COBIT 2019
6 (SEIS) Princípios de Governança Garantir o alinhamento com os objetivos da organização. / Garantir a entrega de benefícios. / Otimizar o risco. / Otimizar os recursos. / Garantir transparência e prestação de contas. /
Promover avaliação contínua e melhoria.
Componentes do Sistema de Governança Incluem fatores que influenciam a implementação bem-sucedida de governança de TI, como Processos / Estruturas organizacionais / Políticas e procedimentos /
Informações / Cultura, ética e comportamento / Pessoas, habilidades e competências / Serviços, infraestrutura e aplicações.
Domínios e Objetivos de Governança e Gestão são detalhados em 40 objetivos de governança e gestão, que substituem os antigos "processos" do COBIT 5.
Domínio GOV – Avaliar, Dirigir e Monitorar (Governança) Foco: Responsabilidade do corpo diretivo em avaliar necessidades, direcionar e monitorar o desempenho da TI.
1. EDM01 – Garantir o Estabelecimento do Sistema de Governança: Assegura que a estrutura de governança esteja definida, implementada e atualizada.
2. EDM02 – Garantir a Realização dos Benefícios: Garante que a TI contribua para o valor de negócio e os resultados esperados sejam atingidos.
3. EDM03 – Garantir Otimização de Riscos: Estabelece que os riscos sejam identificados, analisados e tratados de forma eficaz.
4. EDM04 – Garantir Otimização de Recursos: Garante que os recursos de TI (humanos, financeiros, tecnológicos) sejam utilizados com eficiência.
5. EDM05 – Garantir Transparência com as Partes Interessadas: Assegura que informações relevantes sejam comunicadas às partes interessadas com clareza.
Domínio APO – Alinhar, Planejar e Organizar (Gestão Estratégica e Organizacional) Foco: Definir estratégia, arquitetura, estrutura organizacional e processos.
6. APO01 – Gerenciar a Estrutura de Gestão de TI: Define e mantém a estrutura organizacional, papéis e responsabilidades da TI.
7. APO02 – Gerenciar Estratégia de TI: Garante o alinhamento da TI com a estratégia de negócio.
8. APO03 – Gerenciar Arquitetura Empresarial: Define a arquitetura corporativa e tecnológica para suportar os objetivos da organização.
9. APO04 – Gerenciar Inovação: Promove a identificação e adoção de inovações tecnológicas alinhadas ao negócio.
10. APO05 – Gerenciar Portfólio: Garante que projetos e programas estejam priorizados conforme a estratégia da organização.
11. APO06 – Gerenciar Orçamento e Custos: Planeja e monitora os custos relacionados à TI, garantindo uso eficiente dos recursos.
12. APO07 – Gerenciar Recursos Humanos: Assegura o desenvolvimento e gestão de competências da equipe de TI.
13. APO08 – Gerenciar Relacionamentos: Gerencia as relações entre a TI e suas partes interessadas, internas e externas.
14. APO09 – Gerenciar Acordos de Serviço: Define e monitora contratos e SLAs com fornecedores e clientes internos.
15. APO10 – Gerenciar Fornecedores: Controla contratos, desempenho e conformidade dos fornecedores.
16. APO11 – Gerenciar Qualidade: Estabelece práticas para garantir a qualidade dos produtos e serviços de TI.
17. APO12 – Gerenciar Riscos: Identifica, avalia e trata riscos relacionados à TI.
18. APO13 – Gerenciar Segurança: Define políticas e controles de segurança da informação.
Domínio BAI – Construir, Adquirir e Implementar (Gestão de Soluções) Foco: Gerenciar desenvolvimento, aquisição e entrega de soluções e mudanças.
19. BAI01 – Gerenciar Programas e Projetos: Controla escopo, tempo, orçamento e entrega dos projetos de TI.
20. BAI02 – Gerenciar Definição de Requisitos: Coleta e valida requisitos das partes interessadas.
21. BAI03 – Gerenciar Identificação e Construção de Soluções: Desenvolve e valida soluções tecnológicas.
22. BAI04 – Gerenciar Disponibilidade e Capacidade: Garante que os serviços estejam disponíveis e com desempenho adequado.
23. BAI05 – Gerenciar Ativos de TI: Controla ciclo de vida de ativos como hardware e software.
24. BAI06 – Gerenciar Configuração: Mantém informações atualizadas sobre os componentes da infraestrutura de TI.
25. BAI07 – Gerenciar Mudanças: Controla mudanças em sistemas e serviços de forma segura e documentada.
26. BAI08 – Gerenciar Aceite e Transição: Garante que novas soluções sejam aceitas e integradas adequadamente.
27. BAI09 – Gerenciar Entrega e Suporte de Serviços: Assegura a entrega de serviços de acordo com os requisitos.
28. BAI10 – Gerenciar Conhecimento: Promove a gestão do conhecimento técnico e organizacional.
29. BAI11 – Gerenciar Dados: Controla a integridade, segurança e disponibilidade dos dados corporativos.
Domínio DSS – Entregar, Servir e Suportar (Gestão Operacional) Foco: Garantir a entrega eficiente e segura dos serviços de TI no dia a dia.
30. DSS01 – Gerenciar Operações: Monitora e executa as operações de TI em conformidade com os processos.
31. DSS02 – Gerenciar Requisições de Serviço e Incidentes: Trata solicitações dos usuários e resolução de incidentes.
32. DSS03 – Gerenciar Problemas: Analisa causas de incidentes e evita recorrência de falhas.
33. DSS04 – Gerenciar Continuidade: Planeja e assegura a continuidade dos serviços de TI em casos de falhas graves.
34. DSS05 – Gerenciar Serviços de Segurança: Monitora ameaças e garante resposta a incidentes de segurança.
35. DSS06 – Gerenciar Controles de Processos de Negócio: Assegura que os controles internos de processos estejam operando corretamente.
Domínio MEA – Monitorar, Avaliar e Analisar (Gestão de Monitoramento e Conformidade) Foco: Medir desempenho e conformidade dos serviços e processos.
36. MEA01 – Monitorar, Avaliar e Analisar o Desempenho e Conformidade: Acompanha e avalia se os objetivos de TI estão sendo atingidos.
37. MEA02 – Monitorar, Avaliar e Analisar o Sistema de Controle Interno: Verifica se os controles estão funcionando como esperado.
38. MEA03 – Monitorar, Avaliar e Analisar a Conformidade com Requisitos Externos: Garante aderência a leis, regulamentações e contratos.
Domínio APO (continuação) – Novos objetivos introduzidos no COBIT 2019
39. APO14 – Gerenciar Dados (aprimorado em 2019): Fortalece a governança de dados como ativo estratégico, com foco em qualidade, acesso e valor.
40. BAI12 – Gerenciar Privacidade: Introduzido para lidar com requisitos de privacidade e conformidade com leis como LGPD e GDPR.
Fatores de Design são elementos contextuais usados para personalizar a aplicação do COBIT em cada organização. Exemplos incluem Estratégia corporativa / Tolerância a riscos
Ameaças e requisitos de conformidade / Tecnologia usada / Funções da TI (centralizada, descentralizada, terceirizada)
Esses fatores ajudam a adaptar o sistema de governança às necessidades específicas de cada ambiente organizacional.
Modelo de Maturidade (Níveis de Capacidade) COBIT permite avaliar a maturidade dos processos de TI por meio de 6 níveis de capacidade. Isso ajuda na definição de metas realistas e no acompanhamento da
evolução.
Nível 0 – Incompleto processo não existe ou falha sistematicamente em atingir o propósito pretendido.
Nível 1 – Executado processo é minimamente executado e atinge seu propósito de forma básica. Ainda não há padronização, documentação formal ou controle sobre a execução.
Nível 2 – Gerenciado processo é executado de forma gerenciada. Já existem práticas documentadas, recursos designados e responsabilidades atribuídas. A execução é planejada, monitorada e ajustada, embora
possa haver variações. Já há um certo nível de controle e repetibilidade.
Nível 3 – Estabelecido processo está padronizado e bem definido, com procedimentos documentados, ferramentas apropriadas e integração com outros processos da organização. A execução segue padrões
formais, e há consistência e previsibilidade nos resultados. É um marco importante de maturidade organizacional.
Nível 4 – Previsível processo é monitorado com métricas precisas, e os resultados são estatisticamente previsíveis. A organização utiliza indicadores de desempenho (KPIs) para detectar desvios e promover
melhorias contínuas. O controle é quantitativo, com nível avançado de governança e padronização.
Nível 5 – Otimizado processo é continuamente melhorado com base em feedback e inovações tecnológicas. A organização promove melhorias proativas, usando lições aprendidas, benchmarking e automação. Há
uma cultura de excelência e inovação, com forte alinhamento estratégico.
ITIL 4
Principais Componentes da ITIL 4
1. Sistema de Valor de Serviço (SVS – Service Value System) é o coração da ITIL 4, descrevendo como todos os componentes e atividades da organização trabalham juntos para criar valor. Ele integra governança, práticas,
princípios e melhorias contínuas, garantindo alinhamento estratégico entre TI e negócios.
2. Cadeia de Valor de Serviço (SVC – Service Value Chain) é um modelo operacional que detalha as atividades-chave necessárias para criar, entregar e manter produtos e serviços. Ela é composta por (6) seis atividades
centrais Planejar / Engajar / Projetar e Transicionar / Obter e Construir / Entregar e Suportar / Melhorar
Essas atividades se interconectam e podem ser combinadas de diversas formas, formando fluxos de valor que respondem às demandas do cliente.
3. Princípios Orientadores (Guiding Principles) ajudam a tomar decisões estratégicas e operacionais 1. Foque no valor / 2. Comece de onde você está / 3. Progrida iterativamente com feedback / 4. Colabore e
promova visibilidade / 5. Pense e trabalhe holisticamente / 6. Mantenha as coisas simples e práticas / 7. Otimize e automatize
Esses princípios são universais e aplicáveis a qualquer tipo de decisão organizacional.
4. Governança é essencial para garantir que a organização opere de acordo com sua estratégia . Ela define autoridade, responsabilidades e mecanismos de monitoramento para que os serviços estejam sempre
alinhados aos objetivos do negócio.
5. Melhoria Contínua (Continual Improvement) permeia todo o SVS, sendo um elemento essencial para evolução dos serviços. Modelo cíclico de 7 (sete) etapas 1. O que deve ser melhorado? / [Link] estamos
agora? / 3. Onde queremos chegar? / [Link] chegamos lá? / [Link] para chegar lá / 6. Verificamos se chegamos? / [Link] manter o momento?
Este ciclo ajuda a mensurar, planejar e implementar melhorias significativas e sustentáveis.
Práticas da ITIL 4: substituem os antigos “processos” da ITIL v3. A ITIL 4 define 34 práticas de gerenciamento. Cada prática é flexível, adaptável e integrável com outras metodologias modernas. São agrupadas em três
categorias:
1. Práticas de Gerenciamento Geral: incluem governança, estratégia, arquitetura, riscos, segurança, entre outras.
2. Práticas de Gerenciamento de Serviço: como gerenciamento de incidentes, mudanças, nível de serviço, disponibilidade, continuidade etc.
3. Práticas de Gerenciamento Técnico: como desenvolvimento de software, gerenciamento de infraestrutura e automação.
BPMN
QUATRO TIPOS DE SÍMBOLOS representam o comportamento do processo.
1. OBJETOS DE FLUXO divididos em três tipos:
ATIVIDADES trabalho que é executado, algo que é feito, simbolizados por quadrados.
EVENTOS ocorrências, algo que acontece, simbolizados por círculos.
GATEWAYS pontos de desvio que determinarão o caminho que o processo seguirá, simbolizados por diamantes.
2. SWIMLANES dois tipos:
PISCINAS representam processos e participantes no processo.
RAIAS cada piscina possui várias raias, que simbolizam os papeis, áreas e responsabilidades no processo.
3. OBJETOS DE CONEXÃO conectam objetos de fluxo.
FLUXO DE SEQUÊNCIA mostra em que ordem as atividades são executadas, e é simbolizado por uma linha cheia e uma seta adiante.
FLUXO DE MENSAGENS indica quais as mensagens que fluem entre dois processos/piscinas, e é representada por uma linha tracejada, um círculo aberto e uma seta aberta no fim.
ASSOCIAÇÃO conecta os artefatos aos objetos de fluxo, e é simbolizado por uma linha tracejada.
4. ARTEFATOS trazem um maior nível de detalhe ao diagrama, pois permitem que informações extras sejam trazidas.
ANOTAÇÕES permitem que o modelador descreva partes adicionais do fluxo do modelo ou notação.
GRUPOS organizam tarefas ou processos que possuem relevância no processo como um todo.
OBJETOS DE DADOS representam dados colocados no processo, dados que resultam do processo, dados que precisam ser coletados ou dados que devem ser armazenados.
DIAGRAMA DE COREOGRAFIA (Coreography Diagram) tipo de diagrama que difere em propósito e comportamento da representação de um processo de negócio padrão (diagrama de orquestração). Define como processos
interagem uns com os outros.
DIAGRAMA DE ORQUESTRAÇÃO mais conhecido e utilizado pela maioria das ferramentas de modelagem e define o fluxo das atividades do processo de uma organização.
OKR (Objective and Key Results ou Objetivos e Resultados-Chave)
Sistema de gestão usado por empresas que buscam nortear sua estratégia por meio de dados, ciclos curtos de aprendizado e foco no valor agregado aos seus clientes.
Objetivos (Objectives) são descrições qualitativas curtas, envolventes e desafiadoras.
Resultados-chave (Key Results) estabelecem e monitoram COMO saber se a organização está chegando no objetivo.
Os resultados-chave são quantitativos, específicos e limitados no tempo. Recomenda-se que para cada objetivo existam de dois até cinco resultados-chave.
Metodologia de Ponto de Função (Function Points - FP)
APF mensurar o esforço necessário para desenvolver ou manter um software com base na complexidade funcional, não no código.
Componentes Funcionais categoriza as funções em 5 tipos:
Entradas Externas (EE) – dados que entram no sistema (ex: formulários).
Saídas Externas (SE) – dados processados enviados para fora (ex: relatórios).
Consultas Externas (CE) – combinações de entrada e saída simples.
Arquivos Lógicos Internos (ALI) – base de dados mantida pelo sistema.
Arquivos de Interface Externa (AIE) – base de dados usada, mas mantida por outro sistema.
Cálculo Cada componente recebe uma complexidade (baixa, média ou alta) e um peso. O total é ajustado por um fator de complexidade técnica para gerar os Pontos de Função ajustados (PFa).
Aplicações Estimativas de esforço e custo. / Comparação de produtividade entre projetos. / Contratos de desenvolvimento de software.
Story Points
Story Points unidade relativa de medida de esforço, usada principalmente em metodologias ágeis (como Scrum), para estimar o trabalho necessário para completar uma user story (história de usuário). Objetivo: Avaliar o esforço
relativo, a complexidade, os riscos e a incerteza de uma tarefa, em vez de medir tempo diretamente.
Como são atribuídos Estimativas feitas em conjunto pela equipe. / Utilização de escalas como Fibonacci (1, 2, 3, 5, 8, 13...), T-shirt sizes (P, M, G) ou outras. / Baseadas na experiência da equipe e em comparações com
histórias anteriores.
Rational Unified Process (RUP)
RUP metodologia de desenvolvimento de software que oferece uma abordagem estruturada, iterativa e incremental para a produção de sistemas de software de alta qualidade. Ele combina boas práticas da engenharia de
software com foco em organização, documentação e gestão de riscos.
Não é um processo rígido, mas sim um framework adaptável que pode ser ajustado conforme as necessidades específicas de cada projeto ou organização.
Seu principal objetivo é guiar as equipes durante todo o ciclo de vida do desenvolvimento, desde a concepção até a entrega e manutenção do sistema.
O processo é dirigido por casos de uso (use-case driven)
O RUP é organizado em quatro fases principais:
1. Iniciação (Inception) – Define o escopo do projeto, os principais casos de uso, riscos iniciais e uma estimativa preliminar de tempo e custo. O objetivo é garantir o entendimento do problema e a viabilidade do projeto.
2. Elaboração (Elaboration) – Refina a visão do sistema, define sua arquitetura base, detalha os principais requisitos e resolve riscos técnicos. Ao final desta fase, espera-se ter uma arquitetura sólida e um plano mais
preciso.
3. Construção (Construction) – Consiste no desenvolvimento iterativo do sistema, com codificação, testes e integração contínuos. É a fase onde a maior parte do software funcional é construída.
4. Transição (Transition) – Envolve a entrega do produto ao cliente ou ao ambiente de produção. Inclui testes finais, treinamentos, correções e ajustes baseados no feedback do usuário.
Paralelamente às fases, o RUP define disciplinas (ou workflows) que abrangem atividades técnicas e de apoio, como: modelagem de negócios, requisitos, análise e design, implementação, testes, configuração e
gerenciamento de mudanças, gerenciamento de projetos e ambiente de desenvolvimento.
CMMI (Capability Maturity Model Integration)
CMMI busca elevar a qualidade, previsibilidade e eficiência dos processos organizacionais por meio da definição de práticas estruturadas e evolutivas. O CMMI é construído com base em níveis de maturidade, que representam
diferentes graus de sofisticação e controle dos processos de uma organização.
1. Inicial: processos são imprevisíveis, mal controlados e reativos. As organizações nesse estágio frequentemente dependem do esforço individual, e os resultados são inconsistentes. Não há práticas estabelecidas ou repetíveis.
2. Gerenciado: projetos são planejados e gerenciados. Existem práticas básicas de gerenciamento de projetos implementadas, como controle de requisitos, cronogramas e orçamento. Os processos são documentados em nível
de projeto, mas ainda não são padronizados na organização como um todo.
3. Definido: processos são padronizados, documentados e integrados em toda a organização. Existe um conjunto comum de processos organizacionais, adaptado para diferentes projetos. A gestão é mais proativa e baseada em
boas práticas consolidadas.
4. Gerenciado Quantitativamente: organização utiliza medições e controles estatísticos para monitorar e controlar os processos. A previsibilidade é elevada, e decisões são tomadas com base em dados quantitativos e métricas
de desempenho.
5. Otimização: processos são continuamente melhorados por meio de inovações e feedback quantitativo. A organização é capaz de se adaptar rapidamente a mudanças e busca constantemente a excelência operacional,
reduzindo variabilidade e eliminando causas de falhas.
[Link] (Melhoria de Processo do Software Brasileiro)
[Link] define práticas organizadas em níveis de maturidade, que representam o grau de formalização, institucionalização e melhoria contínua dos processos de software. A principal característica do [Link] é a adoção
incremental, permitindo que as empresas evoluam de forma gradual, passo a passo, conforme sua capacidade. O modelo é estruturado em sete níveis de maturidade:
Nível G – Parcialmente Gerenciado: Neste nível, a organização estabelece práticas básicas de gerenciamento, como planejamento e acompanhamento de projetos, e controle de requisitos. É o ponto de partida para empresas
que estão iniciando a institucionalização de seus processos.
Nível F – Gerenciado: Amplia o controle sobre os processos, incorporando práticas como medição, garantia da qualidade e gerência de configurações. Há maior visibilidade sobre os resultados e a execução dos projetos.
Nível E – Parcialmente Definido: Começa a definição dos processos organizacionais padrão, que servirão de base para os projetos. Os processos tornam-se mais consistentes e menos dependentes de indivíduos.
Nível D – Largamente Definido: A organização passa a adotar e adaptar seus processos definidos com base em metas organizacionais. A gerência de recursos humanos e a verificação e validação dos produtos também são
incorporadas.
Nível C – Definido: Todos os processos são padronizados, documentados e utilizados de maneira consistente em toda a organização. A organização começa a analisar e melhorar seus processos de forma sistemática.
Nível B – Gerenciado Quantitativamente: Introduz a medição quantitativa dos processos e produtos. A organização utiliza dados e métricas para entender o desempenho de seus processos, reduzindo variações e
aumentando a previsibilidade.
Nível A – Em Otimização: No nível mais alto, a organização realiza melhorias contínuas com base em análise quantitativa e inovações. Os processos são refinados de forma proativa, buscando a excelência operacional.
METODOLOGIA ÁGIL
SCRUM baseado em código para gerenciar PROJETOS, PRODUTOS E PROCESSOS.
CARACTERÍSTICAS Adaptação em vez de planejamento / NÃO utiliza muita documentação / processos mais simplificados / facilita adaptação às mudanças de requisitos / permite entregas rápidas e menores /
Abordagem iterativa e incremental para aperfeiçoar e otimizar a previsibilidade e controle de riscos / PAPÉIS: são poucos, mas bem definidos.
Usado em ambientes complexos, onde os requisitos e as prioridades mudam constantemente.
Empirismo afirma que conhecimento vem da experiência e da tomada de decisões com base naquilo que é verdadeiro e conhecido.
3 PILARES FUNDAMENTAIS Transparência, Inspeção e Adaptação (T.I.A).
SCRUM TEAM (ST) auto organizável (escolhe qual melhor forma para realizar próprio trabalho) e multifuncional (possui todas competências/não depende de outros de fora da equipe). Responsável por entregar
produtos de FORMA ITERATIVA/INCREMENTAL, maximizando oportunidades de realimentação (feedback).
SPRINT ciclos completos de desenvolvimento de DURAÇÃO FIXA (ATÉ 1 MÊS).
Permite feedbacks constantes quanto ao que está sendo desenvolvido.
FINAL DE CADA SPRINT incrementos potencialmente entregáveis do produto. / Entrega-se incremento potencialmente funcional (capaz de entrar em produção!).
SCRUM TEAM = Product Owner (PO) + Scrum Master (SM) + Development Team (DT).
PO macrogestão e gestão do produto / Maximizar valor do produto e do trabalho da equipe de desenvolvimento / único que pode gerenciar o Product Backlog (PB) / Pode delegar atividades de gerenciamento para ST,
mas ainda será considerado o responsável pelos trabalhos / Prioriza E Ordena itens do PB e seleciona aqueles que serão implementados / Garante o ROI / Expressa claramente itens do PB / Garante que PB seja visível,
transparente, claro para todos, e mostrar o que o ST vai trabalhar a seguir / Por garantir que o DT entenda os itens do PB no nível necessário.
DT ≠ ST SM pode ser do DT e o PO pode ser do DT, mas um SM jamais pode ser o PO!
DT 3 e 9 integrantes deve ser pequeno, de forma a se manter ágil e produtivo, e grande o suficiente de forma que a coordenação dos membros não cause problemas.
Responsável pela MICRO-GESTÃO E CRIAÇÃO do produto.
AUTO ORGANIZADOS ninguém (nem mesmo o SM) diz ao DT como transformar o PB em incrementos de funcionalidades potencialmente utilizáveis.
Multifuncionais possuem todas habilidades necessárias para criar o incremento do Produto.
Scrum NÃO RECONHECE TÍTULOS para os integrantes do DT que não seja desenvolvedor, independentemente do trabalho que está sendo realizado pela pessoa.
INTEGRANTES DO DT PODEM TER HABILIDADES especializadas, mas a responsabilidade pertence aos desenvolvedores como um todo.
Não contém times dedicados, tais como teste ou análise de negócios.
Estruturados e autorizados pela organização para organizar e gerenciar seu próprio trabalho.
SCRUM MASTER (SM) responsável pela gestão de PESSOAS/PROCESSO.
Deve garantir que o Scrum seja entendido/aplicado (garante que o ST adere à teoria/práticas/regras do Scrum).
Ajuda os que estão fora do ST a entender quais interações SÃO ÚTEIS E QUAIS NÃO SÃO.
Ajuda todos a mudarem estas interações para maximizar o valor criado pelo ST.
Responsável por ORIENTAR PO na criação e ordenação do PB + Garantir que regras do Scrum estejam sendo cumpridas e seus valores estejam sendo seguidos + AJUDAR remover impedimentos que o time
enfrente, fazendo isso sem o uso de qualquer autoridade + FAZER com que reunião flua adequadamente, embora não seja o responsável pela condução + AJUDAR treinar DT em autogerenciamento e
interdisciplinaridade + TREINAR o DT em ambientes organizacionais nos quais o Scrum não é totalmente adotado e compreendido + ENSINAR ST a criar itens do PB de forma clara e concisa + AUXILIAR PO na
comunicação clara da visão, objetivo e itens do PB para o DT.
UTILIZA TÉCNICAS facilitação/coaching para ST visualizar problema/encontrar melhor solução.
ARTEFATOS
1. SPRINT (CORRIDA) unidade básica de desenvolvimento; dura entre 1 semana e 1 mês (+/-); são um esforço dentro de uma "caixa de tempo" (duração específica) de um comprimento constante.
2. PRODUCT INCREMENT final de cada sprint, entrega de um incremento do produt o, resultado do que foi produzido durante a sprint. Permite ao PO perceber o valor do investimento e vislumbrar outras
possibilidades.
3. BACKLOG conjunto de requisitos priorizados pelo PO; UTILIZA 4 ARTEFATOS PRINCIPAIS:
PB lista priorizada de tudo que pode ser necessário no produto.
SPRINT BACKLOG lista de tarefas para transformar o PB, por uma Sprint, em um incremento do produto potencialmente entregável.
BURNDOWN DE RELEASE mede PB restante ao longo do tempo de um plano de release.
BURNDOWN DE SPRINT mede itens do Sprint Backlog restantes ao longo do tempo de uma Sprint.
3 FASES PRINCIPAIS:
1. PRÉ-PLANEJAMENTO (PRE-GAME PHASE) Define sistema sendo desenvolvido. Cria-se PB + arquitetura de alto nível.
2. DESENVOLVIMENTO (GAME PHASE) sistema desenvolvido em sprints, por meio de uma abordagem iterativa. A cada sprint, novas funcionalidades são adicionadas de modo tradicional , (análise, projeto,
implementação, etc).
3. PÓS-PLANEJAMENTO (POST-GAME PHASE) Após desenvolvimento são feitas reuniões para analisar o progresso do projeto e demonstrar o software atual para os clientes. Aqui são feitas as etapas de integração,
testes finais e documentação.
KANBAN método para GESTÃO DE MUDANÇAS com foco na visualização do trabalho em progresso (Work In Progress), identificando oportunidades de melhorias, tornando explícitas as políticas seguidas e os problemas
encontrados e, por fim, favorecendo uma cultura de melhoria evolutiva.
PRÁTICAS DO KANBAN Implemente mecanismos de feedback; / Gerencie e meça o Fluxo de Trabalho; / Visualize o Processo; / Limite o WIP (Work In Progress); / Torne as políticas dos processos explícitas; / Melhore
colaborativamente e com métodos científicos.
EXTREME PROGRAMMING (XP) metodologia ágil de desenvolvimento de software para equipes pequenas e para projetos com requisitos vagos e em constante mudança.
PRINCÍPIO código-fonte = melhor documentação, pois qualquer outra se torna rapidamente desatualizada e perde sua confiabilidade.
REQUISITOS EXPRESSOS COMO CENÁRIOS (histórias do usuário) implementados diretamente como uma série de tarefas.
PROGRAMADORES TRABALHAM EM PARES desenvolvem testes para cada tarefa antes da escrita do código.
Sempre que há integração, há novos testes.
DESENVOLVIMENTO INCREMENTAL apoiado por pequenos e frequentes releases do sistema e por uma abordagem de descrição de requisitos baseada nos cenários do cliente. Ademais, o envolvimento do cliente
em tempo integral facilita o desenvolvimento e melhora a qualidade do produto.
5 VALORES FUNDAMENTAIS
1. COMUNICAÇÃO para se desenvolver um sistema, exige-se comunicar os requisitos de sistema para os desenvolvedores. Em metodologias formais de desenvolvimento de software, esta tarefa é realizada por
meio de documentação. XP favorece projetos simples, metáforas comuns, a colaboração dos usuários e programadores, a comunicação verbal frequente, e feedback.
2. SIMPLICIDADE XP incentiva que se comece com a solução mais simples. Funcionalidades adicionais podem ser acrescentadas posteriormente. Codificação/projeto de necessidades futuras incertas
implicam risco de gastar recursos em algo não mais necessários, embora talvez atrasando aspectos cruciais.
3. FEEDBACK ocorre quando TESTES UNITÁRIOS/TESTES DE INTEGRAÇÃO retornam o estado do sistema após a implementação das mudanças. Ademais, como os clientes participam do desenvolvimento de
testes, eles podem dar um feedback instantâneo. Quando o cliente traz um novo requisito, recebe um feedback de tempo e orçamento.
4. CORAGEM permite que desenvolvedores se sintam confortáveis com o ato de refatorar o seu código, quando necessário. Eventualmente, há de se ter coragem para jogar fora um código ou para remover um
código obsoleto, não importa quanto esforço e tempo se gastou para produzi-lo. Além disso, coragem significa persistência, pois um programador pode se encontrar preso em um problema complexo durante um dia
inteiro sem conseguir resolver.
5. RESPEITO RESPEITO PELOS OUTROS/AUTO-RESPEITO. Ninguém na equipe deve se sentir desvalorizado ou ignorado. Isso garante um alto nível de motivação e incentiva a lealdade dentro da equipe. Este valor
é muito dependente dos outros valores.
PRÁTICAS XP
1. PLANEJAMENTO INCREMENTAL requisitos são registrados em cartões de histórias e as histórias a serem incluídas em um release são determinadas pelo tempo disponível e sua prioridade relativa.
Desenvolvedores dividem essas histórias em tarefas.
2. PEQUENOS RELEASES conjunto mínimo útil de funcionalidade que agrega valor ao negócio. Desenvolvido primeiro. Releases do sistema são frequentes e adicionam funcionalidade incrementalmente ao
primeiro release.
3. PROJETO SIMPLES realizado um projeto suficientemente simples de modo que atenda aos requisitos atuais e nada mais.
4. DESENVOLVIMENTO TEST-FIRST framework automatizado de teste unitário é usado par escrever testes para nova parte da funcionalidade antes que esta seja implementada. Portanto, primeiro se escreve o
teste, depois faz-se a implementação.
5. REFACTORING Espera-se que todos os desenvolvedores recriem o código continuamente tão logo os aprimoramentos do código forem encontrados. Torna código simples de entender e fácil de manter.
6. PROGRAMAÇÃO EM PARES desenvolvedores trabalham em pares, um verificando trabalho do outro e fornecendo apoio para bom trabalho. Utilizam mesmo mouse, teclado e monitor.
7. PROPRIEDADE COLETIVA pares de desenvolvedores trabalham em todas as áreas do sistema, de tal maneira que NÃO SE FORMEM ILHAS DE CONHECIMENTO, com todos os desenvolvedores de posse de
todo o código. Qualquer um pode mudar qualquer coisa.
8. INTEGRAÇÃO CONTÍNUA Tão logo tarefa seja concluída, é integrada ao sistema como um todo. Depois de qualquer integração, todos os testes unitários do sistema devem ser realizados.
9. RITMO SUSTENTÁVEL GRANDES QUANTIDADES DE HORAS EXTRAS NÃO SÃO CONSIDERADAS ACEITÁVEIS, pois, no médio prazo, há uma redução na qualidade do código e na produtividade.
10. METÁFORAS equipe se comunica sobre o desenvolvimento de software por meio de metáforas, caso consiga encontrar uma que realmente faça sentido dentro do contexto e possa facilitar a comunicação.
11. CLIENTE ON-SITE representante do usuário final deve estar disponível em tempo integral para apoiar a equipe. Cliente é um membro da equipe de desenvolvimento e é responsável por trazer os requisitos
do sistema.
12. REUNIÕES EM PÉ para não se perder o foco nos assuntos, produzindo reuniões mais rápidas, somente abordando as tarefas realizadas e tarefas a realizar pela equipe no futuro.