conteúdo
trabalhado
3º Período

anteriormente

• Leitura da obra
• Junção das duas
vozes
Aquecimento corporal, relaxamento e ativação dos • Resolução de
músculos. possíveis problemas
28 15 Vocalizes (escalas, arpejos, sequências e 10 min “Menina estás à janela” 35 min de dicção
ordenações), exercícios de colocação, afinação e • Afinação/Colocação
dicção. Execução de cânones a 2 e 3 vozes. • Revisão do conteúdo
trabalhado
anteriormente

67
Ana Margarida Lobo Santos

3. Reflexões Finais Sobre a Prática de Ensino


Supervisionada

Como referido anteriormente, este estágio teve lugar entre os dias 04 de


outubro de 2022 e 17 de maio de 2023, integrando assim o ano letivo 2022/2023. A
mestranda manteve-se sob a supervisão da professora cooperante Ana Margarida
Leão, pertencente à instituição cooperante – Conservatório Regional de Castelo
Branco e da professora supervisora, Professora Doutora Maria Adélia Gonçalves
Martins de Abrunhosa, professora convidada pela Escola Superior de Artes Aplicadas
de Castelo Branco. Este estágio foi desenvolvido em duas turmas: Formação Musical
(1º grau) e Classe de Conjunto (Coro Juvenil – 1º e 2º Graus).
As aulas de Formação Musical foram repartidas em dois blocos semanais: (1)
com a duração de 90 minutos, lecionada às terças-feiras, entre as 08:30 e as 10:00
horas e (2) com a duração de 45 minutos, lecionada às quartas-feiras, das 17:30 às
18:15. Ambas tiveram lugar no piso superior da sede da instituição. Estes dois
horários demonstraram ser donos de alguns problemas: No caso da aula de terça-
feira, os alunos demonstraram um nível de concentração bem mais elevado do que no
bloco do dia seguinte. Contudo, o facto desta aula ser consideravelmente maior do
que aquelas a que os alunos estão acostumados (normalmente de 50 min, no liceu
onde estudam), tornou os últimos 30 minutos deste bloco seriamente complexos no
quesito de concentração e absorção de conhecimentos. Já a aula de quarta-feira,
apesar de mais curta e, portanto, supostamente, não tão cansativa para a turma,
realizou-se num horário pouco favorável por ser ao fim do dia. Aqui, os alunos
estavam já cansados das atividades do dia, o que tornou a gestão da turma um pouco
mais complicada. Como estratégias adotadas para contornar esta situação, foram
aplicadas algumas técnicas de concentração, tais como controlo de respiração,
exercícios de expressão corporal e alongamentos, que muito ajudaram na
concentração dos alunos. É de salientar que, apesar destas adversidades, a introdução
e desenvolvimento de pequenos jogos e atividades lúdicas, assim como o recorrer a
exemplos de música por eles já conhecida, em muito auxiliou no absorver do
conhecimento pretendido. Foi notório o aumento de concentração, motivação e
interesse por parte da turma, sempre que estas técnicas foram aplicadas, trazendo
para a sala de aula um ambiente divertido, para onde os alunos gostavam de
regressar na semana seguinte.
A turma de Coro mostrou-se também bastante amistosa, constituída por alunos
simpáticos e interessados. Contudo, ao longo do ano, foram surgindo algumas
dificuldades e frustrações, o que tornou as aulas um pouco mais agitadas. Ainda
assim, os alunos tiveram uma boa resposta ao repertório trabalhado. Esta aula teve
lugar no auditório do piso térreo da sede do Conservatório Regional de Castelo
Branco, às terças-feiras, das 10:15 às 11:00 horas.

68
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

A experiência da Prática de Ensino Supervisionada proporcionou-nos valiosos


momentos de reflexão e superação de desafios, elementos cruciais para o nosso
desenvolvimento profissional. As distintas características entre as turmas,
principalmente no perfil individual de cada aluno, deixaram a noção de que cada
turma é única ainda mais clara. Cabe ao professor adaptar a sua abordagem ao ensino
de acordo com a turma em questão. Nesse sentido, é de extrema importância que o
professor compreenda os interesses de cada grupo, planeando atividades que sejam
motivadoras, estimulantes e, principalmente, que incitem o desafio.
As aulas aqui ministradas permitiram compreender a importância da planificação
como uma ferramenta essencial para o docente. Possibilita otimizar o tempo de cada
aula, criando uma maior fluidez no processo. Além disso, viabiliza uma utilização
adequada dos recursos materiais e pedagógicos, resultando numa melhoria
significativa no desempenho do professor. No entanto, apegarmo-nos rigidamente à
execução total da planificação, pode ser um problema, visto que não possibilita o jogo
de cintura inerente a uma aula comum. Eventualmente, imprevistos acontecem,
levando a uma execução parcial ou uma direção diferente para a aula. Embora raros,
esses momentos foram observados em ambas as turmas (Formação Musical e Coro)
no decorrer deste ano letivo.
O maior desafio foi, sem dúvida, encontrar a motivação certa para cada aluno.
Cada um deles se rege de forma diferente, é educado de uma forma diferente e se
deixa fascinar por uma algo diferente. Encontrar este equilíbrio, no desenvolvimento
e aplicação de jogos e atividades, estratégias motivacionais que abraçassem as
características de uma turma inteira e que ainda assim cumprissem o seu papel
educativo, não foi fácil. Contudo, foi também das tarefas mais prazerosos durante este
processo de adaptação a uma turma de crianças tão jovens em contexto oficial.
No que diz respeito às aulas de coro, a turma mostrou-se bastante recetiva a todos
os exercícios e atividades propostas, desde os vários vocalizes por eles descritos
como “malucos” ao trabalho minucioso dos excertos “complicados”. Não dificuldades
de maior a apontar tirando, talvez, a dificuldade de concentração por parte de alguns
elementos, que logo se espalhava pela turma. Contudo, assim que um destes episódios
de distração acontecia, eram aplicados alguns jogos de concentração (normalmente
de expressão corporal), que logo recompunha o ritmo da aula.
Concluímos esta reflexão afirmando que a Prática de Ensino Supervisionada foi,
indubitavelmente, uma jornada marcada por transformações, esclarecimentos e
significativas experiências que levaremos para a vida. Embora este nosso percurso
esteja perto do fim, estamos longe de deixar de aprender. A vida de um professor,
sobretudo de um bom professor, é marcada por uma trajetória de aprendizagem
contínua, na qual esperamos seguir, ensinando e aprendendo dia após dia.

69
Ana Margarida Lobo Santos

70
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

PARTE II - Investigação: “Da capo - Manual de Formação


Musical dedicado aos alunos do 1º Grau do Ensino
Especializado”

71
Ana Margarida Lobo Santos

Capítulo 1 - Contextualização e Introdução ao Projeto de


Investigação

Estado da Arte

O ensino da Formação Musical em Portugal tem vindo a tornar-se uma área cada
vez mais negligenciada pela comunidade musical. Este facto é, principalmente, fruto
da ausência de diálogo entre os materiais comumente utilizados, em contrapartida à
diversidade criativa que se faz sentir no contexto português. O material que se
encontra em circulação no nosso país, limita-se a tratar os tópicos “populares” da
disciplina, restringindo o leque didático a exemplos e exercícios normalmente de
origem estrangeira, que muito convidam à utilização de estratégias, técnicas e
modelos de ensino ultrapassados, oriundos das instituições pioneiras no ensino da
arte. Esta falta de oferta pressupõe a dádiva de tempo por parte do professor, que se
vê obrigado a investir o seu tempo pessoal na recolha, compilação e muitas vezes,
criação de exemplos e exercícios. Contudo, sabemos que a realidade do docente em
Portugal não oferece condições para tal dedicação, o que acaba por resultar na
estagnação do ensino da música. Normalmente, são encontrados alguns poucos livros
de exercícios dedicados a pontos específicos desta disciplina, que obrigam o professor
a remendar o seu material entre vários exercícios e linhas de pensamento
completamente distintas. Para o aluno, este caminho torna-se desafiador, já que
obriga a um processo de aprendizagem confuso, exaustivo e frustrante.
Tenhamos em conta que a imensidade de repertório português, catalogado ou não,
é dono de um infinito potencial pedagógico. Seja ele dedicado à iniciação musical
(com canções de ninar, de trabalho ou de algum outro caráter popular) ou
introduzido na formação académica de futuros músicos (por exemplo, com a música
de Lopes Graça, ou Viena Da Mota). Em suma, o modelo de ensino português não
consegue usufruir do seu próprio património cultural, que tanto tem para oferecer.
Assim, este projeto propõe a exploração deste material, resultando na criação de
um livro didático de Formação Musical construído, exclusivamente, sobre música
portuguesa, traduzindo-se numa linha de pensamento contínua, onde se encontra um
objeto de estudo de fácil acesso e compreensão, que se desenrole sobre uma linha de
pensamento fluido e informação clara e explícita. Propondo-se não apenas a colmatar
esta lacuna do ensino especializado em música em Portugal, mas também a fazê-lo de
forma lúdica, em forma de jogo ou através de atividades didáticas, utilizando música
de caráter tradicional de origem portuguesa, como fonte de conhecimento.

72
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

1.2. Objetivos

Tendo em vista a supracitada lacuna vigente no ensino artístico, surge então, o


nosso principal objetivo: Promover a inserção de conteúdos artísticos oriundos do
contexto português como forma de renovar e inovar abordagens de
ensino/aprendizagem no âmbito da Formação Musical. Deste ponto desdobram-se os
seguintes objetivos específicos: (1) Verificar a pertinência de repertórios constantes
em coleções e espólios de música Portuguesa; (2) Verificar a pertinência de
conteúdos constantes em materiais didáticos que possam ser criados e/ou
reagrupados no campo de técnicas de ensino inovadoras, no âmbito da
aprendizagem; (3) Alargar o escopo de possibilidades em termos de repertórios e
abordagens pedagógicas no ensino da Formação Musical; (4) Propor uma abordagem
inovadora que preencha as lacunas presentes no âmbito da aprendizagem em
Portugal; (5) Verificar a adaptabilidade de materiais e recursos a contextos diversos,
tais como: técnicas; métodos; modelos; exemplos e atividades didáticas, junto a
avaliadores credíveis, professores de ensino superior e/ou professores do ensino
artístico especializado.

1.3. Metodologia de investigação e áreas de investigação em


Formação Musical

As metodologias de investigação adotadas, abarcam a experimentação de


conteúdos pedagógicos, estratégias e abordagens integradas na prática de ensino da
música, recolha e análise de repertório, entre outras tarefas de cariz musicológico.
Numa primeira etapa, as tarefas incluem: (1) Recolher informação junto da
comunidade musical; (2) Analisar o material recolhido sob um olhar educativo,
visando os potenciais objetivos pedagógicos a atingir; (3) Inventariar o repertório
português, segundo as características musicológicas apuradas, como: forma; padrões
rítmicos ou melódicos; e tonalidade. A nossa pesquisa incide, tanto em conteúdo
público, como na exploração de espólios constantes de coleções públicas e privadas,
como: Biblioteca Nacional de Portugal; o espólio do Centro de Informação da Música
Portuguesa (CIMP); da Universidade de Aveiro; entre outros. Este procedimento
trata todo e qualquer material disponível, tendo recorrido a: documentários; livros;
artigos, fotos, gravações de áudio; gravações de vídeo; documentos; relatórios;
coletâneas, entre outros. Deste modo, iniciámos a pesquisa documental referente ao
repertório musical português, através da qual procedemos à coleta de documentação.
Nesta etapa demos início ao tratamento de fontes musicais, reunindo repertório de
caráter folclórico e tradicional, para uma catalogação e análise detalhadas.
Na segunda fase deste projeto, as tarefas incluem: (1) Recolher documentação
pedagógica junto da comunidade musical; (2) Analisar esta documentação, partindo

73
Ana Margarida Lobo Santos

dos tópicos apontados pelo ministério da educação no despacho nº 7415/2020; (3)


Apurar quais os principais temas, categorias e pontos em falta no material oferecido
pelo mercado português, adentrando assim na fase de análise de material didático
dedicado ao ensino da Formação Musical. A investigação incide sobre uma amostra
de: (1) manuais escolares; (2) livros de exercícios; (3) livros de método; (4) sites
didáticos; (5) gravações de vídeo e/ou (6) gravações de áudio. A mesma foi apurada,
baseando-se na oferta do mercado português, e no material comumente adotado nas
academias e conservatórios espalhados pelo país, como: os Livros de Leituras
assinados pelo Dr. José Firmino ou a coleção de manuais “A sério”, assim como nas
Sebentas criadas pelos próprios conservatórios (a fim de suprir a sua necessidade por
material didático adequado).
Findada a fase de tratamento e análise de fontes documentais, foram aplicadas
metodologias associadas ao ensino/aprendizagem, e experimentação de conteúdos
pedagógicos. Para realização de inquéritos e entrevistas, a fim de melhor apurar as
principais falhas e acertos do ensino da Formação Musical em Portugal, foi escolhida
uma amostra pertinente de especialistas, para a obtenção de dados consistentes.
O tratamento e análise de todos os dados recolhidos, resultou na elaboração de um
manual didático de Formação Musical construído, exclusivamente, sobre música
portuguesa, traduzindo-se numa linha de pensamento contínua, onde se encontra um
objeto de estudo de fácil acesso e compreensão, que se desenrole sobre uma linha de
pensamento fluido e informação clara e explícita.

1.4. O Papel do Guia Pedagógico como Recurso do Professor

O manual desenvolvido no decorrer deste projeto, pode ser interpretado como


sendo um “Guia Pedagógico” como tem sido categorizado por vários pedagogos ao
longo dos tempos. Contudo, fazemos nossas as palavras de Esmeralda Maria Santo
(2006) quando afirma que “não é a sua terminologia que permite uma identificação,
mas as orientações que contém”.
Um manual escolar é criado a fim de suprir as necessidades da comunidade
escolar, tendo como principal função e objetivo desenvolver as competências do
aluno, e não simplesmente armazenar conhecimento. No seu artigo “Os manuais
escolares, a construção de saberes e a autonomia do aluno. Auscultação a alunos e
professores”, Esmeralda Maria Santo lista as seis funções de um manual escolar: “(1)
Função de transmissão de conhecimentos; (2) Função de desenvolvimento de
capacidades e de competências; (3) Função de consolidação das aquisições e
aprendizagens; a (4) Função de avaliação das aquisições; a (5) Função de ajuda na
integração das aquisições e a (6) Função de educação social e cultural” (Santo, 2006,
p.107).

74
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Neste projeto, acrescentamos à lista supracita a função auxiliar à gestão da aula, já


que consideramos que um manual deve ser uma ferramenta utilizada pelo professor
antes, durante, e após a mesma, seja durante o processo de planificação, no decorrer
da aula ou como ferramenta de consolidação de conteúdos.
O Guia de Estratégias que aqui apresentamos serve esta premissa, tendo sido
desenvolvido para auxiliar professores e alunos na sua jornada de
ensino/aprendizagem. Os exercícios propostos podem e devem ser adaptados
conforme as necessidades de cada turma, cada aluno e de cada professor.

75
Ana Margarida Lobo Santos

Capítulo 2 – Enquadramento Teórico

2.1 A Música Tradicional – Conceito e Contextualização

Para Fernandes (2012), o conceito de Música Tradicional designa toda a música


própria de um povo, que é transmitida oralmente de geração em geração,
característica de uma determinada região e proveniente de um passado tão longínquo
que a sua autoria é já desconhecida. Este conceito “(…) implica frequentemente uma
série de princípios fundamentais tais como a autenticidade, a transmissão oral, o
arcaísmo e a proveniência do povo, a que primordialmente se destina, emancipação
direta com a sua vida quotidiana”. (Corte-Real, 1996)
Ao longo dos tempos, foram surgindo vários termos que se referem à canção
portuguesa. Encontrámos, em variados documentos e registos de todos os tipos,
designações como “Música Popular Portuguesa”; “Canção Popular”; “Música Regional”
ou “Canção Rústica”, para além da já citada “Música Tradicional Portuguesa”.
Fernando Lopes-Graça (2006) afirma que é difícil precisar os limites ou apontar as
características que distinguem o popular do tradicional. Segundo a Associação
Portuguesa de Educação Musical, “o conceito de tradição tem subjacente o conjunto
de práticas, géneros e estilos musicais associados a contextos rurais.” Contudo, tendo
em conta o vasto leque de designações, compilámos uma série de definições
formuladas por diferentes autores.
Segundo Lafargue (in Redol, 1950) a canção “é a expressão fiel, simples,
espontânea da alma do povo, a confidente das suas alegrias e das suas dores”. Para
Diaz “pode-se considerar Música Tradicional toda aquela que, servindo para
diferentes atividades (dança, baile, canção), tem uma antiguidade remota e chega aos
nossos dias graças ao esforço individual e coletivo da comunidade que a interpreta.”
(in Raposo, 2009)
Torre define a Canção Tradicional como uma “fonte informativa que reúne o cerne
da individualidade de uma cultura e que faz a ligação entre o presente e o passado.
Elas falam da natureza, do amor e da morte, das relações familiares e sociais” (in Reis,
2007). Resende (2008) assina as palavras de Torre quando afirma, em 2008, que a
canção tradicional é “aquela música anónima, de carácter popular, que tem chegado aos
nossos dias através da tradição oral” e que nos conta a vida de um povo, seja sobre
trabalho, amor, religião ou sobre as atividades rurais.
Para alguns, as canções tradicionais têm sim um único autor. Talvez um camponês
com vocação para a música, alguém mais dotado, que acabou por ser esquecido
depois da música ser diluída na multidão. Outros defendem aquilo que os alemães
chamam de “Gesunkenes Kulturgut”, que na sua tradução literal chegaria a nós como
“Património Cultural Afundado”. Este conceito traduz-se na ideia de que um povo não

76
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

concebe uma canção, apenas a canta, altera motivos, adapta-a à sua realidade, à sua
vida e às suas atividades. Segundo Gallop (1937), estes temas são adaptados de
“esferas sociais mais elevadas”. Contudo, este autor não exclui a Portugal a vertente
da “criação”, mas defende teoria de que existem trocas e influências culturais.
Já Lopes-Graça (1991), contrapõe esta teoria, afirmando que a canção portuguesa
vê o seu cerne na vivência do povo português, “é quase sempre um produto
verdadeiramente nativo, e não uma transformação ou adaptação (para não dizer-mos
uma degradação, como pretende a teoria um tanto despicienda dos folcloristas
alemães (…), da criação culta”.

Companheira da vida e trabalhos do povo português, a canção


segue-o do berço ao túmulo, exprimindo-lhe as alegrias e as dores, as
esperanças e as incertezas, o amor e a fé, retratando-lhe fielmente a
fisionomia, o género de ocupações, o próprio ambiente geográfico, de
tal maneira ela, a canção, o homem e a terra, onde uma floresce e o
outro labuta, e ama, e crê, e sonha e a que entrega por fim o corpo,
formam uma unidade, um todo indissolúvel.

(Fernando Lopes–Graça, 2006)

Ao longo do século passado, foram vários os musicólogos e estudiosos que se


dedicaram à recolha e catalogação das canções tradicionais portuguesas, evitando
assim a sua perda ou alteração (Torres, 1998).
Até mesmo o Conservatório Nacional tomou a iniciativa de reunir e catalogar o
espólio tradicional português, naquele que seria o Cancioneiro Nacional. Apresentou
um documento onde era descrita a forma correta de realizar estes registos, seguindo
um método seguro, minimizando a possibilidade de enganos naturais da mão
humana. Apesar dos apelos realizados a diversas entidades para que se procedesse ao
levantamento do património musical, a verdade é que ninguém se mostrou
interessado (Arroyo, in Thomás, 1913). Segundo Carvalhinho (2010), por muito
tempo a música tradicional foi vista como uma arte menor, dispensável ao repertório
do intelectual e muitas vezes desprezada pelos músicos eruditos.
Com este desprezo pelo espólio nacional, o fado foi, por muito tempo, idolatrado e
rotulado como a canção que melhor descrevia o povo lusitano (assim como o seu
instrumento, guitarra portuguesa), já que as demais pareciam destinadas ao
esquecimento. Segundo Armando Leça (1954) “O desconhecimento do nosso
cancioneiro é que permite a oca adoração do fado apresentado como canção
nacional”. Contudo, Almeida Garret, um grande nome da literatura nacional, tomou
como importante preservar aquilo que ainda restava de puro no folclore português,
reavivando a música tradicional. Depois dele, vários outros nomes se seguiram, entre
eles, destacamos: Firmino Martins; Michel Giacometti; Leite de Vasconcelos; Rodney
Gallop; Fernando Lopes Graça, Margot Dias; Manuel Dias Nunes, entre tantos outros.

77
Ana Margarida Lobo Santos

Segundo Arroyo (in Thomás, 1913) a verdadeira recolha e tratamento deste


material está ainda por acontecer, agora com rigor científicos, onde o investigador
seja detentor conhecimento musical sólido, senso crítico e de poder de observação, já
que a grande maioria da música que nos chegou até hoje não foi recolhida ou
manuseada com o maior rigor. Para Torres (1998) o registo das canções no nosso
país foi, até tarde de mais, realizada por via oral inviabilizando o registo de
pormenores rítmicos e melódicos.
Para que estes registos sejam preservados da melhor forma possível, Arroyo (in
Thomás, 1913) sugere a utilização de um “gramophone” para a gravação destas
canções “D´esta forma o investigador poderia ter sempre à mão a versão exata a
transportar para o papel e a notação poderia atingir a exatidão máxima” (Arroyo, in
Thomás, 1913).
No fundo, fazemos nossas as palavras de Lopes-graça (in Morais, 2013a)
quando afirma que “há que restituir ao povo a sua música. Há que restituir-lhe por
dever e por necessidade. Por dever humano e por necessidade estética”.
Seja qual for a nomenclatura escolhida para citar a música tradicional
portuguesa: canção ou música; tradicional; popular ou folclore, sabemos que todas
elas se encontram numa música de autor desconhecido, que retrata a nossa gente, que
ilustra a alma do povo lusitano através do som, pelas suas mágoas, pelos seus amores,
pela sua vida e através da nossa história.

Nós (Giacometti e Fernando Lopes Graça) desejávamos que esta


cultura voltasse ao povo, que ele se apercebesse do valor da sua própria
cultura através de edições feitas por gente da cidade, mas que estava
perto dele.

(Giacometti in Correia, 1984).

2.2 A Música Tradicional como Material Didático

“(…) através das canções de várias regiões, é-lhes facilitada (às


crianças) a aquisição duma cultura geral, uma vez que a criança passa a
identificar e valorizar o património musical português, podendo-o
comparar com outros estilos da literatura musical.”

(Torres, 1998: 24)

Através do livro intitulado “A Ideia de Cultura”, Terry Eagleton desdobra este


conceito sob uma perspetiva geral, descodificando este termo que acompanha a
migração do rural para as cidades. No fundo, Eagleton afirma que a “Cultura” nasceu
no campo, durante um processo material ou numa atividade e que acabou por se
entranhar no espírito do ser. As canções, danças ou peças de vestuário tradicionais
78
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

são uma parte essencial da cultura de cada povo ou nação, carregando em si o


sentimento e abordagem relativos às diversas atividades quotidianas, assim como aos
seus símbolos e rituais. A música tradicional de uma comunidade guia-nos à ao estado
da arte mais primitivo, onde nos revela as reais características destes povos.
Afirmamos assim que a música tradicional reflete o modo de ser e de estar do povo
que nela se expressa.
Tendo em conta as várias recolhas realizadas em Portugal, o interesse em
catalogar a nossa música popular apenas teve o seu início nos finais do século
passado. Atualmente a nossa tradição encontra-se imortalizada nestes documentos
que registaram a música congelada nas zonas rurais nas últimas décadas, que se
mantinha quase inalterada há vários séculos e que, em breve, o desenvolvimento
tecnológico iria transformar progressivamente (Torres, 1998). No início do século XX,
dá-se início aos primeiros registos sonoros, normalmente realizados em prol de
estudos etnográfico e análise musical de canções.
É nas recolhas de António Joyce, Rodney Gallop, Padre Firmino Martins, Diogo
Correia, e respetivas coletâneas, que a música tradicional vê a sua merecida
importância renovada. Principalmente a partir da segunda metade do século, onde
começam a surgir as primeiras edições de música tradicional portuguesa em livros
publicados.
Foram muitos os nomes que se interessaram pela música tradicional lusitana.
Michel Giacometti, o nome que logo nos soa quando se discute sobre o tópico, declara
a importância de restituir a canção tradicional ao povo português, porque “lhe
pertence de uma herança legítima, nem sempre avaliada justamente como um dos
mais preciosos bens do património comum” (Giacometti,198: 5).
No seu livro “As Canções Tradicionais Portuguesas no Ensino da Música”, Rosa
Maria Torres lamenta: “relíquias da nossa tradição musical jazem adormecidas nas
Bibliotecas Públicas e com raras possibilidades de divulgação” (1998: 15). A autora
afirma, ainda, que muitas dessas melodias são de fácil leitura, porém “não são nada
coisas simples e ingénuas, mas belíssimas melodias, largamente elaboradas, de um
equilíbrio plástico perfeito, de uma ampla respiração”. Já Lopes-graça, que muito se
interessou pela herança cultural lusitana, tendo demarcado a música tradicional
portuguesa do conceito de música popular urbana, afirma que estas canções são
“carregadas de um potencial ora dramático, ora patético, ora simplesmente lírico, que
faz delas pequenas maravilhas de expressão e musicalidade” (Lopes-Graça, 1989: 137
e 142).
Compositores portugueses têm desempenhado um papel significativo na
promoção da música tradicional portuguesa, especialmente por meio da
harmonização de melodias tradicionais. Uma parcela significativa deste repertório é
constituída por obras direcionadas ao público infantil como “Peças para crianças” de
Maria de Lourdes Martins, onde constam onze canções populares portuguesas
harmonizadas. Já Fernando Lapa, também compositor e arranjador de música
79
Ana Margarida Lobo Santos

tradicional, afirma ser fundamental que a música popular esteja presente no processo
de formação das crianças, dado que constitui uma “parte importante da nossa
memória e das nossas raízes” (2003).
Tal como afirmam Torres e Camacho em “O Xarabanda e a Revalorização da
Música Tradicional Madeirense”, é crucial que as crianças sejam introduzidas ao
repertório tradicional desde os primeiros anos de vida, pois esta desempenha um
papel fundamental na construção da sua identidade cultural. A riqueza preservada
nas canções tradicionais é viral para o desenvolvimento das identidades individuas e
coletivas.
Dado que o desenvolvimento da voz é crucial no desenvolvimento musical da
criança, o ato de cantar, realizado por meio da canção, toram-se um recurso essencial
nas aulas de Formação Musical, como evidencia a seguinte citação:

“Aqueles que aprendem a cantar antes de aprender a tocar um


instrumento, apreendem mais depressa que os outros a melodia de toda
a música (…). Graças ao canto, os alunos adquirem uma aptidão para a
leitura, que lhes permitirá aceder mais facilmente a obras dos grandes
espíritos, e conhecer mais composições em menos tempo e com menor
esforço.”

(Kodály, in Torres, 1998)

São muitos os estudiosos que afirmam que a canção, especialmente de natureza


tradicional, trabalhada desde a infância, representa o ponto de partida para um
verdadeiro desenvolvimento musical. Kodály foi um dos pedagogos que enfatizou
fortemente a importância da canção tradicional na aquisição de competências
musicais de uma criança, argumentando que é através do canto, mais especificamente
da canção, que a criança adquire habilidades musicais fundamentais. O papel central
do canto na Formação Musical, apoiado pelas principais correntes da pedagogia
musical moderna, e a importância do contacto da criança com uma variedade de
música de qualidade, transformam o repertório tradicional num recurso valioso para
todos os envolvidos no ensino da música. Muitos compositores como: Fernando
Lopes-Graça; Cândido Lima; Fernando Lapa; Eurico Carrapatoso e Fernando Corrêa
de Oliveira, demonstraram essa preocupação, dedicando obras às crianças como
interpretes.
Torres (1998), apresenta uma série de tópicos que nos elucidam sobre os
benefícios da aplicação deste repertório no ensino da música: “se o aluno canta
corretamente, faz a sua formação vocal”; já se for estimulado a reproduzir “frases
musicais com texto, desenvolve a memória auditiva e aumenta o vocabulário da
língua materna”, por meio da memorização destas canções, “desenvolve a memória

80
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

em geral e a leitura musical”, trabalhando em grupo, de forma coral ou através da


música de camara, “desenvolve ainda o sentido social”; por meio dos “textos das
canções experimenta várias emoções”, possibilitando o “desenvolvimento afetivo e o
conhecimento do património português”.

“Desde há alguns anos já, as canções populares foram introduzidas


no solfejo e nos métodos instrumentais para principiantes, substituindo
com vantagem os exercícios de entoação ou de técnica, muitas vezes
metódicos, mas desprovidos de musicalidade. Elas são também
preciosas para realizar, antes do estudo da harmonia tradicional,
simples harmonizações a duas, três ou quatro vozes”

(Willems, 1970).

Willems, defende que cada criança deve ser amplamente exposta à música oriunda
do seu génio e da sua raça. Cabe ao professor escolher as canções que melhor se
adequem ao conteúdo introduzido, seja rítmico, melódico, harmónico, sobre acordes,
modos ou intervalos. Segundo Willems, as canções devem ser abordadas primeiro,
para que depois se introduza o conteúdo teórico ali contido, como por exemplo, para
exemplificar intervalos com “aquelas que começam com um salto característico”.
(Willems, 1970)
No artigo Zoltan Kodály: Um Novo Conceito de Formação Musical e a Sua
Aplicação nas Escolas Húngaras, Cristiana Cruz conta-nos como Kodaály teve um
papel indispensável na incrementação de repertório tradicional húngaro na
Formação Musical. O professor e etnomusicólogo dedicou mais de cinco décadas da
sua vida à recolha, análise e catalogação de repertório tradicional, distribuindo-o
pelos vários níveis de ensino da Música. Segundo ele “O que deve ser feito? Ensinar
música (e em especial, canto) nas escolas, de modo que ela não seja um tortura, mas
sim um prazer; incutir nos alunos uma sede de boa música que dure a vida inteira. A
música não deve ser abordada pelo lado intelectual ou racional, nem transmitido à
criança como um sistema algébrico de símbolos ou como a escrita secreta de uma
linguagem com a qual ela não tem qualquer ligação. O caminho deve ser-lhe apontado
através da própria intuição (…) Esta experiência não pode ser deixada ao acaso: é o
dever da escola provê-lo”. (kodály, 1974)
É vital incentivar e conscientizar os professores sobre a utilização da música
portuguesa como ferramenta de aprendizagem. A música tradicional é muito mais
que um recurso. É uma herança cultural que oferece à criança um caminho para se
encontrar.

“Familiarizando-se desde cedo com a nossa canção popular, as


nossas crianças e a nossa juventude adquiriram um repertório que, a
81
Ana Margarida Lobo Santos

ser praticado e enriquecido pela vida fora, constituiria para os


portugueses um tesouro de alegrias e estímulos que, a todas as horas e
em todas as ocasiões, no lar, na escola, nos ofícios, em reuniões e festas,
os identificariam consigo mesmo e com a terra-mãe”.

(Lopes-Graça, 1991)

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Capítulo 3 – A Música Enquanto Jogo

A prática de utilizar música como fonte de inspiração para a criação de jogos não é
novidade. Compositores e professores de diversas épocas, tanto passadas como
contemporâneas, já a adotaram. Sabe-se, por exemplo, que Mozart recorria a este
método quando desejava preservar a sua energia criativa, compondo peças baseadas
num lançamento de dados.
Na educação musical moderna, são principalmente as escolas dos Estados Unidos
e do Reino Unido que levam em conta a importância do jogo. No entanto, na Holanda,
Ad. Heerkens dedicou vários anos da sua vida a aprimorar o pleno potencial da
expressão musical, tanto nos aspetos práticos quanto teóricos, resultando a
compilação deste conhecimento no livro “100 jogos musicais”, que serve de
inspiração a este trabalho.

3.1 O Conceito de Jogo

Definir este conceito pode ser uma tarefa fácil, já que a conceção de “jogo” varia
consoante o contexto em que enquadra. Como afirmado por Kishimoto (1995), jogos
políticos, de animais, xadrez, puzzles ou dominó são todos denominados com sendo
um jogo, apesar de serem claramente diferentes nas suas especificidades. Sabemos
que um “jogo político” se traduz num conjunto de estratégias utilizadas no meio para
negociar vantagens e atingir determinados objetivos. Ora, essa imagem é totalmente
contrastante aquela que se nos forma quando pensamos numa criança a brincar com
uma boneca. Podemos ainda pensar num jogo como um objeto, quando nos dirigimos
a um tabuleiro de xadrez, por exemplo.
Assim, no artigo intitulado “O Jogo e a Educação Infantil”, Kishimoto aponta três
diferentes níveis de jogo:
1. O resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto
social; (Kishimoto, 1995)
2. Um sistema de regras; (Kishimoto, 1995)
3. Um objeto. (Kishimoto, 1995)
No que diz respeito aos jogos musicais, como ferramenta pedagógica, destacamos
dois aspetos fundamentais: (1) o aspeto superficial, aquele que é visto do exterior e
(2) o aspeto peculiar. Segundo Heerkens, aqueles que observam o aspeto superficial
apenas desenvolvem interesse pelo jogo quando este suscita a competitividade: quem
vai ganhar? Este aspeto não permite contemplar outros aspetos do jogo igualmente
importantes. Com isto, o autor afirma considerar a experiência vivida pelos jogadores
e descreve-os do seguinte modo:
• Jogar é sair da rotina. Para os que se entregam inteiramente ao jogo, a
realidade quotidiana deixa de existir, apagando-se na sua consciência no
83
Ana Margarida Lobo Santos

decorrer do jogo. É apenas, após o jogo terminar, que o sentido da


realidade reaparece; (Heerkens, 1991)
• Jogar é reagir a uma determinada situação, nela se empenhando
totalmente. Os jogos possuem o poder de fascinar as pessoas e, como tal, de
as incitar a agir até as absorver completamente. Nalguns casos extremos, o
jogo torna-se uma verdadeira paixão. O jogo mais do eu qualquer outra
atividade, motiva em absoluto; (Heerkens, 1991)
• Jogar é também, ao mesmo tempo, pensar, sentir e agir. Ao jongo da nossa
vida, raramente somos levados a pensar, sentir e agir em simultâneo. É
justamente esta a combinação de faculdades intelectuais, emocionais e
motoras que caracteriza o jogo. Em geral, para quem trabalha ou estuda, a
solicitação feita ao seu processo de pensamento é bastante incompleta;
agimos muitas vezes de forma inteiramente mecânica (sem participação
real ao nível intelectual e emocional) e automática, ao longo das numerosas
atividades levadas a cabo num dia de trabalho; quando, por exemplo,
andamos de bicicleta, conduzimos um automóvel ou fazemos a lida de casa,
etc. Os nossos sentimentos, inclusive, estão mais ou menos orientados ao
longo de divertimentos passivos como ver televisão, ouvir música ou
assistir desafios desportivos, etc. Jogar difere de todos estes tipos de
atividades, porque o jogo requer uma coordenação total de todas as nossas
funções, conciliando o pensamento, as sensações w a ação. É este aspeto
peculiar que torna os jogos tão atraentes. (Heerkens, 1991)

3.2 Tipos de Jogos

Tendo em vista que os jogos por nós selecionados não representam um objetivo
concreto, mas sim um meio para o atingir, agrupámos estas atividades em três tipos:
(1) Jogos Sensoriais; (2) Jogos de Papel e Caneta e (3) Jogos de Tabuleiro ou de Cartas.

Os jogos Sensoriais são todos aqueles que requerem a participação interativa do


aluno. Jogos que implicam a recriação de sons ou a exploração dos sentidos e a
interação com o meio, com o professor, com pequenos grupos ou com toda a turma.
No fundo, nesta categoria englobamos os jogos que não exigem qualquer tipo de
registo escrito para serem realizados de forma confortável.
Os jogos de Papel e Caneta são inspirados nos conhecidos “Jogos de Jornal”, como
sopa de letras, sudoku, palavras cruzadas, etc. (claro que, sempre adaptados ao
conteúdo musical). Estes jogos exigem registo para serem realizados e têm como
objetivo tornar tópicos teóricos mais dinâmicos e interativos, como a consolidação da
leitura ou escrita musical.

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Por último, os “Jogos de Tabuleiro” ou “Jogos de Cartas” são aqueles que


acontecem sobre uma superfície previamente marcada para esse efeito. Podem ser
jogados dentro e forma do contexto sala de aula, não exigindo um número específico
de jogadores.
Qualquer um destes jogos pode ser adaptado ao número de alunos de cada turma
ou ao material disponível no momento. Contudo, este guia prático sugere a forma de
jogar que obteve mais sucesso quando aplicados a este estudo.

85
Ana Margarida Lobo Santos

Capítulo 4 – Descrição e Organização do Manual

4.1 Objetivos Gerais

O principal propósito dos jogos apresentados neste manual é apoiar os alunos a


sua formação artística, bem como ajudá-los na compreensão e interpretação do
código musical, através da música tradicional portuguesa. Assim, atribuímos uma
especial atenção a estas atividades, partindo sempre de estratégias sensoriais no
âmbito auditivo. Levámos também em consideração o aspeto lúdico das atividades
como uma estratégia motivacional.
Assim sendo, os objetivos gerais compreendem: (1) Aprimorar a perceção
auditiva; (2) Desenvolver a audição interior e a memória musical; (3) Aprimorar a
afinação; (4) Sentir e manter a pulsação; (5) Fomentar a expressividade e
interpretação musical. Pretendemos atingir estes objetivos levando sempre em
consideração elementos como a altura e duração do som, mudanças de compasso e
andamento, dinâmicas, articulação, acentuação, contexto histórico e cultural, época e
estilo.

4.2 Processo de Construção do Manual

Todas as fontes e referências, onde incluímos as partituras do espólio musical


português, foram adquiridas por meio de visitas a bibliotecas, análise de obras
bibliográficas, teses de mestrado, artigos e investigação online, em páginas
eletrónicas de instituições confiáveis e respeitáveis.
Este manual didático está organizado por temas, onde cada um deles é
apresentado através de um pequeno texto, que pretende contextualizar cada tópico
de forma simples e prática. Sugerimos que, depois de familiarizar os alunos com os
tópicos a desenvolver, o docente recorra a estes jogos, para que a turma absorva a
informação de forma clara e didática. Assim sendo, de uma listagem de vinte e cinco
canções, selecionamos as onze que obtiveram melhores resultados. Estas peças
podem ter ou não arranjo, estar ou não no tom original. Propomos, então, que estas
peças sejam exploradas em forma de jogo, sob várias perspetivas.

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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

4.2.1 Conteúdo Programático

Neste guia prático, propomos o desenvolvimento das faculdades a seguir


listadas, tomando como base o programa nacional de Formação Musical:

1. Ritmo
a. Identificação e reprodução da pulsação;
b. Identificação e reprodução da figuração rítmica e respetivas
pausas;
c. Identificação e reprodução da métrica/compassos simples e
compostos;
d. Leitura de frases rítmicas (noção de tempo, divisão e subdivisão,
figuração rítmica e respetivas pausas incluindo ligaduras e
pontos de aumentação, movimentos sincopados e métrica);
e. Escrita de frases rítmicas (noção de tempo, divisão e subdivisão,
figuração rítmica e respetivas pausas incluindo ligaduras e
pontos de aumentação, movimentos sincopados e métrica);
f. Leitura, escrita e reprodução de frases ou leituras rítmicas
(noção de tempo, divisão e subdivisão, figuração rítmica e
respetivas pausas incluindo ligaduras e pontos de aumentação,
movimentos sincopados e métrica), realizadas ao piano,
percutidas ou expostas através de uma gravação audiovisual.
2. Melodia
a. Identificação e reprodução de diferentes alturas (sons graves
médios e agudos);
b. Identificação e distinção dos diferentes timbres, assim como as
respetivas famílias;
c. Leitura entoada de frases melódicas em clave de sol (afinação,
noção de tempo, saltos e noção intervalar);
d. Leitura entoada de frases melódicas em clave de sol por
relatividade (afinação, noção de tempo, saltos e noção
intervalar);
e. Reconhecimento e construção de escalas maiores e menores;
f. Reconhecimento e construção dos intervalos de 2ª; 3ª; 4ª; 5ª e
8ª;
g. Leitura, escrita e reprodução de frases melódicas (afinação,
noção de tempo, saltos e noção intervalar) realizadas ao piano,
cantadas ou expostas através de uma gravação audiovisual.
3. Harmonia
a. Reconhecimento de acordes maiores e menores;
b. Reconhecimento das funções I – IV – V.

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Ana Margarida Lobo Santos

4.2.2 Material Didático

Iniciámos esta investigação com uma lista de vinte e cinco canções, com o
intuito de apurar as onze que melhor resultassem tanto em contexto de aula, como
fora dela. Assim, listámos as canções com as quais iniciámos este processo:
1. Alecrim;
2. Aurora;
3. A Moda da Rita;
4. As Armas do Meu Adufe;
5. As Pombinhas da Cat’rina;
6. A Saia da Carolina;
7. Barqueiro;
8. Dom Solidom;
9. Indo Eu a Caminho de Viseu;
10. Fui-te Ver, Estavas Lavando;
11. Josezito, Já Te Tenho Dito;
12. Loureiro, Verde Loureiro;
13. Marião;
14. Marinheiro;
15. Menina Estás à Janela;
16. Meu Lírio Roxo;
17. Ó Oliveira da Serra;
18. Ó Rama da Oliveira;
19. Ó Rosa Arredonda a Saia;
20. Os Olhos da Marianita;
21. Papagaio Loiro;
22. Passarinho Trigueiro;
23. Que Linda Falua;
24. Tia Anica de Loulé;
25. Vira do Minho.

Destas vinte e quatro canções, foram selecionadas as número: (1) Alecrim; (2)
Aurora; (3) A Moda da Rita; (7) Barqueiro; (8) Dom Solidom; (10) Fui-te Ver Estavas
Lavando; (12) Loureiro, Verde Loureiro; (13) Marião; (16) Meu Lírio Roxo; (18) Ó
Rama da Oliveira e (25) Vira do Minho.
A fim dinamizar a lista obras selecionadas, organizamos cada uma das canções
numa grelha de análise que engloba as especificações musicais e etnográficas de cada
uma, em função dos objetivos propostos.
Nesta tabela descrevemos os seguintes parâmetros: (1) Título; (2) Tópico – Tema
pedagógico a abordar; (3) Contexto – Descrição da origem da canção, o local onde foi
cantada, recolhida e a possível data de criação; (4) Tonalidade; (5) Compasso; (6)
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“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Âmbito: Amplitude da melodia; (7) Forma e (8) Intervalos – Classificados de forma


quantitativa (2ª; 3ª; 4ª; 5ª; 6ª; 7ª; 8ª) e qualitativa (maior; menor e perfeito).

[Link] Fui-te Ver, Estavas Lavando

Fui-te ver, ‘stavas lavando, Se eu morrer e tu ficares,


Fui-te ver, ‘stavas lavando, Se eu morrer e tu ficares,
No rio sem assabão. Adora-me o meu retrato.
Lavas em águas de rosas,
Lavas em águas de rosas, Adora-me o meu retrato,
Fica-te o cheiro na mão. Adora-me o meu retrato,
Fui-te ver, ‘stavas lavando,
Fica-te o cheiro na mão, Fui-te ver, ‘stavas lavando,
Fica-te o cheiro no fato, No rio sem assabão
.

Característica do Baixo Alentejo, esta canção foi recolhida por Giacometti e Lopes-
Graça, integrando o Cancioneiro Popular Português, publicado em 1981. Segundo os
registos, esta canção data da década de 1940.
Registada na tonalidade de Sol maior e compasso binário simples, esta canção é
composta por uma linha melódica que se desenha entre o Ré 3 e o Mi 4, tendo assim
um âmbito de 9ª Maior. Esta melodia é composta por saltos de 3ª maior e menor, 4ª
perfeita e 7ª maior, contudo a maior parte da mesma é constituída por graus
conjuntos.
Visto que se trata de uma canção tradicional alentejana, o ritmo é quase
exclusivamente composto pela célula “colcheia pontuada - semicolcheia”, que lhe
confere o caráter melismático característico do Alentejo.

Tabela 37 – “Fui-te Ver, Estavas Lavando”

Título Fui-te Ver, Estavas Lavando


Tópico Pulsação e Subdivisão
Tradicional do Baixo Alentejo
Contexto
Data de 1940
Tonalidade Sol Maior
Compasso Compasso Simples - Binário
Âmbito Ré 3 – Mi 4
Forma AB

89
Ana Margarida Lobo Santos

Graus conjuntos; 3ª Maior e Menor; 4ª Perfeita e 7ª Maior.

4ª Perfeita 7ª Maior
2ª Menor
3ª Maior

Intervalos

2ª Maior

Figura 11– Fui-te Ver, Estavas Lavando 25

25 Fonte: Giacometti & Lopes-Graça (1981) Cancioneiro Popular Português. Lisboa: Ciclo de Leitores
90
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

[Link] Ó Rama da Oliveira

Ó rama, ó que linda rama, Eu gosto muito de ouvir,


Ó rama da oliveira, Cantar a quem aprendeu,
O meu par é o mais lindo, Se houvesse quem me ensinara,
Qua anda aqui na roda inteira. Quem aprendia era eu!
Que anda aqui na roda inteira, Não m’ invejo de quem tem,
Aqui e em qualquer lugar, Carros, parelhas e montes,
Ó rama ó que linda rama, Só me invejo de quem bebe
Ó rama do olival A água em todas as fontes

Recolhida por Maria Rita Ortigão Pinto Cortez, esta canção integra o Cancioneiro
de Serpa de 1994, tendo sido registada na tonalidade de Fá maior e no compasso
ternário simples.
A melodia desenha-se entre o Dó 3 e o Dó 4, onde podemos encontrar intervalos
de 2ª maior e menor, 3ª maior, 4ª perfeita e 5ª perfeita. Ritmicamente, destaca-se a já
citada célula “colcheia pontuada - semicolcheia”, característica desta região.

Tabela 38 – “Ó Rama da Oliveira”

Título Ó Rama da Oliveira


Tópico Identificação e Reprodução de Diferentes Alturas
Tradicional de Serpa
Contexto
Data de 1994
Tonalidade Fá Maior
Compasso Compasso Simples - Ternário
Âmbito Dó 3 – Mi 4
Forma Estrófica
Graus conjuntos; 3ª Maior; 4ª Perfeita e 5ª Perfeita.

4ª Perfeita 5ª Perfeita

3ª Maior

2ª Menor
Intervalos

2ª Maior

91
Ana Margarida Lobo Santos

Figura 12– Ó Rama Ó Que Linda Rama 26

[Link] Dom Solidom

Ponha a mão na trança


Ai a menina
Ai Dom Solidom
Ai Dom Solidom,
Não lhe caia o pente!
Como vai airosa (bis)
Ponha a mão na trança Ai, a menina,
Ai Dom Solidom Dom Solidom
Não lhe caia a rosa! Como vai bonita (bis)
Ponha a mão na trança,
Ai a menina
Dom Solidom
Ai Dom Solidom
Não lhe caia a fita!
Como vai contente (bis)

A dança de roda oriunda da zona da Estremadura, tornou-se muito popular na Beira


Baixa. Registada em compasso binário simples na tonalidade de Mi maior, esta canção
apresenta um âmbito de 7ª diminuta (Ré # 3 - Dó 4). A melodia é composta por graus
conjuntos, intervalos de 3ª menor, quarta perfeita e quinta perfeita e o ritmo silábico é
quase sempre escrito em colcheias.

26 Fonte: Cortez, Maria Rita Ortigão Pinto (1994) Cancioneiro de Serpa. Câmara Municipal de Serpa
92
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 39 – “Dom Solidom”

Título Dom Solidom

Tópico

Contexto Tradicional da Estremadura


Data de 1891
Tonalidade Mi menor
Compasso Compasso Simples - Binário
Âmbito Dó # 3 – Dó 4
Forma Binária
Graus conjuntos; 3ª Menor; 4ª Perfeita e 5ª Perfeita.

4ª Perfeita 5ª Perfeita

2ª Menor
3ª Menor
Intervalos

2ª Maior

Figura 13 – Dom Solidom27

27 Fonte: Neves, C. das (1803). Cancioneiro de Músicas Populares. Porto: Typographia Ocidental (Volume 1, pág. 220).

93
Ana Margarida Lobo Santos

[Link] Barqueiro

Barqueiro deita o barco à água, Se tu soubesses Maria,


Barqueiro vamos navegar. Se tu soubesses nadar.
Mas olha, se o barco vira Deitava-se o barco ao Mira
Lá no mar do Mira, eu não sei nadar! Eu e tu Maria, íamos navegar!

Tradicional do Alto Minho, esta canção em Fá maior desenvolve-se numa


amplitude de 8ª perfeita (Dó 3 a Dó 4). A melodia é construída sem forma de onda,
lembrando o movimento da água, constituída por intervalos de 2ª maior e menor, 3ª
maior e 4ª perfeita. Ritmicamente, é constituída por colcheias, mínimas e semínimas,
organizadas num compasso binário simples.

Tabela 40 – “Barqueiro”

Título Barqueiro

Tópico

Contexto Data e local de recolha desconhecidos

Tonalidade Fá Maior

Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito Dó 3 – Dó 4

Forma AB

Graus conjuntos; 3ª Maior e 4ª Perfeita

4ª Perfeita
2ª Menor

Intervalos
3ª Maior

2ª Maior

94
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Figura 14 – Barqueiro28

[Link] Vira do Minho

Eu já vi dançar o Vira,
Meninas, vamos ao Vira
Ai, às meninas de Coimbra
Ai, que o Vira é coisa boa! (bis)
(bis)
Eu já vi dançar o Vira,
Ai, às meninas de Lisboa (bis)
O Vira que Vira,
O Vira virou,
O Vira, que vira
As voltas do Vira,
E torna a virar,
Sou eu quem as dou. (bis)
As voltas do Vira
São boas de dar. (bis)
Meninas vamos ao Vira,
Ai, que o Vira é coisa bela!
Meninas vamos ao Vira, (bis)
Ai, que o Vira é coisa linda! Eu já vi dançar o Vira,
(bis) Ai, às meninas de Palmela (bis)

O Vira é uma dança típica do folclore português oriunda do Minho. A sua origem é de
data desconhecida, para Gonçalo Sampaio e Sampaio Ribeiro pode ser anterior ao
século XVI.

28 Fonte: Morais, D. (2000). Recolhas de Domingos Morais: Arquivo DMWDR85. Lisboa e Trás-os-Montes. Obtido
de [Link]
95
Ana Margarida Lobo Santos

Registada na tonalidade de Si menor, esta canção tem o âmbito de 10º menor (Ré
2 – Ré 4). A sua melodia é constituída por graus conjuntos, e intervalos melódicos de
3ª maior, 4ª perfeita e 5ª perfeita. O ritmo silábico é quase exclusivamente composto
por semínimas e colcheias organizadas de diferentes formas ao longo da canção,
sendo separadas por pausas entre cada frase.
Tabela 41 – “Vira do Minho”

Título Vira do Minho


Tópico

Contexto Tradicional do Minho


Data desconhecida
Tonalidade Si Menor
Compasso Compasso Composto – Binário
Âmbito Ré 2 - Ré 4
Forma AB
Graus conjuntos; 3ª Maior e 4ª Perfeita
4ª Perfeita 5ª Perfeita

2ª Menor
Intervalos
3ª Maior

2ª Maior

Figura 15 – Vira do Minho29

29 Fonte: Sampaio, G. (1940 ). Cancioneiro Minhoto. Braga: Grupo Folclórico Dr Gonçalo Sampaio.

96
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

[Link] Meu lírio Roxo

Meu Lírio roxo do campo, Meu Lírio roxo do campo. Ai! Ai!
Criado na primavera, Quem te pudesse ir colher.
Quem me dera amor saber. Ai! Ai!
A tua intenção qual era. Quem te pudesse colher,
Oh! Meu amor quem me dera
A tua intenção qual era, Desejava, amor, saber. Ai! Ai!
Qual era o teu proceder. A tua intenção qual era.

Recolhida por Manuel Joaquim Delgado, esta canção foi publicada no “Cancioneiro
Popular do Baixo Alentejo”, no ano de 1955. Contudo a versão que utilizamos nesta
investigação é de Jos Wuytack publicada no livro “Canções Tradicionais Portuguesas”
de 1998.
Na tonalidade de Ré maior e registada em compasso binário simples, esta versão
apresenta duas vozes harmonizadas à distância de 3ª, onde a primeira tem um âmbito
de Ré 3 a Dó 4 e a segunda voz de Dó 3 a Sol 3. A melodia é composta por graus
conjuntos, intervalos de 3ª maior e 4ª perfeita.

Tabela 42 – “Meu Lírio Roxo”

Título Meu Lírio Roxo

Tópico

Contexto Tradicional Alentejana


Data de 1955
Tonalidade Ré Maior
Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito 1ª voz: Ré 3 -Dó 4


2ª voz: Dó 3 – Sol 3
Forma AB

Graus conjuntos; 3ª Maior e 4ª Perfeita

4ª Perfeita 5ª Perfeita

2ª Menor
Intervalos

3ª Maior

2ª Maior
97
Ana Margarida Lobo Santos

Figura 16– Meu Lírio Roxo30

[Link] Marião (Tradicional Trás-os-Montes)

Adeus ó Vale de Gouvinhas Marião) À porta do meu amor (Marião)


Não és vila nem cidade (Marião) Hei-de pôr a mais bonita (Marião)
Sim, sim Marião. Sim, sim Marião.
Não, não Marião. Não, não Marião.

És um povo pequenino (Marião)


Os meus olhos não são olhos (Marião)
Feito à minha vontade (Marião)
Sem estarem os teus defronte (Marião)
Sim, sim Marião.
Sim, sim Marião.
Não, não Marião.
Não, não Marião.

Hei-de cercar Vale Gouvinhas (Marião)


Parecem dois rios de água (Marião)
Com trinta metros de fita (Marião)
Quando vão de monte a monte (Marião)
Sim, sim Marião.
Sim, sim Marião.
Não, não Marião.
Não, não Marião.

30 Fonte: Wuytack, J. (1998). Canções Tradicionais Portuguesas.

98
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Já corri os mares em volta (Marião) Em todo o mar achei água (Marião)


Com uma vela branca acesa (Marião) Só em ti pouca firmeza (Marião)
Sim, sim Marião. Sim, sim Marião.
Não, não Marião. Não, não Marião.

Marião é uma canção tradicional de Trás-os-Montes, cuja possível data de criação


e recolha nos são desconhecidas. Contudo, é ainda hoje, muito ouvida pela região. A
versão escolhida para esta investigação é da autoria de Gilberto Costa e encontra-se
escrita em compasso binário simples, e na tonalidade de Si b maior. A sua melodia
tem um âmbito de 8ª perfeita, desenhando-se entre o Si b 2 e o Si b 3, principalmente
através de graus conjuntos, já que apenas encontramos um intervalo de de 3ª menor.
O ritmo é silábico e composto apenas por colcheias, mínimas e semínimas. A sua
forma binária divide-se em A (que por sua vez se subdivide em a – os primeiros
quatro compassos e b - do compasso cinco ao início do nono compasso) e B onde
pertencem os últimos versos de cada quadra.

Tabela 43 – “Marião”

Título Marião

Tópico

Contexto Tradicional de Trás-os-Montes


Data desconhecida
Tonalidade Si b Maior
Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito Si b 2 – Si b 3

Forma AB

Graus conjuntos e 3ª Menor

3ª Menor

2ª Menor
Intervalos

2ª Maior

99
Ana Margarida Lobo Santos

Figura 17 – Marião31

[Link] A Moda da Rita

Esta é que era a moda que a Rita cantava, (bis)


Lá na Praia Nova, olaré
Ninguém lhe ganhava (bis)

Ninguém lhe ganhava, ninguém lhe ganhou (bis)


Esta é que era a moda, olaré
Que a Rita cantou (bis)

31 Fonte: Associação Portuguesa de Educação Musical. (s.d.). Tradicionais - Marião. Obtido de Cantar Mais - Mundos com Voz:
[Link]

100
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Esta é que era a moda que a Rita cantou (bis)


Lá na Praia Nova, olaré
Ninguém lhe ganhou (bis)

Registada no Cancioneiro de Serpa, por Maria Rita Ortigão Pinto Cortez no ano de
1944, a versão original desta canção encontra-se na tonalidade de Dó maior, e
harmonizada a duas vozes à distância de 3ª. Contudo, para esta investigação
escolhemos a versão Gisberto Costa.
Nesta versão, que se encontra na mesma tonalidade, a melodia desenvolve-se
entre o Dó 3 e o Si 3, quase sempre por graus conjuntos. O ritmo silábico desenrola-se
sobre o compasso binário simples.

Tabela 44 – “A Moda da Rita”

Título A Moda da Rita

Tópico

Contexto Tradicional de Serpa


Data de recolha: 1944
Tonalidade Dó Maior
Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito Dó 3 – Si 3

Forma AB

Graus conjuntos; 3ª Maior

4ª Perfeita 3ª Maior
3ª Menor
2ª Menor

Intervalos

2ª Maior

101
Ana Margarida Lobo Santos

Figura 18 – A Moda da Rita32

[Link] Alecrim

Alecrim, alecrim aos molhos Alecrim, alecrim doirado


Por causa de ti Que nasce no monte
Choram os meus olhos Sem ser semeado

Ai, meu amor, quem te disse a ti


Ai, meu amor, quem te disse a ti Que a flor do monte
Que a flor do monte Era o alecrim
Era o alecrim

Registada no Cancioneiro de Serpa, por Maria Rita Ortigão Pinto Cortez no ano de
1944, esta canção tradicional encontra-se na tonalidade de Dó maior. O seu âmbito
encontra-se entre o Dó 3 e o Si 3, sendo assim menos que a 8ª. Ritmicamente, é
composta de semínimas, colcheias e semicolcheias, acomodadas num compasso
binário simples.

32 Fonte: Associação Portuguesa de Educação Musical. (s.d.). Tradicionais - A Moda da Rita. Obtido de Cantar Mais - Mundos com
Voz: [Link]

102
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 45 – “Alecrim”

Título Alecrim

Tópico

Contexto Tradicional de Serpa


Data de recolha: 1944
Tonalidade Dó Maior
Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito Dó 3 – Si 3
Forma AB

Graus conjuntos; 3ª Maior; 3ª Menor; 6ª Maior

3ª Maior 6ª Maior
2ª Menor

3ª Menor
Intervalos

2ª Maior

Figura 19 – Alecrim33

33 Fonte: Cortez, e. M. (1944). Cancioneiro de Serpa. Serpa: Edição do Município de Serpa.

103
Ana Margarida Lobo Santos

[Link] Aurora

O Limão tira o fastio, Lá vem Aurora,


A laranja o bem querer, Lá vem, lá vem
Tira de mim o sentido De madrugada,
Se me queres ver morrer. Que graça tem?

Lá vem Aurora, Hei-de morrer a pedir


Lá vem, lá vem À mãe de Nosso Senhor,
De madrugada, Que nunca leve a tristeza,
Que graça tem? Aos olhos do meu amor.

A azeitona por ser preta, Lá vem Aurora,


Também tem seu parecer, Lá vem, lá vem
Ninguém se livra no mundo, De madrugada,
Do que lhe queriam. Que graça tem?

Aurora é uma canção tradicional oriunda de Louriçal do Campo (Castelo Branco),


conhecida por ser cantada em momentos de convívio, aos domingos ou em festas
locais. Registada em Som maior, e com uma amplitude de 10ª menor (Ré 3 a Fá 4). A
sua melodia é composta por intervalos de 2ª e 3ª, maiores e menores, assim como de
arpejos do acorde de tónica e de sétima da dominante. O ritmo silábico é escrito em
colcheias, semínimas e semínimas pontoadas.

Tabela 46 – “Aurora”

Título Aurora

Tópico

Contexto Tradicional da Beira Baixa


Data de recolha desconhecida

Tonalidade Sol Maior

Compasso Compasso Simples – Binário

Âmbito Ré 3 – Fá 4

Forma AB

104
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Graus conjuntos; 3ª Maior; 3ª Menor; 4ª Perfeita; 5ª Perfeita e 8ª


Perfeita

5ª Perfeita 8ª Perfeita
4ª Perfeita
2ª Menor
Intervalos 3ª Maior

3ª Menor

2ª Maior

Figura 20 – Aurora34

34 Fonte: [Link]. (1971). Etnografia da Beira – O que a nossa gente canta. Lisboa: Livraria Ferin.

105
Ana Margarida Lobo Santos

Capítulo 5 – Apresentação e Discussão dos Resultados

Ao longo do processo de criação deste manual, foram explorados vários jogos,


métodos e canções, aplicados nas aulas de Formação Musical de duas turmas de 1º
grau do ensino artístico especializado. Uma delas (Turma A), pertencente ao
Conservatório Regional de Castelo Branco, e a outra (Turma B) pertencente à Escola
Doutor Manuel Fernandes, em Abrantes.
No decorrer deste processo, fomos excluindo o material que não obteve os
resultados esperados, adaptando e melhorando aquele que
Como defendido por Coutinho (2016) “O capítulo Apresentação e Discussão de
Resultados destina-se a informar o leitor sobre as respostas que os dados obtidos
fornecem em relação às questões empíricas formuladas no início do trabalho.” Assim
sendo, neste capítulo apresentamos os dados recolhidos durante a investigação, tal
como (1) Inquéritos; (2) Notas Reflexivas e (3) Grelhas de Observação.

5.1 Caracterização das Turmas

A Turma A, é composta por quinze alunos do primeiro grau (5ºano de


escolaridade), inscritos no regime articulado do Conservatório Regional de Castelo
Branco. Destes quinze alunos, sete são do sexo masculino e os restantes oito do sexo
feminino. Sendo assim, a turma é composta por 53% de meninas e 47% de rapazes.
Estes alunos apresentam idades compreendidas entre os nove e os dez anos (à data
da matrícula) e encontram-se matriculados nos seguintes instrumentos: (1) Piano;
(2) Violino; (3) Guitarra Clássica; (4) Flauta Transversal; (5) Trompete; (6) Clarinete;
(7) Acordeão e (8) Percussão.
Já a Turma B, é composta por doze alunos do primeiro grau (5ºano de
escolaridade), inscritos no regime integrado da Escola Doutor Manuel Fernandes, na
cidade de Abrantes. Aqui, quatro são do sexo masculino e os restantes oito do sexo
feminino. Assim, a turma é composta por 67% de meninas e 33% de rapazes. Estes
alunos apresentam idades compreendidas entre os nove e os onze anos (à data da
matrícula) e encontram-se matriculados nos seguintes instrumentos: (1) Piano; (2)
Violino; (3) Guitarra Clássica; (4) Flauta Transversal; (5) Trompete; (6) Clarinete; (7)
Saxofone e (8) Contrabaixo.

106
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Tabela 47- Caracterização daa turmas de Formação Musical

Caracterização das Turmas

Escola Aluno Género Idade Instrumento

Aluno 1 A Masculino 10 Violino

Aluno 2 A Feminino 10 Percussão

Aluno 3 A Masculino 9 Acordeão

Aluno 4 A Feminino 10 Guitarra


Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 5 A Feminino 10 Flauta Transversal

Aluno 6 A Masculino 9 Violino

Aluno 7 A Masculino 10 Violino

Aluno 8 A Feminino 10 Violino

Aluno 9 A Feminino 9 Clarinete

Aluno 10 A Feminino 9 Guitarra

Aluno 11 A Feminino 9 Guitarra

Aluno 12 A Masculino 10 Trompete

Aluno 13 A Masculino 9 Piano

Aluno 14 A Feminino 10 Piano

Aluno 15 A Masculino 9 Flauta Transversal

Aluno 1 B Feminino 10 Flauta Transversal

Aluno 2 B Feminino 10 Trompete

Aluno 3 B Feminino 11 Clarinete


Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B Masculino 10 Contrabaixo

Aluno 5 B Masculino 10 Piano

Aluno 6 B Feminino 10 Clarinete

Aluno 7 B Feminino 10 Saxofone

Aluno 8 B Feminino 11 Contrabaixo

Aluno 9 B Masculino 11 Guitarra Clássica

Aluno 10 B Masculino 10 Piano

Aluno 11 B Feminino 10 Saxofone

Aluno 12 B Feminino 10 Contrabaixo

107
Ana Margarida Lobo Santos

5.2 Inquéritos por Questionário

Durante o processo de investigação, foram distribuídos a ambas as turmas,


questionários abrangendo o tema da música tradicional, dos jogos no contexto sala de
aula e abrangendo uma introspeção sobre o processo de aprendizagem. Abaixo
expomos as respostas recorrendo a tabelas e gráficos ilustrativos, a fim de facilitar a
leitura e análise dos resultados.
Assim, dividimos este capítulo em duas partes: (1) Inquéritos pré implementação
do estudo e (2) Inquéritos pós implementação do estudo.

5.2.1 Inquéritos Pré Implementação do Estudo

O primeiro dos questionários foi entregue antes da implementação deste estudo,


com a intenção de apurar qual o nível de conhecimento dos alunos sobre a música
tradicional e a sua possível relação com as aulas de Formação Musical. A tabela que se
segue apresenta, de forma didática, as respostas a estas questões.

Tabela 48– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 1

Resposta
Nº de fechada
Categoria Questão Resposta
respostas
Sim Não
“É a música de um
7 - -
determinado sítio”
“É a música que se canta
nas festas de uma certa 4 - -
O que é, para ti, música aldeia”
tradicional?
“É a música antiga de cada
Conheces música tradicional?

8 - -
localidade”
“É a música que toda a
8 - -
gente sabe cantar”
Aurora 8 - -
A Moda da Rita 5 - -
As Armas do Meu Adufe 0 - -

Quais são as canções As Pombinhas da Cat’rina 12 - -


tradicionais que A Saia da Carolina 25 - -
conheces?
Barqueiro 15 - -
Dom Solidom 7 - -
Indo Eu a Caminho de
22 - -
Viseu

108
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Fui-te Ver, Estavas


0 - -
Lavando
Josezito, Já Te Tenho Dito 3 - -
Machadinha 1 - -
Marião 3 - -
Marinheiro 1 - -
Menina Estás à Janela 7 - -
Meu Lírio Roxo 15 - -
Ó Oliveira da Serra 17 - -
Ó Rama da Oliveira 6 - -
Ó Rosa Arredonda a Saia 16 - -
Os Olhos da Marianita 3 - -
Papagaio Loiro 20 - -
Passarinho Trigueiro 2 - -
Que Linda Falua 4 - -
Tia Anica de Loulé 3 - -
Vira do Minho 3 - -
Não sabe (A música
tradicional foi introduzida
de forma tão orgânica,
4 - -
que o aluno não sabe
precisar um momento,
local ou entidade)
Onde ouviste essas
canções? (Onde Através dos avós 7 - -
aprendeste ou quem te
Através dos Pais 2 - -
ensinou?)
Na escola 5 - -
Nas aulas de Formação
Musical (em escolas não
9 - -
oficiais, tempos livres ou
academias)
Consideras que a
papel da música tradicional?

música tradicional te
Qual é a tua opinião sobre o

pode ajudar a
interiorizar os - - 12 15
conteúdos
introduzidos na aula
de Formação Musical?
Indica um aspeto que Não sabe 16 - -
pode ser positivo sobre
“Assim conhecemos
a aplicação de música 5 - -
outros tipos de música”
tradicional de
Formação Musical “Podemos fazer coisas 6 - -

109
Ana Margarida Lobo Santos

diferentes”
Indica um aspeto que Não sabe 16 - -
pode ser negativo
“Nós estudamos música
sobre a aplicação de
clássica. Música
música tradicional de 4 - -
Tradicional não é música
Formação Musical
clássica”
“Não gosto de música
7 - -
tradicional”
Achas que vais gostar
de trabalhar as canções
- - 20 7
tradicionais nas aulas
de Formação Musical?

Neste primeiro inquérito apurámos o conhecimento dos alunos sobre a música


tradicional, assim como quais as suas opiniões sobre a implantação deste tipo de
música nas aulas de Formação Musical. No primeiro grupo de questões, ao qual
demos o nome de “Conheces música tradicional?”, desenvolvemos três perguntas: (1)
O que é, para ti, música tradicional? (2) Quais são as canções tradicionais que
conheces? (3) Onde ouviste essas canções? (Onde aprendeste ou quem te ensinou?). É
de referir que, apesar de se expressarem de formas distintas, agrupámos as respostas
dos alunos que nos passaram a mesma intenção na sua resposta. Assim, pudemos
concluir que 30% dos alunos considera que música tradicional “é aquela que toda a
gente sabe cantar”; 29% considera que “é a música antiga de cada localidade”; 26%
que “é a música de um determinado sítio” e 15% que “a música que se canta nas festas
de determinada aldeia”.

O que é, para ti, música tradicional?

“É a música que “É a música de um


toda a gente sabe determinado sítio”
cantar” 26%
30%

“É a música que se
canta nas festas de
“É a música antiga uma certa aldeia”
de cada localidade” 15%
29%

Gráfico 15 – O que é, para ti, música tradicional?

110
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Na segunda pergunta desta categoria, “Quais são as canções tradicionais que


conheces?”, listámos no questionário em questão a seleção de vinte e quatro canções por
nós selecionadas. Aqui, os alunos deveriam apenas responder se conheciam, ou não, cada
uma destas canções. Nesta pergunta em específico, considerámos importante distinguir a
resposta de cada turma já que, devido à localização de cada uma das escolas e, portanto, a
tradição de cada localidade, estas poderiam mostrar-se contrastantes. Assim, de seguida
listamos as percentagens de conhecimento de cada uma das turmas: (1) Aurora: Turma A
34% / Turma B 34%; (2) A Moda da Rita: Turma A 7% / Turma B 34%; (3) As Armas do
Meu Adufe: Turma A 0% / Turma B 0%; (4) As Pombinhas da Cat’rina: Turma A 34% /
Turma B 59%; (5) A Saia da Carolina: Turma A 87% / Turma B 100%; (6) Barqueiro:
Turma A 87% / Turma B 17%; (7) Dom Solidom: Turma A 34% / Turma B 17%; (8) Indo
Eu a Caminho de Viseu: Turma A 67% / Turma B 100%; (9) Fui-te Ver, Estavas Lavando:
Turma A 0% / Turma B 0%; (10) Josezito, Já Te Tenho Dito: Turma A 0% / Turma B
25%; (11) Machadinha: Turma A 0% / Turma B 9%; (12) Marião: Turma A 7% / Turma B
17%; (13) Marinheiro: Turma A 7% / Turma B 0%;(14) Menina Estás à Janela: Turma A
20% / Turma B 34%; (15) Meu Lírio Roxo: Turma A 100% / Turma B 0%; (16) Ó Oliveira
da Serra: Turma A 67% / Turma B 59%; (17) Ó Rama da Oliveira: Turma A 14% / Turma
B 34%; (18) Ó Rosa Arredonda a Saia: Turma A 34% / Turma B 11%; (19) Os Olhos da
Marianita: Turma A 14% / Turma B 9%; (20) Papagaio Loiro: Turma A 60% / Turma B
92%; (21) Passarinho Trigueiro: Turma A 7% / Turma B 9%; (22) Que Linda Falua:
Turma A 7% / Turma B 25%; (23) Tia Anica de Loulé: Turma A 0% / Turma B 25%; (24)
Vira do Minho: Turma A 20% / Turma B 0%.

Quais são as canções tradicionais que conheces?


16
14
12
10
8
6
4
2
0

Turma A Turma B

Gráfico 16 – Quais são as canções tradicionais que conheces?

111
Ana Margarida Lobo Santos

Já na última pergunta deste grupo de questões, perguntámos aos alunos quem lhes
tinha transmitido estas canções. As respostas variam entre: 15% “Não sei (A música
tradicional foi introduzida de forma tão orgânica, que o aluno não sabe precisar um
momento, local ou entidade)”; 26% “Através dos avós”; 7% “Através dos Pais”; 19%
“Na escola” e 33% “Nas aulas de Formação Musical (em escolas não oficiais, tempos
livres ou academias)”.

Onde ouviste essas canções? (Onde aprendeste ou


quem te ensinou?)
Não sei
Nas aulas de 15%
Formação Musical
33%

Através dos Avós


26%

Na Escola Através dos Pais


19% 7%
Gráfico 17 – Onde ouviste essas canções? (Onde aprendeste ou quem te ensinou?)

De seguida, acomodámos o segundo grupo de questões intitulado “Qual é a tua


opinião sobre o papel da música tradicional?”. Aqui distinguimos quatro perguntas:
(1) “Consideras que a música tradicional te pode ajudar a interiorizar os conteúdos
introduzidos na aula de Formação Musical?” (2) “Indica um aspeto que pode ser
positivo sobre a aplicação de música tradicional de Formação Musical”; (3) “Indica um
aspeto que pode ser negativo sobre a aplicação de música tradicional de Formação
Musical” e (4) “Achas que vais gostar de trabalhar as canções tradicionais nas aulas de
Formação Musical?”.
O gráfico abaixo ilustra o número de resposta “sim” (45%) e “não” (55%) das duas
turmas em estudo.

112
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Consideras que a música tradicional te pode ajudar


a interiorizar os conteúdos introduzidos na aula de
Formação Musical?
16

14

12

10

0
Sim Não

Gráfico 18 – Consideras que a música tradicional te pode ajudar a interiorizar os conteúdos introduzidos na aula
de Formação Musical?

Ao pedir aos alunos que “Indicassem um aspeto que pode ser positivo sobre a
aplicação de música tradicional de Formação Musical”, 59% respondeu “não sei”, 19%
“assim conhecemos outros tipos de música” e os restantes 22% responderam
“Podemos fazer coisas diferentes”, como pode ser verificado através do gráfico
abaixo.

Indica um aspeto que pode ser positivo sobre a


aplicação de música tradicional de Formação
Musical

“Podemos fazer coisas


diferentes”
22%

Não sei
“Assim conhecemos 59%
outros tipos de música”
19%

Gráfico 19– Indica um aspeto que pode ser positivo sobre a aplicação de música tradicional de Formação Musical

113
Ana Margarida Lobo Santos

De seguida, pedimos aos discentes que indicassem um aspeto que prevessem


negativo na aplicação de música tradicional como recurso às aulas de Formação
Musical. Aqui, 59% dos alunos não soube responder, 26% respondeu “Não gosto de
música tradicional” e os restantes 15% responderam “Nós estudamos música clássica.
Música Tradicional não é música clássica”

Indica um aspeto que pode ser negativo sobre a


aplicação de música tradicional de formação
“Não gosto de música musical
tradicional”
26%

“Nós estudamos música Não sei


clássica. Música Tradicional 59%
não é música clássica”
15%

Gráfico 20 – Indica um aspeto que pode ser negativo sobre a aplicação de música tradicional de Formação
Musical

Na última pergunta deste questionário (Achas que vais gostar de trabalhar as


canções tradicionais nas aulas de Formação Musical?) 20 alunos (74%) responderam
“sim”, e os restantes 7 (26%) “não”.

25
Achas que vais gostar de trabalhar as canções tradicionais
nas aulas de Formação Musical?
20

15

10

0
Sim Não

Gráfico 21 – Achas que vais gostar de trabalhar as canções tradicionais nas aulas de Formação Musical?
114
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Ainda antes da implementação do presente estudo, distribuímos um segundo


questionário. Agora, o tema a apurar seria a disciplina de Formação Musical e a
opinião dos alunos sobre as aulas que foram lecionadas até ao momento. Na tabela
abaixo, organizamos as estas respostas.

Tabela 49– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 2

Resposta
Nº de fechada
Questão Resposta
respostas
Sim Não

Adoro 5 - -

Gosto Muito 9 - -

Gostas das aulas de


Gosto 9 - -
Formação Musical?

Não Gosto 2 - -

Não Gosto Nada 2 - -

Teoria Musical 3 - -

Leituras 6 - -
Qual destas atividades
mais gostas?
Cantar 11 - -

Ditados 3 - -

Menos de 2 dias 5 - -

2 ou 3 dias 15 - -
Quantas vezes por semana
estudas Formação 4 ou 5 dias 7 - -
Musical?
6 dias 0 - -

Todos os dias 0 - -

115
Ana Margarida Lobo Santos

Quando questionados sobre o quanto gostam da disciplina de Formação


Musical, cinco alunos optaram por “Adoro”, nove escolheram a opção “Gosto muito”,
nove dos alunos optaram por “Gosto”, dois dos alunos a opção “Não gosto” e os
restantes dois responderam “Não gosto nada”

O quanto os alunos gostam de Formação


Musical (pré implementação do estudo)
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Não gosto nada Não gosto Gosto Gosto Muito Adoro

Gráfico 22 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical (pré implementação do estudo)

Os alunos foram questionados sobre a sua preferência de atividades de


Formação Musical. Assim, a opção “Cantar” teve a maioria dos votos, sendo a
preferência de onze alunos. “Teoria Musical” foi escolhida por três alunos, enquanto
seis escolheram “Leituras” e três alunos “Ditados (Rítmicos e Melódicos)”.

Preferência de atividades de Formação Musical


(pré implementação do estudo)
12

10

0
Ditados (Rítmicos ou Cantar Leituras Teoria Musical
Melódicos)

Gráfico 23 - Preferência de atividades de Formação Musical (pré implementação do estudo)

116
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

A turma foi questionada quanto ao tempo que dedica ao estudo da Formação


Musical. Aqui, as respostas obtidas foram: cinco alunos estudam menos de dois dias
por semana, quinze alunos estudam de dois a três dias por semana e sete alunos
estudam de quatro a cinco dias por semana.

Dias dedicados ao estudo da Formação Musical


(pré implementação do estudo)
16

14

12

10

0
Todos os dias 6 Dias 4 ou 5 Dias 2 ou 3 Dias Menos de 2 dias

Gráfico 24 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical (pré implementação do estudo)

117
Ana Margarida Lobo Santos

5.2.2 Inquéritos Pós Implementação do Estudo

Após a aplicação deste estudo em contexto sala de aula, distribuímos o 3º


questionário (muito similar ao primeiro que estudámos) a fim de comparar as
respostas anteriormente entregues. Assim, segue abaixo a tabela referente ao
supracitado questionário.

Tabela 50 – Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 3

Resposta
Nº de fechada
Questão Resposta
respostas
Sim Não
Adoro 13 - -
Gosto Muito 10 - -
Gostas das aulas de Gosto 3 - -
Formação Musical?
Não Gosto 1 - -

Não Gosto Nada 0 - -

Teoria Musical 4 - -

Qual destas atividades Leituras 6 - -


mais gostas? Cantar 17 - -

Ditados 0 - -

Menos de 2 dias 4 - -

2 ou 3 dias 13 - -
Quantas vezes por semana
estudas Formação 4 ou 5 dias 10 - -
Musical?
6 dias 0 - -

Todos os dias 0 - -
O que achas que te motiva “Fazer mais jogos” 9 - -
nas aulas de Formação
Musical? “Cantar mais” 18 - -
“Tive uma professora muito
2
boa”
“As aulas são divertidas” 5
Sentes-te motivado nas
aulas de Formação “Porque cantamos muito e 26 1
4
Musical? Porquê? brincamos muito”
“Porque fazemos jogos” 8

“Porque gosto de música” 7

118
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Através da observação direta do gráfico 25, concluímos que, após a aplicação


deste estudo, a popularidade da disciplina de Formação Musical aumentou
consideravelmente, já que treze alunos responderam “Adoro”, dez escolheram a
opção “Gosto muito”, três dos alunos optaram por “Gosto”, e apenas um a opção “Não
gosto”. A opção “Não gosto nada” não teve qualquer voto.

O quanto os alunos gostam de Formação Musical (pós


implementação do estudo)
14

12

10

0
Não gosto nada Não gosto Gosto Gosto Muito Adoro

Gráfico 25 - O quanto os alunos gostam de Formação Musical (pós implementação do estudo)

Os alunos foram novamente questionados sobre a sua preferência de atividades


de Formação Musical. Agora, a opção “Cantar” continua a ser a favorita dos discentes,
sendo a preferência de dezassete alunos. “Teoria Musical” foi escolhida por quatro
alunos, enquanto seis escolheram “Leituras”. Nenhum dos alunos selecionou a opção
“Ditados (Rítmicos e Melódicos)”.

Preferência de atividades de Formação Musical (pós


18
implementação do estudo)
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Ditados (Rítmicos ou Cantar Leituras Teoria Musical
Melódicos)

Gráfico 26 - Preferência de atividades de Formação Musical (pós implementação do estudo)

119
Ana Margarida Lobo Santos

A pergunta que se seguiu foi referente ao número de dias de estudo (por


semana) dedicados à Formação Musical. Aqui, quatro alunos selecionaram “menos de
dois dias”; treze alunos selecionaram “dois ou três dias” e dez alunos “quatro ou cinco
dias”.

Dias dedicados ao estudo da Formação Musical (pós


implementação do estudo)
14

12

10

0
Todos os dias 6 Dias 4 ou 5 Dias 2 ou 3 Dias Menos de 2 dias Todos os dias

Gráfico 27 - Dias dedicados ao estudo da Formação Musical (pós implementação do estudo)

Nas duas últimas questões abordámos o tópico “Motivação. Assim sendo, pedimos
aos alunos que indicassem aquilo que os motiva durante as aulas de Formação
Musical. Nove alunos (26%) responderam que os jogos são a principal fonte de
prazer durante a aprendizagem, enquanto os restantes dezoito (74%) referiram que o
facto que “cantar muitas canções” os incentiva a participar de forma ativa.

O que te motiva nas aulas de Formação Musical?

Canções
26%

Jogos
74%

Gráfico 28 – O que te motiva nas aulas de Formação Musical?

120
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Já a última questão abordou o tópico “Sente-te motivado nas aulas de Formação


Musical? Porquê?”. As respostas variaram entre “Porque tive uma boa muito boa”
(8%); “Porque as aulas são divertidas” (19%); “Porque cantamos muito e brincamos
muito” (15%); “Porque fazemos jogos” (31%) e “Porque gosto de música” (27%).

Sentes-te motivado nas aulas de Formação Musical?


Porquê?
"Porque tive uma
professora muito boa"
"Porque fazemos 8%
jogos"
31%
"As aulas são
divertidas"
19%

"Porque cantamos
muito e brincamos
"Porque gosto de muito"
música" 15%
27%
Gráfico 29 – Sentes-te motivado nas aulas de Formação Musical? Porquê?

Com o quarto questionário entregue às turmas em estudo, pretendemos


apurar qual a relação dos alunos com utilização de música tradicional como material
didático. Assim, desenvolvemos uma série de questões a seguir listadas.

Tabela 51– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 4

Resposta
Nº de fechada
Questão Resposta
respostas
Sim Não

Acreditas que a música


tradicional te ajudou a
- - 26 1
aprender Formação
Musical?

Teoria Musical 9 - -

Quais dos seguintes Desenvolvimento Auditivo 18 - -


tópicos a música
tradicional te ajudou a Improvisação e criatividade 1 - -
desenvolver? Desenvolvimento Musical
(Conceitos práticos, afinação 20 - -
e leitura)

121
Ana Margarida Lobo Santos

Interesse cultural 13 - -

Novas aprendizagens - -

Alterou a minha opinião


24 - -
sobre música tradicional

Diversão 13 - -
O que te trouxe a música
tradicional?
Interesse cultural 25 - -

Não teve qualquer impacto


2 - -
ou influência

Respostas em branco 6 - -

Ensinou-me novos conceitos 24 - -

Seleciona os aspetos que Incentivou o


17 - -
consideras positivos na desenvolvimento cultural
música tradicional (nas
Motivou-me 26 - -
aulas de Formação
Musical) Incentivou o
desenvolvimento de espírito 1 - -
crítico
Não gosto de música
1 - -
tradicional

Seleciona os aspetos que Não é interessante 1 - -


consideras negativos na
música tradicional (nas Ocupa muito tempo da aula 1 - -
aulas de Formação
Musical)
Respostas em branco 26 - -

Gostaste de trabalhar com


música tradicional nas
Nem sempre 1 24 1
aulas de Formação
Musical?

Quando questionados “Acreditas que a música tradicional te ajudou a aprender


Formação Musical?”, vinte e seis alunos responderam de forma positiva e apenas um
de forma negativa, como podemos observar através do gráfico abaixo.

122
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Acreditas que a música tradicional te ajudou a


aprender formação musical?
Não
11%

Sim
89%
Gráfico 30 – Acreditas que a música tradicional te ajudou a aprender Formação Musical?

“Quais dos seguintes tópicos a música tradicional te ajudou a desenvolver?”, a esta


pergunta nove alunos selecionou “teoria musical”; dezoito alunos a opção
“Desenvolvimento auditivo”; um único aluno “Improvisação e criatividade”; vinte
alunos a opção “desenvolvimento musical” e treze alunos selecionaram “interesse
cultural”. Nesta questão houve seis respostas em branco.

Quais dos seguintes tópicos a música tradicional te


ajudou a desenvolver?
25

20

15

10

0
Teoria Musical Desenvolvimento Desenvolvimento Interesse cultural Improvisação e Respostas em
Auditivo Musical Criatividade branco
(Conceitos
práticos, afinação
e leitura)

Gráfico 31 – Quais dos seguintes tópicos a música tradicional te ajudou a desenvolver?

De seguida, perguntámos aos alunos “o que lhes trouxe a música tradicional”, ao


que vinte e quatro discentes responderam “novas aprendizagens”; treze discentes
123
Ana Margarida Lobo Santos

“alterou a minha opinião sobre este género musical”; vinte e cinco discentes
responderam “diversão” e dois alunos selecionaram a opção “não teve qualquer
impacto ou influência”.

O que te trouxe a música tradicional?


30

25

20

15

10

0
Novas aprendizagens Alterou a minha opinião Diversão Não teve qualquer impacto
sobre este género musical ou influência

Gráfico 32– O que te trouxe a música tradicional?

Com o gráfico que se segue, constatamos que a grande maioria dos alunos destaca
o fator motivação, quando pedimos que selecionassem os aspetos que consideram
positivos na implementação da música tradicional em Formação Musical, já que vinte
e seis discente (38%) selecionaram a opção “A música tradicional motivou-me”.
Referimos, também a grande quantidade de alunos (24, equivalente a 35%) que
selecionou a opção “ensinou-me novos conceitos”. Já dezassete alunos (25%)
selecionaram “incentivou o desenvolvimento cultural” e um único (2%) “Incentivou o
desenvolvimento de espírito crítico”.

Seleciona os aspetos que consideras positivos na


música tradicional (nas aulas de Formação Musical)
30
25
20
15
10
5
0
Ensinou-me novos Incentivou o Motivou-me Incentivou o
conceitos desenvolvimento cultural desenvolvimento de
espírito crítico

Gráfico 33 – Seleciona os aspetos que consideras positivos na música tradicional (nas aulas de Formação
Musical)

124
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Logo de seguida, os alunos foram convidados a apontar os aspetos que consideram


negativos na aplicação da música tradicional na Formação Musical. Aqui houve 26
respostas em branco; e as restantes opções: “Não gosto de música tradicional”; “não
acho interessante” e “ocupa muito tempo da aula”, tiveram apenas um voto.

Seleciona os aspetos que consideras negativos


na música tradicional (nas aulas de Formação
Musical)
30
25
20
15
10
5
0
Respostas em branco Não gosto de música Não é ineressante Ocupa muito tempo da
tradicional aula

Gráfico 34 – Seleciona os aspetos que consideras negativos na música tradicional (nas aulas de Formação
Musical)

Por último, os alunos responderam à pergunta “gostaste de trabalhar com música


tradicional nas aulas de Formação Musical?”, onde vinte e quatro alunos (89%)
responderam de forma positiva, um aluno (4%) de forma negativa e os restantes dois
alunos (7%) responderam “nem sempre”.

Gostaste de trabalhar com música tradicional nas


aulas de formação musical?
Nem sempre
Não 7%
4%

Sim
89%

Gráfico 35– Gostaste de trabalhar com música tradicional nas aulas de Formação Musical?
125
Ana Margarida Lobo Santos

O último questionário entregue tinha como tema “Os jogos nas aulas de Formação
Musical”. Com ele, apurámos qual a relação dos alunos com este tipo de abordagem.
Abaixo segue, em forma de tabela, a lista de questões postas e as respetivas respostas.

Tabela 52– Análise dos Dados do Inquérito por Questionário – Questionário 5

Resposta
Nº de fechada
Questão Resposta
respostas
Sim Não
1 0 - -
Numa escala de 1 a 5, o 2 0 - -
quanto gostaste dos jogos
3 2 - -
aplicados nas aulas de
Formação Musical? 4 12 - -
5 13 - -
“Porque é divertido” 9 - -
“Porque me ajuda a
5 - -
aprender”
Porque é que gostaste “Porque gosto de desafios” 5 - -
destes jogos?
“Porque podemos jogar
6 - -
todos juntos”
“Porque assim nem parece
2 - -
que estou na escola”

Sentes que estes jogos te


dão mais vontade de
- - 25 2
aprender Formação
Musical?

Jogo sensorial 11 - -
Que tipo de jogo é o teu
Jogo de papel e caneta 6 - -
favorito?
Jogo de tabuleiro 10 - -

Gostas mais de jogos em Individuais 9 - -


grupo, ou individuais? Coletivos 18 - -

“Porque é divertido” 27
Gostarias de continuar a “Para ter melhor nota” 20
aprender Formação
27 0
Musical através deste tipo “Porque é desafiante” 3
de jogos? Se sim, Porquê?
“Porque faz com que queira
7
melhorar”

126
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Com a observação do gráfico 33, podemos afirmar que os alunos apreciaram a


utilização de jogos didáticos como ferramenta de aprendizagem. Quando pedimos a
estas turmas que os classificassem numa escala um a cinco, treze alunos deram cinco
estrelas, doze alunos quatro treslas e dois alunos três estrelas.

O quanto gostaste dos jogos aplicados nas aulas de


Formação Musical?
14
12
10
8
6
4
2
0
1 2 3 4 5

Gráfico 36 – O quanto gostaste dos jogos aplicados nas aulas de Formação Musical?

Na questão seguinte perguntámos aos alunos o porquê de gostarem de jogos em


contexto sala de aula. As respostas foram: “Porque é divertido”; “Porque me ajuda a
aprender”; “Porque gosto de desafios”; “Porque podemos jogar todos juntos”; “Porque
assim nem parece que estou na escola”.

Porque é que gostaste destes jogos?


30

25

20

15

10

0
“Porque é divertido” “Para ter melhor “Porque é desafiante” “Porque faz com que "Porque assim nem
nota” queira melhorar” parece que estou na
escola"
Gráfico 37 – Porque é que gostaste destes jogos?

127
Ana Margarida Lobo Santos

É também importante referir que o fator motivação foi amplamente citado pelos
alunos de ambas as turmas, de forma constante durante as aulas em que estes jogos
foram implementados, como se pode observar pelo gráfico a seguir, onde vinte e
cinco alunos deram uma resposta positiva quando questionados “Sentes que estes
jogos te dão mais vontade de aprender Formação Musical?”

Sentes que estes jogos te dão mais vontade de


aprender formação musical?
Não 4%

Sim
96%
Gráfico 38 – Sentes que estes jogos te dão mais vontade de aprender Formação Musical?

De seguida apurámos que 60% dos alunos prefere Jogos Sensoriais, 32% Jogos de
Papel e Caneta e os restantes 8% prefere Jogos de Tabuleiro.

Que tipo de jogo é o teu favorito?


Jogos de Tabuleiro
8%

Jogos de Papel e
Caneta
32%

Jogos Sensoriais
60%

Gráfico 39 – Que tipo de jogo é o teu favorito?

128
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Como se pode concluir através do gráfico abaixo, a maioria dos alunos prefere os
jogos realizados em conjunto, visto que apenas nove alunos selecionaram a opção
“jogos individuais”.

Gostas mais de jogos em grupo, ou individuais?

Jogos individuais
33%

Jogos coletivos
67%

Gráfico 40 – Gostas mais de jogos em grupo, ou individuais?

Por último, considerámos relevante apurar se estes alunos gostariam de continuar


a ser ensinados recorrendo a jogos didáticos, e se sim, porquê? Depois de
percebermos que todos os alunos responderam positivamente, reunimos as respostas
no gráfico que se segue.

Gostarias de continuar a aprender Formação Musical


através deste tipo de jogos? Se sim, Porquê?
30

25

20

15

10

0
"Porque é divertido" "Para ter melhor nota" "Porque é desafiante" "Porque faz com que queira
melhorar"

Gráfico 41 – Gostarias de continuar a aprender Formação Musical através deste tipo de jogos? Se sim, Porquê?

129
Ana Margarida Lobo Santos

5.3 Grelhas de Observação

Durante o processo de implementação deste estudo, foram avaliados diversos


conteúdos, considerando os critérios desenvolvidos para o ensino especializado em
música, estabelecidos pelo Ministério da Educação (listados no capítulo Conteúdo
Programático, na pág. 87 deste documento).
Os dados registados através de grelhas de avaliação, foram tratados
estatisticamente. Assim, apresentamos de seguida a avaliação do desempenho destes
alunos em cada um dos seguintes tópicos: (1) Desenvolvimento Rítmico –
Interiorização de métrica e pulsação, leitura, capacidade de reprodução e memória
auditiva; (2) Desenvolvimento Melódico – Afinação, leitura, capacidade de
reprodução e memória auditiva; (3) Desenvolvimento Musical – Desenvolvimento
auditivo (reconhecimento auditivo) e capacidade de entender e/ou executar
elementos formais como andamento, caráter, forma, dinâmica, agógica, métrica,
saltos característicos, tonalidade, cadencias, simbologia e instrumentação; (4)
Interesse e Motivação – Participação, empenho, assiduidade, comportamento e
espírito crítico.
Ao longo do ano, avaliámos o nível de cada aluno, em momentos específicos,
através de pequenas provas práticas (os alunos não foram informados destes
momentos de avaliação). Assim, apresentamos, também estes resultados a título
comparativo, antes, durante e no final da aplicação deste estudo.

5.3.1 Desenvolvimento Rítmico

• Interiorização de Métrica e Pulsação


Neste tópico, os alunos revelaram ter uma grande facilidade de reprodução.
Sempre que lhes foi solicitada a reprodução de pulsação, após a demonstração do
professor, ao escutarem uma canção, nunca houve dificuldades de maior. Contudo, a
dificuldade surgiu quando o desafio consistia em marcar a pulsação ao cantar ou
solfejar determinada frase ou passagem. A maioria dos alunos que demonstraram
dificuldades neste quesito, acabavam por percutir a frase que cantavam.
Durante a execução dos jogos propostos, percebemos uma grande melhora na
motivação e participação dos alunos. Aqueles que demonstraram, previamente,
maiores dificuldades, aceitaram o desafio sem qualquer entravo.
Após a aplicação deste estudo, percebamos grandes melhorias no raciocínio
musical. Os alunos revelaram grande facilidade em perceber, reproduzir e marcar a
pulsação e a respetiva subdivisão, tanto em compasso simples, quanto em compasso
composto.
130
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

A tabela que se segue, ilustra a evolução deste tópico, numa escala de um a cinco,
nos três momentos de avaliação.

Tabela 53 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Interiorização de Métrica e Pulsação

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3

Aluno 1 A 5 5 5
Aluno 2 A 5 5 5
Aluno 3 A 4 4 5
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 4 A 2 3 3
Aluno 5 A 4 4 4
Aluno 6 A 5 5 5
Aluno 7 A 2 3 3
Aluno 8 A 4 4 4
Aluno 9 A 2 2 3
Aluno 10 A 4 4 4
Aluno 11 A 4 4 5
Aluno 12 A 2 2 3
Aluno 13 A 4 5 5
Aluno 14 A 5 5 5
Aluno 15 A 5 5 5
Aluno 1 B 2 2 3
Aluno 2 B 2 3 4
Aluno 3 B 3 4 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 3 3 4
Aluno 5 B 3 5 5
Aluno 6 B 2 3 4
Aluno 7 B 3 3 3
Aluno 8 B 2 2 3
Aluno 9 B 3 4 5
Aluno 10 B 3 4 4
Aluno 11 B 2 2 2
Aluno 12 B 2 2 3

131
Ana Margarida Lobo Santos

• Leitura
A leitura de células rítmicas começou por ser um desafio para ambas as turmas,
principalmente pela dificuldade em relacionar a música escrita, à música
cantada/tocada. A dicção também se revelou um entravo à grande maioria dos
alunos, pois o ato de percutir não apresentou tantos problemas, já que exige
coordenação motora e não desenvoltura linguística. Contudo, quando pedimos aos
alunos para reproduzir uma mesma frase, agora de forma falada, a dificuldade em
repetir as sílabas comuns a esta prática como “pã” ou “tá”, representaram um grande
desafio.
Durante os jogos, os alunos com maior dificuldade apresentaram alguns entraves
devido à exposição em frente ao resto da turma. Contudo, à medida que os jogos
foram avançando, esta vergonha de participar foi-se diluindo e dando lugar ao
espírito de equipa.
Após a aplicação do estudo, percebemos uma melhoria muito significativa na
desenvoltura linguística anteriormente citada. Os alunos não mais demonstram
dificuldades em reproduzir sílabas de forma repetitiva, e nem entraves ao ler um
novo excerto ou frase rítmica. O raciocínio musical também foi alvo de melhorias,
assim como a velocidade da leitura musical.
Na tabela que se segue, podemos acompanhar a evolução deste tópico, numa
escala de um a cinco, nos três momentos de avaliação.

Tabela 54 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico - Leitura

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 3 3 4
Aluno 2 A 5 5 5
Aluno 3 A 4 4 5
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 4 A 2 2 3
Aluno 5 A 4 5 5
Aluno 6 A 4 4 5
Aluno 7 A 2 2 2
Aluno 8 A 3 4 4
Aluno 9 A 2 3 3
Aluno 10 A 4 5 5
Aluno 11 A 5 5 5
Aluno 12 A 2 2 2
Aluno 13 A 4 4 5
Aluno 14 A 3 3 3

132
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aluno 15 A 3 3 4
Aluno 1 B 3 3 3
Aluno 2 B 2 3 4
Aluno 3 B 4 5 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 4 4 5
Aluno 5 B 4 4 4
Aluno 6 B 2 2 3
Aluno 7 B 3 4 4
Aluno 8 B 3 3 3
Aluno 9 B 2 2 3
Aluno 10 B 3 4 5
Aluno 11 B 3 3 3
Aluno 12 B 2 2 3

• Capacidade de Reprodução
Os alunos não apresentaram maiores dificuldades na capacidade de
reprodução rítmica. Todos os discentes elevaram ou mantiveram o nível durante a
implementação do estudo, sendo que, a grande maioria, terminou o ano com a nota
máxima neste tópico, não havendo nenhuma negativa no final do último período.
Segue a tabela ilustrativa sobre a evolução deste tópico, numa escala de um a
cinco, durante os três momentos de avaliação.

Tabela 55 - Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Capacidade de Reprodução

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 5 5 5
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 2 A 4 5 5
Aluno 3 A 5 5 5
Aluno 4 A 5 5 5
Aluno 5 A 5 5 5
Aluno 6 A 4 5 5
Aluno 7 A 5 5 5
Aluno 8 A 5 5 5
Aluno 9 A 5 5 5
Aluno 10 A 5 5 5
Aluno 11 A 5 5 5

133
Ana Margarida Lobo Santos

Aluno 12 A 3 3 3
Aluno 13 A 5 5 5
Aluno 14 A 5 5 5
Aluno 15 A 5 5 5
Aluno 1 B 3 3 4
Aluno 2 B 4 5 5
Aluno 3 B 5 5 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 3 3 4
Aluno 5 B 5 5 5
Aluno 6 B 3 3 3
Aluno 7 B 4 4 5
Aluno 8 B 5 5 5
Aluno 9 B 3 3 3
Aluno 10 B 5 5 5
Aluno 11 B 4 5 5
Aluno 12 B 3 4 5

• Memória Auditiva
No que toca à memória auditiva, os alunos demonstram grandes dificuldades. No
decorrer das aulas, este tópico foi alvo de grandes debates, já que os discentes
simplesmente se conformaram com o facto de “não conseguirem” realizar exercícios
simples que abordassem este quesito.
A normalização desta suposta incapacidade foi um grande obstáculo na realização
de tarefas, jogos e no desenvolvimento musical como um todo. Contudo, ao longo do
tempo conseguimos perceber leves melhoras.
Na tabela a seguir conseguimos observar a evolução deste tópico, percebendo que,
em comparação com os demais subtemas, este progresso não obteve resultados tão
discrepantes entre a primeira, e a última prova.

Tabela 56 - Evolução do Desenvolvimento Rítmico – Memória Auditiva

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 2 3 3
Castelo Branco
Conservatório
Regional de

Aluno 2 A 3 4 4
Aluno 3 A 5 5 5
Aluno 4 A 3 3 4

134
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aluno 5 A 4 4 4
Aluno 6 A 4 5 5
Aluno 7 A 2 3 3
Aluno 8 A 4 4 4
Aluno 9 A 2 2 2
Aluno 10 A 2 3 3
Aluno 11 A 3 3 3
Aluno 12 A 2 3 3
Aluno 13 A 4 5 5
Aluno 14 A 5 5 5
Aluno 15 A 5 5 5
Aluno 1 B 2 2 3
Aluno 2 B 3 4 4
Aluno 3 B 4 4 4
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 4 4 4
Aluno 5 B 4 4 4
Aluno 6 B 4 5 5
Aluno 7 B 3 4 5
Aluno 8 B 2 2 3
Aluno 9 B 3 3 3
Aluno 10 B 5 5 5
Aluno 11 B 4 5 5
Aluno 12 B 2 3 3

De seguida, exibimos o gráfico que ilustra a evolução de todos estes tópicos, ao


longo deste estudo.

135
Ana Margarida Lobo Santos

Evolução do Desenvolvimento Rítmico


6

0
Prova 1 Prova 2 Prova 3

Interiorização de Métrica e Pulsaçãoação Leitura Capacidade de Reprodução Memória Auditiva

Gráfico 42 – Evolução do Desenvolvimento Rítmico

5.3.2 Desenvolvimento Melódico

• Afinação
Na turma A, os alunos não apresentaram dificuldades neste quesito, exceto
quando confrontados com frases melódicas onde os saltos são um pouco maiores. Já
na turma B, os discentes manifestaram uma grande dificuldade em manter a afinação,
ainda que harmonicamente acompanhados.
Depois da implementação deste estudo, as duas turmas apresentaram notáveis
melhoras neste tópico. Ainda que a diferença seja muito mais discrepante na turma B,
já que iniciaram este processo com maiores entraves, na turma A a afinação notou-se
mais sólida e confiante no final deste processo.
Na tabela que se segue, ilustramos os resultados das três provas realizadas ao
longo do ano.
Tabela 57 - Evolução do Desenvolvimento Melódico – Afinação

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 4 4 5
Conservatório Regional
de Castelo Branco

Aluno 2 A 4 4 5
Aluno 3 A 3 4 4
Aluno 4 A 4 4 5
Aluno 5 A 4 4 4
Aluno 6 A 5 5 5

136
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aluno 7 A 4 4 5
Aluno 8 A 4 4 5
Aluno 9 A 5 5 5
Aluno 10 A 4 5 5
Aluno 11 A 4 4 4
Aluno 12 A 3 3 4
Aluno 13 A 3 4 4
Aluno 14 A 2 3 3
Aluno 15 A 4 4 5
Aluno 1 B 3 3 4
Aluno 2 B 2 2 2
Aluno 3 B 5 5 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 5 5 5
Aluno 5 B 4 4 5
Aluno 6 B 5 5 5
Aluno 7 B 4 5 5
Aluno 8 B 4 4 4
Aluno 9 B 5 5 5
Aluno 10 B 4 4 4
Aluno 11 B 3 3 4
Aluno 12 B 5 5 5

• Leitura
Nas primeiras aulas do ano, a leitura de notas mostrou-se o conteúdo mais
desafiante para ambas as turmas. Os alunos não se mostraram interessados em
aprender ou melhorar a sua habilidade de leitura, afirmando que “isto é muito difícil”.
Com o passar do tempo e o aumentar da dificuldade (isto, antes da implementação
deste estudo), os discentes expressaram um profundo descontentamento sempre que
ler no pentagrama integrava o sumário da aula.
Com isto, criámos o jogo número 17, que muito nos ajudou a reavivar o interesse e
motivação dos alunos sobre esta temática. Apesar da dificuldade, que não se
extinguiu, os discentes mostraram um grande interesse em ler o melhor e mais rápido
possível para que a sua equipa avançasse no tabuleiro.
Empregámos este jogo várias vezes ao longo do ano, e de várias formas diferentes.
Reescrevemos as frases, implementámos simbologia, substituímos os excertos
originais por padrões rítmicos e demos abertura para que os próprios alunos
modificassem as leituras de acordo com a sua necessidade. Tudo isto fez com que o
137
Ana Margarida Lobo Santos

nível de leitura de notas aumentasse brutalmente, como se pode observar na tabela


que se segue.
Tabela 58 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Leitura

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 3 3 4

Aluno 2 A 4 4 4

Aluno 3 A 3 3 4

Aluno 4 A 2 3 5
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 5 A 3 3 4

Aluno 6 A 3 4 5

Aluno 7 A 2 3 4

Aluno 8 A 3 3 4

Aluno 9 A 4 4 5

Aluno 10 A 5 5 5

Aluno 11 A 4 4 4

Aluno 12 A 3 4 4

Aluno 13 A 3 5 5

Aluno 14 A 2 3 3

Aluno 15 A 3 4 4

Aluno 1 B 3 4 4

Aluno 2 B 2 2 2

Aluno 3 B 3 5 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 3 3 3

Aluno 5 B 4 5 5

Aluno 6 B 5 5 5

Aluno 7 B 4 4 4

Aluno 8 B 3 4 4

Aluno 9 B 2 3 3

Aluno 10 B 4 5 5

Aluno 11 B 3 5 5

Aluno 12 B 3 4 4

138
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

• Capacidade de Reprodução
Tal como podemos verificar no desenvolvimento rítmico, o fator “Reprodução”
não representa um desafio para nenhuma das turmas. Como se pode aferir a partir da
tabela que se segue.
Tabela 59 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Capacidade de Reprodução

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3


Aluno 1 A 5 5 5
Aluno 2 A 4 5 5
Aluno 3 A 5 5 5
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 4 A 5 5 5
Aluno 5 A 5 5 5
Aluno 6 A 4 5 5
Aluno 7 A 5 5 5
Aluno 8 A 5 5 5
Aluno 9 A 5 5 5
Aluno 10 A 5 5 5
Aluno 11 A 5 5 5
Aluno 12 A 3 3 3
Aluno 13 A 5 5 5
Aluno 14 A 5 5 5
Aluno 15 A 5 5 5
Aluno 1 B 3 3 4
Aluno 2 B 3 3 4
Aluno 3 B 5 5 5
Escola Doutor Manuel Fernandes

Aluno 4 B 3 3 4
Aluno 5 B 5 5 5
Aluno 6 B 3 3 3
Aluno 7 B 4 4 5
Aluno 8 B 5 5 5
Aluno 9 B 3 3 3
Aluno 10 B 5 5 5
Aluno 11 B 4 5 5
Aluno 12 B 3 4 5

139
Ana Margarida Lobo Santos

• Memória Auditiva
Em ambas as turmas, foi possível apurar uma grande dificuldade na
memorização de frases entoadas, muitas vezes agravada pela fraca dicção dos alunos
em estudo.
No decorrer do ano e com o dissecar das canções propostas, este tópico
melhorou radicalmente, após uma grande dedicação e trabalho direcionados à
correção de pronuncia.
Na tabela que se segue, expomos os dados recolhidos nas três provas já
citadas.
Tabela 60 - Evolução do Desenvolvimento Melódico –Memória Auditiva

Escola Aluno Prova 1 Prova 2 Prova 3

Aluno 1 A 2 3 3

Aluno 2 A 3 4 4

Aluno 3 A 5 5 5

Aluno 4 A 3 3 4
Conservatório Regional de Castelo Branco

Aluno 5 A 4 4 4

Aluno 6 A 4 5 5

Aluno 7 A 2 3 3

Aluno 8 A 4 4 4

Aluno 9 A 2 2 2

Aluno 10 A 2 3 3

Aluno 11 A 3 3 3

Aluno 12 A 2 3 3

Aluno 13 A 4 5 5

Aluno 14 A 5 5 5

Aluno 15 A 5 5 5

Aluno 1 B 2 2 3
Escola Doutor Manuel

Aluno 2 B 2 3 3
Fernandes

Aluno 3 B 4 4 4

Aluno 4 B 4 4 4

Aluno 5 B 4 4 4

140
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Aluno 6 B 4 5 5

Aluno 7 B 3 4 5

Aluno 8 B 2 2 3

Aluno 9 B 3 3 3

Aluno 10 B 5 5 5

Aluno 11 B 4 5 5

Aluno 12 B 2 3 3

Para melhor ilustrar a evolução das turmas neste tópico, expomos abaixo um
gráfico ilustrativo.

Evolução do Desenvolvimento Melódico


5

4,5

3,5

2,5

1,5

0,5

0
Prova 1 Prova 2 Prova 3

Afinação Leitura Capacidade de Reprodução Memória Auditiva

Gráfico 43 – Evolução do Desenvolvimento Melódico

5.3.3 Desenvolvimento Musical

Este foi o tópico em que os alunos mostraram menos interesse desde o início
do ano letivo. A maioria dos discentes não consideravam importante saber sobre
interpretação. Já que, nas suas palavras “É só tocar sem erros” para que a música seja
141
Ana Margarida Lobo Santos

transmitida na sua forma mais completa. Com o decorrer das aulas, trabalhando com
as canções supracitadas, os alunos foram expostos a uma grande carga de sentido
histórico, sentindo o penso cultural e artístico de cada momento musical. Com isto, a
opinião dos discentes mudou radicalmente, assim como o seu raciocínio musical e
interpretativo, que sofreram grandes melhoras.
Nos tópicos teóricos, como compasso, e simbologia, não houve grandes
entraves. Contudo, a ordem dos sustenidos e bemóis, assim como tudo aquilo que os
implica (como construção de escalas, por exemplo), tornou-se um grande desafio para
estas crianças sendo, até causa de frustração para muitos.
Apesar de tudo isto, o Desenvolvimento Musical destas crianças evoluiu de
forma gradual, acompanhado do tão desejável “querer saber”, de muita diversão,
conhecimento cultural.
Devido à complexidade deste tópico, não nos foi possível avaliar ponto por ponto,
assim sendo, abaixo apresentamos o gráfico ilustrativo da evolução dos discentes de
uma forma global.

Evolução do Desenvolvimento Musical


5

4,5

3,5

2,5

1,5

0,5

0
Prova 1 Prova 2 Prova 3

Desenvolvimento Musical

Gráfico 44 – Evolução do Desenvolvimento Musical

5.3.4 Interesse e Motivação

Neste subtema, avaliámos os tópicos: (1) Participação; (2) Empenho; (3)


Assiduidade, (4) Comportamento e (5) Espírito Crítico. Porém, ao contrário dos
subtemas até aqui apresentados, não realizámos provas para averiguar os níveis de

142
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

interesse e motivação. Assim sendo, a tabela que se segue é baseada não em grelhas
de observação, mas sim em notas refletivas, registadas ao longo do ano. Destas várias
datas registadas, selecionamos três momentos, atribuindo um nível de uma escala de
um a cinco.
Tabela 61 – Evolução do Interesse e Motivação

Momento 1 Momento 2 Momento 3


Participação 3 4 4
Empenho 4 5 5
Assiduidade 5 5 5
Comportamento 4 3 4
Espírito Crítico 2 4 5

143
Ana Margarida Lobo Santos

6. Validação do Livro de Atividades

A fim de apurar o valor pedagógico do nosso Livro de Atividades, questionámos


uma série de especialistas, professores e estudantes da disciplina de Formação
Musical, através da seguinte tabela:

Tabela 62 – Validação do Livro de Atividades “Da Capo”

Validação do Livro de Atividades “Da Capo”


Sobre o avaliador
Nome
Própria
Licenciatura
Habilitação
Mestrado/Profissionalização
Doutoramento
Anos de Serviço
Ensino Básico
Nível de Ensino Ensino Secundário
Ensino Superior
Sobre o Livro de atividades
Avaliação 1 2 3 4 5
Linguístico
Rigor Científico
Conceptual
Adequação ao desenvolvimento de competências definidas
nas aprendizagens essenciais

Conformidade com os objetivos e conteúdos das


aprendizagens essenciais

Possibilidade de reutilização e adequação

(Por favor, escreva aqui um parágrafo de opinião.)

144
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

Este questionário foi dividido em duas partes. A primeira referente ao avaliador,


onde descrevemos os campos: (1) Nome; (2) Habilitação; (3) Anos de Serviço e (4)
Nível de Ensino. Já na segunda parte, abordámos questões sobre o Livro de Atividades
“Da Capo”, como (1) Rigor – Linguístico; Científico e Conceptual; (2) Adequação ao
desenvolvimento de competências definidas nas aprendizagens essenciais; (3)
Conformidade com os objetivos e conteúdos das aprendizagens essenciais e (4)
Possibilidade de reutilização e adequação. Por fim, convidamos o avaliador a tecer um
pequeno paragrafo de opinião.
Com isto, convidámos dez especialistas a validar o nosso projeto, onde quatro são
licenciados, quatro são detentores do grau de mestre, um é doutorado e o último tem
habilitação própria, como podemos comprovar através do gráfico 45.

Habilitação dos Avaliadores


Própria
10%

Mestrado/Especia
lização
40%

Licenciatura
40%

Doutoramento
10%

Gráfico 45 – Habilitação dos Avaliadores

Quando questionados sobre o tempo de serviço, as respostas variaram entre um e


vinte e três anos. Contudo, a maioria encontra-se abaixo dos quinze anos de
experiência.

145
Ana Margarida Lobo Santos

Tempo de Serviço
2,5

1,5

0,5

0
1 Ano 2 Anos 5 Anos 7 Anos 14 Anos 20 Anos 22 Anos 23 Anos

Gráfico 46 – Tempo de Serviço

Considerámos também relevante apurar as faixas etárias co as quais os nossos


avaliadores têm contacto. Aqui, a maioria leciona mais de um ciclo educacional, como
podemos concluir através do gráfico que se segue.

Nível De Ensino

Ensino Superior
5%

Ensino Básico
45%

Ensino Secundário
50%

Gráfico 47 – Nível de Ensino

146
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

No gráfico abaixo, encontram-se representadas as respostas referentes à segunda


parte deste questionário, onde as avaliações foram expr4essadas numa escala de um
a cinco.

Avaliação do Livro de Atividades "Da Capo"

Possibilidade de reutilização e adequação

Conformidade com os objetivos e conteúdos das


aprendizagens essenciais

Adequação ao desenvolvimento de competências


definidas nas aprendizagens essenciais

Rigor Conceptual

Rigor Científico

Rigor Linguístico

0 2 4 6 8 10 12

Nível 5 Nível 4

Gráfico 48 – Avaliação do Livro de Atividades “Da Capo”

Para terminar, estes especialistas foram convidados a escrever um pequeno


parágrafo sobre o nosso projeto. Aqui, deixámos bem claro que estaríamos abertos a
críticas construtivas, podendo então escrever sobre qualquer aspeto que
considerassem pertinente, fosse este positivo ou negativo. Destes comentários
resultaram algumas melhorias, como a adaptação da escrita para o público infantil.
“Neste manual didático, podemos encontrar atividades pedagógicas adequadas e
muito apelativas aos nossos alunos do ensino básico. Desta forma,
conseguimos motivá-los sem descurar o propósito das aprendizagens
essenciais. Para além disso, é notável o rigor técnico associando cada conteúdo
curricular envolvente a cada atividade “.

147
Ana Margarida Lobo Santos

7. Conclusão

No decorrer da Prática de Ensino Supervisionada, foi-nos dada total liberdade e


autonomia para implementar integralmente o nosso projeto. Por meio de abordagens
teórico-práticas, buscámos enriquecer a prática pedagógica, guinado os discentes através
do seu próprio espólio cultural. Com isto, acreditamos que, de alguma forma, marcámos a
vida destas crianças, contribuindo para o seu desenvolvimento como alunos, pessoas e
cidadãos, através da música tradicional portuguesa.
Agora, fazemos nossas as palavras de Susana Alves (2016):

“Embora a maioria das canções tradicionais tenham sido recolhidas


numa época em que desempenhavam uma determinada função na vida
rural, quer durante o trabalho, quer nos diversos ritos sociais, elas
contêm ainda todo o seu valor artístico, literário e social, podendo por
isso ser cantadas em qualquer fase do indivíduo.”

Ao longo deste período, conduzindo aulas de Formação Musical através da


música popular, desenvolvemos várias estratégias de ensino e aprendizagem, que
resultaram na criação do livro de atividades repleto de jogos didáticos. Testados e
aprovados não só pelos especialistas apurados para a validação deste livro, mas
principalmente pelos alunos em estudo. Estes jogos representam o ensino da música
na sua forma mais pura, crua, vinda da música que nos viu erguer como povo, gente e
nação.
Acreditamos que este estudo sanou as nossas principais dúvidas no que diz
respeito à implementação de música tradicional como ferramenta de ensino na
música erudita. Os resultados positivos espelhados na evolução e no desenvolvimento
musical destas crianças, mostram-nos que a identificação e a motivação são fatores
essenciais a uma prática de ensino saudável e duradoura.
Com este estudo, fizemos questão de cultivar o gosto pela música, pela terra e
pelos costumes. Por quem cantou para espantar o cansaço. Por quem trocou música
por um pedaço de broa. Por quem já pisou, um dia, esta mesma calçada de pés
descalços com um bandolim debaixo do braço, assobiando por essa terra afora.

“Menino sem condição irmão de todos os nus,


Tira os olhos do chão vem ver a luz.
Menino do mal trajar um novo dia lá vem,
Só quem souber cantar vira também (…)”

Zeca Afonso

148
“Da capo” Manual de Formação Musical Dedicado aos Alunos do 1º Grau do Ensino Especializado

149
Ana Margarida Lobo Santos

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rtuguesa_em_F_Lopes-Graca_texto_de_Introducao_Lisboa_Caminho2006

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Wuytack, J. (1998). Canções Tradicionais Portuguesas.

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Ana Margarida Lobo Santos

Anexos

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DA
1
2
4
5
6
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10
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Antes de começar a jogar, os jogadores devem definir qual a direção de cada timbre como
por exemplo: flauta = frente; ferrinhos = trás; pandeireta = direita e piano = esquerda.
De seguida, o professor deve projetar no quadro o labirinto abaixo e selecionar quatro
alunos para que toquem os instrumentos escolhidos. Estes jogadores serão o “comando”
deste jogo. Agora, o resto da turma deve dizer qual dos instrumentos vai ser tocado para
guiar o professor através do labirinto (que deverá ir riscando o trajeto à medida que o jogo
avança).
Os alunos que fazem parte do comando devem tocar o seu instrumento sempre que o
restante da turma assim o quiser. O jogo acaba quando a saída for encontrada.
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Vota à
casa 2

Vota à
casa 9
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Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do
ensino especializado em música. ensino especializado em música. ensino especializado em música.

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MUSICAL MUSICAL MUSICAL
Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do
ensino especializado em música. ensino especializado em música. ensino especializado em música.

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MUSICAL MUSICAL MUSICAL
Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do
ensino especializado em música. ensino especializado em música. ensino especializado em música.

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MUSICAL MUSICAL MUSICAL
Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do
ensino especializado em música. ensino especializado em música. ensino especializado em música.

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MUSICAL MUSICAL MUSICAL
Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do Projeto didático dedicado aos alunos do curso básico do
ensino especializado em música. ensino especializado em música. ensino especializado em música.

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